João Filipe Clemente

Quantas horas você precisa trabalhar para comprar uma garrafa de vinho?

Wine globe cópiaUma pesquisa da revista online francesa La Feuille de Vigne revelou o tempo que uma pessoa precisa trabalhar para ganhar dinheiro suficiente para adquirir uma garrafa de vinho. Segundo os dados, a média mundial gira em torno de 7 horas e 15 minutos de “labuta”. O Brasil aparece no meio da tabela, com o consumidor tendo que gastar cerca de 2 horas de trabalho para poder levar um vinho para a casa. O estudo utilizou dados estatísticos do Numbeo, banco de dados da Organização Internacional do Trabalho, órgão que mede o custo de vida no mundo. De acordo com a revista, o tempo estimado para a aquisição do vinho em cada país foi elaborado a partir do preço médio do produto vendido em lojas de varejo do salário médio por hora de cada nação citada.

Os 19 países onde o vinho é mais acessível para os cidadãos se encontram na Europa. Em Luxemburgo, líder do ranking, por exemplo, uma pessoa precisa trabalhar apenas 14 minutos para conseguir uma garrafa da bebida, um minuto a menos do que o necessário para os austríacos. Dinamarqueses, suíços e franceses também precisam de menos de 20 minutos de trabalho para garantir seu vinho. Agora, fora da Europa, destaca-se a Austrália, onde seus habitantes precisam também trabalhar em média 20 minutos para efetuar a compra do produto. Nos Estados Unidos, por outro lado, o cidadão precisa trabalhar 44 minutos para garantir uma garrafa, aparecendo na 27a posição do ranking.

A pesquisa também constatou, sem surpresa, que no caso dos países produtores de vinho, as pessoas conseguem encontrar o produto a preços mais baixos, pois no valor da bebida não há a adição do custo de transporte nem do custo da importação, o que a torna mais acessível à população. Ainda assim, em países como a Argentina, por exemplo, um consumidor precisa empenhar quase 3 horas de seu trabalho para adquirir um vinho. (Há tempos que digo que os vinhos argentinos, lá mesmo, estão ficando caros!)

Nos últimos postos da lista estão Irã, Indonésia e Bangladesh. No Irã, onde a religião proíbe o consumo de bebidas alcoólicas, é preciso trabalhar por quase 60 horas para conseguir uma garrafa de vinho. (Fonte – Revista ADEGA – 11/03/2014).

Desmistificando Enochatices – Taças de Vinho, Necessidade ou Frescura

RiedelA melhor e única forma de descobrir se isso é mesmo só mais uma enochatice de nossa vinosfera, é provando! A Vino & Sapore se associou à Riedel para promover mais um tira-teima, é a Riedel Tasting. Limitado a 50 pessoas, vinte dessas vagas já está pré-reservadas, vamos descobrir o quanto a diferença de formato de uma taça pode ou não mudar sua percepção de sabor e aromas. No final de 2012 promovemos esta mesma degustação e os mais de 30 participantes naquele evento puderam sentir pessoalmente o que a engenharia pode fazer por um vinho. O sucesso foi enorme e todos saíram de lá com uma opinião bem diferente da que entraram, então o repeteco se fazia necessário, era só uma questão de tempo, e dia 16 de Abril a partir das 20:00h mais um grupo poderá tirar suas próprias conclusões, enochatice ou fato?

Riedel Tasting Clipboard

Lógico que para provar as taças precisamos de vinhos e por uma exigência da própria Riedel, os vinhos não poderão ter menos do que 90 pontos, afinal; para as melhores taças os melhores vinhos, ou vice versa! Com isso em mente creio que caprichamos na escolha, porém, mais uma vez, cabe a você conferir.

Riedel Cardonnay com nQTaça de ChardonnaynQ Chardonnay da I-Wines uma vinícola boutique chilena que produz tão somente umas 9 mil garrafas desta preciosidade. Oito meses em barricas de carvalho francês, das quais 30% de 1º uso, geraram esse vinho que surpreende á primeira fungada se desenvolvendo de forma primorosa na taça. Sempre que abro em confrarias e eventos, vira o vinho da noite. Bastante expressivo, untuoso, madeira bem integrada, ótima textura e corpo, um belo vinho de final bem longo e fresco. A safra de 2011 obteve 90 pontos do Guia Descorchados (principal guia de vinhos argentinos e chilenos) e o 2012, na minha opinião, está ainda melhor.

Taça de Pinot Noir – William Févre Espino Grand Cuvée Pinot Noir 2011. De um dos Riedel Pinot com Espino Pinotgrandes produtores de Borgonha que hora investe no Chile com uma série de vinhos altamente premiados, vem este Pinot que consegue unir de forma sutil a madeira com a fruta fresca do vale, a alma francesa com seu perfil de maior finesse a fruta sul americana formando um conjunto muito harmonioso e fresco em que um final mineral e longo nos faz pedir bis. Na taça adequada mostra-se ainda melhor com uma sedutora paleta olfativa. A conferir!

