João Filipe Clemente

Noticias de Nossa Vinosfera!

JFC - Hats Off 007A Zahil completa 30 anos, motivo de celebração, especialmente no Brasil onde a vida das empresas tende a ser algo curta, especialmente neste ramo. Por isso esta divulgação, reconhecimento a um trabalho bem feito por gente de bem. Eis a mensagem recebida que agora transmito, tirando o meu chapéu para essa gente guerreira.

“O início da caminhada foi em 1986 com a importação de alimentos e enlatados. Em 1999 passaram a se dedicar exclusivamente à importação de vinhos de alta qualidade e, desde então estabeleceram rigoroso critério de seleção de vinhos assumida por uma competente equipe técnica.
Hoje contam com 50 funcionários, 4 distribuidores exclusivos e uma rede de distribuição nacional que permite que seus vinhos sejam encontrados em mais de 2000 restaurantes, empórios, lojas especializadas e supermercados, além da loja em São Paulo e um e-commerce dedicados ao consumidor final.
Sobreviver por tanto tempo enfrentando crises, criando oportunidades e alcançando o reconhecimento dos profissionais é um verdadeiro triunfo que motiva a seguir em frente.”
Zahil 30 anos 1

Bueno Paralelo 31 safra 2013 com a mão de Roberto Cipresso chega agora ao mercado. aliás, não só o Paralelo como também o Pinot Noir. eis o que a Bueno Wines tem a dizer sobre os vinhos.

Produzidos na região do Seival, Campanha Gaúcha, os vinhos chegam para harmonizar com as temperaturas mais amenas esperadas para essa época do ano, quando dias mais frios pedem vinhos tintos e mais encorpados.

Na safra de 2013 o winemaker da vinícola, o italiano Roberto Cipresso, cuidou das fases finais do processo de produção, como o planejamento do assemblage, a definição final e o engarrafamento. “O ano de 2013 foi bastante regular e interessante, com uma Primavera chuvosa e um Verão quente e tranquilo, assim a boa disponibilidade de água permitiu uma maturação equilibrada das uvas”, comenta.

Segundo Cipresso, a nova safra do Paralelo 31 foi elaborada com corte de 50% Merlot, 42% Cabernet Sauvignon, 8% Petit Verdot. “A Merlot é a uva que se apresenta mais adaptada para o território da Bellavista Estate, e dá mais continuidade e coerência a todo o projeto da vinícola”, diz.

A característica do Paralelo 31 é de um vinho potente, equilibrado, com notas balsâmicas. Apresenta aromas de frutas maduras de casca escura, notas de tosta e de tabaco. Acompanha bem carnes, como porco, e queijos fortes como o gorgonzola.

Já o Bueno Bellavista Estate Pinot Noir é um vinho elegante, com aromas frutados e leve complexidade adquirida pelo estágio em barris de carvalho. É elaborado 100% com a Pinot Noir. Acompanha muito bem todos os tipos de carne, legumes, frutas e queijos como o brie.”

Bem, agora cabe-nos conferir e eu fiquei mesmo é ligado no Paralelo 31 já que tem 8% de Petit Verdot, essa casta mágica que faz milagres nos blends!

 

NATUREBAS 2016 – A Lis e o Ramatis vêm investindo forte neste segmento de mercado em seu bonito recanto no Itaim, Enoteca Saint-Vin-Saint, que vale a pena conhecer., mesmo que você não seja um devoto dos naturebas. Para quem é, no entanto, e para quem tem curiosidade em conhecer, certamente um evento imperdível!

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Eis o release recebido deles e passando por lá certamente também deverás poder encontrar o Didu, afinal não só é da família como é “promoter” dos vinhos puros!
“Já na quarta edição, quem veio, sabe. Quem não veio, não sabe o que está perdendo.
Vinhos naturebas do braza e do mundo. música ao vivo. Vendas direto do produtor. Um monte de gente muito interessante. Um caos divertido e ébrio, só com gente que se interessa pelo tema. Produtos orgânicos e agroecológicos. Comidinhas lá na enoteca pra amenizar a embriaguês.
 
Lá na Enoteca? Pois é. Tivemos tanta procura nos últimos anos que tivemos que passar a Naturebas para um local maior (um espaço de eventos beeem na frente), portanto a Enoteca ficará aberta para alimentar os famintos e embriagados enquanto a feira corre solta do outro lado da rua.
 
A IDÉIA DA NOSSA FEIRA É COLOCAR OS VISITANTES EM CONTATO DIRETO COM OS IMPORTADORES E OS PRODUTORES DE VINHOS NATUREBAS DO BRASIL E DO MUNDO.
 
