João Filipe Clemente

Fanáticos pelo Instagram e Wines of Argentina

Para quem é ligado no Instagram eis uma bela oportunidade de mostrar suas habilidades num concurso que pode lhe levar à Argentina!

       Com o objetivo de posicionar na mente dos consumidores a marca “vinho argentino”, a Wines of Argentina, entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, lançou neste último dia 11 nos; Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Peru, Brasil, Reino Unido e Países Baixos, “The Wine Caption”, um concurso fotográfico especialmente desenhado para as redes sociais e focado especialmente no Instagram. O vencedor ganhará uma viagem de cinco dias para duas pessoas à Argentina.  Além disso, a foto ganhadora será a imagem da campanha 2014 da WofA.

       Os interessados devem tirar e compartilhar uma ou mais fotos no Instagram, usando o hashtag #thewinecaption. Também devem escrever uma legenda que transmita aquilo que a Argentina, seus vinhos e o “ser argentino” representa para eles. Em seguida, devem somar “likes” e compartilhar a foto com os amigos. As 10 fotos que tiverem mais “gosto” serão avaliadas por um júri formado por quatro renomados fotógrafos: Irina Werning (Argentina), Lee Towndrow (EE.UU.), Federico Garcia e Pablo Betancourt do Estudio García&Betancourt (Argentina), que escolherá o ganhador.  São requisitos ter uma conta no Instagram, seguir a WofA nessa rede social, ter mais de 18 anos e não morar na Argentina. 

A primeira etapa do concurso já começou e termina em 26 de novembro de 2013. A segunda etapa, de avaliação e seleção feita pelo júri, começa em 27 de novembro e termina em 18 de dezembro de 2013. Para Para mais informação: Salem Viale González Villanueva – 011 5295-4114 ou lalagv@salemviale.com.ar ; stellad@salemviale.com.

Aproveitem!

Só Borgonha 1er Cru na Saca Rolha

Mais uma vez a confraria Saca Rolha se reuniu para desfrutar amizade, alegria e vinhos. Desta feita elevamos o patamar e por decisão unânime decidimos juntar alguns bons borgonhas e mais, só rótulos 1er Cru! A Raquel, nossa porta voz , dá aqui seu testemunho do evento porém antes deixem-me dar só uma interessante informação sobre a região. Recentemente vi uma lista dos 50 vinhos mais caros do mundo e dos top 10, oito, repito, oito são da Borgonha inclusive os primeiros dois! Vamos ao relato da Raquel:

A Borgonha divide com Bordeaux a notabilidade de região produtora de vinhos na França. Se por um lado, Bordeaux bourgogne_mapimprime seu caráter austero e tradicionalista, personificado através de seus châteauxs e suas grandes propriedades, a Borgonha se mostra principalmente pelas características agrícolas, com pequenas propriedades de gestão quase sempre familiar. Para seus produtores, a importância do “terroir” é o que diferencia e dá identidade ao vinho, sendo seus vinhos produzidos com apenas duas castas, Pinot Noir e Chardonnay, em suas principais sub-regiões de; Chablis, Cotes de Beaune e Cotes de Nuit sendo que na Cotes Chalonnaise também são autorizadas as brancas Pinot Blanc, Pinot Gris e Aligoté assim como a tinta Gamay que reina quase que absoluta nas regiões sul de Maconnais e Beaujolais.

            Quando surgiu a ideia de fazermos o encontro da confraria só com vinhos da Borgonha, a primeira preocupação foi o custo. Sim, são vinhos caros e sempre assustam os que querem se aventurar por essas pequenas parcelas de terra, que os “bourguignon” chamam de “Crú” e que tratam como se fossem seu solo sagrado! Desde o Século XI, os monges da Abadia de Cluny começaram a estudar e desenvolver a vitivinicultura nessa região, baseando-se principalmente na influência que as diferenças do solo exerciam na qualidade das uvas. Até hoje,  esses estudos são aprimorados e mapeados minuciosamente, mostrando cada vez mais  as diferenças geológicas, e o respeito pela excelência de cada terroir, principal fator que qualifica a produção desses vinhos. Cada “Crú” é dividido em “Climats” , lotes de vinhas, que por sua vez são divididos em “Lieu-dit” , que são vinhas com uma designação própria.

            Além disso, adotam uma classificação de qualidade com regras rígidas, onde se leva em consideração o tipo de solo, drenagem, insolação, densidade de pés por ha, rendimento por pés, etc….. que se divide entre os Comunais ou Villages, que é a maior parte da produção. Premier Crú (apenas 10%) e Grand Crú (apenas 1,7%). Por aí, já dá para entender um pouco o porque do altíssimo preço! A produção além de artesanal, é muito pequena. Só para se ter uma ideia, as vinhas do famoso “Romanée-Conti” , limitam-se a uma área de 1,62ha (16.200m2).

           É nessa escarpa, resultante de uma anomalia geológica, que mais parece uma colcha de retalhos que vamos nos divertir! E como diversão pouca é bobagem, nossa confraria munida de todo hedonismo que tem direito, escolheu degustar apenas vinhos de qualidade Premier Crú.

            Como sempre, começamos com um espumante e desta feita da região:

         Crémant de Bourgogne François Labet – elaborado pelo método tradicional com uvas Chardonnay. Cor amarelo palha, bem clarinho. Delicado e seco na boca. Tem a mineralidade típica do solo dessa região.

