Degustações

Destaques do Wine Day

             Rescaldo feito, não existe evento desses que não tenha seus destaques, mas fica difícil decidir já que a qualidade média foi muito boa, apesar de eu ser suspeito para falar.  Deixei então, que o caixa falasse, pois ele é o reflexo fiel do gosto dos amigos que puderam estar presentes neste nosso primeiro Wine Day.

Top de Vendas – os pratos gourmet da Voilá em que os consumidores foram unânimes em elogiar pelo fato de serem totalmente diferentes do que se conhece de pratos congelados. Dá até para tapear a sogra! rs Show de bola Emerson!!!!

Vinhos mais vendidos:

  • Vale da Mina tinto reserva, um alentejano que agradou a maioria. (Vinho Sul)
  • Anselmann Riesling – este branco surpreendeu e foi uma das mais celebradas relações Qualidade x Preço x Prazer do evento. (Vinhos do Mundo)
  • Punto Final Etiqueta Negra – um malbec muito bem elaborado, saboroso e elegante. (Vinhos do Mundo)
  • Dos Fincas Cabernet/Merlot – aquele vinho campeão no quesito Qualidade x Preço x Prazer que, abaixo de R$30,00 consegue ter 91 pontos da Wine Enthusiast. Na minha visão, nota um pouco exagerada, mas não deixa de ser uma bela compra e, para mim, o Smart Buy do evento. (WW Wines)
  • I-Castei Costamaran Valpolicella Ripasso – para acabar de vez com os preconceito contra os vinhos desta região. Do básico ao Amarone, este produtor só nos entrega belos e saborosos vinhos. (Decanter).
  • Muros Antigos Loureiro – o frescor dos vinhos verdes em todo o seu esplendor, parceiro ideal para o verão e frutos do mar! (Decanter)
  • Cava Palau Brut – recém chegada  ao Brasil é leve, equilibrada e muito fresca, chegou bem a tempo de alegrar nossas festas e verão. (Vinho Sul)
  • Juan Gil Vinhas Velhas (Jumilla) e Dios Ares Crianza (Rioja) – o primeiro é 100% Monastrel e o segundo Tempranillo. Cada um com seu jeito, estilo e faixa de preço, mas ambos caíram no gosto do publico. (Mercovino)
  • Poggio del Sasso Sangiovese – escutei diversas opiniões contraditórias, mas o caixa confirmou, vinho aprovado pela maioria, tanto que só restou uma garrafa para contar a história. (WW Wines)

Surpresas:

  • Apresentamos dois vinhos de sobremesa, o argentino Vina Amalia Vendimnia Tardia (Sauvignon blanc, Sauvignon Gris e Viognier) e o Boca Negra Dulce de Alicante/Espanha tinto elaborado com Monastrel. Num país pouco afeto aos vinhos de sobremesa, eis que as vendas no dia superaram expectativas e me deixaram imensamente feliz pois gosto muito deste estilo de vinhos e este resultado me motiva a ampliar e diversificar meu portfolio destes rótulos.
  • Do nada, decidi abrir duas embalagens de Ostras Defumadas da Marithimus, já que estávamos com uma Cava em degustação. Mon Dieu, bão demais da conta e a aprovação foi geral a ponto do estoque ter zerado e aí sairam também o polvo, mexilhão, salmão. Realmente meu amigo Antonio Carlos, lá em Floripa, está de parabéns pelos produtos que elabora com tanto esmero.

Consagração: Como já de praxe na Vino & Sapore, as Ballas de Chocolate da Isa Amaral marcaram presença e encheram de prazer o pessoal presente. Na verdade, há que ser sincero, o casamento com o Boca Negra Dulce não foi o esperado e ainda acho que um bom Porto é melhor, mas como resistir! O bom destas Ballas de Chocolate é que não precisam de nada mais, são deliciosas.

       Bem, esse foi o reflexo do gosto do povo, mas e o meu?! rs É, também tenho direito a meus pitacos, certo?

  • Melhor Vinho da noite – Chono Premium San Lorenzo 2009, orgânico, um jovem e complexo  corte de  Carménère, Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc e uma pitada de Petite Sirah, que mostrou muitas qualidades e uma imensa capacidade de guarda. Decantado ou guardado para ser tomado daqui a uns dois anos e teremos um néctar na taça. (Vinho Sul)
  • Surpresa da noite – fazia tempo que não tomava e estava delicioso, Amalaya de Colomé. Produzido em Salta em região produtora de vinhos das mais altas da Argentina (entre 1700 a 2300 metros), este blend de malbec, cabernet sauvignon, syrah, tannat e bonarda (na ficha constava, equivocadamente, só malbec) está delicioso na boca e numa faixa de preços para fazer a felicidade muita gente, bem abaixo dos R$50,00! (Decanter)

       Para quem veio, ou enviou seu apoio, um kanimambo muito especial, pois mais do que o sucesso comercial que, obviamente, é importante, adorei a alegria e “good vibrations” no ar. É isso que me encanta em nossa vinosfera e ao sentir isso na Vino & Sapore da forma como senti nesse encontro, fica a certeza de que o caminho, mesmo que por vezes bem difícil, é esse! Podia encher de fotos, mas influenciado por essas vibrações positivas e energia (como dito pelo Fernando em seu comentário) que tal curtir um pouco de Beach Boys, 1968! Se estiver em local adequado, aumente o som e vibre junto!

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Versão 1979, a mesma “vibe” 10 anos depois

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Versão 1985 eh, eh, quase 20 anos depois, o que é bom persiste no tempo!

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Salute amigos e Quinta tem mais. Kanimambo!

