Degustações

Que Vinho Era Aquele? Não Parecia mas é!

Para saciar a curiosidade dos amigos, especialmente da Brenda (rs), eis aqui o vinho que me inspirou a provocá-los com o quizz da semana passada. Concordo que talvez se estivesse no vosso lugar, teria chutado, como muitos fizeram, um Rioja antigo, quem sabe até um Tondonia  ou, quiçá,  um Pinot.  Charme, um belo vinho que me impressionou na degustação dos Douro Boys também seria candidato, mas gente, esse vinho é um Brunello di Montalcino e dos bons! Quem chegou mais perto, diria até que acertou, apesar de também ter sugerido um Rioja, foi o amigo Emilio da Portal dos Vinhos, mas ele é suspeito pois tem uma certa paternidade sobre o caldo. Poggio di Sotto Brunello di Montalcino 2006, sério candidato a melhor vinho tomado em 2011! O tal do Parker lhe deu 97 pontos e, desta feita, tendo a concordar com o dito “guru” das notas, o midas dos produtores!

Minha visita ao evento promovido pelo Consorzio di Montalcino reunindo 32 produtores ainda será alvo de um post especifico, mas este vinho, o melhor que provei na mostra, merece um destaque especial, e um post especifico pois é inebriante e me mostrou uma faceta dos Brunellos que eu desconhecia. Serviu, inclusive, para eu finalmente entender do porquê que todo mundo exaltava os Brunellos e eu nunca ter me seduzido por ele. Não que não gostasse, na maioria são ótimos vinhos, mas sempre os achei muito novo mundistas, muito densos, super extraídos e potentes, um pouco over eu diria. Estes vinhos mais comumente encontrados por aqui, descobri agora, porque os Brunellos não são lá muito a minha praia, até em função de preço, são vinhos intitulados modernistas, de maior sintonia com o mercado especialmente o americano. Talvez por isso, os poucos que havia provado não tenham feito a minha cabeça, que me perdoem os apreciadores do gênero, e esta cor na taça seja estranha para a maioria dos amigos.

O Poggio di Sotto é um produtor tradicionalista num estilo em que predomina uma elegância estruturada sem excessos, porém com enorme complexidade, tudo na medida certa sem arestas nem exageros de qualquer espécie.  Muito aromático e sedutor no nariz, na boca explode com uma riqueza de sabores difícil de descrever e, mais do que tentar entendê-lo, deixei-me levar pelas emoções que me provocou, uma verdadeira massagem na alma e no espirito. Profundamente equilibrado, médio corpo, taninos sedosos, uma acidez gulosa que chamava comida que era absolutamente desnecessária, pois o vinho em si já era uma tremenda viagem de reflexão e enorme satisfação com um final interminável. Eu, essa garrafa, uma boa musica de fundo, eventualmente uma boa companhia como minha esposa que bebe pouco, eh/eh, e mais nada! Uma verdadeira experiência hedonística á qual retornei três vezes e não sei quando poderei repetir, já que por volta dos R$750,00 (em 2014 por volta de R$1.000) não tem muitas chances de visitar minha adega pessoal. Para quem tem, eis uma despesa que vale a pena, um grande Brunello, um grande Vinho, assim mesmo, com V maiúsculo!  Divino, sublime, escolha seu adjetivo, o vinho é uma tremenda viagem pelo complexo mundo das sensações gustativas, um verdadeiro vinho de reflexão.

Seu Rosso di Montalcino também é um belo vinho, mas desse e outros comentarei em meu post da semana que vem sobre esse encontro com Brunellos e Rossos promovido pelo Consorzio no mês passado, por sinal uma das melhores degustações que tive a oportunidade de participar este ano. Uma experiência inesquecível que fiz questão de compartilhar com você, pois essa é a verdadeira essência deste blog.

Salute gente, um baccio per tutti deste mais  novo discípulo de Brunello!

Diversidade Italiana num Encontro Divino com 12 Mulheres

Um grupo de amigas se encontra mensalmente para explorar os sabores do vinho e descobrir os segredos de deus Baco! Tenho a honra de ter sido escolhido por elas, sim porque a escolha é sempre delas, como seu guia nessa viagem e, desta feita, incansáveis em sua sede de saber,  após seis, ainda pediram mais e terminamos com o soberbo Amarone Ca del Pipa Cinque Stelle acompanhado de lascas de Gran Mestri, um queijo tipo Grana Padano de muita qualidade produzido em Santa Catarina. Passeamos virtualmente por parte da Itália, deixando a outra parte para uma segunda viagem, mostrando toda a diversidade e grandeza dos vinhos italianos.

       Iniciamos pelo Veneto nos deliciando com um fresco e muito bom Prosecco Incontri elaborado por uma mulher de talento, a Piera Martelozzo, e nos esbaldamos com o Costamaran Valpolicella Superiore Ripasso que é um tremendo vinho, complexo e encantandor mostrando que a região de Valpolicella tem diversas vertentes, entre elas a de grande qualidade como os vinhos deste produtor (Castellani); na Puglia provamos o Prima Mano, um belo exemplo de um primitivo muito estruturado e saboroso; passamos por Abruzzo e vimos que a colina Terramane, unico DOCG da região, pode produzir vinhos inesquecíveis e o Notari Montepulciano d’Abruzzo é um claro exemplo disso com sua cor intensa, denso, untuoso e quase mastigável, taninos finos e muita fruta no nariz;  terminando esta primeira etapa da viagem na magnifica Piemonte onde provamos um delicado Michelle Chiarlo Barbera d’Asti Superior Le Orme pleno de sutilezas e o valente Tre Ciabot um Barolo de La Morra produzido pela Cascina Ballerin, vinhos de muita qualidade e extremamente gastronomicos que imploravam por comida.