Riedel Cabernet com EspinoTaça de Cabernet Sauvignon – De novo a William Févre presente mostrando que também sabem trabalhar, e muito bem, com esta uva de extrema importância na vitivinicultura chilena. Espino Grand Cuvée Cabernet Sauvignon 2010,  em que 25% passa 12 meses em barricas francesas de 1º uso e mais 8 em afinamento na garrafa, tendo recebido 94 pontos do guia Descorchados de 2012 e sobre o qual teceram os seguintes comentários; frutado, suculento, acidez rica, sabores maduros de frutos negros. Prima pelo profundo equilíbrio.

Taça de Syrah –  Montes Alpha Syrah 2009, 12 meses deRiedel Syrah com Montes Alpha barrica de carvalho francês, leva um tempero de 7% de Cabernet Sauvignon e 3% de Viognier. Com 90 pontos da Wine Spectator e 91 de Robert Parker é o vinho desta linha de produtos com menor tiragem. A Wine Enthusiast disse sobre ele; repleto de aromas de café, framboesas, ameixas e cravo; um vinho profundo e cheio de nuances. Imagino tudo isso aparecendo na taça adequada!

 Ao final da degustação, serviremos um menu degustação especial pois estaremos num lugar também muito especial, um lugar com a cara e o jeitinho da Granja Viana, o “restaurante Escondidinho”! O EscondidinhoEscondidinho fica escondidinho numa travessa da Av. São Camilo á altura do 3.500 e tem como prato principal o ……………. Escondidinho. Desta forma, ao final, serviremos uma entradinha com bolinhos de arroz e uma porção degustação de escondinho de carne seca, costela ou lasanha de beringela que você escolhe no ato da efetivação de sua reserva. Para acompanhar, uma taça de Cabal Malbec Reserva (sugestão minha) para encerrar a noite.

Taças serão disponibilizadas, inclusive o kit degustação, a preços especiais válidos tão somente para esse evento e todos os vinhos terão um desconto de 10% sobre o preço de prateleira. Tudo isso por apenas R$100,00 por pessoa com efetivação das reservas mediante pagamento. Nossos eventos têm tido, graças a Deus e apoio dos amigos, lotação esgotada em poucos dias do lançamento e como já temos 20 pré-reservas, sugiro ligar  logo para (011) 4612-6343 ou enviar seu mail para comercial@vinoesapore.com.br. 

Parceiros neste evento, sem o qual nada conseguiríamos realizar; Restaurante Escondidinho, Mistral (Montes), Riedel (Mistral), Berenguer Imports (nQ) e Dominio Cassis (William Févre e Cabal). Um kanimambo enorme a eles e a você que segue fazendo deste blog um dos mais lidos no Brasil em seu segmento. Salute e aguardo vossas reservas lá na Vino & Sapore.

*Ps. O Little Quino foi substituido porque não ia chegar a tempo!

Abra o Olho, Os Chineses Estão Chegando!

Chinese dragonSim, no vinho também! Com o crescimento do mercado, o nascimento de uma classe média (real) ávida por novidades e símbolos de status, sem contar a quantidade de milionários (!), também o consumo de vinho e produção local cresceram a ritmo alucinante. Os leilões de grandes vinhos, especialmente os de Bordeaux que são algo como uma obsessão dos milionários chineses, em Hong Kong não param de bater recordes e o mercado virou a meca para os produtores mundiais.

Sabia que os chineses são os maiores importadores de vinhos de Bordeaux?

As importações chinesas já totalizam 27% das exportações dessa importante região produtora francesa fazendo jus aqueles que afirmam que o caos só não aconteceu na região em função desse novo player no mercado exatamente em época de crise econômica mundial.

Sabia que os chineses já são os investidores predominantes em Bordeaux?

De acordo com a Wine Spectator, ao final de 2013 se estimava que investidores chineses  seriam donos de algo em torno de 60 Chateaus e a previsão é de que em 2014, para desespero de muitos na região, haverá um crescimento bastante acentuado nesses investimentos. O filme Red Obsession mostra bem esse novo cenário de nossa vinosfera. Veja o trailer e não se assuste com os primeiros 20 segundos em alemão! rs

Porém Bordeaux não é o único alvo, vejam Napa!

Sabia que a China já é o quinto maior produtor de vinhos?

Afora os investimentos locais, gente do porte de Antinori e Gaja, ícones produtores italianos, também estão por lá. Um dia, num bate papo com o conceituado enólogo Luís Pato ele me disse que; “o futuro do vinho chinês é garantido devido à existência de uma diversidade de terroirs muito grandes, disponibilidade financeira, grande mercado consumidor local e muito chineses. Tanto que dá para colocar um cuidando de cada parreira! “ rs. Pois eles já são o quinto depois de passar a Argentina, então não vai tardar e veremos algumas garrafas deles por aqui nas prateleiras dos supermercados. Os principais (volume) produtores hoje são; Great Wall, ChangYu e Dynasty, só uma questão de tempo!

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De acordo com matéria publicada no China Daily em 06/12/2013, a previsão de diversos centros de estudo franceses e norte americanos indicam de que a China deverá, a continuar o ritmo de crescimento e investimento, se tornar o maior produtor mundial daqui a cinco ou ste anos.

Você sabia que a China já bateu a França como o maior consumidor de  vinho tinto no mundo?