Degustando Nebbiolos

            O amigo Luiz Otavio (Enopira), o papa-mor da vinosfera Piracicabana e profundo conhecedor fez esta degustação bastante interessante e, como tenho alguns desses rótulos na Vino & Sapore, com asterisco, decidi unir o útil ao agradável publicando aqui suas experiências com esses caldos. Eis seus comentários:

1-      Dessilani Ghemme DOCG 2003

Produtor- Dessilani Luigi e Figlio- Fara Novarese- Novara- Piemonte- Itália.

Castas- 90% Nebbiolo (Spanna), 5% Vespolina e 5% Uva Rara (Bonarda Novarese).

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 18 meses em Botti grande de carvalho francês e da Slavonia.

Preço- R$ 120,00

Serviço- Aberto uma hora antes e servido a 18ºC

Bom vinho, mas já no limite e em minha opinião em declínio. Muita borra e em processo de formação da mesma muito rápido quando aberto. Leve balsâmico e algo arestado. Já teve melhores dias. Nota 88

 2-      Dessilani Gattinara DOCG 2003 *

Produtor- Dessilani Luigi e Figlio- Fara Novarese- Novara- Piemonte- Itália.

Castas- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 24 meses em Botti grande de carvalho francês e da Slavonia.

Preço- R$ 120,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Muito bom vinho, viril, amadeirado, levemente rústico, agüenta mais uns 5 anos. Nota 90

3-      Piero Busso Barbaresco Mondino DOCG 2007 *

Produtor- Piero Busso- Neive- Cuneo- Piemonte- Itália.

Castas- Nebbiolo do vigneto Mondino

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em Botti grande de carvalho

Preço- R$ 190,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Excelente barbaresco, um dos melhores que provei, muito elegante, sutil, groselhas deliciosas. Nota 94

4-      Piero Busso Barbaresco San Stunet DOCG 2006

Produtor- Piero Busso- Neive- Cuneo- Piemonte- Itália.

Castas- Nebbiolo de vigneto San Stefanetto

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 meses (70% em Botti grande de carvalho e 30% em barricas)

Preço- R$ 290,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Excelente barbaresco, mais fechado, viril, complexo. Nota 93

 

5-      Cascina Ballarin Barolo Tre Cìabot DOCG 2005 *

Produtor- Cascina Ballarin- La Morra- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- Nebbiolo de vigneto em La Morra.

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 24 meses em Botti de carvalho Slavonia; toneis e barricas de carvalho Francês.

Preço- R$ 186,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Muito bom Barolo, num estilo mais moderno, bom custo/beneficio. Nota 92

6-      Cascina Ballarin Barolo Bricco Rocca DOCG 2005

Produtor- Cascina Ballarin- La Morra- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- Nebbiolo de vigneto em La Morra.

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 24 meses em Botti (10 e 20 hl) de carvalho Slavonia

Preço- R$ 332,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom, viril, complexo, num estilo mais tradicional. Nota 93

7-      Gaja Sperss Langhe DOC 2005

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- 94% Nebbiolo e 6% Barbera

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 1.050,00

Serviço- Decantado por três horas e servido a 18ºC

Este vinho não  é classificado como DOCG Barolo, visto que o Gaja não abre mão de um pouco de Barbera para ajudar na acidez do vinho, o que não é permitido pelas regras da DOCG. Muito fechado ao ser aberto, um pouco rústico, teve uma evolução fantástica no decanter, e se o Bussia estava bem melhor que ele no inicio, com o tempo foi melhorando e ficou como o melhor dos Barolos, para 11 dos 12 participantes. Eu fui o único a votar no Bussia, talvez mais por teimoso, já que tinha gostado mais dele no inicio e quase até o final da noite; mas devo confessar, no final da taça, já no outro dia, o Gaja estava melhor.

Grande vinho. Nota 95

 

8-      Cascina Ballarin Barolo Bussia DOCG 2005

Produtor- Cascina Ballarin- La Morra- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- Nebbiolo de vigneto Bussia de Monforte D’Alba

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 24 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 332,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Excelente vinho, elegante, harmônico, muitíssimo equilibrado, madeira muito bem colcoda, talvez num estilo mais moderno, gostei muito. Nota 95

 

9-      Rainoldi Sfursat di Valtellina DOCG 2007

Produtor- Aldo Rainoldi- Chiuro- Sondrio- Lombardia- Itália

Castas- 100% Chiavennasca (Nebbiolo)

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em tonel de carvalho e 12 meses em garrafa.

Preço- R$ 190,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Muito bom vinho, complexo, nebbiolo passificada por 3 meses, mas não deixando açúcar residual aparente.

Acredito que este vinho harmoniza muito bem com chocolate amargo e carne com molho de queijo azul. Nota 92

           Bem é isso por hoje. Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou na Vino & Sapore onde preciso garantir o leite das crianças!

Dicas da Semana I

Dicas da Semana hoje chega em duas etapas. Uma agora pela manhã e outra mais tarde, com mais ótimas sugestões de programas para a semana que vem. Não deixe de aproveitá-las descobrindo novos sabores e sensações enogastronomicas.

 Wine Day na Vino & Sapore  dia 29/10 – O encerramento das festividades de aniversário da loja mais charmosa e bem estruturada para atender os enófilos da região oeste de São Paulo, Embu, Cotia, Vargem Grande e São Roque, situada estratégicamente na idílica, ainda, Granja Viana. Uma festa de sabores com uma série de rótulos escolhidos a dedo para seu deleite e conhecimento. São vinte e cinco rótulos trazidos por nossos principais parceiros mostrando uma diversidade de sabores e cepas que valem ser conhecidos. Afora os vinhos, a Voilá, fornecedora de nossa saborosa linha de pratos gourmet, também brindará os presentes com porções degustação de três de seus principais pratos sem contar as Ballas de Chocolate da Isa Amaral que dispensam apresentações, mas acompanhadas de uma taça de Boca Negra Dulce é algo único! Vejam só o que vem por aí:

  • DecanterMuros Antigos Loureiro (Portugal/Minho) / Amalaya (Argentina) / Paul Mas Carignan vinhas velhas (França/Languedoc) / Caldas (Portugal/Douro e Valpolicella Ripasso Costamaran (Itália/Veneto)
  • Vinhos do Mundo – Anselmann Riesling (Alemanha/Pfalz) / Tyrrel´s Pinot Noir (Austrália) / Punto Final Malbec etiqueta negra (Argentina) / Casa Silva Reserva Carmenére (Chile) / Boca Negra Monastrel Dulce (Espanha/Alicante)
  • MercovinoSolar dos Lobos Branco (Portugal/Alentejo) / Lauquita Merlot (Chile) / Dios Ares Crianza (Espanha/Rioja) / Juan Gil Vinhas Velhas (Espanha/Jumilla) e o Cascina Ballerin Dolceto d’Alba Pilade (Itália/Piemonte) 
  • Vinho Sul – Palau Cava Brut (Espanha/Penédes) / Van Zeller’s Rosé (Portugal/Douro) / Ragazza Merlot (Uruguai) / Confini Chianti Classico (Itália/Toscana) e  Van Zellers Tinto Reserva (Portugal/Douro)
  • WW Wines – Vina Amalia Sauvignon Blanc (Argentina) /  Dos Fincas Cabernet/Merlot (Argentina) / Poggio del Sasso Sangiovese (Itália/Toscana) /  Leonardo Monalisa ChiantI  (Itália/Toscana) e Vina Amalia Late Harvest (Argentina).
  • Voilá – os amigos da Voilá darão a degustar alguns de seus deliciosos pratos gourmet em porções degustação; Cordeiro Ensopado com Cenoura e Batata Doce – Cassoulet – Moqueca de Frutos do Mar

Vai ficar marcando passo? Somente R$40,00 por cabeça e totalmente revertidos em crédito na compra de vinhos. Não deixe de comprar seu convite com antecipação já que somente estarão disponíveis 50 vagas e aproveite para praticar o que de mais gostoso existe em nossa vinosfera, o garimpo! Venha descobrir novos valores e reencontrar alguns, das 17 às 21 horas e ainda concorra a uma cesta especial Vino & Sapore com delicias enogastronomicas. Acesse o este link para conhecer mais da loja e ver mapa de localização ou ligue para (11) 4612.6343 ou 1433, entre 11 e 19 horas, para maiores informações.

 Aproveitando, a Vino & Sapore informa que chegaram os chilenos! Sim, chegaram os vinhos que fizeram a cabeça de quem os provou no festival do Chile realizado em Setembro com rótulos destaque no Wines of Chile deste ano e na degustação didática sobre as uvas, vinhos e vales, apresentada pelo enófilo e blogueiro Cristiano Orlandi, deste simpático país de terroirs tão diversos. Todos já chegaram e estão à sua disposição, uma bela seleção!.

  • Chocalan Malvilla divino Sauvignon Blanc de San Antonio
  • Chocalan Blend (Cab. Franc/Syrah/Cab. Sauvignon/Malbec/Carmenére e Petit Verdot)
  • Chono Premium San Lorenzo (Carménère, Cab. Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc, Petite Sirah)
  • Summit 2900 Sauvignon Blanc
  • William Févre Espino Chardonnay
  • Erasmo (corte Bordalês)
  • Chacai (Cabernet Sauvignon com Cabernet Franc)
  • Rayun Chardonnay Reserva
  • Perinacota (Syrah e Carignan)
  • Haras Character Syrah

Salute e kanimambo, daqui a pouco tem mais Dicas da Semana que é para não alongar demais este post. Valeu e aguardamos você na Vino & Sapore.

Seis Syrahs no Saca Rolhas

        Tenho degustado muita coisa legal em diversas degustações fora e também na Vino & Sapore, mas a falta de tempo não me tem permitido colocar no papel e tela essas experiências. Uma destas ocorreu ainda esta semana quando a confraria Saca Rolhas se reuniu para degustar vinhos Syrah de diversas origens. Uma bela degustação com um patamar de qualidade muito boa. Dois rótulos australianos, um francês, um português, um chileno e um sul-africano disputaram o título de melhor da noite.

Knappstein Shiraz 2008 (Austrália)– vinho de boa tipicidade da região, fruta madura, boa acidez, taninos equilibrados e um final de boca macia é um vinho redondo e fácil de gostar que possui uma ótima relação Qualidade x Preço x Prazer. Daqueles vinhos que, mesmo não sendo arrebatadores, terminam rápido na taça e pedem mais uma! (R$85)

St. Joseph Brunel de la Gardine 2007 (França/Rhône)– é sempre um prazer levar este vinho á boca por sua complexidade, riqueza de sabores e forma como ele se abre na taça tanto no sentido olfativo como no palato. Mais uma vez mostrou que é um vinho muito agradável porém se dá melhor com comida do que solo. Belo vinho, muito equilibrado, sem arestas e o quarto melhor do painel o que mostra que degustamos coisa muito boa nesta noite. (R$105)

Secreto Syrah 2009 (Chile)– na cor já mostra toda a sua diferença de terroir e conceito, mostrando-se cremoso na boca, fruta bem madura, boa estrutura, madeira bem presente, mas tem algo mais nessa composição do que somente Syrah, só não sabemos o quê e o produtor não diz! Saboroso, mas um degrau abaixo dos demais. (R$71)

