João Filipe Clemente

Um Espumante Rosé Peso Pesado

DSC03250      Navarro Correas Brut Rosé de Malbec, eis aqui um espumante rosé diferenciado e isso a gente vê já na cor escura e densa na taça. A perlage é intensa e duradoura, porém o maior impacto vem na boca onde ele se mostra de forma mais marcante deixando claro que ele veio para ser diferente e certamente requer uma harmonização mais criativa e definitivamente não ó tipo de espumante ligeiro para se tomar descompromissadamente numa tarde verão. Extração mais intensa, denso e encorpado, notas de frutos vermelhos bem presentes, boa acidez que me fez pensar em duas coisas com que harmonizá-lo, musica e prato. No prato, acredito que deva ser uma ótima opção para acompanhar o inicio de um churrasco com costela de porco e linguiça, quem sabe até uma bela morcilla uruguaia ou panceta, porém foi muito interessante a harmonização com os figos com nozes!  Já na música, esse estilo mais pesado de personalidade marcante tem tudo a ver com uma batida sonora do mesmo peso e intensidade, algo como a Pork n Beans do Left Lane Cruiser

       Nunca tinha tomado um espumante rosé desse estilo o que só vem corroborar minha tese de que independente da “litragem” do enófilo, sempre há uma surpresa em cada esquina que nos coloca no lugar mostrando o quanto ainda temos a aprender e por isso curto essa viajem!  Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

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Hoje Comemoro 40 anos de Brasil

Na verdade, se considerarmos que já por cá tinha andado em 62 e 63 (Colégio Oswaldo Cruz), uma eternidade (rs), são mais, porém conto mesmo do dia em que cheguei por escolha própria e em definitivo.

LH BadgeAos 18 anos finalizei meu colegial na Lowveld High School (Matric of 73), em Nelspruit província de Mapulalang, África do Sul, e me deparei com três opções de caminhos a seguir; me apresentar para cumprir meu serviço militar no norte de Moçambique lutando na selva contra os pseudo terroristas da época (Frelimo), ficar na África do Sul com emprego prometido num escritório de contabilidade e a vaga garantida na Witwatersrand University em Johannesburg, ou me mandar para o Brasil (para o qual necessitava que minha mãe viesse junto), um sonho algo mais distante.

Fui surpreendido em Setembro de 1973 por minha mãe me comunicando que se dispunha, junto com meu padrasto, a me seguir no meu sonho.  Resultado, dia 07 de Janeiro de 1974, um capiau nascido em Nampula no interior de Moçambique, residente em Maputo (ex- Lourenço Marques) e estudante na África do Sul  desembarcou por aqui na busca de seu futuro e não me dei mal não, apesar de um primeiro ano difícil em Sampa pois a maior cidade em que tinha vivido tinha cerca de 200 mil habitantes e nem televisão tínhamos. Difícil foi entender este povo que num papo informal diziam que não iam contar nada do que acontecera na noite passada e daí contavam tudinho! rs Eta povo complicado que não sabe o que quer, pensava eu.

Aqui finalizei meus estudos, aqui conheci minha loira, aqui criei meus filhos,  aqui me realizei profissionalmente com mais de 30 de atividade em comércio exterior levando o Brasil ao mundo, mas não deixei de ser português. A principio por interesse, já que vivendo debaixo da ditadura e filho de pai comunista (ativo militante do partido português no Brasil), aqui exilado há mais de uma dezena de anos, era melhor seguir sendo estrangeiro que me arriscar a eventual sumiço em alguma masmorra, coisa não tão incomum naquela época, e depois por razões profissionais pois era mais fácil viajar o mundo com passaporte português do que com brasileiro. Mais tarde, porque aprendi a amar a terrinha (influência de minha saudosa Mãe) sem perder o carinho por esta terra brasilis. Aliás, até hoje me considero um blend cosmopolita com as mais variadas influências.

Mesmo com 40 de estradas brasilis, ainda sigo tentando entender este povo e, acima de tudo, sua peculiar forma de se expressar na língua mãe, o português! Vejam só se não é de dar nó em qualquer um?!

Meia – Coisa de Louco Sô!

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição neste Congresso.

– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?

– Sou de Maputo, Moçambique.

– Da África?

– Sim, sim, da África.

– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo.

– O mundo está cheio de africanos.

– É verdade.

– Se pensar bem, veremos que todos somos de certa forma afro descendentes, pois a África é o berço antropológico da humanidade …

– Pronto, inscrição feita e já agora tem a primeira palestra na sala meia oito.

– Desculpe, qual sala?!

– Meia oito.

– Podes escrever?

– Não sabe o que é meia oito, sessenta e oito, assim, veja: 68

– Ah, entendi, meia é seis.question-mark[1]

– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: a organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material, DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?

– Quanto tenho que pagar?

– Dez reais, mas estrangeiros e estudantes pagam meia.

