Na Minha taça

Sauvignon Blanc – Grande Prova Freetime

sauvignon_blanc_white_grape_varietyVinte rótulos de Sauvignon Blanc em prova, eis o presente que o amigo Walter Tommasi, experiente degustador, enófilo e editor da revista Freetime, me deu de presente no fim de semana.  Este é o resultado de sua mega degustação e desafio de Sauvignon Blanc entre a Nova Zelândia e o Chile, que não poderia deixar de compartilhar com os amigos leitores de Falando de Vinhos. Foram um total de 20 rótulos provados por uma banca de primeiro nível tendo dado Nova Zelândia na cabeça, com a Casa Marin (Vinea Store) e Bill da William Cole (Ana Import) dando o tom pelos vinhos chilenos. O Cipreses, assim como o Laurel (este ultimo não participou) da Casa Marin, são sim grandes vinhos, uma pena que sejam tão caros, o dobro dos primeiros colocados.

Vejam o resultado e comentários desta grande degustação e desafio entre brancos de dois países que primam pelos bons vinhos produzidos. Chamo a atenção para o fato de que preço não é sinônimo de qualidade, mas sim tendência, e o mais caro não necessariamente é o melhor como ficou demonstrado pelo resultado, haja visto a comparação entre o primeiro e o último colocado nessa prova.

          

   Nova Zelândia x Chile

 

 

 

Palliser Estate 2006 – Nova Zelândia 

 Palha claro brilhante, Complexo e elegante com delicados aromas florais, frutados e cítricos, toque mineral e de aspargos. Na boca muito equilibrado, com ótima acidez, cremoso, bom corpo, persistência longa e retrogosto frutado. PREMIUM  (31) 9222-5992. Preço- R$ 76,00- Nota 89,1

Mount Nelson 2006 – Nova Zelândia 

 Palha brilhante. Complexo com predominância de aromas cítricos, herbáceos e minerais, frutas brancas como pêra, toque de borracha. Boa acidez, corpo médio e persistência longa, retrogosto cítrico. EXPAND GROUP – (11) 3847 –4700. Preço – R$ 78,00 – Nota 88,3

Casa Marin Cipreses 2006 – Chile 

 Amarelo dourado brilhante. Complexo, cítrico (grapefruit), herbáceo,mineral e toques frutados. Na boca bem estruturado, com acidez correta e persistência longa, retrogosto frutado. VINEA STORE – (11) 3059-5200. Preço – R$ 145,00 – Nota 88,3

Nautilus Estate 2006 – Nova Zelândia

 Amarelo com toques verdeais  brilhante. Aromas minerais, casca de limão, melão, borracha, um toque fumê e ligeiro lácteo. Equilibrado com alta acidez, bom corpo e persistência longa. WINE PREMIUM (11) 3040-3434. Preço R$ 95,00 – Nota 88,0

Saint Clair 2007 – Nova Zelândia 

 Palha claro, brilhante. Elegante com aromas cítricos (grapefruit), minerais  e frutados (maracujá) . Na boca ótima acidez, seco, bom corpo e persistência e retrogosto cítrico. GRAND CRU (11) 3062-6388. Preço R$ 84,00 – Nota – 87,6

“Bill” William Cole Limited Edition 2007 Chile 

 Palha verdial. Elegante e complexo, cítrico, herbáceo, aspargos, mineral, com ligeiros toques lácteos e tostados. Boa acidez, seco, corpo e persistência corretos retrogosto lácteo. ANA IMPORT (71) 3337-1111. Preço R$ 95,00 – Nota – 87,4

Hunter’s 2007 – Nova Zelândia 

 Palha verdial. Aromas delicados de frutas (maça verde), cítrico (lima da pérsia) e toques florais. Alta acidez, bom corpo e persistência, retrogosto cítrico. PREMIUM (31) 9222-5992. Preço R$ 73,00 – Nota 87,3

Shingle Peak Matua 2006 – Nova Zelândia 

 Palha brilhante com toques verdeais. Complexo, aspargos, petrolato, herbáceo, feno e casca de limão. Equilibrado, acidez correta, leve elegante, ótimo final de boca. VINHOS DO MUNDO (51) 3012-8090. Preço R$ 70,00 – Nota 87,3

Sileni Estate 2008 – Nova Zelândia 

 Palha bem claro. Aromas delicados herbáceos, aspargos, florais e frutados (maracujá) e toques minerais . Boa acidez, corpo médio persistência correta. MISTRAL (11) 3372- 3400. Preço R$ 66,60 – Nota 87,3

10º Jackson Estate 2007 – Nova Zelândia 

 Dourado pálido brilhante. Mineral, e frutado, maracujá e pêra, toques cítricos. Alta acidez, seco, corpo e persistência média, ligeiro amargor. PREMIUM (31) 9222-5992. Preço R$ 78,00 – Nota 87,2

11º Anakena Ona 2007 – Chile 

 Palha brilhante. Complexo, cítrico, herbáceo, mineral com toques frutados, maracujá e grapefruit. Acidez correta, bom corpo, macio, longo com um agradável final de boca com toques minerais. MERCOVINO (16) 3635-5412. Preço R$ 79,00 – Nota 87,1

12º Maycas Limari Reserva Especial 2007 – Chile 

 Dourado brilhante. Frutado, abacaxi, toque de melaço, aromas evoluídos, ligeiro toque tostado. Boa acidez, corpo e persistência média, retrogosto evoluído. ENOTECA FASANO (11) 3168-1255. Preço R$ 89,00 – Nota 86,7

13º Quintay 2006 – Chile 

 Palha brilhante. Feno, frutado, lichia,mineral,pedra de isqueiro. Boca volumosa, boa acidez, boa persistência, final de boca agradavelmente frutado.  PREMIUM (31) 9222-5992. Preço R$ 61,00 – Nota 86,6

14º De Martino Parcela 5 Single Vineyard 2007 – Chile 

 Palha verdial. Elegante, mineral, cítrico, floral e toque fumê. Vinho delicado, com alta acidez, corpo e persistência média. DECANTER (47) 3326-0111. Preço 97,30 – Nota 86,3

15º Alto Vuelo William Cole 2007 – Chile 

 Amarelo claro brilhante. Delicado, frutado, goiaba, maracujá, herbáceo (arruda),mineral, cítrico. Elegante,seco,corpo e persistência média,acidez bem dosada. ANA IMPORT (71) 3337-1111. Preço R$ 51,85 – Nota – 86,3

16º Brookfields Hawke’s Bay 2006 – Nova Zelândia 

 Palha verdial.Cítrico, mineral,herbáceo, toques frutados (maçã ). Acidez correta, seco, corpo médio, persistência longa, retrogosto herbáceo, ligeiro amargor final. PREMIUM (31) 9222-5992. Preço R$ 78,00 – Nota 85,8

17º Tres Palacios Reserva 2006 – Chile 

 Palha verdial brilhante. Elegante, herbáceo, aspargos, mineral, leve fruta( pêra). Boa acidez, seco, bom corpo e persistência, final de boca agradável, frutado. ENOTECA FASANO (11) 3168-1255. Preço R$ 67,00 – Nota 85,6

18º Montes Selection 2007 – Chile 

 Amarelo palha verdial. Cítrico, frutado, pêssegos e maracujá, mineral, herbáceo. Acidez marcante, bom volume, persistência longo retrogosto cítrico. MISTRAL (11) 3372- 3400. Preço R$ 49,55 – Nota 85,6

19º Casa Lapostolle 2007 – Chile 

 Palha claro brilhante. Herbáceo, arruda, cítrico, mineral, pimenta branca. Boa acidez, alcoólico, encorpado, persistência longa retrogosto cítrico,ligeiro amargor. MISTRAL (11) 3372- 3400. Preço R$ 47,56 – Nota 85,1

20º Cariblanco Kingston 2006 – Chile 

 Amarelo palha com toques verdiais. Delicado com aromas florais e minerais. Alta acidez, corpo e persistência média. MERCOVINO (16) 3635-5412. Preço R$ 100,00 – Nota 84,6

 

 Salute e kanimambo

                                                                       

Vinhos da Semana – Só Latinos

Enquanto não começo a compartilhar com os amigos os néctares com que me presenteei ao longo de um mês de festividades de aniversário, eis mais uma coletânea de Vinhos da Semana tomados. Desta vez só de vinhos latinos de grande diversidade entre si, adoro garimpar de tudo, em que se sobressaem um espumante e um gostoso syrah.