Em 2013, chineses consumiram 156 milhões de caixas de vinho tinto, que é o preferido dos chineses. Segundo informações da Vinexpo, evento global do mercado do vinho e bebidas que ocorre a cada ano ímpar, atualmente a China tem desbancado a França no cenário mundial de vinho tinto e se tornando um mercado tão grande e importante quanto o francês. Em 2013, os chineses chegaram a consumir cerca de 156 milhões de caixas de vinho tinto, o equivalente a 1,86 milhões de garrafas, número que fez do país responsável por 136% do aumento do mercado de vinho global. Em comparação, a França chegou a absorver 150 milhões de caixas, seguida da Itália (141 milhões), Estados Unidos (134 milhões) e Alemanha (112 milhões).

         Estes números mostram a sede cada vez maior da China pelo vinho tinto, justificada pelos seus benefícios à saúde e pela importância simbólica que a cor vermelha exerce no país. “Houve uma mudança real nas atitudes chinesas. As vinhas receberam plantação em larga escala e as redes de distribuição tem se esforçado para atender à demanda”, afirmou o CEO da Vinexpo, Guillaume Deglise. Entre 2007 e 2013, o consumo de vinho tinto aumentou quase três vezes mais na China, sendo que na França houve uma queda de 18% e 5,8% na Itália. No entanto, quando se trata de todos os tipos de vinho, o mercado chinês é o quinto maior consumidor, bem atrás dos Estados Unidos, França e Itália.

         De acordo com a Vinexpo, a crescente popularidade do vinho tinto na China se deve ao fato de que, na cultura chinesa, a cor vermelha é associada à riqueza, poder e boa sorte. “Vinho tinto é, portanto, uma escolha óbvia para a hospitalidade empresarial, onde os parceiros podem beber à saúde de cada um. Além disso, a bandeira do país é de cor vermelha com estrelas douradas, representando a revolução”, afirma Deglise. (Fonte – Revista ADEGA – 18/02/2014)

Sabia que China já é o 5º maior consumidor mundial.

a-bottle-of-imported-wine-in-a-shanghai-wine-bar-costs-152-on-averageEntre brancos (consumo é pequeno) e tintos, a China já é o quinto maior consumidor mundial depois de França / EUA / Itália e Alemanha. Recentemente me contaram que o que fez o preço do Catena Zapata Estiba Reservada (uma maravilha por sinal!) saltar de cerca de R$250 para 950 em pouco menos de um ano, foi exatamente a alta demanda de lá em função de um Leilão em Hong-Kong. Alta demanda e quantidade limitada deu nisso! Agora, até 2011 o consumo per capita ainda era inferior ao nosso, algo próximo de 1,10 litros pelo que pude pesquisar. Já pensou se dobrar, vai faltar vinho!!!!

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

Wine Dinner na Granja Viana – Restaurante Emilia Romagna

      Dia 13 de Março a partir das 20:30 a Vino & Sapore promove em parceria com o Emilia Romagna e a Cantine di Montalcino, uma exclusividade da importadora W. & W. Wine, um menuER degustação italiano muito especial devidamente harmonizado com bons vinhos. O Emilia Romagna há anos é um dos melhores restaurantes do pedaço com uma boa e diversa carta de vinhos para seu deleite, um lugar que gosto de recomendar. Elaborei com eles um menu para lá de especial num ambiente super charmoso que você não deve perder. O Wine Dinner é restrito a no máximo 21 pessoas sendo que dez dessas vagas já estão pré-reservadas então não há tantas assim disponíveis. Leia, babe (rs) e reserve já!

  •  Entrada – Bruschettas de Brie com Parma acompanhadas do Cava NU Reserva Brut.
  • 1º Piato – Tagliatelle Mediterrâneo (Camarão, mussarela de búfala, azeitona preta, tomate cereja e manjericão) devidamente harmonizado com Poggio del Sasso Vermentino .
  • 2º Piato – Polenta Calabrese (opcional com berinjela) harmonizado com Leonardo Red Blend.
  • 3º Piato – Fileto de Mignon ao vinho com risoto de parmesão harmonizado com Cantine de Montalcino Rosso di Montalcino
  •  Sobremesa – Sorvete de creme com chocolate meio-amargo crocante Emilia Romagna acompanhado de Vinserus, um colheita tardia de Malbec.

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    Água, café e valet (no outro lado da rua – no Zagaia Mall) inclusos. Preço por pessoa, R$120,00 e os participantes terão, somente no jantar, a possibilidade de comprar os vinhos com um desconto especial de 10%. Cada prato será acompanhado de uma taça de 100ml do vinho em harmonização exceto o de sobremesa que será de 50ml. Envie sua reserva para  comercial@vinoesapore.com.br ou ligue (a partir das 10:30) para (11) 4612-6343. Eu estarei por lá e você? Salute, kanimambo e http://falandodevinhos.wordpress.com/2014/03/06/wine-dinner-na-granja-viana-restaurante-emilia-romagna/ te aguardo!  ESGOTADO 

Fotos meramente ilustrativas. * rótulos sujeitos a alteração por vinhos similares.