– Hummm… que bom. Ai está, seis reais.

– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?

– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?

– Isso, meia é cinco.

– Tá bom, meia é cinco.

– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.

– Então já começou faz quinze minutos, são nove e vinte.

– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.

– Você pode escrever aqui a hora que começa?

– Nove e meia, assim, veja: 9h30min.

– Ah, entendi, meia é trinta.

– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?

– Sim, já estou na casa de um amigo.

– Em que bairro.

– Nas trinta bocas.

– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria nas seis bocas?

– Isso mesmo, no bairro meia boca.

– Não é meia boca, é um bairro nobre.

– Então deve ser cinco bocas.

– Não, seis bocas, entende, seis bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?

– E há quem possa entender?

Autor: Jansen Viana extraído do livro PROSANDO publicado pela editora Reflexão

       Salute, por um país melhor e kanimambo por terem me tratado tão bem nestes últimos 40 anos! Que venham mais alguns, mas hoje celebrarei com algo especial e também de um quase brasileiro, hoje abrirei minha última garrafa de Orus Rosé Pas Dosé, uma obra prima do enólogo Adolfo Lona. A partir de hoje e somente no face, uma foto por dia por 40 dias, representando os mais importantes eventos de cada um desses anos e que gostaria de compartilhar com os amigos.

 

Faz Hoje Um Ano, Saudades da Inês!

       Sem ela ficou difícil levar adiante o projeto de viagens enogastroculturais que tínhamos iniciado em 2012 e que se tornaria uma empresa a partir do segundo semestre de 2013. Sem ela, ficou um certo vazio e a certeza de que não temos hora para ir, que quando chega a nossa hora não tem jeito e resta-nos somente a esperança de tenhamos cumprido adequadamente nosso trajeto terreno. Não vou falar muito, só não queria deixar o dia passar em branco e presto aqui minha singela homenagem aos dois, Inês e Thiago, dois jovens que espero estejam juntos num lugar mais justo. Perdi eu, perderam as famílias deles, perdeu nossa vinosfera, perderam seus amigos, enfim, perdemos todos um pouco. 

Inês-e-Thiago

Feliz 2014 a Todos!

          Hoje é dia 1 de janeiro de 2014, renovadas esperanças e ânimos para enfrentar mais um ano de árduas batalhas pela frente. Acabei de colocar minha inspiração e mente no modo de stand-by, preciso descansar por uns dias, porém não gostaria de deixar o dia em branco e decidi compartilhar com vocês esta bonita mensagem que a amiga e colega blogueira do vinho, Camila Coletti (Vinhos e Delicias com link aqui do lado em meus blogueiros preferidos)  me enviou. Kanimambo por me acompanharem ao longo de todos estes anos e espero continuar seguindo sendo merecedor de vossas visitas regulares neste ano que hoje se inicia. Salute amigos!

Happy New Year 2014

Como sabem os amigos enófilos, a videira produz melhor em campo árido, são as dificuldades e as intempéries, que a fazem trazer para o seu fruto, a melhor estrutura, ou ela consegue e realiza a sua obra ou sucumbe, assim como ela os de mais estrutura são acometidos, por diversas provações, e assim como ela, a estrutura é que determina o resultado do embate.  Desejo a todos os amigos muita estrutura e sabedoria para lidar bem e tirar proveito das experiências que a natureza mandar, como a videira.

Que 2014 seja um marco de crescimento existencial, a todas pessoas do bem e que as energias positivas permeiem seus caminhos. Proteção, saúde, amor, sucesso, prosperidade, realizações positivas e consciência, consciência, consciência e mais consciência sejam as palavras de ordem, em 2014...

Escolha seu Espumante da Virada

      Deixei de falar dos espumantes que participaram desse gostoso evento realizado na Vino & Sapore  em 27/11 quando lá reunimos 22 pessoas num exercício de degustação diferenciada, porque esperava que a confreira e já “colunista” deste blog, a Raquel Santos que esteve presente, nos presenteasse com mais um de seus gostosos textos o que finalmente ocorreu, valeu Raquel. Concordo com sua abertura, porém quando participamos de algum evento onde um ganhador tem que ser apurado, a pontuação é essencial e a uso quando participo de eventos desse tipo, como os da Gowhere Gastronomia ou os Desafios de Vinho por mim organizados.

Aproveitando para falar de pontuação, chegamos num estágio em que boa parte dos enófilos tende a relevar um vinho de 86 pontos como se esta nota fosse de pouca monta. Para esses, se não tiver 90 ou mais pontos o vinho é medíocre e pior ainda se não tiver nota! Ledo engano e como perdem esses incautos seguidores de Baco!!

