João Filipe Clemente

Doze Razões Porque Você Deve Enterrar seus Preconceitos

      Agora também envolvido no comércio do vinho, vejo que dois preconceitos ainda estão bem enraizados no consumidor brasileiro que recebo na loja:

  • De que vinho europeu quando barato é ruim
  • De que preço por preço os argentinos e chilenos possuem uma melhor relação Qualidade x Custo x Prazer.

      A relação de valores mudou; os hermanos subiram demais seus preços FOB e os europeus baixaram, então mesmo com impostos diferenciados os valores ficaram mais parelhos. Independente de origem, insisto sempre para que as pessoas saiam, mesmo que parcialmente, de sua zona de conforto e se deem a oportunidade de navegar por outros mares provando coisas diferenciadas. Para incentivar os amigos a iniciar essa viagem por vinhos do velho mundo sem gastar rios de dinheiro, listo aqui 12 razões (rótulos) que valem bem a pena a viagem! Não são todos (há alguns) vinhos abaixo das 50 pratas, como amigo Didu gosta de comentar, mas com a inflação (alguém aí acredita em 5% a.a.!!) isso está cada vez mais difícil de encontrar! São, todavia, vinhos abaixo das 60 pratas e em linha com seus pares vindos dos países hermanos argentinos e chilenos.

Poggio del Sasso Vermentino – Toscana/Itália – Um branco surpreendente com uma uva pouco conhecido entre nós, a Vermentino.

Villa Chiopris Friulano – Friuli/Itália – Mais uma uva autóctone italiana que mostra grande frescor, vindo das regiões mais frias do país.

Los Navalles Verdejo – Rueda/Espanha – esta região e uva normalmente nos trazem vinhos de ótimo frescor e boa estrutura de boca. Este exemplar não foge à regra

Domain de la Petite Cassagne – Costiére de Nimes/França – no sul do Rhône, mais um vinho sedutor tanto no nariz quanto na boca. Grenache, Syrah, Carignan e Mouvédre, um blend típico da região, corpo médio, frutos negros e 90 pontos do colega (rs) Parker!

Paul Mas Grenache Noir – Languedoc/França – Para quem gosta de varietais, a frutada  Grenache com uma madeira muito bem colocada resultam num vinho de corpo médio muito balanceado que garantem satisfação ao primeiro gole.

Surani Primitivo di Manduria – Puglia/Itália – aromático, muito agradável, tipicidade da casta com grande equilíbrio e um final muito agradável. Para provar que os Primitivos de Manduria não precisam ser caros para serem gostosos.

Leonardo Red Blend – Toscana/Itália – blend de Sangiovese com Cabernet, Syrah e Merlot que recentemente foi Top of Sales no Saturday Night Tasting da Vino & Sapore. Puro prazer e ótima companhia para um prato de pasta.

D’Alessandro Nero d’Avola – Sicilia/Itália – sedoso, equilibrado e muito gostoso, muita fruta, boa textura, mais uma grata surpresa.

Argaray Crianza – Navarra/Espanha – Tempranillo, Merlot e Cabernet, especiarias, fruta, corpo médio, boa estrutura e volume de boca um prazer para os sentidos.

Hereditas Tinto –Altentejo/Portugal – Aragonez 50%, Alicante Bouschet 25%, Cabernet Sauvignon 15% e Syrah 10%, um mix de castas internacionais e da região que compõem com muita riqueza de sabores este vinho que passa por seis meses de afinamento em barricas.

Casa da Passarela Tinto – Dão/Portugal – maciez, taninos finos, saboroso, vinho apetecível e fácil de agradar para tomar descompromissadamente ou acompanhando pratos mais leves.

Legado Munhoz Garnacha – Espanha – um vinho que sempre surpreende possuindo uma relação custo x beneficio quase que imbatível. Muita fruta, leve toque amadeirado, muito saboroso.

        Faça você mesmo essa Viagem e depois comente se não valeu a pena! Da mesma forma que há belas surpresa em terras sul-americanas, estas também existem em outras praias e nada como a experimentação para descobrir isso e enterrar preconceitos. Aqui estão doze, mas há bem mais, então não pare não!  Prove os portugueses; Encostas de Xisto Alvarinho, o Caza da Lua Tinto e o Quinta do Encontro Merlot/Baga  ou os espanhóis Villavid branco e o Bobal  (sim é uma cepa), todos abaixo das 40 pratas! Enfim, são inúmeros os rótulos disponíveis no mercado então junto com seu Malbec, Cabernet ou Merlot, de vez em quando permita-se um desvio por outros mares abençoados por Baco e enterre seu preconceit.

