Na Minha taça

Dia dos Pais Repleto de Prazeres

       Primeiramente o maior prazer de todos, o de poder estar junto de meus amados filhos e neto. Coisa melhor na vida não há e ainda bem que o fazemos com uma certa regularidade e não só num dia especial como esse! Aproveitando o momento, mais uma desculpa (como se isso fosse preciso – rs) para se abrir mais algumas boas garrafas de vinho e curtir o dia bem acompanhado.

      Começamos por matar uma garrafa de Quinta de Linhares Arinto, da região do Vinho Verde em Portugal, que tínhamos aberto no dia anterior para acompanhar um prato de Bifum ao Curry de um restaurante chinês aqui do pedaço. O vinho é delicioso e quanto mais o tomo mais gosto dele. Aquele frescor típico dos Vinhos Verdes enche a boca de prazer e acompanhou muito bem os toques orientais do prato levemente apimentado. Certamente um grande acompanhante de comida Thai e do estilo. Neste domingo, no entanto, foi muito bem acompanhando umas entradinhas, nada sofisticado tudo bem simples, e uma salada de Bifum com kani, cenoura e azeitona. Preparamos bem o palato para o que estava por vir a seguir.

     Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004, eta vinho porreta sô!! Se você tiver uma destas garrafas na adega, no entanto, abra logo! A meu ver já está em seu apogeu e não deve melhorar muito mais na garrafa. Com sete anos nas costas, está absolutamente sedutor nos aromas mostrando toda a exuberância da Touriga e encanta o palato. Um vinho com a assinatura Álvaro de Castro um dos grandes mestres na produção de grandes vinhos no Dão. Seus; Carrossel, Pape e Doda são de lamber os beiços e beiram a perfeição! Este Touriga também impõe respeito porém não pelo peso e sim pela complexidade e elegância que ele transmite através de taninos macios e sedosos. Faltou-lhe um pouco de estrutura, esperava mais nesse sentido, por isso acho que se deve tomar logo. Acompanhou bem o strogonoff de filé mignon, elaborado com maestria por minha cara metade, mas seduziu mais sozinho. De qualquer forma, um grande exemplo dos grandes vinhos que a Touriga pode gerar e um deleite que eu merecia! Rs

    Para finalizar, decidi guardar meu Moscatel Roxo Superior 98, achei que era demais para um só dia e depois, não combinaria com a torta de morangos que tínhamos de sobremesa. Para essa combinação, preferi um Vendimnia Tardia da Vina Amalia, vinho surpreendente em sua faixa de preço (R$65) elaborado com castas de muito boa acidez  (Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris e Viognier em partes iguais) que fazem um contrapeso à doçura da torta. Quando lembrei da foto, já era! Modéstia á parte, boa escolha pois a harmonização ficou ótima mesmo o vinho estando a uma temperatura mais alta que o desejado. Difícil foi competir com meu neto pela torta de morangos!

Grande dia, pleno de sabores e prazeres como deveria ser. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Andresen Porto Colheita 1910, o Melhor Vinho de Minha Vida – PURA EMOÇÃO!

Bem, depois de tanto suspense finalmente citarei o nome do elixir que me seduziu e me levou ao nirvana. Me considero um degustador experiente com alguns milhares de rótulos na bagagem, de tudo o que é estilo, cor e origem, mas mesmo com esse “calo” me emocionei como nunca dantes perante um vinho. Como disse, a degustação se deu na Expovinis e foi algo fora deste universo, pois se tratava de uma prova vertical em que estavam presentes nada menos nada mais do que 13 vinhos de 13 safras diferentes, sendo a primeira de 1998 e a última a de 1900 tomados nessa ordem. Sim você leu corretamente, 1900! É até provável que você já tenha lido sobre elas em posts publicados por outros privilegiados participantes desse evento promovido pela  J.H. Andresen de Vila Nova de Gaia, onde história e grandes vinhos se misturam em perfeita harmonia. Hoje capitaneada por Carlos Flores, a empresa foi fundada por um jovem dinamarquês de apenas 19 anos de idade em 1845, Jann Hinrich Andresen nome que até hoje prevalece na porta desta casa produtora portuense mostrando que mesmo com as mudanças de proprietário a história e tradição foram mantidas.

Foi Carlos Flores que nos recebeu nesta magnifica degustação comentada com louvor pelo conceituado critico português e jornalista do vinho Rui Falcão – Revista Wine a Essência do Vinho, e os divertidos pitacos de quem hoje comanda as caves, o enólogo Álvaro van Zeller. Show de bolae uma tremenda sinergia entre os três só batida pela excelência deste Portos Colheita na taça e na boca. A maioria dos vinhos é mantida nos cascos (600 litros) sendo engarrafados aos poucos e de todos os vinhos provados, somente um já não existe no casco e está totalmente engarrafado, o de 1937 engarrafado em 1980, uma joia rara que meu amigo César tem o privilégio de ter em sua rica adega (me aguarde César! rs).