SR - Mercurey

           Próximo a Auxerre, está a região de Chablis. Possui um tipo de solo único, que lhe caracteriza e imprime em seus vinhos, uma identidade inimitável. Seu solo Kimmeridgiano do período jurássico (150 milhões de anos atrás) é formado de conchas  pré históricas. Dessa região provamos o Chablis Montée de Tonnerre 1er Cru 2009 – do produtor Billaud-Simon. Muito fresco e aromático. Boa acidez, bom corpo e longa persistência. Um vinho com alma marinha que combina com um final de tarde de verão na praia. Se tiver um prato de ostras frescas por perto, melhor ainda!!

             Na parte central da Borgonha, próximo a vila de Chalon-sur-Saône, está a Côte Chalonnaise. De lá, veio o Le Clos du Roy Mercurey 1er Cru 2009 –  produzido pela Domaine Faiveley. Bem clarinho na taça. Aromas frescos florais e de especiarias. Na boca mostrou-se bem diferente da expectativa incitada pelo nariz. Mostrou-se mais robusto e duro, com as mesmas especiarias, porém de maneira mais pungente. Frutas vermelhas compotadas dividiam sua doçura com a acidez, dando um equilíbrio no todo. Um vinho inquieto como a juventude. Acho que se for lhe dado um tempo de guarda deverá ter grande evolução.

             Foi chegada a hora da surpresa da noite. Estava previsto um Pinot Noir intruso para ser degustado às cegas. A primeira impressão, ainda na taça , era de um vinho mais turvo, sem o brilho do anterior. No nariz mostrava aromas suaves, vegetais, florais e animais. Em boca era bem frutado (frutos vermelhos maduros), algo lembrando vermute. Taninos macios , bom extrato e acidez bem colocada. Os que apostaram na América do sul acertaram : Este veio do Chile – Little Quino 2012 – Elaborado por William Févre,  importante produtor de Chablis. Evoluiu bem na taça, apesar de tratar-se de um vinho jovem.

             Voltando à Borgonha, mais precisamente ao norte de Beaune, está a vila (ou comuna) de Savigny-les-Beaune. Tomamos o Savigny-les-Beaune “La Dominode” 1er Cru 2008 do Domaine Pavelot. A primeira impressão desse vinho foi um enorme frescor nos aromas. Algo lembrando mentol, lavanda e sensação gelada. Sua cor, rubi  muito vibrante e luminosa. Boa acidez de frutinhas de bosque (framboesas, cerejas) , taninos suaves e corpo médio , mas com persistência. Com o tempo os aromas e sabores foram evoluindo com muita complexidade. Podia-se sentir um pouco de couro, terra molhada e um fundo floral. Um vinho que estava pronto!

             Na sequência do nosso tour enófilo, caminhamos para o sul de Beaune, onde encontramos a vila de Volnay. O escolhido foi o Volnay 1er Cru-Marquis d’Angeville 2008. Pudemos notar que nesse caso não foi especificado no rótulo o nome do 1er cru de onde se originou suas uvas. Depois pesquisando sua ficha técnica descobri que nesse caso ele é feito com uvas de três vinhedos diferentes. Ou seja, um assemblage de três “climats”,1er Cru. Assim como o anterior, o primeiro ataque dos Borgonhas é sempre muito fresco e perfumado. É como se nos convidassem a um encontro elegante e sedutor. Poderia ficar divagando horas à respeito das sensações desse vinho! Mas isso foi a minha experiência e evidentemente cada um tem a sua.

            O final do passeio foi em Côtes de Nuit , mais precisamente em Gevrey-Chambertin tendo degustado o Gevrey-ChambertinLe Champeaux” 1er Cru 2005 de Olivier Guyot, um produtor biodinâmico. A primeira coisa que me chamou atenção nesse vinho foi o rótulo. Apesar de muitos desprezarem essa informação, a mim ela diz muito, afinal é a roupagem que o produtor dá ao seu produto. Garanto que alguém pensou muito na escolha de uma imagem, que conseguisse transmitir ao menos no primeiro contato, um pouco daquele conteúdo. E nesse caso, a imagem de um camponês , com seu cavalo, trabalhando a terra, mostra bem a importância que a agricultura tem na região da Borgonha. É um rótulo simples, mas elegante, onde em primeiro lugar vem o nome do produtor, depois o ano da colheita, e em seguida o Cru e o Climat. Depois das apresentações, vamos às taças! Logo já podíamos notar uma cor mais acobreada  por tratar-se de um vinho mais evoluído (2005). Nariz discreto, mas dando dicas que está tudo ali. Aquele frescor mineral, quase um vento gelado, trazendo depois um floral, muitas frutas, ervas do campo, terra úmida, etc…….No primeiro gole, toma conta da boca uma sensação aveludada que aos poucos, vai confirmando todas aquelas dicas preliminares. Um vinho redondo, sem arestas que chamem a sua atenção a um detalhe especifico. É tudo junto e misturado e loooongo. Equilíbrio perfeito.