Nas minhas avaliações mais técnicas, tendo a ser bastante comedido nas notas que dou e vinhos acima dos 90 pontos são poucos. Um vinho de 80 pontos é bom, um acima de 85 é muito bom. Já acima de 90 e até 95 pontos já falamos de vinhos de grande qualidade e acima disso néctares excepcionais, então sou contra a banalização das notas e por isso mesmo não divulgo no blog as que eu dou nas provas em que participo. Neste caso especifico, no entanto, vou dizer que nenhum vinho tirou menos de 89 (Vértice) e o máximo que dei foi 94 (Ferrari Perlé) ou seja todos vinhos de muita qualidade! Bem, mas agora que já falei um monte, não perco o hábito (rs), deixa a Raquel falar um pouco de sua experiência na degustação de 27 de Novembro e, se ainda não se decidiu, faça sua escolha do espumante da virada, pois ainda dá tempo!

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Nunca dei muita atenção às notas dadas para classificações de vinhos em degustações. A comparação entre eles, sempre me pareceu um julgamento anacrônico, como concurso de miss. A busca do melhor, o mais belo, o perfeito, sem considerar que cada um tem sua graça, sua característica própria. Além do que, a escolha de um “melhor”, deixa um outro na posição de “pior”, que nem sempre corresponde à um julgamento justo. Como concursos de misses, as meninas desfilam sua beleza numa passarela e o júri analisa uma a uma. Aparentemente todas são lindas e a decisão  final acontece por conta da simpatia, postura, desempenho na passarela, carisma, etc… Ou seja, os traços de personalidade contam mais do que os traços físicos, mesmo sendo um concurso de beleza com padrões estéticos pré estabelecidos.

         Agora imaginem um concurso de Espumantes. Todas as garrafas lindas, vestidas em traje de gala na passarela. Um júri com fichas à postos para julgá-los.

         No nosso caso, a degustação foi às cegas. As garrafas devidamente cobertas com papel alumínio, escondendo sua procedência, e deveríamos levar em consideração apenas as característicasde cada um e as sensações organolépticas, ou seja, aspectos da personalidade de cada um, como a cor em taça, aromas, sabores, corpo, persistência em boca, etc… já que o método de elaboração era comum a todos, Champenoise ou Tradicional. O desempenho na passarela contou com o auxílio luxuoso de três lindos canapés, para fazer a harmonização com cada uma das bebidas :1. Barquete com paté de salmão defumado e dill / 2. Cestinha de massa filo com queijo brie e chutney de damasco / 3. Torradinha com atum selado e molho terê.

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         Adotei um critério próprio de classificação para me ajudar nessa avaliação :

         1. O que eu mais gostei (que não significa que seja necessariamente o melhor)

            Ferrari Perlé 2005 – Itália . Lindo tom dourado na taça. Denso, com muito extrato, nariz complexo, ótima acidez, muito festivo e achei que não necessitava de nada para acompanha-lo. Só ele se bastava.

         2. O que eu menos gostei ( que não significa necessariamente o pior)

           Cave Geisse Terroir Nature 2009 – Brasil. Amarelo claro e pérlage delicada e pequenina. Boa acidez, frutado, lembrando maçãs, damascos e cítricos. Bem seco e curto na boca. Ficou muito bom com o canapé de brie com damascos e acompanharia uma longa conversa pela noite adentro.

          3. Os ótimos.

         Champagne Barnaut Grand Cru Grand Reserve – França. Cor amarela presente, pérlage exuberante que enchia a boca. Nariz incrível com florais, frutas, cítricos e principalmente uma casquinha de tangerina que era um charme. Acidez muito boa que escoltou bem o atum com molho oriental, também de sabor marcante.

         – Órus Pas Dosé Adolfo Lona – Brasil, produção limitada a 628 garrafas. Cor salmão, linda na taça. Delicado e elegante. Ótima acidez que equilibrava muito bem sabores cítricos e adocicados (laranja).

         – Labet Crémant de Bourgogne – França. O mais clarinho de todos. Nariz delicado e sabores bem presentes e complexos. Boa acidez e super equilibrado. Para qualquer ocasião!

         4. Os muito bons.

         – Franciacorta Lo Sparviere 2007 – Itália. Amarelo pálido, com muita pérlage( bem no centro da taça e constante). Boa acidez, sabores cítricos, minerais e amanteigados. De persistência média. Foi o que harmonizou melhor com o salmão defumado.

         – . Juvé y Camps Gran Reserva da Familia 2007 – Espanha. Dourado claro e brilhante. Muito fresco no nariz com sabores minerais e leve amargor. O mais austero deles, com grande potencial de evolução e persistência na boca. Bom para acompanhar aperitivos e por isso ficou muito bom com todos os canapés

         – Vértice Gouveio 2006 – Portugal.  Clarinho, mineral, com boa acidez, notas de panificação e brioches. Bem encorpado e equilibrado. No final, sobra um toque oxidado, o mais velho deles. Talvez acompanhando um assado ( lembrei de um leitão com maçãs assadas) faça um bom contraponto.

