Tomei e Recomendo

Espumantes que Tomei e Recomendo II – Dez/08

Afinal, o que é espumante? É um vinho com presença elevada de dióxido de carbono, proveniente de uma segunda fermentação alcoólica; no caso do uso do método conhecido como champenoise, clássico ou tradicional, em que isto ocorre na garrafa; do método charmat, em que esta fermentação ocorre em grandes tanques de aço inoxidável sendo engarrafados sob pressão ou tipo Asti, de uma única fermentação como no caso do Moscatel nacional, quando a fermentação se faz em autoclaves sendo interrompida antes do final do processo com isso resultando em vinho adocicados (por conta do açúcar residual), aromáticos e com nível de álcool não muito elevado, entre 7 e 8,5º. Uma outra característica importante a ser considerada, e o que elimina lambrusco como espumante (entre outros fatores), é que existe a obrigatoriedade de este ultrapassar uma pressão de gás carbônico de no mínimo três atmosferas sendo que os bons estão muito acima disso, entre quatro a seis. Quer saber mais sobre espumantes, acesse post especifico que escrevi no ano passado, clique aqui.

 Lembrando o que Saul Galvão diz sobre nossos espumantes nacionais; “Os fatores que conspiram contra o vinho tranqüilo são, exatamente, aqueles que favorecem o espumante. Para um bom vinho de mesa, a uva deve amadurecer ao ponto ideal, armazenar bastante açúcar, acidez e cor nas cascas, no caso dos tintos. Quando o tempo ameaça, os agricultores cortam as uvas antes do tempo ideal, gerando vinhos de mesa com pouco álcool, pouca estrutura e alta acidez. Esses “defeitos” no vinho tranqüilo são virtudes para a elaboração de espumantes. È bom lembrar que a região de Champagne também é de clima difícil e seus vinhos tranqüilos não costumam ser atraentes”. Palavras sábias do mestre que sempre bem humorado ainda adiciona esta pérola, “é na hora da adição das bolinhas que o pato vira cisne”! Mas falemos dos espumantes que Tomei e Recomendo nesta faixa de R$30 a 50,00 em que abundam muitos bons produtos, inclusive uma bela coleção de nacionais, todos garbosos cisnes.

 

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Filipa Pato 3b, (Casa Flora) é um surpreendente espumante português que descobri recentemente e que me encantou! A cor é linda, salmonada, tem perlage fina e persistente, boa estrutura já que parte do vinho passa levemente por madeira, ótima acidez, muito balanceado e extremamente saboroso com um final de boca bastante longo e sedutor, podendo ser encontrado nos nossos parceiros Kylix/BR Bebidas e Casa Palla, entre outros. Ainda na linha dos espumantes estrangeiros, dois franceses já bem conhecidos nossos a começar pelo Paul Bur Brut (Zahil), um espumante realmente muito agradável e bem feito, que encanta com seu corte de Chardonnay/Folle Blanche/Chenin Blanc. Um dos mais vendidos na França e talvez o maior concorrente estrangeiro aos muito bons espumantes nacionais aqui relacionados. De muito boa e abundante perlage, bom frescor, suaves aromas de brioche, algo mineral, uma bela opção que segue sendo imbatível na relação Qualidade x Preço x Satisfação, ainda mais nesta época do ano em que a Zahil o coloca com preços promocionais (veja o Boas Compras da semana passada). O outro é o Louis Perdrier Brut (BR Bebidas) corte de Ugni blanc, Colombard,Chenin, Folle Blanche, e Menu Pineau um espumante com um estilo mais sério, estruturado, algo tostado, espuma abundante e um leve amargor no final que não chega a incomodar. Um terceiro francês, menos conhecido mas de igual qualidade e muito saboroso, é o Duc de Valmer Brut (Decanter),amarelo verdeal, claro e límpido, perlage média, aromas de boa intensidade lembrando padaria, final de boca um pouco curto mas muito agradável e fácil de beber.

Da Argentina, vêm três interessantes produtos. O Mariá (Interfoods), é produzido pela operação da Codorniu na Argentina com um interessante corte de Chardonnay (60%) e Tocai Friulano que lhe aporta uma ótima intensidade aromática. Muito pálido, transparente, perlage fina e abundante, agradável com algo de maça verde no palato. O Trivento Brut Nature (Wine Premium), foi uma grata surpresa. Com a Pinot Noir como protagonista e a Chardonnay de coadjuvante nesse corte, o espumante é levemente rosado e muito bonito na cor. Nos aromas aparece algo de maçã verde, mas na boca os sabores puxam um pouco mais para abacaxi, bastante interessante. Muito boa acidez que lhe transfere ótimo frescor e um final de boca bastante agradável. A Perlage é abundante, delicada e de média persistência. Para finalizar, de cor amarela palha com laivos rosados, o muito agradável Santa Julia Brut (Expand) um corte majoritário de Pinot com Chardonnay e Viognier. Perlage de boa intensidade, fina e muito persistente com leves nuances florais. Na boca está muito balanceado, cremoso e refrescante com algo de frutas tropicais, um espumante que agrada fácil e é bastante sedutor, mais um tiro certeiro da casa de Zuccardi.

Das cavas, uma das melhores é certamente a Anna de Codorniu Brut Reserva, que ás cegas será bem capaz de enganar muita gente. Extremamente saborosa, muito balanceada, cremosa, fresca, algo cítrica, ótima perlage, elegante e muito longa é uma ótima pedida e uma das grandes opções de espumantes de qualidade nesta faixa de preços. A Marrugat Brut (Pinord) também é uma boa opção de cava nesta faixa, de perlage fina e abundante de boa persistência, boa acidez, balanceada e bastante saborosa, um produto muito rico e interessante que recém chega ao mercado. O Brut nature é ainda melhor, mas está em uma faixa de preços acima.

Proseccos; Janus (Expand) muito delicado, suave com agradáveis aromas em que desponta um certo floral, cítrico, muito fresco e balanceado; Villa Sandi DOC (Barrinhas/Cia do Whisky) muito rico de sabores, boa paleta aromática, muito saboroso e harmônico e o Tosti (Bruck), um dos primeiros a chegar ao Brasil, detonando essa prosecco mania, de boa estrutura, corpo médio, algo mais seco, leveduras presentes com leve amargor final, tipico da cepa, continuam sendo alguns dos melhores proseccos nesta faixa. Ainda da itália, mas do Piemonte um bom Spumante Asti Araldica DOCG (Decanter), elaborado com Moscatel, é muito aromático com grande tipicidade, riqueza de sabores, fino e elegante um perfeito companheiro para a sobremesa após a ceia.

Dos espumantes nacionais, temos ótimas opções nesta faixa de preços e são uma grande escolha nestas festas e em qualquer outra época do ano, pois devemos tornar o ato de tomarmos bons espumantes em algo mais comum, mesmo que não corriqueiro. Pizzato Brut, Marson Brut, Salton Evidence e Miolo Brut são elaborados com o tradicional e clássico corte de Chardonnay com Pinot Noir, já o Dal Pizzol Brut inova agregando Sylvaner à Chardonnay e Pinot. Todos elaborados pelo método champenoise, são espumantes de primeiro nível em qualquer lugar do mundo e não fazem feio perante a maioria dos espumantes estrangeiros encontrados no mercado. Algumas características comuns a todos eles que me cativam e me seduzem são;  o equilíbrio, boa frutuosidade com toques citricos, enorme frescor, algo mineral e ótimo e agradável final de boca com perlage de primeira, consistente e fina, um estilo de espumantes que me atrai pela delicadeza e finesse. Cada um apresenta sua própria personalidade, seus próprios sabores, mas todos são extremamente prazerosos de tomar e incríveis relação Qualidade x Preço x Prazer. Adicione a este seleto lote, o Marco Luigi Reserva da Família Brut (que consta da faixa anterior) e você terá seis deliciosos espumantes para experimentar e se deliciar. Um, talvez algo mais complexo que o outro, outro de maior ou menor intensidade, um levemente mais caro que o outro, tudo é uma questão de escolha pessoal, do seu gosto e de seu bolso. Eu cá tenho minhas preferências, mas sugiro que aproveite este final de ano e faça sua própria degustação de espumantes nacionais, divertida e, certamente, saborosissíma experiência! O gasto não será grande e, se quiser variar, aproveite e adicione um Dal Pizzol Rosé, o melhor de todos os espumantes rosés brasileiros que já provei.

Salute e que Baco o/a acompanhe nesta difícil escolha, definir o(s) espumante(s) deste final de ano. Eu já me defini e serão vários! Amanhã, a lista de meus Deuses do Olimpo 2008, vinhos excepcionais, verdadeiro Dream Team selecionado entre os muitos néctares degustados este ano. Ao longo da semana, mais Boas Compras com dicas de nossos parceiros e o post final de Tomei e Recomendo deste mês. Kanimambo e vejo você por aqui! 

