João Filipe Clemente

Uau, Vinhaço!

Tinto Pesquera Reserva Especial 2003, esse é o nome da fera, um grande vinho na minha taça! Recentemente estive numa degustação do produtor promovida pela importadora (Mistral) para apresentação de boa parte da linha deste produtor. Em breve escreverei sobre a prova e comentarei os outros oito vinhos degustados, mas hoje quero compartilhar com os amigos este rótulo em especial, que me seduziu e me deixou de queixo caído!

Pesquera Reserva EspecialFiel ás sua origens, Pesquera sua cidade e Tempranillo sua uva, Alejandro Fernández nos traz essa preciosidade que é somente elaborada em safras muito especiais e a última foi exatamente essa, já com 12 anos! Deste período de tempo passou 30 meses amadurecendo em barricas de carvalho e 48 meses afinando em garrafas, praticamente SETE ANOS!!

Costumo dizer que um vinho sem adjetivos é um vinho sem alma! Pode até ser bom, mas aquele que te empolga, que mexe com tuas emoções, esse tem que ter esse algo mais e este foi farto nos “uaus” que soltei, mostrando uma personalidade muito própria, porém sem perder suas origens, baita vinho. Me lembrei de dois anúncios, um algo mais antigo e outro mais recente e que melhor exemplificam o que senti, Bom de Boca e Me deu Asas, UAU, viajei legal! rs Encantador nos aromas que, cá entre nós, não me preocupei em descobrir e sim me deletei, me deixei levar sem lenço e sem documento, sendo teletransportado para Pesquera del Duero. Para fungar por horas a fio! Na boca é uma explosão de frutos negros, meio de boca algo mentolada, complexo e sofisticado, notas tostadas, baunilha, algo terroso, mais do que beber, é para namorar!

Para quem, como eu, gosta de vinhos do velho mundo já com uma certa idade, é de lamber os beiços. Provei nessa prova alguns ótimos vinhos, mas esse, aí que saudade! Me fez lembrar, mesmo que de regiões diferentes, um Cuñe Gran Reserva 1998 que tomei há alguns poucos anos, vinhos de enorme persistência na memória, onde os grandes realmente mostram seu valor e se instalam por uma eternidade enquanto dure. Cada um tem lá seu gosto e preferências, para mim este “ser” é realmente, desculpem a redundância, para lá de especial !

Aproveitando que dentro de dias também será um dia para lá de especial, eis aí um presente para véio enófilo e apaixonado por vinhos. Salud, kanimambo, seguimos nos encontrando por aqui e, em breve, compartilhando os Frutos do Garimpo!Brinde

 

Gourmetizando em Mendoza

Mendoza não é só terra de boas bodegas e bons vinhos, é terra de bons restaurantes e ótima comida para todos os gostos e preços. Ainda preciso rodar mais pela enorme diversidade de restaurantes desta linda cidade, mas pelo que já rodei posso afirmar que a maioria dos amantes da boa gastronomia certamente se surpreenderão e começo hoje com uma frase estampada no cardápio do amigo Pablo del Rio, chef de primeiro nível e dono de dois restaurantes por lá:

Siete cocinas - No todo lo que comemos

Bem, começo pelo Azafran ,um dos mais midiáticos, bom e quase sempre lotado. Vale muito a pena também, mas há mais! Como gosto de ficar no centro de Mendoza, é por aqui que janto e me esbaldo, eis alguns lugares para você conferir; Nadia O.F. (filial do Urban na Bodega O. Fournier), Maria Antonieta (risotos e pastas), La Barra (carnes) y Ocho Cepas (internacional) são restaurantes top com bom serviço e preços bons comparativamente ao que desembolsamos por aqui em locais do mesmo calibre, alguns até baratos.

Nas bodegas, talvez a maior surpresa gastronômica de todas pois os restaurantes são de primeira e, obviamente, com ótimas harmonizações. Eu sou fã de comer nas bodegas Mendoza 090Casarena, Lagarde, Norton, Melipal, El Enemigo, O. Fournier Urban  e Vistalba. Difícil escolher uma, porém para mim o Osadia de Crear na Bodega Dominio del Plata, pelo conjunto da obra, é meu xodó e sempre termino meus tours por aqui! Certamente haverão outros ótimos restaurantes, tanto nas bodegas como na cidade, que ainda não visitei e alguns dos amigos possam recomendar, mas com esses eu garanto que qualquer viagem a Mendoza você estará muito bem servido e assino embaixo. Aliás, falam muito bem e os críticos elogiam os dois restaurantes do Francis Mallman, o Siete Fuegos e o 1844, a conferir certamente.

Tendo dito isso, deixei para último um restaurante que me encanta por três razões; a qualidade e criatividade dos pratos executados com maestria, o serviço e escolhas de harmonização com uma adega muito especial e diferenciada, a paixão de seu dono! Siete 1Assim como um vinho precisa de alma para se destacar e nos seduzir, da mesma forma um restaurante e um prato. O Siete Cocinas, do amigo Pablo del Rio, é tudo isso e uma tremenda viagem gastronômica pelas diversas regiões argentinas. Vá com calma, sem pressa e curta a viagem, garanto que será inesquecível e estando por lá peça uma das apenas 900 garrafas produzidas (esperando que ainda tanha alguma!) de um vinho chamado Cara Sur com a uva Criolla, algo inusitado! Por sinal, ainda não fui, dizem que seu novo restaurante Fuente Y Fonda, com outra pegada e preços mais módicos, está delicioso e preciso conferir. Aqui as porções são mais avantajadas, lugar mais simples, tipo a casa da vó! As informações colhidas no Trip Advisor são muito boas e recomendam a visita.

