João Filipe Clemente

Já Acabou? Eu quero Mais!!

          I had a dream………que um dia eu trabalharia Terça, Quarta e Quinta e teria um fim de semana grandioso – Sexta, Sábado, Domingo e Segunda. Será que algum dia conseguirei? Inshala, porém até lá, keep on dreaming and working!!

End of weekend

Kanimambo pela paciência, salute e uma ótima semana para todos

O Preço do Vinho e o Consumo ou Meu Rico Dinheirinho!

  hand20with20moneyrs1    Não é de hoje que bato na tecla de que o grande empecilho para um crescimento sustentável e duradouro para o consumo de vinhos finos no Brasil passas obrigatoriamente por preços mais justos e baixos, não confundindo aqui baixo por barato! Faz tempo que nosso consumo per capita de vinho não passa dos cerca de 1,8 litros anuais e de vinhos finos deve andar por aí na faixa dos 0,5 dos quais aproximadamente metade em São Paulo. Estes números são estimados já que não existem no Brasil estatísticas mais precisas, porém o que fica claro disso é que; se este numero saltar para 3 ou 3,5 litros, não haverá produção que chegue e nunca mais se falará de salvaguardas! Todas as outras ações, que não sejam realizadas concomitantemente são, a meu ver, meros paliativos sem muita eficácia concreta e um desperdício financeiro. Pela falta de trabalho, talvez até interesse, nessa redução de custos e preços num país onde tradicionalmente sempre se buscou ganhar mais com menos do que menos com mais, como nos grandes centros de consumo do mundo, vivemos hoje num país com um dos custos de vida mais altos do mundo e o preço dos vinhos acompanha esse status quo.

         Pois bem, no Vinoticias 06/2013, o Marcio publicou um artigo de Christovão de Oliveira Jr. (Confraria Belo Vinho) sob o título – Preço Elevado, Caro ou Absurdo? Apreciei muito o conteúdo pois nos dá o que pensar e, paralelamente, deixa claro a diferença, para muitos pouco perceptível, entre o preço elevado e o caro. No texto fiz algums comentários que estão em preto. Curtam esse artigo que vale a pena.

 “ PREÇO ELEVADO, CARO OU ABUSIVO ? ” –  No ultimo sábado um amigo pediu que dirigisse um almoço-degustação para os componentes de sua confraria. Seria algo bem descontraído e o foco principal seria a reunião de um grupo de grandes amigos. Minha tarefa seria comentar os vinhos que seriam degustados e um pouco de cada produtor e das regiões de origem, sendo que todos os vinhos seriam de Portugal. Ele me disse que não precisava de nenhuma pesquisa específica uma vez que os vinhos seriam da gama média sendo quase todos vinhos do dia a dia.

Ao pesquisar sobre os vinhos vi que todos, sem exceção, eram rótulos altamente reconhecidos e todos eles premiados pelos mais diversos órgãos como Revistas, Guias e sites sobre vinhos. Mas a característica principal é que todos eles estavam, em Portugal, na faixa de preço entre 3,5 e 6 euros. Como eu sei que em toda a degustação a pergunta sobre o preço dos vinhos degustados é um fato garantido fui procurar o preço de venda deles na importadora. Foi difícil acreditar nos preços que encontrei: o valor deles variava ente 57 e 127 reais. Isto me obrigou a fazer nova pesquisa, desta vez em lojas de vinhos de Lisboa para conferir o preço que havia achado. Mais uma surpresa: encontrei preços um pouco inferiores aos que haviam encontrado antes: entre 2,90 e 4,30 euros para os vinhos da mesma safra que os que seriam servidos.

Até muito pouco tempo atrás a formula, quase infalível, para saber o preço de um vinho no Brasil era pegar seu preço em euros em lojas e supermercados da Europa e multiplicar por dez para achar o preço em reais também em lojas especializadas. (minha conta era de 4 a 5 vezes o preço de prateleira lá multiplicado por 2 se a origem fosse Dólar ou 3 se fosse Euro) Ou seja, um vinho europeu custava aqui cerca de 3,5 vezes o seu preço na Europa. Esta conta, com uma margem de não mais que 10% funcionava em praticamente todos os vinhos com algumas poucas exceções. Só que no caso desta degustação eu estava encontrando vinhos cuja multiplicação tinha que ser por valores de até 30 vezes.

Há muito tempo em conversas com importadores eu já vinha ouvindo as “explicações” sobre o motivo que a conta correta não mais podia ser a multiplicação por dez, e sim que agora deveria ser por 14 e até por 16. Claro que as explicações eram sempre os impostos e o famoso “custo Brasil”. Não quero me deter nestas explicações uma vez que se entrasse neste tema ia precisar de muitas paginas para explorar com alguma adequação o tema. Só vou dizer que não engulo estas explicações. Elas contem parte, mas não toda a verdade.

