João Filipe Clemente

O que o Contra Rótulo Não Diz, Mas eu Gostaria de Saber

Quantos dos amigos leem um contra rótulo? Também, cá entre nós o que interessa à imensa maioria saber a quantos graus foi fermentado o vinho e por quantos dias? Muita firula, querendo falar muito para quem entende do riscado mas pouco, muito pouco “user friendly” para com o consumidor em geral! Já toquei neste assunto há uma meia dúzia de anos atrás, porém achei que estava na hora de retomar o tema que, a meu ver, é deveras importante, especialmente no Brasil

Informações sobre a produção mais práticas e objetivas, mesmo que haja alguma descrição lúdica do caldo, são uma forma de contribuir para um maior esclarecimento que ajudaria em muito o consumidor na hora da compra. Considerando-se que o Brasil é um país ainda engatinhando no conhecimento enófilo, esclarecer é educar e a educação, afora o preço, é um dos caminhos para o crescimento do mercado.  Não só os produtores locais, mas também os importadores que já têm que obrigatoriamente providenciar contra rótulos em português, poderiam ajudar muito nesse processo pois um sommelier de qualidade em cada local de venda é totalmente inviável e uma compra mal feita faz um estrago danado! Cabe a quem vende tentar sanar esta falta, não ao consumidor que pode, ou não, se interessar ao ponto de correr atrás.

Luis Lopes, editor da revista de Vinhos em Portugal, foi especialmente feliz em um de seus editoriais lá atrás 2009, por sinal de um humor sarcástico ao ponto, do qual extraí três frases elucidativas, mas recomendo acessar o texto completo aqui.

  • “É uma inutilidade tão diversificada que até pode ser agrupada por temas. Há os contra-rótulos auto avaliativos: “este magnífico vinho”; “este néctar precioso”; “um tinto cheio de personalidade e carácter” (a garrafa custava €1,90, a personalidade é barata hoje em dia).
  • Aprecio igualmente o contra rótulo gastronómico: “óptimo com peixe e saladas”; “perfeito com caça de pena e queijo” (a julgar pelo número de vezes que esta sugestão se repete, acho que metade dos vinhos portugueses são para beber com caça e queijo.
  • A temática tecnológica incide sobretudo na adega. “fez a maloláctica na barrica“ (malo quê? dirão os mais distraídos, mas esta preciosa informação é só para especialistas); “passou 16 meses em barricas de carvalho francês de Allier grão fino tosta média” (nah, esse é para amadores, vou levar este outro que passou 22 meses em barricas de carvalho Nevers, grão médio, tosta forte, coisa de macho).

Jancis Robinson também comentou este mesmo tema na Prazeres da Mesa de Maio de 2011 sob o titulo, “O Que Diz o Rótulo” ao qual respondo, quase nada!

Todos os comentaristas têm sua parte de razão e visões diferentes sempre existirão, até porque, como já disse Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra e a divergência serve de fluido para o desenvolvimento. Já vi alguns rótulos, agora não me lembro os produtores, que apresenta um gráfico com uma curva de maturidade estimada do vinho que achei bastante interessante, até porque a maioria dos consumidores ainda acredita na falácia de que vinho quanto mais velho melhor e sabemos que não é bem assim e, por outro lado, não tem ninguém melhor para conhecer o potencial de guarda de um vinho que seu produtor já que vinho pode ter prazo indeterminado de vida, mas uma hora também chega a seu fim! Quem sabe isso não inibiria a atividade de comerciantes e importadores inescrupulosos que saem por aí dando descontos imensos em vinhos que sabem estarem moribundos, um verdadiro desserviço a nossa vinosfera. Já vi promoção de Beaujolais Noveau com DOIS ANOS!!!  Enófilos e apreciadores de vinho dotados de mais conhecimento certamente não caem mais nessa, mas e a maioria dos consumidores sem o mesmo conhecimento? Não nos iludamos, o mercado ainda é imensamente incipiente de conhecimento e por isso acredito piamente que, especialmente nos vinhos de entrada de gama, quanto mais informação melhor pois isso também é educação.