Schild Estate Shiraz 2008 (Austrália/Barossa)– um senhor vinho que demora a abrir no olfato mas explode na boca causando um emaranhado de sensações. O 2005 já era muito bom e reinou por muito tempo nas diversas degustações que promovi ao longo dos últimos 4 anos, mas este chegou para chacoalhar o mercado e não é á toa que chegou onde chegou na avaliação da critica internacional, em especial da Wine Spectator que o destingiu com o sétimo lugar entre os top 100 de 2010. Muito rico, fruta madura (ameixa vermelha?) perfeitamente equilibrada com uma acidez no ponto e taninos muito finos e elegantes, um final de boca interminável em que aprecem nuances de tabaco, baunilha e pimenta. Não sei se é um blockbuster, mas certamente é difícil encontrar um vinho desta qualidade por pouco mais de 100 Reais. Faturou a noite com cinco primeiros lugares entre os doze participantes presentes, valendo cada tostão! (R$110)

Corte de Cima Syrah 2009 (Portugal/Alentejo)– para mim a maior surpresa da noite, um alentejano de grande qualidade que seduziu a maioria a ponto de alcançar a segunda posição da noite tendo sido para alguns o vencedor! Equilibrado, macio, madeira bem integrada, frutado e suculento, final muito saboroso, especiado, envolvente e de longa persistência, fazendo jus á fama deste produtor é uma das estrelas do Alentejo possuindo um portfolio de muita qualidade. (R$98)

Raka Biography 2009 (África do Sul) – escuro e denso mostrando-se muito equilibrado despertando sensações diferentes e alguns “uaus” entre os confrades e confreiras presentes. Talvez a melhor garrafa deste vinho que já tive oportunidade de provar. Aromas intensos e muito peculiares (café tostado/mineral/tabaco), encorpado, entrada de boca impactante mostrando uma personalidade muito própria e diferenciada de todos os outros vinhos tomados. Chegou de mansinho e levou o terceiro lugar da noite. (R$97)

        Este é somente nosso segundo encontro e já alcançamos, a meu ver, um patamar de qualidade muito bom com vinhos de preços médios. Agora é seguir garimpando trazendo á prova outros rótulos na busca de novas sensações e sabores. Junte os amigos você também, monte sua própria confraria  ou participe de degustações pois é uma ótima e agradável forma de ganhar litragem e descobrir os rótulos que mais lhe agradam sem ter que gastar muito,  transformando sua próxima compra em algo mais seguro reduzindo o risco de decepções.

       Uma curiosidade sobre os vinhos elaborados com esta cepa é de que afora a Austrália onde ela virou ìcone, o Chile vem produzindo alguns exemplares de muita qualidade, inclusive de clima mais frio, e na África do Sul onde ela está presente nos melhores vinhos de corte produzidos assim como em varietais. Garimpe por lá, você não deverá se frustar com as descobertas!

Salute e kanimambo

O Melhor Vinho Brasileiro?

        Como em qualquer tentativa deste gênero, certamente uma utopia, porém essas iniciativas são sempre interessantes pois provocam reflexão, trazem á prova uma série de rótulos menos conhecidos e quebram tabus. Utopia porque para que isso fosse verdade todos os vinhos produzidos no Brasil teriam que passar pela prova dos degustadores o que é inviável! Promovido pelo amigo Gustavo (Enoleigos) com apoio da Ibravin e a inestimável colaboração da Pizzaria Speranza no Bexiga, tive o privilégio de fazer parte de um pequeno grupo de pessoas convidadas a fazer parte desta banca de degustadores quando 19 vinhos foram colocados à prova. As fotos são do Gustavo e no blog deles você poderá ter ainda mais informação sobre esta degustação.

       No geral, um painel de vinhos de qualidade média boa e algumas surpresas tanto de resultado geral, fruto da média das notas, quanto de alguns vinhos que performaram muito bem e outros nem tanto. Vinho ruim, no entanto, não houve. Abaixo montei uma tabela de resultados da média da banca degustadora e a minha visão pessoal, mas antes alguns comentários:

  • Lote 43 2008 – A última vez que provei foi o 2004 e aquela garrafa me pareceu em franco processo descendente já procurando seu espaço de descanso eterno tendo me decepcionado. Este 2008 mostrou um enorme equilibrio, taninos finos bem presentes, frutos negros e alguma especiaria, complexo sendo ainda um vinho jovem que vai evoluindo na taça de forma muito agradável. Dei-lhe 87,5 pontos versus a média da banca que ficou em 86.
  • Dal Pizzol Touriga Nacional – estive presente em seu lançamento há pouco mais de três anos  e fico feliz que esta nova safra tenha comprovado tudo aquilo que achei naquele momento.  
  • Chesini Gan Vin – provei este vinho na loja após uma tremenda vertical de Don Melchor e o vinho se houve muito bem, mas ficou aquém nesta prova. Preciso abrir mais uma para conferir!
  • Storia 2006 – comprovou, pelo menos com esta garrafa, que está longe de seu incrível irmão mais velho o 2005. Esse sim um grande vinho e um dos melhores vinhos brasileiros que já tomei.
  • Salton Talento –  ano após ano esse vinho demonstra uma tremenda confiabilidade batendo muitos vinhos, inclusive estrangeiros, quando provado ás cegas.
  • Pizzato Concentus – a meu ver foi esta a grande surpresa do painel, já que foi minha terceira nota mais alta.
  • Tannat Don Laurindo – do ganhador, que foi meu sexto colocado, fica-me na memória sua paleta olfativa incrivelmente sedutora e marcante que só não ficou melhor na minha avaliação pois não entregou na boca aquilo que prometia no nariz, mas um belo vinho.
  • Angheben Teroldego e Minimus Anima do Marco Danielle – pouco conhecidos do grande publico comprovaram ser vinhos diferenciados a serem descobertos. Uma pena que não tivéssemos aqui um Valduga Arinarnoa e um Churchill Cabernet Franc, teria sido muito interessante. Dormi no ponto, deveria ter levado da mesma forma que fiz com o Minimus Anima!