 

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  Marson Charmat – Para aqueles que, como eu, são fãs dos produtos da Marson, e especial de seu espumante Brut Champenoise, a casa traz agora uma versão elaborada com o método charmat. Como seu irmão mais conhecido é um espumante de primeiro nível muito saboroso, um blanc de blanc já que é produzido com 100% de chardonnay. Cítrico, de ótimo frescor e perlage abundante e fina, algo cremoso, leve e delicado na boca uma ótima pedida para um aperitivo e entrada de melão com presunto cru, como foi o caso. Um dos meus espumantes preferidos e ótima opção para preparar o palato para uma refeição substituino o vinho branco como aperitivo. O preço está por volta de R$35, porém não é incomum encontrá-lo por cerca de R$30, só precisa garimpar um pouco. I.S.P. $     

 

 

Lima Mayer Alentejo 2004 – um vinho muito elogiado pela imprensa especializada, corte de Aragonez, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet. Um vinho potente, untuoso e austero. Aromas algo balsâmicos, taninos firmes, precisando de mais tempo ou decantação antes de servir, grande estrutura, encorpado e vigoroso não é um estilo de vinho que me encante. Bom, talvez um pouco rústico, vinho para quem gosta de vinhos potentes e sérios. Na Vinho Seleto por R$45,00. I.S.P.  $

 

 

Torreon de Paredes Reserva Syrah  06 – um chileno de primeira que me agradou bastante. O nariz, onde aparece alguma fruta negra, não é seu forte, mas desperta na boca com uma entrada impactante, rico, ótimo volume num corpo médio, taninos amistosos e aveludados. Harmonioso e equilibrado, cresce na taça e termina com um final de boca algo herbáceo e especiado típico da casta. Um vinho muito agradável que está por R$53,00 na Santa Ceia. I.S.P. $  

 

 

 

Valle Escondido Bonarda/Syrah 06 – no nariz já mostra sua origem Argentina com intensos aromas de fruta madura. Na boca mostra ameixa escura, madeira com algo de especiarias, taninos suaves equacionados depois de 30 minutos de decantação. O final de boca é aveludado e agradável em linha com seu preço. Foi bem com um prato de berinjela recheada. Ainda prefiro o Cabernet Sauvignon deles, mas este também mostrou qualidades. Comprei na Expand sale por R$19,00 (uma pechincha) porém o preço normal é de R$39,00, justo pelo que oferece. I.S.P.     

 

Terragnolo Cabernet Sauvignon 05 – esta cepa vem mostrando que nossos bons vinhos nacionais não estão dependendo somente da ícone Merlot. Tenho provado muitos Cabernets bem feitos e saborosos vindos do sul do Brasil; Encruzilhada, Vale dos Vinhedos, Santa Catarina, etc. Este é a primeira experiência de engarrafamento próprio desta pequena vinícola do Vale dos Vinhedos que sempre vendeu suas uvas. Cor rubi de boa intensidade, fruta madura com ameixa aportando ao nariz e se confirmando na boca de forma bem harmonizada. Boa acidez, taninos finos já equacionados num final de boca bastante agradável e fácil de tomar. Não é um blockbuster, mas dá conta do recado. O preço não encanta, por R$44 na EivinI.S.P. 

 

Salute e kanimambo

 

Ps. Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Minha Adega de Brancos & Rosés

adega-2fQuando termino o tema do mês ou neste caso, do bimestre, já que foram muitos os rótulos provados, relaciono uma lista daqueles que compôem minha Seleção de Adega. Neste caso, selecionei os 35 vinhos que mais me entusiasmaram entre os bons rótulos que provei ao longo do mês e constantes dos meus posts Tomei e Recomendo, Vinhos Verdes, Desafio Torrontés, etc., publicados neste período. Dois ainda estou por comentar, o Valduga Gran Reserva Chardonnay e o Albariño Don Pedro de Soutomaior, mas já adianto sua seleção entre os meus preferidos desta incrível viagem por Brancos & Rosés disponíveis no mercado.

Os preços listados foram pesquisados junto aos importadores e lojas, tanto virtuais como fisicas, e são um retrato do momento. Alguns já aumentaram, outros ainda estão por sofrer algumas mudanças. Outros, ainda, se encontram por preços inferiores como o Crios que está or R$40,00 na BR Bebidas ou o Varanda do Conde na Casa Palla por R$28,00 ou o Quinta da Ameal Loureiro na Vinho Seleto por R$44,50 para os leitores de Falando de Vinhos, valores que negociei. Agora, porquê estes rótulos e não outros? Primeiramente porque só falo sobre minhas experiências, ou seja vinhos tomados. Segundo, porque dentro do universo desses vinhos tomados pontuo cada um deles com uma nota RB (Relação de Beneficio) de 1 a 5, que é o que, em ultimo caso, faz a diferença e o faz ser ranqueado numa lista de Melhores do Ano ou de uma Seleção de Adega. Para quem ache que isso tem a ver só com preço, ledo engano e permitam que esclareça. A nota de RB de cada vinho, que até hoje usei para uso pessoal e doravante comecarei a publicar, está diretamente relacionada com a equação pessoal e puramente subjetiva encontrada entre a Qualidade o Preço e a Satisfação que o vinho me tráz.

        Para que não pairem duvidas sobre a forma destas escolhas, cito o exemplo de um vinho que me agradou muito, o Fonte do Nico Fashion 07, que poderia estar aqui se o preço fosse mais baixo, só que existiram outros vinhos de igual qualidade e índice de satisfação (I.S.P), porém de melhor preço resultando num RB superior. No outro dia provei um Sauvignon Blanc de R$75,00 vindo da Nova Zelândia, preço até que razoável para um vinho desta origem, porém seu RB foi 3 enquanto um incrível Riesling da Austrália por R$93,00 teve um RB de 4, ou seja, superior a um vinho mais barato. A diferença entre eles é que posso comprar diversas boas opções de Sauvignon Blanc com qualidade similar a preços muito mais baratos, e não necessariamente do Riesling. Só para que não pairem duvidas. Espero que possam desfrutar de alguns desses ótimos rótulos de vários preços, para vários tamanhos de bolso, ocasiões e gostos. Em minha modesta opinião, certeza de satisfação. Salute!

Rótulo

Cepa

País

Estilo

Imp. / Prod.

Preço R$

Obikwa Rosé

Pinotage

África do Sul

Rosé

Interfood

24,00

Cono Sur

Riesling

Chile

Branco

Wine Premium

24,00

Salton Volpi

Sauvignon Blanc

Brasil

Branco

 Salton

24,00

Valduga Gewurtz

Gewurtzraminer

Brasil

Branco

 Valduga

24,00

Misioneros del Rengo

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Épice

27,00

Quinta da Aveleda

Assemblage

Portugal

Branco

Interfood

27,00

Umani Ronchi Dei Castelli di Jesi Classico

Verdichio

Itália

Branco

Expand

28,00

Sucre

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Wine Company

29,00

Varanda do Conde

Alvarinho/Trajadura

Portugal

Branco

Casa Flora

30,00

Terras d”Uva

Assemblage

Portugal

Rosé

Lusitana

30,00

Artero

Tempranillo

Espanha

Rosé

Decanter

31,00

Pascual Toso

Sauvignon Blanc

Argentina

Branco

Interfood

32,00

Goats do Roam

Assemblage

África do Sul

Rosé

Expand

35,00

Fabre Montmayou

Chardonnay

Argentina

Branco

Wine Premium

35,00

Vega Los Zarzales

Verdejo

Espanha

Branco

Wine Premium

36,00

Trio Chardonnay

Assemblage

Chile

Branco

Expand

37,00

Muralhas de Monção

Alvarinho/Trajadura

Portugal

Branco

Barrinhas

38,00

Reflejo de Syrah

Syrah

Argentina

Rosé

Vinea

38,00

Familia Gascon

Chardonnay

Argentina

Branco

Wine Company

39,50

Crios

Malbec

Argentina

Rosé

Cantu

45,00

William Cole Mirador

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Ana Import

45,00

Melipal

Malbec

Argentina

Rosé

Wine Company

45,00

Crios

Torrontés

Argentina

Branco

Cantu

45,00

Quinta do Ameal

Loureiro

Portugal

Branco

Vinho Seleto

49,50

Muros Antigos

Loureiro

Portugal

Branco

Decanter

50,00

Valduga Gran Reserva

Chardonnay

Brasil

Branco

 Valduga

50,00

Forste Mariengarten

Riesling

Alemanha

Branco

Decanter

51,00

Domaine Sorin Terre Rouge

Assemblage

França

Rosé

Decanter

55,00

Dr. L

Riesling

Alemanha

Branco

Expand

55,00

Vinha da Defesa

Assemblage

Portugal

Rosé

Qualimpor

55,00

Protos Rosado

 Tinta del País (tempranillo)