Enfim esta matéria pode gerar discussões acaloradas, mas os produtores e importadores poderiam dar uma forcinha ao consumidor, não? Sem necessidade de leis ou imposições, simplesmente a aplicação de bom senso comercial e recolhi aqui alguns poucos contra rótulos que creio mostram que há luz no fim do túnel e não é um trem em sentido contrário!

Este do TRIO podia ter algumas cositas más, mas gostei da proposta

Este da MILLS até acho que tem algumas coisas interessantes, porém há informação demais e faltou objetividade

O que eu gostaria mesmo de ver nos rótulos:

Gráfico de Pico estimado de Consumo / Tipo de madeira (Barrica/chip/tábua) e por quanto tempo. / Nos blends as uvas e, mesmo que sucintamente, o que cada uma aporta ao corte. Nos vinhos muitas uvas (tipo os portugueses) complica, mas …

Temperatura de serviço / Vinhos e Espumantes NV (não safrados) – data de engarrafamento / Nível de SO2 colocado de forma prática; baixo – médio – alta. Para quem sofre com isso no dia seguinte é uma mão na roda! / Nível de Acidez da mesma forma que o SO2; baixo – médio – alto / Nível de açucar residual, especialmente nos espumantes e vinhos de sobremesa, mas acho que vale para todos.

Sugestão genérica de harmonização / idade média das vinhas usadas / Corpo do Vinho; Leve – médio – médio para encorpado – encorpado e, já que isso começa a tomar conta do mercado com força, porquê não se o uso de leveduras são naturais (selvagens/nativas) ou selecionadas (compradas).

Agora, se é para não dizer nada, diga-se nada com classe como mostra o Oscar da Quevedo no Douro. Criatividade a mil!!

Traduzindo

Olá! Eu sou o Oscar, queria apenas agradecer-te por teres escolhido meu vinho. Convido-te a te comunicares comigo, seja fazendo uma pergunta no Twitter @oscarswine, comentando uma receita do meu blog, www.oscarswine.com, ou, melhor ainda sugerindo-me uma! Não vou encher este rótulo com o habitual palavreado técnico e sugestões gastronomicas ridículas, mas continuarei a mostrar a nossa vida nas margens do Douro através de vídeos que partilho no Youtube. Espero que saboreies este vinho com boa comida e, mais importante, com um ou dois amigos… é que foi mesmo para isso que o fiz!

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De Novo, O Melhor Vinho do Mundo Não Existe!

Entra ano sai ano e nada muda, as falácias continuam as mesmas e cada vez fico mais desesperançoso quanto à seriedade de diversos players do mercado que na ânsia de faturar uns trocados a mais seguem em suas toadas de desserviço a nossa vinosfera tupiniquim, uma pena! Nas últimas semanas, mais uma vez um monte de mails recebidos com essa informação falsa. Meus amigos menos antenados nessas coisas do mundo do vinho, caiam nessa não!

Em função disso, achava que tinha que republicar este post de 2015 que segue mais atual que nunca.

Tem algumas coisas em nossa vinosfera que me incomodam uma barbaridade e dizer que um determinado vinho é o melhor do mundo para tentar vender seu peixe é uma delas sendo, no mínimo, falso! Primeiramente porque o fato de um determinado vinho ter ganho um concurso qualquer pelo mundo afora, por mais prestigioso que este seja, não faz dele melhor de nada a não ser daquele concurso, para aqueles jurados num determinado momento assim como o melhor vinho do ano da Wine Spectator é só o melhor vinho do ano de acordo com eles, nada mais do que isso, mesmo já sendo muito!

