João Filipe Clemente

Chile – Suas Regiões, Valles, Cepas e Vinhos.

Pessoal, para quem estiver a fins de ampliar seus horizontes e degustar alguns bons vinhos da região, estarei na Vino & Sapore (Granja Viana) neste próximo dia 28 (Mudou para 05/09)  trocando experiências e conhecimentos com os amigos que por lá estiverem. Aguardo vocês, mas reservem antes!

CHILE na VINO & SAPORE

Suas Regiões, Valles, Cepas e Vinhos

AGORA DIA 5 de SETEMBRO!

 

Chile, terras da diversidade, dos Valles e agora três novas sub-denominações de origem que visam dar uma melhor indicação do que esperar de uma garrafa de vinho desse importante player no mercado internacional. Vamos atualizar os enófilos de plantão com essa nova divisão de áreas, falar de seus Valles, suas uvas e seus vinhos neste próximo dia 28 de Agosto a partir das 20 horas. Enquanto falamos das regiões e das cepas mais importantes do Chile, vamos provar cinco de seus vinhos e ao final um prato que esperamos possa reproduzir os sabores da terra.

Audio visual, apostila e um bate-papo agradável que visa atualizar os iniciados e esclarecer os iniciantes de nossa vinosfera com limitação de dez participantes por aula. Apresentação:  João Filipe Clemente, Enófilo, Consultor  e Colunista de vinhos, autor do blog Falando de Vinhos. Investimento; R$150,00 a serem pagos no ato da reserva. Aguardamos você e lembramos que já temos cinco vagas ocupadas, então o que resta será de quem chegar primeiro!

 Rua José Felix de Oliveira 875 – Zagaia Mall – Centrinho da Granja Viana Tel. (11) 4612.6343/1433 – E-mail: comercial@vinoesapore.com.br

Tinto & Branco Chilenos na Taça

Não tive a oportunidade de participar do Winebar da Wines of Chile que antecedeu a Wines of Chile Tasting e lançamento oficial das novas denominações (áreas) Costa, Entre Cordilleras e Andes, então vou colocando aqui minhas impressões sobre os vinhos provados conforme os for degustando.

Comecei por uma dupla de tinto e branco de Casablanca, área da Costa na nova denominação. Mesmo a foto não sendo das melhores, nas taças estavam o Ventisquero Reserva Pinot Noir e o Terrunyo Sauvignon Blanc da Concha y Toro. Cada um do seu jeito e no seu patamar de qualidade e preço, foram bem na minha taça, sendo que o Terrunyo extrapolou por sua exuberância. Falemos dos vinhos e do que senti deles:

A Ventisquero produz bons vinhos em diversas gamas de qualidade e eu gosto bastante dos vinhos da família Queulat em especial o Merlot. Este Pinot Noir se mostrou muito agradável mostrando fruta abundante no nariz e uma cor rubi demonstrando uma extração maior o que é típico dos pinots chilenos. Na boca está bem redondo, saboroso e frutado fácil de gostar, boa acidez, taninos delicados como manda o figurino e um final com uma certa mineralidade. Cumpre bem seu papel considerando-se que é vinho na casa dos R$45 a 55,00 nos dias de hoje.

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Terrunyo Sauvignon Blanc da Concha y Toro, vinho de pontuação média, pelos grandes critico mundiais, ao redor de 90 pontos com alguns picos. Mudamos de patamar, não subimos um degrau, pulamos alguns! Nunca tinha tomado este vinho e tenho que confessar que me surpreendi pois é dos melhores Sauvignon Blanc que já tomei , não só do Chile mas das Américas. Paleta olfativa gostosa em que notas cítricas, maçã verde e notas de orvalho matinal nos fazem viajar um pouco. Na boca é pura sedução, repete as sensações da fruta fresca com uma mineral bem presente, um vinho em perfeita harmonia, elegante e marcante que faz lembrar muito os vinhos do Loire que me encantam. Um belíssimo exemplar de Sauvignon Blanc que não é para qualquer bolso, mas falamos de um vinho top de gama, então o preço acompanha, entre R$100 a 120 pelo que pude ver na internet.

