João Filipe Clemente

Degustar, degustar, degustar a melhor forma de se ganhar conhecimento!

         Pelo menos isso é o que dizia Alexis Lichine e eu também acredito piamente nisso, litragem é necessário! rs Por outro lado, num país onde o vinho, como tudo por sinal, está custando os olhos da cara, a degustação serve como uma forma de filtrar rótulos possibilitando compras mais seguras. Enfim, as degustações são sempre uma ótima forma de você descobrir a diversidade de nossa vinosfera sem gastar muito e por isso mesmo a dica desta semana é para você se programar pois há muitas boas oportunidades de adquirir conhecimento de agora até final de Março. Afinal, o saca rolha é nossa principal chave de acesso aos mistérios deste saboroso mundo regido por Baco!

20/02 – Em Piracicaba o amigo Luiz Otavio manda ver legal num Desafio Douro x Duero que também tenho programado mais para a frente. A partir das 20:00 horas – no ENOPIRA. VINHOS APRESENTADOS: 1- Esmero 2005- R$ 150,00 / 2- Alonso del Yerro 2006- R$ 234,00 / 3- Abandonado 2009- R$ 558,00 / 4- Aalto PS 2009- R$ 795,00 / 5- Casa Ferreirinha Colheita 1998- R$ 420,00 / 6- Sastre Regina Vides 2003- R$ 990,00 / 7- Barca Velha 1991- R$ 1.400,00 / 8- Veja Sicilia Único 2000 – R$ 2.000,00. Depois da degustação será servido: Borrego/Anho/Lechazo/Cordero assado com batatas/patatas. PREÇO POR PESSOA: R$ 400,00. Somente 15 vagas. LOCAL: ENOPIRA – Rua Mamede Freire nº 79 I Piracicaba SP. FONE: para Informações e Inscrições: (019) 3424-1583- Cel. (19) 8204-0406. Luiz Otávio – Informações e Reservas pelo E-mail- luizotaviol@uol.com.br

23/02 – Na Granja Viana, Cotia, Uvas Brancas Diferentes – Já dei a dica há cerca de uma semana, mas agora é para valer, realizarei uma degustação especial com vinhos brancos na Vino & Sapore só que com um diferencial; você escolhe as uvas!

Existem no mundo algo ao redor de 1.250 uvas viníferas em uso, no total são cerca de 3.000, e destas 350 são de castas brancas, porém a grande maioria dos consumidores se atém a basicamente duas; Chardonnay e Sauvignon Blanc, eventualmente a Riesling, a Torrontés  ou a Pinot Grigio ou seja, não mais de meia dúzia! Nossa dica de hoje, aproveitando o forte calor, é viajar por outros caminhos e sabores, deixando-se levar de mente aberta e paladar idem, no sentido de descobrir novas experiências sensoriais.

Selecionei algumas uvas menos conhecidas e desta feita os participantes escolhem, previamente (no ato da efetivação da reserva), quais serão as degustadas; Rabigato, Avesso, Viognier, Encruzado,  Chenin Blanc, Greco di Tufo, Torrontés, Gewurztraminer, Grillo, Viura, Verdejo, Semillon, Vermentino, Albariño, Grechetto, e Rjgiallia. A Degustação será acompanhada de Salmão Defumado Marithimus, Mousse de Haddock Chez Maria e Queijos para a gente brincar de harmonização. Quando sua reserva você já escolhe as seis uvas de sua preferência a as com mais votos serão as apresentadas.

Dia 26 de Fevereiro a partir das 20 horas na Vino & Sapore. O custo será de R$75,00 por pessoa devendo este valor ser pago no ato da reserva. Deixe seus preconceitos de lado e solte-se, viaje, saia da mesmice e curta a diversidade de nossa vinosfera. Apenas 12 vagas das quais 8 já estão reservadas! Para reservar: comercial@vinoesapore.com.br, tel. (11) 4612-4647 ou 1433. ESGOTADO !

Dia 13/03 Encontro de Vinhos no Rio de Janeiro – Em 2013 o Rio de Janeiro foi palco para a segunda edição do Encontro de Vinhos e a aceitação do público foi excelente” comenta Beto Duarte, idealizador do projeto. Cerca de 800 pessoas estão previstas para visitarem o evento, que contará com uma média de 40 expositores e mais de 200 rótulos disponíveis para degustação.

Nomes como Concha y Toro, Interfood, Villa Francioni, Pizzato, Wine Lovers, Nicola, Serrado Vinhos, Basso, Cantu, Qual Vinho, Smart Buy Wines, Manz, Ideal Drinks e Wines of Argentina, entre outros, já confirmaram sua presença como expositores. O Encontro de Vinhos oferecerá ao expositor a oportunidade de ampliar sua rede de relacionamentos e ao visitante ótimas opções de rótulos, tanto para o profissional que busca novas referências quanto para o consumidor final que procura boas opções de compra.

Em Abril haverá a edição de São Paulo e eu não abro mão, está sempre na minha lista de eventos obrigatórios a visitar, até porque é promovido com muita competência por dois amigos, o Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Daniel Perches (Vinhos de Corte). Vai nessa que eu assino embaixo. Para maiores informações acesse o site: www.encontrodevinhos.com.br .