Carlos Flores teve o privilégio de seu antecessor ter sido um “colecionador” de Portos já que ao longo de sua vida só comprou e fez vinho sem vender, estocando e envelhecendo esses caldos com toda a paciência do mundo. Da mesma forma, Carlos já trabalha nos vinhos da próxima geração que provavelmente não verá saírem ao mercado, estranho não? Começam a entender a razão de tanta emoção na taça? É pura historia, tradição e cultura engarrafadas!!  Para elaboração desses Tawnies Colheita Velhos, Álvaro de Castro separa os melhores caldos em 50  cascos para envelhecimento nas caves da empresa. O restante dos vinhos é colocado no mercado com uma média de doze anos de idade e nunca menos de oito! Uma característica importante destes vinhos é que, depois de engarrafar, ele permanece dormente por cerca de 10 anos e só depois desse período é que se inicia um novo processo de evolução, agora na garrafa. Estes vinhos com mais de 40 anos em casco, ganham cor e taninos que tiram da madeira em que sencontram e devem ser servidos por voltas dos 10 a 12ºC.

Afora 0 1937, esgotado na adega, que está engarrafado e consequentemente com “packaging” final e comercial, todos os outros são amostra de cascos sem rótulos comerciais.  Iniciamos a degustação com o muito bom 1998 e eu tomando minhas anotações. Na sequência os 97 / 95 / 92 (divino) / 91 (excelente) a essa altura e já entrando em êxtase me perguntei, que diabos faço eu aqui tentando explicar o inexplicável, analisando estes elixires que são impossíveis de ser descritos? Parei de tomar notas, relaxei e curti a viagem pois chegaram á mesa o; 82 (grande!) / 81 (genial) / 75 (dá para ficar melhor?) / 68 (maravilha, uma obra de arte) / 63 (para tomar de joelhos) / 37 (impressionante) /10 (obrigado meu Deus por ter me dado este privilégio!) / 00 (acabaram-se os adjetivos qualitativos e os vinhos)!!!!!

Andresen Porto Tawny Colheita 1910 o Vinho da Minha Vida

 Se você esperava que eu ficasse aqui descrevendo este vinho com sua riqueza e complexidade, sua elegância, incrível textura e sofisticados aromas, acidez impressionante para um vinho de mais de 100 anos e um final interminável, esqueça pois o vinho é muito mais que isso! É indescritível, vai fundo, passa do olfato e palato mexendo com todas as nossa emoções, um vinho que beira a perfeição, se é que ela existe, e nos alcança a alma. Um ancião vibrante e cheio de vida!

Soberbo seria dizer pouco desse incrível elixir de Baco que, vi na Revista de Vinhos portuguesa, custa algo ao redor de 2.500 Euros a garrafa. Quem tiver essa grana eu sugiro ver com a vinícola se pode engarrafar em garrafas de 200ml (rs) e comprar umas duas dúzias para ir tomando ao longo da vida no escurinho do quarto, uma boa musica instrumental de fundo , olhos fechados deixando a emoção tomar conta e viajar no tempo! De chorar de felicidade e emoção á flor da pele ainda hoje quando escrevo estas linhas na tentativa de compartilhar com os amigos esta experiência que espero não venha a ser única em minha vida. Uma pena que não consegui uma garrafa dessas para meu altar de baco, mas vinho de excelência é assim mesmo, a persistência é interminável, na mente!

Hoje, um kanimambo muito especial ao pessoal da Essência do Vinho e ao Rui especialmente por sua apresentação, ao Carlos Flores por sua generosidade ao Álvaro de Castro pelo que está a fazer na adega, ao Jann Hinrich, ao Albino Pereira dos Santos que fundou esta nova fase da vinícola em 1942, a todos aqueles que contribuíram com estes incríveis caldos. pelo que sei ainda não enontraram o parceiro certo aqui no Brasil, então não sei quem o revende e tão pouco quanto custará por terras brasilis. Interessante que a grande parte dos vinhos que deixaram marcas na minha mente tenham sido doces; Pendits Tokaji Essenzia 2000, Porto Dalva Branco 63, S. Leonardo Porto Twany 20 anos, Moscatel Roxo 1971, Quinta do Vesuvio Vintage 2007, entre outros.  Não sei o que me espera amanhã, quanto mais o resto da minha vida, mas até hoje, nada melhor que o Andresen Colheita 1910 preencheu a minha taça!

Salute e que baco lhe proporcione a mesma experiência que tive num futuro não tão distante, seja com este rótulo ou com qualquer outro, pois sentir essas sensações é pura emoção, algo tão marcante que se torna inesquecível. Um vinho de reflexão e meditação para ser aplaudido de pé, e foi!