Ranking da Banca

Ranking Pessoal

Rótulo

Safra

Preço

Dom Laurindo Tannat 10 anos 2005 R$105,00
13º Villa Francioni VF 2005 R$115,00
18º Rio Sol Paralelo 8 2007 R$70,00
12º Dal Pizzol 200 anos Touriga Nacional 2009 R$35,00
Miolo Lote 43 2008 R$100,00
Salton Talento 2006 R$70,00
Marco Danielle Minimus Anima 2008 R$75,00
Pizzato Concentus 2005 R$50,00
11º Valmarino Reserva da Familia 2005 R$70,00
Angheben Teroldego 2005 R$70,00
10º Cordilheira de Sant’Ana 2004 R$60,00
11º Aurora Millésime 2008 R$50,00
12º 17º Viapiana Gerant Sem Safra R$195,00
13º Boscato Gran Reserva Merlot 2005 R$75,00
14º 15º Valduga Storia 2006 R$115,00
15º 10º Pericó Pinot Noir 2010 R$50,00
16º 14º Lidio Carraro Quorum 2005 R$115,00
17º Marco Danielle Fulvia Pinot Noir 2009 R$120,00
18º 16º Chesini Gran Vin Cabernet Sauvignon 2005 R$55,00

         Os preços podem variar, até em função de sua origem já que os preços no Rio Grande do Sul são bem inferiores aos de São Paulo que paga 31% para os importar. O ganhador ficou com uma média de 87,15 pontos e o último colocado com 80,90. Já meu último ficou com 80 pontos, sendo que para finalizar meu ranking acabei desempatando alguns vinhos com uma análise mais criteriosa aqui em casa.

        Não poderia deixar de finalizar este post sem mencionar a Pizzaria Speranza e seu staff pelo ótimo serviço, simpatia e atendimento. Gente,  fazia tempo que não comia uma pizza de Margherita como essa, é certamente um motivo para dar uma passada por lá sem contar aquele pão de linguiça (Tortano) que é divino!

       Salute, kanimambo e sigo dizendo; vinhos brasileiros cresceram muito em qualidade valendo a pena fazer parte de sua mesa, o problema continua sendo preço e estratégia comercial. Um dia , espero, conseguirão equacionar esses três pontos, torço por isso!

Um Sassicaia Cortou o meu Caminho

         Até aí, nenhuma grande novidade!  Não que este seja visita constante, mas não chega a ser nenhuma grande novidade também, só que não foi esse rótulo que você conhece apesar deste também levar o selo de qualidade Incisa Della Rocchetta . Tão pouco foi o azeite que você já ouviu falar. Este Sassicaia foi diferente, algo mais inusitado e único que me seduziu por completo numa degustação em que estive ontem e olha que eu não sou assim tão chegado em destilados! Aliás, como dizem os ingleses. “it swept me off my feet”!

        O saudoso Angelo Fornara um dia me disse que sua mamma possuía uma sabedoria muito pessoal sobre vinhos que ele respeitava muitíssimo. Enchia o copo, olhava, cheirava, levava á boca e dava seu veredito; “mi piace ou no mi piace”! Invariavelmente estava certa. Minha relação com destilados, apesar de algum treinamento olfativo e palativo em decorrência do vinho, anda um pouco por aí e, neste caso, mi piace molto!!!

O Sassicaia que cruzou meu caminho foi esse aqui do lado da Poli Elegant, por sinal também muito boa. Uma grappa produzida pela Poli na região do Veneto e trazida pela Zahil. Jacopo Poli é um destilador que resgatou a história de seus antepassados, produtores desde 1898 e tem uma frase que acho genial; “O segredo de fazer uma boa grappa é simples. Um precisa de bom e fresco bagaço fermentado de uvas e 100 anos de experiência”!  Neste caso, bagaço fermentado de Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon envelhecido por  quatro anos quando termina seu afinamento com seis meses em barricas usadas pela Sassicaia. Muito aromática, estruturada e elegante com a madeira lhe aportando uma complexidade adicional, difícil descrever todas as sensações sentidas,  mas  no site o produtor a chama de majestosa e tendo a acompanhar essa descrição!

          Uma grappa de meditação, como um vinho que lá provei e depois comentarei, para curtir com calma vendo o sol se pôr ou ao lado de uma lareira numa noite fria. Há muito não me entusiasmava tanto com algo de origem etílica. Não sei se é caro, não tenho parâmetros de comparação pois essa não é minha praia, mas custa uma grana legal, algo ao redor de R$520,00, que se estiver sobrando recomendo usar na compra de uma garrafita dessas e curtir com moderação, é excepcional!

        Dos vinhos provados falo num outro dia, mas garimpei um verdadeiro achado – um saboroso Rioja com 18 meses de Crianza por um ótimo preço – descobri um ótimo Malbec, que normalmente não me impressionam muito,  e confirmei a grandeza dos vinhos da Casa Ferreirinha! Por hoje é só, salute, kanimambo e bom fim de semana.

Chile – Suas Uvas, Vales e Vinhos

             O quanto realmente conhecemos da diversidade de uvas e vales que compõem esse grande produtor mundial de vinhos com presença no mundo inteiro? Por aqui, sua influência é enorme, mas pouco sabemos sobre as características que fazem com que um Syrah do Vale Central seja diferente de um do Elqui ou do porquê a Pinot Noir de Casablanca seja, pelo menos na teoria, melhor que o de Maule. Para conhecer um pouco mais sobre esses vales e suas peculiaridades visando melhorar nossa avaliação na hora da compra, a Vino & Sapore convidou o enófilo amante da boa gastronomia, enoblogueiro conceituado e estudioso dos vinhos do Chile, Cristiano Orlandi do blog Vivendo Vinhos, a compartilhar conosco de suas experiências e garimpo por essa diversidade. Veremos em que vales cada uma das principais uvas produz os vinhos mais marcantes e o que esperar deles. Aliás, seu diário de visita a vinícolas chilenas é de dar água na boca e um verdadeiro guia para os amigos que por lá desejem se aventurar.