Para abrir seu apetite e lhe dar água na boca, compus este vídeo show com algumas imagens tiradas nessas visitas. Boa parte das fotos foram tiradas pelo Ricardo Gaffrée, um gourmet de primeira que possui o blog Amigo Gourmet. Clique no link e leia sua opinião sobre boa parte destes restaurantes mencionados já que esteve junto comigo na última viagem que fiz por lá em Abril passado. Dos pratos mais simples aos mais sofisticados, dos menus degustação de muitos “passos” aos pratos cheios, uma descoberta de grandes e diversos sabores sempre muito bem acompanhados por belos vinhos, Mendoza é um prato e taça cheia para os amantes da boa enogastrônomia. Uma última dica, faça reserva! Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. Em breve Confraria de Vinhos Frutos do Garimpo, aguarde!

200 Grandes Vinhos de 2009 da Revista Gula

Numa participação especial nos 200 destaques do ano 2009 da revista Gula em Janeiro de 2010, emplaquei cerca de 60 vinhos entre tintos, brancos, espumantes, importados e brasileiros. Destes, tomo a liberdade de destacar dez tintos que me marcaram. De lá para cá muitos outros andaram por minha taça, porém esses estão ainda bem vivos e persistentes na memória onde os bons vinhos sempre deveriam estar e não me incomodaria nada de reviver essas experiências!

Gula top 200 de 2009 - jan 2010
Pezzi King Zinfandel – California/USA – vinho que abusou de se dar bem em diversas degustações ás cegas na época em que promovia meus Desafios de Vinho. Paleta olfativa muito intensa e convidativa onde se destacavam toques de licor de cereja, fruta em compota e amoras. Na boca segue intenso, de bom volume de boca, taninos maduros e sedosos, harmônico com um final algo adocicado com coco e chocolate perfeitamente balanceado por uma acidez correta. Belo Zinfandel, de manual!

Casa Marin Miramar Syrah – San Antonio/Chile – famoso e venerado produtor de Pinot Noir, foi este Syrah que me levou ao nirvana na contramão da maioria. De uma elegância e finesse impares, um grande vinho de muita classe num estilo “velho mundista” que não vem do calor, mas sim de uma região fria o que, historicamente, não é o berço desta cepa. São 24 meses de carvalho e mais de 10 meses de garrafa antes que esse verdadeiro néctar chegue a nossas taças. Sedutor é uma palavra deveras limitada para descrever este vinho. É cativante e verdadeiramente empolgante, um vinho exuberante, rico , complexo e pleno de sabores em perfeita harmonia. Aquela pimenta, típica dos bons Syrahs, colocada de forma sutil, suculento, palato fresco, frutado, corpo médio, boa textura, comedidos 13.5% de teor alcoólico, boa acidez e taninos macios em perfeito equilíbrio, um final de boca vibrante, algo mineral e longo, muito longo. Um vinho literalmente soberbo e inesquecível.

Alain Brumont Tannat/Merlot – Gascogne/França – Produtor de vinhos de muita qualidades em Madiran, produz este e um também muito bom branco mostrando que não só de vinhos caros vive a França. Vinho vibrante, nariz sedutor, fruta compotada que convida à boca onde mostra um volume muito agradável, boa textura, corpo médio, bem equilibrado, taninos finos com um final muito saboroso e longo mostrando ótimo frescor.
La Celia Cabernet Franc – Mendoza/Argentina – o primeiro Cabernet Franc a gente nunca esquece, até porque naquela época ainda não era moda e pouca gente conhecia. Tomei refrescado a 16º e o teor alcoólico de 14% estava plenamente harmonioso, não se sentindo em momento algum, uma paleta olfativa atraente algo vegetal com nuances florais, na boca mostra boa estrutura, redondo, taninos sedosos, madeira e fruta em equilíbrio, boa estrutura e um final de média persistência com notas de café moka. De lá para cá muitos outros Cabernet Franc de grande qualidade frequentaram minha taça, mas este foi um marco!

Luis Pato Vinha Barrosa – Bairrada/Portugal – Doze meses em barris de carvalho seguido de mais seis em pipas de 650 litros , o vinho se apresenta macio e aveludado na boca mostrando uma personalidade muito própria e uma tremenda elegância pouco esperada num 100% baga tão novo (4 anos na época). Boa paleta olfativa com aromas florais e algo de eucalipto, na boca apresenta fruta de boa concentração, mas sem os exageros novo mundistas, fresco, algo de salumeria, expressivo mostrando grande harmonia com um final de boca longo e saboroso. Não é à toa que o Luis Pato ganhou o apelido de Domador da Baga e Mestre da Bairrada, tudo isso está escancarado neste que, a meu ver, segue sendo um de seus melhores vinhos!

