João Filipe Clemente

Chile Annual Wine Awards – Estes Eu Provei!

CAM01256Estes eu provei e gostei! Como disse ontem, enquanto o pessoal discursava e divulgava os ganhadores, nós comíamos e sorvíamos alguns dos medalhistas deste concurso. Alguns desses rótulos chegaram a ser indicados entre os três classificados para a final dos troféus, só belezuras! rs As fotos ficaram horríveis, mas…… Eis um curto resumo dos que mais se destacaram na minha taça.

Coyan – sempre um porto seguro. Muito rico e equilibrado, guloso e ainda por cima ôrganico o que é um plus.

Tralca – da Bisquertt é um corte de Cabernet Sauvignon, Carmenére e Syrah, tendo estado entre os três finalistas na categoria Premium Red. Um vinho marcante com ótima entrada de boca, boa estrutura e volume de boca. Um belo vinho para tomar agora e guardar por mais uns anos.

Cousino Macul Finis Terrae tinto – é a segunda vez que o provo e a segunda vez que me delicio com ele. Entre os finalistas na categoria Blends Tintos, é um vinho muito elegante e fino, um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot de dar água na boca. Desta feita também conheci o branco, um corte de Chardonnay, Riesling e Vignier muito bem balanceado e apetitoso que recomendo. Essas garrafas eu teria em minha adega fácil, dependendo do preço obviamente!

Millaman Reserve Zinfandel – uma grata surpresa com uma uva pouco comum fora dos Estados Unidos e Austrália. Muito agradável, com um toque mais chileno e final menos doce, uma garrafa para curtir e surpreender os amigos.

Odfjell Winemaker’s Travesy – gosto deste produtor e este blend foi desenvolvido com duas uvas que, em minha opinião, geram dois de seus melhores varietais; a Malbec e a Carignan que aqui ainda levou uma parte de Syrah. Concentrado, intenso e untuoso, belo vinho!

Casa Lapostolle Borobo – bem, para mim a grande surpresa. Tenho algum preconceito, confesso, para com este produtor pois sempre achei seus vinhos algo exagerados. Super extração, alto teor alcoólico, nunca fizeram minha cabeça com excecão do Cuvée Alexandre Merlot que reputo com um dos melhores do Chile junto com o Marques de Casa Concha. O Borobo é o oposto do conceito que eu tinha e tudo a ver com os vinhos que mais curto, daqueles que você não sabe se funga ou se bebe e, na dúvida, faz os dois com enorme prazer. Absolutamente sedutor, uma obra prima que me encantou e do qual sorvi vários goles recomendando a todos. Complexo blend de Cabernet Sauvignon, Carmenére, Syrah, Pinot Noir e Merlot extremamente elegante e fino sem perder a estrutura, meio de boca cativante, taninos aveludados, final longo, guloso, um vinho para curtir com calma como numa boa relação amorosa, nada de pressa! Gamei, ainda bem que é só vinho!!! Como não chegou na final de Premium Reds não sei, mas eu o indicaria com toda a certeza!

WC Clipboard gold medalists tasted

Bem gente, por hoje chega de “charla”. Ótima experiência essa promovida pela Wines of Chile e um privilégio ter podido estar presente nesse evento. Agora preciso arrumar tempo para finalizar minha reportagem sobre minha viagem à argentina em Outubro!! Aproveitando, não vai vir comigo no Tour Loucos por Vinho, olha que vai perder “big time”, heim?!  Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos!

Annual Wines of Chile Awards 2014

Na 12º Edição e pela primeira vez realizado fora do Chile. Foram mais de 630 amostras provadas por 12 jurados brasileiros em três dias. Trabalho árduo que produziu 15 ganhadores de troféus (melhores de sua categoria) divulgados numa noite de gala no hotel Renaissance e muito bem gestionada pela equipe da CH2A Comunicação, uma das melhores assessorias de nossa vinosfera tupinquim. São os melhores vinhos chilenos deste evento para uma banca de degustadores especifica, gosto de ressaltar isso sempre quando se trata de concursos, então sempre haverão outros rótulos de igual ou maior importância que lhe farão sorrir! São sim destaques da vitivinicultura chilena sendo uma amostra importante do que de melhor se faz por aquelas terras.

Afora esses rótulos ganhadores dos troféus do evento, 88 vinhos obtiveram medalha de ouro (vinhos com pontuação média entre 91 a 100 pontos) e 272 medalhas de prata (vinhos entre 87 a 90 pontos) sendo que alguns deles provamos no jantar com alguns destaques pessoais que mencionarei ao final deste post. Primeiro vou postar as fotos dos finalistas de cada categoria e mencionar os vencedores apontados pelo jurí numa degustação às cegas. Alguns eu já tinha provado há tempos e escolhido para o portfolio da Vino & Sapore (marcados com asteriso), então fiquei feliz! Vamos lá:

Espumantes Indicados – Ganhador Morandé Brut Nature

WC awards Espumantes

Sauvignon Blanc. Indicados – Ganhador Sta. Carolina Ocean Side 2014

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Chardonnays Indicados (William Févre Espino Grand Cuvée há tempos no portfolio) – Ganhador Tarapacá Gran Reserva 2013

WC awards chardonnay

Outros Brancos. Indicados – Ganhador Leyda Neblina Riesling 2011

Chile Wine Awards 2014 - outros brancos

Late Harvest. Indicados – Ganhador Erasmo Late Harvest Torontel 2009

WC awards Late harvest

Rosés. Indicados – Ganhador Gallardia de Cinsault* 2014

WC awards rosé

Pinot Noir. Indicados – Ganhador Falernia Pinot Noir 2013

WC awards pinot

Carmenére. Indicados – Ganhador Falernia Pedriscal Gran Reserva Single Vineyard 2013