            Os vinhos da Borgonha, principalmente os de Pinot Noir, encontram a perfeita harmonia com o solo e clima. Sua exuberância e plenitude é copiada no mundo todo. Os que buscam um “estilo bourguignon”, em outras terras, lutam por algo que não existe nem lá. A palavra estilo só pode ser usada quando se faz o mesmo vinho todo ano e na Borgonha estão interessados no caráter de cada terroir. No vinhedo, as uvas recebem o mínimo de intervenção possível. E foi nesse pedacinho de terra, ela que é tão sensível ao clima, encontrou seu perfeito habitat. Gosta do frio, que proporciona amadurecimento mais lento dando-lhe tempo para desenvolver todo seu potencial. Por outro lado, sua casca fina, precisa de muito sol, pois o frio continuado a deixa exposta a fungos e outras doenças. Ou seja, busca por locais onde haja grande amplitude térmica. Dizem que a Pinot Noir é uma uva feminina. Delicada e melindrosa, ela dá trabalho a quem quer cultivá-la. Exige obstinação, perseverança e principalmente entendimento da natureza. Mas estando no lugar certo, e sendo muito bem cuidada, devolve com alegria tudo que recebeu.

           Para finalizar uso as sábias palavras de Carlos Drummond de Andrade que um dia disse: “Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”

Outubro é 10 na Vino & Sapore!

       Amigos, neste mês comemoramos 3 anos de vida na Vino & Sapore, era bem mais fácil só falar de vinho (rs), e os eventos do mês estão da hora!

Dia 23 – Degustação Temática de Vinhos do Porto – História, Vinificação, Tipos, Estilos e Harmonização. Para este dia nos sobrou somente uma vaga e em função da demanda abrimos um segundo grupo para dia 31. ÚLTIMA VAGA TOMADA, OBA!! Turma nova em 31/10, veja abaixo.

Recepção :  Port Tonic elaborado com Graham´s Extra-Dry acompanhado de salgadinhos diversos

Porto Branco Casa de Santa Eufêmia com azeitonas verdes gregas, recheadas de amêndoas e pimentão doce, e amêndoas salgadas.

Tawny Reserva Quinta do Infantado Dª Margarida com Panetone de frutas Fasano / Ballas de Chocolate Isa Amaral

Porto Graham´s Tawny 10 anos com Torta de Amêndoas / mini-pastel de Belém

Porto Quinta Vale Dª Maria Ruby Reserva com torta de chocolate 1/2 amargo e frutas silvestres /  Brownie.

Porto LBV Graham´s 2005 com Walker´s English Rich Fruit Pudding / Torradinha com queijo Edam e geleia de Mandarino.

Porto  Warre´s Quinta da Cavadinha Vintage 1996 com Queijo da Serra da Estrela e torradinhas.

Chamada Vinhos do Porto

    Será apresentado um áudio visual e material impresso. O valor de investimento será de R$150 por pessoa porém casais ou grupos terão direito a um desconto de 10% a ser pago no ato da reserva. São somente 12 vagas por encontro. Venha, venha descobrir o que há por trás do Vinho do Porto lembrando, “Há gente que faz vinhos e outros que fazem história”, estes Vinhos são parte integrante da história sendo produzidos desta forma desde 1820! O representante da Graham´s no Brasil nos dará o prazer de sua presença e poderá nos ajudar a dirimir quaisquer eventuais dúvidas sobre o tema.

Obs: harmonizações poderão ser alteradas sem aviso prévio e sempre para cima

Dia 26 – Sábado das 16 às 20 horas uma mini-feira de vinhos brasileiros para somente 40 pessoas. Minha posição com relação aos vinhos nacionais é amplamente conhecida e nada tem a ver com relação à qualidade e sim aos aspectos comerciais e estratégicos dos grandes barões e outros que os seguem, ao estilo truculento da Ibravin, à falta de respeito para com o consumidor a quem, literalmente, viraram as costas na época das tentativa de golpe com as salvaguardas, porém há gente pequena e de médio porte fazendo coisas muito interessantes e que respeito.

Um Taste & Buy especial para você quebrar, ou confirmar, seus preconceitos para com os vinhos e espumantes brasileiros. Garimpei alguns rótulos, produtores e regiões diferenciadas que possuem uma ótima relação Qualidade x Preço x Prazer e gostaríamos de compartilhar esses achados com você.  Por apenas R$30,00 você é nosso convidado para vir provar mais de 15 vinhos tranquilos e espumantes e tirar a prova dos nove!  Se gostar, teremos algumas garrafas para venda também e você terá um crédito de R$10 para compras dos rótulos em degustação .

As vinícolas; Aracuri Vinhos finos (Campos de Cima/RS), Bela Quinta (Flores da Cunha/RS), Vinícola Campos de Cima (Campanha Oriental/RS),  Identidade (Encruzilhada do Sul/RS),  Valmarino & Churchill Prestige Brut Nature e Churchill Cabernet Franc 2011 (Pinto Bandeira/RS),  Villaggio Grando (Caçador/SC), e Maximo Boschi (Vale dos Vinhedos/RS) que trabalha com um projeto diferenciado .

Dia 31 – o segundo grupo da Degustação Temática de Vinhos do Porto que já tem 6 pré-reservas ou seja, já só faltam 6!! Venha, venha descobrir o que há por trás do Vinho do Porto lembrando, “Há gente que faz vinhos e outros que fazem história”, estes Vinhos são parte integrante da história sendo produzidos desta forma desde 1820!

Te aguardo, me envie sua reserva via comentário que entro em contato, ou então via a mail comercial@vinoesapore.com.br. Até lá, ótima semana e kanimambo pela visita.