Salute, kanimambo e bon voyage!

Dica Para o Fim de Semana – Cozinhando Com Vinho

     O amigo Márcio de Oliveira traz em seu último Vinoticias algumas dicas sobre como cozinhar com vinho. Eu, que sou seguidor de W.C. Fields, adoro cozinhar com vinho e algumas vezes até uso algum na receita! rs Brincadeiras á parte, creio que para os cozinheiros de fim de semana metidos a chefs, como eu, podem aproveitar estas dicas;

● Não use  para o preparo do prato um vinho que você não beberia. Se ele não é de boa qualidade para beber, não o use para cozinhar.

● Sempre que for preparar uma receita use o vinho da região ou produzido com a uva típica da região. Por exemplo, no preparo de um “bouef bourguignone” use um Borgonha ou um vinho a base de Pinot Noir e nunca um Bordeaux ou um vinho a base de Cabernet Sauvignon, pois isto alteraria completamente o sabor que se pretende dar ao alimento.

● A madeira do vinho pode alterar o sabor da receita. Opte por vinhos mais simples e varietais, sem necessariamente serem vinhos tratados no carvalho.

● Ao acrescentar o vinho como ingrediente, o que se faz em geral é agregar acidez à preparação para promover novos sabores. Use vinhos secos de boa a alta acidez como Sauvignon Blanc, ou espumantes (bruts). Para usar tintos, opte por Merlot, Pinot Noir, Cabernets leves, a menos que a receita explicite o vinho que deverá ser usado. Alguns chefs gostam de cozinhar utilizando vinhos brancos doces nas preparações, mas é bom lembrar que o açúcar residual das receitas pode alterar o sabor final das preparações.

● Por conta do álcool contido no vinho é importante incorporá-lo no princípio do cozimento, para que ele se evapore. O tempo de evaporação do álcool varia conforme o volume.

● Há ainda uma dica fundamental, nunca sirva uma receita que não tenha sido feita por você antes, cada prato é algo em especial e os vinhos trazem dentro de si o efeito de safras, que podem alterar sabores. Opte por vinhos mais jovens, frescos, de boa acidez e pratique a receita antes de servir naquele Jantar de Gala. Desta forma você estará se prevenindo quanto as surpresas, que sempre podem acontecer. Aliás, a dica é universal. Não sirva nunca nada que você não conheça! (JFC)

      Se quiser adicionar algo não se acanhe, mande seu comentário, Bem, por hoje é só, bom fim de semana e quem estiver pela Granja Viana venha provar uns vinhos comigo após o meio-dia neste Sábado. Salute e kanimambo

Vinhos Com Mais de 10 Anos no Saca Rolha

Mais um encontro da Confraria Saca Rolha e a amiga, confreira e sommelière Raquel Santos nos traz sua percepção sobre mais um agradável encontro dessa turma pra lá de porreta!

        A ideia de guardar um vinho com a intenção de aperfeiçoar suas qualidades, é uma prática que ainda se adota,  independente de qual tipo de consumidor você seja. Quando pensamos em vinhos maduros, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que serão vinhos melhores.  Porém, só o tempo não é suficiente para melhorar um vinho.  Poucos são os  que conseguem envelhecer com qualidade e que verdadeiramente se beneficiam com esse tempo de descanso.

       Seja qual for o estilo ou procedência, um vinho bem feito significa que foi bem estruturado. Ou seja, quando nele conseguimos perceber o perfeito equilíbrio entre a acidez, tanino e corpo. O tempo de guarda favorece o amalgamento entre esses  elementos fazendo com que convivam de forma harmônica, sem que um se sobreponha aos outros. O tempo faz muito bem aos taninos que necessitam de descanso para amaciar sua agressividade natural.

