João Filipe Clemente

Minha Primeira Vez

        Nunca pensei que um dia estaria escrevendo sobre isto aqui no blog, porém tudo na vida tem sua primeira vez e no futebol não podia ser diferente. Envolto em meu manto alvinegro praiano me curvo perante o time que melhor futebol tem apresentado este ano mostrando a força do grupo sobre as individualidades, um bando de loucos que, também pela primeira vez, sentiram o sabor gostoso da vitória continental. Mais do que o time, no entanto, enalteço a vitória da perseverança e tenacidade na busca dos objetivos traçados.

  Corinthians, campeão da Libertadores meus parabéns e hoje estou feliz porque meu filho deve estar radiante! Agora vão ter pela frente o Chelsea, se passarem pelo jogo classificatório, aí quem sabe conseguem ser campeões mundiais por méritos, porque aquele outro titulo foi meia boca, né?!! Salute e kanimambo, gostoso ver esse time guerreiro e unido celebrando a merecida vitória e ganhando, finalmente, seu passaporte!

Derrubando Mitos do Vinho

            Este blog trata de compartilhar conhecimento e experiências tanto pessoais como de outros e este texto do amigo Marcio de Oliveira que recebi semana passada em seu Vinoticias semanal, me chamou a atenção. Pedi-lhe autorização para publicar e ele mui gentilmente acedeu então curtam, pois desmistifica algumas das lendas que fazem parte de nossa vinosfera.

1- SÓ VINHOS CAROS SÃO BONS – Vinhos caros são só caros. Vinhos bons se encontram para todos os gostos e bolsos. Vinhos bons  têm maior probabilidade de serem caros, mas o preço não é nem será atributo de qualidade. Muitos rótulos são mais “fama” do que qualidade. O importante é encontrar bons vinhos que caibam no seu orçamento.

2- QUANTO MAIS VELHO, MELHOR É O VINHO – Poucos são os vinhos que conseguem envelhecer com a qualidade desejável e isto porque a maioria dos vinhos está sendo produzida para ser bebida de pronto. Tenha em mente que os vinhos tintos devem ser bebidos entre 4 a 5 anos. Para o vinho branco o prazo é mais curto ainda – 2 anos. Para o vinho rosé, quanto mais fresco melhor: 1 a 2 anos. Enquanto os vinhos jovens apresentam aromas e sabores mais frutados e potentes, os vinhos mais velhos mostram aromas evoluídos (e nem sempre agradáveis) de couro, notas defumadas e ostentam um paladar mais maduro e aveludado, geralmente mais sutis e elegantes. Pesquisa recente feita na Inglaterra mostra que 99% dos vinhos comprados nos supermercados, serão bebidos em 48 horas ! O certo é que há vinhos feitos para serem bebidos de pronto e outros (poucos, raros e caros) para guarda.

3- O VINHO BRANCO É O ACOMPANHAMENTO NATURAL PARA PEIXES E O TINTO DEVE SER SERVIDO COM CARNE. Apesar de que as combinações regionais sejam um guia de segurança para boas harmonizações entre vinho e comidas, nem sempre a regra é definitiva. As combinações entre vinhos (de todas as castas) e comida são infinitas. É tudo uma questão de gosto e, gosto é algo subjetivo, não se discute! Uma das melhores harmonizações que provei foi um linguado com manteiga de ervas servido com pinotage, num ótimo restaurante da África do Sul.

4- UM VINHO COM INDICAÇÃO “DOC” É SUPERIOR EM RELAÇÃO A UM VINHO COM INDICAÇAÇÃO “REGIONAL” – As pessoas costumam confundir indicações técnicas de rendimentos, teor alcoólicos mínimos, etc., com indicações de qualidade. As denominações citadas não são indicadoras da qualidade de um vinho, mas sim de como foi produzido exclusivamente com castas recomendadas e autorizadas para a região em questão (DOC – Denominação de Origem Controlada); e de um vinho que foi produzido com castas que não foram recomendadas e autorizadas para a região em questão (Regional). Várias vezes você poderá gostar mais de um vinho regional do que um DOC. Afinal, gosto é subjetivo….

5- VINHO DE MESA SÓ SERVE PARA COZINHAR – Embora o vinho de mesa seja de qualidade inferior quando comparado com outros vinhos, isto não significa que não existam bons vinhos de mesa que possam, efetivamente, ser consumidos. Muitos vinhos de mesa não são mais do que a mistura de uvas oriundas de duas regiões distintas e cujo resultado pode ser surpreendentemente muito bom! Podem parecer destinados para uso exclusivo na cozinha devido a sua apresentação (garrafa e rotulagem) e preço, uma vez que o seu rótulo não inclui informação vital sobre o próprio vinho (castas utilizadas, colheita/safra). Não há nada como pesquisar e provar…Para comprovar como este mito está errado, muitos dos vinhos italianos “fora da lei” nasceram como “Vino da Tavola” para depois se transformarem em IGT.

6 – OS MELHORES VINHOS SÃO AQUELES QUE CONTÊM NO RÓTULO PALAVRAS COMO “COLHEITA SELECIONADA”, “SELEÇÃO ESPECIAL”, “RESERVADO”, “RESERVA” E “GARRAFEIRA” – Estas designações que cobrem um sem número de rótulos de garrafas de vinho são pura estratégia de marketing e nem sempre são um indicador da qualidade superior do vinho em questão. As palavras “Reserva” e “Garrafeira” têm significado técnico real: são normas legais que identificam o vinho como um produto que concluiu o seu estágio mínimo em barricas e em garrafa – o que não significa, por si só, um vinho melhor, já que voltamos a questão gosto pessoal. Na Espanha, por exemplo, todo vinho “Reserva” obrigatoriamente deve ter passado pelo menos 12 meses em barricas de carvalho e mais 24 meses na garrafa antes de ser comercializado. Na Itália também controla-se por legislação os chamados vinhos de “Riserva”, quando um vinho foi envelhecido por pelo menos três anos. Em países sul-americanos, como Chile e Argentina, diversos produtores estampam “Reservado” nos rótulos sem as exigências legislativas dos países europeus. Portanto, por falta desse controle, o vinho reservado dessas regiões não é indício de superioridade, ou qualidade. Na teoria, os vinhos “reservados” são aqueles extraídos de safras separadas de um mesmo tipo de uva, colhidas em uma parcela específica dos vinhedos. Alguns enólogos acreditam que o uso da palavra “Reservado” é uma estratégia de marketing dos produtores. O certo é que, quem não gosta do aroma ou sabor de carvalho nos vinhos deve evitar vinhos com designações “Reserva” e “Garrafeira”.