            Mas este seleto grupo de mulheres se mostrou insáciável neste encontro não resistindo a um vinho de pura reflexão, o divino Ca del Pipa Cinque Stelle um belissímo exemplo de Amarone muito balanceado em seus 15.5% de teor alcóolico, complexidade na boca com um final longo, daqueles vinhos que, na duvida entre se fungarem ou se beberem, são para ser lambidos em puro extâse, um vinho soberbo e inesquecível que marcou este encontro marcante com Baco e suas tentações!

          A grande maioria elegeu o Amarone como o grande vinho da noite (pudera!), mas a prova como um todo foi de um nível de qualidade muito bom e marcante, cada vinho com seu jeito e sua personalidade. Impressionou muito o Costamaran Valpolicella Ripasso, que passa por barricas usadas de Amarone, em função do preço e do fato de que pouco se esperava de um Valpolicella, marca regional amplamente degradada pelos fiascos de palhinha de outrora!

        Feliz por ter podido usufruir e contribuir com este encontro, fico-me perguntando como superar esta experiência em nosso próximo? Certamente um trabalho que vai demandar mais criatividade e serenidade na escolha de novos caldos e, esperamos, alguns néctares que desfrutaremos na continuação desta viagem pela Itália.

        Arriverdeci,  grazzie e una buona giornata per tutti.

Portugueses e Argentinos Juntos Numa Casa Brasileira

                A Familia Valduga tem uma visão diferenciada do mercado e sabe que a soma é sempre muito mais saudável ao mundo do business do que a divisão. Em vez de lutar contra os importados decidiu integrá-los a seu portfolio através de uma empresa do grupo mais conhecida por seus bons espumantes, a Domno que produz e comercializa com sucesso a marca Ponto Nero. Na lista de produtores, o grupo Enoport (português) e Vistalba (argentino) assim como Yalis (chileno). Este último ainda não tive oportunidade de conhecer, porém os argentinos e portugueses andaram por minha taça então compartilho com os amigos minha opinião e os destaques que me mais me chamaram a atenção.

Bodega Vistalba – é um produtor familiar tendo Carlos Pulenta como seu comandante   produzindo vinhos de muita qualidade em Lujan de Cuyo, especialmente seus cortes A, B e C assim como seu Tomero Reserva Petit Verdot. Duas linhas, a Tomero e a Vistalba. Neste degustação provamos os Tomeros Malbec  e Cabernet Sauvignon, Reservas Pinot e Petit Verdot assim como os três cortes.

  • Na linha dos Tomero “básicos” varietais, os vinhos se mostram bastante honestos vis-a-vis os preços cobrados, em torno de R$48,00, ficando o destaque, na minha opinião, para o Cabernet Sauvignon, um vinho mais equilibrado do que o Malbec que é assim, digamos, mais padrão da cepa sem traços marcantes. O Cabernet não,  este já é mais marcante e sedutor capaz de mudar o curso de uma refeição com seus taninos sedosos e corpo médio mostrando-se  mais gastronômico.
  • Na linha dos Tomero Reservas que estão no mercado paulista por volta dos R$120,00, o Pinot Noir me surpreendeu bastante para esta casta nesta região mostrando um teor alcoólico bem equacionado e equilibrado, de taninos macios e muito saboroso. Já o Petit Verdot é para mim o melhor e mais marcante vinho desta família Tomero. Fruta madura de boa intensidade com sutis nuances de baunilha, mostrando-se com ótimo volume de boca e boa textura. Os taninos estão sedosos, muito boa acidez, rico, com um final muito saboroso e mineral onde aparece também um toque cítrico muito interessante e cativante. Muito consistente com minhas experiências anteriores, um belo vinho que mostra bem as caracteristicas desta nobre cepa que segue sendo uma grande desconhecida para a maioria!

 

 

A linha Vistalba é composta de três cortes (blends) em diversas faixas de preço e talvez seja a mais premiada e conhecida desta bodega. São três os cortes, todos com uma maior presença da Malbec, cepa ícone da região, com tempos diversos de estágio em barricas. Já os tomei em diversas oportunidades e a melhor relação PQP (não é o que estão pensando!!) – Preço x Qualidade x Prazer segue sendo o Corte B, porém fui surpreendido pelo C e A, sendo que este último confirma que as safras de 2006 e 2007 foram realmente safras superiores em Lujan de Cuyo. De destacar que tanto o B quanto o A são vinhos de longa guarda.