    Quando pensamos no tema do nosso encontro da confraria a  escolha foi unânime! A oportunidade de degustarmos vinhos com mais de 10 anos seduziu à todos, talvez pelo mito de que vinhos dessa idade seriam certamente muito bons! Como de praxe, sempre preparamos as papilas com um Espumante de “boas vindas” que foi a primeira surpresa da noite:

Espumante Undurraga Rosé  – Pinot noir 60%  e Chardonnay 40% – Cor muito interessante, bem clarinha, lembrando melancia. Ótima acidez e frescor, que pede comidinhas para aperitivar e bate papo com amigos. (Gentilmente oferecido pelo casal Marc e Márcia)

Começamos então a ”conversa madura “ :

 Watershed – Margaret Rivers – Shiraz – 2001 Australiano do sudoeste, mostrou-se bem complexo nos aromas. Toques florais, adocicados de tosta da madeira. Muito sedutor no nariz que não parou de evoluir. Na boca era potente, com frutas maduras, ameixa vermelha, a picância típica da Shiraz (pimenta do reino), café.

 Avondale –  Reserva Shiraz – 2001 Sul Africano da região de Paarl. É o que se pode dizer de um vinho equilibrado. O tripé estrutural: Acidez+tanino+corpo em harmonia total. Aromas agradáveis em que se destacou um certo “sur-bois”.

 Luis Cañas – Rioja Gran Reserva – 2001Espanhol de Rioja, teve maturação de 12 meses em carvalho francês+ 12 meses em carvalho americano+ 36 meses na garrafa. Talvez por isso demorou um pouco prá acordar. Com um pouco de tempo na taça mostrou à que veio: Muito suave, redondo e macio com aromas que apareciam um a um sem cessar e sem sobreposição. Um bom exemplar que demonstra perfeitamente a tipicidade das uvas, clima e solo da região.

 Pausa para reflexão:

 Três senhores vinhos, no alto de seus 12 anos, muito bem feitos, apresentando toda a tipicidade que se esperava da região de onde nasceram…mas ainda faltava alguma coisa!

Eis que o João, de surpresa, resolveu desarrolhar mais uma garrafa (provavelmente a última dessa safra na América Latina) que havia ficado de fora da lista. Outro “Senhor” de mais ou menos a mesma idade dos anteriores:

 Domínio Cassis – Abraxas – 2002 Desta vez, um uruguaio,  elaborado com 100% Tannat.  Esta casta, conhecida pelo grande potencial tânico (como o próprio nome sugere) certamente encontraria no tempo de maturação muito à seu favor.  Chamou atenção pela cor bem escura, quase preto. Apresentou aromas elegantes, frescos, com notas herbáceas e especiarias. Ataque macio e redondo, encorpado, com os taninos presentes, porém finíssimos. Boa acidez, muito bem incorporada,  que valorizava todos os outros elementos , tornando as sensações  de boca bem longas.

 Para encerrar a degustação, já estava previsto um Porto acompanhado do queijo da “Serra da Estrela”.

 Burmester – Vintage Porto – 2000. Equilíbrio perfeito entre a acidez+doçura+corpo. Muito fácil de tomar. Agradável sem ser enjoativo. Harmonizou muito bem com o queijo que apesar da sua opulência e aromas marcantes, foram realçados pelo vinho. Em contrapartida, o queijo realçou a cremosidade do vinho.

       Em poucas palavras, vivenciamos emoções das mais diversas: Começamos com a alegria do encontro dos amigos. Fomos apresentados a um australiano que era pura sedução; Depois conhecemos um sul africano correto, fino e educadíssimo; Mais tarde veio o espanhol. Chegou um pouco tímido mas foi se abrindo aos poucos. Contou histórias muito interessantes! Mas sempre educado e falando baixo; Quando chegou o uruguaio a festa ficou bem animada e todos falavam ao mesmo tempo; No final o casal de portugueses deu o tom. Não pararam de falar um minuto e foram embora rapidinho. Não deu tempo nem de fotografar o acontecido!

 

Saturday Night Tasting foi Show – Kanimambo!

    Aos amigos que estiveram presentes, aos parceiros que investiram tempo e vinhos, aos colegas, aos que botaram a mão na massa, kanimambo! Nosso objetivo de divulgar o mundo do vinho através da diversidade demonstrando que quando os preconceitos são colocados de lado muita coisa boa aparece e com preços bem bacanas, creio que foi amplamente bem sucedido.

Saturday Night Photo resumé

Presentes estavam: La Charbonnade / Wine Lover´s / Magnum / Vínica / Ideal Drinks/ W&W Wine / Vinhos do Mundo / Decanter / Premium Wines / Quality Xport.