SÃO CERCA DE 40 EXPOSITORES E MAIS DE 200 RÓTULOS DE VINHOS NATURAIS, ORGÂNICOS OU BIODINÂMICOS PARA CONHECER, ALÉM DE CHOCOLATES, QUEIJOS, EMBUTIDOS, HORTIFRUTI, CHARUTOS Y OTRAS COSITAS MÁS. OS VINHOS E PRODUTOS PODERÃO SER DEGUSTADOS E COMPRADOS NO DIA COM DESCONTOS ESPECIAIS, DIRETAMENTE DOS PRODUTORES E IMPORTADORES .
 
A FEIRA NÃO TEM FINS LUCRATIVOS: TODO O DINHEIRO DOS INGRESSOS É REVERTIDO PARA O CUSTEAMENTO DA ESTRUTURA MONTADA E VINDA DOS PRODUTORES PARA SAMPA. 
 
Só nas pré-vendas boca a boca vendemos mais de 200 ingressos, sobrando apenas mais 100 para completarmos a casa cheia. 
 
Data: 30 de Julho de 2016, Sabadão
Horário: das 14hs às 20hs
Valor por pessoa: R$100
 
Os ingressos serão reservados apenas com depósito bancário e envio de comprovante.
 
Reservas e maiores informações no naturebas2016@saintvinsaint.com.br ou no 11. 3846 0384. Para dar uma espiada nas edições anteriores e ver quem vem esse ano, visite nosso site: http://www.feiradevinhosnaturebas.com/
 
Salute e kanimambo, um ótimo fim de semana para todos.

 

17 Vinhos Brasileiros Premiados na Decanter Wine Awards

Certamente um motivo de orgulho para nossa ainda “engatinhante” vitivinicultura de medalhas decanter wine Awardsvinhos finos tupiniquim. Afinal, a DECANTER WINE AWARDS é um evento que está entre os melhores, maiores e, principalmente, mais respeitados concursos de vinho internacional.

Este ano, algumas ótimas surpresas ao vermos alguns vinhos brasileiros pontuados. Só espero que não comecem com aquele marketing ridículo de “melhor do mundo” usando essa premiação como base, menos gente, menos! Enfim, isso não é importante, o que vale mesmo é que, como digo faz anos, aprendemos a fazer vinho (meu problema é com a estratégia comercial que adotam) e alguns rótulos são realmente muito bons e esse reconhecimento internacional em concursos sérios é primordial inclusive para o próprio mercado (consumidor) nacional. Vamos a alguns destaques brasucas entre os “apenas” (rs) 16.000 vinhos do mundo inteiro inscritos na edição 2016:

Medalha de Platina (2) – Valduga com dois rótulos > Leopoldina Chardonnay 2015 e Leopoldina Merlot 2012 (RS)

Medalha de Ouro  (1) – Guaspari Vista do Chá Syrah 2012 (SP)

Medalha de Prata (5)- Só espumantes; Aurora Brut, Valduga 130, Perini Moscatel, Salton Séries Brut Rosé e Salton Intenso Brut. (RS)

Medalha de Bronze (9)- Valduga Raizes Cabernet Franc e Raízes Gran Corte ambos 2012, Aurora Moscatel, Aurora Premium Selection Cabernet Sauvignon 2013, Aurora Procedências Chardonnay Brut, Aurora Reserva Merlot, Ponto Nero Conceptual Edition Brut Rosé de Noir, Ponto Nero Brut Rosé, Guaspari Vista de Serra Syrah 2012

Talvez este resultado sirva de incentivo a outras vinícolas investirem na participação deste renomado e respeitado concurso no ano que vem e aí, certamente, outros nomes aparecerão por aqui.

Para boa ordem, vejam a pontuação necessária para que uma medalha seja outorgada a um vinho no Decanter Wine Awards:

Platina – foi introduzida nesta edição e substitui o troféu de melhor vinho regional. Vinhos de altíssimo gabarito! Foram somente 130 vinhos os agraciados este ano.

Ouro – de 95 a 100 pontos / Prata – de 90 a 94 pontos / Bronze – de 86 a 89 pontos.

Kanimambo pela visita e, tendo a oportunidade, porquê não um vinho brasileiro na taça? A evolução na qualidade é fato, basta a gente perceber o vinho e seu preço (sim importante também) dentro de seu contexto. Saúde, tchin-tchin!

Um Novo Pinot na Taça, Gostei.

No extremo sul do Chile, três regiões vêm num crescendo como fronteiras ainda a serem melhor exploradas e conhecidas. Bío-Bío a mais conhecida de que maioria já ouviu falar assim como Malleco, mas o Vale de Itata é um pouco mais recente. Apesar de produzir vinhos desde os idos de 1600, somente em 1994 foi oficialmente designada como uma D.O. (denominação de origem).