WC awards carmenére

Syrah. Indicados – Ganhador Casas del Bosque Gran Reserva Syrah 2012

Chile Wine Awards 2014 - syrah

Cabernet Sauvignon. Indicados – Ganhador Casa Silva* Grand Terroir de los Andes “Los Lingues” 2012

WC awards CS

Blends. Indicados – Ganhador Casa Silva 5 Cepas* 2013

WC awards Blend

Outras Uvas Tintas. Indicados – Ganha dor Anakena Tama Vineyard Selection Carignan 2013

Chile Wine Awards 2014 - outros tintos

Premium Red. Indicados – Ganhador De Martino Armida 2009

Chile Wine Awards 2014 - premium red

Premium White. Indicados – Ganhador Viña Concha y Toro Amelia 2013

Chile Wine Awards 2014 - premium brancos

BEST IN SHOW

Chile Wine Awards 2014 - best in show

Bem, enquanto escutávamos discursos e a apresentação dos vinhos ganhadores, fomos provando alguns dos medalhistas de ouro que estavam sobre a mesa. Alguns destaques e uma enorme surpresa para confirmar que preconceitos devem obrigatoriamente serem deixados de lado em nossa vinosfera, mas desses vinhos eu falarei amanhã!

Salute e kanimambo, amanhã tem mais!

Vinhos Abaixo de Quarenta Que Satisfazem

Díficil a tarefa de encontrar bons vinhos que satisfaçam tanto o palato como o bolso, especialmente abaixo das 40 pratas, mas os há por aí. Tem gente que não acredita, que tem preconceito para com vinhos mais em conta, porém num país de preços exorbitantes de tudo, há que se garimpar esses rótulos. Pessoalmente e não é de hoje, adoro pesquisar esses rótulos até porque sempre tive que pagar por meus vinhos e nem sempre a grana abundou. Estou sempre aberto a receber vinhos para prova nessa faixa de preços, porém é incrível como vem pouca coisa e desses, o tanto que rechaço!

Os vinhos chilenos nessa faixa não têm me agradado muito e mesmo os argentinos que conseguem fazer uns vinhos mais palatáveis estão perdendo para os vinhos Lusos e olha que existe aqui uma diferença alta de taxação, 27%, isso sem falar de custos de transporte! Para mim, a linha que separa o mediano do medíocre, indepentente de origem, é a traçada pelo preço de R$25,00 porém até aí existem exceções (sempre as há) mesmo que bem mais raras.

Portugal FixeJá me referi há um tempinho atrás, de que nessa faixa de preço não tem para ninguém, existe uma série maior de melhores vinhos portugueses nessa faixa de preço do que de qualquer outra origem e para todos os gostos; fruta madura, madeira, sem madeira, alto teor alcoólico, baixo, tintos, brancos, rosés e por aí vai. Hoje listo aqui três vinhos de três regiões diferentes que surpreendem os mais incautos e os esnobes de plantão. Tomados ás cegas, tradicionalmente transmitem uma percepção de valor bem maior, como se fossem vinhos entre os R$50 a 60,00 e desafio você a fazer esse teste. Para mim, uma seleção de bons vinhos para o dia-a-dia com preço para lá de convidativo e, muito mais que medianos, são muito bons vinhos nessa faixa mostrando uma qualidade acima da média.

Costumo dizer que os vinhos conversam com a gente, alguns mais que os outros, e estes já têm um papo bastante agradável, têm o que dizer e o dizem bem! Agora, só toma Carmenére, Cabernet Sauvignon e Malbec, bem nesse caso creio que está perdendo muiiiiito por não ousar e diversificar, mas respeito pois nem todos gostam de blends e esses são todos fruto de uma composição de uvas e muitas autóctones de Portugal. Como diz o ditado, o que seria do amarelo se todos só gostassem do vermelho?! Bem, eis os vinhos e minha rápida e sintetizada opinião sobre eles:

Vinhos lusos abaixo de 40 pratas

VilaFlor tinto – Produzido no Douro Superior pela Casa de Arrochela, é um vinho com blend típico da região; Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca com educados 13% de teor alcoólico, acidez bem equilibrada, ótimo meio de boca (bom de papo), rico, fruta e especiarias bem presentes, taninos aveludados com um final de boca de boa intensidade. O branco é outro achado que ganhou como o melhor branco abaixo de R$50 na Expovinis deste ano e já mencionei aqui.

Confidencial Tinto – Este vem da região Lisboa e conhecemos numa apresentação que o Master of Wine Dirceu Viana Jr., brasileiro que mora em Londres e é o único Master of Wines da língua portuguesa, fez numa máster Class sobre vinhos portugueses e da escolha de seus TOP 50 vinhos lusos para terras tupiniquins. Elaborada pela Casa Santos Lima, é um vinho elaborado com cerca de seis a oito castas não divulgadas. Bem frutado, médio corpo, rico, frutas silvestres, taninos maduros e suculentos, taninos finos com frutos do bosque, notas de baunilha, algum moka de final de boca, um verdadeiro achado que agrada fácil demonstrando perfeito equilíbrio com seus 13% de álcool muito bem integrados e médio corpo.

Monte Perniz – Chegamos ao Alentejo onde a modernidade se une à tradição o que se confirma neste blend de 40% Aragonez, 30% Syrah, 20% Alicante Bouschet e 10% Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira. Um vinho mais leve, porém não ligeiro. Taninos mais suaves, fruta mais presente, mas sem aquela sobremadurês com que muitas vezes nos deparamos nos vinhos da região. Todo ele é mais fresco, macio e fácil de agradar. Para acompanhar a pizza de fim de semana ou pratos mais leves, um vinho que não nega a raça!