Voltando à degustação, o que pude confirmar foi o fato de que muitas importadoras têm colocado uma margem muito maior nos vinhos mais baratos para conseguir vender seus rótulos mais caros em faixas mais baixas de preço. Explico melhor: um vinho de 20 euros na Europa deveria custar aqui entre 200 e 280 (dependendo do multiplicador que fossemos aplicar e já considerando a nova realidade do número 14 como multiplicador válido). Já um de 40 euros sairia por 400 a 560 reais. É claro que em um país pobre como o nosso e, mais ainda, no qual os preços vem subindo deforma constante em vários itens, vender vinhos de 300, 400 ou 500 reais não é algo muito fácil. Então as importadoras resolvem “baixar o multiplicador” para vinhos desta faixa para 7 a 9 e para compensar o menor lucro neles, decidem “punir” a grande maioria dos enófilos que bebem, na maior parte das vezes, vinhos na faixa de 60/80 reais. Para isso aumentam o multiplicador para esta gama de vinhos.

Acho engraçado este procedimento no momento que produtores, importadores e lojas especializadas são unânimes em proclamar que o brasileiro bebe pouco vinho e que “precisamos aumentar a base da pirâmide”. E ai eu pergunto: como e quando vamos conseguir isto se os vinhos do dia a dia, que deveriam ser altamente acessíveis se tornam cada dia mais inacessíveis?

De minha parte, há muito não passo sequer na porta de algumas importadoras por considerar que seus vinhos têm preços totalmente abusivos. Nem com muita boa vontade eu poderia dizer que os preços são elevados ou os vinhos caros (o que seria muito diferente). A verdade nua e crua é que os valores cobrados são verdadeiros absurdos. É uma postura que, ao que parece, vai mudar de uma visão filosófica para uma visão muito mais fácil que é a econômica. Não vou comprar vinhos delas não por não concordar com os preços, mas simplesmente porque não poderei pagar os valores pedidos por elas.

Vou mudar um pouco uma das mais importantes frases do mundo do vinho, que foi escrita por uma de suas maiores personalidades, Emile Peynaud; ele disse: “Só existem maus vinhos porque existem maus bebedores”. Pois eu digo: “Só existem vinhos de preços abusivos porque existem aqueles que pagam o valor pedido”.

Preços como os que citei no inicio deste artigo são um desrespeito aos enófilos e um fator de desestímulo ao consumo de vinhos. E o pior é que a prática vem se tornando lugar comum, deixando de ser restrita a poucas importadoras. Cabe a nós, amantes do vinho, adotar uma postura de repúdio e combate a tal prática. Vinho encalhado nas prateleiras é vinho candidato a “promoções” que na verdade significam apenas a venda daquele produto por um preço muito mais perto da realidade. Reclamar dos preços atuais dos vinhos não basta, precisamos agir!

      Bem, dá o que pensar não? Me recordo que ma vez perguntei a um importador porquê de tamanha diferença. A resposta, entre alguns outros pontos bastante pertinentes, foi de que o custo Brasil assim o pedia. As dificuldades colocadas na chegada da mercadoria ao Brasil, a instabilidade tributária, as barreiras tarifárias, etc. eram tantas que se não fosse calculada uma certa dose de gordura, uma importação só já poderia significar o fechamento de uma empresa! Pois é, essa é nossa vinosfera tupiniquim! Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Crise de Abstinência

      Como escriba, deixemos isso bem claro! rs A crise é minha e não de meus leitores então, por um curto espaço de tempo enquanto ponho a casa em ordem, vou me aproveitar dos amigos e postar aqui algumas boas matérias de amigos de nossa vinosfera para que você não perca a viagem da visita. Começo pelo amigo Marcio Oliveira, autor da newsletter Vinoticias que recebo semanalmente e não deixo de ler para me manter antenado com as coisas de nosso mundinho. Na  penúltima newsletter recebida, duas matérias muito interessantes me chamaram a atenção, como especial destaque para esta sobre  Portugal, até porque tem tudo a ver com o conceito que minha saudosa amiga e sócia, Inês Cruz, e eu impusemos a nossos programas de viagens que claramente detêm o titulo de viagens Enogastroculturais. Eis o texto do MárcioClipboard Sabores

“ AROMAS E SABORES PORTUGUESES ” – Dizem que a melhor maneira de se avaliar a cultura de um povo é visitar seu mercado. Por onde passo, procuro conhecer um mercado com frutas frescas, carnes, peixes, temperos e vinhos; e se não o consigo, tento ver nos supermercados a variedade de ingredientes culinários e vinhos que cada povo tem.

            A história da gastronomia portuguesa está diretamente relacionada com as qualidades  dos produtos qe o seu solo e o oceano lhes fornece. A base da tradição mediterrânica assenta-se na trilogia do “pão, vinho e azeite”. Esta tendência, espalhada um pouco por todo Portugal, encontra diferentes nuances em cada região. São as influências climáticas, geralmente demarcadas pelas mesmas fronteiras geográficas que delimitaram os trajetos dos povos pelo território em que passaram, que cunharam várias tendências e caracterizam cada uma das cozinhas regionais. Dos fenícios aos romanos, dos mouros às novas gerações, a cozinha portuguesa é uma consequência de todas as contribuições trazidas pelos ocupantes da Península.

            Daí, Portugal ter uma gastronomia tão rica e variada como a sua paisagem e o seu patrimônio cultural, que de certa forma está muito presente na culinária mineira e brasileira.

            No entanto, em Portugal, penso eu que é o mar que imprime a característica mais marcante à culinária local. Um simples peixe grelhado é sempre fresquíssimo, bem como o marisco que abunda em todo a costa litoral. As descobertas marítimas e o intenso comércio de especiarias inspiraram a cozinha lusitana e certamente introduziram novos sabores. Outros produtos de base, como a batata, ou curiosamente o arroz e feijão (tão brasileiros), chegaram durante este período da história de conquista de territórios e, de Portugal, partiram para vários países europeus.