         Para finalizar, como nosso anfitrião e organizador do evento já nos contou aqui, opções não nos faltam. E observem que estamos apenas falando de espumantes elaborados pelo método tradicional, com segunda fermentação na garrafa.  Se achou que ficou ainda mais difícil de escolher o seu, opte por todos eles! Um de cada vez, é claro. Feliz 2014!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Mais um ano se foi e mais histórias e momentos, uns bons e outros nem tanto, se juntaram aos muitos que coleciono ao longo destes meus quase 59 anos. Ano passado falei da necessidade de reflexão, de um monte de coisas que precisava fazer, atitudes que precisava mudar e…………..muito pouco fiz, o que pesa na consciência! Não foi um ano fácil não e meu foco se perdeu entre tanto incêndio a apagar, mas vou trabalhar para realizar tudo aquilo que desejei fazer porém não consegui, em especial no que se refere às pessoas com quem estou em falta. Por falar em pessoas, me baseei numa muito especial para ilustrar esta mensagem de final de ano.

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Não interessa sua fé ou se você acredita no Papai Noel ou não, porém esse sorriso franco e inocente de uma criança nesta época do ano não tem preço. Nem que seja por um dia, por um momento apenas, já vale a pena! Deixar viver o sonho é essencial e o espírito de Natal, independente das eventuais conotações religiosas que cada um possa ter, esse sim é que faz desta época do ano um período especial de nossas vidas e ainda bem que se repete uma vez ano, pois por mais efêmera que seja, é uma renovação de esperança e um momento importante de reflexão, pois como costumo dizer, vinho é bom mas não é tudo, longe disso!

Nestes últimos dias tenho escrito pouco pois o quase nada de tempo que tem sobrado tenho aproveitado para descansar um pouco, a idade pesa (rs), porém no ano que vem certamente voltarei com mais novidades e descobertas de nossa vinosfera. Até dia 31, ainda muito trabalho, mas um kanimambo enorme aos amigos leitores que seguem fazendo deste blog um dos mais lidos no segmento da enogastronomia em língua portuguesa e que está prestes a alcançar os 2.000.000 de page views. Que o sonho, qualquer um que seja o seu, não se apague com o Ano Novo e sim ganhe força e se realize, essa é minha mensagem para todos os amigos.

        Se der ainda escrevo algo, mas sem promessas, então aproveite para fuçar um pouco no blog e pesquisar os arquivos em “Categorias”, afinal são mais de 1400 posts à sua disposição. Salute e se precisar de algo estarei de plantão na Vino & Sapore para assessorá-lo em sua escolha caso seja necessário..

Nossa Vinosfera, a Cada Taça uma Descoberta!

È um pouco assim que sinto, pois por mais litragem que tenha há sempre algo novo a se encontrar numa taça de vinho. Prestar atenção nisso, apreciar o vinho e não somente tomá-lo é DSC03245um tremendo de um barato e o que faz desse hábito algo salutar e muito prazeroso sempre que praticado de forma moderada. As surpresas vêm normalmente de onde menos se espera e nesta Segunda veio numa taça de um rosado argentino, olhem só essa cor!

O visual na garrafa já é um convite a abri-la, ainda mais porque em seu rótulo aparece “Blanc de Noir”, algo mais comum em espumantes, enquanto o vinho é rosado! É na taça, no entanto, que o vinho inicia sua dança de sedução com essa cor linda e cheia de brilho já dando uma dica do que está por vir. Aromas de frutos do bosque frescos te convidam a levar a taça à boca onde ele surpreende a todos aqueles que dele esperam o básico moranguinho e groselha de muito dos vinhos rosados por aí no mercado. Sem qualquer residual de açúcar perceptível ao palato, o vinho, que não passa em madeira é seco e puro frescor, mas tem DSC03241mais! Os aromas vão dançando na taça em contínua metamorfose mostrando algo diferente que nos intriga enquanto acaricia a boca com um frutado intenso e fresco, vibrante que nos faz lembrar verão, férias, mar, mostrando que a “art de vivre” muitas vezes se encontra nas coisas mais simples, como numa taça deste saboroso vinho que no deixa nos lábios um sorriso de satisfação. Aliás, a satisfação que era uma das principais bandeiras defendidas pelo saudoso Saul Galvão que dizia; “ o vinho existe para te dar prazer e se o fez, cumpriu com seu papel”, é vero! !  Tem tudo a ver com nosso verão e nossa ceia de Natal, com o peru á califórnia e até o tender deve ficar da hora, ou para frutos do mar em geral ou, ainda, num voo solo somente com boa companhia, porque isso é essencial. Versátil e apetecível, é um vinho que curti demais e recomendo.

Blend de 50/50 Malbec com Pinot Noir,  é vinificado como branco com uma curta maceração e 48 horas de contato pelicular que lhe dá essa bonita cor salmonada. Um vinho sedutor com um ritmo próprio e marcante que eu harmonizaria com diversão e alegria, mas principalmente com boa companhia e alto astral ao som algo picante da salsa cubana de Rey Caney; Ajo, Cebolla y Tomate, porém como não mais está disponível na net, faço um link aqui para Luna Llena que também harmoniza!! rs  Have fun, salute e kanimambo! 