Vinhos da Semana

Hoje quero falar de dois vinhos que tomei neste último mês de Abril  e que me deixaram muito feliz, pois possuem uma ótima relação Qualidade x Preço x Prazer  e é sempre motivo de jubilo quando, num mercado marcado por preços altos, especialmente aqui em Sampa, conseguimos garimpar bons vinhos a preços mais módicos.

 Da Espanha, chega-nos um vinho elaborado com 100% da uva Tempranillo na região de La Mancha onde esta é mais conhecida por Cencibel. É fermentado em tanques de inox passando por um processo de micro oxigenação que lhe assegura um frescor e intensidade de fruta muito saborosos e de bom corpo com ótima textura . É o Canforrales Classico,  vinho que gira em torno dos R$45,00 e vale cada centavo, uma ótima pedida para se beber bem, sem ter que gastar muito e sem ter que cair nos eternos vinhos e sabores dos Hermanos. Considerado o melhor vinho jovem da Espanha e disponível nos aviões da Iberia, é um belo exemplar para quem quiser entrar no mundo maravilhoso da Tempranillo!

Ainda neste tema de vinhos de grande relação custo x beneficio, provei um vinho australiano que fez minha cabeça, um Richland Shiraz , vinho que leva cerca de 14% de uma uva francesa de nome Durif, que hoje praticamente inexiste em seu país de origem. Sob o nome de Petit Syrah, é muito presente na Califórnia (EUA) e Israel assim como na Austrália onde segue sendo conhecida por seu nome original. Neste caso, ela traz ao vinho uma acidez mais presente, frutos do bosque e boa textura de boca que complementa de forma muito saborosa as especiarias do ótimo Shiraz australiano formando um conjunto rico, muito agradável e de um final de boca bastante longo para um vinho de apenas R$58,00, uma barganha ainda mais para os vinhos de “down under”! Um amigo o harmonizou com pimentão recheado, diz que fiou da hora!!

Esta diversidade e achados deste porte estão em risco caso as salvaguardas sigam adiante, então é importante que você se engaje na luta para preservar os direitos que conquistamos depois das trevas em que vivemos por tanto tempo com produtos de qualidade duvidosa e sem acesso a esta enormidade de rótulos com boa relação de preços x qualidade. Já subsreveu a Petição CONTRA as Salvaguardas? se não o fez não deixe para mais tarde, faça-o já clicando no link aqui do lado.

Salute, kanimamo e amanhã tem concurso de Vinopiadas!

Vinho da Semana

       Nesta semana que passou provei alguns grandes vinhos sobre os quais ainda tecerei meus comentários, porém não são meus vinhos da semana. Vinho da Semana, como já comentei, são vinhos que surpreendem tanto pela qualidade como pelo preço e, desta feita, trago dois e não um! Para começar, talvez uma surpresa para a maioria, é um BIB ( Bag in Box), que é uma grande sacada para a venda de vinhos à taça em restaurantes, pizzarias e bares ou, como eu gosto de recomendar, para churrasco com os amigos em que o numero de pessoas presentes inibe o acesso á adega! rs Tem gente que também curte chegar em casa e tomar uma taçinha, nada mais que isso, então esta opção é excelente pois reduz o desperdício e é só abrir a torneirinha.

      Muitos desses BIBs no entanto, são de vinhos de pouca qualidade, então o garimpo é essencial, mas nada de preconceitos! Eu tive o grato prazer de tomar os vinhos da Caviro, empresa italiana que comercializa aqui três rótulos sob a marca TINI, dos quais selecionei dois para serem meu Vinho da Semana.

  • Trebbiano/Chardonnay Rubicone IGT, é um corte de uvas brancas muito saboroso, leve, fresco e sedutor que não teve uma pessoas que não o tenha elogiado. Para estes dias de verão, uma delicia você chegar em casa e já ter esperando por você uma taça geladinha de um vinho tão refrescante após horas do trânsito Paulistano. Com 85% de Trebbiano e comportados 12% de teor alcoólico, o vinho possui a frescura desta cepa, má é o tempero da Chardonnay que faz a diferença. Um belo achado para ter sempre na geladeira.
  • Rosso Sicilia IGT é um blend de uvas típicas da região; Nerello, Nero d’Avola e  Syrah advindas de vinhedos de idades diversas que vão de 5 a 25 anos. Sem ser nenhum grande vinho, nem é esse seu propósito, mostra-se muito equilibrado, taninos maduros de boa textura, corpo leve para médio, comportadíssimos 12% de teor alcoólico um vinho muito agradável de se tomar em reuniões informais, churrasco ou até aquele belo sanduba de fim de semana ou pizza de domingo. Ao preço, um verdadeiro achado, saboroso e fácil de agradar para momentos festivos e descompromissados. Em função de seus taninos mais mansos e baixo teor alcoólico, acho que o vinho melhora ao ser refrescado então sugiro tomá-lo a uma temperatura por volta dos 13/14 graus.