O Vale de Itata está pouco mais que 500kms ao sul de Santiago onde, de acordo com especialistas chilenos, se geravam os melhores vinhos do país durante a era colonial. Situadas em pitorescas colinas, as vinícolas tentam agora resgatar esse antigo legado de vinificação introduzindo novas castas, recuperando antigos vinhedos e focando na produção orgânica de mínima intervenção. Solo de rocha granítica, terra úmida descartando necessidade de rega, clima mais frio, variações térmicas grandes, trazem aos vinhos um caráter mineral, de boa acidez e taninos suaves.

Casa Diego PinotFoi desta região que me chegou às mãos este Casa Diego Reserva Pinot Noir, vinho que se situa aí na casa dos R$55 a 60,00 e que provei junto com uma amigo visando colocá-lo, ou não, no portfolio da Vino & Sapore. Ao abrir e no primeiro gole já me veio à cabeça um certo preconceito que tenho contra os Pinots do novo mundo que geram até vinhos de qualidade, porém escuros, bastante extração de taninos e cor, a meu ver sem qualquer tipicidade da cepa e, se às cegas, poucos a identificariam. Mais um pensei eu, lego engano!!

Com passagem de dez meses por barrica, que imagino sejam de segundo e terceiro uso,a presença da madeira não se sente tanto, estando algo sutil. Na primeira fungada o que me veio à mente foi fruta madura, na boca médio corpo, com essa fruta aparecendo de forma mais compotada o que, a meu ver, não combina muito com a Pinot. Com um tempo em taça,no entanto, essa sensação de fruta mais madura foi sumindo e a tipicidade da Pinot começou a aparecer de forma mais convincente e sedutora. Frutos mais frescos e delicados, algumas notas animais, taninos finos, boa acidez, e um final algo mineral. Pelo preço achei bem bacana então acabei por tomar um tempinho a mais pesquisando a região para poder compartilhar o vinho com os amigos.

Mais um que passou pelo meu crivo e aprovou e lhes digo, cada vez mais complicado encontrar bons vinhos nessa parte mais baixa da pirâmide de preços, então fico contente quando acho um. Espero que quem tiver a oportunidade de o conhecer acabe tendo a mesma impressão que tive, saúde! Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aí! Uma ótima semana para todos.

Expovinis 2016 – Melhores Vinhos Abaixo de R$70,00

O legal deste “concurso” levado a cabo na Expovinis pelos blogueiros do vinho no Brasil e organizado pelo amigo Cesar Adames, é extremamente interessante por três razões em minha opinião:

1 – A indicação é dos blogueiros (veja quem na coluna da direita abaixo) que vão selecionando seus candidatos mediante provas junto aos expositores. Os expositores não escolhem o que querem que seja provado.

2 – O preço cabe no bolso da maioria

3 – A gente fica sabendo da lista dos indicados, o que não ocorre e eu condeno, na escolha do TOP 10. Dessa forma acabamos tendo nas mãos uma lista de bons vinhos a provar, pois se chegaram aqui é porque já passaram por um bom filtro. Feliz de ver que tanto o Fausto Chardonnay e o Tannat (que eu já havia destacado) estão aqui. Também o Quereu Sauvignon Blanc que tenho na Vino & Sapore e acho muito bom.

Pois bem, este ano foram avaliados tintos e brancos separadamente independente de sua origem, o foco era apurar qualidade x preço. Eis a lista dos candidatos e os ganhadores estão destacados.

Expovinis 2016 Melhores abaixo de R$70

OS VENCEDORES

Expovinis 2016 Winners Abaixo de R$70

Expovinis 2016 – TOP Ten

Ontem dei uma passada na reformulada Expovinis, este ano bem menor do que edições passadas, boa parte em função da crise que nos afeta. De qualquer forma, ainda um evento importante a conferir e eu não podia deixar de comparecer. Não fucei muito, mas me chamaram atenção a Linha de vinhos argentinos da Vicentin (Galeria dos Vinhos), os saborosos Fausto Chardonnay sem madeira e o Tannat da linha Fausta da Pizzato que me chamaram bastante a atenção inclusive pelo preço sugerido na casa dos R$50. Porém, hoje segue esta que é a lista mais conceituada e esperada do evento, a dos melhores 10 vinhos degustados às cegas por um selecionado e mui capacitado grupo de experts. A organização recebe os vinhos enviados pelos expositores em cada categoria e ao final selecionam os melhores da cada categoria. Vejam o resultado deste ano:

Espumante brasileiro: Gran Legado Brut Champenoise, da Gran Legado Vinhos e Espumantes (R$ 50)