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Espumantes que Tomei e Recomendo I – Dez/08

As dicas dos espumantes que tomei ao longo do ano e que recomendo como boas opções passam por todos os estilos e métodos de produção, seja ele tradicional (champenoise), charmat ou asti. Sem preconceitos, provei um pouco de tudo, desde proseccos a grandes champagnes, independente de faixa de preço, no sentido de posicionar o leitor de diversos tamanho de bolso e gosto. A partir de R$15 a 17,00 já encontramos vinhos de alguma qualidade que nos trazem bastante satisfação pelo preço especialmente se tomados no momento adequado. Neste primeiro Tomei e Recomendo, listarei rótulos até R$30,00, faixa em que encontramos alguma boas opções ligeiras, descompromissados bons para o dia-a-dia e eventos como festas, comemorações ou casamentos, inclusive os espumantes Moscatel nacionais, e algumas gratas surpresas, rótulos realmente muito bons por um preço muito convidativo. Os preços são médios e aproximados já que não conferi níveis sendo hoje praticados, podendo haver variações dependendo de Estado, loja, etc., e obtidos nas lojas da grande São Paulo. Por outro lado, tentarei não listar aqui os que já comentei no final do ano passado, tentando fazer com que esta lista seja uma adicional aquela e somente de vinhos que provei este ano, com algumas poucas exceções.

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Dois espumantes nacionais que surpreendem, são o Conde de Foucault Brut da Aurora (Casa Palla)) e o Tributo Brut da Marco Luigi. O primeiro foi um leitor que me recomendou e realmente é bastante saboroso, suave ligeiro e muito fácil de agradar, ótimo para grandes eventos. O segundo, a Marco Luigi recém lançou para explorar esse mesmo segmento de espumantes de baixo valor agregado direcionado a eventos e conseguiram uma perlage bastante abundante, muito frescor e aromas cítricos sendo que ambos saem por menos de R$18,00 e muito melhores que a grande maioria dos proceccos meia-sola que se encontram por aí nessa mesma faixa. Um pequeno degrau acima e encontamos o Terranova Demi-sec, produzido pelo método Charmat no Vale do São Francisco pela Miolo, que é uma grande opção também para eventos pois é muito fácil de agradar apresentando bastante frescor, apesar de um pouco curto. Num patamar de preços um pouco mais acima, mas ainda mantendo-me nos bons espumantes nacionais, tenho que tirar o chapéu para dois produtos imperdíveis nessa faixa, o Salton Reserva Ouro Brut e o Marco Luigi Reserva da Família, dois verdadeiros blockbusters e uma grata surpresa, não pela qualidade, mas por terem caído nesta faixa de preços. O Salton Reserva Ouro Brut  (BR Bebidas)está mais próximo dos R$24, razão pelo qual o recomendo muito para eventos, e é um espumante fácil de gostar, de boa intensidade, balanceado e de boa perlage fina e abundante; já o Marco Luigi Reserva da Família Brut 2006 (Saint Vin Saint) fica mais perto dos R$30 e está num degrau mais acima ainda, sendo elaborado pelo método champenoise, mostrando muita elegância e finesse, enorme frescor, muita frutuosidade, grande harmonia, perlage de boa intensidade, fina e persistente deixando aquele gostinho de quero mais na boca, uma beleza. Outros bons produtos nacionais disponíveis nesta faixa de preços, mesmo que sem o destaque dos outros, são o; Salton Reserva Brut, Terranova Brut e Peterlongo Brut. Para dizer que não falei dos estrangeiros nesta faixa, há pouquíssimos, afora os que já sugeri o ano passado provei um que certamente será interessante para os amantes dos vinhos de nossos irmãos Argentinos, é o Nieto Senetiner Extra Brut (BR Bebidas). Não sou fã dos espumantes argentinos, acho os nossos bem melhores, mas este não faz feio, apesar de ser bem diferente já que é um Blanc de Noir, ou seja um espumante à base de cepas tintas em que se sobressai a Pinot Noir. Espumante mais encorpado e denso, de uma bonita cor salmão, bem seco, de boa perlage que certamente acompanhará comida muito bem.

Das Cavas, a Don Roman Brut e a Cristalino Brut e Demi-sec, seguem imbatíveis nesta faixa podendo ser encontradas no mercado a partir de R$29 e, em média, chegam a cerca de R$35,00. Como, no entanto, encontrei-os abaixo de R$30, os inclui nesta lista. Ambos são super frescos, o que acho essencial num espumante, bastante frutados, algo cítricos, corpo médio, boa acidez, fáceis de beber e agradar, com boa perlage, vão muito bem com a época do ano pois ambos têm uma personalidade bem viva e festiva. Provei outras boas Cavas, mas todas acima desta faixa.

Dos Proseccos, provei alguns entre os quais destaco o Chiarelli (Casa Palla) e o Cassal Del Ronco que são bastante agradáveis, porém mais encorpados, secos com leve amargor no final de boca, que tem muito a ver com a própria casta. O Villa Fabrizia (Kylix), é mais ligeiro, mais frutado e fresco com um bom preço. Para o meu gosto, todavia, nesta faixa de preços o Corte Viola Extra Dry (BR Bebidas) ainda segue sendo imbatível com uma ótima relação Qualidade x Preços x Prazer.

Moscatel é o que mais abunda nesta faixa de preços e a produção nacional está muito boa, com diversos e bons rótulos no mercado variando de R$16 a 25,00 que combinam muito bem com sobremesa e bem geladinhos são uma ótima opção para aperitivos, especialmente aqueles menos doçes que são os que mais me atraem. O onipresente Marco Luigi Moscatel, que tanto elogio por seu incrível equilíbrio de acidez com açúcar residual e sua intensidade de aromas e sabores com grande tipicidade da cepa, é o principal deles e o meu preferido, mas o da Aurora também é bastante saboroso como já anteriormente dito. Este ano, todavia, tive a oportunidade de provar diversos outros espumantes deste estilo e obtive alguns bons resultados que quero compartilhar com você. A começar por um novo lançamento no mercado o .Nero, produzido pela Domno, um novo projeto da Família Valduga, que me agradou pelo bom equilíbrio encontrado, muito sutil na boca e no nariz, fácil de agradar e bem leve; detentor do maior market share neste estilo, o Terranova Moscatel, exemplo da Moscatel nordestina do Vale do São Francisco, que está de cara nova, é muito bom no nariz e na boca mostrando boa intensidade, perlage abundante e persistente com um final de boca muito fresco e agradável; Oremus, produzido em Flores da Cunha pela Fante Bebidas é o mais suave deles, pálido, quase incolor, muito ligeiro, fino e feminino, para agradar em encontros informais sem grandes compromissos e onde a presença feminina seja maioria;  o Salton Moscatel (Cia do Whisky), com ótima espuma que deixa um bonito colar na taça, possui boa intensidade de aromas, na boca é saboroso e fresco, apesar do residual de açúcar um pouco alto e o Cavalleri que possui uma cor diferenciada, amarelo palha, nariz de bastante intensidade com algo floral, maior corpo que os outros acima citados, de boa concentração e bastante doçe, o que não faz muito a minha praia, mas para quem prefere algo mais doçe ambos são boas opções assim como, certamente, boas companhias para uma sobremesa de salada de frutas com sorvete ou, aproveitando a época, panettone de frutas. 

Enfim, será uma questão de difícil escolha já que há opções diversas, mas acredito que pelo menos uma deva encaixar no seu bolso e lhe agradar ao palato. Salute e no decorrer da semana tem mais. 

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Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo III

Chegamos numa faixa de preços difícil. O porquê do difícil é em função da enormidade de rótulos do mundo inteiro disponíveis no Brasil exatamente dentro desta faixa. Nas listas que tenho publicado em Tomei e Recomendo, nas Adegas do Mês montadas, nas Degustações, existe uma enormidade de opções de belíssimos e conceituados vinhos disponíveis à escolha de cada um de nós consumidores. Porquê então comprar um nacional? Problemático explicar, até porque, preço por preço, a maioria ainda escolhe um importado e tem lá sua dose de razão. Os vinhos nacionais seguem sendo ilustres desconhecidos em nossa própria terra, os preços nesta faixa estão, salvo algumas poucas exceções, supervalorizados e existe uma dificuldade em encontrá-los nas lojas por falta de uma distribuição comercial adequada. Já comentei alguns vinhos nacionais aqui no blog, e deixo claro que, não fosse o alto preço, freqüentariam minha mesa mais assiduamente. Depois, acompanhando a rede, vi diversas outras manifestações de blogueiros e jornalistas especializados, batendo na mesma tecla o que, acredito, cria um importante ponto de reflexão para todos nós, inclusive os produtores. Estará a política comercial e de preços adequada à realidade do mercado e à forte e diversa concorrência? Colocar a culpa nos impostos, bode expiatório tanto dos produtores nacionais como dos importadores que tem lá sua penalizadora influência sobre o preço, ou nos importados, me parece argumento já falido e passível de revisão reflexiva.

Bem, enquanto refletem sobre esse tema, eis alguns dos bons vinhos que tive a oportunidade de tomar ao longo deste ano. São todos vinhos de qualidade reconhecida, que recomendo, a nata da produção nacional.

