Vinhos da Semana

Vinhos da semana anterior ao meu aniversário. Um preparo para o que está por vir, já que pretendo me tratar muito bem por quinze dias. Como diriam meus amigos Gaúchos, “Bah, para quê só comemorar um dia chê?!”  Mereço mais que isso, modéstia é uma de minhas principais virtudes (rsrsrs), então vou mesmo é me tratar muito bem e desbravar alguns rótulos que guardo já faz um tempinho. Enquanto isso, eis os vinhos tomados na preparação para o evento principal.

 

semana-1-de-2009-004

 

Espumante Milantino Moscatel – Havia prometido fazer de cada semana uma data especial para tomar espumantes e já comecei. Porquê aguardar os momentos especiais e não, simplesmente, criá-los por decreto pessoal? Espuma abundante, perlage fina de pouca intensidade, porém constante. Nariz tímido, porém de boa tipicidade. Entrada de boca saborosa, algo doce, mas bem balanceado pela existência de uma acidez correta dando-lhe maior equilíbrio. Fácil de agradar, um pouco doce em demasia para o meu gosto, sendo ótima companhia para uma sobremesa. Produtor de pequeno porte no Vale dos Vinhedos, trazido pela Lusitana que o vende em Sampa por R$35,00. I.S.P.  

 

Blackbird Bonarda/Malbec 06 – Tinha provado este vinho na Wines of Argentina do ano passado e o achado bem interessante. Esta é uma linha básica, de entrada, da Clop y Clop que possui um portfolio bem mais amplo trazido pela D’Olivino. Vi no mercado perto de casa e comprei uma garrafa para fazer a prova dos nove. Só confirmou tudo o que tinha achado em minhas primeiras impressões. Um vinho simples, agradável, honesto, bastante saboroso, corpo leve e fácil de tomar, uma opção aos varietais trazendo alguns aromas e sabores mais elaborados e diferentes. Se não tem grandes virtudes, também não tem defeitos e pelo preço de R$19,00 é uma boa opção para o dia-a-dia junto com outros vinhos argentinos já mencionados aqui anteriormente. Um vinho que satisfaz acompanhando uma pizza de calabreza ou peperoni. I.S.P. 

 

Stepping Stone Padthaway Shiraz 05 – um vinho australiano da região de Limestone Coast que meu sobrinho me trouxe no Natal de 2007.  Lá, custa algo próximo a 13 dólares australianos o que equivale a mais ou menos USD9. Pensando bem, custa praticamente o mesmo que o Blackbird aqui acima, sacanagem!!! A esse preço estaria costumeiramente sobre a minha mesa e na minha taça, um vinho sedutor que me agradou sobremaneira. Cor bonita de um rubi profundo, bem frutado com leves toques apimentados. Na boca confirma a fruta, com a madeira muito bem posicionada não se sobrepondo ao vinho em momento nenhum. Vinho de muito boa acidez, textura encantadora, jovial e macio, taninos sedosos e um final de boca muito saboroso de boa pesistência mostrando toques herbáceos. Com teor de álcool de 13.5% em perfeita harmonia, a garrafa terminou rápido demais, deixando-nos, tomei com meu genro, com água na boca e desejos de mais algumas garrafitas. Se alguém estiver por lá e quiser me presentear, pode trazer uma caixa! Bom demais, me deixou feliz e deixou saudades. Quem sabe algum importador não se anima?!

 I.S.P.  

 

Palazzo Della Torre 01 – elaborado com Corvina, Rondinella e um tico de Sangiovese. Cerca de 70% do lote é viníficado de imediato, enquanto o restante passa por um processo de secagem em esteiras ao estilo amarone para posterior mescla dos lotes. Uma inovação do produtor que perde assim a classificação de DOC, menos importante do que o nome Allegrini que lhe confere a importância e prestigio que merece. Um vinho suculento, diferente, com um nariz muito agradável em que aparecem frutas do bosque, baunilha e algo floral. Na boca sabores complexos em que sobressai alguma fruta passa, bem balanceado, taninos finos e sedosos num ótimo final de boca. Muito similar ao 2004, mas este está mais maduro, médio corpo com taninos mais equacionados e macios com um final algo mineral. Um belo vinho que está na Expand (04) com um preço em torno de R$98,00.

 I.S.P.  

 

Amancaya 06 – um vinho fruto da sociedade entre Lafite-Rothschild e Catena Zapata na Bodega Caro, um assemblage de 50/50 Malbec e Cabernet Sauvignon. Uma segunda avaliação deste bom vinho que só tinha degustado anteriormente, o que é algo bem diferente de tomá-lo. Sem duvida alguma um bom vinho, em que se sente bem a influência de Bordeaux com toques Mendocinos. Possui intensa fruta madura no nariz, algo de café torrado e carvalho. Encorpado, firme, grande volume de boca, taninos presentes ainda bastante firmes mesmo após 45 minutos de decanter, um vinho austero, classudo e equilibrado, mostrando uma certa elegância, mas que ganhará muito com mais um ou dois anos de garrafa. O final de boca é bastante agradável de boa acidez,talvez algo mineral, média persistência e retrogosto levemente apimentado . Comprarei mais uma garrafa e a abrirei daqui a dois anos só para sentir a evolução, mas creio que crescerá muito em elegância e finesse. Um vinho de muitas qualidades, mas que ainda está muito jovem para se sentir todo seu potencial e que certamente se tornará mais amistoso com o tempo. Acho que andamos tomando determinados vinhos cedo demais, mas esse é assunto para outo post. Na Mistral por R$69,00. I.S.P. $

 

Salute e kanimambo

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Vinhos da Semana – Um Pouco de Tudo

          Um período interessante com vinhos de diversas regiões e cepas. Uns vinhos conhecia, outros não, uns confirmaram outros, não. Enfim, a diversidade e surpreendentes sabores que fazem com que nossa vinosfera seja um eterno processo de garimpo e descobertas.

