Degustações

Magnífica Montalcino!

Tenho o privilégio de fazer parte desta confraria e mais uma vez me esbaldar nos abençoados elixiris de Baco, mais uma grande e inesquecível experiência com vinhos marcantes que considero, entre todos os que já provei ou tomei desta região, os melhores em seu estilo, verdadeiros bálsamos para a alma. Tem muito Brunello que gostaria de ser um Rosso Salvioni e esse Poggio di Sotto é um Brunello para o qual faltam adjetivos, pura luxúria! Vinhos de excelência, de extrema persistência na mente e na alma, como bem descreve a amiga Raquel (nossa porta voz da Confraria Saca Rolhas), é fechar os olhos e ser levado numa inebriante viagem ao passado, à cultura e  tradição de uma romântica e sedutora região, é arte e poesia em forma liquida! Enfim, deixemos que a Raquel fale desse encontro em que eu fiquei numa dúvida cruel, se fungava ou bebia e, na dúvida, lambi! rs

Mas é tudo Sangiovese!!!!!!!! Foi a primeira coisa que pensei, quando comecei a organizar as informações pré degustação da confraria.

Toscana
A região da Toscana, situada entre Firenze e Roma, foi o berço da renascença. Sua paisagem verde, recortada em vários tons, possui pequenos vales e montes que não passam de 600m de altitude. Os verões são quentes , muito ensolarados e secos, fazendo dessa paisagem uma grande pintura de cores contrastantes entre o claro e o escuro, luzes e sombras, no mais puro estilo renascentista. Os invernos frios com névoas que cobrem os pequenos vales como um véu pela manhã, transformam sua paleta em tons pastéis.

Foi nesse ambiente que a uva Sangiovese se originou. Alguns dizem que seu nome provem de “Sangue de Giove”(sangue de São João), outros de “Sangue de giogo/gioghetti”(sangue de um monte/montanha, com referências aos Apeninos). É a matéria prima dos principais vinhos da Toscana (DOCG): Chianti, Chianti Clássico, Nobile di Montepulcciano, Rosso de Montepulcciano, Rosso di Montalcino, Brunello di Montalcino, Morellino di Scansano e Carmignano. Todos eles com personalidade marcante e tão diferentes entre si. O que os diferencia é justamente o local de plantio da Sangiovese, que foi se desdobrando em vários clones. Há basicamente dois tipos da mesma uva: A Sangiovesi Grosso, maior, com a pele mais grossa e a Sangioveto, com uvas menores. E dependendo da denominação de origem, vão mudando de nome: Prugnolo Gentili em Montepulcciano, Brunello em Montalcino e Morellino em Scansano.

Tudo começou por conta de uma viagem à Toscana dos amigos e confrades Márcia e Marc, que se dispuseram a trazer umas garrafas do mítico Brunello de Montalcino Poggio di Sotto, que seriam o alvo da nossa próxima degustação. A ideia no entanto, não era conhecer vários produtores, mas sim um produtor em especial a que alguns ali já haviam sido apresentados e vez ou outra comentavam como sendo uma experiência única! Curiosidade atiçada, foram eles atrás do tão bem falado “Poggio di Sotto”. E para lhe fazer páreo, foi escolhido um Salvioni Rosso de Montalcino produzido pela Azienda Agricola Cerbaiola.

Montalcino At it´s Best

Os vinhos de Brunello em Montalcino originaram em 1870, pelas mãos da família Clemente Santi (hoje Biondi-Santi) que replantou todo seu vinhedo com a variedade Grosso, por ser mais resistente, principalmente à filoxera. Nos anos 80, ganhou interesse internacional pela qualidade, que faziam frente aos grandes vinhos Barolos do Piemonte. São vinhos classudos, que demoram 5 anos para serem colocados no mercado ( 6 anos para os reserva). Já o Rosso foi uma opção dos produtores da região, obterem um produto de qualidade, porém com mais agilidade de comercialização. Utilizando as mesmas videiras em safras não tão boas ou mesmo videiras mais jovens, e com apenas 1 ano de maturação na cave, já é possível colocar o produto no mercado. E convenhamos que a diferença de qualidade entre um Brunello e um Rosso di Montalcino, depende muito das mãos do seu produtor, já que a matéria prima é a mesma. Portanto, um Rosso bem feito, poderá ser melhor que um Brunello mal feito. Independente de quanto custou cada garrafa em questão!

E este foi naquela noite o nosso dilema: quais dos vinhos estariam mais sedutores? O Rosso ou o Brunello? Tínhamos ali um ótimo Rosso e um ótimo Brunello, ou seja , deveríamos nos desarmar de todos os paradigmas já estabelecidos e simplesmente apreciá-los. Afinal, nesse universo de bacco, o que menos importa é o julgamento e sim as sensações presentes em cada taça. No meu caso, a única coisa que vinha à mente era a paisagem da Toscana. E não era uma paisagem real, mas sim uma pintura renascentista, com seu realismo particular, revelando-se pouco a pouco como uma história remota. Os aromas facilitavam esse embarque no tempo e no espaço. Naquela paisagem bucólica, permeada de ciprestes e oliveiras, as vinhas e construções em terracota, que inspirou pintores como Leonardo da Vinci, Raffaelo Sanzio, e tantos outros. Nuances cromáticas, sabores e texturas aveludadas deixavam cada um de nós, a cada gole mais tocados e embriagados, no bom sentido, por aquela experiência vivida, que só um bom vinho é capaz de nos oferecer.