Dia 13/03 Wine Dinner no Emilia Romagna na Granja Viana (Cotia – São Paulo) – organizei esse agradável encontro de bons vinhos e boa culinária mediterrânea numa viagem de sabores por um menu degustação composto de entrada, três pratos e sobremesa devidamente harmonizados com 5 diferentes vinhos (100ml cada e 50ml o de sobremesa). Em breve detalhes, porém o valor deverá ficar em cerca de R$150,00 por pessoas e limitado a 18 pessoas. Aguardem, mas se quiserem já garantam seus lugares fazendo suas pré reservas.

RiedelDia 26/03 Degustação de Taças Riedel – Imperdível!! Em local ainda a ser definido na Granja Viana, uma viagem incrível desvendando os mistérios das taças de vinhos Riedel e sua influência sobre sabores e aromas. Venda especial de taças no dia. Faça já sua pré reserva pelo e-mail; comercial@vinoesapore.com.br ou por telefone (011) 4612.6343 ou 1433. Seguidor de baco que se preze não pode perder essa!

         Em Abril tem mais, mas por hoje é só. Salute, kanimambo e até o próximo post.

Viapiana Green, Uma Dose de Frescor na Veia!

Tenho que reconhecer que quando me deram esta garrafa para prova, estava um pouco cético já que tenho provado alguns exemplares de brancos brasileiros baratos, que têm deixado muito a desejar. Não, não tenho nada contra o vinho brasileiro, muito pelo contrário, apesar de alguns ainda acharem que tenho o que vem demonstrar como são cegas e surdas essas pessoas, pois basta pesquisar este blog e meus textos para saber em que banda eu toco! Meu problema não é com os vinhos brasileiros, mas sim com a falta de estratégia comercial, precificação equivocada e falta de respeito para com o consumidor no caso das salvaguardas por parte de alguns barões do vinho e de seu órgão representativo, Ibravin. Sorry, já comecei a viajar, vamos retomar ao vinho!!Viapiana Green

A primeira coisa a me surpreender, adoro ser surpreendido, foi o inusitado corte de uvas usado neste vinho; Glera, Chardonnay, Sauvignon Gris e Viognier, nunca tinha visto! Segundo fator de surpresa, o baixo teor alcoólico. Cor límpida, brilhante e clara, como diz a querida amiga e blogueira de prima Evelyn Fligueri, “carinha de frescor”! No nariz frutos cítricos, limão, grapefruit com algumas sutis notas florais. Na boca  vem mostrar que não é só a “carinha” não, é puro frescor, radiante, frutado  e a meu ver mais frutas brancas que cítricas, muito bem balanceado, final apetecível que pede bis e sem qualquer amargor, tudo a ver com nosso verão. Com 10.5% poderia se pensar que fosse um vinho insípido, ralo, mas nada disso. É saboroso, fácil de agradar e uma grande companhia para saladas, sushis e coisas do gênero. Não é nenhum grande vinho, despretensioso, mas tem tudo a ver com nosso clima, em especial estes dias tórridos, dando-me muito prazer de tomar me fazendo lembrar um vinho português que lamentavelmente sumiu do mapa junto com a Wine Company dos amigos Angela e Marcos (hoje bons produtores no Chile), o “Fonte do Nico Fashion”! Lembra Alexandre e Cristiano?

Viapiana, já tinha ouvido falar da vínicola, porém nada sei sobre eles já que é o primeiro vinho deles que provo, vou ter que pesquisar para os conhecer melhor. Quanto ao preço, sempre importante, vi que no Sul o vinho anda na casa dos 26 Reais porém aqui em Sampa deve chegar, em função do Estado ter das cargas tributária mais caras do país, entre R$30 a 35,00 imagino eu. Aliás, para quem não sabe, o Estado de São Paulo taxa o vinho com tributos maiores que a cachaça!!! Vai entender, mas enfim, de qualquer forma o difícil é fazer o consumidor comprar vinhos brasileiros de pequenos produtores, um verdadeiro parto, mas que neste caso vale bem o risco de colocar nas prateleiras, porque se o vinho não sair eu tomo!!rs

Salute e kanimambo, ótima semana para todos e seguimos nos vendo por aqui.

Gastronomia – Garimpando Gostosuras

         Mais do que vinhos, este meu caminho por nossa vinosfera me fez conhecer algumas pessoas muito especiais de quem me tornei amigo e isso talvez seja o maior legado que Baco me deu nessa caminhada. Uma dessas pessoas, ou melhor, duas porque são almas inseparáveis são a Rejane e o Helio. Gente, assim mesmo com G maiúsculo, que ama a boa gastronomia, bons vinhos, boa cachaça e boa prosa enfim, amam a vida! Suas viagens de descobertas por essas águas um dia os fez aportar na Vino & Sapore e a liga foi imediata.