Nova Zelândia e Isabel Estates

A Nova Zelândia é para a maioria de nós, uma eterna desconhecida como produtora de vinhos e não só!????????????? Terra dos All Blacks (rugby), do Kiwi (fruta), Koala (ursinho) e da Sauvignon Blanc, calma estava chegando lá, possui 10 regiões produtoras com cerca de 700 vinícolas ativas e uma produção anual em torno de 250 milhões de litros dos quais cerca de 70% é exportado. Uma população pequena, em torno de 4 milhões de habitantes consumindo cerca de 21 litros per capita (mais de dez vezes a média brasileira). Como curiosidade, a população de ovelhas no país é de cerca de 80 milhões ou seja, 20 vezes superiores à de habitantes!

Em 1981 haviam cerca de 100 vinícolas e foi aí que entrou um projeto de desenvolvimento do setor que fez com que, depois de estabelecidas as bases para crescimento, a partir de 1995 a vitivinicultura disparasse se tornando um importante player mundial (8º maior exportador do mundo) baseando sua produção e exportação na Sauvignon Blanc (66% do volume exportado) que virou marca registrada da Nova Zelândia no mundo. Aqui o foco não é a diversidade, até agora, e mais em se concentrar no que realmente o terroir produz de melhor, os brancos e em especial a Sauvignon Blanc, porém também a Chardonnay e a Riesling uvas que gostam de climas frios.

Foi nessa época, em 1982, que a família Tiller montou sua vinícola no vale de Wairau em Marlborough, a maior região produtora com cerca de 50%. Suas uvas de Sauvignon Blanc fizeram parte, por muito tempo, do blend de uvas usadas pelo produtor do icônico Cloudy Bay um dos mais famosos e conceituados vinhos da Nova Zelândia.  Empresa familiar trabalhando de forma sustentável, algo importante no cenário produtor do país, num sistema de single vineyards com parcelas únicas divididas por clones e terroirs específicos,  desde 1994 engarrafa seus próprios vinhos e tive a oportunidade de conhecer quatro deles; Sauvignon Blanc, Dry Riesling, Pinot Gris e um Pinot Noir, todos em torno dos US$50 na Mistral, exceto o último (tinha que ser o que mais me seduziu!) que está na casa dos US$85.

O Riesling, com apenas 2grs de açúcar residual, é marcadamente seco, fino e elegante com um mineral típico bem sutil e o Sauvignon Blanc exala Nova Zelãndia por todos os poros sendo exuberante na fruta cítrica, ótima acidez e longo final de boca. Os mais marcantes para mim, no entanto, foram o Pinot Gris e o Pinot Noir que me seduziram e recomendo.

Vinhos Isabel Estates

Isabel Estate Pinot Gris – não é uma uva que conheça bem, porém o vinho me seduziu por seu frescor, frutos cítricos, cremosidade e, essencialmente, seu tremendo balanço de tudo isso com enorme finesse bem diferente daquele estilo mais rústico e gritante dos pinot grigios italianos. Frutos do mar, salmão grelhado, queijinho de cabra fresco, salada cesar, comida asiática, me deu uma água na boca! Uma surpresa muito agradável e apetecível.

Isabel Estate Pinot Noir – apenas 6000 garrafas produzidas, uma planta por garrafa, um belo exemplo de Pinot Noir com boa tipicidade da casta, suave floral no nariz sobre uma base de fruta (ameixa), boa textura, delicado mas bem estruturado, taninos aveludados, madeira muito bem aplicada ressaltando a fruta , um vinho que, novamente, seduz pelo enorme equilíbrio. Bom para tomar já e que deve seguir evoluindo pelos próximos 4 a 5 anos, gostei muito!

Enfim, com a Nova Zelândia, país que preciso conhecer pois os amigos que por lá andaram falaram maravilhas, e os vinhos da Isabel Estates me retiro para o fim de semana. Amanhã é dia da criança (não sempre?!), mas abrirei a loja das 11 ás 16 para tentar garantir o leite do netinho, espero você lá! Semana que vem falo dos tintos do TOP 50 dos Vinhos de Portugal e outras cositas más, salute e kanimambo. Ótimo fim de semana para todos.

ps. Clique nas fotos para aumentar.

 

O Ontem e o Ante Ontem!

Começo de semana bravo este! Na Segunda a extrema-unção de alguns velhotes, na Terça conhecendo os vinhos da Isabel Estates na nova Zelândia e com as Enoladies numa degustação só de brancos diferentes e muitas agradáveis surpresas. Não vou me estender muito não, só umas fotos e alguns curtos comentários que espero possam lhes ser úteis.

“Vinhos Velhos” com os amigos e por generosidade deles em os compartilhar. Vieram menos amigos do que esperado, então reduzimos o número de rótulos e sacrificamos tão somente, cinco!

Vellhotes do Ale

Marques de Casa Concha Chardonnay 98, miraculosamente vivo! Acidez, pouca, mas ainda se fazendo presente, madeira e cremosidade em abundância, muito interessante e surpreendente. Esperávamos encontrar um corpo estendido no chão, porém………..

Udaca Garrafeira 94, corte tradicional (Alfrocheiro/Jaen/Tinta Roriz e Touriga Nacional) do Dão, um velhinho já respirando por aparelhos mas incrivelmente apegado à vida!