 

semana-interessante

 

La Posta Bonarda 2006 – da Estela Armando Vineyards, este foi uma recomendação do Luiz Horta que, mais uma vez acertou na cabeça. Esta cepa quando bem trabalhada, produz caldos muito interessantes e agradáveis o que se confirmou neste vinho. De bonita cor rubi intensa, aromas de frutas silvestres e nuances de fumado advindos da madeira, tudo muito sóbrio e bem harmonizado na taça. Na boca é muito saboroso de taninos amistosos e aveludados, bem equilibrado, boa estrutura com um final de boca de média persistência e algo apimentado. Um vinho que me agradou sobremaneira. Em agosto do ano passado o comprei por R$39,00. Com o Dólar do jeito que está, creio que o preço é hoje em torno de R$50 na Vinci Vinhos. I.S.P.  

 

Lyngrove Reserve Shiraz/Pinotage 2005 – Não é o primeiro Lyngrove que provo e este só veio confirmar a primeira impressão quando provei o varietal shiraz deles há cerca de um ano atrás. São vinhos que necessitam de tempo e de uma decantação bastante longa para arredondar um pouco seus duros taninos. Álcool um pouco alto, 14.5% o que convém manter a temperatura um pouco mais próximo de 16º. Paleta aromática de boa intensidade, bem frutada e com presença de especiarias. Na boca a madeira está bem presente, taninos firmes, concentrado, final de média persistência apresentando um retrogosto um pouco defumado um vinho austero para acompanhar pratos de igual porte. Importação da Wine Company, custava R$53,00 em Outubro, agora não sei. I.S.P.  

 

Casa de Santar DOC 2003 – Um Dão elaborado com um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Afrocheiro com 13% de teor alcoólico. Comprei devido à boas criticas que o 2005 vem recebendo e porque gosto bastante do Reserva. Este não me agradou não. Achei demasiado rústico, taninos duros com uma certa agressividade e uma acidez cortante. Na boca mostra-se bastante encorpado, terroso, tostado com grande concentração. O amigo Álvaro Galvão costuma dizer que há que se dar três chances ao vinho; a primeira porque a garrafa pode não estar boa, a segunda porque pode ser que você não esteja bem no dia e a terceira, bem, essa é a derradeira! Acho que vou fazer isso com este vinho e nos darmos uma nova chance antes de eu tecer mais comentários já que corro o sério risco de estar sendo injusto.

 

Achaval Ferrer Malbec 2004 – Meu porto seguro, um Malbec de muita personalidade e bastante constante. Este 2004 está no ponto para ser tomado, macio e redondo, fruta vermelha madura, boa acidez ainda presente, taninos doces, cremoso, harmônico e elegante com final de boca agradável, longo e prazeroso invitando à próxima taça. Companhia que alegrou meu primeiro churrasco do ano tendo sido ótimo parceiro para uma maminha na brasa. Um dos melhores Malbecs disponíveis no mercado e só lamento que o preço não seja assim tão convidativo. Importação da Expand onde a safra de 2005 se encontra por R$85,00 e a de 2006 (excelente) por R$98,00 ou por volta disso. I.S.P.  

 

Muralhas de Monção 2006 – Um dos vinhos verdes mais consumidos em Portugal e por aqui tem os seus seguidores também, eu sendo um deles. Corte de Alvarinho com Trajadura, muito cítrico com nuances florais, sempre apresentando grande frescor e muito balanceado, é um vinho que safra pós safra mostra uma consistência impar e substância, algo nem sempre disponível nos vinhos verdes disponíveis no mercado. Tem um final de boca muito agradável e de boa persistência apresentando um retrogosto de frutas tropicais e algo mineral. Um vinho muito saboroso, ótimo para o verão acompanhando uns camarõezinhos grelhados ou uma lula à dorê enquanto o sol se põe sobre as águas do mar tranqüilo. Não é de grandes complexidades, mas é certeiro, direto diz logo ao que vem e nos deixa bem felizes e satisfeitos, missão cumprida com honras e bom preço, por volta dos R$38,00. Importador Barrinhas e disponível num grande numero de lojas, inclusive a Casa Palla, um dos bons pontos de venda aqui na região Oeste de Sampa e Cotia/Granja Viana

 I.S.P.  

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Salute e Kanimambo

Comemorando (mais um) Aniversário.

Cisplatino Torrontés 07, Chateauneuf-du-Pape 01 e para finalizar um Etchart Torrontés Late Harvest, eis os acompanhamentos de meu jantar de celebração de um ano do primeiro post deste blog, dia 17 de Dezembro. O bom é que não faltam desculpas nem momentos para me tratar bem. Ao longo do ano tenho o aniversário da coluna, do primeiro post, do blog, o meu (tá chegando), de casamento, dos filhos, Páscoa, Natal , Reveillon …. e por aí vai!

Um dos pratos que mais curto é Strogonoff de Filé ao qual agregamos meio cálice de aguardente velha, pode ser conhaque, quase ao final do preparo, antes de acrescentar o creme de leite. Fica divino e é um prato relativamente fácil de harmonizar como mais uma vez ficou comprovado neste gostoso jantar. Mas falemos dos vinhos que é por isso que você clicou aqui.

 

niver-blog-081 Cisplatino Torrontés 2007, um belo achado pelo preço. Um vinho de qualidade produzido pela Pisano/Uruguay e, em se tratando de uma gama de introdução á boa e extensa linha de rótulos desta vinícola. Vinho direto, franco de grande frescor e tipicidade da casta, um pouco quente o que sugere um teor de álcool um pouco alto. Não de grande complexidade, nem se propõe a isto, porém é muito agradável e com um saboroso final de boca, um vinho honesto e correto. Acompanhou bem a lula à doré com molho tártaro que servi para abrir o apetite. Quando o comprei por R$19,00 era uma grande pedida, hoje está por R$33,00 na Mistral. Uma pena!