Tenho mais uns três para provar, mas de saída me dei bem. Realmente os terroirs do Chile e uma enormidade de bons produtores são farto material para pesquisa (prova) como pude mais uma vez comprovar, inclusive na Wines of Chile Tasting! Em breve mais do Chile mas quem quiser uma experiência a mais, dia 28 de Agosto na Vino & Sapore farei uma apresentação sobre os vales, suas uvas e vinhos, com ênfase na introdução das novas áreas e, obviamente, provaremos alguns bons vinhos e serviremos um prato. Será a partir das 20 horas então caso tenha interesse, me enviem um comentário que entro em contato.

Curso de Vinhos – O Que Você Quer Saber?

Minha experiência com cursos de vinhos não é das melhores e como consumidor sempre achei que faltava algo naquele monte de informação teórica e dados históricos que nos são despejados às toneladas. Estou trabalhando na montagem de um curso meu agora e me parece justo que nesse momento eu ouvisse o que meus leitores têm para me dizer, afinal, o que você pensa sobre esse assunto? O que você gostaria de saber e que esses cursos não te deram? O que realmente é importante para você?

Sei que o tempo é escasso, mas lhe peço cinco minutos de seu tempo para refletir sobre o tema e me enviar um comentário com sua opinião e sugestões. Ficarei muito agradecido por sua contribuição pois certamente essas informações enriquecerão muito o curso que pretendo montar. Kanimambo e salute.

Estive ontem no Decanter Wine Show e alguns destaques entre os muitos bons vinhos apresentados de um portfolio vasto, complexo e muito abrangente. Amanhã aqui!

Deu Tuga na Cabeça no Mundial de Vinhos!

É, antes de falar de alguns chilenos na minha taça, ontem fui surpreendido com esta noticia que muito engrandece os vinhos portugueses pois demonstra que, quando colocados cara a cara com grandes vinhos de outras origens, estes não negam fogo! O feito foi alcançado no Torneio Mundial de Vinhos promovido pelo amigo enófilo e profundo entendedor do riscado, Luiz Otavio do Enopira lá de Piracicaba, interior do Estado de São Paulo. Ao longo de dez meses ele foi fazendo degustações regionais com grandes vinhos entre R$200 a 400, mais ou menos,  selecionando o melhor de cada país. No final, num evento realizado em Itaipava um painel final composto pelos 05 campeões das seletivas do velho mundo (Portugal, Espanha, França, Itália e Sudeste Europeu) e pelos 05 campeões das seletivas do novo mundo (Argentina, Chile, EUA, Oceania e África do Sul. Eis o resultado dessa epopéia

Final do Torneio Mundial de Vinhos- Enopira Road Itaipava 2013.

Solar da Fazenda do Cedro/Itaipava/RJ- 17/08/2013

  • Campeão Sudeste Europeu – Hiedler Zweigelt Reserve 2009

Produtor- Weingut Hiedler- Langelois- Kamptal- Austria

Casta- Zweigelt (Sankt Laurent X Blaufrankisch)

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 20 meses em pequenos tonéis de carvalho.

Preço- R$ 161,00

 

  • Campeão Espanhol – Losada La Bienquerida 2007

Produtor- Losada Vinos de Finca- Ponteferrada- Bierzo- Espanha

Castas- Vinhedo velho em field blend majoritáriamente de Mencia .

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 15 meses em barricas de carvalho francês de vários tamanhos

Preço- R$ 267,00

 

  • Campeão Italiano – Cascina Ballarin Barolo Bussia 2005

Produtor- Cascina Ballarin- La Morra- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- Nebbiolo de vigneto Bussia de Monforte D’Alba

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 24 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 342,00

 

  • Campeão Francês – Château Corbin Michotte 2005

Produtor- Jean-Noel Boidron- Saint-Emilion- Bordeaux- França.