Má Partilha 99, merlot da região Setúbal, ao abrir achamos que tinha ido para a glória com aromas fortes de uma certa oxidação que rapidamente começou a se dissipar. Na boca delicioso e depois de um tempo os aromas começaram a se desprender  da taça de uma forma tão sedutora que o fiquei “fungando” o resto da noite. Maravilha.

Chateau Kefraya 99, delicia! Cabernet Sauvignon, Grenache, Mouvédre e Cinsault (se não me engano) do Libano. Aromáticamente fraquinho, não sei como ele é mais novo, mas na boca estava absolutamente divino, aveludado, rico, muito bom. Agora fiquei curioso por tomar uma garrafa mais novinha e comparar.

Rocca de la Macie Chianti Classico 2000, tipicidade pura, mas a meu ver sofreu por vir depois do Má Partilha e do Kefraya , mas ainda apresentava algum fulgor mesmo que sem a intensidade que lhe é típica quando mais jovem, esse conheço bem.

Enfim, sacrificamos cinco das oito garrafas programadas e agora vamos atrás de mais umas três para formar outro lote ao qual dar a extrema-unção. Gostamos de nosso ato de misericórdia, agora é esperar o momento certo para seguir nossa missão.

Isabel Estate, Nova Zelândia. um Sauvignon Blanc, um Riesling, um Pinot Gris e um Pinot Noir. Ótima forma de começar um dia, mas desses falo amanhã, ok? Das Enoladies, a confraria de 12 amigas que tenho o enorme prazer de receber em gostosa confraternização na Vino & Sapore faz três anos, as delicias da descoberta de vinhos brancos elaborados com uvas diferente e um final surpreendente, mas falo disso depois também, é muita coisa junta, muita emoção, muita alegria e pouco tempo para compartilhar a totalidade desses momentos com os amigos mas visitando o grupo no face da Vino & Sapore você vai poder curtir um pouco. Kanimambo pela visita e nos vemos por aqui amanhã? Salute.

Surpresas com Espumantes Chilenos

Sempre tive um pé atrás com relação aos espumantes do Chile que a meu ver sempre estiveram bem atrás nos nossos, até porque acredito que tanto em quantidade como em qualidade e também preço, estamos na frente dos Hermanos tanto chilenos como argentinos! Há bons espumantes em ambos os países, reconheço, porém sem o volume de rótulos de qualidade e muito menos de preço, mas os rótulos que tenho provado têm me surpreendido, inclusive no preço onde os  brasileiros nadam de braçada. Aliás, eis aí um mistério que nunca consegui desvendar, porquê os produtores nacionais conseguem produzir tão bons espumantes de forma competitiva e empacam tanto nos vinhos tranquilos?! Pelo menos até agora ninguém me deu uma resposta minimamente plausível, quem sabe alguém se aventura?

Enfim, voltemos ao tema do post! Dos espumantes chilenos, tive a oportunidade de provar dois recentemente, um trazido pelos amigos Marcia e Marc e outro agora, advindo da degustação do WineBar promovida pela Wines of Chile, ambos curiosamente rosés. O primeiro foi tomado na companhia dos amigos, foi o Undurraga Rosé, elaborado com 100% Pinot Noir, um espumante que nos surpreendeu por sua cor intensa, estrutura e ótimo DSC02966equilíbrio, boca seca e frutada com uma perlage muito boa. Um bom espumante que tomado na companhia dos amigos ficou melhor ainda.

Agora me chega este Santa Digma Estelado Rosé da Miguel Torres Chilena que tomei em dois estágios. O primeiro enquanto preparava o almoço de domingo (um sloppy sunday), adoro cozinhar com vinho (rs), um gostoso risoto de lula e o segundo acompanhando o prato. Este já surpreende na cor, um rosado claro, brilhante e sedutor, mas a maior surpresa vem quando você olha o rótulo e vê que ele foi elaborado com a uva País. Já vi alguns produtores trabalhando com esta uva secular  que chegou ao Chile pela mão dos colonizadores espanhóis no século XVI, porém ainda são raros os vinhos de qualidade no mercado. Até pouco, era somente usada para a produção de vinhos mais rústicos e sem expressividade, baixo teor alcoólico e alta acidez. Aos poucos, os grandes produtores começam a trabalhar e a descobrir as riquezas desta uva, sendo que este espumante já por dois anos seguidos foi considerado o melhor do Chile.

DSC02968Posso dizer que sobrou nada para contar a história! Tomei quase que solo e desceu muito bem. Tanto como aperitivo refrescante enquanto preparava o rango, como acompanhando o risoto que leva um pouco de pimenta e biquinho e um leve toque de tempero de paella o que contrastou muito bem com o frescor do Estelato.  Bem seco, nariz sutil e delicado, acidez acentuada, perlage muito fina e abundante, creio que se dará bem também com crustáceos, camarões grelhados, manjubinha (lembram!) e queijos de cabra como aperitivo ou solo! Um belo e surpreendente espumante que está no mercado por volta dos R$75 mais ou menos dez. preço justo, porém já vi por R$65 e aí eu acho uma barbada.

A foto com o prato não ficou aquelas coisas, a garrafa já estava pela metade (rs), mas dá para ter uma ideia! Ainda preciso ter umas aulas com a amiga Nádia Jung, quem sabe aprendo algo sobre fotografia. De qualquer forma, creio que minhas aptidões são outras! Salute, kanimambo e um brinde rosado a uma deliciosa semana para todos.