7- APENAS O VINHO TINTO ENVELHECE BEM – Embora como regra geral, um vinho branco deva ser consumido dentro do prazo de 2 anos, sempre há exceções à regra e, em Portugal, alguns bons exemplos são o vinho Alvarinho (Monção e Melgaço) ou o vinho Encruzado (Dão). Alguns Borgonhas produzidos a partir da Chardonnay envelhecem com grande dignidade, alcançando elegância e finesse. O célebre branco alemão Riesling é a prova viva de que um vinho branco pode envelhecer lindamente, até aos 50 anos de idade!

8- VINHOS BRASILEIROS SÃO RUINS – Vinhos ruins são ruins. Os Vinhos Nacionais evoluíram muito na última década e fazem bonito quando degustados às cegas junto a bons vinhos internacionais. Devemos perder esta mania de depreciar o produto nacional frente ao importado. (observação de JFC – em nossa vinosfera não existe espaço para quaisquer preconceitos, enterre-os bem fundo!)

9- O TEMA “VINHO” É MUITO COMPLICADOAs pessoas é que são muito complicadas. É como dirigir, só parece complicado para quem nunca fez. O assunto é simples. O problema é que a maioria das informações é tão complexa, que muitos livros são verdadeiros testamentos, trazendo informação fora do alcance para a maioria dos mortais, gente comum, pessoas como eu e você. O Vinho é um tema ao alcance de todos. Você só precisa conhecer um bom vinho para apreciá-lo. O que você precisa saber sobre Vinhos para escolher, comprar, beber e gostar, é muito pouco, é como dirigir um carro, depois que você aprende dirige e vai adquirindo experiência.

10- VINHO DÁ DOR DE CABEÇA NO OUTRO DIA – Qualquer produto mal feito faz mal a saúde. Vinhos ruins darão dor de cabeça e no bolso também. O vinho, como qualquer alimento, possui substâncias químicas usadas como conservantes. Nos vinhos de baixa qualidade, os conservantes são usados também, para encobrir defeitos, falta de higiene no processo de produção e torná-lo bebível. Somado ao açúcar adicionado a vinhos de baixa qualidade, feitos com uvas inadequadas, podem surgir substâncias que criam a “dor de cabeça no dia seguinte”. O ideal é tomar vinho e hidratar-se com água. A falta de hidratação em alguns casos pode dar dor de cabeça

Salute e kanimambo

Coluna da Eliza – Francês Tipo Exportação, Domaine Paul Mas

 Como tenho dito, a Eliza voltou, e trouxe na bagagem muitas experiências que vem compartilhando conosco em sua coluna quinzenal por aqui em Falando de Vinhos. Hoje fiquei feliz por ver que escreveu sobre este produtor criativo e “humilde” que possui um rótulo divinamente divertido e bem bolado, a linha do Arrogant Frog. Vale a pena entrar no site deles só para se divertir com os criativos e bonitos rótulos, uma baita jogada de marketing abraçando bons caldos só podia dar nisso, sucesso! Conheça um pouco mais nas palavras da amiga Eliza.

 

            Domaine Paul Mas. Esta empresa começou nas mãos de Jean-Claude Mas e nos seus 35 hectares de vinhas herdadas do pai. Hoje, com 320 hectares de terras “compradas” e mais 800 hectares de terras “contratadas”, a empresa tornou-se um verdadeiro fenômeno da exportação: ela está presente em 45 países e nos 5 continentes… Mas não se engane, ela não deixou de ser familiar e quem decide tudo (ainda) é o dono. E olha que dono! O danado está reinventando o vinho francês e mostrando para o mundo que o “luxo” não precisa ser caro. Vale a pena conferir!

            Filho, neto, bisneto, trineto de vigneron… o “vírus da vinha” veio de longe e foi conquistando, pouco a pouco, o jovem estudante de economia e marketing. Dúvidas sobre seguir a profissão de seus antepassados? Acredito que ele tinha algumas. Nas próprias palavras do empresário, “trabalhar a terra é difícil”. Mas o menino cresceu e mostrou que tem talento, trabalhando seus diferentes terroirs espalhados pelo Languedoc com maestria, ao longo dos últimos 12 anos. Apaixonado pela diversidade da região e consciente do seu grande potencial, Jean-Claude trabalha suas vinhas de forma tradicional, para extrair o melhor de cada terroir. Nas terras banhadas pelo mar mediterrâneo, os verões são quentes e secos e os invernos, amenos e úmidos. O clima joga à seu favor. Em mais de 10 anos de vindimas, ele se lembra da única vez em que teve que adiantar uma, para não deixar a humidade apodrecer suas preciosas uvas, isentas de pesticidas e outros produtos químicos. E foi justamente no meio de uma vindima, que ele me recebeu, entre uma adega em turbilhão, um escritório enxuto e 80 hectares de vinha.