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Vinhos de R$50 a 80,00

Começo pelo bom Joaquim 2005 da Villa Francioni, corte Cabernet Sauvignon com Merlot que mostra uma paleta de aromas muito boa com frutas vermelhas e algo herbáceo finalizando com uns aromas tostados após um tempo na taça. Na boca não apresentou a mesma exuberância que no nariz, mas achei um vinho bem equilibrado, com taninos finos bem posicionados e aveludados, de corpo médio para encorpado e acidez adequada. Talento 2004, da Salton outro vinho bem conhecido e já com um histórico de qualidade. O 2002 que provei o ano passado achei já passado da hora ou talvez tenha sido mal guardado, apesar de que compro sempre em lojas conhecidas e de qualidade, mas este 2004 me agradou sobremaneira e, na minha opinião, está no ponto para ser tomado. Um agradável corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat de bastante harmonia e acredito com mais potencial de guarda do que seu antecessor.  Da Miolo, o Merlot Terroir 2004 é um digno representante dos bons vinhos elaborados no Brasil com esta casta. Um bom vinho, mostrando boa estrutura e algumas especiarias, bom volume de boca e taninos aveludados tendo lido de que o 2005 se apresenta melhor que este. Ainda dentro dos vinhos premium elaborados com Merlot, dois outros rótulos que ma agradaram muito. O Desejo 2004 da Salton, está muito cremoso e elegante, saboroso e de boa persistência mostrando bastante equilíbrio, taninos presentes, mas finos sem qualquer agressividade e o Villaggio Grando Merlot  mostrando gostosa fruta madura, corpo médio, harmônico e de taninos macios, fácil de beber e gostar deixando aquele gostinho de quero mais na boca especialmente se levemente referescado a cerca de 16º.

Três Cabernet Sauvignon 100% que me encantaram, cada um com seu estilo; Gran Reserva da Família Cabernet 2003 de Marco Luigi um belíssimo e clássico vinho, taninos prontos, aveludados, muito rico e de bom volume de boca; o Villaggio Grando Cabernet 2006 recém lançado que me encantou e prima pela elegância e finesse, sedutor, macio redondo, saboroso, cativante entrada de boca e de muito boa persistência num longo final e o Gran Reserva 2004, da Marson, de muito boa estrutura, taninos equacionados, finos e elegantes, mostrando muito equilíbrio e harmonia num vinho muito saboroso e longo, de boa complexidade. Três belissímos vinhos!

Innominabile Lote II, vinho top da Villagio Grando produzido a 1400 metros de altitude em Caçador, Santa Catarina, um divino corte de cinco cepas (Cabernet Sauvignon/Malbec/Cabernet Franc/Merlot e Pinot Noir) e duas safras tendo como protagonista a de 2006, porém cortado com uma parte do Lote I de 2005, um dos melhores vinhos nacionais, tem boa complexidade e elegância, muito saboroso com grande equilíbrio e taninos doces, um vinho realmente sedutor e fino com uma característica muito velho mundo, talvez em função do enólogo que é francês.  Quinta da Neve Pinot Noir 2006 de Santa Catarina, talvez o melhor do Brasil, que apresenta um nariz de boa intensidade, corpo leve, equilibrado, rico, taninos macios e gostoso final de boca que invita à próxima taça e, para finalizar, o Portento 2005, vinho fortificado produzido em São Joaquim pela Quinta Santa Maria num estilo dos Vinhos do Porto fruto de um corte de Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Merlot e Aragonez. Um vinho surpreendente, muito bem feito, num estilo Porto Ruby muito cremoso, frutado e equilibrado. Produz um branco também, de uva Moscatel, que também é saboroso, porém longe to tinto que realmente é muito interessante.

Nos brancos gostei do Chardonnay da Villaggio Grando que mostrou qualidades apesar de não ser um blockbuster.

 

 

 

 

 

Vinhos de R$80 a 120,00

Provei alguns bons vinhos, entre eles o Boscato Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2002, de muito boa estrutura, boa acidez, vinho que combina bem, potência com elegância num conjunto de muito boa qualidade. Villa Francioni Francesco 2005, um bom corte de Merlot/Cabernet Sauvignon / Malbec / Cabernet Franc e Syrah. Muita fruta madura de boa intensidade no nariz, macio, taninos finos perfeitamente equacionados, saboroso repetindo a fruta levemente compotada com algo de salumeria num corpo médio bem balanceado. Não provei nenhum branco dentro desta faixa, mas dizem que o Sauvignon Blanc da Villa Francioni é de primeira. Dois tintos, no entanto, são de tirar o chapéu e são prova viva de que sim, o Brasil já possui alguns grandes vinhos para brigar de frente com alguns dos bons rótulos importados.

         Storia 2005, o merlot super premium da Valduga, um senhor vinho que foi, também, muito competentemente trabalhado do ponto de vista mercadológico. Ainda fechado, taninos maduros ainda bem presentes e adstringentes, com ótima estrutura, bom equilíbrio, potente, longo e saboroso final de boca e uma paleta de aromas em que sobressai fruta vermelha e algo de café. Em uma degustação às cegas realizado na Portal dos Vinhos com os vinhos varietais; Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006, Achaval Ferrer Malbec 2005, Kaapszchit Shiraz 2004, Abraxas Tannat 2002 e Coppola Claret Cabernet Sauvignon 2004, levou a melhor sobre todos eles. Um grande merlot de bastante potência requerendo um tempo de decantação antes de servir e certamente melhorará muito dentro de mais um ou dois anos. Preço, se achar, é em torno de R$90.

         Villa Francioni 2004, o top de linha desta jovem vinícola catarinense, eleborado com um corte Cabernet Sauvignon/Merlot/Cabernet Franc e Malbec num típico corte bordolês e, dentre todos os nacionais que já tomei, gostei e recomendei, este é certamente o melhor! Vinho complexo, muito rico, equilibrado, saboroso, ótimo volume de boca, taninos finos de grande elegância e ótima persistência. Daqueles que quando você sente os aromas e toma o primeiro gole, já se dá conta de que está frente a frente com um grande vinho de muita personalidade tomando conta de todos os seus sentidos. Em mais uma degustação às cegas no Portal dos Vinhos, este Villa Francioni foi colocado à prova junto com outros bons e conceituados blends estrangeiros; Altimus 2004 e Chakana Estate Collection 2004 ambos da Argentina, Valdivieso Éclat 2005 do Chile, Francis Coppola Rosso Classic 2005 e Morkel Atticus 2003 Sul Africano. Deu Villa Francioni na cabeça e o preço está por volta de R$100 a 110,00!

           Painéis compostos essencialmente por consumidores, que são o júri mais imparcial, isento e pé no chão que podemos encontrar, aquele que realmente conta. O unico senão segue sendo o preço, especialmente nesta faixa mais alta onde temos inúmeros néctares de igual ou melhor nível a preços inferiores, dificultando a escolha por um destes ótimos produtos.

Salute e kanimambo.

Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo – II

Bem aqui, vai mais uma leva de bons rótulos a tomar numa faixa de preços muito competitiva e onde se encontram a maioria dos vinhos nacionais. Apesar da faixa ser até 50 reais, a verdade é que a grande maioria está entre 30 e 40 reais o que faz com que esta seja uma ótima opção aos vinhos estrangeiros, muitas vezes, de qualidade duvidosa, ainda mais agora que a grande probabilidade é de que os vinhos importados fiquem mais caros. John Lennon dizia “Give Peace a Chance”, mas poucos ouviram! Eu, na minha insignificância perto do grande mestre, digo “Dê uma chance aos vinhos brasileiros, desarme-se” e pergunto, será que alguém me atenderá? Não sei, mas quem não o fizer, certamente estará perdendo alguns bons vinhos a ótimos preços, por puro preconceito. 

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De R$30 a 50,00, é uma faixa de preços em que encontramos a maioria dos bons vinhos nacionais, com alguns melhores, ou mais conceituados, na faixa imediatamente acima e alguns ainda um degrau acima.

Dal Pizzol Tannat 05 vinho que me surpreendeu, Taninos macios e sedosos mostrando uma certa delicadeza na boca, elegante e equilibrado mostrando ser um vinho sedutor com um final de boca muito agradável. O Touriga Nacional 07 com jeitinho Brasileiro, possui uma paleta aromática muito interessante com um primeiro ataque frutado e fresco de boa intensidade. Na taça evolui deixando aparecer alguns toques florais bem típicos da casta. Na boca é suave, elegante, com taninos maduros e um teor de álcool bem comportado, suave, pronto e fácil de tomar.

Casa Valduga Premium C.Sauvignon 05, de boa estrutura, nariz frutado onde aparecem bem frutas vermelhas e algo especiado num segundo instante, boa estrutura, muito harmônico, de médio corpo, um vinho muito agradável e de taninos já bem equacionados tornando-o um vinho fácil de se gostar e uma ótima companhia para uma carne de forno.

Cordilheira de Santa’Ana Tannat 04, com um tempero de cabernet sauvignon e merlot, está delicioso, muito fino e elegante, boa estrutura, taninos macios ainda presentes mostrando que ainda tem um bom par da anos pela frente.

Pizzato Reserva Egiodola e Merlot 05, são clássicos da Pizzato e estão muito bons e de cara nova com rótulos novos que modernizaram o visual dos vinhos da vinícola. O Merlot ainda está jovem, necessita de decantação, mas mostra boa estrutura e muita riqueza de aromas e sabores, um belo vinho de muito bom preço e boa complexidade, mostrando bem porquê a Pizzato é conhecida como uma das vinícolas nacionais que melhor trabalha com esta cepa. O Egiodola é um vinho encantador, a meu ver mais pronto para tomar, mas também requer decantação. Vinho diferente algo de fruta mais confitada, bom corpo e persistência, tendo acompanhado uma ravióli de cordeiro com creme de funghi de forma exemplar.