Castas- 65% Merlot, 30% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- Parte do vinho estagia em cubas de beton e parte do vinho estagia por 24 meses em barricas de carvalho francês (60% novas)

Preço- R$ 300,00

 

  • Campeão Português – Quinta da Gaivosa Vinha Lordelo 2007

Produtor- Domingo Alves de Sousa- St.Marta de Penaguião- Douro- Portugal

Castas- Field blend de mais de 20 castas autóctones do Douro com mais de 100 anos

Teor alcoólico- 15,5%

Amadurecimento- 15 meses em barricas novas de carvalho Alliers.

Preço- R$ 405,00

 

  • Campeão Argentino– Luigi Bosca Icono 2008

Produtor- Bodega Luigi Bosca- Lujan de Cuyo- Mendoza- Argentina.

Castas- 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon

Teor alcoólico- 14,7%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho Alliers.

Preço- R$ 430,00

 

  • Campeão Sul Africano – Vilafonté Séries C 2009

Produtor- Vilafonté- Stellenbosch- África do Sul

Castas- 54% Cabernet Sauvignon, 27% Merlot, 11% Cabernet Franc e 8% Malbec

Teor alcoólico- 14,8%

Amadurecimento- 23 meses em barricas de carvalho francês de 1º e 2º uso.

Preço- R$ 400,00

 

  • Campeão EUA – Château Montelena Cabernet Sauvignon 2009

Produtor- Château Montelena Winery- Calistoga- Califórnia- EUA

Castas- 85% Cabernet Sauvignon, 13% Merlot e 2% Cabernet Franc

Teor alcoólico- 13,8%

Amadurecimento- 14 meses em barricas (14% novas) de carvalho francês e do leste europeu.

Preço- R$ 424,00

 

  • Campeão Chileno – Altair 2006

Produtor- Altair Vineyards & Winery- Cachapoal- Chile

Castas- 71% Cabernet Sauvignon, 17% Carmenère,  6% Merlot, 4% Syrah e 2% CF.

Teor alcoólico- 14,7%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês (80% novas)

Preço- R$ 320,00

 

  • Campeão Oceania – Peter Lehmann Eight Songs Shiraz 2005

Produtor- Peter Lehmann- Tanunda- Austrália do Sul- Austrália.

Castas- 100% Shiraz de vinhedos em Barossa Valley

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em hogsheads (barrica de 300 l) de carvalho francês

Preço- R$ 311,00

RESULTADO

 A degustação foi as claras e na seqüência  sendo a banca degustadora composta de 16 participantes. Todos os vinhos foram decantados por uma hora e servidos a 10º C. Preços referência São Paulo em Junho de 2013

 Foi estabelecido que ao melhor vinho na sua preferência seria dado 10 pontos, ao segundo melhor vinho 9 pontos e assim sucessivamente até 1 ponto para seu décimo melhor vinho.

Copilado a somatória dos pontos de todos os degustadores  tivemos o seguinte resultado:

1.      Primeiro lugar ficou Quinta da Gaivosa Vinha Lordelo 2007 –  Portugal/ Douro 126 pontos

2.      Segundo lugar ficou o Cascina Ballarin Barolo Bussia 2005 –  Itália/Piemonte 124 pontos

3.      Terceiro lugar ficou o Château Corbin Michotte 2005 – França/Bordeaux 110 pontos

4.      Quarto lugar ficou o Luigi Bosca Icono 2008 – Argentina/Mendoza 99 pontos

5.      Quinto lugar ficou o Château Montelena CS 2009 – EUA/Califórnia 92 pontos

6.      Sexto lugar ficou o Losada La Bienquerida 2007 –  Espanha/Bierzo 85 pontos

7.      Sétimo lugar ficou o Peter Lehman Eight Songs Shiraz 2005 – Austrália/Barossa 80 pontos

8.      Oitavo lugar ficou o Altair 2006 – Chile/Cachapoal 69 pontos

9.      Nono lugar ficou o Vilafonté Séries C 2009 – África do Sul/Stellenbosch 68 pontos

10.  Décimo lugar ficou o Hiedler Zweigelt Reserve 2009 – Áustria/Kamptal 27 pontos

      Um exercício hedonístico que o Luiz faz muito bem e com um resultado que me deixou feliz já que conheço o vinho, realmente grande, e tenho uma garrafa na adega (oba!) aguardando meu aniversário de 60 anos!  Salute, kanimambo e amanhã tem mais.

Ménage à Trois – Frio, Caldo Verde e Malhadinha

      Sem sacanagem, tem gente que só pensa naquilo (!)rs, na maior pureza e desta vez sem vinho! Friozinho, um caldo verde elaborado com chouriço português, ora pois, e um fiozinho do azeite Malhadinha sem filtragem que uma amiga me trouxe de Portugal porque o importador não conseguiu trazer devido a “problemas” com os órgãos competentes! A felicidade está, na maioria das vezes, nas coisas mais simples da vida e sei que hoje vou dormir feliz. Se tivesse em casa, certamente um bom Vinho Verde tinto como o Quinta de Linhares casaria à perfeição.

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    Olha, não vou dizer mais nada pois, como já diz o ditado, uma imagem vale mais que mil palavras! Agora, que esse azeite levanta até defunto, disso não tenham dúvidas, bão demais da conta sô!!!  Saboreiem isso por hoje, salute e kanimambo, amanhã tem mais e é chileno na taça!

Mandela (o vinho) na Taça, Uma Experiência Africana

Há algumas semanas tive a oportunidade de participar de mais um saboroso evento do Winebrar, uma degustação virtual, com os amigos Alexandre Frias, Daniel Perches e o Rogério da Ravin. Nessa oportunidade, provamos dois vinhos que recém chegaram ao mercado pelas mãos dessa importadora.

Os vinhos da House of Mandela têm por trás de si, toda a experiência e sabedoria do grupo Fairview na produção o que por si só já é uma boa razão para nos aventurarmos por seus aromas e sabores. Dois vinhos de gama de entrada que a importadora estava vendendo com desconto promocional de lançamento, não sei se ainda está, e saía por R$39 em vez do preço de tabela que é de R$49,00. Vieram três varietais, um Sauvignon Blanc, um Pinotage e um Syrah, porém nessa noite provamos somente os primeiros dois:

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Sauvignon Blanc – Gostei bastante pela ausência dos aromas e sabores fortes de aspargos no vinho, algo que não me agrada nos vinhos desta cepa. Este se apresenta bem fresco, mais citrino com grama molhada bem presente numa presença de boca toda ela mais sutil e elegante e balanceada terminando com uma certa mineralidade. Um vinho muito agradável de se tomar e certamente uma bela companhia para os queijos de cabra e frutos do mar grelhados ou fritos.

Pinotage – a meu ver mui agradável e cativante  no olfato, apresentando-se  franco e bem integrado, final saboroso e surpreendente persistência. Nada daquela típica borracha queimada mais presente nos vinhos de entrada de gama, aparecendo uma fruta pouco comum e um final com alguma especiaria.

Pessoalmente creio que o Sauvignon Blanc é mais harmonioso e vibrante com um potencial mais interessante para ser tomado solo, sem comida, enquanto o Pinotage tende a cansar um pouco depois da segunda taça o que poderia mudar com pizza de, peperoni , linguiça de javali e coisas do gênero. Pensei até num belo X-Picanha! Vale a prova e é uma boa introdução aos bons vinhos sul-africanos. Salute e kanimambo!

Saturday Night Wine Tasting II, Destaques da Noite!