  • Corte C 2008 – 80% Malbec e 20% de merlot. Vinte porcento do lote passa por barricas de carvalho por um período de 12 meses e afinam em adega por seis meses após engarrafamento. N a minha opinião está no seu auge, um vinho muito apetecível por um preço idem, em torno dos R$58,00, com boa paleta olfativa onde se destacam as frutas vermelhas como ameixa. Na boca está cativante, taninos macios, boa acidez, redondo com um final de boca muito agradável e de boa persistência. Bom vinho que não tinha me encantado antes, mas que nesta safra se mostrou mais equilibrado tendo chamado minha atenção.
  • Corte B 2005 – Presença majoritária de duas cepas que são as grandes bandeiras deste país, Malbec e Bonarda. São exatos 60% Malbec, 30% Bonarda e o restante de Cabernet Sauvignon que juntos nos trazem um grande vinho. Com 100% de passagem por barricas de carvalho francês por um período de 12 meses mais 10 de afinamento após engarrafamento, estamos diante de um vinho de alto teor alcoólico (14.5%) e poderoso que consegue enorme equilíbrio e mescla muito bem a força com um final de boca bastante elegante. Uma conjunção de características que tende a me seduzir. Aqui  a cassis, especiarias e nuances de café compõem uma paleta olfativa bastante complexa que se confirma na boca. Taninos sedosos ainda bem presentes, de muita qualidade, pedem algum tempo de aeração que facilmente encontram seu equilíbrio com 30 a 45 minutos de decanter. Um vinho que vale muito a pena por R$115 a 120,00.
  • Corte A 2007 – O top da linha, pelo menos dos que temos por aqui, é este viril corte de 87% Malbec, o que tecnicamente lhe dá as condições legais de ser denominado um varietal da cepa, com 8% de Bonarda e 5% de Cabernet Sauvignon. Cem porcento envelhecido por 18 meses em barricas francesas e mais 12 de afinamento em garrafa. Tenho que confessar que sempre foi para mim o que menos me entusiasmou pois o álcool de praticamente 15% sempre me incomodou achando que ele não se integrava de forma harmoniosa ao todo pulando ao nariz e incomodando no palato. Desta feita tenho que dar o braço a torcer, este 2007 está soberbo e pela primeira vez reconheço nele o grande vinho que outros aclamavam. Chega a ser mais equilibrado e balanceado que o Corte B, muito rico, denso, untuoso e complexo, é um vinho viril porém muito elegante com taninos muito finos num final longo e sedutor que merece uma harmonização com carnes de sabores fortes e bem temperada, uma bela costela de ripa? Um baita vinho, o melhor que já provei desta bodega! Está na linha dos super vinhos argentinos na faixa dos R$200 (mais ou menos 10%) o que não é para qualquer  um e cabe a você fazer a prova e fazer juízo de valor!

        Bem, este já se estendeu demais, então os vinhos portugueses ficarão para outra ocasião, porém fica claro que não há que brigar com os importados.  Sabendo trabalhar, a união com os importados só vem otimizar os projetos nacionais.  Um brinde à Domno e Valduga pela visão inteligente de mercado que espero outros possam seguir. Ah, ia-me esquecendo! Para quem gosta de pontuações: Corte A 2007 – 95 pontos da Wine Enthusiast /Corte B 2005 – 92 pontos da Wine Spectator / Corte C (2004) – 88 pontos na Wine Spectator

Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui ou na Vino & Sapore.

Mendel Malbec e Expand Revival

Foi através do amigo e colega enoblogueiro Cristiano do Vivendo Vinhos, gente fina e blog de prima, com o apoio do novo importador, a Expand, que tive a oportunidade de conhecer os vinhos da Mendel. Muito já se escreveu, afinal estávamos numa degustação com nada menos nada mais que dez blogueiros, mas também quero dar meus pitacos mesmo que tardios.

         A Mendel é um produtor boutique com vinhedos velhos, parte em pé-franco, sob a tutela do conceituado enólogo Roberto de la Mota. São vinhos bem pontuados tanto pela Wine Spectator quanto por Robert Parker, leia-se Dr. Jay Miller, o que aguça ainda mais minha curiosidade. O Cristiano possuía em casa uma vertical destes vinhos e decidiu convidar os amigos para prová-los. Ao saber disso, a Expand que recém tinha conquistado essa representação e distribuição exclusiva, sugeriu que essa degustação fosse realizada em suas bonitas instalações no Bar des Arts em São Paulo.

               Numa noite agradável, chegamos e fomos recebidos pela simpática e competente Ana Rita  e a Eliane Alves, que tive o prazer de conhecer, que nos serviram um gostoso e fresco Prosecco Fontini, que mesmo não chegando a empolgar, deu conta do recado e preparou nosso palato para o que estava por vir. Por sugestão do Álvaro Galvão, mais um amigo do peito e pessoa boníssima , a degustação ocorreu às cegas com todo mundo “chutando” as safras provadas – 2004/2005/2006/2007 e 2008.