Enquanto Uns fazem Vinhos, Outros Fazem História!

Top 50 vinhos de Portugal        Esse é o lema da Viniportugal que se confirmou no grande evento de vinhos de Portugal no Brasil este ano. Soberbos vinhos que fazem história e mostram que o atual padrão dos vinhos portugueses está parelho com o que de melhor se faz nesta nossa vinosfera e com um plus, os sabores diferentes originados numa imensidade de uvas autóctones (cerca de 250!)  e numa diversidade de terroirs ímpar considerando-se o tamanho do país, pouco maior do que Santa Catarina. Afora os grandes vinhos que tivemos a oportunidade de provar neste grandioso evento, o país está presente no Brasil com um grande número de rótulos que, a grosso modo, apresentam uma ótima relação custo x beneficio na maioria das vezes bem mais competitivos que os vinhos dos hermanos, é o famoso “mais por menos”.

        Todos os anos a Viniportugal elege um famoso e conceituado critico para fazer uma seleção de vinhos portugueses tendo esse projeto se iniciado no Reino Unido em 2004 com o jornalista especializado Richard Mayson que é hoje produtor no Alentejo. De lá para cá:

Charles Metcalfe 2005/ Tim Atkin 2006 / Simon Woods 2007 / Jamie Goode 2008 / Sarah Ahmed 2009 / Tom Cannavan 2010 / Marcelo Copello e Charles Metcalfe 2011 / Julia Harding 2012 e agora em 2013 dois projetos; um visando os Estados Unidos com Doug Frost e o outro Brasil com Dirceu Vianna Junior, Master of Wine brasileiro e único de lingua portuguesa.

       Já publiquei suas escolhas feitas em cima de algumas visitas a Portugal e uma pré-seleção de cerca de 500 vinhos, porém senti falta de algo que o Doug Frost fez e que achei bem legal, seus TOP 10 best buys! Quanto aos vinhos, difícil comentar porque na sua totalidade estamos diante de grandes vinhos porém ficou claro a grande qualidade dos vinhos brancos que a cada ano têm estado presentes em números superiores ao ano anterior. Desta feita foram 14 rótulos ou seja, quase 30%! Falemos um pouco destes que provei.

Morgado de Sta. Catherina – este conheço á tempos e é realmente um vinho marcante advindo das caves da Companhia das Quintas na região Lisboa. Cem por cento Arinto com passagem por barricas borgonhesas que se integra com perfeição á fruta e acidez típicas da casta. Cremoso e sedutor, é um vinho que me encanta !

Quinta Fonte do Ouro Encruzado – A Encruzado é a uva emblemática do Dão produzindo vinhos complexos e de boa guarda, possui menos de 300 hectares plantados em toda a região, é um vinho a se conhecer. Frescor  com boa textura e concentração, cremoso e longo final de boca. É uma uva de que gosto muito, porém não conhecia o produtor que agora está na minha alça de mira! Há que se trabalhar melhor o Dão e suas uvas por aqui em terras brasilis!

Soalheiro Alvarinho – Já falei deles tantas vezes aqui que é chover no molhado! Muito bom e vibrante vinho que encanta quem o conhece. Faz pouco tempo abri uma Magnum, delicia!

Muros de Melgaço Alvarinho – entre este e o Soalheiro, os dois melhores Alvarinhos portugueses em minha modesta opinião. Com este já faturei uma harmonização com barreado e muito recentemente o abri em uma confraria, divino! Diferentemente do Soalheiro, este tem passagem por barricas francesas sendo que somente 10% de primeiro uso e o restante de segundo que é para não se sobrepor à fruta. Ganha corpo e complexidade sem perder o frescor marcante dos vinhos verdes e, em especial, da saborosa e vibrante Alvarinho. Vinhaço.

Loureiro – aqui abro espaço para a uva, mais do que para os rótulos, mas já os comento. É uma uva típica da região do Minho porém em vez de ao norte na fronteira com a Espanha acompanhando o rio, onde reina a Alvarinho, o reinado da Loureiro fica um pouco mais abaixo acompanhando o Rio Lima de Viana de castelo a Ponte da Barca com seu epicentro em Ponte de Lima. A uva é muito usada em cortes, porém são inúmeros os bons rótulos vinificados em estreme (varietal 100%) e o Dirceu garimpou alguns desses. Royal Palmeira (este mais ao norte próximo a Monção só para mostrar que para toda a regra existem exceções! rs) da Ideal Drinks é pura sedução tanto no visual da garrafa quanto de seu conteúdo, o Muros Antigos Loureiro, de Anselmo Mendes, que há anos me acompanha e o Casa de Senra de Antonio Souza ainda sem importador no Brasil mas que, com essa qualidade, não deve tardar muito a cá chegar. Em todos; flores silvestres, forte presença cítrica, textura fina e elegante, secos, e vibrantes plenos daquela “crocância” típica da cepa. Adorável uva com vinhos a partir dos R$60 e chegando próximo aos R$150,00.