Mais uma vez contei com a colaboração de um monte de gente para montar com sucesso mais uma viagem de descobertas de novos sabores sensoriais na Vino & Sapore, a segunda edição do Saturday Night Wine Tasting e como sempre, algumas surpresas. No nosso 1º Wine Fest de Julho de 2012 o campeão foi um vinho de sobremesa alemão, em Outubro de 2011 no nosso primeiro aniversário, ganhou o Boca Negra , também um vinho de sobremesa porém esse espanhol  tinto elaborado com Monastrel, e agora mais algumas surpresas.

Nos diversos eventos que monto sempre busco apresentar diversidade com preços justos, inerente á minha pessoa e fiel aos meus princípios desde os primeiros posts aqui publicados, independente de sua gama de qualidade. Existem achados em todas as faixas de preço e é isso que tento garimpar e aqui publicar assim como colocar, sempre que possível, na Vino.

Nesta mostra de diversidade sempre há aquilo que para mim é destaque e o que o caixa apresenta como  destaque, os verdadeiros preferidos dos convidados que é o que mais interessa. Desta feita não podia ser diferente e estes são os vinhos que mais me surpreenderam. Alguns novos e outros eu revi após longo tempo, vejam abaixo os dez que, a meu ver, mais se destacaram numa seleção muito boa, modéstia á parte (rs), e muito parelha:

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Ø  Lagar de Bezana GSM (Grenache, Syrah, Mouvédre) chileno mas com um perfil francês de muita elegância e complexidade. Vinho para provar com mais calma, porém deixou sua marca. (Magnum)

Ø  Dezzani Barbaresco, este é de 2007 e já apresenta uma cor algo mais atijolada demonstrando sua evolução. Um vinho marcante que sempre me dá muito prazer tomar sendo um vinho sedutor e rico, hedonístico com um longo e muito saboroso final de boca.  (Calix)

Ø  Quinta da Mieira branco – Um vinho do Douro elaborado com 100% da uva Rabigato e sobre o qual já teci aqui minha opinião. Tomei de novo e só confirmei minhas sensações iniciais e, por sinal, o tinto também é muitíssimo bom. (Winery)

Ø  El Milagro Syrah – este syrah chileno de ótima relação custo x beneficio, R$65, fazia tempo que não levava á taça e mais uma vez mostrou toda a sua qualidade. Muito equilibrado, aveludado na boca, redondo e muito, mas muito saboroso, é um achado entre os bons vinhos que o Chile vem elaborando com esta casta. Muito bom também, do mesmo produtor, um Chardonnay/Viognier! (Mercovino)

Ø  Hécula Monastrel – outro que fazia tempo que eu não revia e que mais uma vez me deu muito prazer rever. De casa nova, agora na Almería do amigo Juan, um monastrel sem nada de doce, corpo médio, taninos finos muito bem integrados, não é á toa que possui tanta premiação e altos pontos pelos principais críticos internacionais. Melhor, está abaixo dos R$60! (Almería)

Ø  Albert Bichot Pinot Noir Vieilles Vignes – não é fácil encontrar um pinot da Borgonha que satisfaça e tenha preços abaixo dos 100 reais, então este há que se destacar. Um bom e muito característico Borgonha que mostra muita qualidade na boca. (Winebrands)

Ø  Cecilia Beretta Prosecco Brut Millesimato – Pequeno produtor, quantidade limitada a cerca de 60 mil garrafas ano o que, para um Prosecco, é nada! Não estivesse escrito no rótulo de que é um Prosecco e certamente passaria por um bom Cremant  Francês e a um preço bem bacana. (Vínica)

Ø  William Févre Espino Gran Cuvée Chardonnay – este anda mais amiúde por minha taça, mas sempre me satisfaz muitíssimo e mais uma vez repetiu a dose. Um dos melhores chardonnays chilenos com uma madeira suave muito bem colocada e um estilo bem chablisiano de ser. Delicia! (Dominio Cassis)