“Top 10 Vinhos Portugueses 2013”

Todos os anos a revista portuguesa “Wines – A Essência do Vinho” promove este evento no Palácio da Bolsa na cidade do Porto. Foi semana passada que alguns dos mais prestigiados especialistas da vinosfera, 18 no total, entre eles; críticos, sommeliers, líderes de opinião e jornalistas de Portugal, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido se reuniram para avaliar um conjunto de 55 vinhos: 10 Vinhos do Porto Vintage 2011 (uma graaaande safra, 13 vinhos brancos e 32 vinhos tintos, pré-selecionados pela revista WINE – A Essência do Vinho, de acordo com as classificações obtidas ao longo do último ano. O Vinho do Porto Vintage com melhor pontuação, o melhor vinho branco e os oito tintos mais bem classificados constituem o “TOP 10”.

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Pois bem, os vencedores deste ano foram; O Vinho do Porto “Graham’s The Stone Terraces Vintage 2011”, produzido pela Symington Family Estates, o tinto do Douro “Pintas 2011”, elaborado pela Wine & Soul, e o branco da região dos Vinhos Verdes “Soalheiro Primeiras Vinhas 2012”, do projeto VinuSoalheiro, são os grandes vencedores do “TOP 10 VINHOS PORTUGUESES”. Destaque aqui para o Soalheiro que segue sendo um de meus Alvarinhos preferidos e a Graham´s que sempre se sobressai entre os grandes do Douro.

A seguir e na ordem vieram os restantes dos tintos sendo que fiquei feliz por ver um dos vinhos listados em meus Deuses do Olimpo 2013, o Marias da Malhadinha, e um dos meus vinhos preferidos do Douro o CV – Curriculum Vitae! Pena que nenhum dos belos vinhos do Dão tenha encontrado seu espaço por aqui o que me faz querer conhecer melhor a lista dos 55 vinhos pré-selecionados. Rui, como deixaste acontecer isso meu amigo?!!

2º “Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2011” (, Regional Alentejano, Soc. Agr. D. Diniz)

3º “Quinta de São José Grande Reserva 2011” (, Douro, João Brito e Cunha)

4º  “Quinta da Touriga Chã 2011” ( Douro, Jorge Rosas)

5º “Estremus 2011” ( Regional Alentejano, J. Portugal Ramos)

6º  “CV – Curriculum Vitae 2011” ( Douro, Lemos & Van Zeller)

7º  “Marias da Malhadinha 2010” ( Regional Alentejano, Herdade da Malhadinha Nova)

8º “Procura 2011” (8º tinto, Regional Alentejano, Susana Esteban)

         Para verem noticia completa, acessem este link para o site da revista > http://www.essenciadovinho.com/pt/revista-wine/read/777-ja-sao-conhecidos-os-vencedores-do-top-10-vinhos-portugueses . Plena manhã de Segunda de carnaval, eu me preparo para abrir a Vino & Sapore enquanto a maioria descansa, ossos do oficio, afinal alguém tem que pegar no batente! rs Para quem estiver à toa na vida, quiser tomar um vinho ou comprar alguns diferentes saindo da mesmice, dê uma passada por lá, será um prazer vos receber, hoje até as 19 horas. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Dicas da Semana

Bem, para quem gosta, o Carnaval é um prato cheio, porém há quem prefira paz e tranquilidade então para esses há aqui uma boa leva de dicas para analisar com calma neste feriado pra lá de longo, enquanto curte uma boa taça de vinho em melhor companhia ainda!

Curso de Vinhos Em Sampa na Winet do amigo Deco Rossi – Não sei se ainda tem vagas, mas o amigo manja do riscado e pelo que sei seus cursos valem muito a pena, então tá esperando o quê? Liga lá, liga!

Curso Deco

Faça seu Vinho aqui bem pertinho de Sampa – Outro amigo que promove um evento legal para quem quer descobrir como fazer vinho e ajudar a fazer o seu. O Gustavo Borges da Vínicola Bella Quinta aqui em São Roque traz as uvas do Rio Grande do Sul e elabora os vinhos aqui. Para quem não pode se deslocar para berço do vinho brasileiro, eis uma  o bela oportunidade de introdução aos segredos de Baco!

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Expovinis 2014 – Bem é só em Abril, mas as inscrições para os profissionais do ramo já estão abertas e desta vez nossas criticas foram ouvidas, TRANSPORTE FREE da feira para o metrô e Expovinis 2014vice versa, oba!! Desta feita a maior feira de vinhos da América Latina terá a administração da SIAL; “Nesta edição, incrementamos alguns aspectos da feira para garantir a comodidade de quem nos visita. Esperamos que os profissionais façam bons negócios e que tenham uma experiência positiva durante os três dias de evento”, explica Clélia Iwaki, diretora da BTS Informa, que, juntamente com o grupo francês Comexposium, forma a joint venture SIAL Brasil Feiras Profissionais, responsável pela organização do ExpoVinis Brasil a partir deste ano – até 2013, a feira era organizada pela Exponor Brasil.

Representantes do Velho Mundo como França, Portugal e Itália, e do Novo Mundo como Chile, Argentina, Uruguai e África do Sul, são alguns dos países que vão apresentar suas novidades, além, claro, dos vinhos do Brasil. Este ano, também desembarcam no ExpoVinis produtores da Holanda e da Polônia.

         O pré-credenciamento de profissionais pode ser solicitado pelo site www.expovinis.com.brExpovinis credencial  na seção ‘Credenciamento’, e aqueles que concluírem o processo até o dia 10 de março vão receber a credencial de acesso no local de escolha do visitante.  Essa eu recomendo e minha credencial já está prontinha! Nos encontramos por lá nos dias 22, 23 e 24 de Abril?