Espanha

Rosé

Peninsula

56,00

Protos

Verdejo

Espanha

Branco

Peninsula

56,00

Abadal Rosado

Cabernet Sauvignon

Espanha

Rosé

Decanter

57,00

Rutini

Chardonnay

Argentina

Branco

Zahil

66,00

Don Pedro Soutomaior

Albariño

Espanha

Branco

Peninsula

112,00

 

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Vinho Verde

Nada mais português que um bom Vinho Verde que, lamentavelmente, o Brasil ainda não descobriu. O Vinho Verde branco, sim porque há tintos que muito se bebem pelo interior de Portugal afora, tem tudo a ver com nosso clima e com nossa alimentação, especialmente nas regiões litorâneas. Da região do Minho, norte de Portugal fronteira com a Galicia (Espanha), especialmente da sub-região de Monção e Melgaço, vinhos gostosos, amistosos, sempre muito frescos, tradicionalmente de baixo teor de álcool, com uma acidez cortante, alguma agulha na ponta da língua, é ótima companhia para frutos do mar em geral, bolinhos de bacalhau, casquinhas de siri e coisas do gênero, perfeito com sardinhas assadas na brasa! Neste painel de quase dois meses em que provei uma série de vinhos brancos e rosés, não poderia deixar de fora estes deliciosos vinhos, bem apropriados para o nosso verão e, ainda por cima, com ótimos preços.

 

panorama-vinhos-verdes

  • Quinta do Ameal Loureiro 06 (Vinho Seleto) – uva Loureiro, autóctone de Portugal, vínificado em extremo (varietal) apesar de tradicionalmente ser usada como corte nos vinhos verdes aportando-lhes uma melhor estrutura. O estilo deste Ameal faz lembrar muito a delicadeza e sutileza dos bons vinhos do Mosel, na Alemanha, incluindo o teor alcoólico de 11.5º. Deliciosamente refrescante, grande intensidade aromática em que sobressai um encantador bouquet floral. Na boca é leve, suave, um toque de seda no palato em que aparecem frutos cítricos, toques de limão com um final de boca algo amendoado. Muito mineral, ótima acidez, alguma agulha muito sutil e bem típica dos vinhos verdes. Encantador e de grande finesse!
  • Loureiro Muros Antigos 06 (Decanter) – de Anselmo Mendes, uns dos papas da região, vem este delicioso, floral e refrescante vinho com a mesma cepa do Ameal, porém de maior corpo, mais franco e vibrante com um teor alcoólico de 12%. Inicia cativando pelo olfato suave e elegante, com notas cítricas e florais. Na boca, é exuberante, intenso, fresco, textura macia e muita fruta. Muito harmonioso, é um vinho imperdível, que fará bonito escoltando um peixe grelhado com arroz de tomate ou uma caldeirada de lulas. Mais uma maravilha, mas acho que está na hora de esperar safra mais nova, pois achei-o menos fresco e vibrante que há seis meses atrás, ou compre agora e tomo logo.
  • Muralhas de Monção 07 (Barrinhas) – um dos vinhos verdes mais consumidos em Portugal e por aqui tem os seus seguidores também, como eu e meu amigo Antonio. Corte de Alvarinho com Trajadura, muito cítrico com nuances florais, sempre apresentando grande frescor e muito balanceado, é um vinho que safra pós safra mostra uma consistência impar e substância, algo nem sempre disponível nos vinhos verdes disponíveis no mercado. Tem um final de boca muito agradável e de boa persistência apresentando um retrogosto de frutas tropicais e algo mineral. Não é de grandes complexidades, mas é certeiro, direto diz logo ao que vem e nos deixa bem felizes e satisfeitos, missão cumprida com honras e bom preço, por volta dos R$38,00.
  • Varanda do Conde 07(Casa Flora) – uma enorme surpresa e uma paixão ao primeiro gole. Mais uma vez um corte com as casta autóctones Alvarinho e Trajadura que, já nos aromas, mostra-se sedutor com suas nuances florais e o que me pareceu ser casca de laranja. Na boca mostra uma acidez bem cortante com alguma mineralidade, deixando o vinho muito fresco, leve e fácil de tomar, muito equilibrado, leve agulha, saboroso com um muito agradável final de boca de média persistência que me lembrou nectarinas e deixa aquele gostinho de quero mais, e mais, e…… Um vinho feito para o nosso verão acompanhando camarõezinhos grelhados, lula à doré ou carne de porco na brasa, enquanto o sol se põe sobre as águas do mar tranqüilo. Fico aguado só de pensar!
  • Deu La Deu 07 (Barrinhas) – um dos mais tradicionais e muito consistentes vinhos monocasta elaborados com Alvarinho. De cor dourada brilhante e límpido, possui uma paleta olfativa bem frutada que nos leva a viajar por terras tropicais em que aparecem aromas de melão e algo de pêra cercado por nuances florais. Acidez muito boa o que lhe aporta um grande frescor, copo médio, cremoso, com final de boca guloso e mineral de média persistência com retrogosto que me lembrou maçã verde. Uma ótima companhia para um churrasco, muito yummy! Está no mercado por preços variando entre R$58 a 70,00 ou seja, há que pesquisar.
  • Quinta da Aveleda 07 (Interfood) – divide com o Varanda do Conde o titulo de melhor relação Preço x Qualidade x Satisfação desta lista de Vinhos Verdes. Corte de Loreiro, majoritariamente, Trajadura e Alvarinho com 11,5%, é mais um daqueles clássicos da região que se torna irresistível com umas sardinhas assadas e batatas cozidas. Gostosos aromas frutados e cítricos com algo herbáceo, na boca é harmônico, balanceado e muito saboroso com uma certa complexidade de sabores em que aparece algo de frutas tropicais, melão,talvez maçã verde tudo com muito frescor e vivacidade. Não possui corpo para encarar pratos muito evoluídos, mas certamente será grande companhia para pratos de peixe grelhados e, obviamente, as sardinhas já comentadas. 
  • Portal do Fidalgo 06 (Casa Flora) – Nariz agradável, citrico de boa intensidade. Na boca apresenta corpo médio, é suculento, vivo, muito equilibrado e fresco mostrando bem todas as características da cepa, um vinho para abrir o apetite e preparar as papilas gustativas para o que está por vir, ou, preferencialmente, para acompanhar um bacalhau grelhado ou na brasa com batatas ao murro ou um belo prato de lulas grelhadas na manteiga com batatas cozidas. Aqui o teor de álcool é mais alto, em torno de 13.2%, porém sem se notar já que está muito bem equilibrado. Com preço rondando os R$50,00, é um dos Alvarinhos mais baratos do mercado e uma boa introdução à cepa.
  • Casal Garcia 07 (Interfood) – talvez o mais conhecido Vinho Verde e um dos que mais vende mundo afora. Um corte das uvas Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal muito leve e suave, descompromissado, magro, um estilo de vinho que costumo denominar de “beira de piscina”. Nariz tímido que se repete na boca com boa acidez, acentuado frescor e algo cítrico. Para tomar bem gelado e aos goles, não chega a entusiasmar, mas para o que se propõe é bastante agradável. No mercado por volta de R$25 a 28,00.  
  • Promoções válidas somente até ao final de Março.

Para os que gostam de encarar coisas diferentes, eis uma dica; como sugeri no Deu la Deu, harmonizar com churrasco, prove um destes deliciosos vinhos acompanhando uma costela de porco na brasa. Estranhou? Tente e comente aqui depois. O frescor e acidez cortante destes vinhos, equilibra-se maravilhosa e refrescantemente como contrapeso à gordura da carne. Agora vá um pouco mais longe ainda, sirva-o com feijoada (Cristiano, já adiantei a minha escolha)! Uma última coisa, com algumas exceções, como os bons Alvarinhos, para aproveitar todos os seus predicados estes vinhos devem ser tomados preferencialmente jovens, quanto mais melhor, preferencialmente não deixando passar dos dois anos. Como a grande maioria do que está no mercado é 2007, aproveitemos bem este primeiro semestre enquanto aguardamos as safras mais novas chegarem só que, provavelmente, com novos preços. Se quiser conhecer um pouco mais sobre Vinhos Verdes, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

 

 

 

 

Salute e kanimambo.