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A Rioja Classica, a Rioja dos Viña Tondonia!

        Mais uma grande noite na Confraria Saca Rolha que se reúne mensalmente na Vino & Sapore, para explorar alguns dos muitos mistérios por trás de alguns rótulos de grande renome e prestigio em nossa vinosfera. Explorar vinhos de mais idade então, essa é uma experiência que me encanta e seduz, especialmente quando falamos de um vinho branco de 20 anos. Daqueles vinhos únicos que revertem regras e mudam conceitos, mas deixemos nossa porta voz, a amiga, confreira e sommelier Raquel Santos, falar por nós:          

         Em nosso encontro anterior, tentamos desbravar a região de Rioja na Espanha. Digo “tentamos” porque nesse mundo, dos vinhos, isso é uma tarefa quase que impossível de se conseguir em apenas uma vez.

         Passamos pelas principais regiões e conhecemos produtores importantes. Vimos também que uma das características desses vinhos é sem dúvida a arte do envelhecimento em barricas, e posteriormente, o tempo de maturação nas caves, inclusive para seus vinhos brancos. Foi Tondonia cemitérioexatamente aí que ficou faltando uma dose maior de investigação. Alguém lembrou do mítico Tondonia que tem um dos brancos mais originais dessa nossa vinosfera. Esse vinho é produzido pela família López de Heredia desde 1877 na cidade de Haro, capital de La Rioja. Combinamos então uma degustação dos  branco e tinto Reserva que passam 6 anos em barricas de carvalho. Além desse longo tempo que ficam em contato com a madeira, são vinhos de vida extremamente longa. Suas caves de crianza (envelhecimento) com seus nichos peculiares lhes deram fama e o nome sugerido de “o cemitério”, enfim, estamos diante de mitos a serem venerados e desfrutados.

         Confesso que a oportunidade de conhecer o famoso Tondonia me deixou bem ansiosa alguns dias antes. Era como ficar cara a cara com um ídolo, ou alguém que só se conhece de ouvir falar, e de repente todo aquele imaginário que vivia em minha cabeça pudesse se tornar realidade, ou não! São vinhos caríssimos e a ideia de compartilhar uma garrafa dessa nos permite por à prova esses mitos, uma das inúmeras vantagens de fazer parte de uma confraria.

         Como de costume, sempre iniciamos com um espumante, que nos ajuda a preparar as papilas, enquanto esperamos a presença de todos e vamos colocando a conversa em dia. Brindamos com o espumante Campos de Cima Extra Brut da vinícola do mesmo nome. Da região da Campanha Gaúcha, quase na fronteira com o Uruguay. Bem refrescante, frutado e seco. Para quem não conhece, vale a pena experimentar. Mais um exemplar entre muitos outros bons espumantes brasileiros.

         O próximo vinho, veio para acalmar os ânimos e concentrar a atenção do que teríamos pela frente: Vilarino 2012, da região de Vinho Verde – Portugal – elaborado com a casta Azal. Leve, floral, com um toque vegetal, porém com presença marcante. Boa acidez e bastante frescor.

         Enfim chegamos, era a hora do Viña Tondonia Blanco Reserva 1993.

Tondonia Branco 93         Na taça mostrava-se de um amarelo âmbar dourado, típico de vinhos envelhecidos. Afinal estávamos falando de um vinho branco de 20 anos!  Enquanto era servido, já podia-se sentir os aromas que invadiram o ambiente. Todos tentavam decifrar aqueles aromas e expressavam ao mesmo tempo, admiração, espanto e um certo olhar desconcertante de uns para os outros. Realmente era algo diferente! Revelava-se em camadas sucessivas que iam nos distraindo e faziam adiar o primeiro gole a cada aproximação da taça. Na boca, o primeiro ataque nos traz a boa acidez da Viura muito bem incorporada com uma untuosidade cremosa, rica em sabores cítricos, florais, minerais, etc….O tempo na taça só fazia aumentar a riqueza de aromas e sabores que evoluíram para especiarias (erva doce, anis), palha, flores secas, frutas cítricas. Tudo isso sem perder a vivacidade e o frescor, e evidenciando  mais ainda os seus coadjuvantes (presunto de Parma, azeite e pão). Verdadeiramente um vinho único que todos desejavam repetir a dose. Resolvemos então dar sequencia na degustação enquanto outra garrafa era providenciada e colocada na temperatura ideal de serviço.

                  Viña Tondonia Tinto Reserva 2001.