Provamos primeiro o Rosso di Montalcino Salvioni 2009 e depois partimos para o Brunello di Montalcino Poggio di Sotto 2007.

Acho que não da para dizer que um vinho é melhor que o outro. Os dois eram muito bons dentro de cada categoria. Obviamente, fiz minhas anotações e acho que a “viagem” foi longa, intensa e certamente quando a experiência é boa, fica para sempre. Foi uma estória com final feliz onde eu arriscaria até a dizer que compreendi o sorriso da Monalisa!

Copa de Vinhos – Antecipando o Mundial

Bola países            São muitas as boas regiões produtoras que terão seus times nacionais presentes em mais esta copa do mundo que se realizará daqui a poucos dias. Pensando nisso decidi montar um Mundial particular, a dos vinhos de alguns desses países, aqueles que mais se destacam no cenário mundial. Antecipando a copa do mundo de futebol, dia 11 de Junho reuniremos seis representantes desses países num desafio vínico especial e ás cegas nas aconchegantes instalações da Vino &  Sapore. Dos países presentes à copa relacionei os seguintes que são comprovadamente expoentes de nossa vinosfera; Itália, França, Portugal, Espanha, Argentina, Chile, Uruguai, Alemanha, Croácia, Estados Unidos, Grécia, Autrália e correndo por fora o Brasil. Treze países mas espaço para tão somente seis, o que fazer, quem escolher?! É difícil colocar num mesmo Desafio tamanha diversidade e ainda mais misturar brancos com tintos, então de cara a Alemanha caiu fora. Sim eles também possuem bons tintos, mas seus grandes vinhos são realmente os brancos!

Bem, ainda preciso cortar CINCO! Como segunda condição para corte, optei por eliminar os menos representativos no mercado e aí caíram fora mais três; Grécia, Estados Unidos e Croácia. Considerando-se que não dá para eliminar França, Itália, Espanha, Portugal, Argentina e Chile, lamentavelmente sobraram três que ficarão em stand-by o Uruguai, Austrália e o Brasil. Afinal, se o Felipão pode ter uma reserva estratégica de sete porquê eu não posso ter três!

Agora vou conversar com meus parceiros para ver quem quer participar e que rótulos escalaremos em mais esse Desafio às Cegas e dia 2 de Junho, uma Segunda-feira, publicarei a lista dos convocados para esse embate que se dará na Vino & Sapore no dia 11, véspera da do inicio da Copa, a partir das 20 horas. Como teremos tão somente 14 vagas em aberto, eu sugiro que façam desde já vossas pré-reservas através do e-mail comercial@vinoesapore.com.br .

Salute e kanimambo, uma ótima semana para todos e e esta semana o blog estará bem mais ativo e eu também! Afinal, no dia 31 tem o meu Wine Dinner Português (ainda temos umas 10 vagas das 40 iniciais!), e Junho estará bem ativo então muita coisa a organizar!

Degustando os Sabores de Espanha

Amigos eis um convite imperdível para os amantes das coisas de Espanha. Uma noite especial,

Uma Viagem pelas Regiões Vinícolas Espanholas,

Seus Vinhos e Sabores

Flag Button Espanha

 

            No dia 15 de Maio a partir das 20 horas, estaremos reunindo numa gostosa degustação, um Cava e seis vinhos tranquilos das diversas regiões produtoras espanholas na Vino & Sapore tendo como parceiros a importadora Peninsula e a Chef Sandra Souza da Casa de Culina. Muita diversidade, uma verdadeira viagem pelos sabores e uvas de Espanha que terminam numa saborosa mesa de Tapas e Pintxos! Mostraremos um pouca da importância da Espanha na vitivinicultura mundial, e passaremos por sete das regiões produtoras mostrando que este não é só o pais da Tempranillo, mas também da Monastrel, da Garnacha, da Godello, etc.. Falaremos um pouco dos Crianza espanhóis, você sabe o que significa isso? Veja por onde andaremos neste encontro que realizaremos na Vino & Sapore:

  • D.O. Cava, Penédes – Cava Juve Y Camps Cinta Purpura Reserva Brut 2008 > com uma crianza de 24 meses em Clipboard Espanha Peninsulamedia na garrafa, é um grande espumante elaborado com as uvas mais qualificadas do Alto Penedés.
  • D.O. Valdeorras – Valdesil 2009, um vinho envolvente com muito volume e boa acidez elaborado com a uva Godello. Considerado o melhor vinho branco da Espanha no Brasil pelo crítico Jorge Lucki e listado pela revista Prazeres da Mesa entre os Melhores Vinhos de Espanha.
  • D.O. Alicante – Puerto Salinas 2004, com um blend típico da região, Monastrel, Cab. Sauvignon, Garnacha e 15 meses de envelhecimento em carvalho francês recebeu do principal guia de vinhos espanhol (Penin) 90 pontos e 92 de Robert Parker
  • D.O. Catalunya – L’Equilibrista 2010, um complexo e poderoso corte de Syrah, Carineña e Garnacha , envelhecido por 14 meses em barrica de carvalho novas francesas de tostado médio . Penin lhe deu 94 pontos nesta safra.
  • D.O. Rioja – Sierra Cantabria Cuvée 2009, um clássico Rioja elaborado com 100% Tempranillo de vinhas velhas com mais de 50 anos e envelhecido por 18 meses em barricas francesas e americanas. Robert Parker lhe deu 93 pontos e Penin 92.
  • D.O. Ribera del Duero – Pago de los Capellanes 2012, mais um 100% Tempranillo desta feita mais jovem com apenas cinco meses em barricas francesas. A safra 2010 recebeu 91 pontos da Wine Spectator e 92 de Robert Parker. A safra 2012 ficou entre os TOP 100 do ano de 2013 da Wine & Spirits americana.
  • D.O. Bierzo – Losada 2008 mostra-nos toda a força e expressividade da uva Mencia autóctone da região. Elaborado a partir de vinhedos velhos cultivados em solos de ladeiras suaves e argila, criado por 12 meses em barricas de carvalho francês.

Este encontro se dará na Vino & Sapore, clique no link para ver localização, e terá um máximo de 14 vagas disponíveis das quais 5 já se encontram reservadas, então se tiver interesse, reserve já! O valor de R$95,00 por pessoa deverá ser pago no ato da reserva. Compras dos vinhos em degustação no dia terão um desconto especial de 10% sobre os preços de tabela no site da importadora. Garanta seu lugar, ligue para (11) 4612-6343 ou por e-mail para comercial@vinoesapore.com.br . Salute, kanimambo e espero poder receber os amigos para mais uma viagem de descobrimentos por novos sabores.

Clipboard Pintxos & Tapas

Direto do Front – Desta Feita do Encontro Mistral 2014

O portfolio da Mistral é de tirar o chapéu e certamente um dos melhores, se não o melhor, mix de produtores, origens e rótulos. No mundo existem poucos encontros que conseguem reunir num só dia tal diversidade e qualidade com produtores de primeira grandeza e sempre montado com grande eficiência. O tempo é curto para um só dia e deixei de provar um monte coisas. Tem produtor que nem consegui chegar perto e fiquei algo frustrado, mas a vida é feita de escolhas, certo?

Para quem ainda vai ou simplesmente para quem queira conhecer os destaques que apurei em minha visita, clique na imagem abaixo para acessar o slide show que montei. Boa “viagem” para vocês, salute e kanimambo. Amanhã ainda tenho mais uma viagem especial na APAS conhecendo os vinhos que a Brascod está trazendo em seu novo projeto que terá a amiga Ana Grimaldi no comando e todos portugueses! rs

Clipboard Encontro Mistral

 

Os Brancos Portugueses Estão em Ótima Forma

Não é de hoje que venho ressaltando a ótima fase pela qual passam os vinhos portugueses e um destaque especial deve ser dado aos brancos que vêm se destacando no cenário mundial na mais diversas faixas de preço. Induzi a Confraria Saca Rolhas a enveredar por este caminho no mês passado e só senti que não pudesse ter colocado alguns outros grandes brancos, porém há limites tanto para grana quanto para o número de rótulos nestes sempre agradáveis encontros mensais. Faltaram um monte de rótulos que adoraria ver por aqui e certamente cada leitor terá os seus indicados, mas eis o que a amiga Raquel, porta voz da confraria, tem a nos dizer sobre mais essa curta viagem de descobrimentos!

No começo do mês de Abril, resolvemos nos despedir daquele verão escaldante que tivemos este ano, com uma boa dose de vinhos brancos que, apesar de pouco consumido por nós, acho sempre uma boa escolha. São leves, refrescantes e acompanham bem uma refeição. Optamos pelos brancos de Portugal, tão pouco conhecidos e com uma variedade tão grande de castas nativas que mereciam uma noite de degustação só para eles.
Os vinhos portugueses tem me encantado cada vez mais. Tanto tintos como brancos, são cheios de tipicidade e caráter. São mais de 300 variedades de castas, com seus nomes esquisitos, que variam dependendo da região de onde provêm: A uva “Fernão Pires” do Dão, é chamada de “Maria Gomes” no Alentejo. A “Bical” da Bairrada, é conhecida como “Borrado das Moscas”no Dão. A “Tinta Roriz do norte é conhecida como “Aragonêz” no sul. A “Sercial”, “Cercial” e a “Cerceal”, são castas diferentes! E por aí vai…… Atualmente podemos encontrar no mercado uma grande variedade deles, coisa que à poucos anos não era possível. Acho que estão deixando a modéstia peculiar de lado e investindo na produção e divulgação do seu produto para todo o mundo. Sorte a nossa!

O primeiro vinho a ser degustado, como de regra, foi um espumante:

  • Luis Pato Bruto-2009 – Feito à partir da casta Maria Gomes, aparentava um leve tom dourado. Muito fresco, boa acidez, bom extrato, frutado e um leve traço de oxidação em função da idade.