Já vi importador publicar essa asneira, já vi produtor fazer a mesma coisa e agora tenho recebido, por diversas vezes, um mail marketing de mais um Melhor Vinho Tinto do Mundo! Desculpem, mas acho um tremendo equivoco de quem sai para o mercado fazendo isso, pois está enganando o povo, pelo menos os que eventualmente possam vir a acreditar nisso. Existem no mundo algumas centenas de milhares de rótulos, alguns deles de reconhecida qualidade que não participam desses concursos, não havendo como colocá-los lado a lado numa competição em que se pudesse, eventualmente, chegar a uma conclusão desse naipe. Mesmo que isso fosse viável, ainda assim seria impossível chegar nessa definição devido à subjetividade e às variáveis inseridas no tema.

Quando um corredor detém um recorde mundial, fato matematicamente registrado, ele é o melhor do mundo até que alguém bata sua marca, já a maioria de outros Melhores do Mundo são meros atos mercadológicos sem fundamento mensurável. O futebol brasileiro, por mais que queiramos, não é o melhor do mundo ele só o foi em cinco copas o que já lhe dá um tremendo prestigio, mas é só isso. Nem Pelé, especialmente para os argentinos (rs), é reconhecido unanimemente como o melhor jogador de todos os tempos assim como Muhammad Ali não é o melhor boxeur de todos os tempos para muitos. Subjetividade, avaliadores, concorrentes diretos e momento, fatores importantes a serem levados em conta em qualquer comparativo do tipo.

Hà pouco mais de uma ano, em Abril de 2014, já mencionei algo sobre o tema mostrando como são premiados os vinhos nesses concursos e dava uma cutucada nos que insistem nessa propaganda enganosa do Melhor do Mundo. Gente, quando receberem o próximo mail marketing ou lerem algo nesse sentido na mídia,lembrem-se deste post. Você poderá até estar frente a frente a um belo vinho, mas jamais do melhor do mundo, pois NÃO EXISTE MELHOR VINHO DO MUNDO, mero fruto marketeiro, e já fique com o pé atrás com quem dissemina essa falácia! Condeno essas ações, acho-as anti éticas e um desserviço ao mundo do vinho. Para quem milita no ramo há a obrigação moral de educar e estes procedimentos não estão em linha com essa filosofia confundindo ainda mais a cabeça do consumidor.

Vivemos os tempos do tanto faz como eu faça desde que obtenha os resultados imediatos desejados, os fins justificam os meios, onde cada um quer levar vantagem sobre o outro de qualquer forma, da falta de moral e ética, então vá lá, numa dessas até dá para entender a tentativa de engodo, agora aceitar jamais!

Acredito que podemos ser melhores e, sem querer ser o arauto da verdade, ainda penso que a melhor forma de educação é a retidão dos exemplos dados e esse tipo de atitude não ajuda em nada o setor pois enrolar o consumidor não me parece prática saudável. Sorry, precisava fazer este desabafo em forma de alerta, ojo! Best wine in the world, bull, there is no such thing!!

Kanimambo e tenham todos uma ótima semana! Cheers

Sampa Ferve Com Vinhos do Mundo Todo!

Semana muito louca na vinosfera tupiniquim e todos os caminhos apontam para Sampa. Afora a Expovinis e Wine Week  sobre a qual já falei aqui, há também a ação de vinhos portugueses no shopping JK e o Grand Tasting da Grand Cru assim como uma série de outras atividades paralelas pipocando por aí. Hoje chamo a atenção para estas duas:

GRAND CRU TASTING 2017

Maratona de degustações promovida pela importadora Grand Cru começou no final de Maio em Porto Alegre e segue até junho em outras capitais brasileiras. Na sequência teve Curitiba (30/05), Londrina (31/05), Goiânia (1/06), Niterói (2/06), Rio de Janeiro (5/06), São Paulo (6/06 [Profissionais do Setor e Imprensa] e 7/06 [Consumidor Final]), Maceió (8/06) e Natal (9/06).