Espumante importado: Hunters Miru Reserve (R$ 275, Premium importadora)

Branco brasileiro: Don Guerino Sinais Sauvignon Blanc, da Vinícola Don Guerino (R$ 39,90)

Branco importado: Gomila Single Vineyard Selection (R$ 98, p&f Wineries)

Rosado: Domaine D’Estienne Coteaux Varois en Provence 2015, da EOC Internacional (sem importador no Brasil)

Tinto brasileiro: Lidio Carraro Agnus Tannat, da Lídio Carraro Vinícola Boutique (R$ 50)

Tinto Novo Mundo: Survalles Ballena Azul Family Reserve, da Survalles Chile (sem importador no Brasil)

Tinto Velho Mundo/Península Ibérica: Clos del Mas, da Bodegas Pinord (R$ 120, Grupo Pão de Açúcar)

Tinto Velho Mundo: Il Brecciolino, da Castelvecchio (R$ 245, Bodegas Selecionadores de Vinhos)

Fortificados e doces: Quinta do Sagrado Vintage 2011, da Quinta do Sagrado (R$ 429, Brascod)

Hoje à tarde sai a lista de um outro concurso, este promovido pelos blogueiros de plantão! É a busca pelos melhores vinhos abaixo de R$70,00, aqueles vinhos que são os verdadeiros campeões de bolso, as grandes relações Qualidade x Preço x Prazer. No ano passado não fui na Expovinis por problemas de saúde, mas em 2014 participei na escolha dos top vinhos abaixo de R$50,00. Desta feita eu selecionei o Lealtanza Edicion Limitada de Rioja como meu concorrente e deixei de stand-by o Pizzato Fausto Tannat, como minha segunda opção. Vamos ver o que vai dar, assim que sair eu conto aqui.

kanimambo e quem conseguir dar um pulo lá,vá!

Quatro Quimera, Um Sonho Alcançado!

Já falei aqui desse incrível vinho da Achaval Ferrer, na minha opinião a melhor relação custo x beneficio por eles elaborada, e por mais de uma vez pois é daqueles vinhos que para mim estão sempre na minha lista de vinhos argentinos a ter na adega. Agora, não é todo dia que aparece a oportunidade de num mesmo dia provar quatro dessas belezuras, quatro safras muito diferentes entre si, uma verdadeira esbórnia hedonista que somente foi possível pela amizade dos confrades e pela generosidade tão peculiar aos enófilos.

Como sempre digo, apesar de Quimera (um ser mitológico) querer dizer “o sonho inalcançável”, nestas garrafas o sonho foi amplamente realizado mostrando que a busca, a dedicação e a competência podem sim realizar sonhos. Todos estupendos, mas cada um apresentando sua própria personalidade, até porque existem algumas pequenas variações de castas na composição ano a ano e, obviamente, as condições climáticas de cada safra.

2006 – Divino néctar já mostrando notas terciárias, mas de cor ainda viva, boca incrívelmente apetitosa, rica e complexa, me esbaldei! Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot

2007 – Fruta bem mais presente, vibrante, grande equilíbrio, fresco,longo com a marca da Malbec algo mais presente, excelente vinho mostrando muita classe! Mesmo corte do 2006

2008 – Muito bom, mas talvez o mais errático deles. Já tomei outros que estavam melhores. Este mostrou que ainda necessitará de um par de anos em garrafa para terminar de se integrar encontrando seu melhor equilíbrio. Às uvas já usadas nas safras anteriores, foi acrescentada uma pitada (3%) de Petit Verdot.

2011 – Grande, um 2006 in the making! Um pouco mais de Petit Verdot no corte e faz uma tremenda diferença. Dei uma passada no magic decanter e uau, que complexidade, ótima paleta olfativa que convida à boca, novo porém mostrando uma pujança e elegância ímpares. Para tomar já e se divertir, mas quem tiver paciência vai se esbaldar daqui a uns três a quatro aninhos! Basicamente o mesmo corte que o 2008, porém creio que há um pouco mais de Petit Verdot por aqui.

quimera vertical

A busca da perfeição, por isso uma Quimera, é um deleite para nós enófilos, um vinho que creio mostra bem a evolução do vinho argentino no quesito blends. Muita coisa boa na terra dos hermanos e este é certamente um dos melhores que eu gostaria de ter sempre em minha adega, um baita vinho e um porto seguro para grandes prazeres enófilos! Que bom ter amigos assim, um baita privilégio, saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. Uma ótima semana, com poucas aporrinhações e belos vinhos na taça.

Expovinis 2016 é Semana Que Vem, Ainda dá Tempo!