 

 

Chateauneufu-du-Pape Domaine de La Charbonniere Cuvée Vieilles Vignes 2001. Fazia tempo que não apreciava um Chateauneuf-du-Pape em todo o seu esplendor. Tomei uns goles de um muito bom Chateau La Nerthe, lá na Vinoteca Santa Maria, e um Vieux Telègraphe Telegramme mas é diferente você tomar a garrafa. Calma, éramos três! Um belíssimo vinho que comprei nos Estados Unidos há uns três anos por cerca de USD30. Ótima estrutura, muito bem  equilibrado, grande complexidade aromática que se confirma na boca. Vinho carnoso, denso, boa fruta madura com toques de especiarias, muito boa estrutura e acidez, taninos macios e aveludados. É um clássico que demonstra muita classe e um final de boca algo mineral e muito longo. Quando perdeu temperatura o seu alto teor de álcool apareceu um pouco mas não chegou a incomodar. Pelo que vi não é importado, o que provavelmente o inviabilizaria á minha mesa, e já deixou saudade! Engrandeceu o prato tendo me deixado imensamente feliz.

 

 

Etchart Torrontés Late Harvest 2005, foi uma agradável companhia para uma salada de frutas com sorvete de creme, porém não chega a encantar. Para o meu gosto pessoal, carece de acidez o que o deixa um pouco doce demais, porém é bem feito, saboroso e fácil de tomar, boa intensidade aromática com forte presença floral e boa tipicidade da casta. Preço no mercado (Sampa) por volta de R$35 a 40,00.

 

Salute e kanimambo.

Séptima

Final do ano passado tive a oportunidade de degustar, pela primeira vez, alguns vinhos que a Interfood importa, especificamente os da Bodega Septima, da Codorniu Sur na Argentina. Porquê Septima? Porque foi a sétima vinícola do grupo Codorniu, que hoje possui 11 empreendimentos espalhados pelo mundo. Porquê do convite a esta degustação? Principalmente para o lançamento do María, seu primeiro espumante a ser produzido em Mendoza!

Fui pra conhecer a María e descobri um Cabernet Sauvignon muito saboroso que quase, por muito pouco que não entrou, fez parte de minha lista de Melhores de 2008 dentro de sua faixa de preços. De qualquer forma, eis uma geral de todos os rótulos tomados num agradável almoço realizado no simpático e agradável Aguzzo Caffé e Cucina aqui em São Paulo.

maria-codorniu-sur-altaMaría, que já recomendei em meus posts sobre espumantes em Dezembro, é um produto bastante agradável e fácil de tomar, elaborado com um corte de 60% de Chardonnay e uns 40% de Tocai Friulano pelo método charmat. O resultado é um espumante muito aromático, provavelmente em função do inusitado corte com a Tocai Friulano, frutado, de cor muito clara algo pálida e transparente, de boa espuma e perlage fina, abundante e de boa persistência na taça. Na boca é bastante agradável, fácil de tomar, um pouco curto, com uma forte presença gustativa de maçã verde e leve amargor final que não chega a incomodar. Preço ao consumidor por volta de R$35,00.

Septimo Dia Chardonnay 07, bem cítrico e algo de baunilha mostrando estar muito bem balanceado com ótima acidez tendo acompanhado maravilhosamente bem uma endívia com queijo de cabra, tomate cereja e rúcula. O final de boca é bastante saboroso porém a madeira tende a aparecer um pouco quando sobe a temperatura do vinho na taça. Preço por volta de R$56,00.

Malbec Septima 06, cor típica, fruta intensa, o ácool desponta um pouco no nariz. Na boca mostra taninos doces (álcool acentuado porém equilibrado), se não encanta, também não espanta. Um vinho correto básico que vende por volta de R27,00 no mercado.

Septimo Dia Malbec 06, uma outra historia, de uma linha um degrau acima, elaborado com uvas originárias de vinhedos entre 10 a 25 anos que passa 11 meses em carvalho sendo parte em francês e a outra em americano. Com uma cor bem violeta, mostra grande concentração de fruta com algo floral. Na boca apresenta bom volume, corpo médio de boa estrutura, bem equilibrado com taninos firmes porém finos e elegantes de boa persistência. Preço por volta de R$56,00.

Septimo Dia Cabernet Sauvignon 06, para mim o vinho que mais me encantou tendo apresentado uma relação Qualidade x Preço x Prazer muito boa. De bonita cor ruby brilhante, é um pouco austero, puxado para o clássico, com aromas especiados e algo herbáceos. Ótima estrutura, com uma entrada de boca impactante que amacia na boca, textura sedosa de taninos muito bem equacionados com um agradável e saboroso final de boca de muito boa persistência. Um que certamente habitará minha mesa neste ano de 2009 e o preço é justo pelo qualidade oferecida, cerca de R$56,00.

Septima Gran Reserva 2005, um vinho de guarda aberto cedo demais. Está tudo lá, mas ainda muito fechado não mostrando toda a sua exuberância apesar de mostrar enorme potencial. Um corte de Malbec (55%), Cabernet Sauvignon (34%) e Tannat (11%) que mostra grande potência e estrutura, complexo e expressivo, taninos ainda muito firmes e presentes com um final de boca algo tostado. Para quem tiver paciência, um vinho que, pelo preço e qualidade, vale a pena ser guardado por mais uns dois anos quando acredito estará ótimo. Opcionalmente, deixe decantar por umas duas horas. Preço, incríveis R$80, ou por aí perto, por um vinho Gran Reserva. Este gostaria de provar novamente em 2010!

septima-panorama

Um aspecto muito interessante desta jovem Bodega de 306 hectares, comprada em 1999, é a busca por produtos e cepas diferenciadas. Nesta degustação me chamou a atenção o uso da Tocai Friulano no espumante e o Tannat no Gran Reserva, tendo o enólogo (Rubén Calvo) me informado que já se encontram experimentando com a Nebiollo e que a Tannat vem apresentando ótimos resultados. Uma vinícola a se prestar atenção pois inovar é preciso e parece que eles possuem esse conceito no gen. Como eu sou faminto por novidades, acompanharei com prazer a evolução destes vinhos de e com castas diferenciadas.