Alguns destaques: Primogenito Merlot da Patagonia, Aluvión do Chile, Ramanegra Reserva Blend da Argentina, Wente Chardonnay dos Estados Unidos, Angaray Crianza de Navarra/Espanha, Terras do Pó Castas Syrah/Petit Verdot de Portugal, Surani Primitivo di Manduria da Puglia/Itália, D’alessandro Nero d’Avola da Sicilia/Itália, Poggio de Sasso Vermentino um branco da Toscana/Itália, Meli Carignan do Chile, Peter Lehman Cabernet/Merlot da Austrália, Domaine de la Petite Cassagne Costiére de Nimes/França entre outros.

Top of sales: a verdadeira voz do povo se apura no caixa (rs)!! Eis os resultado dos cinco rótulos mais vendidos: Leonardo Red Blend – Toscana / Poggio del Sasso Vermentino – Toscana / Domaine de la Petite Cassagne – Costiére de Nimes / Surani Primitivo de Manduria – Puglia / empatados em 5º estão o Anselmann Spatburgunder (pinot) alemão e o Primogenito Merlot, argentino da Patagônia.

     Valeu, salute e tenham todos uma ótima semana lembrando que no próximo dia 27 (Segunda) temos o segundo módulo de nosso curso de países, desta feita com Itália. Vejam mais informações no site da Vino & Sapore. ou enviem mensagem para comercial@vinoesapore.com.br para solicitar mais detalhes.

ps. Clique na imagem para aumentar.

Slow Food – Viagem Enogastrocultural à Itália

        Neste roteiro de viagem pela Itália, nosso foco gastronômico, sempre que possível, foi acompanhar os restaurantes e eventos ligados ao Movimento Slow Food. Para quem não conhece, o Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao  desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Hoje conta com mais de 100.000 associados, em todo o mundo, que formam e mantêm o movimento.

       As Fortalezas são projetos concretos de desenvolvimento da qualidade dos produtos nos territórios, envolvendo diretamente os pequenos produtores, técnicos e entidades locais. São pequenos projetos dedicados a auxiliar grupos de produtores artesanais e preservar os produtos artesanais de qualidade. No nosso roteiro iremos fazer várias refeições em restaurantes indicados pelo Slow Food no seu guia de restaurantes, e iremos provar vários produtos que são Fortalezas Slow Food como o evento em Bra (sede da Slow Food), a Feira de Queijos Artesanais.

Feira de queijos

Salute e kanimambo

As Mulheres e o Vinho

“QUEM BEBE MAIS, O HOMEM OU A MULHER ?” – Uma pesquisa da consultoria Nielsen realizada no mercado americano chegou a conclusões que destroem alguns mitos: as mulheres, ao contrário do que se imaginava, bebem mais vinho do que os homens.

Pelo menos, essa é a realidade da Califórnia, a principal região produtora de vinhos nos Estados Unidos, e o estado mais populoso do país. A pesquisa mostra que as mulheres são 55% do total de consumidores de vinho, enquanto os homens representam 45%. Outro mito derrubado com a pesquisa é o de que as mulheres preferem vinho branco docinho. Segundo a pesquisa elas preferem os tintos e das uvas Cabernet Sauvignon e Merlot.

Kathy Clipboard

 MULHERES QUE BEBEM VINHO TÊM VIDA SEXUAL MAIS ATIVA – Diversas pesquisas já relacionaram o consumo de vinho a uma vida mais saudável. Agora, um novo estudo realizado pela Universidade de Florença, na Itália, demonstrou que mulheres que consomem uma taça de vinho por dia têm uma vida sexual mais ativa do que aquelas que não bebem.

            Publicada no Journal of Sexual Medicine, a pesquisa foi realizada com cerca de 800 mulheres, de idade entre 18 e 50 anos que as dividiu em três grupos de consumo: vinho tinto, bebidas alcoólicas em geral e abstêmias. Elas, então, completaram um questionário em que expunham seu interesse por sexo. Chamada de Índice de Função Sexual Feminina, a pesquisa concluiu que as mulheres que consumiam uma ou duas taças de vinho foram as que mais mostraram desejo sexual.