                    Mas falar do Domaine Paul Mas é, antes de tudo, falar de criatividade e eficiência. A empresa é detentora da marca “Arrogant Frog”. Para quem ainda não conhece, ela traz, fora da garrafa, caricaturas engraçadíssimas de um sapo e dentro, um excelente vinho francês custo/benefício. A idéia, que faz uma referência aos próprios franceses – gentilmente apelidados pelos ingleses de “comedores de sapo” que virou “sapo” e “arrogantes” – conquistou o Japão e em seguida o mundo inteiro. Hoje, tornou-se um dos best-sellers da empresa. Fácil de entender quando o vinho é bonito de se ver, fácil de pagar e ainda gostoso de tomar!

           Outra inovação que vale a pena ser citada chama-se Luxe Rural, um novo conceito de luxo proposto pelo produtor. Para ele, luxo é algo simples, que nos proporciona prazer, que mexe com as nossas emoções e que transforma este momento, num momento perfeito. E olha que esse é o objetivo de Jean-Claude: produzir vinhos ricos e saborosos, capazes de despertar sentimentos esquecidos, aquecer corações e transformar um mero encontro de amigos numa ocasião mais que especial. Criatividade, autenticidade, refinamento e respeito à natureza. A empresa trabalha em agricultura sustentável, conhecida na França como agriculture raisonnée. Com certificação da empresa Terra Vitis, a idéia principal desta filosofia é trabalhar a vinha promovendo o equilíbrio com o seu ecossistema, favorecendo a vida dentro da terra e, em consequência, as defesas imunitárias da própria planta. Tudo isso em detrimento do uso de produtos químicos e de mega tratores que compactam o solo.

           Fica aqui mais uma dica imperdível do Falando de Vinhos, que a nossa Decanter tem o prazer e a competência de representar, desde 2011 no nosso Brasil.

             Bonne semaine et à bientôt!

Ps. Esta marca virou febre e alcança diversos produtos outros que não o vinho e uma série especial de imagens com o “Arrogant Frog” nas mais diversas atividades. Para quem curte design, um case de marketing bem sucedido, porém só imagem não vende, há que se ter conteúdo e aqui ele está sempre presente com um conceito diferenciado; “Vinhos do Velho Mundo com Atitude de Novo Mundo”. Visite seu site e blog, vale a pena. Salute e kanimambo – JFC

 

Aguçando suas Papilas Gustativas – 1º Granja Viana Wine Fest

         Esta listinha é só para os amigos que ainda não se deram ao trabalho de ir até á página da Vino & Sapore para pesquisar os mais de 60 vinhos de teremos em degustação. Olha, sem falsas modéstias, a seleção é para ninguém botar defeito. Podem não ser todos rótulos que a maioria conhece, esse é nosso objetivo, mas garanto que o garimpo por nossa vinosfera foi demais e certamente se surpreenderão tanto com a qualidade quanto com os preços, pois essa relação Qualidade x Preço x Prazer é essencial em tudo o que faço e o blog mostra bem isso.

Só de Importadores serão 14: Decanter, Mercovino, Dominio Cassis, W&W Wine, Almeria, Ravin, Winebrands, Vinho Sul, Vinhos do Mundo, Cave Jado, KMM, Premium, Au Vin e Calix.

Produtores: As brasileiras Cave Geisse, Antonio Dias, Bella Quinta, Churchill e a Malhadinha Nova de Portugal.

          Nosso principio por trás da escolha dos rótulos é traduzir na prática nosso conceito de garimpar os mais interessantes e menos comerciais dos vinhos. Diversidade com qualidade e preço independente da faixa em que o vinho se encontra, porém sempre tendo em mente que sejam vinhos que extrapolem em qualidade o preço cobrado. Menos comodatização e mais a busca de produtos diferenciados, preferencialmente de pequenos produtores, mas sem preconceitos e só esperamos que nossas escolhas sejam de vosso gosto também. Tentamos montar uma seleção de rótulos bem diversa e didática, passeando pelas mais diversas regiões produtoras, uvas e estilos de vinho fazendo desta, uma verdadeira viagem de descobrimentos.

        Como os vinhos são muitos, acho legal as pessoas se programarem  e aproveitarem para praticar a “arte de cuspir” evitando os efeitos menos agradáveis do caldos de baco, faça uma pré seleção do que mais gostaria de conhecer. Comece pelos brancos, rosés e espumantes, depois os tintos e por fim os de sobremesa. Vejam os brancos, rosés e espumantes que teremos em degustação, seguidos do expositor (Importador ou produtor):

Unique Sauvignon Blanc da Domaine de Saulvard – a delicadeza e finesse dos vinhos do Loire (França) num vinho muito fresco e fácil de gostar. Calix

Espino Grand Cuvée Chardonnay – produzido no Chile por um dos importantes produtores de Chablis (França), este Chardonnay tem arrebatado corações por seu incrível equilíbrio e madeira no ponto. Dominio Cassis

Falernia Pedro Jimenez – Esse vinho chileno produzido numa região nova, foi uma grande surpresa quando o provei, pois essa uva é mais usada na produção de vinhos doces fortificados na região de Jerez na Espanha, onde é mais conhecida como Pedro Ximenex ou simplesmente PX . Premium.

Los Navalles Verdejo – uva típica da região de Rueda na Espanha, um frescor muito bom, corpo médio  e uma ótima companhia para frutos do mar. Almeria

CVRVV – Comissão Vitívinicola Regional do Vinho Verde vai nos mostrar a diversidade e frescor dos vinhos verdes com três diferentes varietais e um blend. Para quem gosta de harmonizar, teste-os com costelinha de porco na brasa e feijoada afora a consagrada sardinha assada.

  • Xisto Alvarinho – um alvarinho fino e de valor acessível que mostra bem porque essa uva se tornou ícone da região. Vinica.
  • Muros Antigos Loureiro – mais uma cepa que se dá muito bem no Minho e este ainda é elaborado por Anselmo Mendes um enólogo que dispensa apresentações. Decanter.
  • Quinta de Linhares Arinto – as uvas autóctones portuguesas são inúmeras e a Arinto se encontra espalhada por todo o pais, inclusive no Minho sendo usado normalmente em blends. Premium
  • Varanda do Conde – um blend de Trajadura com Alvarinho que surpreende quem não o conhece.