            Em pratos de carne, uma sugestão de todo o país: o celebrado cozido à portuguesa mistura carnes e legumes, cozidos de forma suculenta. A carne e os enchidos consolidam a base de produtos essenciais em muitos pratos portugueses, sobretudo na região Norte, onde também se poderá saborear as tripas à moda do Porto, uma variedade de feijoada, que é feita à moda de Trás-os-Montes (de onde saiu meu bisavô para o Brasil).

            Lembremos também do mais fino azeite português, de grande qualidade, que está sempre presente e integra todas as receitas de bacalhau (dizem que há 1001 azeites diferentes em Portugal), tipicamente lusitana na forma de preparar e apreciar.

            E os queijos então, basta lembrar dos feitos na Serra da Estrela, mas há vários, como os do Centro de Portugal e do Alentejo, que são todos deliciosos.

            Os doces, com origens nos conventos onde eram preparados, criaram uma doçaria especialíssima. Nunca deixe de provar um pastel de nata, que é uma “bomba” calórica (3 pastéis somam 1000 calorias e são mais do que muita gente consome diariamente no mundo), que vai muito bem se acompanhado de um bom café “expresso”. Isto sem falar de pão, que é uma verdadeira “perdição”!

            Cada prato tem um vinho certo para companhia. Portugal neste aspecto é um país impar em variedades e diversidades. Se o vinho do Porto e da Madeira fizeram fama inicial do país, hoje os tintos do Douro, do Dão, da Bairrada, do Alentejo e tantos outros fazem a festa de qualquer amante de vinhos.

            E como na recente viagem que fiz pela terrinha a convite da ViniPortugal, muita gente perguntou-me sobre os vinhos que acompanham as “Maravilhas da Gastronomia Portuguesa”, preferi começar estes artigos falando sobre gastronomia e nas semanas seguintes sobres os vinhos provados. 

            Alheira de Mirandela, Queijo Serra da Estrela, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém, foram as 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, eleitas por quase um milhão de votos via internet (Facebook).

As 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa por suas regiões:

Entradas: Alheira de Mirandela (IG) – Trás os Montes e Alto Douro

Entradas: Queijo Serra da Estrela – DOP – Beira Interior / Beira Litoral

Sopas: Caldo Verde – Entre Douro e Minho

Marisco: Arroz de Marisco – Estremadura e Ribatejo

Peixe: Sardinha Assada – Lisboa e Setúbal

Carne: ‎Leitão da Bairrada – Beira Litoral

Doces: Pastel de Belém – Lisboa e Setúbal

         Bem, por hoje é só, mas Quarta tem mais. Por enquanto, fica aqui um Kanimambo especial ao Marcio, aos amigos e fiéis leitores que mesmo com essa crise seguem prestigiando este blog de acordo com as estatísticas de acessos. Salute e não deixe de ler mais textos do Marcio no seu blog http://vinoticiasbh.blogspot.com .

58 Grandes Compras Abaixo de 15 Libras

        É, tá certo que o patamar de preços é outro e a realidade idem, porém é uma lista que não deixa de ser um guia de recomendações interessantes, face a seriedade da fonte, e fiquei bastante feliz quando vi essa lista porque muitos já listei aqui como melhores do ano e outros posts. A fonte é das melhores, a respeitada revista inglesa Decanter e vale vocês clicarem neste link e ir conhecendo alguns bons vinhos que devem andar aqui numa faixa de preços intermediária, entre os R$50 a 100 por aí. Aproveitem >

http://www.decanter.com/wine/labels/34220/slideshow/0/58-great-value-new-world-reds-under-15?dec#index=http%3A%2F%2Fwww.decanter.com%2Fwine%2Flabels%2F34220%2Fslideshow%2F0%2F58-great-value-new-world-reds-under-15%23slideshow

   Serve também como boa fonte de pesquisa para os importadores que busquem refrescar seus portfolios pois há muita coisa diferente que ainda não está por aqui. Espero que estejam se divertindo de montão neste carnaval. Eu sigo trabalhando muito para fazer a mudança da Vino & Sapore, escolher novos rótulos e abrir neste próximo Sábado. Se não der mais zica nenhuma, andei meio down em função de umas dores estomacais, espero os amigos para uma taça de espumante a partir de dia 16 no novo endereço, só atravessando a rua de onde estávamos > Zagaia Mall, na Rua José Felix de Oliveira 875. Até lá, Salute e Kanimambo

Nem só de Vinho Vive o Homem!

ou mulher, tanto faz. Para quem for a Cafayate/Salta, por um momento apenas perca-se em outros atos de prazer que não o vinho porque tem uma loira por lá que vale a pena! Calma gente, a sugestão é bem mais inocente do que estão Me Echó La Burrapensando, a loira é gelada e muito gostosa, uma experiência diferente.  La Rubia, “Me Echó la Burra” é uma cerveja artesanal muito saborosa produzida em San Carlos, na Estancia Hotel “ La Vaca Tranquila”, a poucos quilômetros de Cafayate. O site deles vale bem a visita pois possui um acervo de fotos dos Vale de Calchaquíes que mostra bem a beleza da região que tanto me encantou.