Quinta de Gomariz Grande Escolha – um corte de três uvas clássicas da região dos vinhos verdes (Minho); Alvarinho, Loureiro e Trajadura. Já está por aqui há um tempo, mas não tinha tido a prazer, que bom que isso mudou! Verão chegando e esse vinho tem que chegar junto a suas mesas, porque á minha certamente estará presente por seu imenso frescor e elegância, gostoso e rico meio de boca, boa concentração de fruta e um final que pede bis! O preço dói um pouco (entre R$100 a 110), caso contrário certamente estaria mais amiúde sobre a minha mesa.

    Há anos que falo aqui e nas colunas que escrevo, dos brancos portugueses e pouco eco tenho ouvido, porém parece que finalmente o mundo e o Brasil despertam para estes saborosos vinhos. Há diversos outros rótulos marcantes, sempre há em qualquer lista, a partir dos R$30 a perder de vista, mas vinhos como o Quinta da Mieira Rabigato, Cova da Ursa Chardonnay e outros rótulos com a uva Arinto, Antão Vaz, Maria Gomes, Gouveio (o espumante Vértice Gouveio é excelente exemplo) e Viosinho são apenas mais uma pequena mostra do que há a explorar. Aliás, estou ná busca de um patrocínio (revistas e jornais são bem vindos) para uma matéria e desafio com vinhos brancos da terrinha, se alguém estiver a fins ou souber de, sou todo ouvidos! rs

    Bem, não vou falar dos tintos hoje, afinal este post já está bem longo ( algo fora do padrão, rs) e nem comecei com eles!  Semana que vem falo deles, por enquanto kanimambo pela visita e desculpem pela falta de fotos, mas deu pau no meu celular no dia, na verdade o tuga aqui bobeou e esqueceu de carregar!! rs Bom fim de semana a todos lembrando que, “Saber Beber é Saber Viver” ! Como homenagem aos vinhos da terrinha, um vídeo com uma canção que ficou famosa na voz da Amália mas que ganha vida hoje com Mariza, fadista das boas, uma “conversa” com o Senhor Vinho.

Garimpando Vinhos Sul Americanos na Zahil

           Recentemente estive num evento em que a Zahil apresentou seu portfolio de vinhos Sul Americanos. Entre seus principais produtores, gente renomada como os chilenos Casa Marin, Clos Quebrada de Macul e Vina Aquitania assim como os argentinos Rutini e Salentein porém havia coisa nova e outros produtores menos conhecidos. Fui para buscar aqueles rótulos que conseguissem reunir as melhores relações entre Qualidade x Preço x Prazer assim como revisitar alguns já clássicos e degustar alguns rótulos altamente midiáticos mas que, no entanto, ainda não tinham passado por minha taça. Dentro o que consegui provar, alguns se destacaram acima dos outros e são estes que gostaria de compartilhar com vocês. Para aumentar o mapa clique nele ou acesse direto a Wine Folly que tem coisas geniais afora este mapa!

Wine Folly South America Wine Map

Callia (Argentina)- pertencentente ao grupo Salentein, este produtor chegou à Zahil faz pouco tempo depois de alguns anos nas mãos de outra importadora. Prima pela ótima relação custo x beneficio e gosto de destacar o Syrah/Bonarda que na faixa dos R$30/32 é quase que imbatível. Apresentou também um espumante Brut elaborado com Chardonnay/Pinot Grigio meio a meio que mesmo lhe faltando um pouco de acidez, será páreo para os espumantes nacionais na faixa das 45 pratas.

Don Abel – brasileiro também recém chegado ao portfolio da importadora tinha alguns de seus rótulos disponíveis, entre eles o ícone Rota 324 de 2005, mas o que brilhou, para mim, foi seu muito bom Gran Reserva 2005 sem passagem por madeira e engarrafado em 2007, um belo vinho corte de Merlot com Cabernet Sauvignon que recomendo conhecer e, com todas as minhas criticas à precificação dos vinhos nacionais, vale bem os pouco mais de R$50 cobrados.

Bodegas Salentein (Argentina) – um produtor que tem como marca vinhos de grande estrutura e alto teor alcoólico, traz uma nova linha de produtos, Kilka, que busca um pouco mais de fruta . Melhores, na minha opinião, a gama intermediária dos Salentein Reserva Pinot Noir e o Chardonnay, muito bons e com um preço bem condizente com a qualidade entregue, na casa dos R$78. Já na linha topo de gama; o Numina Gran Corte é um senhor vinho, complexo, denso e estruturado mas muito rico e elegante que vale, dentro de nossa realidade tupiniquin, os R$130 que pedem por ele.Uma pena que não trazem mais o espumante Portillo, era muito bom!

Flecha de Los Andes (Argentina) – Seu Gran Malbec e Gran Corte são dois potentes  e complexos vinhos que precisam de tempo para se mostrar, mas o Punta de Flechas Malbec é um gama de entrada na faixa dos cinquenta e oito Reais que tem poucos desafiantes que lhe façam frente no mercado.

Vina Aquitania (Chile)– Fazia tempo que queria conhecer os  vinhos deste produtor, especialmente o famoso e super conceituado Sol de Sol Chardonnay, um vinho cultuado como um dos melhores brancos do Chile,( preço acompanha já que custa por volta dos R$150) mas nunca tinha tido a oportunidade. Realmente é um senhor Chardonnay, muito fresco e equilibrado com a madeira muito bem colocada dando apoio sem nunca se sobrepor á fruta, realmente muito especial. O Sol de Sol Pinot também é muito bom, assim como o Lazuli Cabernet Sauvignon especialmente o 2005, mas o grande destaque para mim foi seu Aquitania Reserva Syrah com muita tipicidade e um preço bacana para o que entrega, em torno de R$60.