Punto Final Rosé de Malbec – um vinho muito bem balanceado e bem feito de ótimo preço. Vinhos do Mundo

Costaripa Rosamara Chiaretto – um dos vinhos rosés mais inebriantes que tive a oportunidade de tomar e seduz quem o toma. Vem da Lombardia, Itália, mais precisamente das margens do Lago di Garda. Winebrands

Cave Geisse – este que é considerado hoje um dos melhores produtores de espumantes nacionais com enorme repercussão internacional depois que a respeitada Jancis Robinson apresentou seu Cave Geisse Brut 98 no Wine Futures de Hong Kong no ano passado. Mário Geisse foi convidado a produzir um Champagne em terras Premier Cru da célebre região produtora francesa, em breve teremos o privilégio de ter algumas poucas dessas garrafas em nosso portfolio. Por enquanto, degustaremos dois espumantes da linha Amadeu  e dois da Cave Geisse; Amadeu Moscatel / Amadeu Brut e o Cave Geisse Brut e Nature. Prove e entenda porquê de tanto sucesso. Cave Geisse

Louise Brison Champagne Millesimato brut 2004 – um pequeno produtor de Champagne que produz esse delicioso espumante de primeiro nível com preço bem inferior aos “básicos” champagnes vendidos por ai com muito sucesso porém de qualidade bem aquém deste. Cave Jado

      Estes são só 12 dos mais de sessenta vinhos que selecionamos para você curtir. Todos vinhos que se destacam em sua faixa de preço e todos vinhos que chamo de “pé no chão” ou seja, vinhos que não causam estrago no seu bolso. Vinhos bons não precisam necessariamente serem caros e esta mostra creio que mostrará bem isso pois a diversidade também se encontra nos preços; o mais barato custa R$39 e o mais caro R$250.

Salute, kanimambo e nesta semana já sabem, comprar convites! eh,eh. Para tanto, eis a lista dos locais onde eles se encontram à venda.

Granja Viana – Cotia

  • Vino & Sapore, Rua José Felix de Oliveira 866, Km 24 da Rodovia Raposo Tavares. Tel. (11) 4612-6343 a partir das 11 horas exceto de Segundas, nesse dia só a partir das 16 horas.

São Paulo

  • Morumbi , Loja Claudete Gil: Shopping Open Center, Av. Dr. Guilherme D. Vilares 1210, Telefone (11) 3746-9325.
  • Paulista,Café do Ponto: Shopping Center 3 – av Paulista 2064 piso Augusta – Telefone (11) 3262-1551

Embu

  • Café do Ponto: av Domingos de Pascoal, 35  centro – (11) 4704-0132 em frente á praça central onde tudo acontece na cidade.

Alphaville

  • Café Guinzza, Alameda Madeira, 258, Térreo Edifício Guinzza Trade Center tel: (11) 4191-1501) próximo ao Pão de Açucar.

São Roque

  • Bella Quinta Vinhos Estrada do Vinho Nº 9611 Kn 9,9 Canguéra, São Roque – tel. (11) 4711-1903

Internet

Decanter Wine Show – o nome já diz tudo.

       A Decanter cresce ano a ano e não só em quantidade, pois o Adolar com a assessoria do Guilherme, vem adicionando produtores de primeiríssimo nível ao portfolio da empresa.  Este evento, agora anual, nos trouxe vinhos somente do Velho Mundo onde chamaram atenção alguns países menos conhecido entre nós como Eslovenia, Croácia, Hungria (tintos) e Grécia mas “secondo me” como fala meu amigo Didu, os campeões foram vinhos mais tradicionais, mesmo que não tão conhecidos do enófilo.

       As preciosidades presentes foram muitas; Chateau de La Gardine Chateauneuf Cuvée des Generations, Bel Air Perponcher Bordeaux Girolate, Chateau Lagrézete le Pigeonnier Cahors Malbec, Chateau de la Tour Clos-Vougeot Grand Cru, Jean-Luc Colombo Cornas Les Ruchets, Pio Cesare Barolo Ornato e Luis Canas Hiru 3 entre outros, grandes vinhos de preços idem já que nenhum deles custa menos do que R$500,00 a garrafa. Não são vinhos para qualquer um nem qualquer momento, porém não fui lá para provar grandes vinhos e me esbaldar nos caldos de Baco. Talvez se fosse meramente por interesse hedonístico pessoal isso fosse válido, mas não foi o caso pois tenho um compromisso com meus leitores. Hoje, cada vez mais, meu foco é garimpar e encontrar bons vinhos, melhor ainda se forem ótimos, que se encaixem no bolso da maioria então tento estabelecer algumas metas nessas incríveis degustações; provar vinhos de até no máximo uns R$150 e eventualmente alguns poucos rótulos até R$300 para momentos especiais. Hoje, também uma preocupação, descobrir coisas novas e exóticas! Eis aqui o resumo daquilo que mais me chamou a atenção:

Attila Gere Hungria – fiquei muito curioso já que existe uma uva por lá que não conhecia e que, apesar do nome, nada tem a ver com Portugal. É a Portugieser Villany , muito aromática e frutada um vinho simples e fácil de gostar por R$65,00 mata a curiosidade de forma agradável sem romper bolso de ninguém.  Afora esse, mas num patamar de preços bem mais acima, gostei muito do Kékfrankos Prestige, do Cabernet Franc Selection e do ótimo Kopar, todos bem mais caros.