Na sequência, provamos pela ordem:

  • Prova Régia Premium-2012 – Lisboa, D.O.C. Bucelas, feito à partir da Arinto. Amadurecido em tanques de aço inox, mas passa 1 mês em contato com as borras (sur lie). Os aromas estavam um pouco fechados no início, mas com o tempo e conforme a temperatura foi atingindo seu nível ideal, apareceram os aromas florais, vegetais e da própria levedura, agregando maior complexidade tanto no nariz como na boca. Ervas e frutas brancas vão ficando mais evidentes, com muito frescor e persistência.
  • Pomares-2012 – Douro, elaborado com Viosinho, Gouveio e Rabigato.
  • Nariz bem presente de frutas maduras como pêssego, abacaxi. Encorpado, bem estruturado e leve traço de madeira, apesar de não passar por ela.
  • Morgado de Santa Catherina Reserva-2011 – Lisboa, D.O.C. Bucelas, 100% Arinto. Fermentado em barricas de carvalho francês, com estágio de 9 meses sob as borras. Aromas muito frescos, minerais, florais (lavanda, jasmim) e especiarias. Muito equilibrado em acidez e corpo. Sabores que confirmam os aromas de frescor e evoluem bastante na taça.
  • Quinta dos Roques-Encruzado-2012 – Da região do Dão, elaborado com a uva Encruzado. Aromas delicados, cítricos. Muito elegante e equilibrado, sem deixar sobressair nenhum elemento de destaque. Apesar do frescor e leveza, mostra-se com boa estrutura e persistência. Com o tempo em taça, aparecem traços de tostado da madeira.
  • Muros de Melgaço 2010 – Região de Vinhos Verdes, 100% Alvarinho. Elaborado com um clone raro desta casta, que tem a casca alaranjada, confere a este vinho características bem diferentes do esperado. Com aromas cítricos e frescos no primeiro impacto, vai tornando-se mais encorpado e complexo com o tempo. Ótima acidez, que o faz um bom companheiro nas refeições, sem perder seu volume em boca até com pratos mais untuosos e marcantes. Ouvi dizer que escoltou com bravura até um barreado(carne cozida lentamente em panela de barro) Não duvido !
  • Malhadinha 2010 – Alentejo, foi elaborado com as castas Chardonnay, Arinto e Viognier. De cor dourada e muito aromático. Boa estrutura e equilíbrio entre corpo e acidez. Os sabores cítricos, de limão e tangerina (que me fizeram lembrar as balas azedinhas da minha infância) convivem perfeitamente com a densidade do tostado abaunilhado da madeira. Mostrou as qualidades de um vinho robusto e evoluído, sem perder o frescor, a alegria e a alma jovem, que caracterizam a maioria dos brancos.

Portugueses brancos
          Até hoje em dia, ainda ouço vez por outra, falarem que o vinhos brancos não estão no mesmo patamar de importância que os vinhos tintos ocupam e até justificam que os melhores vinhos do mundo são os tintos. Desculpem! Acho que as pessoas que afirmam isso, ainda não foram apresentados à um grande branco! Existem brancos excepcionais na Borgonha(França), no Reno(Alemanha), sem falar dos espumantes de Champanhe e os botritizados de Sauternes. Atualmente, não podemos esquecer os Vinhos Verde feitos à partir das castas Alvarinho e Loureiro, tão pouco conhecidos e com um potencial de envelhecimento incrível, o que só é possível quando se fala de vinhos de grande qualidade. Além disso, acompanham muito bem pratos a base de peixes e frutos do mar, são leves e com dosagem alcoólica baixa, o que faz deles mais agradáveis e refrescantes no verão.
Outro questão que sempre me chamou atenção, foi o fato de que os melhores e mais bem estruturados vinhos brancos produzidos pelo mundo, provêm de países frios, onde seu consumo não está necessariamente associado aos verões tropicais, com muito calor, como os que temos por aqui. Podem tanto acompanhar uma refeição, ou descontraidamente escoltar um aperitivo com amigos, ou mesmo serem apreciados num momento de relaxamento e reflexão. São muito versáteis e amigáveis!  Portanto se você é daqueles que ainda não se deparou com o “seu” grande vinho branco, não perca por esperar. Dê-lhes uma chance e garanto que seu leque de prazer só irá aumentar.

Bem amigos, por hoje é só, porém esta semana ainda está bastante movimentada com o Encontro Mistral e a APAS, então muita coisa ainda por garimpar. Uma ótima semana para todos e seguimos nos encontrando por aqui. Salute, kanimambo e afora dia 15 com uma noite espanhola, dia 31 promoverei um Wine Dinner Luso, reservem essas datas de Maio pois valerá a pena, eu garanto!

Destaques da Expovinis e Outras Gostosuras da Semana

 

Gente, semana passada foi incrivelmente frutífera apesar de um pouco exaustiva. Muita degustação, muita surpresa, belos vinhos, bons preços sendo que algo já compartilhei com vocês. Clique na imagem abaixo e veja mais alguns dos vinhos que considerei como destaques entre os vinhos que estão disponíveis no Brasil, exceção feita à Dalva que ainda busca importador!

Mais Destaques Expovinis e Semana

Salute e kanimambo. Dia 15 de Maio uma viagem pelos vinhos e regiões de Espanha passando por sete regiões e estilos diferentes finalizando com uma mesa de tapas e pintxos, reserve o dia e em breve mais detalhes.