Ps. Se tiver oportunidade de se deparar com um Alvarinho Soallheiro 07 (Mistral), não negue fogo e compre. O Alvarinho Muros de Melgaço (Decanter) é outro que também não se deve perder, sendo vinhos mais complexos e elaborados, já numa outra liga saindo desta linha mais ligeira de vinhos, podendo inclusive envelhecer bem. Alvarinhos, no entanto, são vinhos de uma classe especial que merecem uma matéria especifica sobre a cepa. Questão de tempo!

Brancos & Rosés – Vinhos que Tomei e Recomendo entre R$50 a 80,00

Demorei, mas cheguei nos finalmente. Tanto que as garrafas vazias, como de praxe, que estavam sendo guardadas para a foto, a minha assistente do lar deu um fim nelas! A solução foi correr atrás de imagens na rede para fazer uma montagem. Enfim, o que importa, de qualquer forma, são mesmo os comentários do vinho então, tudo bem. Normalmente minhas faixas vão até R$120 (de 80 a 120), mas neste caso, parei em R$80,00 já que somente tive uma única prova acima deste valor, o estupendo Albariño Don Pedro de Soutomaior 07 (Peninsula), que tratarei com a devida vênia nos posts sobre a minha maratona de aniversário que publicarei dentro de alguns dias, e dentro do contexto de vinhos de verão refrescantes, acho que a seleção apresentada está de bom tamanho.

Entre os posts Tomei e Recomendo, Vinhos da Semana e Desafio Torrontés, foram cerca de 62 vinhos comentados entre brancos e rosés para todos os gostos, estilos e bolsos. Ainda me falta terminar um especial sobre Vinhos Verdes brancos, sim porque os há tintos, que espero publicar muito em breve. Espero que todas essas informações lhe possam ser úteis e finalizarei este tema com a elaboração dos vinhos Branco & Rosés provados que comporiam a minha adega. Agora falemos dos vinhos entre R$50 e R$80 que tomei e recomendo que não são muitos, porém são muito bons, com uma mineralidade que me empolga e os marcados com asterisco são os meus favoritos.

 

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Brancos – Alguns vinhos surpreendentes que realmente fizeram a minha cabeça. Começando pelo estupendo Protos Verdejo 07* (Península) da região de Rueda na Espanha, um vinho vibrante e sedutor dotado de enorme frescor, cítrico, saboroso e longo, que já comentei em maiores detalhes em post anterior, que deixa-nos aquele retrogosto muito especial de quero mais! O Rutini Chardonnay 07* (Zahil) da região de Mendoza na Argentina, traz uma surpreendente mineralidade que me encantou tanto nos aromas como no paladar, possuindo um estilo mais leve, delicado e sedutor com aromas de frutos tropicais e grande equilíbrio de boca com um final de boa persistência lembrando frutas brancas e nuances suaves de baunilha, um belíssimo vinho de muita finesse. Do Chile, o Caliterra Tribute Chardonnay 06 (Wine Premium) fermentado Sur Lie, mostrou uma paleta olfativa gostosa em que se destacam baunilha e algo de abacaxi, enquanto na boca mostrou ser muito balanceado, macio, algo cremoso mostrando boa acidez e boa estrutura com corpo médio, um belo vinho que pede comida e o muito interessante Concha y Toro Riesling Winemaker´s Lot 06 (Expand) algo floral no nariz, bem cítrico, seco, intenso, corpo médio, ótima acidez com uma mineralidade muito presente num final de boca longo e muito saboroso. Da Alemanha, temos um vinho muito especial e introdução aos grandes, finos e inebriantes Rieslings alemães, é o Dr. L 06* (Expand) o vinho “básico” da Dr. Loosen de aromas cítricos sutis e algo florais, enorme frescor, seco, balanceado, de enorme mineralidade, muito leve e agradável, um vinho de grande delicadeza, absolutamente sedutor e, completando este painel, o Aspire Sauvignon Blanc 06 (Expand) da Nova Zelândia, um vinho que possui toda a tipicidade e intensidade dos elaborados com esta cepa nessas terras distantes, mostrando aromas de frutas tropicais com algo de grama molhada num conjunto muito agradável, na boca é bastante cítrico, corpo médio, boa concentração de fruta, muito boa acidez e um final longo com retrogosto que me fez pensar em maracujá.

 

Rosés – na faixa de preços anterior já tomei alguns excelentes representantes deste estilo de vinho. Agora, finalizo com mais cinco, entre eles três dos melhores; Abadal Rosado 06* (Decanter) de Pla de Bages, uma DOC da Catalunha, espanhol de primeiro nível, cor rosado escuro atraente, frutado, cremoso com ótima estrutura em boca onde a cereja e ameixa vermelha ressaltam ao paladar, untuoso, harmônico e rico, com um final de boca longo em que aparecem sutis toques de especiarias, mais que um aperitivo, é um vinho para acompanhar um preto de frango grelhado, risoto de frutos do mar, talvez uma peixada; na mesma linha,o delicioso Protos Rosado 07* (Península) elaborado com 100% “tinta del pais” (tempranillo) cor vibrante, aromas de boa tipicidade mostrando morangos e cereja, muito fresco, algo cremoso, concentrado e muito equilibrado com leve toque especiado e saboroso final de boca de boa persistência que chama a próxima taça, e a próxima, e a……., bem como aperitivo e melhor ainda se acompanhando uma paella à Valenciana; Vinha da Defesa Rosé 07* (Qualimpor) da Herdade do Esporão no Alentejo em Portugal, corte de Syrah com Aragonês, cor rosado forte e vivo, um páreo duro para os amigos espanhóis acima, mostrando grande intensidade olfativa em que sobressaem frutas vermelhas silvestres, bom corpo para um rosé, untuoso, bom volume de boca, muito boa acidez, vinho com “sustança” que chama comida, apesar de poder ser servido como um delicioso aperitivo acompanhado de umas tapas, digo acepipes, e uma persistência muito boa. Tem mais; tem o Chateau Saint-Roch Lirac 06 (Decanter) corte de Grenache, Cinsault e Syrah da região de Cotes du Rhône, na França com uma linda cor salmão clara e brilhante, aromas sutis e delicados, no palato mostra-se suave, algo ligeiro, mas pleno de sabor e muito fresco, ótima companhia para pratos leves delicioso com queijos brancos, tendo harmonizado especialmente bem com queijo de cabra e o Zolarosa Forli Rosato 06 (Interfood) da região de Emilia-Romagna, Itália, produzido com Sangiovese tem uma cor diferente, algo acobreada, bonita que nos invita a provar, no nariz é tímido difícil de decifrar mostrando-se na boca com um frutado sutil, sabores algo evoluídos, bem balanceado, final seco mostrando ótima persistência e uma leve adstringência, quando harmonizado com um fettucine com paillard de filé mignon grelhado, cresceu incrivelmente, mostrando suas aptidões como um vinho essencialmente gastronômico.

Contate os importadores, os lojistas parceiros ou pesquise junto a seu fornecedor predileto, mas não deixe de aproveitar estas delicias.

Salute e kanimambo

 

Uma Semana só de Brancos

Ainda falando de brancos, termino os Tomei e Recomendo de Brancos & Rosés esta semana, tive uma semana mais comedida e provei alguns vinhos bastante interessantes. O Jerez nem é tanto uma prova, realmente nunca o havia comentado até pela pouca experiência que tenho com este tipo de vinho, ma já há um tempinho que tomo este Manzanilla La Gitana, uma bela indicação do amigo Luis Horta.