Ø  Pasíon de Bobal – esta uva, bobal, espanhola pouco conhecida entre nós é surpreendente. Já tenho o Villavid Bobal Roble que é muito saboroso e possui um preço bem bacana, abaixo dos 40 reais, porém este está um patamar acima de complexidade. Um vinho daqueles que acaba rápido e pede a próxima garrafa! Fresco, frutado, boa textura e um final “pra lá” de apetecível fazem dele uma escolha muito interessante para quem gosta de sair da mesmice e provar coisas diferentes. (Costazurra)

Ø  Chateau de Pourcieux Rosé de Provence – Não é á toa que foi tri-campeão da Expovinis como melhor rosé dessa que é a maior feira de vinho da américa latina. Delicioso, fresco, sutil, uma ótima companhia para camarão na moranga ou simplesmente para bebericar, bom demais da conta e olha que eu não sou assim tão chegado nos vinhos dessa região! (Cantu)

Mas o povo se manifesta mesmo é no caixa, então eis o resultado dos top 5 (dá mais porque há múltiplos empates o que confirma como os vinhos estavam parelhos), os vinhos mais vendidos da noite:

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Confidencial  – Tinto português da região Lisboa que surpreende os mais céticos. Como um vinho abaixo de R$30 pode ter essa qualidade? Um verdadeiro achado e campeão da noite! (Costazurra)

Chateau de Pourcieux Rosé de Provence (Cantu) – frio, mesmo que no Sábado nem tanto, rosé, preço pouco abaixo dos 90 Reais, empatado com o Casa da Passarela Dão (Vínica) em segundo lugar. Uma enorme surpresa o Pourcieux já que sabemos que o mercado não é assim tão chegado nos rosés, ou será que estávamos errados!

Casa da Passarela Dão Colheita Tinto – mais um português na fita o que só vem comprovar o altíssimo nível de qualidade existente nos vinhos desta região e com preço para lá de camarada, na casa dos R$45. (Vínica)

Gran Sello Tempranillo/Syrah, um espanhol de La Mancha muito saboroso e com preço abaixo dos R$70 (Calix) empatado com;  Hécula Monastrel de Yecla, Espanha (Almería) / Surani Costarossa Primitivo di Manduria da Puglia, Itália (Vínica) e William Févre Espino Gran Cuvée Chardonnay do Chile (Dominio Cassis).

Cecilia Beretta prosecco Brut Millesimato (Vínica) , Cientruenos Garnacha de Navarra, Espanha (Dominio Cassis), El Milagro Syrah, Chile (Mercovino) e Maray by Tabali Pinot Noir, do Chile (Almería)

Casa de Cambres Tinto Reserva do Douro, Portugal  (Winery) e Vestago GEA Bonarda de Mendoza, Argentina (W&W Wine).

Mais um evento bem sucedido graças a Deus, aos amigos, colegas e parceiros porém o ano ainda não terminou, então aguardem para breve, o 2º Granja Viana Wine Fest o melhor e principal evento de vinhos na zona oeste da grande São Paulo. É, modéstia nunca foi meu forte! Rs Brincadeiras á parte, o evento este ano promete ser bem superior ao do ano passado quando aprendemos muito e mais de 250 pessoas saíram daqui felizes e satisfeitos. me aguardem! Salute, kanimambo e nos encontramos por aqui.

Ps. Fotos na parte da tarde!

 

 

Ser Pai, Uma Declaração de Amor!

        Mais um Dia dos Pais, entre um montão, porém sempre especial, porque é dia de recordar e viver! Ontem foi um desses dias em que não quis gastar meu tempo sentado no computador escrevendo, coisa que curto fazer, pois tinha temas mais prioritários para o dia e como sempre digo, vinho é bom mas não é tudo!