Melhores da Expovinis Abaixo de R$50,00

Este é um movimento nascido num almoço o ano passado entre blogueiros do vinho e a organização do evento a poucos dias do inicio da 17º Expovinis. Nesta 18º edição da principal mostra de vinhos da América Latina realizada anualmente em São Paulo, realizamos o segundo evento com o objetivo de garimpar na Expovinis os melhores vinhos dentro da faixa de preços estipulada e que seguem duas regras básicas:

  1. Os vinhos deverão estar á venda no mercado nacional
  2. Deverão apresentar um preço médio abaixo de R$50,00

Neste ano, o coordenador do evento, o amigo Cesar Adames, dividiu os Wine Blog Hunters (21) em dois grupos, um que ia atrás dos vinhos brancos e um outro atrás dos tintos. A mim me coube buscar um branco nessa faixa e me senti muito feliz com isso já que curto muito estesPortugal Fixe vinhos. Provei bastante coisas, no processo também achei bons tintos, e como sempre um destaque especial para os vinhos portugueses que estão cada vez melhores e mais competitivos em preço! Importante ressaltar que cada um dos blogueiros tinha a responsabilidade de indicar dois vinhos, o principal e um “reserva” no caso de eventual repetição de indicações. Diferentemente dos TOP 10 em que  os vinhos por categoria não são divulgados (pedi de novo porém eles não liberam, somente de que provaram 500 rótulos, quem sabe no ano que vem!), aqui matamos a cobra e mostramos o pau pois a transparência é essencial.

Como sabem, há muito tempo que meu hobby é exatamente esse garimpo, pois vinhos caros e bons são muito fáceis de encontrar no mercado. Eu curto mesmo é buscar aqueles vinhos que entregam em prazer e emoção na taça, muito mais do que o preço pago pela garrafa e numa faixa de preços que não nos rompa o bolso! Tinha três vinhos selecionados; o Vilaflor branco do Douro, o também luso Vila Régia Arinto da região Lisboa e o surpreendente e sutil Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc de Santa Catarina! No final, para não me chamarem de tendencioso (rs), fui de VilaFlor Branco e Villaggio Bassetti! No total, foram onze os rótulos participantes, da esquerda para a direita; Aracuri Sauvignon Blanc 2013 Brasil / Aurora Pinto Bandeira Chardonnay 2012 Brasil / Campos de Cima Viognier 2011 Brasil / Casa Venturini Chardonnay 2012 Brasil / De Luca Reserva Marsanne 2010 Uruguai / Monte Velho 2012 Portugal / Paxis Arinto 2012 Portugal / Pouco Comum Alvarinho 2013 Portugal / Puerto Carmelo  Narbona Sauvignon Blanc  2013 Uruguay e VilaFlor Douro 2012 Portugal.

1398358661440E o ganhador, para minha alegria, do importador e do produtor, foi o VilaFlor Branco um vinho do Douro elaborado com as castas Malvasia fina, Gouvei0 e Còdega todas autóctones da região. Surpreende pela entrada de boca muito fresca, um estupendo (dentro da faixa) meio de boca frutado e cheio, finalizando com boa persistência e um toque cítrico. Muito mais que um vinho de piscina, de verão, aqui tem algo mais, há conteúdo para encarar algumas comidinhas mais ligeiras. Tudo isso por um preço que anda na casa dos R$30 a 35,00, um verdadeiro achado e fruto de mais uma viagem de garimpo. Parabéns ao produtor Casa d’Arrochella e ao importador Adega VilaFlor, ao primeiro pela qualidade do vinho e ao segundo pela precificação adequada, nós, os consumidores, agradecemos.

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Para mim, na degustação ás cegas que aponta o ganhador, outros brancos se destacaram porém há que conferir preços pois parece que nem todos estavam na faixa determinada, tanto nos brancos quanto nos tintos, incrível como tem sempre alguém querendo levar vantagem! Meus destaques entre o que provei; PaXis Arinto (Portugal/Região Lisboa), Casa Venturini Chardonnay Reserva e Puerto Carmelo Sauvignon Blanc do Uruguai. Honra ao Mérito para o Aurora Pinto Bandeira Chardonnay e Aracuri Sauvignon Blanc.

Nos tintos, o mesmo processo ocorreu, veja os participantes abaixo, e o ganhador foi o Montes Toscanini Criado em Roble do Uruguai.

Wine Hunters tintos

Bodegas Carrau Tannat Reserva 2010 Uruguai / Casaleiro Reserva 2012 – Portugal / Evel 2010 – Portugal / Granito Reserva Cabernet Sauvignon 2012 Chile / Herdade das Albernoas 2011 Portugal / Marchese Montefusco Syrah 2012 Itália / Montes Toscanini Criado en Roble 2011 Uruguai / Perez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2011 Chile / Quinta dos Avidagos Reserva 2010 Portugal / Valmarino Tannat 2012 Brasil. Em breve mais fotos, assim que os promotores me enviem, porém a ressaltar o fato de 40% dos rótulos serem portugueses! Por isso venho batendo na mesma tecla já fiz um tempinho, apesar do preço estratosférico que alguns rótulos de mais renome estão alcançando, os vinhos portugueses são hoje a melhor opção em vinhos nesta faixa de preços e não tem para ninguém, nem para os hermanos.