        Há alguns poucos meses convidei a amiga Rejane a compartilhar com meus amigos leitores, essas viagens de garimpo para que outros pudessem ter a oportunidade de desfrutar dessas delicias que eles conheceram e tive a grata surpresa de receber esta semana sua primeira contribuição ao blog que espero seja uma de muitas por vir. Pode ser por aqui em Sampa, na Granja Viana – Cotia, Alphaville, Curitiba, Floripa, Rio o local pouco importa e sim a viajem! Neste primeiro causo, no entanto, eles já compartilharam essa experiência comigo (daí meus pitacos), porém precisamos voltar porque aquela costela de tambaqui não me sai da cabeça! Vejam só o que ela tem para compartilhar conosco.

Quando o amigo João Filipe me convidou para escrever a respeito das “gostosuras garimpadas” por mim  e meu marido, pensei: “- e por que não?! “. Afinal não tem coisa melhor que dividir com amigos as boas descobertas da vida, e quando se trata de delícias culináriasentão …Opaaaaa , é comigo mesmo!…rsss

Antes me permitam apenas explicar um pouquinho esse termo “Garimpando Gostosuras”. Tudo começou a muiiito tempos atrás, quando Deus resolveu em Sua imensa sabedoria, unir dois seres humanos loucos por garimpar nos mais diversos , e de preferência ,desconhecidos locais  as delícias do universo gastronômico. Sendo assim, decidimos que iriamos conhecer um local por final de semana, entre restaurantes, lanchonetes, petiscarias, docerias, wine bar, cervejarias…e por aí vai, e isso faz somente 30 anos, …ufa!! Em resumo é isso, e agora que já sabem como começou essa história,vamos ao que interessa.

Para inaugurar essa modesta “Odisséia “de sabores, escolhi nada mais que um de nossos locais preferidos para os almoços de Domingo:

A Graciosa – Restaurante e Eventos

Pensem em um lugar com aquele jeitinho de casa de vó, e  comida caseira deliciosaaaaa !!!! O ambiente é repleto de antiguidades em sua decoração, tipo casa do sítio da vovó mesmo. Salão, varandão na lateral e um caramanchão na frente , todos com mesas tipo fazenda. O atendimento é excelente, conta com uma equipe super simpática e muiiito bem preparada para fazer com que você sinta vontade de voltar. Já sei, você quer saber  dos pratos….rss O cardápio é muito diversificado:Graciosa

Leitãozinho à Pururuca  ,imperdível e impecável!!!!! (me lambuzei tudinho!!)

Pintado da Amazônia

Costelinha de Tambaqui assada na brasa o meu favorito.

Feijãozinho caseiro de dar água na boca…hummm

Polentinha frita, com parmesão

Muiiiita coisa deliciosamente preparada, com gostinho de comida bem feita em casa. Sabe  aquelas com “Sazon” …rsss….muito carinho mesmo. Ainda tem a cachaça de alambique, servida para degustação com gengibre, ou purinha. A dica é a caipirinha de limão com essa cachaça….ai aii! (me esbaldei!)

Para quem curte vinhos, assim como eu também gosto e muito, ainda está sendo elaborada uma carta de vinhos, porém muito fraquinha; no entanto você pode levar se quiser, a taxa de rolha é irrisória. Mas, lembre-se que é um ambiente lindo, limpo, porém rústico; então não espere degustar seu vinho em taças Riedel…rssss Onde fica, né?!

Rod. Bunjiro Nakao, Km 49,5 – Vargem Grande Paulista – SP – TEL.: 011 4611-0078 Aberto de Segunda a Sexta das 11:00 as 16:00 – Sábados, domingos e feriados das 11:00 as 18:00

Face: https://www.facebook.com/GraciosaRestaurante?ref=ts&fref=ts Site: www.buffetgraciosa.com.br

           É isso e como A Graciosa é perto da Granja Viana e você terá que passar pela Rodovia Raposo Tavares a menos de 500 metros da Vino & Sapore então, se for lá num Sábado porquê não dar uma passada (antes ou depois) para tomar uma taça comigo. Te aguardo, salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos.

 

Três Brancos Frescos Para Apaziguar o Calor do Verão

 Vinhos brancos, espumantes e rosés têm tudo a ver com o clima quente que nos atinge com grande intensidade neste inicio de ano. Da mesma forma que nossos hábitos alimentares tendem a ser mais light com pratos menos untuosos, também os vinhos devem seguir essa tendência. Ainda há muito desconhecimento e preconceito para com os vinhos brancos então decidi falar um pouco sobre eles e sugerir alguns vinhos vibrantes e frescos para quebrar de vez com essa tendência e amenizar este calorzão que não nos dá trégua.

         Como já mencionei em post recente com uma lista de diferentes uvas brancas, existem no mundo algo ao redor de 1.250 uvas viníferas em uso, no total são cerca de 3.000, e destas 350 são de castas brancas, porém a grande maioria dos conumidores  se atém a basicamente duas; Chardonnay e Sauvignon Blanc, eventualmente a Riesling, a Torrontés  ou a Pinot Grigio ou seja, não mais de meia dúzia! Minha dica de hoje é viajar por outros caminhos e sabores, deixando-se levar de mente aberta e paladar idem, no sentido de descobrir novas experiências sensoriais.