    São BIBs de três litros, equivalente a 4 garrafas e devem chegar ao publico por cerca de R$80,00 cada o que significa um preço por volta dos R$20,00 a garrafa, uma enorme barganha! Esses, mais que meus Vinhos da Semana, são meus achados da semana! Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos

Vinho da Semana

       Este é o primeiro Vinho da Semana que, tempo permitindo e havendo tomado algum caldo que realmente surpreenda e tenha as devidas atribuições para chegar neste patamar, pretendo publicar regularmente. Não vou ficar aqui escrevendo sobre tudo o que tomei, mas sim me atendo mais ao destaque que tenha passado em minha taça no período. 

       Começo falando de um vinho diferenciado, pois isso já parte de sua origem, um Syrah da Toscana, região italiana mais famosa por seus Sangiovese, em toda a s sua variáveis, e seus supertoscanos. Meu Vinho da Semana é o d’Alessandro Cortona Syrah 2006, um vinho mito prazeroso e incomum para a região.

Muito boa tipicidade da casta sobre a qual escrevi algo em Setembro de 2008, mostrando de cara uma cor muito bonita, ruby brilhante e um nariz bem convidativo com muita fruta do bosque e algo mentolado com notas florais.  Na boca, a confirmação da saborosa paleta olfativa, com a presença de fruta madura, um tripé – acidez/álcool/taninos muito equilibrado e equacionado, fino, corpo médio de boa textura, com um final de boca super saboroso, sedoso e especiado que chama a próxima taça. Do tipo de vinho que acaba rápido e confirma o objetivo de qualquer vinho que se preze, nos dar prazer! Custa por volta dos R$85,00 e é importado pela Mistral.

      Esqueci de fotografar a garrafa vazia, como me é peculiar, então fui pescar na rede. Salute, kanimambo e semana que vem, espero, tem mais!

EPU um Segundo que é Primeiro

       Pelo menos no meu bolso, porque pagar mais de 600 Reais pelo primeiro vinho da Bodega, o Almaviva, está fora do meu alcance e, cá entre nós, apesar dele ser um grande vinho compro coisas melhores por esse preço. Questão de gosto e opinião, claro, e certamente haverão controvérsias.  Já o EPU é um vinho que cabe no bolso, porém o problema é que só está disponível no Chile, apesar de alguns pequenos lotes serem trazidos por uma loja virtual. EPU, aparentemente pois apesar de minha pesquisa na net pouco consegui encontrar, quer dizer segundo e não as iniciais de algum nome próprio como um famoso crtitico sugeriu num programa de rádio, neste caso o segundo vinho da Almaviva, uma joint venture entre Concha y Toro e Baron Philippe de Rotschild célebre mundo afora.

        Nunca tinha provado estes vinhos, porém, como sempre, através do desapego e generosidade enófila de um amigo e colega blogueiro (Christiano Orlandi de Vivendo Vinhos – um amante das coisas do Chile e do EPU) que se predispôs a compartilhar os sabores e mistérios desse vinho numa mini vertical, 2001, 2006 e 2007 realizada lá na Vino & Sapore. Muito bons vinhos, cortes de Cabernet Sauvignon e Carmenére, sendo que o 2001 se mostrou divino comprovando que são vinhos de guarda. Mas falemos destes vinhos, apesar de que devo chover no molhado, que custam algo como um terço do “primeiro”.

EPU Dos Mil Uno

14% de teor alcoólico imperceptível e estupendamente integrado. Muito aromático, sua paleta olfativa nos mostra frutos negros em geléia, algo de eucalipto, terminando com toques animais após um tempo em taça. Na boca é denso, muito equilibrado, vivo ainda com boa acidez após 10 anos de vida, rico, complexo e longo com um final com notas achocolatadas. Um vinho hedonístico que está no ponto certo de ser tomado, sedutor e extremamente prazeroso. Aliás, estou por montar uma degustação de vinhos com mais de dez anos e ando á busca de uma garrafa dessas, se alguém a tiver me ajude, vai! Maravilha de vinho de profunda elegância, um dos melhores que tomei em 2011.

EPU Dos Mil Seis

Os mesmos 14%, as mesmas uvas, o mesmo corte porém um vinho totalmente diferente do anterior. Aquela elegância aromática do 2001 não está presente aqui em que tudo é mais franco; fruta, álcool e um quimíco forte que não existia no primeiro. Na boca mostrou-se também menos radiante, algo mais monocromático, com um tradicional perfil chileno que, mesmo bom, não chega a encantar. Será falta de tempo? Poderia ser, mas….

EPU Dos Mil Siete

Para os mais antigos de boa memória invoco a frase; “Eu sou você amanhã” para descrever este vinho com relação ao 2001 e, neste momento, desbanco a possível falta de tempo como “desculpa” para o 2006. Este vinho mostrou todas as aptidões do 2001 porém mais novinho, fechadinho, fruta um pouco mais presente e franca no nariz faltando-lhe, ainda, os aromas terciários do 2001, mas dá para sentir que está tudo lá, ainda escondidinho! Um grande vinho que pede tempo, porém já mostra grandes virtudes e nos dá um enorme prazer tomá-lo deixando-nos, não com vontade da próxima taça, mas sim da próxima garrafa! Quem conseguir algumas garrafas, compre para beber já e guardar por mais alguns anos, vai valer a pena! Grande vinho.