          Não sou cervejeiro, mas curto uma boa cerva de vez em quando e esta eu recomendo. A  cor da rubia parece no copo uma Weissbier (cerveja alemã de trigo sem filtragem), mas longe disso já que é bem menos densa e o processo de elaboração é diferente. Aliás, como me ensinou meu amigo José Eduardo, uma cerva das boas bem geladinha limpa a “serpentina” antes de nos entregarmos aos prazeres de baco! Trouxe uma Rubia e a dividi com meu filho o que a fez ainda mais saborosa, pois a boa companhia, em qualquer situação, é sempre essencial.

Salute, hoje com a Rubia, e kanimambo.

Ps. A Vino & Sapore está de mudança no Carnaval então tá dificil dar a atenção devida ao blog, sorry. Ainda esta semana, no entanto, falo dos vinhos de Colomè e minha visita a esta região

ST, uma Aberração Tributária Que + Uma Vez Vai Alavancar os Preços do Vinho

É, pelo que me chegou aos ouvidos, lá vem mais uma carteirada de nossos governantes e desta vez estaduais! Espero que o que tenha ouvido seja falso, porém corre solta a informação de que mais uma vez o governo de São Paulo vai aumentar o IVA sobre o qual é recolhida a ST o que, consequentemente, vai aumentar os preços do vinho. Como se São Paulo já não pagasse os preços mais altos do mercado brasileiro e talvez do mundo, exceção feita a uma ou outra republiqueta por aí!

Agora, você sabe o que é a ST? Pois bem, essa aberração foi criada no sentido de facilitar a vida dos governantes para fiscalizar o comércio varejista e seus impostos, pois é cobrado na fonte (reduzindo o numero de estabelecimentos a fiscalizar) e antecipadamente à venda ao publico, diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, onde esse imposto é cobrado no ato da venda do comércio varejista e o cliente, você e eu, evitando o impacto “em cascata” que pode facilmente duplicar seu efeito nos preços finais. Não sou tributarista e essa história de impostos nocoletor Brasil é tão complexa que existe curso universitário só para entender e administrar isso, porém a minha visão dessa cobrança é de que é um verdadeiro absurdo pois fere o consumidor já que encarece os produtos de forma geométrica e parte de princípios absolutamente fictícios. É um imposto burro inventado por um governo incompetente para exercer sua função fiscalizadora!

De tanto apertarem o consumidor, a vitima final do processo, ainda vão acabar matando-o! Vejamos; quando a loja compra 12 garrafas de vinho do importador, este cobra o preço mais um valor de ICMS calculado sobre um porcentual de ganho (o tal do IVA) que o governo determina baseado no que ele “acha” que a cadeia varejista coloca em cima do preço de compra. Importante frisar aqui, que o publico pagante, você e eu, não sabemos que conta “eles” fazem para chegar nesse porcentual de IVA, porém se o fazem (o que acredito) levantando preços em restaurantes, distribuidores, supermercados e lojas (segmentos com margens e estruturas de preços totalmente diversos) para depois apurar a média, o resultado será obviamente falso. Aliás, essa história de média me faz lembrar dos dois amigos que vão ao restaurante e um não pede nada e ou outros dois filés. Na média comeram um filé cada porém um saiu satisfeito e o outro com fome! Por outro lado, não se consideram aqui as garrafas quebradas, oferecidas em degustações, vendidas em promoção, etc.. Ou seja, esse porcentual acaba sendo, na prática, bem mais alto do que inicialmente estipulado pois parte de uma base e premissa falsa. No final do processo, é o consumidor que paga o pato!

Uma matéria na revista virtual Musica & Mercado  (que vale a pena ser lida inclusive por um texto do jornalista de economia Luis Nassif sob o titulo Desastre da Substituição Tributária) de 2009 explica a aberração e diz, entre outras coisas, o seguinte:

Na prática, como funciona a ST?

O fabricante, ao vender seus produtos, efetua dois cálculos distintos: o cálculo do valor do ICMS relativo à sua venda e o cálculo do valor do ICMS que seria pago pelo lojista no antigo sistema, quando ele vendia os produtos ao consumidor final. Agora, no momento da emissão da nota fiscal, além de emitir o valor do ICMS próprio, o fabricante/importador também vai cobrar do lojista o valor do ICMS que seria dele. Já o lojista não recolherá mais nenhum ICMS quando vender esses produtos, pois já o pagou pela ST quando os comprou.

Como o fabricante determina o preço de venda do lojista para calcular o ICMS ST?

O fabricante/importador deve utilizar como preço de venda (que deverá ser praticado pelo lojista) o valor final ao consumidor — autorizado ou fixado por autoridade competente ou sugerido por ele mesmo (neste caso, devendo ser aprovado e divulgado pela Secretaria da Fazenda). Na inexistência desses dados, o fabricante/importador aplicará o percentual de margem de valor agregado estipulado pelo Índice de Valor Adicionado Setorial – IVA-ST, divulgado e estipulado também pela Secretaria da Fazenda .