              Tanto nos brancos como nos tintos, existem os mais diversos estilos disponíveis no mercado. Dos mais complexos e caros grandes vinhos da Borgonha  aos mais ligeiros que comumente chamamos de vinhos de piscina, para tomar sem compromisso. Entre eles, um mundo incrível de sabores e preços então optei por falar hoje de três vinho diferentes; Três regiões, Três origens, Três castas porém um só perfil e de uma só faixa de preço intermediária entre R$60 e 70,00. Privilegiei, acima de tudo, o  intenso frescor destes vinhos que têm tudo a ver com o momento  queeeeente (!) que estamos vivendo. Afora acompanharem muito bem pratos mais leves como saladas, comida asiática, carnes brancas, peixes e crustáceos, sendo também ótima companhia para um bate-papo com os amigos,  queijos e petiscos enfim, uma agradável forma de se iniciar uma refeição. Deixe seus preconceitos de lado e solte-se, viaje, saia da mesmice e curta a diversidade de nossa vinosfera, salute!

Muros Antigos Loureiro Escolha 2011Muros Antigos Loureiro

Originalmente do Minho,  região norte de Portugal, mais conhecida pelos famosos Vinhos Verdes, a Loureiro é uma uva que preza pelo grande frescor, aromas intensos e boa mineralidade. Este exemplar não nega essa tipicidade e mostra-se um vinho vibrante, de aromas intensos com nuances de flor de laranjeira, muito cítrico, balanceado, fino, saboroso que nos seduz facilmente enquanto nos acaricia o palato com um toque mineral de boa persistência. Bolinhos ou pataniscas de bacalhau, cataplana de mariscos, polvo à lagareiro e caldeirada de lulas, são ótimas companhias. Hummmm, já aguei todinho!

Poggio del Sasso VermentinoPOGGIO VERMENTINO (3)

Desta feita a uva é italiana, sendo originária da Sardenha, porém também com belos vinhos vindo do sul da Toscana sendo este um dos belos e saborosos exemplos disponíveis em terras brasilis. Cor palha brilhante, sedutores aromas de flores campestres que nos convidam a levar a taça à boca onde ele se mostra muito vivo, rico, profundamente equilibrado com uma acidez refrescante e final bastante longo que nos deixa pedindo bis! Sushi e todo tipo de comida japonesa, salada césar com tiras de frango, spaghetti c/ vongole (sem tomate), ostras frescas, um festival de gostosuras!

Protos 2Protos Verdejo

Uva símbolo da região de Rueda na Espanha normalmente resulta no que os críticos gostam de chamar, um vinho “crocante”! Cor clara com reflexos esverdeados, exuberante paleta olfativa onde aparecem frutos tropicais sob um fundo levemente mineral. Na boca é seco, de boa estrutura e uma explosão de frutas como maçã verde e maracujá muito bem balanceados por uma acidez mordaz de final apetitoso que pede a próxima taça. Polvo ou mexilhões á vinagrete, lulas á doré, camarão grelhado, patatas bravas, comida thai levemente apimentada ou salmão grelhado devem ser ótimas combinações, experimente!

           Neste próximo dia 26 ás 20:00 horas pretendo montar uma degustação especial e exclusiva para no máximo 12 pessoas, só com algumas destas uvas brancas diferentes, ou pelo menos pouco usuais como; Rabigato, Avesso, Viognier, Chenin Blanc, Greco di Tufo, Torrontés, Encruzado, Gewurztraminer, Grillo, Viura, Verdejo, Vermentino, Albariño, Grechetto e Rjgiallia, acompanhados de salmão defumado da Marithimus, mousse de haddock do “Chez Maria” e queijo de cabra para a gente brincar de harmonização. Na confirmação da reserva você escolhe as uvas que gostaria de conhecer e degustaremos a as seis mais votadas! Será uma preparação para o Carnaval que está chegando, um “refresca goela”! rs Tá afins, então me avisa aqui através da opção de comentários e liste quais as seis destas castas você gostaria de conhecer e lhe passo detalhes, mas deverá ser na Vino & Sapore e custar R$75,00 por cabeça.. Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Cerasuolo, o de Abruzzo não tem nada a ver com o da Sicília

        Já não chegava a confusão entre a uva e a região de Montepulciano (um em Abruzzo e o outro na Toscana), Abruzzo também é palco Atum selado do Philippede mais uma confusão italiana a Cerasuolo. O Cerasuolo Vittoria é um  DOCG tinto da Sicilia,  normalmente elaborado como um blend de Nero ‘dAvola e Frappato. Já o Cerasuolo d’Abruzzo é um DOC de Abruzzo, com quatro regiões produtoras, em que a uva Montepulciano (min. 85%), cepa ícone da região, é vinificada em rosé. Neste Domingo tive a felicidade de abrir uma garrafa de Cerasuolo d’Abruzzo e me dei muito bem! Já faz alguns anos, mais precisamente em dezembro de 2009 , que tomei um rosé italiano harmonizado com atum selado no Philippe Bistro (aqui em Sampa na linda rua Normandia, rua de uma quadra só!) e nunca mais esqueci.