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            Cono Sur Reserva Gewurtzraminer 2006, como todos os vinhos deste produtor, é um vinho muito bem elaborado e um ótimo custo x beneficio. Nariz intenso, muito perfumado com forte presença de lichia em calda. Na boca confirma a impressão aromática, é cremoso, algo mineral e um pouco off-dry num estilo alemão. O residual de açúcar no final de boca será um prato cheio para quem gosta de vinhos brancos mais adocicados e suaves. É muito bem balanceado e seus 13.5% de álcool passam despercebidos pela boca. Um vinho bastante agradável e fácil de tomar. Importação da Wine Premium, nas lojas da Expand por R$39,00. I.S.P.  $       

 

          Quinta de Cabriz Dão Colheita Selecionada 2006, mais uma linha de vinhos que dificilmente dá errado. Tanto o tinto, na minha opinião o melhor dos três, quanto o rosé, são vinhos honestos, corretos e um porto seguro para quando o caixa anda meio baixo ou você busca algo mais simples que dê conta do recado. Este branco, corte de 25% Malvasia Fina, 25% Bical, 25% Cercial, e 25% Encruzado é uma ótima opção em sua faixa de preço, um branco para o dia-a-dia muito agradável e bem feito. Aromas de frutas tropicais, algo mineral na boca, equilibrado, cremoso, sem grandes compromissos, mas muito agradável, de boa textura e fácil de tomar, fresco com um final de boca saboroso e de média persistência. Importado e distribuído pela Expand onde você o encontra por cerca de R$24,00. I.S.P.  $  

 

         Gran Hacienda Riesling 2004, um vinho chileno produzido pela gigante Viña Santa Rita. Esperava um pouco mais, mas talvez a idade já comece a cobrar seu pedágio especialmente para quem, como eu, não abra mão da excelente acidez típica da casta. Aromas de boa intensidade e de boa tipicidade com algo floral que me fez lembrar jasmim. Na boca é agradável, leve, algo cítrico, macio com um final de boca de média persistência. Não chega a encantar, mas é um vinho saboroso. Por R$35,00, ou próximo disso, na Grand Cru. I.S.P. 

 

         Manzanilla La Gitana – um vinho diferente como todo o Jerez é! Uma boa introdução a este estilo de vinho fortificado, liquoroso, levemente oxidado, típico da região da Andaluzia na Espanha onde é envelhecido pelo sistema de Soleira. Em sendo um Manzanilla, é um Jerez fino de produção exclusiva na cidade de Salúcar de Barrameda, que beira o mar. De cor amarela clara, possui aromas difíceis de definir, mas certamente se encontram leveduras, algo que parece chá de camomila e talvez amêndoas tostadas. Na boca é seco, muito rico em sabores, delicado, fresco, algo herbáceo, levemente salgado, é um ótimo abridor de apetites (rsrs). Grande aperitivo acompanhando castanha de caju, azeitonas e um pouco de presunto cru, é uma experiência única e diferente de tudo o que já tomamos. Estranha no inicio, mas arrebatadora. Esta garrafa, a última que comprei por volta de R$38,00 há cerca de oito meses, tomei como aperitivo durante toda a semana, bão demais da conta sô! Ainda preciso estudar mais sobre os vinhos de Jerez e certamente ampliar minhas degustações, mas este é realmente uma ótima introdução a estes vinhos e volta e meia abro uma garrafa (500ml). Com o dólar de hoje, importação Mistral, está por algo ao redor de R$64,00. Uma experiência que recomendo. I.S.P.  

 

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Salute e Kanimambo

 

 

Desafio Torrontés

        Para o primeiro Desafio de Vinhos, que aconteceu na semana passada na Portal dos Vinhos contando com a presença de 8 amigos, escolhi os vinhos brancos elaborados com a uva Torrontés que está para os brancos como a Malbec para os tintos em terras argentinas. A banca de degustação foi composta de; dois outros blogueiros amigos o Alexandre do Diário de Baco e o Cristiano do Vivendo Vinhos, o Emilio proprietário da casa e profundo conhecedor, 4 enófilos leitores amigos do blog (Evandro Silva, José Roberto Pedreira, Fabio Gimenes e Dr. Luiz Fernando Leite de Barros) e euzinho aqui. Participaram do evento 9 rótulos de 7 diferentes importadoras, todos argentinos à exceção de um que era uruguaio. Enormes surpresas, algumas decepções e incrível como uma degustação às cegas pode contribuir para resultados inesperados.

Em um encontro descontraído, provamos os seguintes vinhos; Lorca Fantasia 06 de Mauricio Lorca (Ana Import), Crios 08 (Cantu/Br Bebidas), Alta Vista Premium 07 (Épice/Casa Palla), Santa Julia 07 (Expand), Alamos 07 (Mistral), La Linda 07 (Decanter) Don David 07 (Bruck/Portal dos Vinhos), Pisano Cisplatino 07 (Mistral) o único do Uruguai e o Colomé 06 (Decanter). Todos deram notas de degustação seguindo planilha básica e costumeira para este efeito, analisando-se os quatro parâmetros padrão; Visual, Olfativo, Gustativo e Final em que se determina o nível de equilíbrio e persistência em boca assim como o “conjunto da obra”. A soma de pontos dados por cada um foi somada e dividida pelo numero de membros da banca, apurando-se assim a média aritmética das notas, razão pela qual chegamos em notas fracionadas. Para efeitos comparativos, acho interessante, e sempre que disponíveis, relaciono n.os resultados as notas obtidas por estes vinhos na midia especializada tanto nacional como internacional.

Agora falemos dos vinhos, na ordem em que foram provados, que é o que interessa e razão pela qual você entrou neste post. Os comentários são uma composição das observações encontradas nas fichas de degustação tendo as garrafas sido cobertas por papel alumínio, numeradas e colocadas em baldes de gelo sendo servidas em torno de 7 para 9º.

 

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Alamos Torrontés 2007, produzido por Catena Zapata na região de Mendoza, importado pela Mistral com 87 pontos na Wine Spectator. Sem nenhuma passagem por barrica com boa tipicidade da cepa, mostrando um floral muito presente no nariz com algumas nuances de frutas tropicais. Na boca é suave fresco, equilibrado em seus parcos 13% de teor alcoólico, não muito comuns neste vinhos, com agradável final de boca com leve amargor que não chega a incomodar. Preço por volta de R$38,00 e nota média final obtida 80.43 pontos.

Colomé 2007, produzido em vinhedos biodinâmicos de cerca de 90 anos de idade, na região de Salta pela Bodega Colomé entre 1700 a 2300 metros de altitude, importado pela Decanter. Obteve 88 pontos da Wine Spectator. Uma paleta olfativa muito interessante e de boa intensidade lembrando maça verde e algo de chiclete, tipo tutti-fruti. Na boca mostrou um certo desequilíbrio alcoólico (teor de 13.6%), seco, com um final de boca amargo faltando-lhe frescor. Preço ao redor de R$42,00 e nota média final 73.86 pontos.

Don David 2007, produzido pelo grupo El Esteco, mais conhecido por aqui como Michel Torino, na região de Cafayate/Salta a 1700 metros de altitude. Importadora Bruck, tendo o vinho sido gentilmente cedido pela Portal dos Vinhos. O diferente deste vinho é que 10% do lote fica por três meses em barricas “sur lie”, um dos poucos torrontés no mercado que possui alguma passagem por madeira, tendo Robert Parker lhe dado 90 pontos e a Wine Spectator 81. Possui um nariz mais tímido, porém sedutor em que desponta o floral típico e algo de frutas brancas com toques de baunilha . Entrada de boca impactante, seco de bom frescor com algumas notas cítricas e um final de boca algo doce. Preço ao redor de R$37,00 e nota média final 77.43 pontos.

Cisplatino 2008, produzido no Uruguai pela Pisano, um dos melhores produtores daquela terras, com teor de álcool de 13.5% e trazido pela Mistral. Obteve 17 pontos/20 de Jancis Robinson. Nariz de grande complexidade, intenso e algo mineral que vai se abrindo na taça quando aprecem nuances de abacaxi, casca de laranja. Untuoso na boca, ótima acidez, leve, fresco, um torrontés diferente com uma personalidade muito própria, o que mais mexeu com as sensações dos presentes gerando calorosos comentários. Daqueles vinhos que precisa de um tempo em taça para se mostrar e o faz bastante bem mostrando um final de boca agradável e de média persistência. Preço ao redor de R$34,00 e a nota média final foi de 81.57 pontos.