SIMCIC Eslovênia – marcantemente especialista em vinhos brancos, gostei bastante do Sivit Pinot (Pinot Grigio) que por R$90 se encaixa no orçamento da maioria, mas achei demais mesmo o Rebula (uva autóctone) Opoka com longa passagem por madeira, o vinho! Pena que o preço também está nas alturas, mas coisa rara é assim mesmo.

Korta Katarina Croácia – Muito bom o Posip, uva autóctone, vinho branco diferente e sedutor. Preço é um complicômetro.

Alemanha: Um caso á parte de belos vinhos brancos e a Decanter tem uma das melhores “coleções” de vinhos desta região.

  • Horst Sauer  da região de Franken (das garrafas diferentes Bocksbeutel de formato arredondado) gostei demais do Eschemdorfer Silvaner Kabinett Trocken por R$132 e do Eschemdorfer Furstenberg Muller-Thurgau Kabinett Trocken por R4106,00. Parei por aqui, mas a escada sobe e se estes já são muito bons os vinhos mais top prometem!
  • Reichsrat Von Buhl da região de Pfalz me surpreendeu com seu delicioso espumante (Sekt) Rosé elaborado com 100% Pinot, o Spätburgender Sekt Rosé Brut por R$130,00.
  • Grans-Fassian do Mosel possui dois rótulos de brancos doces que encantam. O Riesling Spatlese Piesporter Goldtropchen por R$170,00 e o Riesling Auslese Trittenheimer Apotheke por R$240,00.

Chateau Lagrézette Cahors, França é o berço do Malbec, mas um Malbec diferente do que estamos habituados a tomar por aqui! O top Le Pigeonnier é fantástico, mas curti mesmo foi o mais simples deles, o Purple. O nome tem tudo a ver com a cor e não tem nada a ver com os Malbecs argentinos. Boa pedida por cera de R$65,00.

Altas Quintas Alentejo, Portugal. Seus vinhos tintos são clássicos na região, curto muito o Trincadeira que está em falta e o sempre confiável Altas Quintas Colheita, mas o que mais me tem chamado a atenção em seu portfolio é o ótimo branco Altas Quintas Colheita um blend de Verdelho com Arinto. Os vinhos brancos portugueses ficam cada vez melhores e essa é uma dica para você, navegue por eles, pois estão demais! Pena que os preços vêm aumentando com a fama e este está por R$127,00.

Domaine du Salvard Loire, França, mais um clássico que possui um muito bom e acessível (R$80) blend de Chardonnay com Sauvignon Blanc o Cheverny Le Vieux Clos, mas que tem no seu top branco, com o mesmo corte de uvas, o L’Heritiére um grande vinho com passagem de 15 meses em barrica, que certamente surpreenderá a maioria. De uma incrível cremosidade.

Elena Walch do Alto Adige Itália próximo á fronteira da Áustria é uma produtora de vinhos surpreendentes. Para quem gosta de vinhos diferenciados é uma taça cheia!  O Muller Thurgau só no inox, é puro frescor e boa fruta por R$91,00. O Lagrein, uva autóctone da região que me agrada bastante, vem em duas roupagens, o bom Lagrein Alto Adige por R$104,00 e o estupendo Lagrein Riserva Castel Ringberg Alto Adige um senhor e sedutor vinho por R$266,00.

Frans Haas, também do Alto Adige. Possui um muito bom Nanna Vigneto dele Dolomiti que é um complexo corte de Riesling, Chardonnay, Gewurztraminer e Sauvignon blanc, porém me seduziu mesmo o Pinot Grigio Kris dele Venezie por R$64,00.

Pio Cesare, Piemonte Itália. Seus vinhos já se tornaram clássicos da região. Seu Barbaresco e seus Barolos são reconhecidamente grandes vinhos, mas desde há muito que tenho uma queda especial por seu encantador Barbera d’Alba Fides que já comentei aqui no blog por diversas vezes. Preço, R$220,00.

      Para finalizar, meus dois TOP do evento que, não por acaso creio eu, são lusos! Fazer o quê, o sangue fala mais alto, rs, mas acho que consigo bem separar as coisas.

Cossart Gordon. Vinhos madeira de primeiro nível, R$265,00, mas seu Bual 15 anos (adoro os madeiras elaborados com esta uva) é excepcional um vinho de exceção, uma ótima pedida para finalizar uma refeição numa clara e estrelada noite de verão ao ar livre olhando o céu ou no inverno sentado ao lado da lareira acesa. Vinho, entre outros predicados, romântico!

Quinta dos Roques do sempre simpático e competente Luis Lourenço. Seu Dão Encruzado (uva branca autóctone da região) entra ano sai ano é sempre um destaque que merece ser conhecido e custa R$105,00. Seu Quinta dos Roques Dão é um achado por R$81,00, seu Quinta dos Roques Touriga é divino e cresce muito com pelo menos meia dúzia de anos nas costas, recomendo até um pouco mais, mas seu Quinta dos Roques Dão Garrafeira 2003 (só produzido em 2000, 2003 e agora 2008 – em fase de amadurecimento na adega) com uma produção que varia nas grandes safras, entre 2000 a 3000 garrafas é de cair o queixo! Pura elegância e complexidade, rico e encantador, sofisticado e fino como poucos. Daqueles vinhos, como costumo dizer, que deveriam vir á mesa de fraque e cartola! Uma maravilha engarrafada por R$250,00 e vale!!!

Coisas que Perdi e me Deixaram Tristes, sniff/sniff

         Nestes eventos sempre tem coisa que queremos ver mas que no calor do evento passamos batido e só nos tocamos depois. Aliás, vai aqui uma sugestão para os organizadores do evento, que tal enviar os catálogos para os compradores de convites e membros da imprensa, com pelo menos uma semana de antecedência? Facilitaria muito a vida de todos pois possibilitaria uma melhor programação da visita. Eu, por exemplo, já tenho no meu site os vinhos que serão degustados dia 14 de Julho (Sábado) em meu 1º Granja Viana Wine Fest que realizarei na Vino & Sapore. Enfim, estes me deixaram tristes, não deveria ter perdido!