        Mais que homenagear todos os pais que ontem celebraram seu dia , quero homenagear meus filhos de quem tenho muito orgulho de ser pai. Cada um traçou um caminho diferente, cada um possui seu próprio estilo e personalidade mesmo tendo origem no mesmo terroir e fruto das mesmas cepas, tendo, como os bons vinhos, evoluído de forma diferente porém sem perder a essência do que nos une; o amor e respeito uns pelos outros, o valor da família, a moral e a ética naquilo que fazem. Vê-los, numa nova etapa da vida deixa uma sensação de, digamos assim, dever cumprido com muito prazer e satisfação, participando de seus mais importantes momentos, fossem eles de alegria ou de tristeza. Sofrendo junto, muitas vezes frustrado por nada poder fazer, mas estando lá para o que desse e viesse ajudando-os a levantar e retomar seus caminhos.

       Mais fácil quando eles são mais jovens, mais difícil e complexo conforme eles vão crescendo e cada vez você com menos “poderes” (rs) de solução, só pedindo para que a flecha que disparamos junto à felicidade, alcance seu objetivo!

      Muito bom ser pai, muito feliz de poder dizer que os amo e muito orgulhoso de cada um pelo que são, muito mais do que pelo que têm ou lograram na vida até agora. Com o neto, um recomeço, um novo animo e novas preocupações, é o ciclo da vida! Este mosaico de fotos conta um pouco dessa história, três filhos um neto, minha homenagem a eles que fazem a alegria de ser pai! Um kanimambo muito especial a eles que mais uma vez fizeram algumas lágrimas de emoção rolar pelo rosto de uma pai babão e parabéns a todos os pais  que têm o privilégio da mesma felicidade, salute!

Mosaico Dad & Kids

Uma Andorinha Só Não Faz Verão

o sucesso advém da união de forças em prol de um objetivo comum. Pelo menos é o que penso e o nosso sistema político (arghh!) está aí para não me deixar mentir. Eta exemplo ruim, mas enfim acho que os amigos entenderam. Esse preâmbulo só para agradecer aqueles que já garantiram suas reservas ao Saturday Night Wine Tasting que promovo neste próximo Sábado (10) na Vino & Sapore.  Eles, ( clientes, amigos, leitores e colegas), mais os parceiros que uniram forças conosco para viabilizar mais este projeto, são a razão de ser por trás de tudo, a força motivadora e não são poucos!

Clipboard Parceiro Saturday

ainda há alguma disponibilidade de convites então conto com os amigos para fazer deste encontro, mais um sucesso de novas experiências sensoriais. Vejo você por lá?  Afora mais de 40 vinhos e alguns quitutes (Emporio Granelli e Carcioffi Alimentos) no uso do crédito a que o convite dá direito, ainda se concorre a mais de mil Reais em vinhos (lista no link acima)!  Esta é a grande dica deste final de semana, aproveite e convide seu pai (sogrão também vale! rs) fazendo deste Dia dos Pais um momento inesquecível. Salute e kanimambo.

Pequenas Vinícolas Brasileiras Fecham as Portas

        Enquanto no velho mundo apoiam-se e protegem-se os pequenos vitivinicultores que fizeram e fazem a história de nossa vinosfera, o novo mundo vive dos grandes conglomerados. Há luzes nesse túnel escuro como no Chile onde o MOVI (Movimento Vinheteiro Independente) faz um trabalho interessante e importante no resgate desses valores, assim como na Austrália e Estados Unidos onde os grandes convivem com os produtores mais artesanais, uma relação salutar e essencial. Por aqui, pelo menos por enquanto, o foco segue sendo o de tornar os grandes ainda maiores e os pequenos ……….bem, esses que se explodam e é bem isso  o que está ocorrendo. Eu falar sobre esse tema, no entanto, não tem muito valor até porque meu conhecimento de causa é muito relativo, mas o que dizer quando a voz que se ouve é deles próprios? Um leitor, o  Guilherme, me enviou este recorte em um comentário feito ontem e acho que ele merece um post por sua importância. Eis o texto de Noele Scur em reportagem especial para a Folha de Caxias:

               “A União Brasileira de Vinícolas Familiares (Uvifam) estima que pelo menos 150 pequenas cantinas tenham deixado de produzir vinho na Serra Gaúcha nos últimos quatro anos. O número parece alto para quem considera o setor consolidado na região, mas se mostra baixo para quem vive o problema. “Imagino que seja muito mais que 150. São muitos que desistiram”, conta o agricultor Vilmar Slomp, 49 anos.