         Um típico Riojano, feito com as típicas castas: Tempranillo, Garnacha, Graciano e Mazuelo.Tondonia tinto 2001 Como  o branco, passa 6 anos por barrica de carvalho , o que torna seus taninos finíssimos e muito elegantes. Mostra grande evolução de aromas e sabores de especiarias, frutas vermelhas em geleia, tabaco, etc. Muito bem estruturado, com ótimo corpo e carácter austero, ainda mostra-se com muito frescor. Apesar dos seus 12 anos, ainda é uma criança com muita vida pela frente. Eu já ouvi por aí que esse vinho não envelhece nunca!

        Depois dessa dupla, acho que todos precisavam de um tempo para digerir  essa experiência com vinhos tão ricos e poderosos. Foi então sugerido colocar à prova mais dois vinhos intrusos, de regiões diferentes.

        

O primeiro foi o italiano Gianni Rosso di Montalcino 2010.

         Bem equilibrado, com presença de madeira, cerejas e muito aromático.

O segundo foi o francês Perrin & Fils Vinsobres Les Cornuds 2009 da região do Rhône. 

         Um vinho bem típico daquela região. Notas de frutas vermelhas (cerejas), algo picante, como uma pimenta do reino, e álcool aparente, mas não incômodo.

         Dois ótimos vinhos, dentro de suas características. Com certeza quero dar mais atenção a eles outro dia.

Clipboard Saca rolhas Rosso e Cornuds

          Voltamos no Blanco! Eu, que sempre fui defensora dos “branquinhos”, estava adorando ver aquele riquíssimo exemplar afrontar qualquer tinto que pusessem na sua frente!

         Foi bom ter reservado um tempo para os vinhos da Tondonia. Aliás, tempo é a palavra mágica quando se fala de vinhos evoluídos, elegantes e com personalidade forte como estes, é o mínimo sinal de respeito que devemos a eles. Afinal demoram tanto tempo presos naqueles tonéis ou nas garrafas para atingir seu apogeu, que quando chega o momento de libertá-los, precisamos ter calma, paciência e também elegância pois assim como nas mil e uma noites, o gênio tinha poderes ilimitados. Garanto que eles retribuem em dobro. E com alegria, compartilham conosco toda a sabedoria que adquiriram em sua longa jornada.

Comprando Vinho no Exterior – Dicas Atualizadas

         Dizer que vinho no Brasil é caro é chover no molhado, mas o que é que não é caro por aqui?! Tanto isto é verdade que nos últimos anos nos especializamos em fazer exportação temporária de consumidores, vão vazios e voltam lotados, periga de até as malas serem Heavy travellercomprados por lá. De tablets e celulares passando por roupa, enxoval de bebê e chegando em vinhos, o brasileiro vem torrando uma nota brava no exterior e beneficiando o PIB de outros países enquanto o nosso se arrasta em agonia. É mais barato viajar para Nova York ou Miami, do que para natal ou Fortaleza, vai explicar!! Enfim, não adianta reclamar e mesmo desejando que todos fossem comprar vinho na Vino & Sapore e fizessem deste escriba do vinho um homem feliz e um pouco mais tranquilo, financeiramente falando, a realidade está aí então vamos com a maré e vou aqui dar algumas dicas de onde comprar vinho no exterior baseado em minha experiência e algumas dicas de amigos confiáveis. Já tinha escrito algo há alguns anos atrás, porém tem gente pedindo, então aqui estou de novo falando desse tema.

 Em função de minhas atividades profissionais como executivo de comércio exterior sempre viajei muito, foram quase 30 anos viajando boa parte do mundo, sendo que nos últimos anos meus principais destinos foram; Espanha, Portugal, EUA, França, Alemanha, Inglaterra e Argentina. Mesmo sendo terminantemente contrário a compras on-line de qualquer produto que eu vá ingerir, a maioria das vezes minhas viagens eram super corridas eu não conseguia tempo para praticar um de meus hobbies prediletos, fuçar loja de vinhos e bater papo com os “cavistes” de plantão, então não tinha jeito e tive que fuçar na rede tendo compilado esta lista mista de dicas. Podendo trazer até 16 garrafas de vinho (12 litros), o mais fácil a fazer é comprar on-line antes da viagem, pedindo para que a entrega seja feita no hotel, no escritório de seu agente, ou algum outro lugar de fácil acesso para você. Antigamente era mais fácil, depois da implantação de tantas novas regras de segurança de voo, ficou inviável carregar garrafas a bordo e, obrigatoriamente, isto quer dizer despachar os vinhos como bagagem então melhor deixar para comprar maiores volumes na última cidade antes do embarque de volta ao Brasil.Outra coisa, lembre-se que vinhos comprados no free shop de embarque com destino Brasil, entram na sua cota de USD500. somente o que você compra no duty free de chegada está fora, porém pelo que tenho visto os preços, mesmo algo mais baratos, não chegam a a empolgar.