Santa Julia 2007, linha de entrada da Família Zuccardi região de Mendonça na Argentina, importado pela Expand e com 83 pontos da Wine Spectator. O vinho apresentou-se com um nariz de uma certa tipicidade com um floral bastante intenso e só. Na boca é muito leve, magro, bastante desiquilibrado, final curto, algo verde com amargor forte. Pelo que conheço dos vinhos deste produtor, apesar da garrafa não aparentar quaisquer problemas, ainda acredito que tivemos azar com esta garrafa. Um dos membros da banca (Cristiano) tinha tomado um havia pouco tempo e estranhou a própria nota dada não se conformando até hoje! rsrs Acho que este vinho merece uma outra chance, até porque os R$23 permitem facilmente uma nova prova, porém desta feita a nota média final foi de 65.43 pontos.

Lorca Fantasia 2006, o único com um pouco mais de idade, é trazido pela Ana Import (www.anaimport.com.br) sendo produzido na região de Mendoza pela Bodega Mauricio Lorca de vinhedos de elevada densidade, apresentando um teor alcoólico de 14%. O Nariz e de boa tipicidade abrindo-se na taça quando aparecem aromas que lembram pêssego e damasco. Na boca é seco, untuoso, macio, algo desiquilibrado faltando-lhe frescor, final um pouco curto  com um amargor bastante presente. Em fevereiro de 2008 em uma degustação na ABS-SP, recebeu 86 pontos. Acho que a idade deve estar pesando. Preço em torno de R$36,00 e nota média final 71.29 pontos.

Crios 2008, um produto produzido nas Bodegas Domínio Del Plata na maestrina Suzana Balbo na região de Cafayate/Salta a 1760 metros de altitude, com 13.8% de teor alcoólico e importado pela Cantu. Paleta olfativa intensa e muito sedutora em que aparece maçã verde com nuances de algo químico. Balanceado, bastante cítrico, ótima acidez o que o deixa muito fresco e apeticível na boca que faz com que acabe rapidamente na taça. Final saboroso, vibrante e de muito boa persistência lembrando casca de laranja. O da safra de 2006 recebeu 84 pontos da Wine Spectator e ganhou medalha de ouro no último Argentina Wine Awards. O preço no mercado anda à volta de R$45,00, tendo recebido uma nota média final de 84.57 pontos.

Alta Vista Premium 07, mais um vinho da região de Cafayate/Salta trazido pela Épice e gentilmente cedido pela Casa Palla (Tel. (11) 4612-9402  e-mail casapalla@casapalla.com.br) para esta degustação. Possui 87 pontos na Wine Enthusiast e um teor de álcool de 14.5%. Bem claro, de aromas florais com algo de lichia e um jasmim desabrochando depois de um tempo em taça, na boca é macio e bem equilibrado, apesar do alto teor de álcool, agradável , bastante rico em sabores, fresco e vivo, final de boca de boa persistência e algo cítrica. Com preço em torno de R$50 teve uma nota média final de 81 pontos.

La Linda 2007, produzido pela Luigi Bosca na região de Cafayate/Salta é importado pela Decanter, possui 14.7% de teor alcoólico e passa 3 meses sur lie antes de engarrafar. Tem uma paleta olfativa muito intensa, mas delicada com algo que lembra flores do campo como lavanda, algo de rosas. Na boca fruta confeitada, seco, forte amargor, o álcool se mostra bem presente, mesmo variando a temperatura, o que desequilibra o conjunto. Na boca não cumpre as promessas do nariz, termina com uma persistência média e algo doce.  Preço em torno de R$35 e nota média final 70,56 pontos.

O podium fica então composto de: Crios 08, que ganhou este desafio, seguido do Alta Vista Premium, Cisplatino, Alamos e Don David.  Grato aos que participaram deste primeiro encontro, que serviu de aprendizado e preparação para os próximos a serem realizados, assim como a todos que cederam os vinhos para degustação devidamente sinalizados abaixo com o link para seu site. Lembrando, ser o ganhador do Desafio não necessariamente quer dizer que esse vinho seja melhor que todos os outros e sim a confirmação de que, nessa noite especifica; esse vinho, dessa garrafa caiu mais no agrado dos participantes de Desafio. Como um experiente atleta pode perder um jogo ou uma competição num dia e ganhar em outro, estar bem num dia e mal no outro, assim são os vinhos e nossa vinosfera.

Existem muitos outras dezenas de rótulos no mercado, impossível conhecer a todos, mas estes foram os rótulos que mais me tinham chamado a atenção. Uma avaliação importante resultante desta prova, e de alguns outros Torrontés tomados ao longo dos tempos, é que quanto mais jovens forem tomados melhor. Pela pesquisa que fiz e pelos vinhos que tenho provado, aparentemente esta cepa não envelhece bem, sendo recomendado seu consumo em até dois anos, até por uma margem de segurança. Então, compre e consuma com esta dica em mente

Salute e kanimambo

 

                                  

             

 

                             

 

      

Vinhos da Semana – Inicio da Maratona de Aniversário

Decidi abrir minha maratona de bons vinhos, com que me presentearei em meu aniversário, com um agradável almoço em família e seguindo um padrão básico. Um branco para preparar o palato e abrir o apetite, um tinto e algo para acompanhar a sobremesa, um mil folhas muito suave e não muito doce que costumo comprar por aqui perto. Foi um bom começo!

 

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Protos Verdejo 2007 – Já o tinha provado, recomendado sua compra numa promoção que a Kylix tenha feito e entrará no meu ultimo post de Tomei e Recomendo Brancos & Rosés. Um dos vinhos mais inebriantes que tive o prazer de tomar ultimamente. Um branco estupendo, vibrante, brilhante em todos os sentidos. Aromas de frutas tropicais de muito boa intensidade com algo de grama molhada e nuances florais. Na boca é um negócio! Muito saboroso, fresco, balanceado com um final de boca longo em que mostra uma certa mineralidade e algo cítrico, excelente companhia para o carpaccio de salmão que comemos de entrada. Um vinho verdadeiramente sedutor e que, quando se dá conta a garrafa já era! Em dois tudo bem, agora se for tomar com outras pessoas, tenha mais que uma garrafa à mão porque uma taça chama a outra com extrema rapidez! Somente a segunda safra deste vinho e já um verdadeiro blockbuster. Preços variam entre R$43 da oferta da Kylix, que presumo que já tenha acabado, ao preço de lista da Península (Importadora) de R$54,00. I.S.P.   

 

Beaune du Chateau 1er Cru 2003 – Um vinho elaborado por Bouchard Pére & Fils que tem um dos melhores Pinots genéricos de Borgonha. Este é um blend de 14 parcelas 1er cru, viníficados separadamente. Paleta aromática um pouco tímida onde aparece fruta madura e algo tostado, porém sem a intensidade que esperava deste vinho. Na boca é fresco, saboroso, corpo médio, um estilo um pouco austero e comportado com taninos finos e firmes de boa textura, num final de boca agradável e de média persistência. Um bom vinho, (comprei nos Estados Unidos por algo próximo a USD35) que satisfaz, mas não empolga. Acompanhou bem o pepper steak servido e bastante suave na pimenta. Aqui a importação é da Grand Cru, mas não vi este rótulo em seu portfolio. I.S.P.  

 

Oremus Moscatel – O parceiro ideal para a sobremesa. Os espumantes Moscatel Brasileiros são, em sua grande maioria, bastante bons e este me agradou. Não é um blockbuster nem se propõe a isso, porém não é muito doce e a acidez está bem dosada o que lhe permite um certo equilíbrio na boca e ótimo frescor. Bem aromático, suave, fácil de beber, com seus 7.5% de teor alcoólico, bem geladinho neste verão, que agora veio com calor bravo, e com sobremesas como esta ou salada de frutas com sorvete ou, ainda, como aperitivo. Bastante interessante e por cerca de R$19,00 no mercado, é uma opção de vinho para sobremesa que certamente agradará e não cria nenhum rombo no bolso. Produção é da Fantes Bebidas na Serra Gaúcha. I.S.P. $  

        

          Decididamente este Protos Verdejo foi o vinho do dia, aquele que todos ficamos comentando o resto do dia e um vinho que recomendo aos amigos tomar. Perfeito para este verão e a qualquer momento, gamei! Mais da maratona conforme for dando tempo.

Salute e kanimambo.

Brancos & Rosés – Vinhos que Tomei e Recomendo de R$30 a 50,00.