    • O vinho 4, foi mais facilmente identificado pois já mostrava de forma mais clara traços de sua idade tanto na cor quanto na boca. Paixão da maioria, especialmente do amigo Álvaro,  este 2004 foi o vinho que ganhou a escolha de melhor vinho da prova, mesmo não tendo meu voto.
    • Meu preferido, o vinho 1 se mostrou muito vibrante e elegante. Jurava que era o 2006 por uma característica da safra, porém parece-me que a safra de 2007 apresentou muitos dos traços da anterior. Neste caso, de paleta olfativa mais tímida precisando de tempo na taça para abrir, boca consistente com o nariz mostrando uma harmonia muito interessante e sedutora. Taninos macios, boa fruta, cremoso e longo mostrando-se muito elegante e fino com um final de boca que pede sempre mais um gole. Definitivamente, o meu vinho da noite!
    • O Vinho 5, esse sim da safra de 2006 se apresentou bem e foi meu terceiro escolhido, depois do 2004, mostrando-se também muito elegante sem excessos ou arestas. Um caldo muito agradável de tomar.
    • O Vinho 3, da safra 2008 foi o que menos me cativou mostrando um perfil herbáceo que fugia ao padrão do resto que provamos. Taninos ainda muito jovens pedindo tempo.

              A surpresa maior ainda estava por vir, pois fomos convidados a jantar acompanhados do vinho top da bodega, o Mendel Unus. Um vinho com toda a tipicidade dos grandes Malbecs da região ao qual foi adicionado cerca de 30% de Cabernet Sauvignon que lhe aporta uma complexidade adicional. Mostrou enorme estrutura, taninos muito firmes, alto teor alcoólico num estilo potente que tanto faz a cabeça de boa parte dos consumidores brasileiros. Um bom vinho que precisa de tempo de garrafa e um pouco de paciência por parte de quem o compre, pois este é mais um caso típico em que o apressado perderá muito ao toma-lo agora pois ainda está muito fechado e o tempo que pedimos de aeração foi muito curto.

             Expand revival porque foi gostoso ver a Expand de volta á ação interagindo com formadores de opinião mostrando sua nova cara, mas sem perder a fidalguia de seus áureos tempos, ficando a presença dos dois Otávios, pai e filho, como evidencia disso. Quem gosta de vinho e do mundo do vinho, sabe que muito devemos ao pioneirismo e visão de futuro que o Otávio sempre teve seja com a famosa (importante na expansão e divulgação do vinho no país) e hoje execrada garrafa azul com vinhos alemães seja com o projeto Rio Sol no nordeste, especificamente no Vale do  Rio São Francisco. Meus agradecimentos ao Cristiano por ter-nos permitido compartilhar destes caldos e aos “Otávios” e  Expand pela cortesia e hospitalidade, foi uma noite sem retoques.

             Antes de ir embora ainda fomos mui gentilmente, como de praxe na Expand, presenteados com um Prosecco Fontini Superiore, um degrau acima do que tínhamos provado antes, e este sim um belo espumante de Valdobbiadene que seduz e dá muito prazer de tomar.

          Para finalizar, minha recomendação é procurar o Mendel Malbec 2007 no mercado, pois o vinho é muito bom e está, a meu ver, um degrau acima de seus irmãos. Como sempre faço, dou o preço que a Expand pratica em suas lojas, R$78,00 e minha percepção de valor, algo entre R$65 a 70,00.

Salute e kanimambo pela visita

Wines From “Down Under”.

        Dica para esta semana, um passeio pelos sabores da Austrália. Dia 16 de Junho, a partir das 20 horas, uma degustação e apresentação sobre a vitivinicultura australiana com a participação de mais um parceiro da Vino & Sapore, a Wine Society, aqui na Ganja Viana a pouco mais de 15 kms da zona Oeste de Sampa. É, desta vez vamos para o outro lado do mundo provar os vinhos de “Down Under”, como são conhecidos no universo inglês. Conheceremos um pouco mais da região e provaremos alguns rótulos interessantes que nos demonstrarão que existem bons vinhos de bom preço até por aqui! Provaremos:

    • Thomas Mitchell Chardonnay (grande pedida para acompanhar um fondue de queijo).
    • Banrock Station Cabernet Sauvignon.
    • Thomas Mitchell Cabernet Sauvignon/Shiraz.
    • Knappstein Shiraz.
    • Mitchelton Crescent um delicioso corte no estilo do Rhône, mas com personalidade própria.
    • Ainda temos mais um possível rótulo adicional a apresentar.

           O investimento para este encontro será de apenas R$40,00 por participante pagos no ato da reserva, com 50% retornando em crédito na compra dos rótulos provados e ainda teremos o lançamento dos vinhos BIB (Bag in Box) da Stanley para você conhecer. Uma ótima pedida para churrascos, eventos mais despojados ou para quem não abre mão da taça diária e não quer gastar muito porém também não quer abrir mão do mínimo de qualidade! Lembramos que o evento está limitado a 14 participantes então quem for mais rápido garante sua vaga. Entre em contato com comercial@vinoesapore.com.br , por telefone (11) 4612.6343/1433 ou clique no link aqui do lado.

Salute e kanimambo pela visita. Ainda nesta semana, Malbec Mendell (Expand revival) e os vinhos da Miolo com seu incrível Sesmarias, uma utopia na taça!

Degustando ás Cegas!

Sempre adorei promover e participar de degustações às cegas porque aguça demais nossa  sensibilidade, curiosidade e testa nosso conhecimento. Uma ótima forma de melhorarmos nossa percepção sensorial e ao longo dos anos do blog fiz diversos Desafios de Vinho que, em determinado momento, fizeram muito sucesso entre os amigos leitores. O amigo Luis Otávio (Enopira) diz que este tipo de degustação testa os degustadores e não os vinhos, o que acho um conceito muito interessante e bem próximo da realidade, porém a meu ver é um mix dos dois.