Wine shop logos 1

o   Espanha:

§  Vila Viniteca – também tem loja, fica em Barcelona no Bairro Gótico, vale uma visita se tiver um tempinho sobrando  – www.vilaviniteca.es. Minha preferida e não deixo de passar por lá quando em Barcelona

§  Lavinia – Como em Paris, também possui uma bela loja em Barcelona e em Madrid – www.lavinia.es

§  Lojas on-line; www.aporvino.com e www.vinissimus.com

o   França: Place de Madelaine, Paris, o paraíso dos enófilos com mais de 5 lojas e ainda as famosas galerias a 10 minutos a pé. Por sinal, a Nicolas é uma franquia enorme com lojas em cada esquina de Paris, valem a visita.

§  Lavinia – Tem uma enorme loja bem encostada na Place de Madelaine, na avenida do mesmo nome. www.lavinia.fr

§Au Verger de Madelaine  – um caviste de primeira localizado na praça. Algumas preciosidades e um atendimento difícil de encontrar em outros lugares, minha preferida. http://www.verger-madeleine.com

§La Dernière Goutte – recomendação da amiga Leticia que vive por lá. Fica numa região muito interessante de Paris, Saint Germain de Prés.;  http://www.ladernieregoutte.net/vins/index.php?language=fr 

§  Outras lojas on-line; www.chateauonline.com e www.1855.com

o   Portugal:  Adegas e enotecas são conhecidas como garrafeiras em Portugal.

§  Garrafeira Nacional – em pleno centro histórico de Lisboa, talvez a melhor coleção de Vinhos do Porto, mas com boa coleção de vinhos de todas as outras regiões e denominações Portuguesas  e não só– www.garrafeiranacional.com. O legal é que eles trabalham com Tax Free que permite que você se ressarça dos valores de alguns impostos locais. Em Lisboa, não deixo de passar por lá!

§  Garrafeira Tio Pepe – quando no Porto, mesmo ainda não tendo estado por lá com tempo para visitar garrafeiras, me parece que a grande sacada é esta linda e bem suprida loja. Eu tenho fuçado, em função de uma dica, o site deles e gostei do que vi, inclusive dos preços. http://www.garrafeiratiopepe.pt/ .

o   Inglaterra:

§  Berry Bros & Rudd – www.bbr.com.

§  Vintage Wine Gifts – http://www.vintagewinegifts.co.uk/ – para coisas muito especiais!

o   Alemanha

§  Portwein – Para os amantes de Vinhos do Porto, eu não conheço nada igual. www.portwein-shop.de

§  Cielo del Vino – http://www.cielo-del-vino.de/ – Perto de Munique, um paraíso espanhol em terras bavarianas!

o   EUA:

§  Garnet wine – www.garnetwine.com – N. York

§  K&L Wine Merchants – www.klwines.com – São Francisco

§  Kendall Fine Wine – www.fi+ newinespirits.com – Miami

§  The Wine Specialist – www.winespecialist.com – Washington

§  Sherry-Lehman – http://www.sherry-lehmann.com/ – N. York

§  Sokolin – http://www.sokolin.com/ – N. York

o   Argentina – Montes de lojas por tudo que é lado em Buenos Aires, com preços que não variam muito. Há as lojas da Winery e Tonel Privado, um monte nas ruas e shoppings, mas se quiser algo diferente ……..

§  Lo de Joaquim Alberdi – Jorge Luis Borges 1772 – Palermo Soho com bons preços e produtos diferenciados. Loja bonita, atendimento de primeira, é minha preferida e há tempos que a indico aqui. Segue sendo uma exceção entre as obviedades do setor. www.lodejoaquinalberdi.com

§  7 Spirits – www.sietespirits.com ótima loja on-line.

§  Vinos Vintage – www.vinosvintage.com.ar curto muito o portfolio deles.

§  Aldos Vinoteca & Restoran – Moreno 372 – aberto até tarde da noite com uma bela seleção de vinhos, certamente uma visita imperdível para os enófilos de plantão. www.aldosvinoteca.com

§  Juan Cedrón –  Mendoza – Não tem site, pelo menos não encontrei, porém na loja bem próximo à praça central na Sarmiento 290, uma loja com rótulos muito especiais. Vinhos antigos, diversas verticais, muito tentador o lugar!

 

Vão estranhar que não tem nada no Chile, mas tem sua razão de ser. Como disse, as dicas acima são fruto do que conheço e pelo Chile não andei! Estou pedindo a ajuda dos amigos que andaram por aquelas bandas para compor uma lista de boas lojas em Santiago e assim que recebas sugestões publicarei. Bem, acho que para as férias que estão chegando aí já tem opção bastante para você se esbaldar, mas vê se não gasta tudo e guarda uns trocados para gastar por aqui vai! Uma última dica, vai viajar vê se traz coisa boa né? Nada de trazer vinhos que por aqui custam 30 ou 50 reais, aproveite e capriche; na Europa vinhos de 15 Euros para cima e nos Estados Unidos 20 dólares, porque aí sim você estará economizando e não deixe de fazer contas. Compare, preço + IOF + custo de excesso de bagagem e se mantenha dentro dos limites da lei!  Ah, não esqueça de falar com a companhia aérea e verificar antes quais as normas que eles têm com relação a transporte de vinhos. No mais, boa viagem, saúde e bons vinhos. Na Segunda falaremos um pouco mais de Rioja e uma de suas estrelas maiores, Viña Tondonia! Que tal tomar um branco com 20 anos de idade? Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos.