Tomei e Recomendo vinhos brancos & rosés deste verão, parte dois, é de vinhos entre R$30 e 50,00, em que galgamos um degrau na qualidade com alguns belíssimos vinhos. Alguns estavam num patamar abaixo no quesito preços porém, com o advento dos problemas com o câmbio, lamentavelmente ultrapassaram a barreira dos R$30,00 o que, apesar de não os desabonar do ponto de visto qualitativo, tira-lhes algo da competitividade e glamour do preço. Eram fantásticamente bem “preçados” abaixo de R$30, porém ficaram apenas bons nesta faixa. É o caso dos brancos; Pascual Toso Sauvignon Blanc, Fonte do Nico Fashion ou o Calvet Sauvignon Blanc, todos vinhos muito gostosos e ainda atraentes, porém seriam campeões se estivessem 10% abaixo, alguns um pouquinho mais. Algumas das melhores relações Qualidade x Preço x Prazer vem exatamente desta faixa de preços e espero que você tenha a oportunidade de aproveitar alguns deste bons rótulos.

 

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Rosés – Três dos melhores vinhos provados neste painel vieram da Argentina e qualquer um deles é, a meu ver, uma grande escolha para quem gosta deste tipo de vinho. São todos vinhos de muita personalidade, sabor, enorme frescor e “sustança”, vinhos que têm o que nos dizer. Melipal 08* (Wine Company) rosé de Malbec verdadeiramente suculento, boa concentração e incrível textura, um vinho empolgante; Crios 07* (Cantu) mais um delicioso rosé de Malbec sedutor, vibrante, rico, ótima acidez e um longo e agradável final de boca, dois dos melhores provados neste painel, e o Reflejo Rosé de Syrah  (Vinea Store) muita framboesa e fruto doce, um vinho mais gastronômico porém sem perder o frescor e vivacidade, mostrando muita qualidade e equilibrio. Temos, no entanto, bem mais opções de igual nível de encantamento e satisfação; Branciforti Rosato 06* (Wine Premium) da região da Sicília elaborado com Sangiovese é um vinho de linda cor cereja, muito saboroso, boa acidez, que cresce muito com comida mostrando seu caráter eminentemente gastronômico; Majolica 07 (Santa Ceia) um rosé de Montepulciano d’Abruzzo bem balanceado, untuoso e fresco com final de média persistência; o estupendo Goats do Roam Rosé 07* (Expand) um sedutor assemblage sul-africano elaborado com 5 cepas diferentes, de aromas limpos e frescos lembrando frutas vermelhas, acidez excelente, boa concentração de fruta, groselha, mas seco e de boa persistência para um vinho destas características; o Estampa Rosé 07 (Decanter) corte de Cabernet Sauvignon e Syrah chileno de cor rosa pálido, suavemente frutado e delicado na boca, que garante satisfação como um aperitivo fresco e agradável apesar do teor de álcool um pouco alto; o Recorba Rosado 06 (Decanter) espanhol da Ribera Del Duero, de cor cereja escuro, encorpado de teor alcoólico alto, boa acidez e uma certa mineralidade, um vinho que pede comida sem a qual perde muito, complexo e, certamente, não do tipo de rosé que estamos habituados a bebericar sem grandes compromissos; o Rosato di Toscana 07 (Decanter) elaborado com Sangiovese, de boa tipicidade, correto, bem fresco na boca e fácil de beber, pode não empolgar, mas dá conta do recado se tomado como aperitivo num encontro informal de amigos. Para finalizar, dois franceses, um que me entusiasmou e outro nem tanto. O que mais me chamou a atenção foi o encantador Domaine Sorin 06* (Decanter) de linda cor salmonada que nos convida a provar, aromas tímidos, mas bastante agradáveis, boca suave, fresca, saborosa e equilibrada, ótima companhia para um peru à Califórnia ou um bate papo informal e o Domaine de Pontfrac 06 de Cotes de Provence no sul da França, elaborado com Grenache, Cinsault e Carignan, de cor muito característica e bonita dos rosés desta região, salmão bem clarinho, nariz de boa intensidade frutado e fresco com alguns toques florais e na boca parece que vai ………, mas não vai! Tem uma entrada de boca interessante e saborosa, mas some na boca de tão curto sendo interessante como um aperitivo leve.

 

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Brancos – Chardonnays, Vinhos Verdes, Sauvignon Blanc, Riesling, vinhos sedutores e sutis, vinhos francos e vibrantes, tem de tudo um pouco e muito bons. Dos vinhos verdes portugueses com tudo a ver com o nosso clima, farei um pequeno painel num futuro post, mas o Muralhas de Monção 06* (Barrinhas), Quinta do Ameal Loureiro* (Vinho Seleto) e Loureiro Muros Antigos 06* (Decanter), todos revisitados neste painel, e o Varanda do Conde 07* (Casa Flora) recém tomado, são vinhos vibrantes, de baixo teor alcoólico e ótima acidez, algo muito típico da região, verdadeiramente imperdíveis para serem tomados com frutos do mar grelhados, sós ou ainda acompanhando um bolinho de bacalhau ou até um acarajé!  Os portugueses famosos por seus tintos, mostram que seus brancos também são muito bons e vão além dos vinhos verdes afora possuírem preços muito corretos. É o caso do surpreendente Fonte do Nico Fashion 07* (Wine Company) que foi recentemente lançado em 2008 com uma estratégia de preços agressiva, tendo sido pego de calça curta pela crise mundial e o salto do câmbio que levou seus preço de fantásticos R$22 para R$35 o que foi uma pena. Mesmo a uns R$28 (ainda se encontram algumas garrafas por aí a esse preço) seria campeão em sua faixa, mas isto em nada altera seus sabores, frescor e prazer que dá ao ser tomado. Produzido na região de Terras do Sado, apesar de parecer um vinho verde, é um inusitado corte de Moscatel com um leve aporte de Arinto que resulta num vinho absolutamente sedutor e com tudo a ver com o nosso verão, seco na medida, aromas frutados, macio, balanceado de aromas frutados e algo floral bem aparentes, para ser tomado aos goles com seus parcos 10% de álcool. Já o Herdade Paço do Conde 07 (Lusitana) um corte de Antão Vaz e Arinto, é um vinho com mais corpo, curto e menos marcante, em que aparece um floral bastante intenso no nariz, vinho honesto que, se não encanta, também não desencanta,  sem contar todos os outros deliciosos rótulos já provados e comentados ao longo de 2008.

Saindo dos portugueses; um vinho alemão, coisa difícil de encontrar nesta faixa de preços, off-dry muito sedutor e equilibrado, um doce muito leve e muito bem equilibrado por ótima acidez, grande pedida como aperitivo é o Forster Mariengarten Kabinett 06* (Decanter) um riesling muito saboroso e agradável de tomar com apenas 10% de teor alcoólico, o estupendo Pascual Toso Sauvignon Blanc 07* (Interfood) argentino, mais um que estava por volta de campeonissímos R$25 e teve que ser aumentado para cerca dos, ainda muito bons, R$32,00, para ser tomado por volta dos 8º, mostra toda sua tipicidade com muita suavidade e boa intensidade aromática e de sabores, um vinho sedutor que encanta fácil e deve acompanhar maravilhosamente bem um spaghetti al vongole (sem tomate) que só de pensar me dá água na boca! Ainda na linha dos Sauvignon Blanc de que tanto gosto, o gostoso chileno William Cole Mirador 07* (Ana Import) ótimo nariz em que ressaltam os aromas de frutas tropicais e algo herbáceo, boa persistência e frescor, mostrando-se na boca com caráter cítrico muito saboroso e boa estrutura que o faz um vinho não só para um agradável bebericar, como para acompanhar um prato como um salmão grelhado, não sendo à toa que é considerado um dos melhores vinhos desta cepa sendo produzidos no Chile, o também chileno Casillero del Diablo Sauvignon Blanc 2008 (VCT Brasil) com screw cap, fechamento usado por eles nos vinhos aromáticos, de que gostei muito. Muito intenso no nariz e muito fino na boca onde apresenta bastante frescor, algo cítrico e uma certa mineralidade que me agradou muito e, ainda, o Francês Calvet Conversation 06 (Interfood) da região de Bordeaux, que só por R$1,50 não caiu na faixa anterior sendo um dos mais competitivos desta faixa, de nariz tímido é na boca que mostra todo o seu valor sendo macio, balanceado, suave, fácil de tomar e agradar sendo grande companhia como um aperitivo num bate-papo informal ou como acompanhante de entradas leves num almoço de verão. Da Espanha vem um delicioso Verdejo da região de Rueda e uma das melhores relações Qualidade x Preço x Prazer desta faixa de preços que é o Vega los Zarzales 07* (Wine Premium) de cor palha dourada como uma espiga de trigo ao sol, aromas de que lembram maça verde e algo floral, mas sendo na boca que ele explode mostrando todo o seu sabor, ótima acidez, cremoso e algo untuoso num conjunto muito agradável de boa persistência que acompanhou muitíssimo bem um prato de antipasti diverso, especialmente uma berinjela com uva passa e castanha de caju, muito yummy.