       O prato estava fantástico e a harmonização foi perfeita, porém desde aquela época que buscoVermiglio Cerasuolo um rosé daquele estilo (o importador cessou atividades) e finalmente achei, Vermiglio Cerasuolo d’Abruzzo 2012, que agradável surpresa, pena que faltou o atum, mas tinha boa companhia para compensar! Acabou rápido demais, uma tendência que os vinhos bons tendem a mostrar (sniff!), mas deixou boas lembranças. Esqueça os rosés de verão, aqueles leves e suaves para tomar na beira da piscina (quem tiver!), o Vermiglio milita em outro time, o dos vinhos gastronômicos. Cor linda, um vermelhão vivo (daí o nome?) e brilhante,  aromas de boa intensidade que chamam a taça á boca. Médio corpo, denso, fruta vermelha fresca e abundante, equilibrado e muito saboroso. Não é por nada não, mas senti falta daquele atum!! Kanimambo, salute e ainda temos 4 vagas para a degustação de Vinhos de Altitude na Vino & Sapore na próxima Quinta! se estiver afins me envie e-mail para comercial@vinoesapore.com.br. Uma ótima semana para todos!

Merlots Premium Brasileiros ás Cegas

Começamos o ano de 2014 encarando paradigmas sobre o vinho brasileiro. Decidimos provar alguns dos principais e mais conceituados Merlots nacionais colocando-lhes um adversário no mesmo patamar para que tivéssemos um real parâmetro comparativo, um exemplar da Patagônia argentina. Pessoalmente, acho que na relação Qualidade x Quantidade, temos hoje o melhor Merlot da América latina, quiçá das Américas. Há ótimos vinhos chilenos, argentinos e até americanos, porém a média de nossa produção é realmente muito boa e com os mais diversos estilos, afinal Michel Rolland andou por aqui e deixou seu legado, sendo vinhos aos quais os seguidores de Baco deveriam dar um pouco mais de atenção enterrando seus preconceitos. Não acredita?! Tudo bem, mas pelo menos lhes dê uma chance; prove e às cegas!! .     

         Tendo dito isso, vou deixar a amiga e confreira Raquel Santos, a porta voz da Confraria Saca Rolhas, nos passar sua opinião sobre o evento e vinhos e no final dou um pitaco sobre o que provamos. Diz aí Raquel!

          No nosso primeiro encontro do ano, resolvemos começar pondo o pé no chão e ordem na casa.  Não que o ano que passou tenha sido ruim, longe disso. Basta ver quantas vezes a Confraria Saca Rolhas foi citada na lista dos “Deuses do Olimpo” neste blog! Realmente foi muito bom. Ótimas degustações, ótimos vinhos!

         Resolvemos fazer uma degustação às cegas, com vinhos nacionais, equivalentes, de qualidade premium e elaborados com a uva Merlot, das safras entre 2005 a 2008. Sabíamos que entre eles havia um intruso e isso sempre é bom para desequilibrar as referências pré concebidas e mexer um pouco com nosso sensorial.

         O fato de conhecermos melhor o que temos por aqui, poderia nos dar parâmetros para compará-los com outros merlots já degustados em outras ocasiões, do mesmo nível, em termos de qualidade, faixa de preço, e perceber da evolução da produção brasileira. A uva Merlot, proveniente da região de Bordeaux na França, proporciona vinhos com taninos macios, aromas elegantes e sabores frescos, frutados que evoluem muito com o tempo. Atualmente já é consenso entre os enólogos que é a casta que melhor se desenvolveu na serra gaúcha.

         Pudemos comprovar isso na taça com os belos exemplares que nos foram selecionados:

Salton Desejo 2006 – Aromas muito frescos de ervas, especiarias, cítricos ( lembrando casca de laranja). Na boca era suave, com média acidez, taninos finos e pouco corpo. Com o tempo, evoluiu bastante na taça, mostrando outro lado, mais consistente de madeira, couro e chocolate. Bento Gonçalves/RS. Preço médio: R$75,00

Miolo Terroir 2008 – Ataque alcoólico com presença de acidez e taninos. Na boca é muito frutado e vai se equilibrando cada vez mais com o tempo. Vale lembrar que esse vinho foi promovido pelo produtor como “melhor Merlot do mundo” depois de vencer uma competição internacional em sua faixa de preço. Vale dos Vinhedos/RS. Preço médio: R$130,00

 Pizzato DNA 99 2005 – Sua primeira safra, proveniente de um único vinhedo, que gerou seu famoso Merlot de 99, mereceu destaque pela qualidade e complexidade. De aromas frescos, mentolados e elegantes. Muito equilibrado, e grande potencial de evolução na taça. Foi se modificando incessantemente, com sabores e aromas sedutores. Vale dos Vinhedos/ RS. Preço na Vinícola: R$170,00

Valduga Storia 2006 – Muito aromático, com especiarias, madeira e frutas. Na boca, a madeira se confirma e aparecem nuances de caramelo, tostado, chocolate amargo, etc….. evolui muito na taça. Muito equilibrado! Bento Gonçalves/RS. Preço médio R$160,00