       Por hoje é só. Salute, kanimambo e já sabem, na próxima viagem ao Chile é trazer EPU na bagagem, um achado que deve estar custando por volta de 30 míseros dólares por lá!

Destaques de 2011 – Rosés e Brancos

              Antes de começar listando minhas seleções de Achados de 2011 por faixa de preços, decidi nesta semana postar alguns destaques por temas, independentemente de preços. Pretendo compartilhar alguns bons vinhos que foram destaque por “n” número de razões, inclusive a relação custo x beneficio, mas não só pois isso sozinho não categoriza o rótulo a estar aqui, acima de tudo ele tem que surpreender nossas emoções e sensibilidade deixando marcas. Compartilharei com vocês algumas seleções de seis vinhos; Velho Mundo a Preço de Argentina e Chile, Varietais da América do Sul incluindo Brasil, Vinhos do Chile, Argentina, França, Portugal e Espanha, Rosé e Brancos. Para começar, hoje comento os destaques em Rosés e Brancos, vinhos de verão.

Não sendo um grande apreciador de rosés, me curvei perante três rótulos muito interessantes.

Van Zeller´s Rosé – um vinho de muito frescor e a tipicidade dos rosés mais leves porém mais frutados e fáceis de beber com um precinho que vale a pena, ao redor dos R$35,00. Um português do Douro que vale cada centavo numa tarde de sol e petiscos abrindo caminho para o almoço.

Clos la  Neuve Cuvée Desiré o primeiro vinho da famosa Provence (França) que efetivamente me seduziu. Cor linda, fresco como tem que ser, mas seco com um residual de açúcar bastante baixo e um perfeito equilíbrio. Fino e elegante com nuances de pêssego e damasco se sobrepondo aos tradicionais morango e cereja mais costumeiros e que aqui aparecem de forma mais sutil numa segunda camada tanto aromática como palativa. Sedutor em seus R$69!

Costaripa Rosamara Chiaretto del Garda, uma grata surpresa italiana que tem como principal atração sua aptidão gastronômica. Delicioso, vinhoso, elaborado num estilo diferente e algo mais austero, intenso e vibrante com um certo toque de oxidação muito sutil, é uma ótima companhia para atum selado ou pratos similares, até paella. O mais caro deles, porém o mais marcante valendo bem os cerca de R$80 que ele custa.

       Bem, agora falemos de alguns brancos marcantes de diversas origens, estilos e preços. Separei seis rótulos a partir de 44 Reais até 100, porém tenho que dar um prémio especial de “Honra ao Mérito” para o Thomas Mitchel Chardonnay, um australiano delicioso, em falta na importadora, por apenas R$42,00 uma grande compra caso o encontrem por aí!

Tormentoso Chenin Blanc (África do Sul) – esta cepa que tem o Loire (França) como origem, també tem história na África do Sul onde gera vinhos muito interessantes. Este rótulo da Man Vintners é muito saboroso e marcante elaborado somente com vinhas velhas com mais de 30 anos,e uma leve passagem por madeira lhe aporta uma complexidade surpreendente. Muito pêssego, nariz sedutor que te convida a levar a taça à boca, muito boa acidez e um balanço impecável por apenas R$49.

Esmero Branco (Portugal) – um vinho português do Douro que só vem confirmar a grande fase que Portugal passa com seus incríveis vinhos brancos. Produziram somente 3300 garrafas de vinhas velhas de cerca de 30 anos, mas nem por isso o preço está na casa do chapéu, falamos de um vinho de cerca de R$80,00 e vale! Muito balanceado, álcool educado (13%) e muito bem integrado, complexo, boa estrutura de boca, final longo e muito agradável com nuances de frutos brancos, um belo vinho que me seduziu. Deverá ser boa companhia a um prato de bacalhau à portuguesa, cozido com batatas.

 Paco & Lola Albariño (Espanha) – esta cepa produz vinhos muito frescos e elegantes em ambos os lados da fronteira do norte de Portugal com a Espanha. Muito refrescante, sutil e sensual tanto no olfato quanto no palato, rico com uma forte personalidade cítrica, bem balanceado apesar da acidez marcante, boa persistência com um final de boca muito saboroso. Perfeito companheiro para frutos do mar e o verão. Preço na casa dos R$98,00.