18º Salão Internacional do Vinho – 22 a 24 de abril / Expo Center Norte – Pavilhão Azul – Vila Guilherme – São Paulo / Facebook: ExpoVinis Brasil / Twitter: @expovinis

Chilean Wine Ambassador 2014 – Esta é para sommeliers, vendedores, confrarias, alunos da Wine & Spirit Education Trust, Wine Hunters, associações de sommeliers e grandes apreciadores e conhecedores do mundo do vinho.  Seminários exclusivos, com a presença do Top Winemakers, o evento dirige-se aos profissionais e apreciadores do vinho chileno, com palestras e degustações de vinhos top do Chile. Ao final do evento, será escolhido o embaixador do vinho chileno no Brasil!

O seminário oferece uma verdadeira oportunidade para saber mais sobre esse incrível país, sua diversidade de estilos, terroirs, sabores, climas e riquezas vitivinícolas, uma viagem para aprender, sentir e degustar o Chile. Seu conceito é apresentar um Chile unido, integrado, um país com novas propostas de vinhos; mostrar sua riqueza por meio da diversidade de vales e estilos enológicos.

Chilean Wine embassador

Quer saber mais sobre o Seminário Central Chilean Wine Ambassador – R$ 1.200,00 (parcelado em até 6 vezes no cartão de crédito, depósito em conta ou boleto bancário).  Consulte ao Terruares: vendas@terruares.com com Cristóbal Pérez Navarro  ou pelo telefone,  (011) 98799-1796. A partir das 18:30 uma Feira de Vinhos acontece no mesmo espaço com degustação de mais de 100 vinhos chilenos brancos, tintos e espumantes de 15 importadoras. Além disso, haverá degustação de Pisco e outros produtos de origem chilena.

Valor de investimento na Feira; R$ 120,00 porém os participantes do Seminário Chilean Wine Ambassador terão acesso liberado à feira.

              Bom feriado para todos e quem for para a folia, calma que o mundo não acaba na Quarta-feira de cinzas não! Responsabilidade é essencial, divirtam-se e espero revê-los por aqui após a farra. Para quem não for viajar, eu estarei de plantão na Vino & Sapore tanto no Sábado quanto de Segunda e na quarta abrimos normalmente, então dê uma passada por lá e venha me fazer companhia! Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Garimpando + Gostosuras Gastronômicas.

Mais uma dica de gastronomia da amiga Rejane que parece tomou gosto pelo riscado! Houve aqui uma bela harmonização de textos o que só vem enriquecer este blog que trata de enogastronomia e não só de vinhos, pois acredito que um não vive sem o outro. Seja alta gastronomia ou cozinha de fim de semana, com uma boa taça de vinho tudo ganha outra perspectiva. A Rejane e o Helio curtem demais esse garimpo gastronômico assim como eu o das coisas de nossa vinosfera, então adorei esta nova “aquisição” de GENTE que curte as boas coisas da vida sem perder de vista a perspectiva dos valores essenciais a ela. Valeu Rejane!

Oie, o primeiro “bate-papo’’ sobre o “Garimpo Gastronômico”, foi bacana (ainda se usa essa gíria?!)…rsss Essa é a idéia! Conversar como disseram alguns leitores e amigos, “ao pé do ouvido”, uma conversa  leve descontraída, cheia de paixão verdadeira por essa nossa culinária tão maravilhosamente diversificada.

Não estou aqui para criticar isso ou aquilo, mas comentar as gostosuras encontradas a ponto de vocês sentirem uma vontade doida de provar, ou ao menos de conhecer. Longe de mim  fazer com que corram para o Google a fim de entender termos técnicos.

Vamos ao que interessa? Pensem em uma comida irrepreensível, sem maquiagens desnecessárias; bem servida, na medida certa. Você nem fica com pena de desmanchar o prato, e muito menos pensa que talvez fosse melhor ter pedido uma pizza. Capitou?! Hummm… parece que estou sentindo os aromas. Sério!!!

Rancho 53 – Sabores de Portugal

Ambiente tipicamente Luso, cheio de pratos pintados á mão, trajes típicos, vinho, vinho, vinho, vinho e quando você pensa que acabou dá-lhe mais vinho, (me senti como o Esquilinho do desenho A Era do Gelo… ai aii… opa, voltando). Tem um empório enorme, que vende desde polvo gigante congelado, até Pata Negra, o legitimo! Os pratos?  Bacalhau de tudo quanto é jeito, tem jeito que eu nem imaginava que existisse e uma ou outra opção tipo; filé com fritas, arroz com sardinha, petiscos diversos. Pedimos um prato excepcional, que Rancho 53delícia!

Pensem em um polvo gigante mesmo, impecavelmente temperado, e feito na brasa, com batatas assadas na brasa também e brócolis , com alho. Polvo a Lagareiro, olha a foto e veja o tamanho de um dos tentáculos. O prato é servido com três a quatro tentáculos, e atende muito bem duas a três pessoas.

O atendimento é muito bom, bem cordial, sem exageros, tem um sommelier na casa, e você pode entrar na adega para escolher um vinho, ou simplesmente para conhecer. Os vinhos vão dos mais simples, porém honestos aos “ tops tops”; afora os licores, cachaças, e os mais diversos aperitivos e digestivos.