Cá entre nós, essa sigla ST está também errada, pois deveria se chamar AT (Antecipação Tributária) e todos sabemos o quanto custa o “produto” dinheiro neste país! Bem, mas todo esse blá, blá, blá para quê? Para vos dizer que pelo zum, zum, zum ouvido o governo deverá aumentar o porcentual do IVA novamente. Sim, novamente porque o ano passado já o fizeram (25%) resultando num aumento real de cerca de 3,5% o que,  quando calculados variação cambial, inflação, aumento de custos operacionais, custo financeiro da antecipação, impostos em cascata, etc. chegou no preço final com um impacto médio de cerca de 10%, mas houve quem batesse a casa dos 15%.

De quanto será a facada desta vez? Bem, não sabemos ao certoColetor 2 se será realmente aplicado e, se vier, em que porcentual, porém preparem-se porque a partir de Março (salvo eventuais dificuldades dos importadores e produtores brasileiros em repassar isso face as dificuldades de mercado) devemos ver mudanças consideráveis nos preços inclusive de alguns mais gananciosos que gostam de se aproveitar da onda para tirar uma casquinha extra, “OJO NELES”! Esperemos que num país que teve um dos menores, se não o menor, crescimento  do PIB das américas e em que convivemos com uma inflação cada vez maior, sem contar o fato de que boa parte do mercado consumidor de vinhos finos se encontrar num estado dos mais caros do mundo para se viver, o bom senso prevaleça, Inshala. Afinal, se houver aumento de preço por parte das importadoras e produtores nacionais, automaticamente o governo já arrecada mais com a ST, para quê diabos aumentar o IVA se as margens no varejo, pelas próprias dificuldades de mercado, vêm na realidade baixando em vez de aumentar?!

Não entendeu nada? Não se sinta sozinho não! Existem até cursos para explicar ás empresas como funciona e se aplica essa aberração, então a coisa não é tão fácil assim não e, mesmo com todas essas explicações, será difícil entender e aceitar que este tipo de aberração e cegueira fiscal que onera desnecessariamente os custos, seja implantado num estado capitalista moderno. Por essas e por outras é que os gastos dos brasileiros fora do país não param de crescer ano após ano!

Enfim, é isso, agora faça a sua avaliação, tire suas próprias conclusões e prepare o bolso. Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui com ou sem aumento.

Ps. Leiam os comentários deste post, especialmente o do Nilson com cálculos, para ver o tamanho do problema!

Diversidade Argentina, Comprando Lá o Que Não Tem Aqui

    Em Dezembro quando me predispus a realizar uma degustação com rótulos degustados em minha viagem à Argentina de Novembro e não disponíveis no Brasil, fiquei curioso para ver o que os amigos enófilos e apreciadores de bons vinhos teriam a opinar. Foi, como sempre, um encontro muito gostoso onde as pessoas confirmaram muito daquilo que senti nesse garimpo, a diversidade está aí e é muito boa! Pior é que queriam comprar esses rótulos, ou muitos deles, porém como já tinha dito não estão disponíveis e ficaram mesmo foi na vontade.

       Eis o resultado dessa degustação em que oito rótulos foram degustados:

Maior Surpresa – O Lote Especial Tannat da Colomé com somente 1400 garrafas produzidas. No nariz a tipicidade da Tannat, mas na boca uma finesse e tremenda elegância de taninos que surpreenderam a todos mostrando que a região pode produzir tannats de grande qualidade em condições de rivalizar com os hermanos uruguaios.

Maior Desejo – se tivesse teria vendido caixas, Quieto Reserva 2010 . Pronto, equilibrado, apetitoso, rico, um vinho que encantou a todos e se não foi o melhor da noite, certamente foi o mais desejado. Essa bodega Montequieto, sobre a qual ainda tecerei maiores comentários, é uma vinícola que espero em breve possa estar disponível aqui no Brasil. Nas mãos certas fará sucesso! Sua linha top de gama, ELEJIDO, é excelente.

Mais Interessante – certamente o Achaval Ferrer Dolce, um Late Harvest tinto de Malbec. Poucos esperavam um vinho tão untuoso, rico, sedutor, equilibrado e interessante. Acompanhado de um chocolate com uma capa de amêndoas caramelizadas (Florentine) ficou de lamber os beiços e pedir bis. Quem encontrar por lá (no Lo de Joaquin Alberdi tem – link aqui do lado em lojas) não deixe de trazer!

      Todos os outros rótulos chamaram a atenção e foram muito elogiados pela maioria o que me deixou bastante feliz, mas realmente estes três rótulos foram um destaque á parte e para aqueles que andam por aquelas bandas, são três rótulos certos para você colocar na sua bagagem. Afora esses, o La Celia Pioneer Cabernet Franc recém lançado no mercado assim como os outros participantes desta degustação; Tacuil RD de Colomé (região não bodega),  Trumpeter Rosé Brut, De Angeles Gran Malbec e Colomé Lote Especial Misterioso são tiros certeiros.

Por hoje é só, semana que vem tem mais. Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana, longo para quem trabalha em Sampa, para todos.

Colomé, Um Oásis no Meio do Deserto

       Chegar em Colomé já é por si só uma odisseia! Vilarejo de cerca de 700 habitantes espalhados por pequenas casas de terracota (com aquecimento solar), fica situada no vale de Calchaqui a cerca de  250kms e cinco horas de carro (melhor SUV) da cidade de Salta no norte da Argentina.  Boa parte da estrada é asfaltada, mas os últimos 80kms são de estrada de areia de uma pista só (boa parte) subindo a mais de 3450 metros de altitude (Piedra del Molino) para depois chegar a cerca de 2300 metros após passar por um altiplano com uma reta de 10kms cercada de cactos por todos os lados e um paredão que cresce no horizonte.