Dentre as vinícolas confirmadas: Cave Geisse, Errazuriz, Leyda, Grandes Viños de San Pedro*, Koyle, Zorzal, Escorihuela Gascón, Pulenta Estate, Cobos, Bottega, Brancaia, Fanti, San Marzano, Mazzei, Talenti, Vila Medoro, Ixsir, Morande Adventure, Barone Montalto, Soprassasso, Ricossa, Matetic, Heras Cordon, Bodegas Pablo e Saint Clair.

* Em SP e RJ, no stand da Grandes Viños de San Pedro, será possível conferir as últimas cinco safras do ícone Altair. Além de poder conhecer cada uma dessas vinícolas e seus vinhos, o evento contará ainda com 15 estações temáticas, divididas nas seguintes categorias:

1 – Champagne Billecart Salmon / 2 – Espumantes / 3 – Brancos leves / 4 – Brancos estruturados / 5 – Rosés pelo Mundo / 6 – Novidades do Novo Mundo / 7 – Novidades do Velho Mundo / 8 – Pinot Noir pelo Mundo / 9 – Península Ibérica (com destaque para o Alentejo, Ribatejo, Toro, Alicante e Priorat) / 10 – Terrois da França (com destaque para os vinhos do Languedoc, Loire e Bordeaux) / 11 – Super Pontuados / 12 – Vinhos de Autor / 13 – Douro x Duero / 14 – Vinhos do Porto / 15 – Vinhos de Sobremesa

O investimento por pessoa é de R$ 280 – dos quais R$ 140 revertidos em crédito para compras acima de R$ 1 mil. No dia do evento, as garrafas serão vendidas com 10% de desconto. Em São Paulo, o Grand Tasting montará uma loja teste no local para o cliente que desejar levar os produtos para casa.

Local em São Paulo,  Casa da Fazenda do Morumbi,  Av. Morumbi, 5594 – Morumbi, São Paulo – SP,  07/06 – 19:00 às 22:00 (consumidor final). Para maiores informações vale conferir o site da importadora.

Vinhos de Portugal no Shopping JK Iguatemi em São Paulo

Vinhos de PortugalNo Rio de janeiro já foram 3 edições deste evento que finalmente chega a São Paulo num momento importante para a vitivinicultura lusa por terras brasilis. Afinal, recente estudo comprova que Portugal ultrapassou a Argentina e se tornou o segundo principal país exportador de vinhos ao Brasil com 17% das importações, sendo batido somente pelo Chile que, como a Argentina e Uruguai, não paga impostos de importação (27%). Uma performance e tanto, há que se convir. Hoje, a meu ver, os melhores vinhos baratos no mercado vêm exatamente desses dois primeiros países produtores assim como da Espanha e, acredito, as melhores relações Qualidade x Preço x Prazer vêm exatamente de Portugal. No lado oposto, os vinhos de alta gama, os vinhos portugueses brigam pau a pau com com os grandes do mundo e, lamentavelmente, com preços algo fora de propósito que acho terão que uma hora rever. De qualquer forma, uma boa oportunidade para você checar se tenho razão ou não em minhas colocações. Para ver todas as informações, provas, palestras, etc. vale entrar no site oficial deles clicando no mapa abaixo e ver os preços que variam por atividade, mas vão de 190 a 210,00 Reais por pessoa. Kanimambo pela visita e haja epocler para aqueles que forem em todos os eventos que, esqueci de mencionar, começou mesmo no Sábado com o Encontro de Vinhos, ufa!! Boa semana amigos, quem sabe nos encontramos num desses eventos?

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São Paulo Wine Week

Semana que vem é a semana do vinho em São Paulo com a realização de mais uma Expovinis, a maior  e mais importante feira de vinhos da América Latina e as inscrições estão abertas, clique na imagem abaixo e faça seu cadastramento. A ExpoVinis Brasil chega a sua vigésima primeira edição consolidada como a grande centralizadora de negócios do mundo do vinho na América Latina, onde os principais produtores, distribuidores e empresas relacionadas ao mercado mostrarão todas as novidades e grandes tendências do setor.