Já os doces, apesar de portugueses deixam a desejar, não vale a pena pedir; melhores em disparada os da Vino & Sapore (hum… Toucinho do Céu …de lí ci aaaa … olha o Merchant  João).

Agora temos que conversar sobre preços, afinal amigos são também para dividir a conta. Tipo, na alegria e na tristeza…rss Vá se preparado, nada suave, mas justo pela qualidade!

Ah, ia me esquecendo, toda quinta tem “Noite do Fado”, música Portuguesa  ao vivo… Ora Pois! É isso aí, espero que gostem da dica.

Bjusss e “óteeemooo garimpo”.

Onde fica:

Rodovia Presidente Castello Branco, Km 53, Araçariguama – São Paulo – SP

Tel.: (11) 4136-1381 / www.rancho53.com.br / facebook.com/rancho53”

        Bem, como disse no post de Segunda, esta semana teria mais gastronomia e na Sexta mais uma seção de Dicas da Semana com coisas bastante interessantes. Me aguarde, salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui.

 

 

Bacalhau Luso-Italiano e Tannat de Salta, Combinação Inusitada

Hoje falo de comida, meu prato de Domingo (rs), e de “prefácio” uso o texto que o Jair Oliveira (Jairzinho para os mais antigos) colocou no cardápio do restaurante de sua mãe aqui na Granja, o Escondidinho, onde em breve realizarei alguns eventos. Adorei, pura poesia de quem entende do riscado.

“Quando a boca torna-se a porta do paraíso,

a alma delicia-se sem juízo e o prazer cresce quase sem medida.

Pois é assim que é bom levar a vida; com o sabor escondidinho num sorriso

e o paraíso escancarado na comida.”

(Jair Oliveira)

Bacalhau Luso-Italiano, a união de Baca & Pasta deu samba em terras brasileiras acompanhado de um Tannat de Salta, é o samba do crioulo doido em véspera de carnaval!. Mais um prato fácil e gostoso para você testar em sua casa, tenho a certeza que o pessoal vai curtir, eu me deliciei. Já o vinho, esse fica a seu gosto, mas como já tinha um Tannat de Salta aberto, imaginem só,  tomei junto e ………….. surprise, “ornou” legal! Tannat com bacalhau, o João pirou? Pirei não minha gente, este Tannat é para lá de especial e deu muito certo! Vamos à receita para 4 pessoas com sobra para a marmita de Segunda! rs

400 grs de bacalhau em lascas ou desfiado Gadus Morhua.

1 cebola média

2 dentes de alho

600grs de spaghetti de grano duro

200grs de tomate cereja bem madurinho

Salsinha, cebolinha, azeitona preta picadinha, pimenta do reino a gosto, muito azeite e três ovos cozidos.

Dessalgue o bacalhau em água gelada na geladeira por 24 horas trocando a água pelo menos duas vezes. Guarde a água da segunda e terceira (derradeira) troca e adicione na panela em que o spaghetti será cozinhado. Como essa água já é salgada, sugiro esquecer o sal nesta receita! Escorra bem o bacalhau e deixe-o descansar por cerca de uma hora bem regado com azeite, um foi feito para o outro, pois realça o sabor do bacalhau. Desfie, lasque bem o bacalhau e guarde.

Bacalhau Luso-Italiano by JFC

Refogue no azeite a cebola, alho, tomate e salsinha finalizando com o bacalhau. Misture bem e quando o bacalhau começar a dourar adicione um pouco de cebolinha e pimenta do reino moída a gosto. Jogue a spaghetti na panela ou frigideira alta, que é a que gosto de usar, e misture bem. Desligue o fogo, termine adicionando o ovo cozido grosseiramente cortado por cima para finalizar o prato. Sirva com um bom azeite do lado, eu adoro regar bastante! Viu, não falei que era fácil!

Quanto ao vinho, recomendo um tinto não muito tânico e redondo, mas harmonize CAM00017como queira, afinal se há 1001 maneiras de fazer bacalhau, há outras tantas para harmonizar. Eu, que não sei cozinhar sem vinho, já tinha aberto um que curto muito e que, lamentavelmente, por aqui não chega, é o Colomé Lote Especial Tannat de Salta comprado no produtor.  Apenas 1430 garrafas produzidas, 14 meses de barrica e imperceptíveis 14.9% de teor alcoólico, juro! Macio, frutos negros típicos da casta, algum tabaco, meio de boca extremamente rico e absolutamente sedutor, sedoso com um final de boca longo e muito saboroso não tendo passado por cima não! Certamente que não é a harmonização clássica, mas ficou muito bom!  Bem, por hoje é só, mas na semana ainda falaremos mais de gastronomia aqui no blog com a participação da Rejane, pois onde há boa comida há sempre a presença de vinho e vice-versa. Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

O vinho faz da refeição uma ocasião, torna a mesa mais elegante e cada dia mais civilizado.” Andre Simon, comerciante e wine writer francês.”