Odfjell Orzada Carignan – Maipo/Chile – para sair da mesmice (Carmenére / Cabernet) da região, um dos meus Chilenos de gama média preferidos, elaborado com uvas extraídas de videiras de Carignan com mais de sessenta anos e uma parcela de Cabernet Sauvignon. É um vinho clássico de muita finesse, taninos finos e sedosos, bom corpo, cheio, rico em aromas de boa fruta vermelha madura com nuances de chocolate e baunilha num final de boca extremamente agradável e saboroso. É um vinho guloso e diferenciado, saindo fora das tradicionais cepas chilenas, que me encantou na época e segue me encantando. Hoje existem outros diversos ótimos rótulos, a maioria mais caros, porém este segue sendo um de meus preferidos, até em função de preço.

Angheben Teroldego – Encruzilhada do Sul/RS/Brasil – Vinho diferenciado produzido com uma cepa pouco conhecida no Brasil. Violáceo na cor, nariz de frutos negros em compota, algum chocolate e baunilha fruto de uma madeira bem aplicada que só ressalta e dá complexidade a um conjunto olfativo sem muita intensidade, porém muito elegante. Na boca é carnudo, ótimo volume de boca, equilibrado, taninos macios, rico com um final de boca muito saboroso invocando especiarias e algum tostado. Vinho gostoso, untuoso, para quem busca sabores e sensações diferenciadas.

Santo Emilio “Leopoldo” – São Joaquim/Santa Catarina/Brasil – Um assemblage de Cabernet Sauvignon com Merlot muito bem feito, saboroso, bom volume de boca, ótima estrutura, taninos aveludados que abrem bem em taça mostrando bastante equilíbrio com uma acidez muito boa e balanceada que chama comida. Um vinho de muitas qualidades que deve surpreender muita gente em degustações ás cegas. Recentemente participei de uma degustação às cegas com mais 20 rótulos de diversos países e faturou! Que bom que se manteve, quiçá até melhor.

Estes dois últimos são para os abastados! rs

Castello del Terricio – Toscana/Itália – Inusitado para a região, um complexo corte de Syrah/Mouvédre e Petit Verdot, um vinho muito longo que, mais que persistir no palato, persiste na memória. Estonteante, um vinho literalmente construído em camadas, de enorme complexidade, grande estrutura, grande riqueza de sabores que inebriam o palato com ondas de prazer. Um deleite hedonístico com uma personalidade muito própria e de longa guarda. Pena que falta din-din, mas aceito presentes de viagem!

Viña Sastre Pago Santa Cruz – Ribera del Duero/Espanha – um grande produtor da região! Encorpado, harmônico extremamente saboroso, complexo, taninos aveludados, licoroso, terroso com um final em que aparecem especiarias, algo de baunilha e frutos negros com enorme persistência. Vinho de grande classe elaborado com uvas de vinhedos velhos com mais de sessenta anos que aportam grande complexidade e caráter ao vinho. Mais um vinho que abrir antes de meia dúzia de anos, no mínimo, é cometer infanticídio!

Recordar é viver e certamente não reclamaria nem um pouco poder ter a oportunidade de os ter na taça novamente. Uns mais em conta, outros mais caros, mas sempre na busca da diversidade, de sair da mesmice, de buscar novos sabores e extrapolar os limites de sua zona de conforto! Não os conhece? Bem, então serão mais alguns rótulos para você conferir e se quiser mais, bem aí não tem como não vir a Salta/Argentina comigo no feriado da Independência! Uma viagem para quem gosta de se aventurar por novas fronteiras na busca por novas experiências, vem comigo vem! Estas oportunidades são raras, tem que aproveitar.

Vinho & Humor

Bom dia! Neste fim de semana descobri meu alter ego, rs, a Aunty Acid! No face publicarei um monte de tiras dela, são de doer, mas decido hoje começar a semana com algumas sacadas dela falando de vinho! Pena que ela só fala inglês!! rs Amanhã volto Falando de Vinho.Uma ótima e alegre semana para todos, cheers e kanimambo.

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wine & Vitamins

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Presente de Dia dos Pais

Acordei inspirado e me lembrei que Dia dos Pais está aí, no dobrar da esquina a menos de 15 dias de distância, não vai esquecer né?! É, digo isso porque Dia das Mães cai em Maio, verão, mês das Noivas, e é o segundo melhor dia de faturamento para o comércio, já o dos pais?!! Agosto, inverno, mês do cachorro louco! Toda a Sexta treze é dia de azar, se cair em Agosto, então, é puro mau agouro!! Pai é tão desprestigiado que seu dia cai em meio ao período de liquidação. Pois bem, foi neste malfadado mês que decidiram instituir o Dia do Pais, sacanagem gente!!! rs Brincadeirinha gente, só para quebrar o gelo e lembrá-los de caprichar no presente. Nóis merece!fathers-day-sign

Já elaborou sua listinha ou já pediu para seu pai a fazer? Nããão!!! Ó, aqui vai uma dica para os pais mais novatos ou de primeira viagem, listinha é essencial! É, eu sou pai velho, por sinal, de três que cresceram e se tornaram pessoas muito especiais de que me orgulho muito. Aliás, já sou até avô então a dica é de Pai com experiência! Aqui em casa tem listinha, e se não tiver, ó, está perdendo, depois não reclame da caixinha de lenços, meias, chinelos ou pijama que ganhou pela enésima vez! Difícil é elaborar essa listinha em função da enormidade de opções disponíveis e, por outro lado, ninguém acredita que você ficará feliz com “mais” um vinho.