 Patritti Primogénito 2009 – À primeira vista, ou melhor, à primeira fungada, causou estranheza, por algo químico ou muito forte que não conseguimos identificar. Pareceu-nos bem diferente dos anteriores. Sabores marcantes de especiarias (anis), pinho, ameixas, frutas vermelhas e madeira bem incorporada. E apesar da potencia inicial, demonstrou bom equilíbrio e vocação gastronômica, com destaque para a acidez que pedia algo que o acompanhasse ou fizesse um contraponto. Esse era nosso intruso, que chegou metendo o pé na porta, mas depois se comportou muito bem! Patagônia/ Argentina. Preço médio: R$110,00

Merlots na Confraria Saca Rolhas

 Ao fim da degustação, algumas características ficaram evidentes para nós: Houve uma significativa evolução dos vinhos de qualidade em nosso país. Apesar de não se mostrarem desde o início, na taça, deixam claro seu potencial evolutivo, porém ao mesmo tempo que crescem na taça, também se cansam  logo. São como crianças felizes e saudáveis, que depois de um dia de brincadeiras agitadas, caem no sono instantaneamente em qualquer canto.

         Outra questão que me chamou atenção, depois pesquisando o assunto, foi a tentativa da mídia ou mesmo do produtor, de equiparar o produto nacional com o estrangeiro. A ideia de igualar seu produto a um Bordeaux ou promover um vinho como “o melhor Merlot do mundo”, soa, a meu ver,  um pouco exagerado. Eu, defensora que sou do vinho brasileiro, acho que temos muito à caminhar nesse sentido. Além disso temos a questão do custo Brasil, onde os impostos aqui aplicados não são nada incentivadores, tanto para produtores como para consumidores. Enfim, isso é assunto para muitos outros posts e que temos que continuar pensando e adequando à nossa realidade.

         Essa foi uma degustação para refletirmos o que foi, o que é e o que poderá ser, no futuro a produção de vinhos no Brasil. Se olharmos para trás, nos anos 80, quando a produção era ínfima e o que é hoje, podemos ver que existe uma grande evolução. E se compararmos com os países que produzem vinho à séculos, nós estamos apenas começando.  

       Como disse deixei para o fim meus pitacos sobre mais este encontro da Confraria. Como a degustação foi ás cegas, deixei para abrir os rótulos somente após uma votação quanto ao melhor vinho da noite. Houve uma clara divisão, porém a maioria optou pelo vinho mais pronto e mais redondo de todos, o Salton Desejo, seguido do DNA e do Primogênito. Pessoalmente, achei que o DNA e o Primogênito roubaram a cena um degrau acima dos demais, mas isso é muito pessoal! Incrível a vida ainda presente nesse DNA com já oito anos nas costas e que ainda promete grande evolução na garrafa, quem conseguir guardar verá! Por outro lado, afora o posicionamento de preço do Desejo da Salton que está muito em linha com o mercado, o restante está num patamar que realmente pretende ser exclusivo, vinho para poucos e, considerando que cada um monta a estratégia que lhe for mais interessante, algo que temos que respeitar ainda mais quando vendem tudo o que colocam no mercado.

     Não podia deixar de ressaltar que o Storia 2005 segue sendo imbatível. Já tinha provado o 2008 e agora o 2006, mas ficaram bem aquém da primeira edição deste ícone da Valduga, uma raridade no mercado que quando achado passa das absurdas 400 pratas! Enfim, mais uma noite muito agradável em que aprendemos um pouco mais das coisas desta nossa complexa vinosfera com toda a sua diversidade e variáveis, tendo tido como abertura o saboroso e fresco Angas Brut, o espumante australiano mais exportado, que preparou nosso palato para o que estava por vir. Kanimambo, salute e um ótimo fim de semana para todos lembrando que ainda temos algumas poucas vagas disponíveis para dia 13 na Vino & Sapore.

 

      

Dicas de Eventos e Degustações

Prova de Vinhos de Altitude brasileiros e uma degustação com Jantar de Gala no la Tambouille com o Domaine Faiveley, importante produtor da Borgonha.

Dia 13 de Fevereiro às 20:00 na Vino & Sapore, vamos quebrar paradigmas, falar de, e provar, vinhos de altitude brasileiros. Sim e por sinal, altitudes acima da média dos de Mendoza, falamos de 1300 metros! Provaremos os vinhos da Villaggio Grando vinícola de ponta em Caçador, Santa Catarina, veja a chamada abaixo, e veremos um pouco da influência da altitude no vinho, diferenças de terroir e clima. Reserve já sua vaga, são poucas, enviando mail para comercial@vinoesapore.com.br ou ligando para (11) 4612-6343 ou 4613-1433. Apenas R$35,00 com parte em crédito em qualquer um dos vinhos em prova no dia – Espumantes Brut Rosé e Brut, Cabernet Sauvignon, Innominabile IV (blend), Além Mar e um Colheita Tardia de Petit e Gros Manseng .

villaggio grando

Noite de Gala no La Tambouille com Domaine Faiveley – dia 10 de Fevereiro, degustação e apresentação dos vinhos deste renomado produtor num dos mais clássicos points da gastronomia em Sampa. Fundado em 1825, Faiveley é o maior proprietário de vinhedos finos da Borgonha, com grande número de terrenos nas melhores localizações classificadas como Grands Crus e Premiers Crus, incluindo diversos “Monopoles”. Para o Master of Wine Clive Coates, trata-se de “uma das mais fantásticas fontes de vinhos de alta qualidade em toda a Borgonha”, com tintos e brancos “incrivelmente limpos, ricos, equilibrados e concentrados, sendo os melhores vinhos engarrafados manualmente, de maneira artesanal” e sem filtração.