  • Paul Mas (França) Arrogant Frog Tutti-frutti tinto e branco.
  • Quinta da Neve (Brasil) Cabernet/Sangiovese/Merlot
  • Vinícola Hermann (Brasil) Matiz Alvarinho
  • Munoz-Artero (Espanha) Finca Munoz Reserva de La Familia e Cepas Viejas de Castilla
  • Hiedler (Áustria) os Gruner Veltliner
  • Chateau de Tracy (França)  os Pouilly-fumée

      É isso meus amigos, mais um grande evento e algumas descobertas que quis compartilhar com vocês. Um ótimo fim de semana que ficará melhor ainda se você garantir desde já a presença no meu 1º Granja Viana Wine Fest, e nos vemos por aqui ou na Vino & Sapore onde sempre haverá uma garrafa aberta para tomarmos uma taça juntos. Salute, com o Quinta dos Roques Garrafeira, e kanimambo!

1º Granja Viana Wine Fest – Vinhos por R$1 a taça?!

       Calma, sem empurrar, calma gente! Pessoal é brincadeira porque a taça não é cheia porém é mais ou menos por aí e não é sangue de bois. Neste próximo dia 14 de Julho (lembra que já tinha sugerido reservar a data?!) você poderá provar em doses homeopáticas de degustação mais de sessenta vinhos escolhidos por mim com apoio de meus parceiros na Vino & Sapore por R$60 e ainda tem troco! Uma bela oportunidade para você aproveitar e garimpar vinhos que cabem no seu bolso e saem do lugar comum e daquelas obviedades que a grande maioria disponibiliza por aí. Melhor ainda, é num SÁBADO!

        É com este conceito de viajar pelos mares de Baco numa tremenda viajem de descobrimentos por nossa intrigante e diversa vinosfera, que venho convidar os amigos a participar de um evento único na Granja Viana promovido por gente do vinho, para amantes do vinho e com foco no vinho e seus prazeres. Um verdadeiro Festival de Vinhos e Produtos Gourmet na Vino & Sapore, a ser realizado numa área coberta de 100m² adjacente à loja, hoje um gramado,  na charmosa Estação do Sino, Rua José Felix de Oliveira 866, no bucólico centrinho da Granja Viana no km24 da Rodovia Raposo Tavares, com suas lojas (presentes, moda feminina e infantil) cervejaria e restaurantes.

      Serão 20 expositores, entre produtores nacionais e importadores, mesas de degustação de frutos do mar defumados direto de Santa Catarina (Marithimus), Strudels salgados e doces, mesa de antepastos artesanais, chás especiais da IntiZen, etc.. Um evento imperdível para os amantes do vinho, seus sabores e seus mistérios, já que teremos á prova vinhos da África dos Sul, Austrália, Líbano, Uruguai, França, Espanha, Argentina, Portugal, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Brasil e Chile num total de treze países. Já ouviu falar das uvas Saint Macaire e Albarossa? E um blend de Tannat com Pinot Noir, já tomou? Vinhos do Líbano, você sabia que por lá também se fazem bons vinhos? Faça uma viagem sensorial por novos e diversos sabores, tente harmonizar alguns desses vinhos com alguns dos “petiscos” também disponíveis para degustação, você poderá ter agradáveis surpresas no processo e descobrir que existem coisas bem mais interessantes neste mundo de Baco que vão bem além da maioria das obviedades disponíveis no mercado. Uma verdadeira viagem de descobrimentos!

        Ao longo das próximas semanas irei publicando diversas notas com noticias deste evento que promete mexer com as férias dos enófilos de plantão. Enquanto isso, vá garantindo seu convite. Para fazer essa viagem, você investe R$60,00 e ainda fica com um crédito de R$20 para compras no dia, de qualquer um dos vinhos em prova. Afora na Vino & Sapore, você também poderá comprar seus convites, que lhe dão acesso a toda os produtos em prova, nos seguintes locais:

São Paulo

  • Morumbi , Loja Claudete Gil: Shopping Open Center, Av. Dr. Guilherme D. Vilares 1210, Telefone (11) 3746.9325.
  • Paulista,Café do Ponto: Shopping Center 3 – av Paulista 2064 piso Augusta – Telefone (11) 3262-1551

Embu

  • Café do Ponto: av Domingos de Pascoal, 35  centro – (11) 4704-0132 em frente á praça central onde tudo acontece na cidade.

Alphaville

  • Café Guinzza, Alameda Madeira, 258, Térreo Edifício Guinzza Trade Center tel: (11) 4191.1501) próximo ao Pão de Açucar.

São Roque

  • Bela Quinta Vinhos Estrada do Vinho Nº 9611 Kn 9,9 Canguéra, São Roque – tel. (11) 4711-1903

Caso tenha dificuldade em acessar qualquer um desses cinco pontos de venda, ligue para a Vino & Sapore, (011) – 4612.6343 ou 1433 a partir das 11 da manhã, ou envie um e-mail para comercial@vinoesapore.com.br  que se dará um jeito para fazer o convite chegar até você. Aguardo você por lá e não demore para garantir a compra de seu convite, pois as vagas são limitadas! Para embalar tudo isso um Jazz Trio ao vivo. Enfim, um evento que não dá para perder e não esqueça de convidar os amigos e colegas que, como você, também curtem um bom vinho. Para maiores detalhes do evento, inclusive com a lista de expositores e rótulos em prova, visite o site  www.vinoesapore.com.br ou aguarde os próximos posts sobre o tema com lista de expositores, vinhos e patrocinadores.