         Enquanto batemos um papo com o Cris e ele nos conta um pouco de suas experiências compartilhando seu conhecimento conosco, provaremos alguns vinhos representativos de alguns destes principais vales tirando nossas próprias conclusões.

  • Sauvignon Blanc – Vale de San Antonio  – Chocalan Malvilla ou Casa Marin Laurel
  • Pinot Noir – Vale de Casablanca – Terranoble Reserva Pinot
  • Carmenére – Vale de Colchagua – Casa Silva Los Lingues Gran Reserva
  • Cabernet Sauvignon – Vale de Aconcagua – Errazuriz Max. Reserva
  • Syrah – Vale de Curicó – El Milagro
  • Blend – Vale do Maule – Erasmo (corte bordalês)

          Esta degustação didática acontecerá na Vino & Sapore na Granja Viana , clique no link para ver mapa, no próximo dia 26 ás 20:00 horas com vagas limitadas e só no boca a boca já se foram algumas, então não hesite e ligue ou envie seu e-mail  logo para fazer sua reserva. O investimento é de R$65,00 por cabeça e os participantes terão direito a um desconto especial de 10% na compra de qualquer um dos vinhos provados na degustação.

       Como já dizia Vandré, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, então faça sua hora! Contate a Vino & Sapore pelos telefones (11) 4612.6343 e 1433 ou pelo e-mail: comercial@vinoesapore.com.br e garanta sua taça!

Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui!

Wines of Chile na Taça

O Chile me surpreendeu este ano com uma série de novidades muito interessantes e consagração de velhos conhecidos, como já publiquei em post anterior. No entanto, todo o enófilo que se preze quer mesmo é conhecer o inusitado, o diferente, o novo, então achei que poderia compartilhar com os amigos que não tiveram a oportunidade de visitar a Wines of Chile, alguns desses destaques.  Mas de que forma? Como são muitos vinhos, preparei uma degustação super especial, veja abaixo, então não deixe passar esta oportunidade de conhecer diversos novos rótulos, a forma mais barata e descontraida de descobrir novas paixões!

No Próximo dia 12 de Setembro às 20 horas, vamos degustar na aconchegante Vino & Sapore (veja link aqui do lado) parte dos vinhos que foram destaque na Wines of Chile deste ano, serão sete rótulos. Os vinhos não necessariamente estarão á venda, aliás quem for poderá até dar seus pitacos nesse sentido, porém certamente será uma experiência única para apenas 13 pessoas que investirão apenas R$40,00 (pagos antecipamente na reserva) para participar desta degustação e, na faixa, poderão provar mais seis/sete vinhos no dia 20! Nesta primeira parte do programa iremos degustar:

  • Falernia, produtor do Vale do Elqui, nova região produtora no extremo norte do Chile, nos trará dois rótulos, um delicioso branco á base de Viognier e um Carmenére diferenciado que passa por um processo passito, como do Amarone, em 60% do vinho.
  • William Févre, famoso produtor de Chablis na Borgonha, possui um projeto muito interessante no Chile e escolhemos dois vinhos que me chamaram a atenção. O Espino Grand Cuvée Chardonnay  e o Chacai, um vinho elaborado com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, que foi destaque para mim e vários colegas da imprensa e blogs suplantando o top da bodega. Já chegaram algumas poucas garrafas.
  • Volcanoes de Chile, um novo projeto do grupo San Pedro, um dos gigantes do setor, que só produz vinhos em regiões de solo vulcânico. Me atraíram dois vinhos em especial, na verdade três mas um só virá em 2012, que espero tenham o mesmo impacto sobre vocês que tiveram sobre mim – o Summit 2010, delicioso Sauvignon Blanc, e um dos três vinhos que mais me chamaram a atenção nessa feira, o Perinacota, divino corte de Syrah com Carignam.
  • Haras Character Syrah, um vinho que é uma taça cheia para quem gosta desta cepa. Potência com elegãncia, caracteristica dos bons vinhos. Este já chegou!

Neste dia 12 provaremos três vinhos brancos e quatro tintos.  Já no dia 20, os rótulos que estarão presentes na degustação serão: Rayun Chardonnay Reserva e Chono, De Martino Old Busch Carmenére/Malbec, Chocalán Blend  e Gewurztraminer e duas surpresas a conferir no dia! Tá esperando o quê para ligar ou enviar e-mail com sua reserva? Vino & Sapore – comercial@vinoesapore.com.br ou (11) 4612.6343/1433

Salute e kanimambo, aguardamos seu contato na Vino.

Destaques da Wines of Chile

           Para quem não conhece,  este é um órgão oficial do país que trabalha no sentido de promover as exportações de seus vinhos e vinícolas. Nestes eventos, importadoras apresentam os rótulos chilenos que trazem para nosso mercado e, em alguns casos, vinícolas vêm expor seus produtos na busca de importadores. Sinceridade? Depois de alguns anos visitando esta verdadeira feira de vinhos, sentia que esta havia caído numa certa mesmice (os mesmos rótulos, importadores e produtores) que não me seduzia muito a comparecer. Para quê ver mais do mesmo? Vinhos bons, já amplamente conhecidos, e caros na sua maioria assim como um festival de vinhos básicos algo industrializados sem personalidade que nada agregam caindo numa mesmice sem atrativos. Aliás, uma vez provei uns vinhos básicos de três varientais diferentes que, se fechasse os olhos, dificilmente conseguiria distinguir diferença entre eles. Ainda bem que eu estava de olhos bem abertos e os rótulos indicavam a cepa!