Aí, matutando com meus botões, me lembrei, novamente, das Mães! Quer fazer uma mulher feliz, presentei-a com um par de sapatos. Quer fazê-la duplamente feliz? Dê-lhe dois pares de sapatos!!rs De acordo com uma amiga enófila, pode ser também um par de sapato e um vinho! Essa reflexão me fez recordar de uma famosa e profunda frase dita por um desconhecido sábio, “o vinho é a vingança masculina aos sapatos da mulher”, que, apesar de não explicar, serve de embasamento para meu conselho de presente para o Dia dos Pais neste e em todos os próximos anos se seu pai, obviamente, for um apreciador.

Não sei para vocês, mas aqui em casa não falta espaço para tantos e interessantes rótulos disponíveis no mercado, sempre se arruma um cantinho para mais umas garrafas, questão de jeitinho! Falta de espaço nunca foi problema para as mulheres e seus sapatos, então, até porque também somos criativos, não será para nós pais. Mais uma coisa, todo o apreciador tem lá sua famosa “Wish List” com verdadeiros objetos de desejo. Deixe-a, como quem não quer nada, impressa em cima da mesa.

Ah, mas você é o filho(a) que vai presentear o pai que, inadvertidamente, não fez sua listinha? Bem, então veja se desenvolve a criatividade e, se ele aprecia vinhos, nada de meias, pijamas, gravatas ou cuecas vá direto no néctar! Existe um mundo de rótulos, livros e acessórios que seu velho certamente curtirá, o importante é manter em mente que, sua presença é obrigatória e presentei-o com o que ELE gosta, por mais absurdo que isso lhe possa parecer. Preste atenção no que ele toma ou tem guardado. Não prestou atenção não é? Pecado, e pior, ele não tem nada guardado nem “esqueceu” sua wish list sobre a mesa! Bem, neste caso, pense um pouco em sua personalidade e jeito de ser.

É do tipo clássico e tradicional? Neste caso seja mais conservador, vá de rótulos do velho mundo; Espanha, França, Itália ou Portugal ou da origem/uva que ele sempre compra, só mude o rótulo.

O velho é do tipo inovador, inventivo, sempre buscando coisas novas e provando novidades? Então vá de vinhos de regiões diferentes como Hungria, Grécia, Líbano, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul ou, talvez, alguns vinhos da nova região produtora no Brasil, Santa Catarina, e vinhos de cepas menos comuns elaborados nos países vizinhos como um Bonarda, Carignan, País, Petit verdot, etc..

Nem lá nem cá? É chegado mas não fissurado? Nesse caso jogue no seguro, vá de vinhos de nossos vizinhos Chile, Uruguai e Argentina ou, ainda, um dos bons rótulos nacionais.

As opções são enormes, basta procurar comprar numa loja especializada de sua confiança! Não tem uma, bem minha sugestão fica então para que você garimpe aqui no blog, tem dica para dedéu! rs Não quer dar vinho? Tudo bem, que tal; livros para ele se aprofundar no assunto, uma caixa de boas taças, uma adega climatizada, acessórios que facilitem o manuseio, serviço e conservação do vinho ou um curso básico de vinhos? Melhor ainda, faça o curso junto! Ah, tá com uma sobra, quer caprichar, então que tal uma viagem enogastronomica?

Enfim, opções é que não faltam, basta querer e usar de sua imaginação. Para todos os bolsos e todos os gostos, há de tudo no mercado, basta garimpar um pouco, também não vai querer tudo de mão beijada, não é?! A parte principal do presente é o esforço em correr atrás, do tempo que você gastou buscando algo que o faça feliz, não o valor em si, mas o fato de que você se esforçou para satisfazê-lo dando-lhe mostras de seu imenso amor, só não deixe para a última hora e por isso o post hoje, dois fins de semana antes para que você não diga que não teve tempo!

Agora, a crise tá brava não tá dando para comprar nada. Bem nesse caso vai aqui mais uma dica no pé do ouvido, pai adora um carinho! É, sério, não é sacanagem não, especialmente pai velho! Ele, que nasceu há dez mil anos atrás, não tem nada neste mundo que ele goste mais do que um abraço, um beijo carinhoso e um valeu velho!! Nesse dia ele até se deixa chamar de velho numa boa, mas que pare por aí, ok? Tá longe, liga, pega um busão, mostre que você se importa e valorize o dia mesmo sendo em Agosto, fazer o quê!

Seu velho não está mais por aqui, aí fica mais complicado mas também tem solução. Nesse dia abra uma garrafa do vinho que ele mais curtia em sua homenagem. Se tiver irmão/s, juntem-se e façam isso juntos, garanto que, se der para ele ver, isso o deixará imensamente feliz apesar da distância!

É isso e curti demais escrever este post hoje. Quero finalizar com uma dica mais séria para todos que são pais; não basta participar, tem que dar o exemplo! Pensem nisso e semana que vem tem mais, aguardem. Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí, nas esquinas desta nossa incrível vinosfera.