Por hoje é só, amanhã publico a lista dos Melhores de 2008 entre R$30 a 50,00. Nos vemos por aqui, salute e kanimambo.

Degustando Argentina II

Bem, afora me ter esbaldado e tomado alguns dos melhores vinhos Argentinos fora do alcance da maioria de nós pobres mortais, tive a oportunidade de também descobrir alguns verdadeiros achados com preços realmente inacreditáveis pela qualidade que entregam e prazer que geram.

 

Trivento, importação da Wine Premium produz alguns vinhos realmente muito interessantes por preço bem camarada. Desde a linha Tribu com um Pinot Noir muito gostoso para o dia-dia por preço ao redor de R$25 e o muito bom Amado Sur por cerca de R$ 45,00, vinhos que já conhecia e já recomendei, provei agora o espumante Brut Nature elaborado com um corte de 60% Pinot e 40% Chardonnay, muito agradável, balanceado e fresco com uma bonita cor decorrente da alta participação da Pinot. Está por somente R$37,00 o que concorre diretamente com nossos espumantes nacionais, e é um produto que me agradou bastante.

 

Bodega Augusto Pulenta da região de San Juan, é mais uma importação da Wine Premium que vale a pena conhecer pela incrível relação Qualidade x Preço x Prazer. Provei um rose de Syrah, mais um, que gostei demais e está por chegar ao Brasil, é o Valbonna Rosé 07 que, apesar de seus 14º de álcool, mostrou um equilíbrio muito bom. Não tem um nariz de grande intensidade, mas na boca é uma delícia, suave, fresco e muito agradável por cerca de R$35,00. A Maria Andréa Pulenta, simpática e bonita representante da Bodega, me explicava que eles estão desenvolvendo um trabalho com a Syrah em San Juan, que começa a apresentar ótimos resultados podendo-se transformar na cepa ícone da região. Tenho que concordar que me parece um projeto muito interessante já que o Valbonna Syrah 2007, um vinho de entrada sem madeira apresentando boa tipicidade no nariz em que afloram frutas vermelhas, é muito saboroso e tem um final de boca muito agradável e especiado. Uma ótima opção para quem quer iniciar seus conhecimentos na uva syrah, ainda por cima porque essa gostosura está por somente R$28,00, imperdível. Possui ainda um vinho top com produção limitada a 8 ou 10.000 garrafas anuais dependendo da safra, 100% Cabernet Sauvignon, por sinal uma marca registrada deles já que todos os varietais são 100%, muito agradável. O Augusto P. 2002, está absolutamente pronto a beber, mas já perdeu muito de seu fulgor e vida, não sendo um vinho de grande guarda apesar de seus doze meses de carvalho e outros tantos de garrafa em cave. É um vinho que deve atingir seu apogeu aí com seus quatro a cinco anos de vida.

 

Cuvelier Los Andes, uma das bodegas do projeto Los Siete na Argentina, uma associação de sete bodegas de investimento francês tendo o Michel Rolland como principal orientador técnico. Tem um Malbec puro que é bom, mas não me encantou. Agora o Grand Vin, corte que tem como protagonista a prória Malbec com 70% a qual se misturam a Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Syrah é um grande vinho, especialmente o 2006 que provei. O 2004 é um vinho potente, quente na boca (15.5º) de grande impacto na boca e taninos finos mostrando boa persistência, mas não me apaixonei. Já o 2006 está estupendo apesar de ainda muito fechado no nariz. Na boca explode em sabores complexos, ótimo corpo de grande estrutura, boa concentração, denso, rico, taninos firmes de muita qualidade e grande elegância. Vinho para decantar por uma hora e se deliciar com toda a sua exuberância. Gamei e está por cerca de R$198,00 na Expand que importa e distribui este rótulo nacionalmente. Parece que o 2006 ainda não está pronto, estando por chegar o 2005, que, de acordo com o enólogo da bodega, está superior. Que venha!

 

 

 

Fabre- Montmayou Patagônia e Mendoza, duas bodegas em um só projeto, produzir bons vinhos extraindo o melhor do terroir de cada região, a preços justos que remunerem adequadamente o produtor mas que permitam que o mesmo seja consumido por pobres mortais como você e eu. Adorei o conceito e adorei os vinhos! Comecei por um estupendo Chardonnay 07, que tanto eu como o Jorge Carrara apostávamos que tinha passado em madeira e teríamos perdido, elaborado com cepas extraídos de vinhedos de cerca de 60 anos, de grande estrutura, nariz intenso de ananás e algo de baunilha (mas sem madeira). Na boca, todavia, aquela sugestão de madeira desaparece, é balanceado, saboroso, um delicioso final de boca e um vinho essencialmente gastronômico. Um dos melhores Chardonnays de Mendoza que já tomei, por apenas R$35,00! Mas tinha mais!! Na mesma faixa de preço um Malbec 05, ainda demonstrando uma certa jovialidade e uma estrutura dificilmente vista em vinhos nesta faixa de preços. O Gran Reserva Malbec 06, um vinho já de outra grandeza que apresenta boca um pouco tostada, bem balanceado e de boa persistência e gostei muito do Gran Reserva Cabernet Sauvignon 04, ambos por cerca de R$59,00, que possui um nariz de boa intensidade, redondo, elegante com leve toque de pimenta num fim de boca muito agradável. O Grand Vin Mendoza 05, é um grande vinho, corte de 85% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot, especialmente longo na boca que e precisa de tempo de decantação sendo apenas uma criança tentando dar seus primeiros passos. Um belo vinho que deve estar divino em mais um ou dois anos, fazendo jus aos grandes vinhos de Mendoza.