Caminho de Colomé

        Não é um passeio para quem não tenha um mínimo de espirito de aventura! A região é linda, agreste, rios secos atravessam a estrada e a cidadezinha (que separa o asfalto da areia) de Cachi é uma graça com sua praça central em estilo colonial espanhol onde nos salta aos olhos a limpeza do local. De repente chegamos á Bodega, um espetáculo á parte pois aqui, entre o cinza/bege da areia, aparece o verde das vinhedos e alfazemas em flor, um verdadeiro oásis no meio do deserto.

DSC03340

       A estância cheia de história circunda a primeira bodega argentina datada de 1831, repleta de obras de arte espalhadas pelos mais diversos cômodos (outra das paixões de Donald Hess proprietário da vinícola), decoração lindíssima, árvores centenárias, jardins delicados e algo minimalistas é um lugar que a vinícola hoje somente usa para receber convidados e mostra um certo toque místico comprovado pelo Buda que nos recebe logo no primeiro pátio. Acreditem ou não, no meio do vinhedo experimental e próximo à bodega, um museu construído para mostra das obras de um só artista, é o James Turrel Museum, uma experiência sensorial única!  O lugar em si, mesmo que não tivesse vinho, já valeria as longas horas da viagem, com vinho então……! Sou, decididamente, um privilegiado e não podería ter melhor forma de iniciar este tour pelos diversos terroirs argentinos, mas tinha mais ………….tinha vinho e do bom!

Colomé I

       A sala de jantar que nos recebeu para a primeira parte de nossa degustação é por si só, já uma obra de arte que nos seduz por completo ao entrar. Acompanhando um jantar delicioso que pouparei os amigos dos detalhes, provamos a linha de vinhos Amalaya (á espera de um milagre) que vem de vinhedos mais próximo a Cafayate a capital do vinho em Salta.

DSC03361

Amalaya Branco – Este já conhecia e me agrada sobremaneira pois o Riesling adicionado ao Torrontés, transfere um frescor delicioso a este vinho.

Amalaya Rosé –  de malbec que leva uma pequena parte de Torrontés possui uma cor lindíssima e convidativa. O Torrontés dá um toque diferenciado a este vinho que surpreendeu a todos por seu frescor e final seco de boa persistência. Uma pena que o importador não traz este vinho para o Brasil.

Amalya tinto – sempre muito bom e consistente ano após ano, um velho e conhecido parceiro de taça. Redondo, saboroso, untuoso, taninos sedosos e um final muito apetecível é daqueles vinhos pouco midiáticos mas que satisfaz e surpreende mais ainda em função do preço, por volta dos R$40 aqui no Brasil, o mesmo do branco.

Amalaya Gran Corte –um vinho que surpreendeu, mais um, por diversos motivos; teor alcoólico de 14% o que para um vinho argentino desta região é mais do que educado e muito bem integrado, preço no Brasil ao redor dos R$70,00 e muito fino. Blend de Malbec, Tannat e Cabernet Franc com 12 meses de passagem por barrica é um vinho guloso com notas tostadas e fruta madura em abundância. Taninos aveludados e macios, bom volume de boca e um final muito saboroso.

     Começamos assim nosso primeiro dia de viagem a Salta e certamente não o poderíamos fazer de forma mais saborosa e para tanto vale aqui a mão e atenção que nos dedicou Pedro Aquino sommelier nascido e criado na região que foi nosso anfitrião. Os vinhos da Bodega Amalaya primam pela bela relação Qualidade x Preço x Prazer o que bate em cheio com minha visão de nossa Vinosfera e, portanto, merecem minha recomendação. O lugar tem muito mais a mostrar e no dia seguinte muitos mais vinhos foram provados, mas isso é papo para outro dia e outro post.

Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Ps. para dar zoom nas fotos clique duas vezes sobre elas.

 

 

 

 

2008 a 2012 – O Que Ocorreu Com os Preços do Vinho Nesse Período?

         Limpando minha bagunça do escritório neste final de ano me deparei com uma revista promocional, daquelas semanais, publicada pelo Pão de Açucar em Outubro de 2008 e nela, uma lista de vinhos com preços. Fiquei curioso em ver como o preço daqueles vinhos tinham evoluído no período e lá fui eu com a lista para o mesmo supermercado para conferir os preços atuais tendo me assustado com algumas das variações assim como surpreso com outras.

        Bem, mas já que tinha começado com essa comparação, porquê não ampliá-la! Peguei alguns catálogos antigos de algumas importadoras e também fiz esse levantamento com as seguintes premissas:

  • Em 2008, sempre que encontrei um vinho com dois preços, eu peguei o mais alto. Em 2012 o mais baixo, desta forma tentando evitar o fator safra.
  • A escolha dos rótulos foi ao acaso porém sempre tentei trazer vinhos mais conhecidos e das mais diversas origens
  • Foram sempre considerados os preços finais ao consumidor sugeridos pelas importadoras.
  • Não considerei preço promocional ou em oferta

        A lista, algo longa, segue abaixo e, para que você tire suas próprias conclusões lembro de alguns fatores importantes para permitir uma melhor análise comparativa:

  • Podem existir diferenças maiores em função de safras pois em caso de grandes safras o preço dá um pulo grande
  • A inflação média oficial (como sabemos está bem fora da realidade) do período foi de cerca de 25%.
  • O Dólar médio em 2008 foi de R$1,81 e o de 2012 de R$1,95.
  • Alguns rótulos mudaram de importadoras nesse período.