Ufa, terminou mas amanhã tem mais inclusive com mais um slide show sobre a entusiasmante semana que passou ! Uma ótima semana para todos e seguimos nos encontrando por aqui, salute e kanimambo.

Direto do Front – Encontro de Vinhos OFF e Expovinis – Meus Destaques

Faz dois dias que provo e, mais que isso, encontro um monte de amigos que não via faz tempo, bão demais! Mas falemos dos eventos os quais encaro de duas formas; um com uma visão de garimpo para efeito de compartilhar com os amigos leitores bons vinhos por bons preços e, eventualmente, um ícone como os Portos brancos no slide show abaixo e outro com uma visão comercial. Não provo o que não esteja no Brasil porque de nada vai adiantar eu falar para você algo sobre um produto que você não terá acesso!

Ainda não terminou, tenho mais dois dias de  muita prova e novas experiências então vou ser curto e direto, basta olhar o slide show com comentários sucintos para você ver os meus destaques. Na sexta coloco mais! Clique na imagem abaixo e veja o Slide Show.

Clipboard Slide show direto do front

 

 

Hoje é Dia Mundial da Malbec – Resultado do Desafio ás Cegas!

Malbe day       O dia é hoje, porém em função da véspera de feriado decidimos celebrar no último dia 10 com um Desafio de Grandes Malbecs ás Cegas. Graaaandes malbecs estão pela hora da morte, com preços entre os R$500 a 1200,00 então optamos por encontrar vinhos de grande qualidade porém com patamares de preço algo mais viáveis, entre R$150 a 200 com uma surpresa no meio. Deveriam ter sido seis vinhos mais um espumante, porém na hora apareceu um penetra e completamos o Desafio com sete contendores ao trono de Melhor da Noite!

No salão, 12 jurados (!) apreciadores de bons vinhos, amantes de Malbec de vários níveis de conhecimento (uma fotografia do mercado). No balcão, os desafiantes devidamente cobertos por papel alumínio e numerados enquanto preparamos as papilas gustativas com um muito bom espumante Alma Negra Rosado de Malbec Brut da Mistral. Descobri esse espumante o ano passado nas mesmas festividades e desde lá volta e meia está presente nas mesas dos eventos que promovo. Marcante, surpreende na taça e no palato, um rosé de malbec que encanta desde os aromas sedutores até sua performance em boca, um espumante com mais corpo, rico, fresco, com uma ótima perlage. Bom solo e eu arriscaria tomá-lo acompanhando uma costelinha ou uma boa linguiça toscana na braza ou melhor ainda, um chorizo uruguaio! Ótima forma de começarmos nossa celebração da Malbec!

Bem, agora falemos dos vinhos tranquilos presentes e o resultado deste embate de pesos meio pesados testados em taças Riedel Overture.

  • Catena Alta Malbec 2009 (Mendoza) – Uma referência no mercado e um vinho para lá de premiado. Um bom vinho, estrutura média, frutado com um final algo apimentado, boa entrada de boca, equilibrado, pouco marcante e algo curto na taça. Preço R$210,00
  • Colomé Autêntico 2012 (Salta) – Fiquei preocupado a principio pois o vinho era muito novo, dei uma passada rápida pelo magic decanter, mas não negou fogo mesmo que fosse algo mais duro de inicio. Muito aromático, marcante meio de boca e de grande evolução em taça. Vinhedos centenários com clones das primeiras vinhas da região com mais de 150 anos. Preço R$155,00
  • Viu Manent Single Vineyard San Carlos Malbec 2008 (Chile – Colchágua) – Um adversário chileno que veio para brigar par a par com os rótulos argentinos. Taninos mais presentes, um vinho mais robusto, muito bom volume de boca, notas de especiarias bem marcantes, frutos negros, final de muito boa persistência. Vinhedos centenários. Preço R$175,00
  • Lagarde Primeras Viñas 2009 (Mendoza) – Aromáticamente marcante como um “pote” de frutas exuberantes sob a mesa. Equilíbrio total entre taninos, álcool e acidez, muito bom de entrada, meio e final de boca. Taninos são muito finos, daqueles que se apresentam sedosos na ponta da boca, sem excessos, bom volume de boca, untuoso. Um estilo bem sofisticado e menos over. Vinhedos de 1906 e 1936, as primeiras vinhas do produtor. Preço R$178,00
  • J. Alberto 2009 (Patagônia) – Pura finesse e elegância desde a primeira ‘fungada”! rs Fruta fresca, algum floral com um toque de madeira de fundo muito bem colocada que “levanta” o conjunto. Vinho denso, muito rico, com um meio de boca delicioso e marcante, taninos aveludados e muito longo. Leva uns imperceptíveis 5% de merlot no corte. Vinhedos de 1955. Preço R$195,00
  • Casarena Jamilla’s Vineyard Pedriel 2010 (Mendoza) – Confirmou na taça tudo o que venho falando dele desde que o descobri na Wines of Argentina do ano passado. Pedriel costuma gerar vinhos algo mais duros, mas este exemplar quebrou esse paradigma. O vinho se apresentou muito fino com uma bela e convidativa paleta aromática, fresco, taninos aveludados, elegante, madeira muito bem integrada, um vinho muito bom num estilo, digamos, mais europeu de ser com taninos aveludados, cremoso na boca e incrivelmente sedutor! Preço R$147,00

Chegou o Penetra! Na França, de onde origina, a malbec era também conhecida como Auxerrois e Cot. O penetra chegou trazendo COT no rótulo, porém não era francês não, era chileno!