Um Banho de Sauvignon Blanc no Saca Rolhas

 Sauvignon-blanc-wine-and-grapes-770x537 - wine folly A Confraria Saca Rolhas aproveitou o verão quente para se refrescar numa viagem pelas diversas faces desta saborosa e fresca casta de uvas brancas. A meu ver, a Sauvignon Blanc é, entre as uvas brancas mais conhecidas, a que melhor absorve as características de cada terroir em que é plantada, especialmente quando vinificada sem madeira como é a maioria. Nesta saborosa viagem guiada por Baco, pudemos ter um pouco dessa experiência inclusive com a presença de dois vinhos que fiz questão que estivessem presentes pelo fato de me terem impressionado muito bem em recentes degustações, o chileno Terrunyo e o surpreendente Bellavista Estate Bueno.  A uva proporciona vinhos bastante agradáveis em todas as faixas de preços então neste verão há muito o que explorar e nós fizemos isso! Tendo feito este comentário, transfiro a palavra para a porta voz da confraria, a amiga e confreira Raquel Santos que compartilha conosco suas impressões de mais uma agradável noite de alegria e confraternização. Clique na imagem para maiores informações sobre a uva e suas características de acordo com o site Wine Folly.

Com esse calor estonteante que vem fazendo em São Paulo, quando se pensa em vinhos, a primeira ideia que vem à cabeça são os brancos geladinhos, frescos e leves.

         Optamos por conhecer melhor a uva Sauvignon Blanc, que tem como característica principal, a sua refrescância e jovialidade. Os vinhos provenientes desta casta, raramente passam por madeira e salvo algumas exceções, devem ser consumidos jovens. A peculiaridade da Sauvignon Blanc começa no seu amadurecimento, no vinhedo, que é mais rápido que as outras uvas brancas. Desenvolve-se melhor em regiões frias, onde demora mais para amadurecer, ganhando assim mais tempo para adquirir estrutura e complexidade.

         Sua origem se divide entre Bordeaux e o Vale do Loire, na França. Em Bordeaux, tornou-se importante, quase sempre associada a Sémillon na produção de vinhos brancos secos, mais austeros e densos, bem ao estilo dos bordaleses, e doces, como os famosos Sauternes. No Vale do Loire, seus vinhos feitos somente com a SB, são os Sancerre e Pouilly-Fumé. Em duas colinas de calcário e argila, cortadas pelo rio Loire e entremeadas por florestas, que num clima continental, frio, com muita névoa, a Sauvignon Blanc encontrou seu lar perfeito. Seus vinhos expressam esse terroir com tanta naturalidade que quando os provamos, eles nos transportam para aquela paisagem verdejante, como nos contos de fadas, com direito a castelos e lufadas de vento no rosto.

          Fora da França, a Sauvignon Blanc encontrou na Nova Zelândia o clima favorável onde conseguiu mostrar todo seu esplendor. Na ilha do sul, em Marlborough, região setentrional, com muitos ventos vindos do Oceano Pacífico, os dias longos com noites frias, outonos secos, foram propícios para que as uvas amadurecessem lentamente. Nesse clima a Sauvignon Blanc atingiu seu apogeu, resultando em vinhos extremamente vivazes, de grande qualidade que destacaram a Nova Zelândia no mundo. Existem, no entanto, outros lugares onde são produzidos vinhos com a Sauvignon Blanc com qualidade. Nas regiões frias do Chile, África do Sul, e com controle de técnicas de cultivo na Austrália, Califórnia e até no Brasil.

 DOMAINE COLLIN CRÉMANT DE LIMOUX BRUT CUVÉE TRADITION

                 Antes de começarmos a degustação propriamente dita, preparamos nossas papilas com esse ótimo Crémant de Limoux, da região do Languedoc. Trata-se de um espumante elaborado pelo método tradicional, com as uvas Chardonnay, Chenin Blanc, Pinot Noir e Mauzac. Muito fresco, aromático e leve. Além da boa acidez, bom corpo e sabores cítricos, pêra e maçã. Foi uma bela introdução para vinhos de verão.

Saca rolha - Sauvignon Blanc

MAISON SCHRÖDER&SCHŸLER CHARTRON LA FLEUR BORDEAUX SAUVIGNON BLANC 2011

                O 1º vinho da noite veio de Bordeaux, da região chamada Entre-deux-mers, que é o triangulo entre os rios Dordogne  e Garonne, e onde se produz a maioria dos vinhos brancos secos de lá. Esse vinho já havíamos provado no desafio de Bordeaux-margem esquerda x margem direita. Mas sempre é bom repetir o mesmo vinho, porém em um contexto diferente. Nesse caso, ele mostrou toda a personalidade que está impressa no estilo de Bordeaux, com as características da Sauvignon Blanc. Ou seja, muito aromático e fresco, apesar da estrutura densa, encorpada e boa persistência. Um vinho bem complexo, que vai evoluindo sempre. Ótima acidez, que o faz um bom acompanhante de comida e no final, sem perder o frescor, mostrou seu lado mineral, com um sabor de cinza ou fumaça. Muita elegância!

 WILD ROCK INFAMOUS GOOSE SAUVIGNON BLANC 2012

         O 2º vinho, veio justamente fazer um contraste, em relação ao anterior, mostrando a versatilidade que uma única casta, com tratamento diferente (clima, solo, cultura, etc ) proporciona vinhos com a mesma característica, porém com personalidade diferente. Da Nova Zelândia, região de Marlborough, esse chegou marcando  presença! Com uma vivacidade incrível, aromas típicos herbáceos da SB de grama cortada, mineralidade de maresia, cítricos e acidez que fazia salivar. Com o tempo apareceu algo defumado que foi evidenciado pela mousse de haddock e salmão defumado que tínhamos para acompanhar os vinhos. Grande persistência!