O bom de todos estes vinhos é que são uma ótima opção para eventos, jantares, casamentos e festas de fim de ano pois são baratos (normalmente se compram caixas), são saborosos e agradam fácil os convivas tanto os mais dedicados aos vinhos como os iniciantes. Tá na duvida do que comprar neste final de ano então viaje um pouco, vá de vinhos portugueses! Aqui estão apenas algumas boas dicas, mas o mercado tem muita coisa boa a ser provada então aventure-se um pouco.

Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou melhor, vem comigo para uma experiência única em Mendoza!

Bellini, Um Drink De Sucesso

Há algumas semanas tive a oportunidade de conhecer um drink que está fazendo sucesso no Brasil, o tal do Bellini. Eu conhecia o craque, o capitão que levantou a primeira taça do mundo para o Brasil em 58, mas agora a convite do Winebar e da Expand, provei o drink que tem origem em Veneza, mais Belliniprecisamente no famoso Harry´s Bar, tendo a vinícola Canella (sobrenome do fundador, nada a ver com a especiaria) o conseguido engarrafar em 1988 após diversos estudos e tentativas.

Tenho um profundo respeito pelo Otavio Piva (Expand) que tem história em nossa vinosfera tupiniquim sempre sacando um coelho da cartola quando menos se espera ou dando aquele drible de deixar o adversário sentado no chão num momento crucial do jogo e marcando o gol. Mais uma vez ele comprova essa aptidão, esse feeling que poucos têm e que faz a diferença, com as vendas demonstrando isso. Parece que trazer o Bellini foi mais uma certeira tacada dele já que e o mercado Brasileiro rapidamente se tornou o quarto maior mercado do mundo para o produtor.

Afinal, o que é um Bellini? Não, não é vinho, é um drink à base de Prosecco, o contra rótulo indica ser um frisante, com adição de suco de um pêssego branco especial da região e umas gotas de framboesa para lhe dar cor e com apenas 5% de conteúdo alcoólico. Cá entre nós, não fez a minha cabeça, mas o Champagne Ice também não faz o menor sentido para mim, então isso não quer dizer grande coisa porque o consumidor está comprando bem ambos! Colocar gelo num Champagne é que nem colocar guaraná num whisky 12 anos, acho que há opções mais baratas que darão o mesmo efeito, mas cada um escolhe e gasta como quer então há que respeitar o poder do marketing e o gosto do consumidor.

Achei doce demais e gelar a dois graus como recomendado me parece um paliativo meio sem propósito já que a essa temperatura nada perdura nem sabores nem aromas, porém tenho que confessar que ficou mais apetitoso quando adicionei duas pedras de gelo e também quando adicionei um pouco de espumante brut que tinha aberto. Harmonizá-lo com comida me parece uma aberração, porém umas frutas cítricas poderão até dar certo, mas eu o tomaria como simples aperitivo, descompromissadamente, gelado a uns 5 ou 6 graus sem acompanhamentos a não ser um bom papo ou piscina e, no meu caso, com gelo ou uma adição de uns 20% de um espumante brut bem cítrico e fresco.

Como o consumidor brasileiro tem uma certa queda pelos docinhos, me parece que o sucesso está garantido mesmo a cerca de 85 pratas a garrafa. O drink da moda e da high society que já gera algumas novidades com versões outras como o Rossini com polpa de morango.

Salue, kanimambo e até Segunda quando volto a falar de minha última viagem à Argentina, ainda na Patagônia. Enquanto isso, dê uma espiada no roteiro da Wine & Food Travel Experience para Mendoza dia 21 de Janeiro, IM-PER-DÍ-VEL!! Bom fim de semana

Dicas e Novidades

O José Manuel Ortega proprietário da O Fournier (Mendoza/Argentina) que conheci recentemente meO fournier - José manuel envia mensagem informando de sua felicidade pelos resultados que seus vinhos obtiveram argentinos (tem na Espanha e Chile também) no Wine Spectator top 100 deste ano e fiz questão de publicá-la na íntegra!

Estamos encantados de anunciar que O. Fournier Alfa Crux Malbec 2010 acaba de ser seleccionado como uno de los 25 mejores vinos en el Wine Spectator Top 100 World List. Alfa Crux Malbec 2010 , junto con O. Fournier Malbec 2007, también el más puntuado de la lista de vinos de Argentina con 94 puntos.
En solamente 10 años, O. Fournier ha producido 14 vinos con 92 puntos o más por Wine Spectator, habiendo tenido al menos un vino de cada cosecha desde 2002, entre éstos. Tambien ha recibido 34 puntuaciones con 93 puntos o más de Wine Spectator, Wine Enthusiast y Wine Advocate (Robert Parker).
El Sr. Kim Marcus, editor senior de Wine Spectator responsable de Argentina, escribió sobre el Alfa Crux Malbec 2010: “Plush, poderoso y bien elaborado, con sabores concentrados de ciruela negra, porcino, chocolate de panadero y mora. Esto tiene un núcleo de carne seca y notas de especias asiáticas que perduran en el acabado poderosamente cremoso. Para beber ahora y hasta el 2018. 1.250 cajas elaboradas. “

Eu não tomei esses, porém garanto que a Magnum de Alfa Crux blend 2001 que tomei recentemente, está divina, um grande vinho praticamente esgotado em todo o mundo. O. Fournier é uma boa escolha inclusive do que ele faz no Chile.
SBAVSBAV de Cara Nova e diretoria idem. A Sbav/SP – Associação Brasileira dos Amigos do Vinho nasceu em 1980, com o nome de Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, sendo a primeira confraria formal de vinhos do Brasil. Foi fundada por pessoas que se reuniram com a intenção de congregar apreciadores de vinho interessados em aprender e aprofundar seus conhecimentos, além de difundi-lo.