         Da Patagônia, dois vinhos especiais para o meu gosto; o Barrel Selection Cabernet Sauvignon 2006 mostrando muita personalidade, ótima estrutura, taninos firmes ainda, mas de grande elegância por cerca de R$59,00 e o maravilhoso Merlot Gran Reserva 05, para mim o melhor Merlot argentino que já tomei e, se estiverem pensando num presente para mim, já acharam! Muito complexo, paleta de aromas intensa e gostosa, boca redonda, boa concentração, ótima textura muito harmônico uma delicia para ser saboreado com calma e tranqüilidade usufruindo tudo o que ele tem a oferecer. Por R$98,00, uma bom custo x beneficio num vinho que nos dá muito prazer. Mais uma exclusividade da Wine Premium.

 

Para finalizar, um passeio no meu parque de diversões preferido e, desta vez, com direito ao tratamento completo, Achaval Ferrer. Quem lê este blog com uma certa regularidade, sabe que sou um apaixonado pelos vinhos deles, que possuem uma personalidade muito própria, tendo alguns em minha adega. O Malbec “básico” 07, estava especialmente macio e muito saboroso sempre uma grande opção e desta vez mais pronto que o normal, não há o que falar do Quimera 05 que começa agora a mostrar toda a sua exuberância e os absolutamente exuberantes Finca Mirador 05 e 06. O 2006 está especialmente divino, um grandíssimo vinho com preço idem e se uma boa alma me presentear com uma garrafa, certamente terá minha eterna gratidão. Um vinho realmente extraordinário e inesquecível de enorme elegância e complexidade! Provei também o excelente Altamira, mas o estilo dos Mirador têm mais a minha cara. Não vou nem ficar com muito lero sobre estes vinhos, compre ao menos uma vez uma garrafa do básico, vá do 2007 que está ótimo, e depois conversamos.

         Os grandes achados, Augusto Pulenta Valbonna Syrah, Trivento Tribu Pinot Noir e Fabre-Montmayou Chardonnay. Preferidos que, eventualmente, cabem no bolso, Fabre-Montmayou Patagonia Merlot Gran Reserva e Achaval Ferrer Malbec “básico” 2007. O grande vinho, sem dúvida alguma o Achaval Ferrer Mirador 2006. Os preços podem variar já que esta zorra financeira com explosão da taxa cambial, pode comprometer os preços de importados caso a situação persista e me parece que muitos já aumentaram entre 15 a 20%. Se tiver uns trocados, que não tenham ido na bolsa, aproveite e faça um pequeno estoque preventivo, se ainda encontrar.

Salute e Kanimambo!

Degustando Argentina I

         

           Neste últimos dez dias, tive a oportunidade de provar uma série de vinhos Argentinos. Uns foram verdadeiros achados, outros me surpreenderam bastante, enquanto outros só vieram confirmar a excelência pela qual sua produção é regida.

         Neste primeiro post, falarei da Hacienda Del Plata, de importação da Vinea e disponível na Vinea Store. Alguns vinhos muito interessantes, de boa qualidade e preços bastante convidativos. Três linhas; a básica composta do Sauvignon Blanc 2007, o Reflejo Rosé de Syrah 2007 e o Zagal Malbec 2003; a linha intermediária Arriero Reserva com um Syrah, um Malbec e um Cabernet Sauvignon e o topo da linha os Gran Reserva Mayoral nas versões Syrah e Malbec. Falemos um pouco daqueles que tive oportunidade de degustar.

Me surpreendeu o delicioso Nevisca Sauvignon Blanc 07, advindo de clones italianos e plantados em uma área da vinícola mais baixa e mais quente, a cerca de 600 metros de altitude quando o tradicional é buscas zonas mais frescas. Possui uma paleta olfativa intensa em que aparecem frutas tropicais e algo cítrico. Sem madeira, suave e bem balanceado mostrando bom frescor na boca. Após um tempo em taça, o vinho abriu ainda mais, mostrando aromas algo florais de forma sutil e muito delicada. Gostei muito, ainda mais pelo preço que está em R$38,00.

O Reflejo Rosé de Syrah 07, também me agradou muito, sendo um vinho diferente do que estamos habituados a ver e em que aparece muita framboesa e fruto doce. Este é mais gastronômico porem sem perder o frescor e vivacidade, típicos de vinhos deste estilo. Certamente acompanhará muito bem um peru á Califórnia ou como entrada, como foi o caso, acompanhando uns canapés de carpaccio com pesto e bruschetas de búfala. Legal o preço que também está em R$38,00.

Zagal Malbec 04, um vinho que já tinha dado uma chamada aqui no blog em função de um artigo de Eric Asimov do “The Pour” com link aqui do lado. Vinho de bom nariz com fruta madura e algo floral. Na boca é denso, rico, bem especiado, bom equilíbrio, corpo de boa estrutura, boa acidez, taninos finos, tudo muito correto com final de boca muito agradável e de boa persistência. Qualidade surpreendente para um vinho nesta faixa de preços, R$48,00.

O Arriero Reserva Syrah 2004 apresentou um nariz de boa tipicidade, fruta algo caramelada, bom corpo, entrada de boca firme que arredonda no meio de boca e termina aveludado. Mostrou estar bem balanceado, apesar de seu alto teor de álcool em torno de 14.5º que refletiu num final de boca um pouco quente que não chega a incomodar. Um vinho muito bom, mostrando que a Argentina também possui bons exemplares de Syrah. Preço de R$69,00.

Arriero Reserva Cabernet Sauvignon 2003, para mim um vinho extremamente sedutor e encantador que mexeu com as estruturas de grande parte dos convidados presentes. A meu ver, o grande campeão no quesito Qualidade x Preço x Prazer que, ainda por cima está com um preço muito acessível. Quis comprar, mas ainda não tinha chego do porto, quem sabe você ainda acha! O incrível é que em 2004 o vinhedo foi dizimado por uma tempestade de granizo e não mais conseguiu repetir o mesmo nível de qualidade. É único e não dá para perder. Vinho de muita personalidade, aromas gostosos, taninos doces, boca harmônica, delicioso final de boca, me conquistou, é o meu vinho! Não vou falar muito, compre e confira, duvido que se arrependa. Preço R$ 69,00.