Esta é a dica imperdível para a semana que vem! A ExpoVinis Brasil, maior evento de vinhos na América Latina, celebra 20 anos e anuncia os destaques e novidades da edição de 2016. A feira acontece ente os dias 14 e 16 de junho, desta vez no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo (SP), e volta a trazer um panorama do que vem sendo produzido, lançado e discutido no mundo dos tintos, brancos, rosés e espumantes.

Associações expressivas como ViniPortugal reúnem os principais produtores de seus países e trazem ao evento lançamentos e tendências. Marcas de países consagrados como França, Itália e Espanha também já confirmaram presença no evento, que recebe, ainda, novidades de países como México, Eslovênia e Nova Zelândia.

O Brasil reúne vinícolas representativas dos terroirs nacionais no espaço Vinhos do Brasil, que conta com o apoio do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho). Participam as marcas Don Guerino, Rio Sol/Vini Brasil, Gran Legado, Zanella, Lucano, Nova Aliança, Batalha e Lidio Carraro, que lança na feira o vinho oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

As importadoras Premium Wines, Galeria de Vinhos e Adega Alentejana, entre outras, também participam e apresentam seus destaques para o mercado.

“Esta será uma edição fundamental para todos, principalmente pelo cenário econômico instável que atravessamos. É importante lembrar e reforçar que o ExpoVinis Brasil é o evento que movimenta os negócios do setor e coloca nosso país no mapa das principais feiras de vinhos do mundo; um momento promissor em que atraímos os olhares e os interesses do mercado mundial, que reconhece a feira como o ponto de encontro dos principais players do segmento. Recebermos a visita de produtores e empresários de todo o mundo, que seguem apostando no mercado brasileiro é muito gratificante”, explica Clélia Iwaki, diretora do evento, que é organizado pela Informa Exhibitions, líder na realização de feiras para o setor de alimentos e bebidas, como a Fispal Food Service.

FÓRUM EXPOVINIS

Este ano, o ExpoVinis Brasil investe em uma ampla programação voltada para a difusão de conteúdo de qualidade sobre o setor e realiza, pela primeira vez, o Fórum ExpoVinis, com curadoria do consultor da feira, Jorge Lucki, e da equipe da revista Prazeres da Mesa. Serão três dias de palestras com temas como ‘A Comunicação no Ponto de Venda’, ‘Como driblar a crise com a venda de vinhos’, ‘Ganhe dinheiro montando a adega perfeita’, ‘A importância do e-commerce para as importadoras’ e ‘Usando mídias sociais para vender’

Após o Fórum, os visitantes poderão participar das Experiências Gastronômicas oferecidas pela revista Prazeres da Mesa. São aulas seguidas de minidegustações, no período da tarde, sempre com um chef de cozinha trazendo uma experiência para os participantes. Ainda em parceria com a Prazeres da Mesa, o grupo Pão de Açúcar disponibilizará o carrinho-cozinha ‘Pitadas ao Vivo’, com aulas sobre gastronomia no espaço onde acontecerão as aulas-show, no Espaço Cozinha Mesa. 

Ainda teremos a seleção dos TOP vinhos abaixo de R$70,00 que será escolhida em degustação ás cegas pelos blogueiros do vinho presentes ao evento que irão selecionar os vinhos antecipadamente. Um evento que todo o enófilo deve prestigiar e espero vê-los por lá!

Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aí, bom fim de semana e clique na imagem abaixo para fazer sua inscrição on-line à Expovinis. Saúde!

Expovinis 2016

 

Casando os Filhotes, Criando Tradições!

Inspirado pelo casamento de meu filhote, compartilho com os amigos minha receita para uma celebração familiar (poucas pessoas). Cada um faz do seu jeito, eu acabei desenvolvendo uma forma que se iniciou à cerca de oito anos atrás com minha filhota e que agora se repetiu, mas esse é um livro com páginas em branco para você escrever junto com os seus.