A partir de janeiro de 2015, a associação será liderada pelo presidente Gilberto Medeiros e pelo vice-presidente Paulo Sampaio, que terão como desafios principais dar continuidade ao processo de renovação da Sbav/SP, iniciado na atual gestão, que inclui o aumento da base de associados e a revisão de todas as atividades da associação com o objetivo de torná-las mais atraentes e conectadas com o momento atual, em que há um grande volume de informações e iniciativas relacionadas ao mundo do vinho.

Entre os desafios da nova gestão estão a continuidade do que vinha dando certo, como os tradicionais cursos básicos e degustações sociais, e a consolidação de novas iniciativas, lançadas este ano, sob a gestão de Rodrigo Mammana, como os cursos temáticos e as degustações técnicas. Também estão previstas viagens a regiões vinícolas e eventos como festivais de vinho e jantares enogastronômicos. A comunicação também está sendo revista com o objetivo de aproximar a Sbav/SP do seu público-alvo, os apreciadores e estudiosos do vinho.

A Nova sede, desde Outubro, está localizada na Rua Cincinato Braga, 321, cj. 42, onde realiza não apenas cursos, mas também degustações técnicas e temáticas. Veja mais em http://sbav-sp.com.br

logo MistralMistral com a bola cheia. Três dos TOP 10 da Wine Spectator deste ano estão em seu portfolio. Na lista dos “Top 10”, que desde 1988 é divulgada pela mais respeitada publicação especializada em vinhos, os portugueses Chryseia 2011 e Quinta do Vale Meão 2011 e o italiano Castello di Ama San Lorenzo 2010 ficaram em 3º, 4º e 6º lugares respectivamente.

O Chryseia 2011 (US$ 185.90), fruto da parceria entre Bruno Prats, antigo proprietário do Château Cos d’Estournel, em Bordeaux, e a família Symington, no Douro, é extremamente sofisticado e elegante, com cativante bouquet floral e de frutas maduras, e concentrado na boca. Foi o primeiro tinto português a ser indicado entre os “100 Melhores Vinhos” na Wine Spectator.

Também produzido no Douro, o Quinta do Vale Meão 2011 (US$ 189.50) é uma verdadeira unanimidade na Europa. Extremamente rico, potente e muito complexo, ele bateu os maiores vinhos de Portugal em uma degustação às cegas organizada pela Revista de Vinhos e foi o tinto português indicado para a lista dos “100 Melhores Vinhos” da Wine Spectator em 2005.

Já o Castello di Ama San Lorenzo 2010, que chega em breve à Mistral, é elaborado em uma das mais célebres regiões italianas, a Toscana, por um produtor que merece a cotação máxima de Robert Parker e as due stelle do guia Gambero Rosso, por seus 23 tre bicchieri conquistados, uma das melhores qualificações em toda a Itália. Com vinhos elegantes, finos e complexos, o Castello di Ama oferece todos os anos produtos de um caráter extraordinário, fortemente radicados no terroir de onde nascem, e seu enólogo, Marco Pallanti, que já foi eleito o “Enólogo do Ano” pelo Gambero Rosso, é o atual presidente do Consorzio del Marchio Storico Chianti Classico.

Logo WofAWines of Argentina inova num júri só de mulheres no Argentina Wine Awards de 2015. A Wines of Argentina, entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, apresenta o Argentina Wine Awards (AWA) 2015: “The Empowerment of Women in Wine” (O Poder da Mulher no Vinho). Este evento, criado e planificado para avaliar e premiar a qualidade e os avanços da indústria vitivinícola argentina, já ganhou lugar como o concurso mais importante do país.

A nona edição do AWA será realizada de 8 a 13 de fevereiro de 2015 na província de Mendoza e enfatizará o empowerment (poder) feminino e o papel que a mulher desempenha dentro da indústria. O propósito desta edição é conhecer a opinião das mulheres mais destacadas a nível mundial sobre os vinhos argentinos.

Na edição 2015 contará com um júri formado por mulheres que são referencia da indústria mundial do vinho. O propósito é reconhecer o papel que a mulher exerce, em um mundo tradicionalmente masculino, outorgando inventividade e intuição à indústria em todos os aspectos. Eis a bancada do júri convocada para o evento; Jancis Robinson MW (UK), Christy Canterbury MW (USA), Susan Kostrzewa (USA), Barbara Philip MW (Canadá), Sara D’Amato (Canadá), Annette Scarfe MW (Singapura/HK), Megumi Nishida (Japão), Felicity Carter (Alemanha), Essi Avellan MW (Finlândia), Cecilia Torres Salinas (Chile) e Suzana Barelli (Brasil). Resta ainda confirmar oficialmente Shari Mogk Edwards (Canadá).

Organizado pela Wines of Argentina e pela Corporación Vitivinícola Argentina (COVIAR), o Argentina Wine Awards (AWA) é um evento ícone que permite às vinícolas locais mostrarem ao mundo tudo aquilo que seus vinhos podem entregar. Mediante a apresentação de amostras, o certame se realiza a portas fechadas e tem como júri destacados profissionais do no tema.

Do mesmo modo, com o objetivo de incentivar a participação de vinícolas de todas as regiões da Argentina – Norte, Cuyo e Patagônia – será entregue pela segunda vez um Trophy especial para os melhores de cada uma delas.

Na oitava edição dos prêmios do Argentina Wine Awards, realizada em fevereiro deste ano, participaram 182 vinícolas com 650 amostras ao todo. À cerimônia de premiação assistiram mais de 250 pessoas, entre donos de vinícolas, enólogos, autoridades, diretores de organizações da indústria vitivinícola, integrantes do júri e jornalistas. Ao todo, foram entregues 4 Trophies Regionais, 12 Trophies, 58 medalhas de ouro, 256 medalhas de prata e 276 de bronze.