                 Com esse conceito em mente e partindo do principio de que na  loja nada, ou praticamente nada, entra sem que tenhamos provado, recebo inúmeros rótulos para degustação optamos por colocar esses rótulos à prova convidando alguns amigos, clientes e blogueiros amigos para desgustarmos juntos e às cegas. Interessante porque obtemos uma visão descompromissada dos amigos a respeito desses rótulos e lhes pedimos, também, uma percepção de valor!

                A cada encontro desses escolhemos os destaques e, ao final, aprovamos alguns desses rótulos para, se comercialmente viável e existência de espaço físico, fazerem parte de nosso portfolio. No último encontro realizado tive o prazer de contar com a presença do Gustavo e da Bruna, amigos da Vinícola Bella Quinta que, apesar de em São Roque, produzem no sul um gostoso Cabernet Sauvignon que foi aprovado em nossa primeira degustação de avaliação. Pois bem, os comentários, curtos e certeiros que o Gustavo gentilmente nos enviou, compartilho com vocês agora esperando que lhes seja útil e projete uma luz sobre rótulos talvez menos conhecidos sendo que, muitos deles demonstraram ser muito interessantes, vinhos que valem a pena ser conhecidos:

Brancos

1.       Aromas florais de média intensidade, cor limpa amarelo palha, boa acidez com doçura equilibrada.  Nota: 85 (JFC 80) Percepção de Valor: $28;

2.       Aromas cítricos de média intensidade, cor limpa amarelo palha, boa acidez com baixa doçura. Nota: 87 (JFC 87) Percepção de Valor: $38;

3.       Aromas vegetais e terrosos, cor clara quase branco, média acidez com uma delicada adstringência; Nota: 84 (JFC s/nota) Percepção de valor: – ; ( a maioria achou a garrafa prejudicada)

Tintos

4.       Aromas médios de frutas vermelhas, cor rubi de baixa intensidade com bom brilho, média acidez e pequeno amargor, no geral me agradou. Nota: 86 (JFC 82) Percepção de Valor: $38;

5.       Aromas de frutas vermelhas com uma evolução em taça para um caramelo até um tabaco, Rubi média cor com alto brilho, médio taninos, muito equilibrado e elegante. No geral o que mais me agradou, belo vinho. Nota: 88 (JFC 87) Percepção de Valor: $55;

6.       Aromas de azeitona preta e borracha, cor rubi de médio brilho com boca curta. Obs Talvez tenha tido algum problema nessa garrafa, vinho pouco desequilibrado. Nota: – Percepção de valor: -; (JFC s/nota)

7.       Aromas de frutas negras com um leve álcool, cor rubi com bom brilho, Taninos médio com boa evolução em taça, vinho gastronômico. Talvez com uma carne fosse o que mais agradasse. Nota: 88 (JFC 87) Percepção de valor: $55

8.       Aroma terroso, cor rubi com bom brilho, elegante com taninos macios, boa persistência na boca e gastronômico; No geral agradou bastante. Nota: 88 (JFC 89) Percepção de Valor: $50

9.       Aromas de frutas vermelhas e negras com toque de baunilha, Cor rubi com médio brilho, pouco duro no tanino e curto. Nota: 88 (JFC 86) Percepção de Valor: $55

10.   Vinho aromático, rubi de baixa cor, mas bom brilho, na boca macio e levemente picante, no geral um vinho elegante.  Nota: 87 (JFC 85) Percepção de Valor: $45

11.   Aroma frutado com notas típicas de um cabernet e um pouco de álcool presente, cor rubi com alto brilho, taninos equilibrados com persistência na boca, vinho gastronômico. No geral foi o que mais me agradou – excelente vinho. . Nota: 89 (JFC 89) Percepção de Valor: $60

12.    Aroma terroso, cor rubi com tendências para laranja curto pouco tânico e elegante, porém não muito complexo.  . Nota: 87 (JFC 89,5) Percepção de Valor: $45

13.   Cor vermelha jovem, aromas de frutas vermelhas bem aberto, pouco tânico e media complexidade. . Nota: 86 (JFC 83) Percepção de Valor: $40

           Sacanagem não? Díficil entender quando não estamos visualizando e nem sabemos de que vinhos se tratam, certo? Bem, então você acaba de passar pela mesma sensação, uma pena que lhe falta o caldo (rs)!Pois é, isso é uma degustação ás cegas, mas agora descobrirei os rótulos na ordem em que foram servidos e desta forma saciamos sua curiosidade! Clique na foto para ampliar.

 e os vinhos provados foram; 1 – Cest la Vie branco (França) / 2 – Paul Mas Estate Viognier (França) / 3 – T.H. Sauvignon Blanc (Chile) / 4 – Cest la Vie Tinto (França) / Paul Mas Estate Carignan Vielles Vignes (França)/ 6 – Fulvia Cabernet Franc (Brasil) / 7 – Anka Pargua (Chile) / 8 – Gimenez Mendez Puzzle (Uruguai) /9 – Pargua (Chile) / 10 – Veglio Barbera d’Alba (Itália) /11 – Penalolen Azul (Chile) /  12 – Veglio Barolo (Itália) e 13 – Leon & Frida Malbec/Syrah (Argentina).  Destes, foram eleitos os TOP 5, ou seja os grandes destaques entre os vinhos provados sendo que o Leon & Frida teve uma menção honrosa como o grande destaque na relação Custo x Beneficio já que o preço final na loja não alcança os R$30,00!