       Classifiquei os resultados partindo da maior variação para a menor e marquei com asterisco os vinhos pesquisados no Pão de Açucar. Bom proveito e Colomé, bem, esse post fica para Segunda  ou Terça pois não o consegui terminar a tempo. Espero que se divirtam avaliando essa tabela no fim de semana, há deduções bem interessantes a tirar, mas a conclusão final é sua!

       Salute, kanimambo e nos vemos por aqui ou na Vino & Sapore onde o MATA-MATA de preços para reformulação de portfolio corre solto!

         Análise de Preços do Mercado de Vinhos São Paulo

                             Período de 2008 a 2012

Rótulo Origem  Preço 08  Preço 12   Variação
Benjamim Nieto* (corrigido em 28/01) Argentina R$ 13,90 R$ 18,90 36%
Salton Classic merlot* Brasil R$ 11,90 R$ 19,90 67%
Conde Foucauld Brut* Brasil R$ 12,90 R$ 20,90 62%
Miolo Seleção* Brasil R$ 15,90 R$ 25,00 57%
Prosecco Salton* Brasil R$ 25,90 R$ 39,90 54%
Cune Vina Real Crianza Espanha USD 27,90 USD 42,90 54%
Michel Torino Pinot* Argentina R$ 18,90 R$ 28,90 53%
Valdorella* Itália R$ 16,90 R$ 24,35 44%
Trapiche Roble* Argentina R$ 29,90 R$ 42,90 43%
Santa Alicia* Chile R$ 14,90 R$ 19,90 34%
Corvo tinto* Itália R$ 29,90 R$ 39,90 33%
La Linda Argentina R$ 29,00 R$ 38,00 31%
Livio Felluga Tocai Friulano Itália USD 49,90 USD 64,90 30%
Pedriel Single Vineyard Argentina R$ 225,00 R$ 289,00 28%
Santa Rita* Chile R$ 29,90 R$ 37,90 27%
Marcus James* Brasil R$ 11,90 R$ 14,90 25%
Fonseca Porto Reserva BIN 27 Portugal USD 39,90 USD 49,90 25%
Prosecco Bedin Itália R$ 53,00 R$ 66,00 25%
Cuvée Alexandre cabernet Chile USD 46,50 USD 57,90 25%
Chartron la Fleur Blanc França USD 22,50 USD 27,50 22%
Marques de Montemor Portugal R$ 33,00 R$ 40,00 21%
A d’Aussiéres França USD 34,50 USD 41,50 20%
Kaiken Cabernet Argentina USD 17,50 USD 21,00 20%
O.Fournier B-Crux Blend Argentina USD 44,90 USD 52,50 17%
Edizione Cinque Autoctoni Itália R$ 145,00 R$ 169,00 17%
Legend R Bordeaux Rouge França USD 29,90 USD 34,50 15%
Chateauneuf du Pape la Nerthe Rouge França R$ 209,00 R$ 240,00 15%
Quinta da Gaivosa Douro Portugal R$ 193,00 R$ 218,00 13%
Norton Malbec Reserva Argentina R$ 55,00 R$ 62,00 13%
Marchese di Frescobaldi Remole Itália R$ 58,00 R$ 65,00 12%
Rust em Vrede Merlot África do Sul USD 33,00 USD 36,90 12%
Batasiolo Barolo Corda della Bricolina Itália R$ 315,00 R$ 350,00 11%
DV Catena Cabernet/Malbec Argentina USD 33,00 USD 36,50 11%
Quinta de Saes Tinto Portugal USD 28,90 USD 31,90 10%
Dezzani Barbaresco Itália R$ 91,00 R$ 98,00 8%
Perez Cruz Reserva Cabernet Chile R$ 54,00 R$ 58,00 7%
Bramare cabernet Argentina R$ 164,00 R$ 175,00 7%
Sassoaloro Itália USD 78,50 USD 82,90 6%
Errazuriz Max Reserva Cabernet Chile USD 42,00 USD 43,90 5%
Bordeaux Bouquet de Mombrison França R$ 174,00 R$ 181,00 4%
Odfjell Orzada Carignan Chile R$ 73,00 R$ 75,00 3%
Spice Route Mouvédre África do Sul R$ 85,00 R$ 87,00 2%
Batasiolo Barbaresco Itália R$ 98,00 R$ 100,00 2%
Sta. Helena Reservado Chile R$ 18,90 R$ 19,00 1%
A. Lisa Malbec Argentina USD 49,90 USD 49,90 0%
Leyda las Brisas Pinot Chile R$ 79,00 R$ 79,00 0%
Cave de Ladac* França R$ 19,90 R$ 19,90 0%
Monte Velho* Portugal R$ 39,90 R$ 39,90 0%
Prado Rey Elite Espanha R$ 270,00 R$ 268,00 -1%
Tabali Special Reserve Blend Chile R$ 104,00 R$ 103,00 -1%
Los Cardos Malbec Argentina R$ 38,00 R$ 35,00 -8%
Cote Rotie La Divine França R$ 483,00 R$ 436,00 -10%
Aliré Syrah/Nero d’Avola Itália R$ 106,00 R$ 95,00 -10%
Tignanelo Itália R$ 480,00 R$ 420,00 -13%
Qta do Vallado Touriga Nacional Itália R$ 178,00 R$ 148,00 -17%
Raka Figurehead África do Sul R$ 121,00 R$ 96,00 -21%
Brancaia TER (rótulo amarelo) Itália R$ 104,00 R$ 74,00 -29%

L

Dicas da Semana – Achados 2012 e Liquidação na Vino & Sapore

Começo o ano puxando a sardinha para o meu lado, rs, porém são duas dicas, modéstia á parte, muito boas pois quem já me conhece e segue há algum tempo sabe que não vendo gato por lebre!