                “A lucratividade caiu à zero. É uma questão de sobrevivência. É como perder o emprego, mas nos preparamos para a decisão. Tem que entender que não dá mais. Tomamos a decisão certa.”, explica Volnei. Nos anos anteriores, eles acreditavam que as coisas poderiam mudar. “Sempre tinha a crença de que ano que vem vai melhorar, mas nós não estamos sós”, lembra Vilmar. Ele conta, ainda, que muitos não fecharam as vinícolas ainda porque possuem grandes estoques de vinho e nem receberam pela produção da última safra. A carga pesada dos tributos e a Lei Seca são os principais fatores considerados por eles para explicar a diminuição do consumo da bebida e, consequentemente, a desistência dos vitivinicultores.

Cenário – O que a família Slomp conta, as entidades representativas confirmam. O vinho dos pequenos produtores pode ser extinto do mercado.  A contagem da Uvifam, que trata de 150 fechamentos nos últimos anos, é considerada alarmante para a Serra Gaúcha. “É uma das regiões que mais possui cantinas familiares no Brasil, mas também a que mais fechou as portas. Está acabando não simplesmente um produto, mas uma cultura”, afirma o presidente da entidade, Luís Henrique Zanini.

Para ele, a situação remete a um futuro de fortalecimento das grandes companhias e o sumiço das pequenas, que foram exatamente o carro-chefe da economia da região serrana. Zanini considera que no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, há ainda a especulação imobiliária para colaborar com a decisão de abandonar a produção de vinho. Em Caxias e Flores da Cunha, os agricultores passam a desistir da produção da bebida para vender toda a colheita da uva, e enfrentar o sempre polêmico preço mínimo da fruta.

 “A burocracia e a questão tributária são os principais entraves. E o consumo caiu, não houve um olhar mais atento do governo ao setor da vitivinicultura”, destaca.  Zanini aponta, ainda, que as vinícolas de pequeno porte não podem ser enquadradas no imposto Simples, porque é bebida alcóolica. “A cantina que produz 10 mil litros ou 10 milhões encara exatamente a mesma tributação.”

Compra governamental – Ações de incentivo do governo aos agricultores familiares e até a compras de suco de uva não são consideradas o bastante para alavancar o setor. “São atitudes esporádicas e acontecem quando há imensa dificuldade. Gostaria de ver a discussão de uma matriz produtora, um projeto para o setor”, afirma.

Outro ponto negativo que a desestruturação das cantinas familiares causa é no turismo. Para Zanini, as pequenas propriedades são exatamente o charme e a diversidade que a Europa utilizou para promover algumas regiões, ao contrário do que vemos de perto.” Matéria completa pode ser lida aqui >http://www.folhadecaxias.com.br/noticia/Pequenas+vinicolas+fecham+as+portas/4267

Dá o que pensar, não? Como diz o mestre Adolfo Lona aqui  “um número expressivo de famílias produzindo seus vinhos nas diferentes comunidades faria surgir a regionalidade, a tipicidade, os produtos originais e únicos e com certeza teria uma influencia fantástica no futuro do vinho na Brasil. Estas vinícolas são as que agregam valor ao vinho.Valor financeiro e principalmente valor cultural, em vez disso o mundo do vinho fica sem graça e perde a alma”. Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou na Vino & Sapore onde, neste próximo Sábado teremos nosso Saturday Night Wine Tasting.