Os casamentos no civil de meus filhotes são seguidos de um encontro de família, em Casamento Mr e Mrsque brindamos àqueles presentes e lembramos com saudade dos ausentes que certamente gostariam de estar ali compartilhando da alegria contagiante dos noivos. Nele, alguns preceitos são seguidos, todos eles repletos de simbologia pelo momento e todos eles a ver com minhas origens pois, como já dizia meu pai e por mais que eu negasse à época, “gatinho que nasce em forno não é biscoito”! rs Uma forma de legar tradições familiares, mesmo que mais recentes, de unir as famílias em celebração à volta de uma mesa bem servida o que por si só já é uma simbologia.
Esta foi a tradição que nós criamos, porém creio que o começo e o fim tem tudo a ver com o momento independentemente de origem ou fé de qualquer um então crie a sua. No entanto, um Espumante para celebrar e um belo Porto para brindar, os que puder bancar, devem prevalecer nesta festividade “petit comité” que permite fazer algumas extravagâncias,afinal eles merecem e os pais também! rs
Porto Vintage Niepoort1 – Espumante para abrir o encontro, a celebração, efêmero como as bolhinhas que fazem a festa na boca, mas que simboliza a alegria de viver, a alegria do momento.
2 – Bacalhau com um um bom vinho (que tem que ser Luso! rs), a fartura à mesa, que nunca lhes falte!
3 – Lampreia de Ovos. Deliciosa sobremesa conventual simboliza a fertilidade que esperamos abençoe o novo casal.
4 – Um Porto (neste caso um Vintage do ano de nascimento) ou Vinho Madeira, brindando à longevidade, à evolução do relacionamento com o tempo. Que, como os grandes vinhos, mature com qualidade.
Que assim seja! Saúde sempre, para podermos seguir produzindo e usufruir de nossos esforços, kanimambo pela visita.

WORLD WINE EXPERIENCE 2016 – Parte 2

Amigos, eis a segunda parte das experiências da Raquel Santos por mares italianos na World Wine Experience. Desta feita as regiões mais nobres ganham destaque começando, para preparar o palato, com espumantes. Vamos lá, vamos viajar virtualmente?

6 – Mionetto

Localizada no coração da DOCG Conegliano/Valdobbiadene, região demarcada do Vêneto, esta vinícola produz Proseccos há mais de 110 anos. Provei 5 estilos diferentes feitos com a qualificação “extra dry” (12 a 20g de açúcar por litro). Todos eles muito frescos, independente do padrão de rigor ou sofisticação da vinificação.

            Mionetto  Vivo e Mionetto Vivo Rosé extra Dry – Esses dois primeiros são os vinhos de entrada da vinícola. São espumantes simples, festivos e agradáveis, feitos com uvas variadas. O branco ( Chardonnay, Pinot Blanc, Riesling, sauvignon Blanc e Verduzzo ) e o Rosé ( Cabernet Sauvignon, Merlot e Raboso ).

            Prosecco di Valdobbiadene Superiore Extra Dry DOCG – 100% Glera, muito macio e agradável em boca. Expressa muito bem o estilo desse tipo de vinho.

            Sergio MO Extra Dry e Sergio Mo Rosé Extra Dry – Espumantes de autor que leva a assinatura do enólogo(Sérgio Mionetto). A linha Sérgio foi feita para homenagear seu avô, Francesco Mionetto, fundador da empresa. O Branco foi vinificado com as castas Bianchetta, Chardonnay, Glera e Verdiso. O Rosé , Raboso e Lagrein. Muito rico e elegante.

7 – Bellavista

A Lombardia, região do Franciacorta não poderia estar fora dos vinhos destacados. São os espumantes que rivalizam com os de Champanhe como os melhores e mais aclamados do mundo.

            Franciacorta Cuveé Alma Brut DOCG – Método tradicional usando as castas locais (Chardonnay, Pinot Nero e Pinot Bianco). Aromas complexos e sutis. Bela pérlage e persistência em boca.

            Franciacorta Gran Cuveé 2009 Rosé Brut DOCG –  Ótima expressão da Pinot Nero que certamente não lhe confere apenas a cor rosada. A elegância delicada dos aromas e a firmeza persistente dos sabores fazem deste vinho uma experiência única para ser apreciado em ocasiões especiais.

 8 – Poggiotondo

Da região da Toscana, provei dois vinhos produzido por Alberto Antonini, que preza a autenticidade e a pureza das características da DOCG Chianti, por meio da agricultura biológica.

            Chianti “Cerro del Masso” 2014 – Frutado com alguns toques balsâmicos. Fresco e mineralidade que dá leveza e vocação gastronômica.

            Chianti Riserva 2009 – Com as mesmas características, porém com mais intensidade. Um clássico que expressa toda a personalidade e elegância do terroir.

 9 – Travaglini

 Na região do Piemonte, a família Travaglini, produz vinhos com a Nebbiolo (que lá é chamada Spanna), na pequena província de Gattinara(DOCG). O local é considerado um dos mais expressivos para essa casta, juntamente com Barolo e Barbaresco. O solo ácido e vulcânico, a grande amplitude térmica, produz Nebbiolos mais suaves, menos tânicos e com acidez que permite maior tempo de guarda. Uma curiosidade é a forma da garrafa, projetada pelo produtor, para funcionar como um decantador.

            Gattinara DOCG 2009 – Envelhecido 24 meses em barris de carvalho esloveno. Complexo e bem equilibrado.