Marco Luigi Reserva da Família 03, um verdadeiro achado pelo preço e qualidade apresentada, tendo me seduzido por completo, até porque gosto muito de vinhos elaborados com merlot, especialmente os nacionais. De médio corpo com álcool bem comportado (13º), bom volume de boca, boa acidez, equilibrado, taninos maduros, finos e elegantes estando, na minha opinião, no auge para ser tomado.

Marco Luigi Tributo Cabernet/Merlot 2003, mais um vinho muito saboroso e sedutor da Marco Luigi. Esta linha é de, tradicionalmente, varietais mais baratos, quase que a entrada de gama da vinícola. Este no entanto é, do ponto de vista de produto, bem mais evoluído e complexo um vinho extremamente agradável de tomar e fácil de gostar com taninos doces, bom equilíbrio e volume de boca bastante interessante.

Don Abel Premium C.Sauvignon e Merlot 05, muito bons vinhos que já tomei por R$27,00 há pouco mais de um ano atrás e agora, em São Paulo, já está por R$40,00. Saindo um pouco dos produtores tradicionais, são vinhos de boa concentração, médio corpo e equilibrados que possuem uma personalidade muito própria.

Quinta da Neve Cabernet Sauvignon 06, um vinho de altitude de Santa Catarina. Os cabernets desta região estão muito interessantes e este não foge à regra. Aromático, macio, corpo médio, muito equilibrado e um final de boca saboroso e bastante persistente.

Dezem Cabernet Sauvignon 04, vem de Toledo, no Paraná, mais um Terroir Brasileiro não muito conhecido. A Dezem vem recebendo boas criticas. De cor rubi, aromas não muito intensos apontando para frutas escuras, madeira e algo resinoso. Na boca é cheio, de corpo médio, taninos maduros muito bem equacionados, boa acidez, saboroso, fácil de agradar e no ponto para ser tomado. Dizem que o Merlot também é bom.

 

 

Maestrale e Nubio Rosé 05. A Sanjo na primeira safra que está disponível nas lojas, só produziu vinhos com cabernet sauvignon e estes dois me entusiasmaram bastante, especialmente em função dos preços muito convidativos, aliás como é o caso do Cabernet da Quinta da Neve. Maestrale é o top de linha deles, muito saboroso e harmônico, mostrando boa estrutura e taninos aveludados que indicam alguma capacidade de guarda. O Nubio Rosé é muito aromático, saboroso e fresco na boca, mostrando uma estrutura maior que os vinhos rosé típicos, de boa acidez, mostrando características que o recomendam como um vinho gastronômico.

Larentis Reserva Especial C.Sauvignon e Ancellotta ambos 2002, foram vinhos que me agradaram sobremaneira tendo-os conhecido em uma visita à região em 2006. Lamentavelmente não obtive retorno a minhas continuas tentativas de contato, mas acredito que os vinhos de 2005, em função da safra, devam estar no mesmo patamar. Difícil de encontrar, mas quem tiver pelo Rio Grande do Sul ou em visita ao Vale dos Vinhedos e região, não deixe de experimentar.

Don Candido Marselan 4ª Geração, mais um daqueles vinhos que aparece no garimpo e nos surpreende. Uma mostra de que a vinosfera brasileira apresenta vinhos muito interessantes fora dos tradicionais cabernets e merlots. Frutado, macio, boa estrutura e harmônico, bom vinho.

Don Laurindo Assemblage 05, um vinho de boa complexidade fruto do corte de tannat/cabernet sauvignon e merlot. Este provei em loco, junto com uma série de outros de sua linha de produção, mas foi este que marcou e me lembro ainda hoje depois de 2 anos o que, creio, já diz muito sobre o vinho e o preço é super camarada pelo que oferece. Um vinho encorpado, uma decantação não lhe fará mal algum, mas nada agressivo, muito rico, taninos finos e elegantes, muito saboroso e apetecível.

          Dos brancos nesta faixa e apesar de não ser um apaixonado pelos nacionais, em que claramente prefiro os tintos, gosto bastante do Cordilheira de Sant’Ana Gewurtzraminer, porém o ultimo que tomei é o de 2004. Há dois anos estava, a meu ver, uma delicia que me conquistou. Provei há pouco tempo e já não achei o mesmo, tendo perdido muito do seu frescor. Nem melhor nem pior, diferente. Preferiria ver uma safra mais nova, mas segue sendo o melhor Gewurtzraminer nacional em meu modesto parecer, mostrando ótima tipicidade da cepa com um floral presente e, hoje, uma lichia compotada. Cordilheira de Sant’Ana Chardonnay 05 também é muito saboroso, com uma paleta olfativa em que aparece abacaxi e algo de pêra, muito agradável de tomar, macio, ótima acidez e bastante persistente. Outras interessantes opções de brancos nesta faixa, são; o Chardonnay da Pizzato e o Sauvignon blanc tanto da Dal Pizzol como da Casa Valduga Premium.

Salute, kanimambo e aproveitem estes bons vinhos

Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo – I

Ao longo dos tempos tenho tomado diversos vinhos brasileiros. Aliás, nos idos de oitenta não havia muitas opções, ou era isso ou tinha-se que ter o bolso bem recheado pois os importados eram caríssimos. Hoje existem muito mais opções no mercado, mas sempre tento provar os nossos nacionais e tenho visto um enorme salto de qualidade no produto. Acho que a nível comercial ainda há muito o que fazer já que é difícil encontrar os produtos, exceção feita a umas três ou quatro vinícolas maiores, nos diversos pontos de venda. O próprio consumidor conhece pouco de nossos produtos o qual olha com certo preconceito baseado em más experiências de anos anteriores. Por outro lado, em um ano de atividade tive somente um convite para degustação de vinhos brasileiros, a Cordilheira de Santa’Ana, a qual comentarei mais adiante, enquanto não tenho dedos para contar todos os convites que recebi de diversas importadoras. Isto, obviamente, reduz o nível do garimpo, conhecimento e capacidade de divulgação.

Por sinal foi incrível o baixo retorno das vinícolas, a grande maioria sequer se dignou a responder aos e-mails enviados, quando lhes informei do painel sobre vinhos brasileiros que estava realizando. Nada contra, ninguém precisa me atender e isto não é uma reclamação ou desabafo, cada um age da forma que acha devida e há que se respeitar isso, somente uma constatação de que o trabalho de pesquisa e garimpo certamente ficam prejudicados e esta ausência de informações, de acordo com conversas com diversos outros atuantes na área, parece ser uma característica do setor. Ou seja, o que quero externar, é minha opinião sincera de que grande parte das vinícolas brasileiras, obviamente que existem exceções e falo de forma genérica, são vitimas de seus próprios erros na ausência de uma política adequada de divulgação e distribuição. Num mercado competitivo que nem o Brasil, entre os quatro principais no mundo em termos de diversidade, com cerca de 18.000 rótulos só de importados, quem ficar sentado na vinícola esperando o cliente chegar ………

Enfim, o problema é mesmo dos produtores, não nosso e já dei palpite demais sobre esse assunto. Como consumidores o que queremos é tomar bons vinhos com bons preços e ter uma certa facilidade de acesso aos rótulos que mais gostamos. Nesse sentido, creio poder lhes sugerir alguns rótulos bastante interessantes, uns mais conhecidos, outros menos, baseado em minha experiência. Começo pelos mais baratos, como sempre faço, lembrando que as safras de 2002, 2004 e 2005 foram muito boas e são uma boa pedida para se procurar nas lojas, especialmente a 2005. Quanto aos vinhos brancos, melhor tomar o mais jovem possível e a safra de 2008 tem apresentado bons produtos.

 

Até R$30,00 uma série de vinhos que não têm a intenção de serem grandes, mas que são muito bons para o dia-a-dia e estão prontos a beber.