Mayoral Gran Reserva Malbec 2005, vinho de grande potência, ainda jovem, meio amarrado, taninos ainda bem firmes, mas mostrando enormes qualidades que devem desabrochar em mais um ano ou dois. Já o 2004, está pronto, redondo, sedoso com muita fruta, grande equilíbrio, um belo vinho por R$98,00.

No bate papo com o produtor, duas frases importantes que mostram bem o porquê desses bons vinhos:

  • Barricas e tecnologia todos os têm, o que difere um produtor de outro é o pequeno pedaço de terra que cada um possui.
  • Espero que tenham gostado, porque é uma parte de mim.

Logo, logo a segunda parte dessas degustações de vinhos Argentinos.

Salute e kanimambo.

Semana Boa, Bons Vinhos com Bons Preços

           Em momentos de grande elegria pela celebração do primeiro aniversário da coluna Falando de Vinhos, em que estarei premiando os leitores com mais de setenta vinhos, acessórios e curso básico, uma semana de bons vinhos com bons preços e um valor meio mágico, R$38 a 39,00. Incrível a quantidade de bons rótulos que venho descobrindo nessa faixa de preços, mais uma prova contundente, de que não há que se gastar fábulas para conseguir tomar bons vinhos.

Cono Sur Reserva Pinot Noir 07 – Esta vinícola produz alguns dos melhores custo x beneficio do mercado e este rótulo não foge à regra. Para quem gosta de brancos, não pode perder o Riesling deles. Bem, mas é deste Pinot que quero falar. Um nariz de boa intensidade com muita fruta e algo floral. Taninos doces de boa textura e absolutamente sedosos, fresco, médio corpo, suave, extremamente equilibrado em que nada se sente de seus 14º de teor alcoólico, um incrível vinho muito saboroso, fácil de agradar e harmonizar por meros R$39,00 na Wine Premium e lojas da Expand, um grande achado. ISP  $  

Muscadet de Serve et Maine Sur Lie 05, Domaine des Perelins da região do Loire. No limite de sua vida útil, mas ainda muito gostoso de se tomar. Tome como aperitivo acompanhando uns três tipos de queijo de cabra, pedaços de baguete fresca e crocante e umas torradinhas acompanhando. É um vinho suave que combinou maravilhosamente com os queijos. De enorme frescor, fácil e agradável, bem balanceado, desprovido de compromissos, ligeiro e muito saboroso. Quando o comprei, há uns 60 dias atrás, a Mistral o vendia por R$28,00 e, a esse preço, um tremendo custo x beneficio altamente recomendável. Hoje já não sei, devido  à grande valorização do dólar, mas a esse preço tem meu aval! ISP $  

Luna Malbec 05, com ótima tipicidade da região de Agrelo do Vale do Cuyo, zona central de Mendoza, que geralmente apresenta vinhos que mostram boa fruta, taninos redondos e boa estrutura. Este é um desses exemplares, com uma pequena produção de somente umas 5.000 garrafas, em que a madeira está muito delicada dando aporte para uma fruta madura, taninos finos e bastante equilibrado apesar de um teor de álcool de quase 15º. Macio, redondo, um vinho que agrada bastante e possui uma persistência bastante boa. Na BR Bebidas por R$50,00. ISP

Rey de los Andes Reserva Syrah 07, mais um syrah do Chile que me agrada muito. Seu contra rótulo diz ser um vinho encorpado, porém não concordo, achando-o um vinho bem estruturado, mas mais para médio corpo. Apesar da tenra idade para um reserva, já está pronto a beber com gostosos sabores de fruta madura na boca devendo, todavia, melhorar com mais um ano de garrafa. Só que, quem esperar um ano para comprar, não achará mais essa safra, se encontrar, certamente não será a este preço. É saboroso, amistoso, vinho que agrada fácil, cremoso e aveludado com um final de boca muito agradável e de média persistência. A meu ver, mais uma prova que esta é a grande uva do Chile! Na Cia do Whisky por ótimos R$39,90, para comprar algumas garrafas, tomar agora e apreciar algumas um pouco mais para a frente. ISP $  

Santa Julia Torrontés Tardio 07, sempre um porto seguro e uma das melhores opções de vinhos de sobremesa de colheita tardia, disponíveis no mercado, com um preço que podemos pagar. Consegue balancear muito bem a doçura com a acidez, tornando-se muito prazeroso de tomar, com ótimo frescor, facilitando a harmonização com diversas sobremesas. Neste caso, acompanhou um strudel de maçã com sorvete de creme, muito yummy!! Na Expand por R$39,00. ISP $  

 

Salute e Kanimambo.

 

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Me Dei Bem, Muuuiiiiito Bem!

È, não é sempre que a gente tem o prazer de só tomar belos vinhos durante a semana que, neste caso, foi de dez dias! Realmente me dei bem, os vinhos tomados me encheram de prazer e satisfação e tenho que compartilhar esse prazer com os amigos de Falando de Vinhos.