            Gattinara DOCG Riserva 2008 – Elaborado com colheitas excepcionais, tem maior tempo de afinamento em barris de carvalho (3 anos) e consequentemente um vinho mais evoluído. Muito bom.

10 – Gianni Gagliardo

Outro grande produtor do Piemonte, considerado um dos mestres do Barolo. A família possui vinhedos em La Morra, Barolo, Monforte, Serralunga e Monticello d’Alba. Provei um Barbera d’Alba, Nebbiolo d’Alba e 2 Barolos, mas quero destacar apenas um dos Barolos:

            Barolo Serre DOCG 2007 – Quando provamos um vinho e ficamos sem palavras para descrever as sensações que ele provoca, percebe-se que ele cumpriu 100% sua função. Um Barolo é um Barolo!

             A relação entre a quantidade e a qualidades dos vinhos apresentados foi impressionante, principalmente se pensarmos que ali estavam apenas vinhos italianos. Isso mostra a diversidade que temos à disposição nessa vinosfera mundial. E é sempre bom lembrar que ter acesso à ela não deveria ser privilegio restrito apenas a alguns. Vinho é alimento, saúde, e principalmente cultura.

 

WORLD WINE EXPERIENCE 2016 – Parte 1

Não pude estar presente neste importante evento do calendário viníco de nossa vinosfera tupiniquim, porém não quis ficar de fora, nem deixar o leitor amigo por fora do que por lá ocorreu, então a forma encontrada foi pedir ajuda para minha amiga, sommelier e enófila Raquel Santos para nos tirar da escuridão! rs Como o evento tinha muita coisa a provar e a Raquel se inspirou e se esbaldou, dividi o texto em dois e espero que você aprecie tanto quanto eu, me deu água na boca por alguns desses rótulos!

            “Todos os anos a importadora World Wine promove um evento promocional com os vinhos de sua importação. Este ano tive a oportunidade de participar e aproveito esse espaço para compartilhar minha experiência, onde pude confirmar que quando falamos de vinhos, a melhor maneira de entendê-los é sempre provando e comparando as infinitas particularidades entre eles.

            Este ano o foco foi a Itália e suas diversas regiões, representadas por 21 produtores que somavam aproximadamente 90 rótulos. Pensando nisso, dada a enorme quantidade de vinhos a serem provados, é necessário estabelecer alguns critérios que favoreçam o bom aproveitamento de toda aquela informação. Resolvi começar meu roteiro pelas regiões menos famosas, mas não menos importantes, pelas suas características regionais e deixar os gigantes de Barolo e Brunello para o final.

            Baseada nos vinhos que mais me chamaram a atenção, deixo aqui meu relato dos destaques.Comecei por um produtor da Sicília que já havia conhecido tempos atrás e me causou grande entusiasmo.

1 – Donnafugata

A família Rallo mantem uma produção de alta qualidade sem esquecer a importância da responsabilidade social. Utilizando agricultura sustentável,  os vinhos estão sempre relacionados à vários projetos sociais, além de ligações com a música, literatura, artes plásticas e arqueologia. O nome “Donnafugata” remete-se a literatura siciliana, onde a região dos vinhedos é citada no romance “Il gattopardo”. A historia da rainha em fuga foi filmada por Luchino Visconti em 1963. Vale a pena conhecer o site ( www.donnafugata.it ) que descreve um trabalho inovador onde  as relações entre a produção vinícola sempre se relaciona com algum conceito artístico, desde a elaboração dos rótulos, até a apresentação dos vinhos.  José Rallo, uma das produtoras, interpreta uma música para descrever cada vinho.

             Anthilia DOP 2014 – Feito com castas autóctones, Catarrato e Ansonica. Muito fresco, com mineral calcário e ótima acidez.

            La Fuga DOC – Chardonnay 2011 – Sem passagem em madeira, um Chardonnay diferente, bem equilibrado e de boa persistência.

            Serazade IGP 2013 – Um vinho alegre e vibrante. Bom equilíbrio entre a acidez, taninos e corpo. 100% Nero d’Avola.

            Sedàra IGP 2013 –  Boa estrutura, com potencial de evolução. Um corte prevalentemente de Nero d’Avola. 

            Mile e Una Notte DOC  2006 –  Nariz exuberante. Elegante e potente, mostra toda sua gama de aromas e sabores aos poucos. Um vinho para divagar!

            Ben Ryé DOC – Passito de Pantelleria 2011 –  O Passito é um vinho fortificado, naturalmente doce, proveniente da ilha de Pantelleria (DOC) e elaborado com a casta Zibibbo( Moscato d’Alessandria ). Linda cor âmbar, aromas de pêssegos e mel que se intercalam com florais delicados e um frescor marítimo. A fusão entre a doçura e a acidez impressiona. Tem longa persistência.