 brasil-002

  • A Miolo tem uma linha bastante grande de produtos, mas dentro desta faixa de preços os que mais me entusiasmaram foram o Miolo Reserva Merlot os Fortaleza do Seival Tempranillo e o branco Pinot Grigio. Uma ressalva, o Tempranillo 2005 estava muito bom porém não tenho tido boas informações sobre o 2006 então a safra é importante.
  • Marson Reserva Cabernet Sauvignon é um outro vinho de grande relação custo x beneficio que surpreende por suas qualidades com taninos finos e elegantes, muito harmônico, copro médio e saboroso passando seis meses em barrica de carvalho americano e mais seis meses em garrafa nas caves, uma bela pedida.
  • Marco Luigi Merlot, mais uma prova de que a nossa principal uva é a Merlot com bons produtos nesta faixa de preços e alguns ótimos em faixas acima. Um vinho muito redondo, equilibrado, boa fruta madura, boa acidez, muito apetecível com taninos macios e agradável final de boca.
  • Fausto Rosé da Pizzato, um rosé de merlot muito frutado, boa acidez, bem refrescante que acompanha muito bem comidas leves como um peru à Califórnia.
  • Adolfo Lona corte de Merlot/Cabernet 2004, um vinho diferente e bastante interessante com um nariz muito floral e intenso que assusta num primeiro momento mas que se encontra bem resolvido na boca com taninos doces, redondo e saboroso.
  • Cordelier Merlot, existe o reserva elaborado com uvas selecionadas, sem passagem por madeira e mais tempo de cave, e o básico com somente uns 4 meses de cave antes de ser lançado ao mercado e que vem acondicionado em uma garrafa que imita garrafa envelhecida. Os dois são bons, mas eu curto mesmo é o da garrafa envelhecida que tem uns aromas e paladar bem marcantes e uma ótima pedida pelo preço em torno de R$15 a 17,00, apesar de que o Reserva não fica atrás e pouco mais custa.
  • Rio Sol, um vinho surpreendente e, apesar de ser o mais barato da linha com preço ao redor de 20 Reais, é um dos meus preferidos. Corte de Cabernet Sauvignon com Syrah, é um vinho muito equilibrado, harmônico e saboroso que substitui amplamente a grande maioria dos vinhos nesta faixa trazidos do Chile e da Argentina.
  • Angheben Barbera 2007, provei ontem e é realmente uma grande pedida nesta faixa de preços, mostrando bom equilíbrio, taninos macios, médio corpo, redondo e muito agradável de tomar. O Touriga Nacional de que falam tanto não me conveceu e é bem mais caro.
  • Aurora Varietal Cabernet  Sauvignon e Merlot, são dois vinhos para aqueles dias de caixa baixo, já que estão abaixo do 20 Reais, mas que não negam fogo. São corretos, ligeiros, fáceis de beber e bastante agradáveis sendo ótima companhia para um belo sanduba de fim de semana, um caldo verde ou uma carne grelhada não muito condimentada.
  • Salton Volpi. Quero finalizar com esta linha de produtos da Salton que acredito ser uma das melhores, se não a melhor relação Qualidade x Preço x Satisfação no mercado. A Salton também possui uma linha mais barata, a Classic, que é correta, ligeira mas não me encanta. Já a linha Volpi recomendo sem pestanejar, especialmente o Merlot que é sempre muito bom, de taninos doces e sedosos num corpo médio, muito saboroso e de média persistência, um dos bons merlots nacionais e uma aposta certeira nesta faixa de preços, e os Pinot Noir e Sauvignon Blanc que tive o grato prazer de provar ontem. O Pinot 07 está em outra faixa de preços, falo depois, mas o Sauvignon Blanc 08 me encantou e conquistou desde a primeira fungada na taça! Surpreendente porque, apesar de ter alguns vinhos brancos nacionais de que gosto são poucos os que realmente me encantaram e este é uma delicia. Com baixo teor de álcool (11.9º), muito balanceado, nariz intenso em que aprece uma goiaba branca muito presente, e olha que meu nariz é meio fraquinho, frutado na boca, muito boa acidez o que o torna fresco, agradável e fácil de tomar deixando na boca aquele gostinho de quero mais.
  • Casa Valduga Premium. Esta linha possui vinhos de muita qualidade, porém com somente um rótulo que conheço e que cabe nesta faixa de preços, sendo um dos outros brancos nacionais de que gosto muito. É o Gewurtzraminer, que apresenta muita tipicidade com aqueles aromas florais e lichia, muito saboroso e ótima companhia para pratos orientais apimentados como curry de frango ou camarão.

É isso gente, conforme for dando vou publicando a seqüência dos posts sobre o Brasil já que ainda existe muito por falar e começo a receber novas e interessantes informações. Um abraço, bom fim de semana e amanhã tem a Coluna do Breno, depois no Domingo novidades, oportunidades e eventos. Volto na segunda-feira, Salute e kanimambo.

Mailly Champagne Grand Cru

Para comemorações em grande estilo, a sugestão é o Champagne Mailly Grand Cru Brut Reserve. Esta bebida dos deuses se destaca entre seus pares franceses, feitas de uvas provenientes de vinhedos especiais, classificados como grand cru, é composta de 75% Pinot Noir e 25% Chardonnay, apresentando um tom amarelo dourado claro e brilhante, de aroma complexo de brioche tostado e paladar sem igual. Tive a oportunidade de provar este Champagne muito especial na última Expovinis e realmente me encantou por sua leveza e finesse. Sua perlage é abundante, persistente e fina com sur-lie de 3 anos que lhe dá profundas notas de fruta com ótimo frescor que mexem com nossas pupilas gustativas. Um Francês vibrante e muito elegante que me encantou tanto que tenho duas garrafas na adega, pedido que fiz a uma amiga que esteve em Paris recentemente.

A vinícola foi fundada em 1929 e mantêm seu compromisso e original vocação de produzir uvas em um solo excepcional para buscar sempre os melhores frutos. Um dos poucos vinhedos Grand Cru, somente 17, entre os 324 crus da região a Mailly produz espumantes exclusivamente com uvas de sua propriedade e somente néctares 100% Gand Cru. Não é barato, nem poderia, mas é um grande espumante do jeito que eu gosto, com muito frescor, intenso mas leve, de grande persistência e muito saboroso. Um elixir para momentos especiais.

A Champagne-Mailly chega ao Brasil pela Ana Import com cinco de seus produtos: Brut Réserve; Brut Rosé, Le Feu, L’Intemporelle e Les Enchansons. Seus preços partem de R$ 247, 00, para o Brut Reserve. Quer conhecer mais do produtor, clique aqui.

Salute e Kanimambo.

Vinhos Italianos que Tomei e Recomendo – III

            Finalmente, quase final do mês e nem comecei os Boas Compras, chegamos nos vinhos diferenciados, vinhos de maior qualidade cheios de caráter e grande qualidade. Apesar dos bons vinhos tomados em faixas de preço mais baixas, é aqui que encontramos aqueles néctares que encantam. Há no tentanto, vinhos na faixa de R$50 a 80,00 que rivalizam com alguns desta lista de vinhos recomendados na faixa de R$80 a 120,00. Como sempre, marquei com asteriscos aqueles que se tornaram meus preferidos.

          Gosto muito dos vinhos do respeitado clã produtor Antinori, que elabora deliciosos e estupendos vinhos na região da Toscana assim como em outras partes da Itália e do mundo. Começando pelo Marchesi Antinori com seu Villa Antinori Toscana 04/05 IGT*, corte de Sangiovese com Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, muito macio, rico e equilibrado, corpo médio mostrando muita personalidade e o estupendo muito apetecível, muito elegante e extremamente saboroso Il Brusciato Bolgheri DOC 05*, corte de 60% de Cabernet Sauvignon com Merlot e Syrah mostra boa paleta aromática em que sobressaem as frutas vermelhas, algo de especiarias e salumeria. Na boca é muito agradável, mostra boa estrutura, fruta madura, taninos suaves e macios, acidez moderada, elegante e harmônico com um bom e longo final de boca, literalmente yummy! Ainda no clã, agora na Tenuta di Biserno de Piero e Ludovico Antinori, o Insoglio del Cinghiale I.G.T. 05*, um corte pouco convencional de Syrah, Cabernet Franc, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, apresentando um ótimo nariz com boa e cativante intensidade aromática em que sobressaem frutas negras silvestres, é muito harmônico e balanceado na boca com um final bem especiado. Já pronto, mas mais um ano de garrafa deve favorecer muito este vinho que agrada sobremaneira, estando todos eles disponíveis na Expand.

           Do Produtor Rocca delle Macie, (Wine Premium) gostei de tudo o que provei. Este Ser Gioveto IGT 00, é um supertoscano que varia seu corte de cepas a cada ano, mantendo o estilo, dependendo das características de cada safra em que é produzido. Uma criança que somente agora, aos oito anos, dá seus primeiros passos rumo á maturidade., mostrando que ainda pode evoluir muito nos próximos três a quatro anos. Encorpado, denso,carnoso, mostrando enorme vigor e personalidade, potente porém elegante de boa textura tendo necessitado de cerca de uma hora de decanter para finalmente começar a mostrar todas as suas virtudes. Passando da Toscana para o Friulli, um surpreendente e muito bom Cabernet Sauvignon, Pradio Rok 04* (Wine Company). Para não deixar pedra sobre pedra, um senhor vinho, de muito boa estrutura, denso, complexo nos aromas com nuances herbáceas e na boca, boa acidez num conjunto de grande personalidade. Vinho para acompanhar uma carne bem condimentada, perna de carneiro ao forno, pronto já babei! Do Veneto, um Valpolicella diferenciado do produtor Allegrini, é o saboroso Palazzo della Torre 04 (Expand), elaborado com Corvina, Rondinella e um tico de Sangiovese. Cerca de 70% do lote é viníficado de imediato, enquanto o restante passa por um processo de secagem em esteiras ao estilo amarone para posterior mescla dos lotes. Uma inovação do produtor que perde assim a classificação de DOC, menos importante do que o nome Allegrini que lhe confere a importância e prestigio que merece. Um vinho suculento, diferente, com um nariz muito agradável em que aparecem frutas do bosque e algo de baunilha. Na boca sabores complexos em que sobressai alguma fruta passa, bem balanceado, taninos finos e sedosos num ótimo final de boca que chama a uma boa carne, talvez uma costelinha?