            Os médicos que realizaram o estudo concluíram que “há uma relação potencial entre a ingestão de vinho e uma sexualidade mais aflorada”, chegando à hipótese de que os componentes químicos do vinho podem aumentar o fluxo de sangue nas zonas erógenas do corpo, beneficiando o estímulo da função sexual. (Fonte: ADEGA – 03/05/2013).

Dá no que pensar, né? rs Salute, Kanimambo e não esqueçam, neste Sábado tem SATURDAY NIGHT TASTING na Vino & Sapore na Granja Viana. Ligue (011 – 4612.6343) ou envie e-mail (comercial@vinoesapore.com.br) e veja como garantir sua presença, só R$35,00 e ainda tem crédito de R$15 para gastar na compra dos rótulos em degustação!

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Tour Enogastrocultural pela Itália – 1º Parte

Finalmente meu novo projeto profissional sai do papel, é a Wine & Food Travel Experience  que pretende levar aficionados pela boa enogastronomia a destinos que sejam verdadeiramente marcantes sem esquecer a parte cultural desses locais.  Tudo em pacotes quase que “all inclusive”, de primeira linha com o meu companhamento pessoal. Nosso primeiro destino Inesquecível; 13 dias pela Itália com um grupo reduzido e intimista de apenas 12, máximo 15, pessoas.

wine&food Logo

Visitar a Itália, por si só, já é um banho de cultura. Em alguns restaurantes, cafés e vinícolas então, é uma verdadeira imersão na história. Este tour que montei com pitacos da Inês, tínhamos começado a trabalhar o roteiro já em Outubro de 2012,  com meus parceiros na Europa, a Vinitur, e apoio local da Françatur, buscou trazer aos participantes momentos enogastronomicos únicos com foco no vinho, porém sem nos descuidarmos de outros momentos especiais porque afinal, estaremos na Itália! De qualquer forma, hoje falarei um pouco das vinícolas que visitaremos e das quais provaremos a nata de seus vinhos conhecendo lugares para lá de marcantes.

Começaremos por Florença (13/09) na Toscana, visitando quatro regiões e quatro estilos de vinho acompanhados pela rica cozinha regional. Quatro dias bem intensos para começarmos esta viagem de descobrimentos em alto estilo:

Brunello di Montalcino tem um novo produtor, desde 89, que veio para mexer com a estrutura daqueles ali instalados à bem mais tempo. A busca pela perfeição e a pequena produção cuidada com esmero tem feito com que seus vinhos tenham ganho fama mundial muito rapidamente. É a Poggio di Sotto, apenas 32 hectares dos quais 12 de vinhedos e 4 de olivais. Cerca de 2500 caixas produzidas e um monte de prêmios locais (3 bechieri da Gambero Rosso / 5 grapolli da Duemilavini )  e internacionais tanto de Robert Parker como de Stephan Tanzer lhe conferem confiabilidade. Seus vinhos são algo diferentes dos grandes Brunelosos poderosos, pois aqui a elegância e finesse estão bem presentes.

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Antinori dispensa apresentações e a Badia Passignano é um monastério do ano de 395 no coração da região de Chianti onde o grupo possui alguns de seus vinhedos. Aqui provaremos sus vinhos topo de gama entre eles seu delicioso Badia a Passignano Chianti Classico Riserva, que foi um de meus destaques de 2011 mas tem mais; Tigannello, Guado el tasso, Solaia ….

Cesani em San Gimignano – a única DOC para uma única cepa, a Vernaccia de San Gimignano, e Cesani é mestre na elaboração de vinhos com esta uva, sem contar que este vilarejo conhecido por suas treze torres é uma fortaleza medieval lindíssima e marcante.

Castello del Terricio próximo à histórica Lucca, cidade natal de Puccini e Bocherini,a apenas 2kms da costa é uma vinícola impar produzindo vinhos baixo cultura orgânica com uvas Sangioves groso (mudas trazidas de Montalcino) Cabernet Sauvignon, Merlot , Syrah e Chardonnay lhe dão um perfil mais internacional sem perder a essência da alma italiana. Seus vinhos são impressionantemente complexos deixando rastro na memória por muitos anos após tomados. os conheci no tour Mistral de 2009 e não mais os esqueci!

Afora essas visitas, teremos dois almoços em restaurantes de vinícolas com a devida harmonização com seus vinhos. A Rocca dele Macie reconhecido produtor de belos vinhos na região de Chianti e a Donne de Vino, Donatella  Colombini e seus vinhos de Montalcino.