Sacando a Rolha de Vinhos da Crise

A Confraria Saca Rolha se reuniu para sua 47º reunião tendo como objetivo degustar vinhos da crise! A inspiração do tema veio de uma matéria lida num site de loja nos Estados Unidos quando há alguns anos montaram uma degustação de “Recession Wines” (abaixo de USD10). Nas confrarias é natural que os patamares de preço e qualidade subam com o tempo, afinal essa é sua essência, então quando propus este tema o Uncorking-Old-Sherry-Gillrayprimeiro impacto foi surpresa, porém todos rapidamente toparam o desafio de um choque de realidade e na hora toparam, afinal há vida nos rótulos mais em conta?! Há tempos que falo disso aqui e afirmo, sem hesitação, que sim, só que o garimpo é maior. Cada um teve seus preferidos, eu também, que podem ser diferentes um dos outros, porém nossa porta voz é a amiga Raquel Santos cabendo-lhe a missão de colocar na tela e compartilhar com você o resultado de nossas aventuras pelos caminhos de Baco, então fala aí Raquel, o que você achou?

Estamos vivendo tempos difíceis e até o governo já admitiu que este ano será marcado pela crise econômica, onde a adaptação é a palavra de ordem. Saber se preparar é o primeiro passo para garantir a sobrevivência. Não importa que sacrifícios isso possa envolver, mas uma coisa é certa, se você quer se preparar para a crise de 2015/16, a primeira providência é reduzir a todo custo seu grau de endividamento.

Ninguém deixa de tomar banho porque a água está escassa nem pára de comer porque os preços dos alimentos estão pela hora da morte. Nós, amantes dos vinhos, acreditamos que esse consumo regular e cotidiano, não é uma prática supérflua e desnecessária. É um hábito que adquirimos inicialmente por puro deleite e prazer, mas com o passar do tempo e ganho de conhecimento, descobrimos que além disso, trata-se de uma bebida que complementa a boa alimentação trazendo muitos benefícios à saúde.

Em tempos de vacas magras seria prudente revisar nossos padrões de consumo de vinho sem que seja necessário eliminá-lo. Pensando nisso, a ideia de juntarmos vinhos a preços razoáveis e com qualidade, pareceu-nos uma reflexão bem proveitosa tanto para nós como para outras pessoas que evitam o seu consumo apenas pela questão do preço.

A escolha dos vinhos foi baseada na relação qualidade x preço x prazer selecionada pelo João, devendo ficar numa faixa de preços entre 50 e 70 Reais. Foram eles:

Gouguenheim Bubbles Rosé– Um espumante argentino da região de Mendoza.
Elaborado com a casta Malbec, tem uma bela tonalidade rosada. O rótulo indica a categoria Extra Brut (3 a 7g/l ), porém percebe-se um leve residual de açúcar que não chega a incomodar pois tem acidez equilibrada o que, por outro lado, evidencia uma agradável presença de frutas silvestres frescas. Preço: R$67,00.

William Fèvre Espino Pinot Noir 2012 (Chile) – A vinícola, que leva o nome do enólogo da Borgonha, já indica um estilo de vinificação tradicional francesa, porém com sotaque chileno. O Espino-Pinot Noir, é um típico Pinot do velho mundo (de menor extração), com muita mineralidade, frutas e bom equilíbrio entre a acidez, taninos e corpo. Leve e agradável. Preço: R$63,00.

Domaine Perrin La Vieille Ferme (França) – Um vinho simples mas muito bem feito. Da região do Rhône, pode-se dizer que é aquele vinho “pau pra toda obra”. Fácil de beber, sozinho ou acompanhado por aperitivos ou uma refeição. Destaque para sabores de frutas vermelhas (morangos e cerejas) e especiarias doces (canela, funcho). Preço: R$65,00.

Bodegas Staphyle Gea Malbec 2010 – Argentino, da região de Lujan de Cuyo. Aromas discretos que crescem com tempo na taça ( frescor de mentol, eucalipto). Na boca mostrou-se denso, cheio de frutas, chocolate e notas animais (couro). Um típico Malbec dessa região. Preço: R$59,00.

Vinhos da crise

Canforrales Tempranillo Clássico 2013 – Espanhol, da região de La Mancha. Mostra bem a tipicidade da uva e da região: Nariz seco e amadeirado com final terroso e ervas aromáticas. Na boca mostra corpo médio, sabores bem integrados e equilibrados. Preço: R$ 51,00.

Hécula 2011 – Espanhol, da região de Yecla. Feito com a uva Monastrell que é típica do mediterrâneo, e na França é conhecida como Mouvèdre. Tem um caráter bem mineral que lembra carvão e brisa marinha. Com taninos fortes, foi o mais equilibrado de todos. Corpo frutoso e erva verde bem aromática. Preço: R$65,00.

Pérez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2012 – Valle do Maipo, Chile. Bom corpo, frutado, correto. Apesar de ser elaborado por um bom produtor no Chile, foi o que menos agradou. Talvez pelo álcool evidente e a falta de tipicidade que lhe daria mais personalidade. Preço: R$66,00.

Uma questão que devemos sempre levar em consideração quando escolhemos um vinho, é saber quem o produz. Fazendo uma analogia à indústria automobilística, quando queremos comprar um carro e temos várias opções de fabricante, escolhemos um que por alguma razão nos dá a segurança de qualidade e entre seus produtos escolhemos um que esteja de acordo com a nossa necessidade e que podemos pagar, certo? Por exemplo: Se acredito que um “Volkswagen” é uma boa marca de carros posso escolher desde um Gol 1.0 até um Touareg 4×4 turbo. Ou se prefiro um “Ford” tenho a opção de um Fiesta 1.0 até um Ford Ranger Automático. Com vinhos não é muito diferente. Um bom produtor tem uma gama de vinhos que vai desde os mais simples, para o dia a dia até os tops de linha para ocasiões especiais ou mesmo para aqueles que podem comprá-los.