 

  • Quinta de Giesta Rosé 2006, lá se foi minha última garrafa e, lamentavelmente, a Lusitana não trará mais este vinho. Uma delícia refrescante elaborada com Touriga Nacional, a emblemática cepa Portuguesa que nos presenteia com aromas inesquecíveis de flores do campo e frutas vermelhas frescas, framboesas, morangos. Cor linda meio rosa puxando para salmão escuro, macio na boca com toques acentuados de groselha, levemente adocicado, mas seco. Normalmente um belo aperitivo, este acompanhou divinamente um lombo de porco agridoce. Vai deixar saudades e, quem achar por aí, pode comprar. É satisfação garantida. Já tenho dois candidatos a substituir esta preciosidade, Fausto Rosé de Merlot e o Goats do Roam Sul Africano. O preço deve estar por volta de R$30,00. $
  • Melipal Malbec 2005, tinha dado um tempo nos Malbecs e voltei em grande estilo. O vinho estava absolutamente redondo, com taninos finos e aveludados, carnoso, médio corpo, boa textura, muito equilibrado e um longo, macio e saboroso final de boca com alguma mineralidade. Num nariz de média intensidade, a tipicidade da Malbec com boa fruta, e nuances de especiarias. Um vinho literalmente suculento por cerca de R$53,00 na Wine Company ,que é quem importa os vinhos desta Bodega relativamente nova no mercado. Certamente um vinho que, também pelo preço,  voltará a freqüentar minha mesa muito em breve. Belo e imperdível exemplar de Malbec $
  • Bouza Tannat/Merlot 2006, um vinho que é um porto seguro e, na minha opinião, um dos melhores Tannat/Merlot do mercado. Começamos o almoço de Dia dos Pais com esta garrafa que um amigo me trouxe do Uruguai, mas que é trazida pela Decanter, e não podia haver início melhor. Com uma pequena produção de somente 14.000 garrafas e 9 meses de barrica, é um vinho extremamente agradável de bouquet complexo em que aparecem frutas silvestres, algo de baunilha. De corpo médio, apresenta a exuberância do Tannat Uruguaio devidamente temperado com a maciez do Merlot, muito harmônico e redondo com taninos doces e muito saboroso. Na Decanter, que traz toda a boa linha da Bodega Bouza, por cerca de R$74,00.
  • Duas Quintas Reserva 2001, um grande vinho do Douro elaborado com cerca de 70% de Touriga Nacional, um bom sinal, e Tinta Barroca passando seis meses em pipas de carvalho novo e dois anos descansando na adega. Divino! Este foi meu segundo vinho do almoço de Dia dos Pais, e me deixou nas nuvens. Tirei-o da adega, tinha trazido de uma viagem, e confirmou todas as impressões de um 99 que tinha tomado há uns dois anos. Um vinho que encanta no nariz, em que aparece uma fruta bem dosada com toques florais que encantam, e se confirma na boca com nuances de baunilha em grande elegância,com taninos redondos, fruta madura, bom frescor, final de boca aveludada, saborosa e longa persistência. Se existe um vinho sedutor, este é certamente um desses belos e fabulosos exemplares que literalmente encanta quem o toma. Não sei o preço, mas deve rondar os R$200,00 e a importadora é a Épice.
  • Quinta Nova LBV 2003, o ápice de meu almoço e um Graaande LBV! Já estava aberto há uns três ou quatro dias e matamos a metade que sobrara. Talvez o Vinho do Porto mais próximo de um Vintage, que eu já tenha tomado. Perfeitamente equilibrado, denso, rico, cremoso, amplo, absolutamente redondo com taninos macios e aveludados, bom frescor e muito, mas muito saboroso. Na cor e no nariz mostra boa intensidade com forte presença de fruta vermelha madura e nuances de chocolate muito bem harmonizado. Um LBV de primeiríssima, cativante e encantador! Na Vinea Store por R$122,00 e vale cada gota do doce néctar! 

A partir de amanhã, se iniciam os posts de Boas Compras disponibilizadas por nossos parceiros. Bas dicas para aproveitar com seu pai, neste mês especial de Dia dos Pais. Salute e kanimambo.

 

 Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Mais Vinhos da Semana, or not ….

               Realmente não são vinhos da semana, são vinhos dos 10 dias, como o Luiz comentou, ou vinhos da quinzena, como o meu filho os chamou. Sei lá, não vem muito ao caso, são vinhos que venho tomando ultimamente e pronto. Desta vez, não tive uma semana muito feliz, não tomei nenhum vinho, por melhor que fossem, que me despertasse um grande prazer. Não daqueles que me fazem pular, querer dançar, de deixar aquele gostinho de quero mais na boca. Não sei se foram os vinhos, se fui eu que não estava na minha melhor semana, o que sei é que os vinhos ficaram aquém do esperado. Não que fossem ruins, muito pelo contrário, mas acho que, em alguns casos criamos tamanha expectativa, que os resultados acabam não chegando aos pés do esperado. Acho que também teve um pouco disso, mas vamos lá, chega de lero e falemos de vinho.

TEMPUS Cabernet Sauvignon 04, comprei em uma garrafa no WalMart por duas razões. A primeira porque a minha amiga Helô comentou em seu blog que provou um Merlot, na verdade era esse que eu queria, e que gostou muito. A outra razão, é que eu tinha tomado um Tempus Pleno, um blend, de que gostei bastante. Este Cabernet possui especiarias bem presentes, taninos equacionados, num final de boca em que surgem nuances terrosas. Não me encantou, mas dá para tomar, agora preciso provar o Merlot. No super, comprei por algo ao redor de R$17,00. 

 I.S.P

Hecula 2004 , um vinho para quem gosta de concentração, boca cheia e intensidade. É um vinho Espanhol da região de Yecla, elaborado com 100% da cepa Monastrel. Aromas ainda fechados, algo de frutas negras com nuances de tostado. Na boca é denso, encorpado, taninos ainda bem presentes e um delicioso final de boca com boa persistência. Depois da primeira taça, decantei por uns 30 minutos e o vinho cresceu muito.Vinho que pede comida, um belo leitãozinho ou um bom churrasco creio que serão excelentes parceiros. Um belo vinho que ficará melhor ainda com mais um ou dois anos de garrafa. Foi a segunda vez que o tomei, e só veio confirmar a qualidade e satisfação encontrada da primeira vez. Este eu retirei da adega, mas na Kylix está por R$62,00. 