Schloss Vollrads Riesling Kabinet Trocken (Alemanha) – uma delicia! Seco, mineral acentuado,muito bem equilibrado, pois o mineral aparece firme mas sutil e elegantemente  acompanhado de notas cítricas compondo uma paleta olfativa muito agradável. Na boca suas incríveis 11 gramas de açúcar residual são imperceptíveis equilibrados por uma acidez muito boa e essa mineralidade presente. Corpo um pouco acima da média dos vinhos deste estilo, 12% de álcool, frutado e harmonioso. Também na casa do R$98, é um belo vinho que casa á perfeição com joelho de porco assado.

Rayun Chardonnay Reserva (Chile) – um belo Chardonnay sem madeira que passa 8 meses sur lie deixando-o muito saboroso. Por não passar por madeira mantém um frescor não muito comum aos vinhos desta cepa chilenos que tendem a ganhar muito corpo e ser demasiado amadeirados. Por cerca de R$45,00 é um verdadeiro achado e um verdadeiro Best-Buy.

Alain Brumont Gros Manseng/Sauvignon Blanc (França) – De La Gascogne, próximo a Mandiran, um corte inusitado com uma uva local que poucos conhecem. Muito boa acidez com uma certa complexidade que lhe aporta a Gros Manseng, um vinho difícil de não gostar e que, pelos cerca de R$50,00 que custa, gera um prazer infimamente superior ao custo. Casa perfeitamente com salmão!

         Como curti muito todos eles, acabaram se encorporando ao portfolio da Vino & Sapore, porém busque-os na loja de sua confiança pois todos são vinhos especiais e foi dificil filtrar para chegar a somente esses. Por hoje é só e espero postar a maioria dos destaques ainda esta semana, então espero sua visita. Por agora, salute e kanimambo.

Degustando uma Lenda!

           Como prometi, cá estou para falar um pouco do Vega-Sicilia Unico. Não é todo dia que temos a possibilidade e privilégio de estarmos diante de um vinho ícone. Na minha vida me lembro de outros dois tão somente, o Opus One e o Sassicaia, que nem fizeram tanto assim a minha cabeça. Não que não sejam bons, são ótimos, porém não achei que faziam jus a tanta fama. Desta feita foi diferente e aproveito para contar um causo que ocorreu com um amigo meu daqui da loja. Esse Sr. X estava de visita a um amigo em Barcelona tendo marcado para se encontrarem num restaurante na cidade. Não querendo chegar de mãos abanando, até porque seu amigo espanhol lhe fazia os maiores mimos cada vez que vinha ao Brasil, passou antes numa loja de vinhos e comprou um Vega Sicilia Único. Ao chegar ao restaurante mostrou-se preocupado não sabendo se poderia abrir a garrafa e se havia taxa de rolhas, etc tendo solicitado a seu amigo que conferisse com o dono do restaurante se não haveria qualquer problema. Com a garrafa na mão, o proprietário do restaurante lhe agradeceu a honra de trazer um Vega Sicilia Único para ser aberto em seu restaurante porque isso só dignificaria sua cozinha e que, não só não lhe cobraria rolha, como não lhe cobraria o prato para o acompanhar! Esta é a aurea que cerca este vinho e, nesse dia, eu tive o privilégio de abrir uma dessas garrafas em minha humilde loja sendo que esta jaz agora, junto com algumas outras preciosidades, em meu altar de Baco. Um tremendo presente de natal antecipado!

       Bem, mas você voltou aqui hoje foi para saber o que achei desse vinho, certo? Nestes casos fica difícil falar do vinho pois certamente há gente muito mais capaz que já escreveu um monte então pouco vou acrescentar ao que, provavelmente, você já leu por aí em revistas, livros e na net. O que posso falar sim, é do que eu senti. Jovem, absolutamente jovem de taninos finos bem marcados e muito presentes ainda apesar de seus 12 aninhos nas costas, anunciando que estamos diante de um vinho de longa guarda que tem tudo para evoluir muito positivamente por mais de uma década. A evolução aqui é menos aparente com a fruta ainda muito presente tanto no nariz quanto na boca, cor rubi, muito expressivo em boca com uma riqueza de sabores impressionante para um vinho produzido, também, num ano que não foi dos melhores. Possui um corpo de boa textura, seus taninos são sedosos e o final de boca é supreendementemente fresco para um vinho que passou tanto tempo em barrica,  muito longo, mineral e algo especiado, que nos deixa implorando por mais um gole e outro e outro ……… fazendo com que a garrafa acabe rapidamente. Um Ribera del Duero muito fino, cativante e elegante sem perder os traços de robustez típicos de seu terroir.