A cada estande, uma nova descoberta. A cada palestra ou degustação, uma riqueza de informações. A cada passo, um novo aroma e novos sabores, mas recomendo muito a participação nas diversas palestras e degustações que são sempre muito boas. Clique aqui e veja as que ainda têm vagas em aberto. No resto, caso possa ir em mais que um dia e recomendo muito isso, é tirar o primeiro dia para provar só brancos e espumantes e no segundo dia se aventurar pelos tintos. Muita coisa a provar, então vá de metrô!

Expovinis 2017

Paralelamente à Expovinis, Entre os dias 5 e 11 de junho será realizada a 1ª São Paulo Wine Week, uma semana dedicada ao vinho em alguns dos mais renomados restaurantes da capital paulista.  O evento acontece no mesmo período do ExpoVinis Brasil (6 a 8 de junho), principal feira de vinhos na América Latina, e o objetivo é fomentar o conhecimento e o consumo de tintos, brancos, rosés e espumantes através da experiência com vinhos do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, África do Sul, França, Itália e Portugal.

A mecânica é simples: os restaurantes participantes vão oferecer três taças de vinhos a um preço único e menor do que aquele praticado fora da SPWW. A ideia é que as casas montem um flight de vinhos de diferentes estilos, começando com um perfil aperitivo, mais leve e aumentando em intensidade e complexidade.

A faixa de preços para cada “trio” de vinhos vai variar entre R$ 45,00 e R$ 60,00. A ação será focada nos jantares de segunda a sexta-feira (5 a 9 de junho) e almoços e jantares no sábado e domingo (10 e 11 de junho).

“Queremos oferecer uma experiência sensorial diferente e mais divertida para os consumidores, sem as formalidades que ainda atribuem ao consumo do vinho. Além disso, é uma oportunidade única de apreciar uma variedade de rótulos especiais de diversos países pagando um excelente preço”, explica Leonardo Sanchez, sócio da SPWW.

A lista completa dos restaurantes participantes da SPWW pode ser conferida em: www.spww.com.br. Bom proveito, boa e segura “viagem” por esse mar de vinhos que estará sendo disponibilizado para saciar sua sede de conhecimento. Saúde, kanimambo e nos vemos por aí, quem sabe num dos dias da Expovinis?

São Paulo Wine Week

5 a 11 de junho de 2017

*Os horários de almoço e jantar podem variar nos restaurantes participantes. Recomenda-se checagem prévia.

 

 

 

Consumo Per Capita de Vinho pelo Mundo

O Vaticano perdeu seu trono para Andorra, pelo menos de acordo com artigo publicado em Fevereiro deste ano pelo jornal inglês Telegraph baseado em dados revisados do Wine Institute. Óbvio que em função da pequena população, não são os maiores consumidores do mundo, mas o dado não deixa de ser curioso! Veja abaixo os maiores doze países consumidores per capita e os 12 maiores em volume.

MAIORES CONSUMIDORES PER CAPITA/ANO

1º Andorra 56,9 litros

2º Vaticano 56,2 litros

3º Croácia 46,9 litros

4º Portugal 43,7 litros

5º França 43,1 litros

6º Slovenia 42,5 litros

7º Macedonia 40,4 litros

8º Ilhas Falkland 38,5 litros

9º Suiça 37 litros

10º Itália 34,1 litros

11º Saint Pierre et Miquelon 32,7 litros

12º Moldávia 30,7 litros

Nas Américas, o maior consumo per capita é do Uruguai com quase 30 litros anuais e o Brasil anda na casa dos 1,7 a 1,8 litros. Muito legal o mapa interativo que o jornal desenvolveu com dados de consumo mundial por volume e per capita, clique neste aqui abaixo que você será levado para o site deles, muito bom!

Mapa de consumo

MAIORES PAÍSES CONSUMIDORES EM VOLUME (dados de 2015)

1º EUA com 13,5% do consumo mundial

(56º no consumo per capita com somente 10 litros por ano!)