I.S.P$ 

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos!
Angélica Zapata Cabernet Franc 2002, o terceiro varietal que provo desta excelente linha de produtos elaborados por Catena Zapata. Sou gamado no Malbec e no Cabernet Sauvignon, que é outro ótimo vinho, mas me desapontei um pouco com este. Talvez porque o padrão encontrado nos outros dois ser tal, que ficamos logo na expectativa de mais um blockbuster, o que ele, a meu ver, não é. Isto não quer dizer que seja um vinho desprovido de qualidades, muito pelo contrário, é um belo vinho, só não está no mesmo patamar que os outros dois, para o meu gosto sejamos claros. Os aromas são intensos, boa estrutura, acidez um pouco baixa, taninos maduros e macios, bem balanceado, e levemente apimentado no final de boca. Absolutamente pronto para beber não devendo, em minha opinião, ser guardado por muito mais tempo. Esta garrafa também saiu da adega, mas pelo que pesquisei, está por aí em torno de R$90,00.
I.S.P.
 
Marco Luigi Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003, mais um vinho que provo deste bom produtor nacional de quem sou fã. São diversos os rótulos provados e todos realmente muito saborosos, bem feitos, que me agradam sobre maneira. O ultimo provado foi o Reserva da Família Merlot que é um vinho encantador. Isto sem falar nos espumantes e no Conceito Tempranillo. Finalmente cheguei no top de linha, um vinho recém escolhido para a carta do Cerimonial do Planalto. Não me empolgou, não como o Merlot, o que me causou estranheza. Para o meu gosto está demasiado maduro, taninos praticamente inexistentes demonstrando um aparente envelhecimento precoce provavelmente produzido por uma guarda de má qualidade. Tenho que refazer esta prova com outra garrafa já que, neste caso, não emitirei qualquer opinião mais concreta, ou índice de satisfação, por poder incorrer em uma tremenda injustiça e tenho demasiado respeito pelo produtor, para fazer algo assim. Por outro lado, as avaliações de especialistas o dão como, realmente, um belo vinho. Voltarei com ele muito em breve! Aguardem.

 

 

 

 

 

 

 

Mais Vinhos da Semana

              Bem, Vinhos da Semana realmente não são. Na verdade são vinhos, muitas vezes, efetivamente tomados num período um pouco mais longo, estando mais assim como para uns dez dias. Só que, não dá para dar um titulo de “Vinhos dos Últimos 10 dias”, ficaria uma coisa sem graça, não concordam? De qualquer forma, são os vinhos que tomo em casa e sob os quais teço as minhas opiniões, sensações e prazeres que é uma forma de compartilhar os vinhos com os amigos. Vamos lá, chega de papo e falemos de vinho.

 

 

Philippe Bouchard Syrah 06, Vin des Pays D’OC , delicioso vinho da região de Languedoc com 100% de Syrah. Vinho pronto, muito agradável, teor alcoólico comportado com 12.5º, boa concentração com uma paleta olfativa muito agradável. É fresco, equilibrado, leve para corpo médio com toques de especiarias típicos da casta e muito sabor. Taninos finos e elegantes, completam este conjunto de forma muita harmônica. Um vinho realmente fácil de agradar e fácil de harmonizar por um preço muito bom. Como sempre digo, um Syrah elegante é sempre um grande prazer tomar e este não foge à regra. Disponível na Vinea Store por R$49,00. 

I.S.P. $

 

Los Vascos Cabernet Sauvignon Gran Reserva 05, um Chileno tradicional, com um tempero de 3% Syrah e 5% Carmenére, com influência Francesa que sempre me agradou muito. Este não negou fogo, mas já tomei melhores e o 2004 é um deles. Segue sendo um vinho de bastante elegância, de médio corpo, taninos finos, porém achei, por mais que os outros digam não, que a madeira e o pimentão aparecem demais faltando-lhe harmonia. Talvez tenha faltado uma decantação, não sei. De qualquer forma, segue sendo um vinho bastante interessante, boa qualidade só que, desta vez, não me empolgou. Pode ser o vinho ou posso ter sido eu, preciso lhe dar uma nova chance, mas a principio, acho que o Reserve está melhor, mais equilibrado e custa menos. Disponível na Confraria do Queijo & Vinho por R$64,00. 

I.S.P.   

 

Duque de Beja 05, vinho Alentejano, saboroso corte de Syrah/Cabernet Sauvignon/Aragonez e Trincadeira. Bonita cor rubi com toques violáceos e boa fruta no nariz. Na boca, fruta madura de boa intensidade, macio, sem arestas, muito harmônico e de média persistência. Vinho bastante agradável, taninos maduros, doces e já equacionados, lhe dão uma personalidade muito própria. Ideal para acompanhar uma carne assada ou prato similar. Disponível na Lusitana por R$ 45,36.

I.S.P.  .  

Fincas Privadas Tempranillo 05. Este Argentino, volta e meia, aparece sob a minha mesa e não só quando o orçamento está curto não! Por vezes, gosto de tomar vinhos mais descomplicados, sem grandes compromissos e fáceis de beber. Este é meu porto seguro e um vinho que me agrada muito. Não tem um conjunto olfativo intenso, mas é agradável com bons aromas de frutas vermelhas. Na boca é um vinho suave, macio, muito saboroso, surpreendente frescor e de grande harmonia com taninos finos e um bom final de boca. As pessoas têm dificuldade em acreditar, mas tudo isso custa apenas R$13,50 a 16,00 dependendo de onde você o compra. Na Casa Palla o compro pelo preço mais baixo, mas o Carrefour e outros supermercados também o têm. Provei os outros varietais deste produtor e os achei bem mais fracos, não os recomendando. Nesta faixa de preço, este Tempranillo é campeão absoluto e harmoniza maravilhosamente com pizza, um belo hambúrguer, umas lascas de queijo, bate-papo, amigos, macarronada de Domingo, e por aí afora.  Aliás, acho que rima bem com informalidade. A dica é, deixar o preconceito de lado e se deixar surpreender provando este verdadeiro achado para seu dia-a-dia. Fiquei em duvida se era um e meio smiles ou se deveria dar-lhe dois. Ora bolas, este merece, me dá muito prazer por pouca grana, então dois smiles serão! 

I.S.P. $ $ 

 Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”