Com mais de 80% de seus vinhos elaborados com uvas de vinhedos próprios, uma Erwan Faiveleyverdadeira raridade, Faiveley tem recebido fantásticas notas da crítica especializada. O respeitado crítico Stephen Tanzer concedeu a mais alta nota entre todos os vinhos da Borgonha da extraordinária safra de 2009 para o Corton Clos de Cortons 2009. Além de seus grandiosos vinhos na Côte d’Or — como o Nuits-St-Georges — o domaine se destaca pelos excelentes Mercurey, recentemente elogiados pela revista inglesa Decanter como uma das melhores relações qualidade/preço da Borgonha.

No jantar serão degustados os seguintes vinhos Faiveley:

  • Chassagne-Montrachet 1er Cru Morgeot 2009
  • Chablis 2011
  • Mercurey Clos du Roy Premier Cru 2009
  • Nuits Saint Georges 2009
  • Gevrey Chambertin Les Marchais 2009
  • Latricières Chambertin Grand Cru 2009

Um menu elaborado especialmente para acompanhar os vinhos é composto por:

– Espetinho de polvo grelhado ao rosmarino com tartar de tomate cereja

– Tortelli rústicos ao recheio de cogumelos frescos com molho trufado

– Paleta de cordeiro de leite ao forno servida com batata savoyarde

– Milfolhas com mirtilos e morangos

Com a sobremesa, será servido o vinho Tokaji Furmint Late Harvest 2008, do produtor Tokaji Oremus (Vega Sicilia).

Um evento promovido pela Mistral, reservas e informações adicionais pelo telefone (11) 3372 3401. Valor: R$ 650,00 por pessoa.

Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Vinho, Saúde e Longevidade

mediterraneandiet by GauchogourmetSão inúmeros os estudos e pesquisas que demonstram os benefícios do vinho à saúde quando tomado moderadamente e com uma determinada constância. Umas duas taças por dia para os homens e uma para as mulheres é algo que já está mais ou menos provado que traz uma série de benefícios seja; favorecendo o funcionamento do cérebro, beneficiando o aparelho digestivo e respiratório, estimulando a produção de insulina que combate a diabetes, como agente infeccioso e imune estimulante, retardando o envelhecimento ou diminuindo os riscos de câncer e, a meu ver, trazendo um pouco mais de alegria ao nosso dia a dia e a alegria é certamente uma fonte de longevidade do ser humano.

         Aqui mesmo já transcrevi diversos artigos sobre o tema, porém há alguns dias folheando o livro “Vinho, Saúde e Longevidade” do Dr. Antonio Carlos do Nascimento, me deparei com dois gráficos bastante interessantes  no capítulo em que ele descreve os famoso “paradoxo francês”.  Conforme seu texto; “ esse paradoxo levou à conclusão de que a taxa de mortalidade dos franceses, relacionada a problemas cardíacos, era menor em função do consumo de vinho” lembrando que até poucos dias atrás os franceses eram os maiores consumidores mundiais de vinho tinto.. “Outro dado que reforça essa idéia é a constatação de que, a despeito de a França ser um país de forte economia agrícola, os francêses comem poucas frutas e verduras da mesma forma que os países nórdicos, cujos habitante apresentam alta prevalência de doenças coronarianas, creditado à pouca ingestão de frutas e verduras aliada ao grande consumo de gorduras animais”.

O interessante dos gráficos é verificar que esse mesmo paradigma se estende mais ou menos de forma similar tanto em Portugal como na Espanha e Itália o que, a meu ver, mostra claramente um padrão que reforça as premissas estabelecidos pelo “paradoxo francês”. Se quiser ler mais sobre o assunto compre o livro, porém por agora estude os gráficos e tire suas próprias conclusões.

gráficos Saude e longevidade

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

Uvas Brancas, Vamos Navegar?

 

caravela1No total, falamos de mais de 1250 uvas vitis viníferas em uso (das 3 mil existentes), entre tintas e brancas, produzindo vinhos em mais de 520 regiões e 45 países, então é para colocar as barbas de molho quando alguém chegar te falando que conhece tudo de vinho, pois ele certamente ainda tem muito a aprender !