Adesivo_WFTEWine & Food Travel Experience leva você a Mendoza numa curta, porém intensa viagem de descobrimentos. Com um roteiro cuidadosamente selecionado mesclando grandes e pequenos produtores, encontros com conceituados enólogos, hotel cinco estrelas, almoços harmonizados, degustações temáticas e vinhos top em todas as visitas programadas a nove vinícolas o Tour Loucos Por Vinho em Mendoza se realizará dos dias 21 a 25 de Janeiro. Veja mais clicando aqui!

Mendoza Janeiro/2015, Vem Comigo Vem?

Mendoza logoCaprichei nesse roteiro, por isso demorou! Há viagens para tudo que é canto e com tudo o que é preço para tudo o que é gosto. Esta é para quem é realmente apaixonado por nossa vinosfera, pela diversidade e pela novidade buscando novas sensações com a possibilidade de conversar, provar e trocar ideias com alguns dos produtores mais interessantes de mundo do vinho mendocino.

Fora dos pacotes turísticos convencionais, fui fundo na negociação de cada rótulo que será provado e de nossos almoços harmonizados para que novas experiências e sensações sejam vividas e, preferencialmente, se tornem persistentes na memória. Creio que, pelo menos no papel e salvo eventual contratempo especialmente de alguns de nossos principais anfitriões, conseguimos isso e cabe a você conferir. A viagem será curta porém intensa e limitada a 14 participantes mais eu que acompanharei o grupo em todo o roteiro, vejam a síntese de como ficou e caso haja interesse estou á disposição para lhes enviar o roteiro detalhado.

Dia 21 ás 11:40 saída de São Paulo Guarulhos (liguem para o Rodrigo se estiverem em outras cidades do Brasil ou de Portugal para providenciar conexão) via Buenos Aires com destino a Mendoza onde chegaremos às 16:30. Direto para o hotel Diplomatic, 5 estrelas e um dos melhores de Mendoza!

  • Ás 18:30 saída, degustação temática sobre a Malbec em Mendoza e a influência dos diversos terroirs.

Dia 22 às 09:45 saída para nosso primeiro, de três, compromisso do dia.

  • Achával-Ferrer / Belasco de Baquedano com almoço harmonizado e sala de aromas / Passionate Wines com Juan e Matias Michelini jovens revolucionários da nova enologia argentina. Jantar vendo o pôr do sol sobre os Andes

Dia 23 ás 9:45 todos prontos para mais um dia de intensas experiências

  • Catena Zapata / El Enemigo com a apresentação e almoço com Alejandro Vigil um dos principais nomes da atualidade na enologia argentina / Vina Alicia degustação e bata papo com Rodrigo Arizu sobre suas experiências nesta bodega boutique.

Dia 24 será um dia algo mais leve e mais lúdico porém não menos marcantes onde abundaram grandes vinhos na taça.

  • Benegas-Lynch e Casarena com almoço harmonizado, elaboração de um blend e degustação de vinhos top. Retorno no meio da tarde com passagem pelo Mercado Municipal e um pouco de garimpo gastronômico ou quem quiser, uma passada no shopping.

Dia 25 – Dia de retornarmos para casa porém sem antes participarmos de uma das mais saborosas experiências sensoriais em Mendoza.

  • Visita e almoço harmonizado na Dominio del Plata e o restaurante Osadia de Crear, um Grand Finale que, quem já participou, pode confirmar.

Mais detalhes, valores e outras informações adicionais acesse o blog da Wine and Food Travel Experience clicando aqui.

Salute, kanimamo e espero você em Guarulhos?

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Riesling e Joelho de Porco (Eisbein)

Eisbein 2Uma dupla alemã de respeito em mais um encontro da Confraria Saca Rolhas na Vino & Sapore. Já testei essa mesma harmonização e o resultado foi igual, sozinho o alsaciano se destaca porém ao chegar o prato o alemão mostra suas garras e essa foi a sensação da maioria. O Eisbein pelas mãos do chef e cozinheiro de mão cheia Ney Laux estava perfeito e o chucrute divino, porém como temos uma porta voz, deixemos a amiga e confreira Raquel Santos dar sua visão e compartilhar conosco suas emoções de mais este experimento.

Assim como todo vinho tem uma história, as parcerias que ele faz com as comidas, incluído como parte das refeições, coloca-o lado a lado na história da alimentação.

Esta experiência, com um Riesling, tão comum aos povos germânicos, pode parecer estranho para nós que temos alguns parâmetros pré estabelecidos, como aquela máxima que diz que vinhos brancos devem combinar com peixes ou comidas mais leves, ou mesmo que são vinhos para dias quentes de verão. Curiosamente, podemos constatar que toda as regiões nos arredores do Alpes, produzem principalmente vinhos elaborados com uvas brancas.

No nordeste da Itália (Trentino-Alto Adige e Friuli-Veneza Giulia) reinam Chardonnay, Pinot Grigio, Pinot Bianco, Sauvignon Blanc, Riesling e Gewürztraminer. Assim como na França (Alsacia), onde faz fronteira com a Alemanha, o Riesling do Reno disputam a maestria na elaboração desse vinho, cada um à sua moda. Além da Suíça e Áustria, com suas variedades locais, também dividem sua situação geográfica e o clima alpino.
A harmonização desses vinhos com as comidas típicas de países frios podem parecer à primeira vista algo inusitado. Quando pensamos nos queijos curados, de massa cremosa, ou nas fondues, nos salsichões e joelhos de porco (Eisbein), chucrute, carnes defumadas e condimentadas, o mais óbvio seria pensar num vinho potente, que ampare a gordura e os sabores marcantes. Pois acreditem: Esse vinho pode ser um Riesling! Neste caso a comida entra com o ataque potente e o vinho vem para apaziguar os ânimos mais exaltados. São leves, refrescantes e limpam o paladar, sem deixarem de ser marcantes.