          Muitos acham que este vinho é elaborado somente com Tinta del País (Tempranillo) porém ele normalmente leva um corte de alguma outra uva francesa; Cabernet Sauvignon, Malbec ou Merlot, muitas vezes das três dependendo muito do ano. Esta mescla de cepas nos vinhedos da bodega, data de 1864 quando Don Eloy Lecanda Chaves trouxe uma série de mudas de suas viagens a Bordeaux. Neste caso, pelo que pude pesquisar, foram 10% de Cabernet Sauvignon e passa, entre os mais diversos tipos de madeira e cascos, algo como 82 meses em barricas sendo comercializado somente 10 anos após a safra correspondente, neste caso 2009! Não é o melhor vinho espanhol que já provei, mas é certamente o mais eloquente e mais marcante pois não é todo o dia que podemos levar á boca uma lenda. Não harmonizou com o prato, nem precisava, pois harmonizou com ele mesmo e com os amigos presentes, gracias Fernando por esta dádiva. Um vinho que não precisa de um momento especial para ser aberto, pois ao sê-lo faz dele um momento Único!

        Terminei, não falo mais de vinhos este ano e desejo, de todo o coração, que você possa em 2012 ter esse mesmo privilégio que eu. Tomar um grande vinho na companhia de um bom prato e, especialmente, de pessoas tão “gente” quanto estas com quem tive o prazer de compartilhar emoções tão especiais nesta noite tão inesquecível. Um brinde a todos e espero ver alguns de vocês embarcando comigo para Portugal em Fevereiro quanto teremos a oportunidade de passar por algumas dessas emoções juntos. Quem sabe um Barca Velha acompanhado de Javali na Pucura com castanhas portuguesas?!

     Salute e kanimambo por este ano que passou esperando poder seguir contando com vosso apoio por aqui e, porquê não, também na Vino & Sapore onde tem sempre uma taça amiga para brindarmos á vida!

Brancos de Dar Água na Boca

           Semana passada estive em uma degustação bastante interessante em que comecei a cuspir já a partir das 9:30 de la matina! Por sinal, tem formas de fazer isso e o da imagem não é um deles!! rs Foram vinte e quatro vinhos na prova mais uma série de outros no almoço e jantar, dia longo porém muito proveitoso com a confirmação de alguns rótulos e algumas ótimas surpresas, especialmente nos vinhos brancos.  Com a apresentação do conceituado critico Jorge Lucki e da enóloga galega Suzana Esteban presentemente residindo em Portugal onde já atuou em algumas vinícolas de ponta como Quinta do Crasto e Côtto no Douro e agora na Solar dos Lobos/Alentejo, a importadora Mercovino apresentou seus vinhos a uma dúzia de privilegiados convidados. Muito didática e com alguns tópicos bastante interessantes, foi uma degustação em que provei vinhos de muita qualidade e na qual, como sempre, aprendi um pouco mais. Eis alguns dos destaques dos vinhos brancos, de diversas origens e estilos, que me marcaram e agora compartilho com vocês , numa outra oportunidade falarei dos tintos do novo e velho mundo.

Dios Ares Branco – Rioja/Espanha – 100% Viura > Da região de Alavesa de onde vêm os vinhos mais modernos desta importante e histórica denominação espanhola, é um vinho de boa tipicidade olfativa com algum floral que nos incentiva a levar a taça à boca onde se mostra muito equilibrado com acidez bem evidente, boa persistência, muito saboroso e apetecível. Preço por volta dos R$50.

Garcia Viadero – Ribera del Duero/Espanha – 100% Albilio >pelo fato desta uva não ser reconhecida pela DOC, o vinho não pode levar essa denominação no rótulo, mas isso não tem nada a ver porque o vinho é sedutor e muito agradável. A cepa é pouco conhecida e só me lembro de ter visto dois rótulos elaborados com 100%, tendo este me seduzido por sua complexidade. Se não soubesse que só passa por inox, juraria que tinha madeira pois aquele abacaxi e baunilha típicos estão bem presentes no nariz. Na boca é sedutor, mostra uma certa complexidade e versatilidade podendo acompanhar bem desde saladas, frutos de mar e, penso, até um bacalhau mais leve. Preço por volta dos R$50.

Solar dos Lobos branco – Alentejo/Portugal – corte de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Arinto e antão Vaz > Sem passagem por madeira porém um vinho de muito bom corpo e textura, teor alcóolico algo alto (14% como no Dios Ares) porém bem balanceado requerendo um pouco mais de atenção com a temperatura. As uvas são vinificadas em separado e o blend é efetuado ao final do processo. Boa acidez, gastronômico, frutado,  um vinho que já enfrenta pratos mais estruturados e faz bonito. Preço ao redor dos R$65.

Esmero Branco – Douro/Portugal – corte de Gouveio/Fernão Pires e Viosinho uvas típicas da região > um dos meus preferidos que só vem confirmar que Portugal vem fazendo ótimos vinhos brancos. Produziram somente 3300 garrafas de vinhas velhas de cerca de 30 anos, mas nem por isso o preço está na casa do chapéu, falamos de um vinho de cerca de R$80,00 e vale! Muito balanceado, álcool educado (13%) e muito bem integrado, complexo, boa estrutura de boca, final longo e muito agradável com nuances de frutos brancos, um belo vinho que me seduziu.