  • Ranking pessoal do Gustavo: 11, 7, 5, 8 e 9.
  • Ranking do grupo degustador:11,7,12,8, e10
  • Ranking Pessoal: 12, 11,8 com o 2, 5 e 7 empatados.

Já tivemos outras dessas degustações com resultados muito interessantes e, assim que der as comento. Por hoje é so, salute e kanimambo pela visita.

 

Alto Uruguai, uma Nova Fronteira!

Vivendo e aprendendo, se há uma coisa que me é clara é que nossa vinosfera não pára de nos surpreender e, pelo menos eu, descobri uma nova fronteira do vinho brasileiro. Pelo que pude ver ao falar destes vinhos e região para alguns amigos blogueiros, parece-me que não sou o único o que me levou a compartilhar com vocês um pouco mais desta região vitivinícola e seu pioneiro Antonio Dias.

             O conheci nesta Expovinis  tendo seu Tannat me surpreendido muito positivamente e ainda volto para falar do vinho, mas agora  gostaria de compartilhar com vocês a história por trás do vinho e mostrar um pouco essa região denominada Alto Uruguai. Assim pelo nome poderíamos pensar que estivesse próximo ao Uruguai, mas não, está bem distante no norte do Rio Grande do Sul quase fronteira com Santa Catarina tendo como epicentro a cidade de Três Palmeiras a apenas 75 kms de Chapecó (clique no mapa abaixo para ampliar). Na verdade, o nome da região advém de sua relação geográfica com o rio do mesmo nome e não com a país vizinho.

           Altitude ao redor dos 650 metros, solo pedregoso e bem drenado, estações bem definidas, boa amplitude térmica, aparentemente estamos diante de uma região que pode gerar vinhos bastante interessantes e que tem como pioneira a Vinícola Antonio Dias que produz espumantes, e vinhos tranquilos á base de Cabernet Sauvignon, Tannat, Chardonnay, Ancelota, Pinot Noir, Merlot e Touriga Nacional sendo que alguns rótulos já estão no mercado e outros estão a caminho. São apenas cinco hectares de vinhas num projeto iniciado em 2004 e que agora começa a dar seus frutos, porém é também o inicio de uma região já que outros produtores começam a aparecer nem todos, no entanto, ainda pensando em vinhos finos.

 

           Agora volto a falar do Antonio Dias Tannat que provei porque foi um vinho que me chamou a atenção na hora que o levei à boca, mesmo sendo ao final de minha visita à Expovinis ou seja, após ter provado uma boa leva de outros rótulos de diversas nacionalidades e cepas. É um vinho marcante de taninos firmes mas muito sedosos e bem trabalhados, madeira bem colocada dando suporte e não prevalecendo sobre a fruta, boa acidez, boa estrutura, denso, rico, enche a boca de prazer e deixa um retrogosto muito agradável e de boa persistência dando-me a impressão de que, ás cegas, faria bonito em uma prova contra os mais famosos vinhos uruguaios.

          Enfim, uma nova região e um novo produtor no nosso mapa vitivinícola brasileiro a ficar de olho para acompanhar sua evolução. Eu gostei do que provei e vou querer conhecer mais e depois compartilho com vocês. Enquanto isso, se tiver a chance prove esse vinho e me diga o que achou, quem sabe você também não se surpreende.

Salute, kanimambo pela visita e nos vemos por aqui.

Direto do Front da Vini Vinci 2011

            Curto muito estes encontros com vinhos promovidos pelas importadoras, especialmente pelo fato de que é algo mais real e dá para pesquisarmos e garimparmos rótulos que temos disponíveis por aqui nas lojas. Ou seja, nos são acessíveis, em grande ou menor nível em função do preço, mas estão por aí!

          A Vinci, uma empresa do Ciro Lilla que é proprietário da mais importante importadora do momento no Brasil, a Mistral, também tem lá sua estrelas mesmo que não da mesma grandeza da empresa principal. Com essa estirpe e a sempre positiva organização da Sofia Carvalhosa, uma das mais importantes assessoras de imprensa deste mercado, só poderia resultar em sucesso e pude conferir isto “in loco” inclusive escutando os comentários dos que estiveram presentes. Uma sugestão no entanto, ter, numa próxima oportunidade, o núnero da página no catálogo impresso também no estande de cada produtor presente pois facilita a localização, coisa simples e certamente eficaz. Vi e provei bastantes coisas tendo, como sempre, algumas ótimas surpresas.