Bodegas  Carrau (Uruguai) – sempre consistente os Reservas Pinot e o Tannat na casa dos R$45,00 valem bem a pena para quem não conhece os vinhos desse país sedutor.

Volcanoes of Chile – o grupo busca vinhedos com solos vulcânicos, o que não é lá muito raro num país com mais de 2000 vulcões, em todo o país para produzir seus vinhos. Aprecio muito seu Tectonia Pinot Noir e o Parinacota, um corte de carignan e syrah, dois belos vinhos que variam entre os R$100 a 130,00. O Parinacota é bem marcante em função do criativo corte de uvas, tendo a oportunidade, não deixem passar.

        Enfim, esses foram os que consegui provar e mais me chamaram a atenção sem mencionar as estrelas como o Antologia XXVIII 2009 (Rutini),  Miramar Syrah 2010 e Lo Abarca Pinot afora o  Laurel Sauvignon Blanc ( todos Casa Marin) que pertencem a outra liga!

       Salute, kanimambo e no próximo post falarei dos incríveis vinhos apresentados no TOP 50 dos vinhos portugueses para o Brasil que, como já disse, foi show de bola!

 

Vinho do Porto – Degustação Temática Harmonizada

Chamada Vinhos do Porto

Amigos, dia 23 de Outubro a partir das 20 horas, na Vino & Sapore (link aqui do lado) falarei um pouco da diversidade de estilos do Vinho do Porto que NÃO, não  é todo igual! rs Vamos falar um pouca da história, do processo de viníficação, dos estilos, porém prometo não chatear muito os presentes com a teoria e logo mergulharemos na prática:

  • Recepção > Port Tonic com salgadinhos diversos
  • Porto branco com canapés
  • Tawny Reserva com panetone de frutas
  • Porto Ruby Reserva com Eclair de Chocolate e avelã.
  • Porto Tawny 10 anos com Torta de Amêndoas ou Pekan
  • Porto LBV com English Rich Fruit Pudding
  • Porto Vintage 96 com Queijo da Serra e torradinhas.

Os rótulos estou finalizando a escolha e o valor individual deverá ficar por volta dos R$140 por cabeça e devo ter esses dados dentro de uma semana, porém como são somente 12 vagas sugiro fazer sua pré reserva logo pois já só sobraram 8 lugares, mesmo sem termos o valor! Me sinto lisonjeado com tamanha confiança e se houver uma demanda grande colocaremos um segundo dia, mas……..! Ligue logo para (11) 4612-6343 a partir desta Terça ás 10:30, envie um e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou, ainda, contate-me via comentários aqui no blog.

Esperando vê-lo por aqui, salute e kanimambo. Uma òtima semana para todos

Dica da Semana – Festival Sud de France em Sampa

      A terceira edição do Festival Sud de France traz à cidade de São Paulo toda a riqueza e diversidade da cozinha do sul da França a partir do próximo dia 2 até o dia 13 de Outubro com cardápios harmonizados e preços especiais em uma seleta seleção de restaurantes da cidade, famosa por sua boa gastronomia.

Festival sud de france

     O lançamento está marcado para o dia 02 de outubro no bistrô Le Repas, onde o público poderá conhecer mais da deliciosa gastronomia do sul da França com opções como a Brandade de Bacalhau, o Cassoulet, Ostras à Provençal, entre outros pratos, preparados pela Chef Fernanda Barros. E o melhor: ainda harmonizados com os melhores rótulos de vinhos do sul da França, famosa região produtora de rosés delicados e de sabor incomparável. E tudo isso por apenas R$ 65,00 por pessoa (no dia do lançamento do Festival).

O Festival, no entanto, também se fará presente em mais restaurantes

Recebi o menu de diversos desses restaurantes e separei estes dois abaixo que me aguçaram o apetite e se ajustaram ao bolso.

Le Vin Bistrô – Alameda Tietê / Armando Penteado e Pais de Araújo

Entrada: Ostras gratinadas (meia dúzia)

Prato Principal: Cassoulet Tradicional

Sobremesa: Doces da Patisserie Le Vin (16 tipos a escolher)

R$ 88,00 por pessoa e vinhos á parte

Telefone: (11) 3081-3924 – Horários: de segunda a quinta das 12h00 às 00h00 – de sexta a sábado das 12h00 às 01h00 – domingo das 12h00 às 23h00 Site: www.levin.com.br

Bistrô Ville du Vin (Al. Tocantins, 75 e Al. Rio Negro, 111 – Alphaville / Rua Gaivota, 1295 – Moema)

Menu fechado (a R$ 90,00 com couvert) com entrada de Mil Folhas de Mozzarela de Búfala e duas opções de prato principal: Filé Mignon com batata rústica com molho ao poivre (harmonizado com Château Paul Mas Clos des Mûres  Coteaux du Languedoc 2010 ou Arrogant Frog Réserve G.S.M IGP 2010) e Saint Pierre ao molho de estragão e jardineira de legumes (harmonizado com Château de Pibarnon Blanc). Para a sobremesa, Creme Brulée.

Salut et bon appétit!