          Do Piemonte, um bom Barbera d’Alba de Pio Cesare, um dos principais produtores e negociantes esta importante região. O Fides é excepcional e muito mais caro, mas este Barbera d’Alba 04 (Decanter) é um bom exemplo desta cepa que produz vinhos muito saborosos. De nariz intenso e boca rica de sabores, denso mas com bastante elegância, taninos aveludados, é um vinho de corpo médio para encorpado com boa persistência. Também da Decanter, um Montepulciano d’Abruzzo em um patamar muito acima dos demais. Nicodemi Notári 04 DOCG*, as melhores uvas plantadas na melhor região, Colline Teramane. Complexo, encorpado, algo mineral, uma pena que só provei um golinho no Decanter Wine Sow, pois mostrou um enorme potencial de guarda o que nunca tinha visto num vinho desta zona. Tenho que rever, mas podem anotar no caderninho, um grande vinho.  

         Para finalizar, alguns vinhos da Sicília, sendo dois deles brancos. O Zagra IGT 05 (Vinea Store) é elaborado com 100% de Insolia, uma uva autóctone da região. Muito aromático com toques florais de flores do campo, fruta tropical madura (abacaxi?) com uma cor amarelo palha com laivos dourados, bonito e límpido. Na boca é cremoso com boa estrutura, algo mineral, crescendo muito quando acompanhado de comida. Harmonizou bem com um filet de St. Perre coberto com creme de espinafre e gratinado com parmesão. Final levemente amendoado e muito saboroso. Sant Agostino Bianco 06* (Wine Premium), um vinho estupendo elaborado com um corte 50/50 de Catarrato e Chardonnay. O Chardonnay passa uns 4 meses em barricas de carvalho francês o que lhe dá uma certa cremosidade. No nariz remete a algo de melão e e frutos secos, mostrando na boca uma boa estrutura, untuosidade e longo final de boca. Sua versão tinta Sant Agostino Rosso 05 (também Wine Premium), é elaborado com um corte de 50/50 Nero d’Avola com Syrah num estilo mais global, potente e de boa estrutura, intenso, carnoso e elegante. A Nero lhe traz maciez enquanto a Syrah lhe aufere maior concentração e as notas de especiarias que marcam o final de boca de boa persistência. Um dos vinhos que mais me encantou nesta viagem pelo complexo e intrigante mundo dos vinhos Italianos, foi certamente o Passo delle Mule 05* (Portal dos Vinhos) elaborado com 100% Nero D’Avola. Quanto mais eu me aventuro pelos vinhos Italianos, mais me surpreendo pela qualidade geral apresentada. Este vinho é uma dessas gratificantes surpresas com que tenho a oportunidade de me deparar de vez em quando. Muita fruta e toques balsâmicos, num vinho denso, cremoso e complexo, boa estrutura muito elegante e com enorme equilíbrio. Taninos maduros e aveludados, boa acidez com um longo final de boca. Absolutamente sedutor e encantador, daqueles vinhos para você tomar com calma, sorvendo e descobrindo todos os seus segredos

         Acima deste nível alguns vinhos muito especiais que já comentei aqui em outros posts no mês como Barolos e Vinhos de Reflexão. Existem outros porém, que ficam entre esses dois patamares, como o Edizione Cinque Autóctoni* (Portal dos Vinhos) Amarone Clássico Ca ‘del Pipa Cinque Stelle* (Decanter) Barbera d’Alba Fides*  de Pio Cesare (Decanter), Brunello di Montalcino DOC de Casanova di Néri (Expand) e Castello di Ama Chianti Clássico (Mistral). Pelo preço aqui, são ótimas dicas de vinhos para trazer de fora, mesmo não sendo baratos lá também.

         Na semana que vem finalizo a nossa passagem pela Itália com uma série de destaques que nossos parceiros listaram para nossa seção de Boas Compras. Nos vemos na semana que vem, aproveitem o fim de semana com sabedoria e bons vinhos. Salute e kanimambo.

 

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Semana de Portugueses em Mês de Italianos

           Tenho andado meio relapso com meus posts de vinhos da semana e já tenho uma lista de três semanas de bons tragos para compartilhar com vocês. Os desta última semana, por incrível que pareça, eheheh, foram todos vinhos portugueses de preço médio e, em geral, bastante interessantes e saborosos.

 

  • Comecemos pelos brancos em que tive a oportunidade de rever, e tomar, o Quinta da Ameal Loureiro 06. Gosto muito dos vinhos elaborados com esta cepa e este é muito bom. Os sabores e aromas são diferentes, mas o estilo deste Ameal faz lembrar muito a delicadeza e sutileza dos bons vinhos do Mosel, na Alemanha, incluindo o teor alcoólico de 11.5º. Deliciosamente refrescante, grande intensidade aromática em que sobressai um encantador bouquet floral. Na boca é leve, suave, um toque de seda no palato em que aparecem frutos cítricos, toques de limão com um final de boca algo amendoado. Muito mineral, ótima acidez, alguma agulha muito sutil e bem típica dos vinhos verdes. Encantador e só senti pena que não tivesse uns camarões grelhados para acompanhar tendo, porém, na falta deles, harmonizado muito bem com um filé de Saint Peter. Na Seleto por R$49,50.
  • Monte da Cal 04,vinho regional Alentejano. Corte de Aragonez, Alchofreiro e Alicante Bouschet de bom corpo, carnoso, fechado, taninos firmes porém sem agressividade. Algo terroso e defumado, um pouco austero. Um vinho bem feito, bom preço, mas não chega a empolgar. Na Expand por R$29,90. $ 
  • 3 Pomares 05, o vinho de entrada do bom produtor Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. Da região do Douro, um corte de Touriga Nacional, Tinta Franca e Tinta Roriz de aromas bem frutados, franco, redondo, envolvente e sedutor. Taninos finos bem equacionados, boa acidez, grande equilibrio, elegante com um final de boca muito agradável que chama à próxima taça. Não é um vinhaço, nem é esse seu intento, mas é um vinho muito saboroso e bem feito, mostrando que os vinhos desta casa primam pela qualidade.  Na Vinea Store por R$59,00.
  • Bom Juiz 03, mais um Alentejano, desta feita um corte de Aragonês, Castelão, Trincadeira e Tinta Caiada. Extremamente agradável, saboroso e equilibrado, aromas de fruta madura, macio e redondo, de taninos finos e algo de especiarias num final de boca de média persistência. Um vinho que dá muito prazer de tomar e acompanhou muito bem um strogonof de filé mignon. Pelo ótimo preço de R$40,00 na Seleto, certamente uma visita que se tornará constante sob a minha mesa.  $
  • Quinta das Tecedeiras LBV 2001, um dos LBVs mais em conta no mercado, custando quase que o mesmo que boa parte dos bons Vinhos do Porto Ruby, porém num nível de qualidade bem acima. Possui um estilo mais potente, encorpado com uma certa rusticidade, mas sem pesar na boca. Generoso nos aromas de fruta madura muito presente com algumas nuances do que me pareceu ser chocolate. Bastante equilibrado, mostrou interessantes traços de mineralidade e penso que ainda evoluirá muito com mais uns três ou quatro anos de garrafa, quando deve amaciar. Como, por este preço, difícilmente estará disponível até lá, vale comprar umas três ou quatro garrafas e guardá-las por um tempo. Na Expand por $R$59,00. $

Salute e Kanimambo.

 

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Tomei e Recomendo Extra – Vinhos Brancos

              A Andréa e outros amigos, pediram-me algumas dicas de vinhos brancos então preparei aqui uma lista de diversos vinhos, cepas e origens. Todos tomei e todos recomendo como bons vinhos dentro de suas faixas de preço. Como sempre digo, há uma enorme quantidade de bons rótulos por aí que não provei e que poderiam estar nesta lista, mas só comento o que efetivamente conheço. De qualquer forma, é um numero considerável de vinhos de vários estilos, preços e cepas entre os quais, diversos que se tornaram meus preferidos em suas faixas de preços tendo-os marcado com um asterisco. 

               Alguns para o dia-a-dia, como os Chardonnay da Ochotierras e da Alamos, ou ainda o Sauvignon Blanc da Misiones e o Verdichio de Castelli de Jesi de Umani Ronchi, são para comprar de caixa devido ao preço super convidativo, pelo prazer que transmitem e pelo fato de que o verão está chegando e, mais do que nunca, é nessa época que o consumo aumenta. Gente, espero que aproveitem, são cerca de 70 rótulos selecionados. Existem aqui vinhos muito saborosos com preços incríveis, outros de grande complexidade e verdadeiros néctares, uns para serem tomados mais como aperitivo na introdução a um jantar, outros para serem protagonistas nesses jantares. Listei, também, locais de compra, tanto lojas como importadores todos com os endereços de contato em Onde Comprar, com preços referenciais deste mês. Mesmo estando em outros Estados e cidades que não São Paulo, isto vos dá uma idéia de custo que, espero, lhes ajude nas compras. Um lembrete, a lista da Mistral está em USD então os preços que aqui listei em reais, usando a taxa média de R$1,80,  podem sofrer fortes oscilações.