Sempre Onipresente, um ícone dos vinhos Riojanos e porque não do mundo em função de seu estilo de produzir vinhos, a Viña Tondonia é um must e uma passagem por seu estande, apesar do pingo na taça, é sempre uma benção muito especial, como se estivessemos sendo ungidos por deus Baco. Seus brancos são antigos, complexos e únicos. Seus tintos; magníficos caldos, verdadeiras obras de arte renascentista que, como tal, não estão “á mão” de todos em função do preço, porém são certamente rótulos obrigatórios na “wish list” de qualquer enófilo que se preze!

Clássico, é talvez o principal adjetivo da Caves São João e seus vinhos da Bairrada (Portugal), mais do que do Dão na minha opinião, são vinhos onde a tradicional Baga e a Cabernet Sauvignon geram vinhos extremamente longevos, ricos e marcantes. Seu Quinta do Poço do Lombo 2005 (Baga, Cab. Sauvignon e Camarate) é muito aromático e sedutor pedindo-nos para levar a taça à boca onde ainda se encontra fechado, porém mostrando uma enorme riqueza e estrutura que nos leva a prever que em mais uns três anos, quando ele estiver com dez, estaremos frente a frente, quem conseguir aguardar, com um vinho de grandes qualidade.  Seu Poço de Lobos Colheita 1988 é de uma complexidade ímpar e ainda promete muitos anos de vida gerando prazer a quem se habilitar. Um produtor que pouco conhecia e que conquistou meu respeito.

Luca, a confirmação. Laura, filha de Nicolas Catena, só isso já bastaria para nos chamar a atenção, mas também possue alma própria que descarrega neste vinhos muito marcantes bastante potentes. Esta potência e enorme estrutura se mostram muito presentes tanto no Malbec como no Syrah, mas tenho que reconhecer que o grande destaque, pelo menos a meu ver, são o Pinot Noir e o Beso de Dante um belo corte majoritariamente de Cabernet Sauvignon de Agrelo (solo sagrado do Catena Estiba Reservada) com Malbec.

Surpresas:

  • Guerrieri-Rizzardi, produtor do Veneto com uma tradição de mais de 500 anos na região. Bons Ripasso e Amarone, mas o grande destaque, não só dele como de tudo o que provei no dia, é o seu branco doce Recioto di Soave 2003, só 2600 garrafas produzidas, que aparentemente estão esgotadas no mundo, estando aqui em terras brasilis, algumas das últimas disponíveis ao consumidor.
  • Rust em Vrede uma das mais antigas e tradicionais vinícolas Sul-africana que produz vinhos muito bom corpo, alto teor de álcool (15%), porém muito bem equilibrados gerando um tripé (álcool, taninos,acidez) que indica estarmos diante de vinhos que deverão envelhecer, mesmo os da parte debaixo da pirâmide, muito bem. Gostei muito de seu Merlot 2009, ainda bem fechado, mas me encantei com seu Rust em Vrede Estate 2007, uma beleza de vinho, muito sedutor e elegante elaborado com um corte de Cab. Sauvignon (60%), Shiraz (30%) e Merlot.

Muito bons:

  • Comenge Biberius e Crianza, espanhóis de Ribera Del Duero. Ótima relação cust x Beneficio para o Biberius, mas o que mais me encantou foi o Crianza 2006 que também está com preço muito bom para o que entrega, algo ao redor de R$90,00.
  • Chanson Merceurey e Chambolle-Musigny, com destaque para o Merceurey de bom preço (por volta dos R$100) e muito saboroso.
  • St. Michael-Eppan da região de Sud-Tirol no norte da Itália, Bolzano quase fronteira com a Áustria, que possue uma cepa autóctone que gera vinhos muito interessantes, a Lagrein, mas também elabora um muito bom Alto Adige Pinot Nero Sanct Valentin. Tinha uma degustação agendada e tive que sair correndo, uma pena porque este produtor merece ser melhor explorado inclusive nos brancos.
  •  Bera, produtor clássico do Piemonte com vinhos muito bons e de bom preço tendo me surpreendido seu Dolcetto d’Alba com mais corpo de que costumeiramente estamos habituados e um belo Barbaresco

Os de Sempre: Errazuriz/Chile com seu delicioso The Blend, Angheben/Brasil e seu marcante Teroldego, La Posta/Argentina e seu campeão de relação Custo x Beneficio, o “Best Buy” Cocina Blend,  Robertson Winery/África do Sul com seu Chenin Blanc e Pinotage também na lista de “Best Buys”, CVNE/Espanha com seu clássico e divino Imperial Gran Reserva 99, Champagne Henriot/França com seu Brur Millésime 98.

Personalidades: Rupert Dean, o inglês bonachão que mora, tadinho, no Lago de Garda e cuida dos negócios internacionais da Guerrieri-Rizzardi e Kobie Lochner o simpático gerente de marketing da sul-africana Rust em Vrede que fizeram diferença.

             Como não consegui ver tudo, como de praxe, sugiro acompanhar os relatos dos amigos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte), Gustavo (Enoleigos), Jeriel da Costa (Blog do Jeriel), Alexandre (Diario de Baco) e André (Enodeco) que certamente trarão outras noticias e outros destaques deste agradável evento. Grato aos amigos da Vinci, Ciro Lila e Sofia pela oportunidade. Salute e kanimambo pela vista.