 BELLAVISTA ESTATE BUENO SAUVIGNON BLANC 2012

          O 3º vinho, veio da região da Campanha Gaúcha no Rio Grande do Sul. Fruto da fusão entre a Miolo e a Bellavista Estate, de propriedade do Galvão Bueno (o jornalista esportivo ) que se aventurou no mundo dos vinhos e criou a linha Bueno. Contou com a assessoria do enólogo Michel Rolland, e investiu na produção de vinhos de qualidade Premium. Esse, 100% SB, no início causou uma certa estranheza no nariz, algo químico, canforado. Talvez uma mineralidade, que logo foi se transformando. Apareceram ervas aromáticas ( funcho, manjericão ) e um leve frutado ( marmelada ). Boa acidez, bom extrato com frescor. Um vinho muito agradável!

 CASA SILVA COOL COAST SAUVIGNON BLANC 2012

         O 4º vinho, do Vale do Colchágua, no Chile, que é sub dividido em três regiões: Costa ou Paredones, nas escarpas da cordilheira dos Andes. Entre Cordilheiras, zona plana e central e Andes, região de altitude onde está a sub região de Apalta. E foi na região da Costa ou Paredones, de frente para o Oceano Pacífico, que a SB de adaptou melhor por ser uma região mais fria, menos ensolarada, que recebe os ventos oceânicos, além do solo pedregoso. De lá pudemos provar um vinho quase transparente, muito fresco, cítrico, mineral e com ótima acidez. Apesar de sua leveza, tinha uma forte presença aromática e estrutura na boca com certa cremosidade e longa persistência. Acompanhou bem o queijo de cabra, mas acho que escoltaria bem desde  pescados simples, até pratos mais cremosos. Muito versátil!

 JOSE PARIENTE SAUVIGNON BLANC 2009

         O 5º vinho veio de uma região que não tem a tradição da Sauvignon Blanc. Na Espanha, em Castilla y Leon, uma grande planície ao longo do rio Duero, encontra-se uma D.O. (denominação de origem) chamada Rueda. Nesse local a uva principal é a Verdejo, mas a SB também é autorizada. Aqui mais uma vez, o clima é o grande determinante na produção de uvas com qualidade para criação de vinhos frescos e bem estruturados. Com dias de grande amplitude térmica, verões quentes e longos, e invernos muito frios, influência marítima do oceano Atlântico pelos ventos que se guiam através vale do rio Duero (o mesmo que atravessa Portugal, como Douro ).

         Esse vinho começou timidamente mostrando alguns aromas vegetais, herbáceos e com algum tempo, toda a tipicidade do SB apareceu com força. Muito bem equilibrado na acidez, corpo, e sensação alcoólica na boca de calor. No final, me pareceu um pouco pesado (acho que o fator idade influenciou), deixando de lado aquele frescor que sempre se espera desse tipo de vinho.

 CONCHA Y TORO TERRUNYO SAUVIGNON BLANC 2011

          Nosso 6º vinho veio do Chile, mais precisamente do Vale de Casablanca. Trata-se da linha Premium da gigante Concha y Toro, que possui vinhedos nessa região, com vocação para o cultivo das castas Chardonnay e Sauvignon Blanc. Suave no nariz, mostrando muita elegância e sutileza. Sem arestas que chamem a nossa atenção para algo, a despeito de qualquer outra. É o que se pode dizer de um vinho com equilíbrio. Acidez e frescor que cumprem a expectativa que se espera de um Sauvignon Blanc.

CHATEAU DE TRACY MADEMOISELLE “T” POUILLY FUMÉ 2011

               O 7º, e último vinho da noite! Voltamos  à região onde tudo se originou. Pouilly-Fumé, no Vale do Loire na França. São vinhos excepcionais e profundos, principalmente como de uma maneira natural, simples e direta, conseguem descrever, todo aquele “terroir” presente ali há tantos anos. Seus SB são secos, minerais e refrescantes com um leve toque defumado e esse não fugiu à regra. Um vinho para viajar! 

          A Sauvignon Blanc, depois da Chardonnay, é a casta branca mais conhecida e plantada no mundo. Os vinhos elaborados com ela, apresentam grandes variações, expressando as características dos diferentes terroir aos quais ela encontra facilidade em se adaptar. Gosta de climas marítimos, frios, nebulosos, solos calcários e arenosos. Os vinhos geralmente são frescos, sem amadurecimento em madeira, para serem consumidos jovens, com comidas leves. Por isso são ótimos no verão e combinam muito com o nosso clima e a nossa culinária costeira de peixes e frutos do mar.

         Aproveite esse verão, que pelo jeito será longo, e ponha sua garrafa de SB no gelo e refresque-se! ”   Bem meus amigos, por hoje é só e semana que vem tem mais. Falando de vinhos, Garimpando Gostosuras com a amiga Rejane, dicas e curiosidades de nossa vinosfera e “otras cositas más”! Um ótimo fim de semana para todos, salute e kanimambo.