Começamos o encontro bem dentro dos nossos propósitos:
Um espumante italiano da região de Franciacorta. Próximo à cidade de Bressia, as pés dos Alpes, esse DOCG se notabilizou por produzir os melhores espumantes do pais feito pelo método clássico, com a uva Chardonnay:
1. Lo Sparviere Brut 2007 – Gussali Beretta – 100% Chardonnay
Aromas de pão e biscoito amanteigado. Boa persistência, acidez e corpo. Perlage contínua, que se perde um pouco no final. Tinha uma lembrança de outras provas, tratar-se de um espumante com muita pérlage. Daí pode-se perceber que os vinhos não se comportam igualmente em todas as ocasiões.
Na sequencia seria servido o jantar:

Um eisbein suculento que pareceu ter sido cozido na própria gordura, que foi totalmente retirada depois. Acompanhado de batatas cozidas, chucrute e mostarda.
Para acompanhar o prato, dois vinhos:

2. Eugen Müller – Forst – Kirchenstück – 2012
Riesling alemão, da região do palatinado (Pfalz). No início os aromas são tímidos, mas vão evoluindo com o tempo na taça. Percebe-se a mineralidade do solo argiloso, com ótima acidez, corpo persistente e longo. No final, aparecem nuances cítricas e borracha. Muito elegante. Ficou muito bom com a carne que tinha sabores sutis, defumados e da gordura do cozimento.

3. Gustave Lorentz – Vin d’Alsace – Reserve Riesling – 2010
Riesling francês, da região da Alsacia de cor mais dourada, demonstrando alguma evolução. Denso e perfumado. Aromas florais frutas brancas (peras, maçãs e melão). Na boca parecia bem complexo e equilibrado. A mineralidade típica estava presente, com bom corpo e boa acidez. O envelhecimento tirou-lhe um pouco de frescor, sem comprometer, mas dando-lhe mais seriedade. Final com uma doçura que casou muito bem com o chucrute, feito com cebolas caramelizadas e bacon.

Riesling e eisbein 1

Chegou a hora de partir para a sobremesa, mas o que está se tornando tradição nesses nossos encontros novamente aconteceu! A vontade de abrir uma garrafa extra para tirarmos a “prova dos nove”. E a sugestão foi irrecusável: Que tal mais um vinho branco, italiano do Alto Adige, elaborado por uma uva desconhecida por nós? Já ouviram falar em Kerner? A vontade de conhecer foi unânime e igual a qualquer viagem, que quando passamos pertinho de algum lugar interessante, pensamos: Já que estamos aqui tão perto, não custa nada dar uma passadinha lá, não é mesmo?

4. Kerner 2012 – Stiftskellerei Neustift – Abbazia di Novacella
De vinhedos proveniente do Valle Isarco (DOCG), bem ao norte da Itália, quase na divisa com a Áustria, essa uva foi batizada com o nome do médico e poeta Justino Kerner. Plantada principalmente na Alemanha é um cruzamento da Trollinger (ou Schiava) com a Riesling e adaptou-se bem nesse clima dos Alpes. Muito aromático, como pêssegos em calda, maçãs e cítricos. Na boca é muito encorpado, cheio de frutas tropicais(manga). Sua opulência é quebrada pela acidez bem colocada. É daqueles vinhos que quase dá para mastigar! Comparando com o Riesling, o Kerner tem mais fruta, sem perder o mineral, o floral e as notas cítricas típicas da Riesling.

E para encerrar nosso jantar tivemos uma belíssima Tarte Tatin que harmonizou muito bem com mais um Riesling alemão, da região do Mosel, só que com um grau de doçura maior que os anteriores. Um Spätlese, ou seja, de colheita tardia. As uvas atingem um nível de maturação maior antes da colheita e Tartin e rieslingconsequentemente serão mais doces, e mais alcoólicos. Esse me chamou a atenção pela dosagem alcoólica baixa. Apenas 8%.

5. Grans-Fassian 2007 – Piersporter Goldtröpfchen – Spätlese Riesling
Cor âmbar dourado com aromas frutados e minerais. Na boca mostrou certa untuosidade, com bom corpo e refrescância, devido à boa acidez. Sabores cítricos e muita maçã verde. Equilibrado e elegante.

Como podemos ver, nem sempre um vinho feito com uvas brancas significa falta de estrutura para acompanhar pratos mais consistentes ou mesmo, aquela bebida que “quase” poderia substituir a água nos dias de calor. As combinações que podemos fazer entre vinhos e comidas são infinitas e nunca será uma equação matemática. Por isso eu gosto de humanizar essa minha relação com eles. Imaginem uma conversa entre duas pessoas com pontos de vista diferentes. Quando um entende a questão do outro fica mais fácil chegar a uma conciliação. Isso é harmonização!

O TOP da Wine Spectator é Tuga, é Porto, é Douro!

A cada ano que passa, com todas as criticas que se fazem á revista e seus degustadores, a verdade é que todos aguardam ansiosamente os TOP 100 da revista e, em especial os TOP 10 e o número 1 da revista.Portugal Fixe Agora, não se deixe enganar, não é, como muitos o induzem a acreditar, o melhor vinho do mundo. Aliás, me incomoda sobremaneira essa apologia que muitos fazem dos resultados de concursos e listas deste tipo, tremenda mentira e tentativa de eludir o leitor! O resultado é sim, o melhor vinho provado pelos degustadores e críticos da Wine Spectator neste ano o que, convenhamos, já não é pouca coisa não já que, de acordo com o que divulgam, degustam cerca de uns 20 mil rótulos anualmente!