Schloss Volrads Kabinett Trocken – Rheingau/Alemanha – 100% Riesling > uma delicia! Seco, mineral acentuado, típico da casta, muito bem equilibrado porque hà vinhos que extrapolam e enjoam! Este está no ponto, se é que se pode dizer isso de um vinho, pois o mineral aparece firme mas sutil e elegantemente  acompanhado de notas cítricas compondo uma paleta olfativa muito agradável. Na boca suas incríveis 11 gramas de açúcar residual são imperceptíveis equilibrados por uma acidez muito boa e essa mineralidade presente. Corpo um pouco acima da média dos vinhos deste estilo, 12% de álcool, frutado e harmonioso como sugerido pela importadora, foi mais um vinho que me entusiasmou e, pudesse, teria tomado a garrafa todinha, que cuspir que nada! Preço ao redor do R$100.

           Por hoje é isso e assim que der falo dos tintos provados. Algumas boas surpresas, a maioria do velho mundo, mas um chileno de bom preço me chamou a atenção, Lauca Reserva Cabernet Sauvignon de R$49, uma surpresa muito agradável que revi depois de alguns anos.

Salute, kanimambo e insisto, vem comigo a Portugal em Fevereiro?

Sem Palavras

        Difícil um vinho me deixar sem palavras! O normal quando me entusiasmo com um vinho é me deixar levar pela emoção e soltar meu vasto repertório de adjetivos tentando, de alguma forma, transmitir aos amigos leitores o deleite que foi me deixar levar por uma experiência hedonista excepcional ao sorver um ou outro néctar dos deuses.

        Desta feita o impacto foi tamanho que literalmente fiquei sem palavras ao sorver este verdadeiro elixir de Baco, um marcante vinho de reflexão a ser acompanhado por longos momentos de contemplação na taça sorvendo todas suas nuances e sutilezas dentro de um corpo musculoso porém profundamente elegante e complexo que parece, como já dizia o Raul, “uma metamorfose ambulante” pois vai-se transformando continuamente na taça de uma forma impressionante. Um senhor vinho produzido por uma senhora enóloga (Suzana Esteban) galega que faz sucesso por terras lusas. Espero que ela possa seguir nos surpreendendo e emocionando com este e outros caldos, mas se nada mais fizesse já teria deixado sua marca em nossa vinosfera.

        Este vinho que tanto me encantou é o Solar dos Lobos Grande Escolha 2008, trazido na mala pela enóloga e por Filipa Lobo em sua breve passagem por terras brasilis, um corte de Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Estupefato fiquei, ao ponto de sequer ter tirado uma foto (esta imagem peguei na rede) dessa preciosidade que ainda está por chegar ao Brasil trazida pela Mercovino e, consequentemente, ainda sem preço definido. Por enquanto, temos que nos contentar com o Colheita Selecionada  e o Reserva que já são dois belos exemplares deste produtor e da capacidade criativa da enóloga. Como disse, fiquei sem palavras então deixo os outros falarem por mim desta vez, deixando aqui meu recado, não deixe de provar este vinho, mas dê-lhe tempo. No decanter, na taça, na adega pois, se já está ótimo hoje, com mais uns quatro a cinco anos acredito que deverá se tornar verdadeiramente exuberante! Eu darei um jeito de me apoderar de umas duas ou três garrafas para me deliciar em momentos especiais durante os próximos anos e, quem sabe, abrir uma com os amigos na Vino & Sapore.

Dizem os colegas blogueiros Lusos:

 Pedro Barata – http://osvinhos.blogspot.com/2011/09/1924-solar-dos-lobos-grande-escolha.html

Paulo Mendes – http://ovinhoemfolha.blogspot.com/2010/11/solar-dos-lobos-grande-escolha-2008.html

Miguel Pereira – http://pingamor.blogspot.com/2011/03/alentejo-solar-dos-lobos-grande-escolha.html

Dizem as revistas especializadas:

Wine – http://www.essenciadovinho.com/revistawine/php/prova.php

Revista de Vinhos – http://www.revistadevinhos.iol.pt/provas/solar_dos_lobos__grande_escolha__7026

Reconhecimento:

Selecionado pelo Jornalista Tom Cannavan como um dos 50 melhores vinhos portugueses no Reino Unido.

“Produtor revelação do Ano em 2010”, pela Revista de Vinhos;

“Talha de Ouro como melhor vinho tinto da colheita 2008” – “Confraria dos enófilos do Alentejo”

“Prémio de Excelência 2011” da Revista de Vinhos referente a vinhos provados em 2010- http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/os_melhores_vinhos_de_portugal_em_2010_6771

Falar mais o quê? A pontuação média deste vinho nessas avaliações creio que anda na casa dos 17.5/20 pontos mas eu , não sei se influenciado também pelo momento e local, desta feita daria um pouco mais e passaria dos 18/20! Salute, kanimambo e nos vemos por aqui ou na Vino & Sapore a qualquer hora. Tá fazendo o quê no Sábado?