Uma das boas lições que se pode extrair de uma crise é que com criatividade e conhecimento de causa podemos adaptar as necessidades individuais ao respectivo bolso. Estar aberto a novas sugestões e mudanças é um sinal positivo que impulsiona o desenvolver da vida cotidiana. De resto, como já dizia o Superman: “Up, up & away!

Pelo andar da carroça já, já vamos montar uma de até R$50,00 e certamente vamos descobrir bons rótulos aí também, aliás já os tenho, o que só vem demonstrar que há bons vinhos nas mais diversas faixas de preço, só precisa garimpar com mais cuidado e são mais raros. Por outro lado, o tradicional é que aos confrades tomem no seu dia a dia, fim de semana ou momento de celebração, vinhos num patamar de preço algo mais baixo, então o exercício foi muito proveitoso. Aproveito para dar uma dica, prove e conheça os rótulos de entrada de um produtor. Se os vinhos forem bons, suba a escala numa boa pois o porto é seguro e nesse produtor fica certamente mais garantido o investimento em rótulos algo mais caros. Saúde e kanimambo!

Salta, Visitando os Verdadeiros Vinhos de Altitude Argentinos. Vem Comigo!

É gente, uma viagem única que se inicia dia 3 de Setembro e termina dia 8! Para Mendoza, que adoro, tem até voo direto agora, é bem mais fácil de ir a qualquer hora e no inicio de Novembro estarei com uma nova viagem para lá, aguardem! Salta é diferente, pois não basta ia a Cafayate! Tacuil e Colomé são visitas obrigatórias para quem quer conhecer vinhedos dos mais antigos e mais altos do mundo, 2650 metros de altitude e a bodega mais antiga da Argentina. A Van nos pega no aeroporto e nos deixa no aeroporto depois de mais de 600 kms rodados entre as diversas regiões e bodegas, não dá para fazer isso solo ou em três ou quatro pessoas, por isso eu ter montado esta viagem.Me apaixonei pela região quando por lá estive em 2012, parte dos cerca de 5.000 quilômetros percorridos em terras argentinas desbravando regiões, vinhos e bodegas!

A partir de terça o roteiro detalhado com links para hoteis e bodegas já estará pronto, mas quis já colocar este “SAVE THE DATE” para que você possa se programar. Quem já viajou comigo sabe que os roteiros e detalhes são esmerados e não fugi à regra neste, com visitas especiais e sempre vinhos de primeira linha baseado nos rótulos que já conheço e selecionei em conjunto com os enólogos de plantão por lá. Um roteiro por paisagens diferentes, quase lunares, passando por picos de mais de 3400 metros de altitude, altiplanos, vales e vinhedos obviamente!

Serão seis dias de viagem com um grupo pequeno, entre 10 a 12 pessoas:

São Paulo/B.Aires/Salta dia 3 de Setembro, bem cedinho para aproveitar lá!
Salta > Molinos – Bodega Tacuil (RD) dia 4 (com almoço)
Bodega Colomé dia 5 (com almoço)
Colomé>Cafayate – Bodeka Tukma dia 5 degustação e jantar (Tolombon/Cafayate)
Dia 6 – El Esteco degustação – Almoço e degustação na El Porvenir – Final de tarde na San Pedro de Yacochuya com degustação.
Dia 7 – Salta/Buenos Aires – Final de tarde com assado exclusivo e degustação na vinoteca JÁ de meu amigo Joaquin Alberdi, o embaixador do vinho argentino!
Dia 8/09 – Livre em Buenos Aires com retorno ao Brasil às 19:30

Cinco noites, três almoços, dois jantares, degustações top, van acompanhando toda a parte terrestre, aéreo, hoteis, total USD2.450,00.Quer ter um gostinho de por onde passaremos, clique na imagem e veja o vídeo show que preparei. Até semana que vem!

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Casarena, Surpreendente Bodega!

Surpreendente não pelos seus vinhos, que já mencionei aqui e cas0 tenha interesse em rever digite Casarena em pesquisa (search), mas pelo complexo Casarena 1como um todo. A Bodega, a paixão de quem nos recebeu e já mencionei em meu post Vinhos com Alma, a refeição, nossa experiência na criação de um blend próprio e grandes vinhos obviamente! Depois da “grande” Achaval Ferrer foi a cereja no bolo e o final de um dia incrível!

Para começar fomos recebidos com uma taça do surpreendente e saboroso Ramanegra Extra-brut elaborado pelo método charmat, porém eles já trabalham num rótulo champenoise do qual provamos algo do vinho base ainda no inox. Fruto de um inusitado blend de Chardonnay, Viognier e Sauvignon Blanc, é um espumante de boa intensidade aromática, fino e fresco, sedutor tanto no olfato como no palato, com boa perlage e persistência. Uma grata surpresa que não vem para cá, mas que o importador deveria analisar trazer, eu me encantei com ele e trouxe na mala, mas já acabaram! sniff!!