  • Perez Cruz Cot Limited Edition 2011 (Chile – Alto Maipo) – um belo vinho. Carecia da mesma estrutura e complexidade da maioria de seus oponentes, eram de outra categoria (este é meio-médio), mas cumpriu com brilhantismo seu papel fazendo seus oponentes suarem! rs Sedoso, fruta madura, especiarias, boa textura num corpo médio, final de boca fresco com um leve toque de mentol. O vinho mais barato do encontro, R$98,00 mas que fez bonito e leva um tempero de Petit Verdot e Carmenére .

AND THE WINNER IS

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           È gente, quando a degustação é às cegas e não se sabe o que está em sua taça nem o preço, as coisas mudam e este vinho realmente surpreendeu a maioria sendo o mais barato dos desafiantes originais, sem contar o penetra. A foto abaixo mostra a ordem (direita para esquerda) da classificação dos vinhos nessa noite e para esse grupo de pessoas. Todos vinhos de muita qualidade e uma noite realmente surpreendente para 12 privilegiados participantes de mais este Desafio de Vinhos às Cegas, uma já tradicional marca deste blog que desde 2008 iniciou esses embates e que agora voltei a realizar só que desta vez na Vino & Sapore.

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O meu resultado foi algo diferente com o Lagarde em primeiro sendo seguido por Casarena, J.Alberto e Colomé muito próximos, todos entre 92 a 94 pontos! Para quem gosta de Malbecs, uma bela seleção de vinhos. Aproveitem, hoje abram uma boa garrafa dessa uva ícone de nossos hermanos argentinos, mas não fechem suas mentes e taças a vinhos de outras origens, pois há muita coisa boa por aí a se provar.
A favor da diversidade e contra a mesmice, salute, kanimambo e Feliz Páscoa.

 

Dia Mundial do Malbec – Let´s Celebrate!

 

Malbe day       O dia do Malbec é dia 17 de Abril, véspera de feriado, então optei por antecipar as celebrações desse dia para dia 10, às 20:00h. Para quem ainda não sabe, a Malbec nasceu na França, especificamente em Cahors onde também é conhecida como Cot, mas foi na Argentina que ela desabrochou para o mundo. Em Cahors, clima frio e úmido, a uva sempre teve dificuldade em amadurecer por completo o que não ocorre na argentina, especialmente Mendoza e San Juan, onde chegou nos idos de 1852 e que devido ao clima quase desértico e solo seco amadurece bem tendo caído no gosto dos enófilos do mundo. Também no Chile vai crescendo a produção da Malbec que, nestas terras, apresenta características diferentes das de Cahors ou da Argentina.

Pessoalmente não sou muito fã das bombas alcoólicas e extração excessivas (apesar de muita gente gostar do estilo)  que fizeram a fama de muitos rótulos argentinos, porém venho provando bastante e descobrindo que nem tudo é assim tendo degustado uma série de grandes vinhos nesse processo, porém a maioria passando da casa dos 300/400 Reais chegando próximo dos 1.000 o que, convenhamos, deixa um certo gosto amargo no bolso e são para muito poucos. Há porém, grandes vinhos na casa dos R$150 a 200/220,00 que, mesmo não sendo baratos, já são mais palatáveis ao bolso o que, na minha avaliação, sempre dá uns dois ou três pontos a mais ao vinho.

Escolhi juntar neste verdadeiro Desafio de Malbecs ás cegas, cinco rótulos com variados estilos e de diversas regiões argentinas, Salta, Patagônia e Mendoza, para se enfrentarem às cegas nesta prova e encarar um chileno só por diversão! Teremos um total de seis vinhos presentes ao Desafio, porém antes iniciaremos os “trabalhos” com a abertura de um espumante especial elaborado com 100% Malbec, o saboroso Alma Negra Brut Rosado, (Mistral) para quem chegar no horário. Vejam quem são os desafiantes:

  • Lagarde Primeras Viñas 2009 – Advindo de uvas de vinhedos de 1906 e 1930, as primeiras vinhas Lagarde primeras Vinasdo produtor. Consegue unir com maestria a potência com complexidade e elegância Violáceo lindo e brilhoso na taça, paleta olfativa intensa e sedutora que chama a taça à boca Na boca o vinho é de uma riqueza e complexidade únicas, confirmando a fruta e um perfeito equilíbrio entre taninos, álcool e acidez mostrando que ainda há muita vida pela frente . Os taninos são muito finos, sedosos, sem excessos, bom volume de boca, untuoso e longo. Preço médio R$ 175,00 e Patrico Tapias (Guia Descorchados 2012) premiou o 2008 com 94 pontos e eleito por ele como o melhor vinho de Lujan de Cuyo. (Devinum)