 1 – Degustação – Achados 2012 em Dose Dupla na Vino & Sapore

       Como já tinha comentado, quis montar uma degustação com alguns dos vinhos mais representativos no quesito Qualidade X Preço X Prazer publicado no post Achados 2012 da semana passada e convoquei alguns de meus parceiros para colaborar com a causa sempre levando em conta a diversidade tanto de faixas de preços quanto de origens e uvas. A recepção à ideia foi muito positiva e os rótulos se acumularam num número muito acima do esperado e viável para somente um encontro desses. Face essa situação nos perguntamos, mas porquê não uma degustação Dose Dupla? Uma dia 23 de Janeiro e a outra dia 6 de Fevereiro como preparo para o Carnaval.  

       Pois bem, ideia aprovada em reunião de diretoria (rs), eis os vinhos que optamos por compartilhar com os amigos em cada um desses dias, ao final dos quais teremos algo mais sólido para rechear o estômago. Vejam abaixo a lista de rótulos, origens e parceiros nessa viagem por uma grande diversidade de sabores.

Degustação Achados 2012 A – 23 de Janeiro  
     

Rótulo

Origem

Imp./Prod.

Collin Cremant de Limoux Brut França/languedoc Premium
Colina Branco Portugal/Bairrada Ideal Drinks
Casa da Passarela Tinto Portugal/Dão Vínica
Domaine Petite Cassagne França/Languedoc Premium
Surani Primitivo di Manduria Itália/Puglia Vínica
Altos las Hormigas Malbec Terroir Argentina/Mendoza Mistral
Dezzani Barbaresco Itália/Piemonte Calix
Tierga Garnacha Espanha/Aragon Dominio Cassis
     
Degustação Achados 2012 B – 6 de Fevereiro  
     

Rótulo

Origem

Imp./Prod.

Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Brasil Familia Geisse
Villa Raiano Greco de Tufo Itália/Campania Decanter
Canforrales Rosado Espanha/La Mancha Almeria
Colonia las Liebres Bonarda Argentina/Mendoza Mistral
Paul Mas Grenache Noir França/Languedoc Decanter
Amalaya Gran Corte Argentina/Salta Decanter
Martúe (blend) Espanha/Pago de la Guarda Almeria
Altano Quina do Ataide Portugal/Douro Mistral

     Afora compartilhar esses sabores com os amigos, a idéia é viajar também pela diversidade de preços não nos atendo tão somente a vinhos de maior escalão. Aqui, provaremos vinhos de R$40 a 150,00 tendo, portanto, a oportunidade de tomar, também, uma posição sobre o tema preço nos vinhos. Afinal, vinho barato pode ser bom? Tem crítico de alto escalão por aí que acha que não!

     Realizarei essa degustação, como já de praxe, na Vino & Sapore (Granja Viana) com inicio às 20 horas e o custo será de R$50,00 por pessoa limitado a 12 participantes. Quem optar por já se inscrever nos dois e pagar no ato da reserva, terá 10% de desconto. Sete dessas vagas em cada um dos dias já se encontra reservada, então sobraram tão somente cinco lugares em aberto, por isso não hesite, ligue ou envie seu e-mail logo; Tel. (011) 4612.6343/1433 E-mail comercial@vinoesapore.com.br.

2 – Mega Wine Sale Vino & Sapore 2013

       Neste ano de 2013 estou programando uma série de mudanças na Vino & Sapore após dois anos de funcionamento. Para que possamos levar adiante esses novos projetos, precisamos dar uma secada no número de rótulos então estamos matando uma série deles para abrir espaço e trazer novidades tanto de rótulos quanto de novos fornecedores. Iniciamos essa Mega Sale na semana passada e muitos dos rótulos já se esgotaram, lembro que trabalhamos lá com o mesmo conceito daqui; diversidade e qualidade, não quantidade! Obviamente que gostaría de o receber na loja para um tour particular pelos mais de 80 rótulos disponibilizados na promoção, porém caso tenha interesse clique aqui e veja a lista sempre lembrando que algunsdesses rótulos já podem ter acabado então consulte. se estiver longe, consulte também, pois há sempre a possibilidade de lhe podermos enviar via PAC do correio ou Jadlog com o devido acréscimo do frete. O contato vocês já sabem: Tel. (011) 4612.6343/1433 E-mail comercial@vinoesapore.com.br.

mega wine Sale V&SClique na imagem para ver a lista. Salute, kanimambo e na Sexta falo de Colomé, a primeira bodega Argentina datada de 1831! Uma visita algo mística que me encantou pelo lugar e pelos vinhos.