Após uma breve visita à bodega, fomos para uma sala exclusiva onde tivemos o prazer de praticar um exercício diferente, desenvolver um blend próprio. Na mesa, pipetas e três garrafas de vinho base todos de Agrelo; Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot. Cada dupla desenvolveu sua sensibilidade provando primeiro cada vinho individualmente e depois montando seu blend sendo que a maioria optou por um protagonismo do cabernet que realmente estava muito bom. Super divertido e um exercício muito bacana que já tive o prazer de montar, de forma algo mais lúdica, em uma de minha degustações ao montarmos cortes bordaleses, sempre uma ótima e divertida forma de desenvolver nosso conhecimento e aguçar nossos sentidos. O ganhador (batizado com o nome de September) foi escolhido pelo grupo ás cegas, pois de cada rótulo foram feitas duas garrafas, uma para a prova e a outra para a dupla que elaborou levar para casa.

Já embalados a esta altura do campeonato, nos dirigimos ao restaurante para uma deliciosa e muito criativa refeição harmonizada com menu degustação de seis pratos. Afora os vinhos relacionados, ainda tivemos o privilégio de provar dois vinhos top adicionais. De forma reduzida e concisa , eis meus comentários:

  • 505 Chardonnay – levemente amadeirado, fresco, um vinho muito agradável de uma linha de gama de entrada.
  • 505 Rosé de Malbec com Cabernet Franc – o mercado não é muito chegado em rosés, mas eu gosto e este me encantou, sedutor e muito saboroso.
  • Ramanegra Blend – um de meus vinhos favoritos, junto com o Cabernet Sauvignon, que a Bodega produz. Gama média alta, boa complexidade, meio de boca muito rico, um vinho muito agradável, quase tanto quanto o September! Rs

Para completar tivemos o privilégio de tomar os 4 vinhos top da casa, os Single Vineyard:

  • Lauren’s Malbec – de Agrelo, mais robusto e maior estrutura, um Malbec mais clássico e de muita categoria.
  • Jamilla’s Malbec – de Perdriel, potência e elegância em perfeita harmonia, um vinho marcante! http://www.falandodevinhos.com/2014/04/17/hoje-e-dia-mundial-da-malbec-resultado-do-desafio-as-cegas/
  • Lauren´s Cabernet Franc – de Agrelo, a uva da moda na Argentina, a Cabernet Franc com todo o seu esplendor e mostrando aqui a virilidade do vinhedo que já produz um Malbec bem robusto. Muito jovem (creio que foi 2012 que provamos), um belo vinho de guarda, que deve crescer ainda mais dentro de uns três a quatro anos.
  • Lauren´s Petit Verdot – mais uma vez o berço fala mais alto, vinhaço! Boa tipicidade da uva, encorpado, vinho para guardar devendo atingir todo o seu esplendor com uma meia dúzia de anos nas costas. Se for servir agora, 2011/2012. Aeração de uma horinha vai bem ou umas três passagens pelo magic decanter quem o tiver.

Quanto ao almoço, sugiro dar uma olhada aqui, no blog do Ricardo Gaffrée (Amigo Gourmet) que nos acompanhou e é fera em gastronomia! Por sinal, as fotos dos pratos no vídeo show abaixo, são dele. O que posso dizer, dentro de meu limitado conhecimento técnico gourmet, apesar de um apaixonado por essa arte, é que o menu é bem criativo e executado com esmero resultando num complexo leque de sabores que harmonizou muito bem com os vinhos servidos, recomendo. Bem, por hoje é só e na semana tem mais, kanimambo pela visita, saúde e seguimos nos encontrando por aqui lembrando que dia 23/07 tem degustação de Uvas Pouco Comuns! Boa semana e curtam o video show abaixo.

Que Bela Segunda-feira em Mendoza!

Estava demorando, mas finalmente voltei a Mendoza para falar um pouco mais da incrível viagem que fiz em Abril com o grupo Huuuuummmmm! É, cada grupo com que viajo escolhe um nome e não preciso dizer do porquê deste né? A cada taça uma surpresa e huuuummmm! rs Bem, mas vamos lá a um belo inicio da semana e nosso terceiro dia de viagem.

Falar de Achaval Ferrer é chover no molhado. A mais premiada Bodega mendocina dos últimos anos com nada mais nada menos do que cinco dos dez mais pontuados vinhos argentinos na Wine Spectator. Há vinhos em seu portfolio em que se necessita de 4 plantas para gerar uma garrafa de vinho e seu processo de “raleio” que reduz a produção através da eliminação de cachos é enorme beirando os 40% para os vinhos “normais” chegando a 80% para os top! Qualidade é o nome do jogo aqui e isso tem seu preço, obviamente, porém justificável. Tudo isso numa Bodega que não tem 10 anos, de tirar o chapéu não?

Iniciamos por uma “cata” em barricas onde provamos três de seus vinhos Malbec TOP de linha quase prontos; Altamira (vinhedo de altitude mais alta), Mirador (vinhedo mais baixo) e Bella Vista (vinhedo intermediário) onde a bodega está instalada. Soberbos, mas eu sigo apreciando mais o Bella Vista entre esses vinhos top, mesmo que o Mirador 2006 tenha sido um dos Malbecs de que mais gostei até hoje.