 2 – Feudi Di San Gregorio

Esse segundo produtor, da região da Campania, me chamou muita atenção pela diversidade regional (3 DOCG, 1 DOC e 1 IGT) e qualidade dos vinhos. Eles me disseram que o segredo dos seus exemplares está no período de afinamento na cave. Os tonéis descansam ao som de cantos gregorianos.

            Fiano di Avellino DOCG 2014 – Esta casta, de origem romana é muito antiga na região e se adaptou perfeitamente nos solos vulcânicos. Muito fresco, delicado e sutil, com boa acidez e mineralidade.

            Greco de Tufo DOCG 2013 – A uva Greco, como o nome já diz tem origem grega. Divide com a Fiano o mesmo solo vulcânico e as montanhas rochosas da região. O vinho possui as mesmas características minerais, porém com um corpo mais frutado e bem equilibrado.

            Primitivo di Manduria DOC 2013 (Puglia) – Um vinho mais rústico e gastronômico. Para acompanhar aperitivos picantes e defumados, como embutidos e queijos de massa curada.

            Rubrato IGT 2011 – Elaborado com a casta Aglianico, é bem regional e encorpado. Para acompanhar pratos regionais como assados e parmegiana de berinjelas.

            Taurasi DOCG 2008 – Taurasi é a região demarcada onde a casta Aglianico mostra todo o seu explendor. Esse vinho revela uma exuberância de aromas bem complexa, onde pode-se sentir cerejas confitadas com especiarias. Em boca é equilibrado, macio e com boa estrutura.

3 – Arnaldo Caprai

A região da Umbria, nas proximidades da cidade de Perugia, tem a Greghetto e Sagrantino como suas  castas principais. A família Caprai dedica-se na elaboração de vinhos usando essas uvas e conseguiu colocar nos holofotes internacionais sua produção.

            Grechetto Colli Martani 2012 DOC (Grecante)-  Casta branca local (Grechetto 100%), muito fresco e equilibrado. Os vinhos italianos regionais são perfeitos pares para a culinária local. Neste caso, um branco com boa estrutura, que harmonizaria muito bem, desde a entrada ou até com pratos de peixe ou carnes magras mais simples.

            Sagrantino di Montefalco “25 anni” DOCG 2008 – Casta tinta tradicional na região de Montefalco onde é cultivada há mais de 400 anos. Muito elegante e complexo possui uma paleta olfativa bem rica. Equilibrado e com longa persistência.

 4 – Schiopetto

A região do Friuli localiza-se no nordeste italiano, quase na divisa com a Eslovênia. O Collio (DOC), conhecida pela excelente produção de vinhos brancos, situa-se entre montanhas, florestas e recebe forte influencia climática do Mar Adriático. O fundador Mario Schopetto produz vinhos na região desde 1965 onde a elegância, o refinamento e o respeito à tradição são suas principais orientações.

            Sauvignon Blanc Collio DOC 2012 – Reflete toda a tipicidade da casta.

            Pinot Grigio Collio DOC 2012 –  Mineralidade calcária que seca a boca e pede mais um gole. Boa estrutura com elegância e equilíbrio.

            Mario Schiopetto Bianco IGT 2010 – Um Chardonnay com ótimo volume em boca. Delicioso!

 5 – Foradori

Elisabetta Foradori foi uma das responsáveis pelo ressurgimento da casta Teroldego, típica da região de Trentino. Pratica a viticultura natural e agricultura biodinâmica.

            Fontanasanta Manzoni Bianco – Vigneti dele Dolomiti (IGT) – 2013 – Um vinho diferente que demonstra a determinação da enóloga por desafios. A começar pela casta “Manzoni Bianco” que resulta do cruzamento da Pinot Bianco com a Riesling. A produção é pequena (20.000 gfs por ano)e tem afinamento de 12 meses em barril de acácia e 3 anos em garrafa. Vale a pela conhecer, não só  pelo apelo inusitado, mas também pela qualidade.

            Sgarzon Teroldego – Vigneti delle Dolomiti (IGT) 2010 – Muito expressivo e de personalidade. Tem a fermentação e afinamento em ânforas de barro com as cascas por 8 meses. Complexo e bem estruturado.”

Hoje postamos os vinhos das regiões menos conhecidas, já na Segunda-feira traremos os vinhos das regiões mais consagradas para você conhecer. Kanimambo Raquel por compartilhar essa experiência conosco e aos amigos por visitarem por mais uma vez este blog, sempre bom ter vocês por aqui. Um ótimo fim de semana e dia 9 não esqueçam, tem o Wine Dinner harmonizado no restaurante Koizan aqui na Granja Viana, reservas estão acabando!