Salute e kanimambo

Paella y Vino – The Day After

Faz um mês, nossa há quanto tempo, que tivemos a oportunidade de nos sentarmos na Vino & Sapore com amigos para mais uma degustação harmonizada. Mais uma vez um grande sucesso já que conseguimos atingir nossos objetivos ao conseguirmos montar as bases estruturais de toda e qualquer harmonização; Prato, Vinho, Pessoas e Momento! A ideia deste encontro veio da quantidade de pessoas, clientes e eleitores, que me perguntavam sobre os vinhos mais adequados para harmonizar com Paella e optei por diversificar os vinhos em prova.   Na Granja Viana a reputação da Paella preparada no forno a lenha pela Dona Sagrario é irretocável e célebre há décadas, então a fonte do alimento sólido para esta experiência enogastronomica só  poderia vir de lá e não deixou duvidas, delicia! Já os vinhos, aí a escolha foi bem mais difícil pois as potencialmente boas “maridajes” no mercado eram enorme. Optei por mixar o tradicional ao inusitado, rótulos mais conhecidos com aqueles menos midiáticos e só provando para ver o que dará certo.

  • Ramon Bilbao Branco – um Viura fermentado em barrica de que gostei muito quando visitei o tradicional e famoso Don Curro. Ótima acidez, saboroso, equilibrado e complexo com bom corpo, um vinho que entusiasmou o pessoal mas que não aguentou a paella valenciana que junta carnes brancas e frutos do mar.
  • Señorio de Sarría Rosado – um vinho de Navarra, região famosa por seus rosés, elaborado com a uva símbolo da região, a garnacha. Menos residual de açúcar do que estamos acostumados a ver nos vinhos deste estilo, mais seco e com uma acidez bem presente, acompanhou muito bem a paella com um toque mais refrescante e provavelmente seria minha escolha para uma tarde de verão.
  • La Calandria Cientruenos Garnacha – um vinho que acaba de chegar ao mercado, pequeno produtor que cria mais que vinhos, cria poesia engarrafada. Tentando restaurar a essência e tradição da Garnacha nos vinhos tintos de Navarra, um vinho diferenciado. Muita fruta, pouca madeira, taninos suaves paleta olfativa deliciosa e sedutora que evolui para bala de cereja, porém sem qualquer açúcar residual no palato. Um vinho que combinou muito bem com a Paella sem brigar com ela em nenhum momento tendo se mostrado um vinho muito alegre e jovial que certamente também deverá acompanhar muito bem um variado dortido de tapas. Uma maridage muito agradável que fez a cabeça de alguns.
  • Finca San Martin Crianza – um Rioja delicioso e sedutor que provei o ano passado e me surpreendeu muito positivamente já que, inclusive, possui um preço muito bom. Mas é na boca que ele realmente mostra a que veio e arrasou neste encontro com a Paella. Uma maridaje clássica, que mostrou uma incrível harmonia com o prato. O vinho mostra muito de um estilo mais clássico qdos vinhos de Rioja alta, porém algo mais light. Madeira muito bem colocada, taninos finos e maduros, um caldo vibrante que seduz e que, na minha opinião, foi a melhor harmonização num encontro em que os vinhos, como um todo, foram muito bem com o prato.
  • Trapezio Plus – nenhuma degustação que armo fica completa sem algo diferente e este vinho, fruto do corte entre a Merlot, maior porcentual, e a Cabernet Franc produzido na Argentina, surpreendeu a todos. O vinho por si só já surpreende pois prima pela elegância muito mais que potência que creio ser típico dos vinhos advindos de Agrelo em Lujan de Cuyo, pois tenho tido essa sensação da maioria dos vinhos dessa sub-região em Mendoza. Taninos bem posicionados, médio corpo, frutos negros muito agradáveis, final algo especiado, equilibrado e fresco. Uma ótima descoberta neste encontro em que a harmonização geral foi muito bem.

Destes cinco vinhos, quatro muito boas harmonizações, o ganhador fica por conta de cada um já que houve preferências por diversos. Só o branco, que todos adoraram, acabou destoando o que não lhe tira valor, uma pena pois o produtor não mais exportará esse rótulo. Mais uma noite muito agradável onde a alegria imperou e nos mostrou que as pessoas são claramente parte integrante de qualquer harmonização.

Salute, kanimambo e amanhã tem mais.

 

Salvar

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Concurso de VinoPiadas – And the Winner Is …….

       O amigo José Felipe Neis é o grande ganhador do nosso concurso de VinoPiadas e vai levar o KIT conforme publicado no post de 29 de Fevereiro. O interessante, é que foi nesse mesmo dia que também publiquei a VinoPiada dele – O Critico. Acho que já estava escrito! O segundo colocado, meu amigo Josmar, e o terceiro o Luis Antonio também receberam um premio especial porém esses são surpresa e eles só verão, já que são de Sampa, quando nos derem o prazer de sua presença na loja! Eis as três piadas ganhadoras:

1º Colocado – O Crítico

2º Colocado – Salvaguardas

3º Colocado – Elogio 

    Por hoje é só. Amanhã falo de Vinhos & Paella, o resultado da degustação harmonizada que promovi na Vino & Sapore, e durante a semana mais algumas noticias e dicas deste maravilhoso mundo de Baco. Tenham todos uma ótima semana, salute e kanimambo por seguir dando suas passada diárias por aqui.

Amanhã é Dia de Encontro de Vinhos

Dica principal desta Sexta é amanhã curtir bons vinhos e boa companhia no Encontro de Vinhos que meus amigos Beto e Daniel promovem em Campinas. Um evento imperdível para os amigos da região que é enorme, pois vai de Jundiaí a Limeira. Juntem os amigos, aluguem uma van e aproveitem ao máximo pois vale muito a pena. Fui convidado a colaborar com a eleição dos TOP 5 do evento, mas Sábado é meu melhor dia na loja então não posso me ausentar então, seja você o juiz do Encontro e me diga quais seus top 5!