           Relacionei vinho de até o máximo de R$150,00, sempre listando vinhos que Tomei e Recomendo e, conforme for provando outros vinhos passíveis de freqüentar esta lista, os estarei incluindo. Se tivesse uma loja, certamente esses rótulos lá estariam disponíveis e, com asteriscos aqueles que certamente estariam na minha adega. Existem alguns outros néctares com preços bem acima destes como; o Puligny-Montrachet 1er Cru Champs Gains 05 (Decanter) ou o Puligny-Montrachet 1er Cru “Les Chalumeaux” 06 (Bruck), mas aí estamos falando de exceções que custam acima de R$300/400 e este não é o foco da matéria. É isso amigos, aproveitem. Eu cá ando me estocando para o verão, o problema é que esses vinhos são tão gostosos que não sei se o estoque chegará lá! Salute, boas compras e aproveitem as delicias, sutilezas e frescor destes vinhos. Assim que der preparo uma lista, menor, somente de vinhos de sobremesa brancos.

Vinho

Cepa

País

Onde

 R$

Ochotierras*

Chardonnay

Chile

BR Bebidas

18,00

Condes de Barcelos

Loureiro/Trajadura/Pedernã

Portugal

Kylix

20,50

Emiliano

Sauvignon Blanc

Chile

Emporium

22,00

Pisano Cisplatino

Torrontés

Uruguai

Mistral

22,00

Misiones de Rengo*

Sauvignon Blanc

Chile

BR Bebidas

23,00

Barão do Sul*

Fernão Pires/Moscatel

Portugal

Lusitana

23,00

Pizzato

Chardonnay

Brasil

Casa Palla

25,00

Callia Alta

Chardonnay

Argentina

Decanter

25,00

Cono Sur*

Riesling

Chile

Cia. Do Whisky

25,40

Casa Valduga Premium

Gewurtzraminer

Brasil

Portal

28,50

Dal Pizzol

Sauvignon Blanc

Brasil

Portal

29,00

Alamos*

Chardonnay

Argentina

Kylix

29,20

Filgueiras

Sauvignon Gris

Uruguai

BR Bebidas

29,50

Hardy’s Stamp

Riesling e Gewurtzraminer

Austrália

Casa Palla

29,90

Castelli di Jesi – Umani Ronchi*

Verdicchio

Itália

Expand

30,00

Estampa*

Viognier/Chardonnay

Chile

Decanter

31,00

Terras do Pó*

Fernão Pires

Portugal

Lusitana

31,00

Quinta da Aveleda*

Alvarinho/Trajadura/Loureiro

Portugal

Portal

31,50

AltoSur Sauvignon

Sauvignon Blanc

Argentina

Expand

33,00

Lisa

Moscatel (seco)

Portugal

Lusitana

34,00

Muralhas

Alvarinho e Trajadura

Portugal

Cia. Do Whisky

35,90

Crios*

Torrontés

Argentina

Cia. Do Whisky

37,30

Goats do Roam White*

Chenin/Viognier/Semillon +

África do Sul

Expand

38,00

Guy Saget Muscadet de Sèvre Sur Lie

Muscadet

França

Mistral

38,00

Callia Magna*

Viognier

Argentina

Decanter

40,00

Chateau Peyruchet Blanc*

Sauvignon Blanc/Semillon

França

Expand

40,00

Don Pascual Reserva*

Viognier

Uruguai

Expand

40,00

Casa Defra Pinot Grigio*

Pinot Grigio

Itália

Wine Company

40,00

Chartron La Fleur Blanc*

Sauvignon Blanc

França

Mistral

41,00

De Wetshof Estate Bon Vallon Sur Lie*

Chardonnay

África do Sul

Mistral

41,00

Branciforti Bianco*

Grecanico

Itália

Wine Premium

41,00

Les Fumées Blanche*

Sauvignon Blanc

França

Zahil

41,00

Ventisquero Reserva*

Sauvignon Blanc

Chile

Portal

43,00

Dom Rafael Branco*

Antão Vaz e Arinto

Portugal

Portal

45,00

Cordilheira de Sant’ Ana

Gewurtzraminer

Brasil

 Saint Vin Saint

46,00

Cordilheira de Sant’ Ana*

Chardonnay

Brasil

Saint Vin Saint 

46,00

Muros Antigos*

Loureiro

Portugal

Kylix

47,00

Sta. Margherita*

Pinot Grigio

Itália

BR Bebidas

48,00

Nicodemi Trebbiano d’Abruzzo

Trebbiano

Itália

Decanter

48,00

Guy Saget Vouvray

Chenin Blanc

França

Mistral

48,00

Vila de Frades Reserva

Antão Vaz/Perrum

Portugal

Portal

49,00

Quinta do Ameal Loureiro*

Loureiro

Portugal

Seleto

49,50

Catena

Chardonnay

Argentina

Casa Palla

49,90

Deu la Deu*

Alvarinho

Portugal

Cia. Do Whisky

49,90

Les Salices*

Viognier

França

Zahil

51,00

Dr. Loosen *

Riesling

Alemanha

Expand

55,00

Sauvignon VdP Fournier Pere et Fils

Sauvignon Blanc

França

Expand

55,00

Cheverny Le Vieux Clos*

Sauvignon Blanc/Chardonnay

França

Decanter

64,00

Rutini Chardonnay*

Chardonnay

Argentina

Zahil

66,00

Nicodemi Notári*

Trebbiano

Itália

Decanter

68,00

Marcel Deiss Pinot Blanc Bergheim

Pinot Blanc

França

Mistral

72,00

Cartagena

Chardonnay

Chile

Vinea Store

74,00

Bouza Albariño

Albariño

Uruguai

Decanter

75,00

Lagar de Cervera*

Albariño

Espanha

Zahil

75,00

Soalheiro*

Alvarinho

Portugal

Mistral

76,00

Dr. Burklin-Wolf Riesling Qba Trocken*

Riesling

Alemanha

Mistral

79,00

Anakena Ona Blanco*

Viognier/Riesling/Chardonnay

Chile

Mercovino

79,00

Chablis 1er Cru Montmains*

Chardonnay

França

Nova Fazendinha

80,00

Arboleda Chardonnay

Chardonnay

Chile

Expand

85,00

Zagra

Insolia

Itália

Vinea Store

85,00

Monte da Penha Branco*

Arinto/Roupeiro/Fernão Pires +

Portugal

Vinea Store

87,00

Dão Encruzado – Quinta dos Roques*

Encruzado

Portugal

Decanter

89,00

De Martino S. Blanc Single Vineyard

Sauvignon Blanc

Chile

Decanter

97,00

Chablis Albert Bichot*

Chardonnay

França

Expand

98,00

Mademoiselle T – Pouilly-Fumée*

Sauvignon Blanc

França

Decanter

99,00

Tiziano

Verdiso e Incrocio Manzoni +

Itália

Marimpex

100,00

Grainha*

Gouveio/Viosinho/Rabigato

Portugal

Vinea Store

107,00

Aquarelle Pouilly-Fumée

Sauvignon Blanc

França

Mistral

108,00

Santagostino Bianco*

Catarrato e Chardonnay

Itália

Wine Premium

118,00

Bouzeron Aligoté*

Aligoté

França

Expand

135,00

Tiara*

Riesling/Alvarinho/Savagnin

Argentina

Decanter

139,00

Marcel Deiss Saint Hippolyte*

Gewurtzraminer

França

Mistral

139,00

Miramar*

Riesling

Chile

Vinea Store

144,00

Huet Vouvray Sec Le Haut Lieu* (05)

Chenin Blanc

França

Mistral

147,00

 Ps. 1) A grande maioria dos rótulos listados, com uma pequena exceção, já foram por mim comentados neste blog. Alguns poucos ainda estão na lista de espera, falta tempo para tanta coisa! Se quiser mais informações, tente search, no canto superior direito da página, digite o nome do vinho e reze (rsrsrs) quem sabe dá certo?!

        2) Os preços foram colhidos no mercado, são meros indicativos e podem variar. O Ochotierras Chardonnay é preço de lançamento na BR, sendo que o preço médio no mercado anda por volta de R$22 a 25,00.

 

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Vinhos Italianos que Tomei e Recomendo – II

Andei me esbaldando com muito bons vinhos na faixa de preços de de R$50 a 80,00, de tudo o que é região na Itália. Tomei diversos vinhos de qualidade, que incito você a provar e desvendar os mistérios do vinho deste imenso caleidoscópio de sabores. Deixar de lado eventuais preconceitos, muito gerados por boas razões, e dar uma chance a estes belos vinhos cheios de caráter e personalidade própria, saindo da mesmice com que, por muitas vezes, convivemos nesta vinosfera. Busque rótulos novos, cepas diferentes, experimente, inove, sinta algo novo. Nesta lista alguns vinhos muito interessantes e, a todos colocaria na minha adega amanhã, sem pestanejar. Pela primeira vez, não tenho preferidos, talvez uns dois ou três em função do preço, porém todos são muito saborosos e, alguns, surpreendentes. Desta forma. Considere todos com asterisco de preferidos. Um terço deles são da Toscana, porém há vinhos da Puglia, da Sicília, do Piemonte, de Abruzzo, de Friulli, de Veneto e do Alto Adige. Falemos dos Vinhos

 

           Comecemos pelos brancos, em que tenho uma preferência muito especial pelos vinhos elaborados com a Pinot Grigio dentro os quais se destaca o Santa Margherita (Bruck) é um clássico mundial que agrada sempre. Branco seco, corpo médio, límpido, franco, ótima acidez, de aromas intensos lembrando frutas citricas, é um vinho difícil de não se deixar encantar e o mais austero Riff 06 (Mistral) de aromas que lembram maçã verde, alguma mineralidade e bom frescor demonstrando bomequilibrio. Um vinho branco diferenciado e muito interessante, é o Tiziano DOC 05 (Marimpex) elaborado com , majoritariamente, a uva autóctone Incrocio Manzoni mais; Pinot Bianco, Chardonnay e Riesling, resultando num vinho muito sedutor, de aromas intensos e inebriantes com nuances florais. Na boca é fresco, rico, cheio com uma boa cremosidade e uma certa complexidade e um retrogosto em que a baunilha, resultado de 9 meses de barrica, aprece de forma sutil. Um vinho branco muito agradável e diferente para os padrões a que estamos acostumados.