Dessas, pelo menos umas 350 (se alguém tiver um número mais próximo por favor avise) são brancas e a maioria dos seguidores de Baco só conhece uma meia dúzia, tipo; Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Gewurztraminer, Semillon e eventualmente a Torrontés da nosssa vizinha Argentina e a Pinot Grigio italiana? Tá passado da hora de expandir os horizontes não acha? Existe um mundo enorme de sabores a serem explorados em países como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e a festa não tem hora para acabar ainda por cima com o calor que anda fazendo! Está na hora de começar a correr atrás do prejuízo e conhecer essa enorme variedade de deliciosos vinhos elaborados com uvas diferentes e pouco conhecidas.

Sou um apaixonado por vinhos brancos, costumo dizer que é a pós graduação no mundo do vinho, e não canso de experimentar sendo este post uma decorrência da escolha de uns vinhos para a degustação de uma confraria. Fica difícil escolher entre tanta coisa boa no mercado e mais do que recomendar vinhos, recomendo a viagem por algumas destas uvas. Escolha uma e saia procurando um vinho. Peça para os amigos fazerem o mesmo, não podem ser os mesmos rótulos, marque na casa de um e juntos descubram novas sensações! Eis uma listinha (adoro listas! rs) com uma série de dicas de uvas brancas a serem descobertas, boa viagem!!

Uva

País de Origem e Principal Região

Albillo

Espanha/Ribera del Duero

Aligoté

França/Borgonha

Alvarinho ou Albariño

Portugal/Minho e Espanha/Rias Baixas

Antão Vaz

Portugal/Alentejo

Arinto

Portugal/Lisboa e Alentejo

Assyrtico

Grécia

Avesso

Portugal/Minho

Azal

Portugal/Minho

Bical

Portugal/Dão e Beiras

Catarrato

Itália/Sicilia

Chenin Blanc

França/Loire e África do Sul

Encruzado

Portugal/Dão

Falanghina

Itália/Campania

Furmint

Hungria

Garganega

Itália/Veneto

Gouveio

Portugal/Douro

Grechetto

Itália/Lazio e Umbria

Greco di Tufo

Itália/Campania

Grillo

Itália/Sicilia

Gros e Petit Manseng

França/Madiran e la Gascogne

Gruner Veltliner

Áustria

Inzolia

Itália/Sicilia

Loureiro

Portugal/Minho

Maria Gomes ou Fernão Pires

Portugal

Marsanne

França/Rhône e Languedoc

Muller-Thurgau

Alemanha/Franken

Muscadet

França/Loire

Pinot Gris

França/Alsácia e Nova Zelândia

Rabigato

Portugal/Douro

Rjgialla

Itália/Friulli

Roussane

França/Rhône e Languedoc

Siria

Portugal/Beira Interior

Sylvaner

Alemanha/Franken

Trebbiano

Itália/Abruzzo

Verdejo

Espanha/Rueda

Verdicchio

Itália/Marche

Vermentino

Itália/Sardenha e Toscana

Viognier

França/Rhône

Viura (Macabeo)

Espanha/Rioja

Kanimambo, salute e seguimos nos vendo por aqui, nas degustações da vida ou na Vino & Sapore onde estarei até este Sábado esperando esvaziar a prateleira de promoções. Depois, muita coisa nova e em Fevereiro já uma gostosa programação de degustações temáticas, inclusive uma de brancos diferentes! Ótimo fim de Semana para todos.

Saul Galvão, Saudades do Mestre!

Hatts OffCostumam dizer que português não tem memória e sim uma vaga lembrança (rs), mas com relação a este Tuga aqui essa premissa não poderia estar mais errada! Posso até deixar de lado, mas situações e pessoas importantes da minha vida são guardadas a sete chaves na mente e, por muitas vezes, também no coração de onde volta e meia deixo que saiam. Hoje, não sei bem porque cargas d’água, é dia de lembrar um de meus principais mentores que é, indiretamente, um dos responsável por eu ter-me embrenhado por este mundo regido por Baco, o saudoso Saul Galvão. Depois dele o Paladar ficou mais pobre, mesmo com gente muito boa por lá, e nossa vinosfera perdeu um de seus principais incentivadores.

            Aprendi com ele a falar sobre vinhos que podemos pagar, de que a verdadeira razão da existência do vinho é nos dar prazer, de que vinho caro não é necessariamente bom e nem o barato ruim, que em todas as faixas de preços existem os bons e os mau vinhos enfim, aprendi  que ter os pés no chão, mesmo apreciando grandes vinhos e bons pratos, é essencial para desmistificar os caldos de Baco. Saudades mestre e para homenageá-lo, hoje reproduzo uma coluna dele (16/11/2006) na imagem abaixo, porém sem deixar de colocar aqui duas frases sob as quais alguns ditos críticos de hoje em dia, repletos de verdades e dogmas, deveriam levar em conta pois anda faltando humildade a muitos nessa nossa vinosfera.

“O vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos.”

“Aliás, quando se fala em vinhos, nunca há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas.”


“O vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos.”

“Aliás, quando se fala em vinhos, nunca há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas.”

Saul - Paladar - Cabernets companheiros de carne - Nov 2006

Já se passaram 4 anos desde que ele nos deixou, mas ficou seu conhecimento e seu exemplo. Valeu mestre, kanimambo!