“Dando continuidade ao Road Show iniciado no Rio de Janeiro em março e depois de passar por São Paulo em abril, o Encontro de Vinhos chega à cidade de Campinas. O evento segue o mesmo formato dos anteriores, sempre trazendo descontração e um ambiente agradável para os participantes, sem nunca deixar de lado a importância da informação sobre os vinhos para profissionais e consumidores.

O local escolhido para o evento foi o Casarão Festas e Eventos, que fica no charmoso bairro do Gramado há mais de 25 anos. De fácil acesso e muito conhecido pelos moradores da cidade e região, o Casarão oferece um ambiente aberto, espaçoso e com decoração de alta qualidade. Alguns importadores e produtores brasileiros já confirmaram presença como Cantu, Ravin, Península, La Cristianini, Vinhos da Áustria, Casa Valduga, Domno do Brasil, Pericó, MS Import, Chez France, Wine Lovers, Vinho Sul, PIzzato, Domínio Cassis e Miolo.

Especialmente para Campinas, o Encontro de Vinhos traz com exclusividade a produtora dos vinhos Ferratus, de Ribera Del Duero. Maria Luisa Cuevas vem para o Encontro de Vinhos para mostrar porque os vinhos Ferratus nunca receberam notas abaixo de 90 nos principais guias espanhóis e internacionais. Como o vinho ainda não tem importador no Brasil, será uma oportunidade única provar o Ferratus Sensaciones, 95 pontos no Guia Repsol e 94 no guia Peñin.

A entrada custa 60 reais e dá direito a provar todos os vinhos. Para maiores informações clique aqui. http://www.encontrodevinhos.com.br/

Salute e bom fim de semana. quem sabe neste domingo consigo, finalmente, terminar uma série de posts que estão represados por total falta de tempo já que compromissos familiares de fim de semana, sempre prioritários, mais os arranjos para o 1º Granja Viana Wine Fest me têm tomado todo meu tempo.

Sabores do Piemonte – Últimas 4 Vagas!

No próximo dia 26 de Junho, realizarei na Vino & Sapore uma degustação harmonizada de dar água na boca! Como já de praxe, todo o mês uma degustação de alto nível num encontro gostoso e descontraído harmonizando Vinho, Comida e Pessoas! Desta feita vamos mergulhar nos Sabores do Piemonte porém, como o vinho é servido ás cegas, haverá um intruso nesse exercício, um vinho fora da região. Nestes encontros mensais, exploramos a riqueza dos sabores do vinho e o resultados destes quando colocados juntos com boa gastronomia e um ingrediente essencial, o grupo de pessoas que temos o privilégio de juntar nesses eventos  Desta feita nossa viagem pelos sabores da enogastronomia nos leva ao Piemonte e seus soberbos vinhos, assim como o clássico Ossobuco que será acompanhado de Risoto Milanese elaborado pela hábeis mãos do amigo Ney Laux (Restaurante do Ney no Pattio Viana) cuja cozinha dispensa apresentações sendo seu restaurante considerado uma das 10 maravilhas da Granja Viana com história para contar!

       Seis vinhos, cinco do Piemonte mais um, sempre tem que ter uma surpresa, todos provados ás cegas.  Primeiro uma rodada para avaliar os vinhos, depois nova rodada, desta feita acompanhada do prato para avaliarmos a  harmonização. O que será melhor, a típica harmonização dos sabores regionais ou o intruso levará?! Para finalizar a viagem, Tiramissu com espumante Asti (será que harmonizará?) e nosso delicioso café do Ateliê do Café. Eis a lista de vinhos que estaremos colocando nesta degustação:

  • Dezzani L’Assiona Monferrato  (4 “grappoli” em 5 no guia Duemilavini) – um vinho delicioso e intrigante elaborado com uma uva pouco conhecida da maioria, a Albarossa. Esta cepa é fruto do cruzamento das castas Nebbiolo e Barbera, um vinho que por si só já vale a experiência.
  • Prunotto Mompertone Monferrato Rosso – um campeão de vendas e saborosissímo blend de Barbera com Syrah, vinho que pode surpreender mesmo que sem a fama de seus outros concorrentes da noite.
  •  Dezzani Barbaresco (2 estrelas em 3 no guia I Vini di Veronelli) – 100% Nebbiolo, a mais representativa casta da região, numa versão mais light do que os barolos, mas não por isso menos prazerosa!
  •  Piero Busso Barbera d’Alba (4 estrelas de 5 na revista inglesa Decanter) – 100% Barbera. A barbera vive uma crise de identidade e há de tudo no mercado, dos mais ralinhos aos mais encorpados e complexos até os carregados de madeira! Este rótulo é produzido por um pequeno produtor ôrganico e mostra todo o esplendor que essa uva pode gerar com um vinho de muito boa concentração e produção limitada.
  •  Cascina Ballarin Tre Ciabot Barolo (3 “grappoli” em 5 no guia Duemilavini e Wine Spectator 90 pontos para a Safra de 2003) – um “affordable” Barolo pronto a beber em seus 4 anos e pouco de vida, uma mescla de uvas de três diferentes vinhedos, entre eles um da importante sub-região de La Morra., é um despertar para os grandes e carissímos Barolos de guarda.
  •  Intruso – no mesmo patamar de qualidade e altamente respeitado em nossa vinosfera, permanecerá nas sombras (rs) sem se identificar até ao final da degustação que, obviamente, se dará ás cegas.

      Investimento de retorno garantido para no máximo 13 pessoas dos quais 9 já reservaram, então só sobraram cinco! O custo será de R$190,00 com os já costumeiros 10% de desconto para casal ou grupo de amigos. Fico no aguardo de vossa manifestação e reservas, lembrando que as atividades se iniciarão às 20 horas e nos sentaremos á mesa impreterivelmente ás 20:30. Ligue para (11) 4612.6343/1433 ou envie mensagem para comercial@vinoesapore.com.br .

Salute e kanimambo!