Por ultimo deixei três chardonnays muito agradáveis e diferentes entre si; Primeiramente o Trio Chardonnay 07* (Expand) da Concha y Toro chilena que é um corte muito bem elaborado tendo como protagonista a chardonnay muito bem escoltada por partes iguais de Pinot Grigio que lhe agrega frescor e Pinot Blanc que traz elegância e estrutura ao vinho, um daqueles vinhos que mostram a aptidão desta vinícola para produzir bons vinhos por bons preços e este não nega a raça, cremoso, macio mostrando estar muito balanceado com um frescor muito agradável e um final de boca com leves nuances de abacaxi e algo mineral que me agrada muito; os argentinos Família Gascon Chardonnay 07* (Wine Company) sem os excessos de madeira típico dos chardonnays da região, foi uma grata surpresa que me encantou por sua delicadeza de aromas de frutas tropicais com nuances leves de baunilha, pleno de frescor e sabor com ótima acidez e um saboroso final de boca de média persistência que nos deixa aquela sensação de quero mais e o Fabre Montmayour Chardonnay 07* (Wine Premium) elaborado com cepas extraídos de vinhedos de cerca de 60 anos, de grande estrutura, nariz intenso de ananás e algo de baunilha (mas sem madeira), na boca, todavia, aquela sugestão de madeira desaparece, é balanceado, rico, saboroso, delicioso final de boca, um vinho cativante e essencialmente gastronômico.

Afora o painel especifico de Vinhos Verdes que publicarei um pouco mais adiante, nesta próxima semana farei uma prova às cegas com alguns rótulos elaborados com a cepa Torrontés. Para este “Desafio Torrontés” separei alguns rótulos interessantes como o Crios, Alta Vista Premium, Alamos, Santa Julia, Colomé, Mauricio Lorca, Pisano Cisplatino e, talvez, mais um ou dois a serem definidos. Aguardem!

Assim que der darei sequência com os vinhos acima de R$50,00 que não são muitos, mas são de prima! Ao longo dos próximos dias seguirei mostrando um pouco mais de vinhos brancos e rosés provados, até porque o verão segue e as descobertas também, então continue passando por aqui. Gostou das sugestões, quer provar? Aproveite algumas das promoções ainda disponíveis no mercado e faça seu estoque. Contate os importadores, os lojistas parceiros ou pesquise junto a seu fornecedor predileto, mas não deixe de aproveitar estas delicias.

Salute e kanimambo

Vinhos da Semana

Vinhos da semana anterior ao meu aniversário. Um preparo para o que está por vir, já que pretendo me tratar muito bem por quinze dias. Como diriam meus amigos Gaúchos, “Bah, para quê só comemorar um dia chê?!”  Mereço mais que isso, modéstia é uma de minhas principais virtudes (rsrsrs), então vou mesmo é me tratar muito bem e desbravar alguns rótulos que guardo já faz um tempinho. Enquanto isso, eis os vinhos tomados na preparação para o evento principal.

 

semana-1-de-2009-004

 

Espumante Milantino Moscatel – Havia prometido fazer de cada semana uma data especial para tomar espumantes e já comecei. Porquê aguardar os momentos especiais e não, simplesmente, criá-los por decreto pessoal? Espuma abundante, perlage fina de pouca intensidade, porém constante. Nariz tímido, porém de boa tipicidade. Entrada de boca saborosa, algo doce, mas bem balanceado pela existência de uma acidez correta dando-lhe maior equilíbrio. Fácil de agradar, um pouco doce em demasia para o meu gosto, sendo ótima companhia para uma sobremesa. Produtor de pequeno porte no Vale dos Vinhedos, trazido pela Lusitana que o vende em Sampa por R$35,00. I.S.P.  

 

Blackbird Bonarda/Malbec 06 – Tinha provado este vinho na Wines of Argentina do ano passado e o achado bem interessante. Esta é uma linha básica, de entrada, da Clop y Clop que possui um portfolio bem mais amplo trazido pela D’Olivino. Vi no mercado perto de casa e comprei uma garrafa para fazer a prova dos nove. Só confirmou tudo o que tinha achado em minhas primeiras impressões. Um vinho simples, agradável, honesto, bastante saboroso, corpo leve e fácil de tomar, uma opção aos varietais trazendo alguns aromas e sabores mais elaborados e diferentes. Se não tem grandes virtudes, também não tem defeitos e pelo preço de R$19,00 é uma boa opção para o dia-a-dia junto com outros vinhos argentinos já mencionados aqui anteriormente. Um vinho que satisfaz acompanhando uma pizza de calabreza ou peperoni. I.S.P. 

 

Stepping Stone Padthaway Shiraz 05 – um vinho australiano da região de Limestone Coast que meu sobrinho me trouxe no Natal de 2007.  Lá, custa algo próximo a 13 dólares australianos o que equivale a mais ou menos USD9. Pensando bem, custa praticamente o mesmo que o Blackbird aqui acima, sacanagem!!! A esse preço estaria costumeiramente sobre a minha mesa e na minha taça, um vinho sedutor que me agradou sobremaneira. Cor bonita de um rubi profundo, bem frutado com leves toques apimentados. Na boca confirma a fruta, com a madeira muito bem posicionada não se sobrepondo ao vinho em momento nenhum. Vinho de muito boa acidez, textura encantadora, jovial e macio, taninos sedosos e um final de boca muito saboroso de boa pesistência mostrando toques herbáceos. Com teor de álcool de 13.5% em perfeita harmonia, a garrafa terminou rápido demais, deixando-nos, tomei com meu genro, com água na boca e desejos de mais algumas garrafitas. Se alguém estiver por lá e quiser me presentear, pode trazer uma caixa! Bom demais, me deixou feliz e deixou saudades. Quem sabe algum importador não se anima?!

 I.S.P.  

 

Palazzo Della Torre 01 – elaborado com Corvina, Rondinella e um tico de Sangiovese. Cerca de 70% do lote é viníficado de imediato, enquanto o restante passa por um processo de secagem em esteiras ao estilo amarone para posterior mescla dos lotes. Uma inovação do produtor que perde assim a classificação de DOC, menos importante do que o nome Allegrini que lhe confere a importância e prestigio que merece. Um vinho suculento, diferente, com um nariz muito agradável em que aparecem frutas do bosque, baunilha e algo floral. Na boca sabores complexos em que sobressai alguma fruta passa, bem balanceado, taninos finos e sedosos num ótimo final de boca. Muito similar ao 2004, mas este está mais maduro, médio corpo com taninos mais equacionados e macios com um final algo mineral. Um belo vinho que está na Expand (04) com um preço em torno de R$98,00.

 I.S.P.  

 

Amancaya 06 – um vinho fruto da sociedade entre Lafite-Rothschild e Catena Zapata na Bodega Caro, um assemblage de 50/50 Malbec e Cabernet Sauvignon. Uma segunda avaliação deste bom vinho que só tinha degustado anteriormente, o que é algo bem diferente de tomá-lo. Sem duvida alguma um bom vinho, em que se sente bem a influência de Bordeaux com toques Mendocinos. Possui intensa fruta madura no nariz, algo de café torrado e carvalho. Encorpado, firme, grande volume de boca, taninos presentes ainda bastante firmes mesmo após 45 minutos de decanter, um vinho austero, classudo e equilibrado, mostrando uma certa elegância, mas que ganhará muito com mais um ou dois anos de garrafa. O final de boca é bastante agradável de boa acidez,talvez algo mineral, média persistência e retrogosto levemente apimentado . Comprarei mais uma garrafa e a abrirei daqui a dois anos só para sentir a evolução, mas creio que crescerá muito em elegância e finesse. Um vinho de muitas qualidades, mas que ainda está muito jovem para se sentir todo seu potencial e que certamente se tornará mais amistoso com o tempo. Acho que andamos tomando determinados vinhos cedo demais, mas esse é assunto para outo post. Na Mistral por R$69,00. I.S.P. $

 

Salute e kanimambo

 

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