Depois disso tudo, ainda teremos pela frente a região do Veneto, Alto-Adige (para quem fizer essa opção) e Piemonte, mas esses dias vou deixar para falar na semana que vem!  Está interessado? Então me envie um comentário que o contatarei por e-mail. Arriverdici, salute e kanimambo pela visita.

Feliz Dia das Mães – Saudades!

        Este dia é sempre repleto de emoções conflitantes e muitas lembranças. Para mim, já faz alguns anos, é um misto de saudade e de festa. Festa pelas mães que cá estão e com quem convivo, saudades de minha mãe que me criou e que tanto amo! Umas festejo, outras homenageio, a todas uma eterna divida, a vida! Parabéns a todas as mães neste dia e sempre! Como já diziam meus filhos, sou tão antigo que minhas fotos não são preto e branco, são beges!! rs Salute, muito especial hoje, e kanimambo

Mãe e eu 3

Os Vinhos do Argentina Winebar de 10 de Abril

        Como parte das festividades do Dia Mundial do Malbec em 17 de Abril, ocorreram uma série de eventos entre eles dois encontros do Winebar (clique para assistir). Como eu tinha uma degustação de Malbec comemorativa ao dia no próprio dia 17, tive a grata satisfação de participar na do dia 10 em que três vinhos foram degustados; O Andeluna Altitud Malbec 2010, Sottano Reserva da Familia 2008 e Lagarde Primeras Vinas 2009 que mostraram bem a diversidade dos estilos de vinhos elaborados no país da Malbec, mas não só! Afinal, tenho provado ótimos Cabernets de Mendoza, muito bons Tannats de Salta e belos Merlots e Pinots da Patagônia, então há muito por onde se escolher e ainda há um movimento de blends que tem dado o que falar e que poucos conhecem. Aliás, pensando nisso acho que vou armar uma degustação só com alguns belos blends que tenho provado!

      Bem, mas nosso papo de hoje tem a ver com os vinhos do Winebar, então deixa eu compartilhar com os amigos as minhas impressões sobre eles.

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Andeluna Altitud Malbec – quando estive em Mendoza em Novembro do ano passado, já tinha tido a oportunidade de conhecer esse vinho e esta amostra só veio confirmar minha primeira opinião. Se tudo, inclusive os vinhos, precisam de uma segunda chance, este a teve e comprovou uma falta de equilíbrio enorme (apesar da opinião contrária de alguns colegas) com seus excessivos 15.8% de teor alcoólico e enorme extração tânica com uma adstringência que toma conta da boca até a ponta do nariz . Não sou um técnico, a opinião é pessoal e calcada nos anos de janela e milhares de vinhos provados, porém este vinho é um claro exemplo de um estilo excessivo de vinhos produzidos na região e que não me agradam, porém tem lá seu séquito de seguidores mundo afora. Há poucos dias tive a oportunidade de provar um vinho do Douro, depois falo dele, com 16.5% de teor alcoólico que estava perfeitamente balanceado dando a percepção de 13,5 a 14% , então o excesso de álcool, pelo menos até a terceira taça (rs), não é um problema em si, mas seu equilíbrio sim. Sinceramente não me agradou, mas acredito que uma hora de aeração deverá trazer grandes benefícios ao vinho com uma maior integração de taninos e álcool.  Preço por volta dos R$70 a 80,00.

Sottano Reserva da Familia – o vinho de safra mais antiga (08) da prova, mas que, por sua estrutura, ainda vai longe devendo evoluir muito bem por mais uns dois anos (para quem conseguir esperar) quando deverá atingir seu ápice. Um vinho de toques algo florais e bem frutado (frutos negros) com nuances de especiarias e uma cor quase negra que tinge a taça. Na boca mostra grande estrutura , volumoso, equilibrado, firme e denso, taninos finos, um final bem especiado em que uma pimenta se manifesta de forma bastante intensa quando um pouco mais quente e menor quando algo refrescado. Vem da sub´região de Perdriel que tradicionalmente nos traz vinhos de grande concentração e estrutura, então demonstra bem a tipicidade do terroir. O teor alcoólico aqui é algo menor, 14,5%, e bem integrado no todo, mas mesmo assim uma meia hora de aeração certamente lhe fará bem. Para quem gosta de vinhos potentes, certamente uma grande pedida e um vinho que eu tomaria de bom grado na companhia de pratos igualmente substanciais com o um belo bife de chorizo ou paleta de cordeiro na brasa. Yummy!!! Preço ao redor de R$90 a 100,00.