         Desta feita, ledo engano e ainda bem que fui! Uma pena que não pude dedicar mais do que um par de horas á feira e não pude participar da palestra antes do evento que, pelo que me contaram, foi ótima e teve degustação de alguns vinhos ícones. De forma bem sintetizada, eis algumas das boas surpresas encontradas que recomendo aos amigos. Vinhos e produtores com algo mais, para quem busca sabores e experiências diferentes.

Orzada Carignan de Odjfell – segue sendo um ícone da cepa que merece ser provado. Este não é novidade, mas suas vinhas velhas produzem um vinho de muita qualidade e constância merecendo estar na adega dos aficionados pelo vinho.

Falernia – um produtor diferenciado de uma região ainda pouco conhecido da maioria dos seguidores de Baco, o Vale de Elqui, extremo norte do Chile. Cepas diferentes e processos de vinificação diferenciados. Gostei muito do Viognier deles e uma pena que o varietal de Pedro Jimenez (conhecida por lá com o a princesinha do Elqui) não estivesse presente pois me deixou curioso. Dois tintos me seduziram; um Carmenére (Antakari)  diferente em que 60% passa por um processo passito a la Amarone, gerando sabores e corpo únicos para vinhos desta cepa, assim como seu Syrah de Limari, 100% orgânico, que é muito complexo. Bons vinhos com preços que me pareceram bastante interessantes. É trazido pela Premium.

Rayun – um belo Chardonnay sem madeira que passa 8 meses sur lie e de preço bem competitivo, creio que algo próximo aos R$35, é um verdadeiro best buy! Já seu Rayun Premium entra já dentro de um estilo mais clássico, mas consegue se sobressair do resto, um belo vinho! Quem o traz é a Vinho Sul.

Chocalan Blend Gran Reserva – um corte sedutor de Cab. Franc/Syrah/Cab. Sauvignon/Malbec/Carmenére e Petit Verdot. Adorei, um vinho que me encheu a boca de prazer e despertou minha curiosidade pelos outros vinhos diferenciados que eles estão trazendo com cepas menos comuns. A importadora é a Magnum, para ficar de olho e eu vou querer provar mais!

Volcanes de Chile – um novo produtor que a Zahil está trazendo e que possui um projeto diferenciado pois produzirá somente sobre solos vulcânicos nas mais  diversas regiões do Chile. Interessante que a importação da Zahil foi a primeira nota fiscal desta nova vinícola, porém os produtos já estão à venda na Coréia e na China! Ou seja, nossa famosa burrocracia conseguiu, mais uma vez,  superar todas as expectativas. Por falar em superar expectativas, Parinacota Limited Edition, um dos vinhos que mais me entusiasmou neste encontro e uma dica certeira do amigo Deco (Enodeco). Carignan com Syrah, é um vinho absolutamente sedutor que deixa aquele gostinho de quero mais na boca! Muito bom o Sauvignon Blanc Summit e o Tectonia, um belo Pinot da região de Bio-Bio, que só deve chegar em 2012, é outro que merece lugar no podium. Tudo bem, tem marketing, mas tem também qualidade para substanciar o projeto. Gostei muito e só preciso saber preço agora!

William Févre Chile – conceituado produtor de bons chablis na França, possui este interessante projeto no Chile e gostei muito do que provei. Uma bela tacada do amigo Wilton da Dominio Cassis que também está trazendo uns deliciosos azeites orgânicos de lá.  O Antis é o top de linha e um belo vinho, mas os que mais me seduziram e possuem preços mais interessantes, são o Chardonnay Espino muito mineral e elegante num estilo bem francês e o delicioso Chacai, corte de Cabernet Sauvignon com 10% de Cabernet Franc, absolutamente marcante e sedutor um dos melhores que provei por aqui. Bom demais da conta sô!

Haras Character Syrah – este já está na Vino & Sapore e mais uma vez confirmou ser um belo exemplar da cepa mostrando como ela vem produzindo grandes vinhos na região. Não é novidade, mas é um vinho cativante e marcante. Quem traz é a Winebrands.

De Martino Old Bush – corte de Carmenére com Malbec que surpreende por sua complexidade e bom corpo, longo, muito bons taninos bem equilibrados por uma acidez no ponto. Vinho que promete evoluir muito com o tempo. Decanter é o importador.

          Pedi ajuda a alguns amigos blogueiro para ver se eles tinham visto algo que eu não tivesse e um vinho, que não provei, aparece com destaque para a maioria, é o LFE900 Malbec (Luis Felipe Edwards) então é bom ficar de olho. Eu já estou na perseguição a uma garrafita! rs É isso, por hoje é só e seguimos nos vendo por aqui. Salute e kanimambo pela visita.

Encontro de Vinhos no San Raphael

             Sempre uma ótima oportunidade de encontrar amigos, rever alguns vinhos e descobrir outros. Fiquei menos do que gostaria, já que tinha um outro compromisso inadiável, então a visita foi curta mas muito proveitosa. De novo no hotel San Raphael, largo do Arouche em Sampa, uma região que tem história para contar.

Começei por participar da banca degustadora o que foi uma grande honra, pois ali estava a fina flor de nossa vinosfera, gente do porte de; Didu Russo, Maurice Bibas, Walter Tomasi, Álvaro Galvão, José Luis Pagliari, Aguinaldo Zackia todos verdadeiros professores com muitos anos de estrada, e colegas blogueiros como o Deco (Enodeco), Marcelo (Bom di Vino), Claudio (Le Vin au Blog), Cris Couto (Seja Bem Vinho), Patricia Jota (Folha de São Paulo) e o amigo Eduardo Milan (colaborador da revista  Adega) vizinho Granjeiro entre outras figuras expoentes deste mundo de baco. Nossa função, escolher os vinhos de maior destaque entre as quinze amostras colocadas em prova pelos expositores presentes e definir os TOP 5.