Quimera 2008De volta à sala de degustação, provamos outros rótulos entre eles o Malbec Mendoza, o ‘básico’ da casa que já é um tremendo vinho, o delicioso e, a meu ver, a melhor relação Qualidade x Preço X Prazer que eles produzem, o Quimera! Um blend que extrapola todos os preceitos do nome pois é um sonho alcançado, um vinho de enorme prazer na taça! Ainda ontem abri uma garrafa da safra 2008 que trouxe de lá direto da adega deles para a minha, sem rótulo mesmo. Vibrante na boca, complexo, cheio de vida, ótimo volume, taninos finos, um vinhaço que realmente me encanta fruto de um blend de malbec, cabernet Sauvignon, merlot, cabernet franc e, nem sempre presente mas neste 2008 deu o ar de sua graça, um toque de Petit Verdot. Para variar, sempre peço isso, terminamos a degustação com seu Achaval Dolce de Malbec que não é um Late Harvest e sim um Passito, influência direta do enólogo que dispensa apresentações, o Roberto Cipresso. Adoro esse vinho e creio ser uma ótima forma de terminar um momento desses, só faltou um queijinho! Indo a Mendoza, não dá para perder e da próxima vez vou armar uma degustação especial por lá, uma vertical de um de seus ótimos vinhos e já tenho algo em mente, aguardem, quem sabe em Novembro! Como já detalhei os vinhos em minha cobertura da última viagem, não quis ficar repetindo aqui, mas se desejar dê uma passada por aqui.

Menção honrosa a seus bons azeites, especialmente o Arauco, só vendidos lá devido à pequena produção. Bem, terminamos a visita a Achaval e pé na estrada para nossa próxima parada que já sei que será longa pois armei um montão de atividades por lá! Vamo, que vamo, hora de Casarena, uma bodega que poucos conhecem, mas é imperdível. Ótimos vinhos e um restaurante de primeira abençoados por uma paisagem que nos deixa sem palavras. Na semana que vem falo dessa experiência, mas por enquanto, clique na imagem abaixo e curta o slide show da visita à Achaval. Um ótimo fim de semana e kanimambo, sempre!

Achaval Taça - Foto Roberto - Show

 

 

2.5 Milhões de Page Views – Maningue Kanimambo!

Kanimanbo

Muito obrigado a todos que desde Dezembro de 2007 me receberam tão bem e me prestigiaram com seus acessos. As atribulações do dia a dia nem sempre têm me permitido retribuir adequadamente vosso apoio, mas mesmo assim são uma média de 1300 page views diários, baita responsa! Só de seguidores estou quase chegando nos mil, uma baita honra, e espero seguir sendo digno de contar com vossas visitas. Por sinal, para o milésimo a subscrever o site haverá uma surpresa!

Ao deixar de ser trader internacional e executivo de comércio exterior depois de 30 anos de labuta, me dediquei a compartilhar o pouco que aprendi nesta vinosfera, minha experiências, meus erros e meus acertos enogastronomicos com o propósito de divulgar a causa de Baco. De Baco, de nós consumidores, não de uma indústria especifica, de uma origem ou de um produtor ou importador especifico. Aliás, faço questão de não carregar nenhum banner deles já para evitar percepções equivocadas, minha independência é essencial e não abro mão dela, jabá aqui não rola! Por sinal, sigo buscando anunciantes em outros setores, ou coligados, o que ajudaria na evolução do site. Se alguém tiver interesse, sou todo ouvidos! rs

Posteriormente abri minha loja, uma extensão de minha sala, na Granja Viana, onde coloco em prática tudo o que escrevo sobre garimpo, a Vino & Sapore. Lá, disponibilizo a diversidade e rótulos com boa relação Qualidade x Preço x Prazer, em todas as faixas de preço, que encontro por aí. Complicada essa vida de comerciante; concorrência desleal de tudo o que é lado, contrabando, baixas margens, impostos na casa do chapéu, enfim faz parte da escolha que fiz. A presença na loja me tem impossibilitado participar de muitos eventos fora, mas mesmo assim experiências se acumulam e sempre que consigo aqui as compartilho com vocês, novos e “velhos” leitores e amigos.

Curto administrar e montar confrarias, curto montar e administrar cartas de vinho, curto montar degustações com os mais diversos temas, curto demais explorar a imensidão do complexo universo enogastronomico quebrando preconceitos e paradigmas, descobrindo novos sabores! Curto as minhas viagens enogastronomicas com a Wine & Food Travel Experience, projeto recém retomado depois de quase dois anos da perda irreparável de minha saudosa sócia e motor motivador desta parceria a amiga Inês, e ainda busco um parceiro operacional para alçar voos mais altos nessa área.

Curto demais quando o pensamento consegue se traduzir em alguns textos interessantes que aqui publico, mas num país cada vez mais complicado de se ganhar o pão de forma honesta e coerente, há que se buscar novas formas de buscar ganhar nosso sustento e em breve haverão novidades.

A todos os que de alguma forma contribuem para que eu ainda esteja por aqui e por aí nos mais diversos caminhos de nossa vinosfera, fica aqui o meu muito obrigado (Maningue Kanimambo). Este site segue sendo um dos mais lidos neste segmento no Brasil, que responde por 80% dos acessos, mas tem mais! Dos Estados Unidos vêm 7% dos acessos, seguido de Portugal com 4%, Argentina com 2%, Chile e França mais 1% cada e os restantes 5% se dividem entre mais 15 países. Merci, Thanks, Danke, Gracias, Grazzie, tudo é Kanimambo!

Nesta Sexta, mais uma etapa de minha última viagem a Mendoza em Abril com o grupo Huuuummmm! Até lá e semana que vem falo com vocês sobre a viagem que elaborei para Salta na Argentina em Setembro, é meus amigos, há vida para além da linda Mendoza!!