                  

 

 

        

 

 

 

Espumantes, a Voz do Povo ….

Faz duas semanas realizei uma mini feira de espumantes na Vino & Sapore, foi a Taste & Buy Espumantes com 22 espumantes em degustação. Lá, um pouco mais de 50 potenciais compradores, curiosos do mundo do vinho e fiéis seguidores de Baco tiveram a oportunidade de provar diversos rótulos e fazer seu juízo de qualidade e também de valor que são fatores essenciais à decisão de compra. Não é de hoje que repito o mantra de Alexis Lichine, “No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolha. Vinho se conhece mesmo é bebendo! “. Por outro lado, num país onde o custo de vida é absurdamente alto, o vinho não foge à regra então essas degustações também têm a função de reduzir o risco na compra, porque não tem nada mais “pé” que gastar numa compra às cegas e não gostar do produto comprado, né?!

Apesar do brilho de rótulos como Labet Cremant de Bourgogne, Juve y Camps Vintage Brut e o Rosé de Pinot Noir, de qualidade inconteste,  os top de vendas dão sempre uma idéia da preferência comercial de cada produto pois o povo tende a fazer sua escolha do ponto de vista da relação qualidade x preço ou seja, bom que caiba no bolso. Eis aqui a lista dos cinco top de vendas do dia:

DSC03147Cecilia Beretta Prosecco Brut Superiore DOCG Valdobiadenne-Conegliano Millesimato 2011 – nome nobre para um dos melhores proseccos. Paleta  olfativa de frutos tropicais bem presentes, notas florais e um perlage bastante fino e abundante convidam a levar a taça à boca. Na boca a surpresa, corpo! Só que delicado e elegante, muito equilibrado, frutado, nuances de brioche, acidez bem presente porém balanceada, seco no ponto, vibrante e de final muito agradável com boa persistência. TOP of Sales!!

DSC03134Cecilia Beretta DOC Extra-dry Poggio delle Robinie – seguindo as pegadas de seu irmão mais nobre, é vibrante, “crocante”, muito equilibrado com ótima perlage, nariz algo floral com notas de pessego, na boca é verdadeiramente apetecível e fresco com notas de frutas tropicais, maçã verde, que pede a próxima taça. Informal e sedutor, não foi á toa que se deu tão bem no dia.

VG BrutVillaggio Grando Brut 2013 – Espumante de altitude (1300 metros na serra catarinense) único pois é elaborado com as três uvas de champagne; Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Perlage intensa, abundante, tamanho médio e muito persistente formando um delicado colar de espuma na borda da taça e uma cor amarelo palha bem clarinho. Baunilha bem presente no nariz, frutos secos e algumas nuances de padaria de forma bastante sutil e delicada. Na boca mostra-se harmonioso, fresco com toques mais cítricos e bastante longo, muito agradável e apetecível. Grande relação custo x beneficio!

DSC03140Sanjo Bardocco Sidra – Um intruso? Sim e não. Sim porque não é vinho (não foi elaborado com uvas vitis viníferas), porém não, pois é elaborado pelo processo Charmat possuindo mais que 3bar de pressão atmosférica, consequentemente um espumante, ou não?!  Faz lembrar um Moscatel, docinho, boa acidez, surpreende os mais céticos substituindo com ampla vantagem muitos dos lambruscos meia-boca disponíveis no mercado e na mesma faixa de preços. Esqueça o que conhece de Sidras, esta está em outro patamar.

DSC03139Contessa Borghel Rosé – cor rosada linda, aromas frutados sutis com boa perlage e surpreendente espuma que formou um colar persistente, pura sedução na taça. Elaborado 50/50 com Pinot Nero e Raboso (Friulli – Itália), na boca é saboroso, puro frescor que equilibra sobremaneira o leve residual de açúcar que passa batido, vibrante, leve, apenas 11% de teor alcoólico, combina com férias e verão!

Bem, por hoje é só e as conclusões ficam com cada um. Para situações onde a quantidade é maior, certamente esses rótulos são uma ótima escolha, agora no caso de celebração a dois e considerando tão somente os rótulos presentes no evento, (veja lista aqui)  eu sou mais um Juve y Camps ou o Labet Cremant de Bourgogne sem duvida alguma, seguidos do Cave Geisse Nature e Angas Cuvée Brut o australiano que chegou em cima da hora e surpreendeu.

Salute, kanimambo e amanhã tem mais!