 

  • Catena Alta 2009 – Os vinhedos que produzem as uvas para este vinho estão entre os melhores da família,catena-alta-malbec-2009-original-1 entre eles o Angelica (860metros), Nicasia (1170 metros) e o Adriana (1470 metros). Foi o primeiro varietal premium lançado pela família no mercado mundial em 1994 ganhando fama e reputação. Robert Parker lhe deu 92 pontos nessa safra e a vinícola o descreve assim; “Em boca é um vinho de boa estrutura e concentração, de textura suave e aveludada. No paladar médio se percebem intensos sabores a cassis e groselhas, com delicados toques a chocolate, baunilha e pimenta preta. O final oferece um atrativo sabor mineral, com taninos finamente integrados e uma acidez vivaz e refrescante.” A conferir e o vinho referência (sempre tem!) deste embate. Preço médio de R$210,00. (Mistral)

 

  • Casarena Jamilla’s Vineyard Pedriel 2010 – lançado no ano passado foi uma enorme surpresa pois ?????Pedriel costuma gerar vinhos algo mais duros. O vinho, no entanto, se apresentou muito fino com uma bela e convidativa paleta aromática, fresco, taninos aveludados, elegante, madeira muito bem integrada, um vinho muito bom num estilo, digamos, mais europeu de ser. Recém chegado ao mercado, me seduziu e espero que faça o mesmo com os presentes ao evento. 94 pontos por Tim Atkins, Troféu como Melhor Malbec acima de 20 Libras no Decanter Wine Show de 2013 e preço médio R$ 150.00. Quando 0 provei na Wines of Argentina me entusiasmei! (Magnum)

 

  • J. Alberto 2009 – Vindo de uma região mais fria e menos montanhosa, a Patagônia. Vinhedos de 1955,J_Alberto_09 geram um vinho diferenciado e de quantidade limitada a cerca de 15 mil garrafas ano. Provei numa degustação dos vinhos da Bodega Noemía e me encantei. Malbec 95% (vinhedo de 1955) com Merlot, é um vinho de excecional qualidade que passa por barricas francesas de 2º uso (30% do vinho), de 3º uso (30% do vinho) e o restante em tanques de cimento. O resultado é um vinho especial e exclusivo onde a fruta está presente com madeira inteligentemente usada de forma a “levantar” o conjunto dando-lhe complexidade e um final de boca sedoso. Vinho denso, muito rico, com um meio de boca delicioso e marcante, taninos aveludados e muito longo. Preço médio de R$190,00, Wine Spectator 92 pontos e a safra de 2012 levou 94 tanto do Guia Descorchados como de Tim Atkins no inicio deste ano. (Vinci)

 

  • Colomé Autentico Malbec 2011 – Tim Atkins 94 pontos. De um outro extremo do país, Salta, vinhedosColome Malbec  Autentico 2011 antigos lembrando que esta foi a primeira bodega argentina datada de 1831. Um vinho diferenciado pois pretende trazer toda a autenticidade da uva para nossas taças. Sem passagem por madeira, de videiras plantadas há mais de 150 anos a uma altitude de 2300 metros. Todo ele produzido baixo as normas da biodinâmica, mostra-se austero, ótima acidez, denso, grande complexidade, frutos negros, especiarias, jovem e irrequieto, uma experiência diferente . Entre os TOP 100 vinhos argentinos, de 3.000 provados, da revista El Conocedor de Fabricio Portelli. Preço médio, R$ 150,00. (Decanter)

 

  • Viu Manent Single Vineyard San Carlos Estate Malbec 2008 – Vinhedos de mais de 100 anos em Viu Viu Manent_Single Vineyard Malbec San Carlos Bottlepleno vale de Colchagua e o único vinho não argentino a ganhar, com a safra 2010, uma medalha de ouro no Malbecs del Mundo realizado anualmente na Argentina. De acordo com Alexandre Lalas do site Winereport, “Nariz com notas terrosas, alcatrão, tabaco, couro, cogumelo, e evolução para chocolate amargo e café. Na boca, médio corpo, taninos mais agressivos do que os dos malbecs argentinos, mas escorados por uma acidez correta, um bom volume e um final agradável”. Um vinho que conhecerei junto com vocês! Preço médio de R$ 175,00. (Hannover)

Esperamos ainda ter um rótulo surpresa a mais nesse dia. Para finalizar, serviremos um pequeno festival de empanadas argentinas da Caminito; Carne, Carne com uva Passa, Salteña e Mix de Cogumelos. Total do investimento, R$100 pagos no ato da reserva. Quantidade de vagas limitadas a 14 pessoas (8 já reservadas) e o erviço será efetuado em taças Riedel Overture.

Não demore, garanta logo sua vaga porque nossos eventos lotam rápido. Ah, ia-me esquecendo do local! Como o sócio é parceiro, rs, será na Vino & Sapore na Granja Viana. Contato para reservas; comercial@vinoesapore.com.br ou por telefone às Segundas das 15 às 19:00 e no restante da semana das 10:30 ás 19:00 (11) 4612-6343/1433.
Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos!

 

Ps. Fotos meramente ilutrativas