Dos tintos, um vinho que me surpreendeu muitíssimo e me encantou por sua complexidade, o estupendo Crearo Cabernet Sauvignon DOC 05, de Friulli (Wine Company) é aromaticamente cativante, boa estrutura, delicado e harmônico com um delicioso final de boca de taninos aveludados e ótima persistência, um achado, um belo vinho por ótimo preço. Também achados em função da relação Qualidade x Preço x Satisfação; o Tosca Chianti Colli Senese DOCG 04 (Zahil) de muito boa intensidade aromática com frutos silvestres, cheio, redondo, fácil de agradar, sem arestas com um saboroso e longo final de boca, absolutamente pronto para beber; um 50/50 Sangiovese e Cabernet Sauvignon, é o Erta & China 05 (Decanter) que é denso, escuro, bom nariz, encorpado, boa textura e ótima acidez. Precisa de um tempo na taça, ou um pouco de decantação, para abrir totalmente, tendo escoltado maravilhosamente bem uma costelinha de porco na brasa e o Rosso Salento Sandi Médici 05 (Vinea Store) da Puglia elaborado com 100% da uva Neroamaro. Na cor é quase um clarete, translúcido e brilhante, mas não por isso com menos aromas, sedutores e de boa intensidade. Na boca é sutil, leve, descompromissado, um vinho festivo com 12.5º de teor alcoólico que tem como principal virtude o de encantar facilmente. Redondo, equilibrado, média persistência, um vinho de sabores diferentes que me surpreendeu em vários sentidos, todos muito positivos, e me agradou muito.

Da região de Abruzzo, com vinhos tradicionalmente mais rústicos e não muito confiáveis, (como nos chiantis, fazem muita coisa barata de qualidade duvidosa) provei três ótimos exemplares; o encantador e muito saboroso Nicodemi Montepulciano d’Abruzzo DOC 05 (Decanter) para o qual o final da garrafa chega cedo demais e nos deixa com aquele gostinho de quero mais na boca; o Montepulciano de Abruzzo dal Tracetto 04 (Expand) um dos primeiros bons vinhos desta denominação, que tomei há algum tempo e me deixou boas recordações de um frutado bem fresco com algumas especiarias, taninos redondos e sedosos, com um final de boca muito gostoso e o, Casale Vechio Montepulciano d’Abruzzo DOC 06 (World Wine) macio, frutado, boa estrutura, rico, perfeitamente balanceado um belo vinho. Da Sicília tomei dois encantadores vinhos nesta faixa de preços e uma surpresa bem interessante; O Chiaramonte 05 (Wine Premium), estupendo vinho elaborado com 100% de Nero d’Avola, com um nariz incrível de grande intensidade, confirmado na boca onde demonstra uma certa complexidade. Elegante, sedutor, macio, de taninos doces, final de boca delicioso e de boa persistência, ainda demonstrando algum potencial de evolução por pelo menos mais uns dois a três anos; o Firriato Etna Rosso 05 (também Wine Premium) um inusitado corte de cerca de 85% de Nerello Mascalese com Nerello Capuccio, um vinho complexo e de muita qualidade que me impressionou muitíssimo, mostrando um bom potencial de guarda. Já pronto a beber, sendo que uma decantação de pelo menos uns 40 minutos lhe fará muito bem. De ótima concentração, intenso, muito fresco apresentando uma certa mineralidade que cativa o palato. Na taça vai abrindo com vagar mostrando todas as suas virtudes, tendo harmonizado muito bem com uns medalhões de filé e ravióli de queijo brie, um vinho de primeira grandeza que mostra um longo final pleno de sabor e o surpreendente Poggio Bidini IGT 05 (Vinea Store) um 100% Syrah diferenciado que traz muita fruta madura compotada, redondo, taninos aveludados, fácil de tomar com um final de boca em que aparecem os toques de especiarias que fazem a fama desta dos vinhos desta cepa.

Do Piemonte, na inexistência de Barbaresco e Barolos nestas faixas de preços, gosto muito dos barbera. Nesta prova, tive a possibilidade de tomar e apreciar dois vinhos muito saborosos e encantadores, por preços perfeitamente aceitáveis e “cabíveis” na maior parte dos bolsos. Um deles, o já bem conhecido Le Orme DOC Barbera d’Asti Superiore 05 (Zahil) um verdadeiro porto seguro. Possui uma boa paleta olfativa, na boca é macio, taninos maduros, boa acidez e muito bem equilibrado, um vinho de médio corpo, fácil de agradar e harmonizar, muito saboroso crescendo muito quando levemente refrescado a cerca de 16º. O outro é o Valfieri Barbera d’Asti DOC 04 (Vinea), muito aromático com leves nuances florais, cheio e rico na boca, corpo médio, bem equilibrado apresentando um frescor cativante, taninos finos e sedosos e um muito saboroso final de boca. Daqueles que deixa saudade e nos deixa com água na boca. Queria ter degustado uns Dolcetto d’Alba (que de doce não tem nada, dolcetto é o nome da cepa) e alguns Barbera d’Alba (vinho que me abriu as portas aos vinhos de qualidade há quase 15 anos), porém não consegui. Ainda sigo buscando e assim que conseguir alguns exemplares, compartilharei a experiência com os amigos.

Da Toscana, alguns vinhos muito bons, a começar pelo Tosca já mencionado acima. Um outro Chianti muito interessante, mas de outra sub-região é o Chianti Ruffina Basciano 05 (Decanter) de boa fruta vermelha com algo de ervas, porte médio para encorpado, boa tipicidade, denso, ainda fechado e firme pedindo um tempo de decantação para poder usufruir de todas as suas virtudes; da Rocca delle Macie, o Família Zingarelli Chianti Clássico 05 (Wine Premium) elaborado com 90% de Sangiovese e partes iguais de Merlot e Canaiolo, é um vinho sedutor, muito redondo, macio, pronto para beber com taninos finos e sedosos, saborosas nuances de frutas negras compõem uma paleta olfativa muito agradável e de boa intensidade. Equilibrado, cheio, média persistência e saboroso final de boca. Um outro rótulo muito bom que me agradou sobremaneira foi o Valdipiata Rosso di Montepulciano 04 (Zahil) que não tem nada a ver com a uva montepulciano e sim com a região de mesmo nome, duas coisas diferentes. Este vinho é elaborado com cerca de 80% de Prugnolo Gentile (sangiovese), 15% de Canaiolo e Mammolo que resulta num vinho frutado, macio, redondo, rico e especialmente saboroso com taninos finos e bastante frescor em uma perfeita harmonia que agrada fácil e nos deixa um gostinho de quero mais na boca. Para finalizar os vinhos da Toscana, fiquei feliz ao ver que a os vinhos da Marchesi de Frescobaldi mudaram de importadora e este vinho que me agrada muito agora está num patamar de preços mais realista, pois só o comprava em “promoções”. Remole IGT 06 (Grand Cru Granja Viana) é um corte de Cabernet Sauvignon e Sangiovese extremamente agradável, sempre muito harmônico, na boca é cheio, redondo, com um final de boca em que aparece algo de especiarias. O nariz é de boa intensidade, bem frutado e com algo de ervas aromáticas. Um vinho que me agrada muito.

Finalizando esta lista de vinhos provados e aprovados, dois vinhos do Veneto, especificamente dois Valpolicellas. Bonacosta Valpolicella DOC Clássico 06 (Mistral), elaborado com o tradicional corte de Corvina, Rondinella e Molinara, de corpo médio, vibrante com ótima acidez, suculento, taninos macios e aveludados que acompanharam muito bem uma berinjela recheada e o delicioso Valpolicella Clássico Ripasso Costamaran 04 (Decanter) um vinho que me encantou por sua complexidade e sabores diferentes, talvez em função do processo Ripasso, sobre o qual falarei mais adiante em outros posts sobre os vinhos e regiões da Itália. Boa intensidade de fruta madura, quase seca, de boa concentração, com algumas nuances de algo que me pareceu chocolate amargo. Na boca é algo terroso, boa estrutura, com boa acidez e um rasgo de mineralidade num saboroso final de boca de boa persistência e taninos aveludados. Lamentavelmente somente o degustei no Decanter Wine Show, mas certamente uma garrafa já está na minha programação de compra para melhor usufruir todos os seus sabores.

São cerca de vinte vinhos degustados, uns de forma mais completa, outros somente provados, mas que compõem um grupo de rótulos de muito boa qualidade que recomendo. Duvido que você prove uns três ou quatro deles e não se encante com a variedade de estilos dos vinhos Italianos. Na semana que vem os vinhos top, de R$80 a 120 assim como alguns néctares acima desses patamares.

Salute e kanimambo.

 

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