Mas tem mais, para a alegria do Douro, mais dois vinhos entre os TOP 10 o Chryseia (3º) e o Quinta Vale do Meão (4º), e ainda um em 13º (Fonseca Vintage) e outro em 27º (Qta. do Portal Colheita), é mole?! Quem ainda tinha dúvidas sobre a qualidade dos vinhos portugueses creio que as acabou de enterrar, né? Veja mais sobre este baile que os produtores do Douro deram lendo esta ótima matéria (em inglês) do Douro Profundo de onde, por sinal, vieram algumas destas imagens.

Top Tuga na WS 2014

Eu, amante que sou dos Vinhos do Porto a quem devotei inúmeros posts aqui no blog, fico extremamente orgulhoso de um vinho dessa região, um vinho Português no TOP dessa conceituada lista. O DOW’S Vintage 2007 já tinha recebido 100 pontos da revista e se tornado o “melhor” vintage desse ano e agora ganha esse prêmio com 99 pontos, que beleza e que orgulho deve ser para a família Symington e o simpático Dominic (1º à esquerda) já que o Chryseia também é deles. Esta família que desde 1882 se dedica ao Porto e possui marcas como Graham’s, DOW’S, Chryseia, Warre’s, Quinta do Vesuvio, Cockburn e Altano entre outras, faz alguns dos melhores vinhos da região. Esta semana será de festa nessa casa, tenho a certeza, e só fico imaginando as “garrafitas” que serão abertas nessa comemoração! Fico feliz por ver esse trabalho reconhecido e por ter esta garrafa em minha adega reservada para quando eu fizer meus 75 anos e ele 18, afinal eu respeito a maioridade! Podia esperar mais, porém não se eu aguento, já o vinho eu tenho a certeza que vai beeeem mais longe!!!

DOWs 2011 equipe
Ah, você quer saber quem completou o pódio dos TOP 10 da revista, bem, já que insiste, aqui vai de 1 a 10 > Portugal / Austrália / Portugal / Portugal / Austrália / Itália / França / EUA / Chile e França (rs), para ver detalhes dos vinhos e da premiação, vá até aqui e beba da fonte.

Clipboard TOP 100 WS 2014

Salute e kanimambo, vamos brindar com um bom vinho português hoje?

Patagônia, Chegamos!

Entramos no terceiro dia de nosso “recorrido” pelos terroirs, vinhos e vinícolas argentinos e que grande dia foi! Voo para Neuquen que fica na Patagônia, mas longe dos glaciares! Estamos a mais de 2.000 kms da ponta sul da Argentina, que se diferencia das outras regiões produtoras pois aqui, pasmem, os rios têm água!! Os rios de degelo, Neuquen e Limay se juntam para formar o Rio Negro e através de um sistema de grandes diques a água é gerenciada tornando a região num polo frutífero onde a Pera e a Maçã possuem um destaque especial afora o petróleo e gás que são as principais atividades econômicas.

Uma outra característica que o difere de outras regiões é que por aqui não temos montanhas, é uma planície (entre 300 a 500metros de altitude) ou vales entre rios, então os vinhos de altitude não aparecem por aqui, no entanto o clima possui uma influência grande sobre o resultado dos vinhos, é uma região mais fria de fortes ventos e grande amplitude térmica o que gera vinhos de menor teor alcoólico e maior acidez, vinhos mais elegantes.

Uma outra diferença grande é o pequeno numero de produtores, não consegui obter o numero exato, porém a informação que recebi de uma delas é de quem devem ser umas 26 no total. Essa quantidade de vinícolas tem numa rua de Lujan de Cuyo/Mendoza! rs Bem, brincadeiras á parte, é uma região sem grandes atrativos paisagísticos porém há por aqui grandes vinhos e produtores. Os vinhos brancos mais a Pinot Noir e Merlot, que são mais chegadas num frio, adoram o pedaço e tenho que reconhecer que foram os vinhos que mais me entusiasmaram nesse trecho da viagem. Não que não haja outros belos vinhos e bons malbecs, num estilo diferenciado, mas o destaque para mim são essas uvas.

No avião viemos com o Guillermo Barzi , diretor da Humberto Canale, nossa primeira parada, e um cara muito gente fina a quem demos carona até á bodega pois estávamos indo direto para lá. Confesso, me apaixonei, pela bodega vamos deixar claro! Tudo a ver comigo; lugar histórico com sua cultura preservada, vinhos incríveis, simpatia, um almoço de fogo de chão de lamber os beiços, melhor chegada impossível, que forma de começar essa visita a Patagônia, inesquecível.

A Humberto Canale existe desde 1909 e é não só pioneira na região, já passou daquela fase mais difícil que são os primeiros 100 anos (rs), mas é também uma das mais antigas vinícolas argentinas preservando muito bem sua história, se modernizando porém sem perder o contato com suas raízes. Há tempos que tinha curiosidade de conhecer seus vinhos e me encantei com o que provei e olha que foram bastantes!

Sem querer vos chatear com muitos detalhes, vou destacar alguns desses vinhos, os que mais me marcaram, porém todos os provados mostraram um nível de qualidade muito alto e para nos acompanhar nessa empreitada de dez vinhos o enólogo da casa, Horacio Bibiloni.

Intimo Sauvignon Blanc/Semillon – da gama de entrada, fermenta em separado para posterior blend em que a Sauvignon Blanc é majoritária (cerca de 60%) e parte passa levemente (3 meses) por madeira. De boa estrutura, foi um vinho que me surpreendeu por seu frescor, equilíbrio e complexidade coisas não muito comuns em vinhos de entrada.