Lagarde Primeras Vinas – um prazer hedonístico! Como mencionei na hora, o vinho que eu levaria para a cama!! rs Saltamos alguns degraus no sentido de complexidade e sofisticação num vinho. Este ainda está bem jovem, porém desde cedo mostra todo o potencial advindo de uvas de vinhedos de 1906 e 1930, as primeiras vinhas do produtor. O GRANDE vinho da noite! Aquele que consegue unir com maestria a potência com complexidade e elegância num vinho que literalmente empolga quem o toma e gosta de vinhos d essa estirpe. Um dos melhores Malbecs que já tomei, certamente entre meus top 10, e que me surpreendeu muito positivamente. Violáceo lindo e brilhoso na taça, paleta olfativa intensa e sedutora (ameixa madura com nuances de chocolate ao final) que chama a taça à boca e é lá que ele dá olé! Me entusiasmei, sei, mas fazer o quê, não é esse o grande barato do vinho? Despertar emoções e nos trazer prazer? neste caso, missão cumprida com louvor pelos produtores e enólogos responsáveis! Voltemos ao vinho porque já entrei em devaneios mil, mas quando me entusiasmo com algo os adjetivos rolam soltos e fáceis faltando objetividade, fazer o quê? Nessas horas a música é uma só; “deixa a vida me levar, vida leva eu, sou feliz e agradeço  por  tudo o que Deus me deu”! rs Na boca o vinho é de uma riqueza e complexidade únicas, confirmando a fruta e um perfeito equilíbrio entre taninos, álcool e acidez mostrando que ainda há muita vida pela frente e guardar algumas garrafas deste vinho será certamente um investimento bem feito no prazer. Os taninos são muito finos, daqueles que se apresentam sedosos na ponta da boca, sem excessos, bom volume de boca, untuoso, para tomar só ou bem acompanhado, um vinho de primeiro nível na constelação de grandes vinhos da vinosfera mendocina. O preço gira entre R$165 a 180,00 o que acho um pouco puxado. Fosse uns 135/140 Reais e seria um Best Buy entre seus pares!

        Uma bela experiência, bastante didática, que demonstrou bem o que se queria mostrar, a diversidade de estilos dentro de uma mesma região, neste caso Mendoza.  Eu curti muito e só pelo incrível Lagarde Primera Vinas (por sinal um belo rótulo também) já valeu muito a pena! Salute, kanimambo e amnhã tem mais.

Mais Dicas de Degustação em Maio

      Esta época do ano é farta em oportunidades para ganharmos conhecimento enófilo! Maio traz mais dois belos eventos neste mês, sem contar a que passou, a Expovinis e seus eventos paralelos assim como a de dia 18 na Vino & Sapore! São os das importadoras Vinci e Grand Cru, vamos a eles:

De 13 a 15 de Maio, Vini Vinci, no Rio de Janeiro e São Paulo. Está chegando a hora do grande encontro de vinhos: O Vini Vinci´13. A importadora comandada por Ciro Lilla traz ao Brasil mais de 40 prestigiadas vinícolas da África do Sul, Alemanha, Argentina, Chile, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal, Nova Zelândia e Uruguai.  O evento bienal, em sua 4ª edição, será realizado no dia 13 de Maio no Rio de Janeiro (Hotel Windsor Atlantica) e nos dias 14 e 15 de Maio em São Paulo (Hotel Tivoli Mofarref). Os ingressos são limitados e não serão vendidos no local. Preço: R$150.00 por dia.  Informações pelos telefones 11.2797.0000 e 21.2523.5424, ou pelo e-mail info@vinci.com.br  e www.vinci.com.br/vinivinci2013.

As vinícolas serão representadas por seus proprietários, enólogos ou diretores, que vêm ao país para servir pessoalmente ao público brasileiro algumas de suas melhores criações. No evento, poderá será degustada uma premiada seleção de quase 250 grandes rótulos, produzidos em diferentes regiões e nos mais diversos terroirs. Alguns dos produtores participam do Vini Vinci pela primeira vez, como o português Stéphane Ferreira, da Quinta do Pôpa, e os italianos Federico Manetti, da Fontodi, Luca Cigliuti, da La Spinetta e Alessio Di Majo Norante, da Di Majo Norante. Também estreiam no evento os franceses Gregory Hecht e François Bannier, da Hecht&Bannier, e Tim Ford e Barbara Ford, da Domaine Gayda, além de Christina Boutari, diretora das vinícolas gregas Boutari e Cambas.