Qual o Melhor Vinho Sul Americano

             Não é de hoje que volta e meia me perguntam quais os melhores vinhos, argentinos ou chilenos? Bem, obviamente que é uma daquelas indagações sem resposta, mas me causa estranheza pois nunca incluem os uruguaios e brasileiros nessa equação. Sim se pegarmos os vinhos mais tops tanto da Argentina quanto do Chile, certamente serão melhores que os do Uruguai e Brasil, mas quantos de nós tomamos só os tops e com tamanha assiduidade?! Num patamar mais mediano, entre R$60 a 120,00 qual é a realidade? No intuito de tentar buscar respostas, mesmo que só para o momento, decidimos criar na Vino & Sapore, um Desafio de Blends Sul-americanos em que provaremos às cegas sete diferentes rótulos. Dois de cada; Argentina, Brasil e Chile mais um Uruguaio. Deste último só um porque se não seriam rótulos demais para degustar, apesar de sete já serem um montão!

             Não poderia deixar esse privilégio fechado, então abrimos ao publico leitor de Falando de Vinhos e clientes da Vino & Sapore, a possibilidade de curtirmos juntos essa gostosa experiência. Sem influência de preço e rótulo, qual o melhor vinho e qual será o país vencedor desse Desafio de Vinhos? Bem, dia 31 de Maio às 20 horas, você poderá participar desse evento mediante reserva e pagamento de apenas R$60,00 por participante. Vos encontro lá? Veja abaixo a lista do que será degustado, lembrando que tinha inicialmente escalado o Salton Talento como um dos Desafiantes pelo Brasil, mas como gosto de colocar na taça coisas diferentes que possam nos surpreender, o substitui pelo Minimus Anima 2008 de Marco Danielle. São só 13 vagas, então não hesite e ligue (011-4612.6343 ou 1433) ou envie já seu e-mail para comercial@vinoesapore.com.br.  Para ver onde fica a loja, acesse http://www.vinoesapore.com.br/loja.html.

Argentina:

  • Trumpeter Reserva 2007 (Tempranillo/Cabernet Sauvignon/Malbec) – R$69,00
  • Luca Beso de Dante 2007 (Cabernet Sauvignon/Malbec) – R$110,00

Brasil:

  • VF 2005 – Vila Francioni (Cab. Sauvignon/Cab. Franc/Merlot/Malbec ) – R$99,00 
  • Marco Danielle Minimus Anima 2008 (Cab. Franc/Cab. Sauvignon/Alicante Bouschet/Merlot) – R$72,00

Chile:

  • Villard L’Assemblage Grand Vin 2005 (Cab. Sauvignon/Merlot/Syrah) – R$72,00
  • Erasmo 2006 (Cab. Sauvignon/Cab. Franc/Merlot) – R$110,00

Uruguai:

  • Menendez Mendez Puzzle 2008 (15 cepas das quais quatro brancas) – R$85,00 

Bem, agora me voy porque tem Vini Vinci e amanhã tentarei transmitir noticias do front com aquilo que tenha despertado minha curiosidade por lá. Salute e kanimambo

Vertical de Don Melchor

          Quem quer marcar encontro comigo neste próximo dia 25 num evento para lá de especial? Juntamente com o amigo Jeriel Costa, experiente degustador, colecionador de bons rótulos e especialista nos vinhos do Chile, a Vino & Sapore promoverá uma degustação vertical para poucos!  Ícone chileno, estamos diante de uma rara oportunidade de provar este grande vinho de seis safras diferentes. Não é todo dia que aparece uma oportunidade destas e certamente completa uma programação de Maio em grande estilo. O Jeriel, um dos blogueiros do vinho mais conhecidos e respeitados do Brasil com seu Blog do Jeriel, traz esses vinhos de sua coleção pessoal e nos contará um pouco da história por trás deste mito chileno que desde 1993 alcança no minimo 90 pontos na avaliação da Wine Spectator com exceção dos anos de 98 e 96 quando obteve “somente” 89 pontos. Destas safras, estaremos provando seis e ás cegas, inclusive a 2005 reconhecida como o melhor Don Melchor de sempre, até agora:

 Safra

1999

2000

2002

2004

2005

2006

Wine Spectator

92

94

92

93

96

94

Robert Parker

93

89-91

90

94

95

95

Wine Enthusiast

91

      –

91

92

93

94

         Para esta degustação muito especial em que serão disponibilizadas somente 10 vagas, o investimento será de R$250,00. O Jeriel fará uma curta palestra sobre este mito chileno antes de iniciarmos a prova, enquanto preparamos o palato tomando um delicioso Valmarino & Churchill, e ao final uma surpresa que divulgaremos posteriormente. Por um custo menor do que uma garrafa desse prestigiado e renomado rótulo, você terá o privilégio de provar seis safras. Este tipo de evento não tem todo o dia, então não hesite pois já só sobram sete vagas. Abaixo a vitimas que serão traçadas no evento.

           Vai perder? A Granja Viana é bem pertinho, logo aqui no KM 24 da Rodovia Raposo Tavares, sim aquela dos móteis, então dá até para extender o programa! Para quem se interessar, ligue para (11) 4612.6343/1433 ou envie e-mail para comercial@vinoesapore.com.br e veja como garantir sua vaga.

 Bem, por hoje é isso, salute e kanimambo pela visita