Riesling Old Vineyard – uma enorme surpresa esse vinho que é elaborado com uvas de vinhedos muito antigos (1937) . Macio, fresco (particularidade dos vinhos desta zona), uma leve agulha, longo e muito elegante com notas sutis minerais e algo de limonada e maçã verde. Pena que por estas bandas custa o mesmo, quando não mais alto, do que alguns vinhos da Alsácia e Alemanha porque senão certamente apareceria de forma amiúde em minha taça. Gostei muito e não só do vinho, vejam se descobrem porquê?

Canale Riesling Old Vineyard

Os dois Pinots provados foram bem interessantes. O Canale Estate Pinot Noir mostrou boa tipicidade com um leve toque de barrica de segundo uso, boa fruta e muito equilibrado com alguma especiaria de final de boca. Já o Canale Gran Reserva é um belo Pinot com muita expressividade e deixou marcas.

Seus Gran Reservas Cabernet Franc e o Merlot são grandes vinhos que precisam ser conhecidos. Os dois são muito bons, mas o Merlot ganha um destaque especial, pois é muito marcante e fino, o melhor que eu já provei na Argentina. Certamente o Miles, do filme Sideways, não conhecia este vinho quando detonou a Merlot!!

Para não dizer que não falei de malbecs, a minha surpresa ficou com o Canale Estate Malbec (linha intermediária), que possui aromas pouco comuns á cepa, muita fruta fresca e especiarias, elegante com uma passagem de somente 20% em barricas que lhe dá suporte sem marcar o vinho. Muito bom, fino e mais uma bela surpresa.

Bem terminada a prova dos vinhos, lunch time! Parte dos vinhos provados vieram para a mesa, o papo corria solto e a comida de-li-ci-o-sa! Saladas e legumes irretocáveis, morcilla (adoro) muito boa, mas o cordeiro patagônico, meus amigos!!!! Tudo ótimo, gooood wines, e aí o Guillermo nos presenteia com uma das últimas 100 garrafas magnum comemorativas aos 100 anos da bodega, o Centenium. Um tremendo privilégio, um grande vinho digno do momento e uma nova paixão na minha vida, a Humberto Canale. Que bom que sou um homem de coração grande onde cabem muitas paixões!!

Só isso já era um dia cheio, mas lá vamos nós na van de novo, uma soneca de meia hora e chegamos em mais uma grande surpresa da viagem e ainda estamos no terceiro dia!! Del Rio Elorza, guarde esse nome e em especial, busque os vinhos de depois de 2012, porque neles há a mão de um jovem enólogo chamado Agustín Lombroni que possui uma filosofia diferenciada baseado na menor interferência possível, deixando os vinhos contarem suas histórias tal qual são., nem parece que tem 29 aninhos!

Nascida há dez anos, a bodega é boutique com uma produção variando entre 65.000 a 90.000 garrafas ano. Gostei bastante do Cabernet Franc ainda em barrica, bons malbec e Sauvignon Blanc com sur lie de 8 meses, mas caí de quatro mesmo, como a maioria dos presentes, por seu Verum Pinot Noir! O 2013 está divino, complexo, num estilo puro mais puxado para borgonha com menos extração e fruta mais fresca, mas o 2014 que provamos de tanque com uma leve maceração carbônica, foi uma experiência única a conferir depois que engarrafar. Busque no mercado a marca Verum (de verdadeiro) estampada em seus rótulos, vale a pena conhecer.

Ok, back to the van, e lá vamos nós a caminho de Neuquen e do hotel. Acha que acabou, acabou não!! Ainda tinha jantar com a Fin del Mundo. Isso, no entanto eu falo no próximo post quando compartilharei minhas impressões sobre essa vinícola e a NQN. Por enquanto, cliquem na imagem abaixo (para ver o slide show) e viajem comigo, mesmo que virtualmente, por mais essa etapa concluída.

Salute, kanimambo e sigo vos encontrando por aqui.

CAM00770

Salvar

Espumantes, O Vibrante Mundo das Borbulhas

Champagne-Bubbles - Ministry of Alcohol                NOVA DATA 04 de DEZEMBRO

Para mim toda a hora é hora, curto demais esses vinhos cheios de vida que não precisam de nenhuma data especial para habitar minha taça. Aliás, como publiquei à dias, o consumo desses vinhos segue crescendo no mercado Inglês e batendo recordes, porém não é só lá não, por aqui também e cada vez existe mais gente produzindo e mais rótulos novos no mercado. O final de ano está aí, ao dobrar da esquina, e as compras nesta época disparam, mas você sabe o que comprar? Sabe o que é um Prosecco, um Espumante, um Champagne ou um Cava? Sabe as diferença entre os estilos; brut, doce, extra-brut, dry, extra dry, doce ou nature? Lambrusco é espumante?

Visando explorar um pouco desses segredos do mundo das borbulhas, neste próximo dia 27 de Novembro promoverei na Vino & Sapore uma degustação temática onde falarei um pouco dos métodos de produção e estilos do vinho, aplicando na prática a teoria apresentada.

Degustaremos e harmonizaremos com comidinhas, espumantes; brut, doce, extra-brut, nature, rosé e brancos, elaborados pelos métodos Charmat e Champenoise ou tradicional. Serão 8 espumantes no total que serão servidos ás cegas, exceção feita ao doce, para que você possa fazer sua própria avaliação sem a influência de rótulos, preços, origens e produtores.

Provaremos; Champagne, Franciacorta, Cava, Prosecco e Espumantes de origens brasileira, espanhola, italiana e francesa. Quer conhecer mais e desbravar esse mundo das borbulhas facilitando assim as suas compras de final de ano, então faça logo sua reserva através do e-mail: comercial@vinoesapore.com.br ou por telefone (11) 4612-6343. O valor, a ser efetivado antecipadamente no ato da reserva, será de R$120,00 por pessoa. Não deixe para a última hora, venha!