Grandes nomes do mundo do vinho, presentes em outras edições do evento, estarão de volta no Vini Vinci’13, como Jose Manuel Fournier, que elabora consagrados tintos e brancos na Argentina, Chile e Espanha, a italiana Caterina Dei, proprietária da Dei, o espanhol Julio López de Heredia Montoya, da Viña Tondonia e Gabriel Pisano,  da Viña Progreso.

Tenho participado destes eventos e assino embaixo. Afora serem muito bem montados e organizados pela competente Sophia Carvalhosa que atende as contas deles e da Mistral, a seleção de vinhos é muito boa (alguns excepcionais) e a diversidade me encanta. Vale a pena e estarei lá com certeza.

De 14 a 25 de Maio a Grand Tasting 2013 da Grand Cru. A tradicional feira anual de vinhos da Grand Cru percorrerá nove cidades em Maio. Curitiba (14), Florianópolis (15), Brasília (16), Campinas (17), Belém (18), São Paulo (20 – Profissionais e 21 – Consumidor Final), Rio de Janeiro (22), Macaé (24) e Natal (25).

Em São Paulo, o evento acontece no Nacional Club do Pacaembu, nos dias 20 e 21 de maio, sendo o primeiro dia dedicado aos profissionais do setor e, o segundo, para o Consumidor Final. Para este ano, a importadora receberá pelo menos 28 produtores, que dividirão espaço com as já conhecidas estações temáticas, somando mais de 200 vinhos para degustação.  O investimento é de R$ 220 por pessoa.

As degustações temáticas, grande destaque da noite de consumidores desde a primeira edição, terão como tema este ano os vinhos super pontuados por Robert Parker e também os grandes ícones da Borgonha.

Confira a programação das ESTAÇOES TEMÁTICAS

  • Brancos Frescos
  • A elegância da Riesling
  • A opulência da Chardonnay
  • Rosés do mundo
  • Il Vino da Toscana
  • Catalunya
  • Espanha, a Terra do Tempranillo
  • Valle du Rhône
  • Bordeaux
  • Alentejo
  • Austrália e Nova Zelândia
  • África do Sul
  • Os Grandes Malbecs
  • Califórnia
  • Ícones do Chile

Degustação Paralela – 500 PONTOS POR PARKER

  • Château Haut Brion 2009 | RP 100
  • Pingus 2009 | RP 100
  • Delas Hermitage Rouge Les Bessards 2010 | RP 100
  • Chateau La Mondotte 2009 | RP 100
  • Ducru Beaucaillou 2009 | RP 100

R$ 1400 por pessoa. Vagas super limitadas!*Valor com direito ao acesso à feira

 Degustação Paralela  – GRANDES DOMAINES DA BORGONHA

  • William Fevre Chablis Les Clos Grand Cru 2010
  • Chandon Briailles Corton Blanc Grand Cru 2009
  • Bouchard Vosne Romanee Les Beaux Monts 2010
  • Lambrays Clos De Lambrays Grand Cru 2008
  • Domaine Trapet Latricieres Chambertin 2009
  • Guy Amiot Chassagne Mont.Les Caillerets 1Er Cru 2009

R$ 350,00 por pessoa. Vagas super limitadas! *Valor com direito ao acesso à feira

Local: Nacional Clube Pacaembu  – R. Angatuba, 703 – Pacaembu, São Paulo. Informações e Vendas: 0800-777-8558 / eventos@grandcru.com.

        Para finalizar segue uma frase de que gosto muito e que diz bem do porquê eu sugerir todos essas degustações inclusive a da Vino & Sapore no Sábado dia 18. Afora o ganho de conhecimento, certamente diminuímos o risco de comprar errado e destacamos aqueles rótulos que valem a pena serem comprados, elementar meu caro Watson! Já dizia Alexis Lichine, Jornalista e produtor de vinhos em Bordeaux;  “No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolhas. Vinho se conhece mesmo é bebendo! Salute e kanimambo.