           Estes encontros promovidos pelo Beto (Papo de Vinhos) e o Daniel (Vinhos de Corte) são sempre um prazer e eles se aprimoram a cada etapa realizada. Parabéns meus amigos, espero que o resultado tenha sido positivo e contem comigo. Agora, você não veio aqui para ler minha ode aos dois e sim para saber dos vinhos, então vamos lá.

         Quinze vinhos, entre eles um branco e dois espumantes, vou ser bem sucinto sobre a maioria, e doze tintos de bom nível. Dos TOP 5, três tiveram meu voto, mas os meus dois melhores vinhos não se classificaram, um deles para minha enorme surpresa. Eis os participantes da prova na ordem degustada, na foto da direita para a esquerda, lembrando que esta foi realizada às cegas:

  1. Adolfo Lona Nature – Não chegou a me entusiasmar, mas é bastante agradável
  2. Valduga 130 – Me decepcionou, já o provei por diversas vezes e esta garrafa não estava à altura do vinho que conheço.
  3. Mitchelton Airstrip (branco) – australiano de muita complexidade tanto no perfil aromático como no palato, mas que, fora de temperatura, não chegou a empolgar desta vez. É, no entanto, um branco marcante e imperdível!
  4. Dominio Cassis Cabernet Franc – Uruguaio de bom nariz e médio corpo, mas que se mostrou um pouco ralo na boca. Ah se o Abraxas estivesse por aqui! Esse sim um grande vinho uruguaio sobre o qual já comentei aqui diversas vezes, tanto o 2002 como o 2007.
  5. Monte Paschoal Merlot – apesar de equilibrado e mais rico em sabores que o anterior, mostrou-se muito simples passando rapidamente pela boca.
  6. Veroni Chianti Rufina – esquálido, ralo, muito distante da tipicidade dos chiantis desta região que mostram, tradicionalmente, mais corpo. Um vinho que não me agradou sendo uma de minhas notas mais baixas o que, na verdade, não quer dizer muito! rs
  7. Cinco Tierras Reserva Premium Merlot – Argentina –  não foi meu TOP 5 só porque senti pouca evolução em taça o que lhe custou um ponto, porém veio logo a seguir em sexto. Muito bom de boca, rico e saboroso, um belo Merlot dos hermanos.
  8. Lago di Corbara (Sangiovese/Cab. Sauvignon e Merlot) – Itália – meu segundo vinho que não se classificou entre os TOP 5 da banca, mas me seduziu totalmente. Itália, Umbria, e velho mundo então, para quem me conhece, está explicada a preferência. Muito rico, harmônico mostrando uma paleta olfativa sedutora que nos convida á taça, é um belo vinho, de bom corpo, sem arestas e muito bem feito.  
  9. Casillero del Diablo Reserva Privada – Chile – mais um belo vinho e uma agradável surpresa , muito rico de taninos finos, só pecou por ser um pouco curto. Meu quarto vinho e o terceiro da banca, um dos TOP 5.
  10. Yali Gran Reserva Syrah  – Chile – troquei a taça, mas o vinho seguiu não me agradando, estando todavia nos TOP 5 da maioria. Incompatibilidade de gênios, eu e esse vinho não nos bicamos! Tenho que provar de novo para tirar a cisma.
  11. In Extremis Minervois – França – ainda estou para tomar um vinho desta AOC do Languedoc que me agrade e este não fugiu á regra. Pardon mois, mas um dos mais fracos da prova.
  12. Anaca Rosso Calastrasi – Itália – me surpreendi quando vi o rótulo, pois me decepcionou na boca apesar de uma paleta olfativa interessante. Muito doce, licor de cereja , nada a ver com o vinho que já tomei em duas outras ocasiões e que, mesmo não entusiasmando, sempre se houve relativamente bem. Mais um a rever.
  13. Batasiolo Barolo Cerequio 04 – Itália – Aqui me esbaldei e foi meu primeiro vinho, mais um que não entrou nos TOP 5 da banca, mas que seduziu por completo tendo-lhe dado 91 pontos. Cor, aromas e sabores de vinho antigo, para ser tomado já e, a meu ver, o melhor vinho da prova. Complexo, bem equilibrado, sedutor, um vinho do qual tive que pedir bis. Ótimas notas de uns e péssimas de outros, tipo ame-o ou deixe-o, o que não lhe deu uma boa média, pena!
  14. Kunde Zinfandel 07 – EUA – este e o próximo, dois vinhos que entraram nos meus TOP 5 e da banca, o que mostra que em pelo menos em três dos vinhos concordamos! Bom Zinfandel, uva ícone do país, numa faixa de preço intermediária (parece-me que algo próximo a R$75) que o torna ainda mais interessante. Não é um Seghesio, mas custa metade do preço, então…. Gostei.
  15. Sela Rioja 08 – Espanha/Rioja – em nada lembra um Rioja, mas é um vinho bastante agradável que evolui bem na taça mostrando uma cara bem modernista. Bom vinho que, dependendo do preço, pode ser uma boa escolha. Eu gostei especialmente de sua evolução em taça com aromas de café, toffee, tendo sido meu quinto vinho.

Resumindo, eis os TOP 5 apurados pela banca e por mim em mais este gostoso Encontro de Vinhos, pessoas e sabores.

TOP 5 Encontro de Vinhos São Raphael 2011

Banca

JFC

Posição

Rótulo

Posição

Rótulo

1

Sella

1

Batasiolo Barolo

2

Cinco Tierras

2

Corbara

3

Casillero

3

Kunde

4

Kunde

4

Casillero

5

Yali

5

Sela

 

            Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.  Que baco lhes ilumine o caminho e lhes traga felicidade , não esquecendo de ajudar enchendo a taça!

Ps. Foto em branco e preto é de autoria da Ná Jung, que me deve uma visita á loja! rs