2º França com 11% do consumo mundial

3º Itália com 8,3% do consumo mundial

4º Alemanha com 8,3% do consumo mundial

5º China com 6,5% do consumo mundial

6º Reino Unido com 5,2% do consumo mundial

7º Argentina com 4,2% do consumo mundial

8º Espanha com 4,1% do consumo mundial

9º Russia com 3,6% do consumo mundial

10º Austrália com 2,2% do consumo mundial

11º Canadá com 2,1% do consumo mundial

12º Portugal com 1,95% do consumo mundial

O consumo anual mundial beira os 25 bilhões de litros, caso alguém queira fazer a conta dos porcentuais acima. Bem gente é isso por hoje e durante a semana tem mais. Kanimambo pela visita, tenham uma ótima semana e saúde, sempre bom brindar porque motivos sempre há!

 

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Castas Brancas Menos Conhecidas

Sei, é outono, frio chegando porque carga de águas o tuga vem falar de brancos? Vejamos, por acaso você só toma cerveja no verão? Tanto para as cervejas como para os vinhos não tem estação, tem momento! Tem também o prato que você vai comer então nada a ver esse papo!! rs

Hoje decidi postar aqui algumas uvas brancas que poucos conhecem e que geram vinhos muito interessantes. Afinal devem existir pelo menos umas 500 (chute meu mas não deve andar muito longe disso) diferentes castas com os quais se fazem vinhos brancos, então para quê ficar naquela basiconas de sempre? Algumas das que menciono abaixo nem são tão diferentes assim, mas a maioria só conhece e só toma Chardonnay ou Sauvignon Blanc! Vamos abrir a mente para outras coisas, outros sabores, afinal esse é maior barato de nossa vinosfera, diversidade.

Vermentino – É uma casta branca típica da costa mediterrânea da Itália, da Sardenha e da Córsega. Por muito tempo, pensou-se que essa casta tinha origem espanhola, mas as modernas análises de DNA vieram a demonstrar com certeza que sua origem é a Liguria, a estreita faixa litorânea do noroeste italiano. A casta costuma atingir sua melhor formaVermentino-Bella-Vigna-Delu-091311 na ilha da Sardenha, com duas denominações dedicadas a ela: Vermentino di Sardegna, DOC que exige um mínimo de 85% da casta, e Vermentino di Gallura, a primeira DOCG da ilha, que exige 95% da casta no vinho. Incessantemente varrida pelo Mistral e com solo granítico, seus vinhos resultam bastante aromáticos, com alto teor alcoólico e excelente corpo. A Toscana corre por fora, porém produz alguns ótimos exemplares de vinhos com esta uva.

Casta caracterizada por uma acidez vibrante, bom corpo e deliciosos aromas, pode ser considerada como uma uva ideal para acompanhar frutos do mar no escaldante verão tropical. Além de pronunciada mineralidade, seus aromas mais característicos são os de limão verde, nozes e muitas flores, enquanto na boca costumam se repetir os cítricos acompanhados de maçãs verdes, enquadrados em invejável estrutura. São vinhos para geralmente serem consumidos jovens, quando expressam seu melhor caráter.

Verdejo – Esta é uma das melhores uvas brancas da Espanha , natural da região deverdejo-grape Rueda onde produz vinhos marcantes. É vinificado na grande maioria das vezes como varietal sem suplementação de outras uvas. Produz vinhos muito aromáticos, encorpado, macio e untuosos onde impera uma acidez muito presente que lhe aporta um frescor muito agradável. Os vinhos brancos de Rueda (Valladolid, Segovia e Ávila) devem conter pelo menos 50% de uvas Verdejo (o resto geralmente Sauvignon Blanc e Viura). Os vinhos que incluem a palavra Verdejo em sua rotulagem devem conter pelo menos 85% da uva, porém geralmente contêm 100%.

Além de Rueda, também está presente em Cigales e Toro assim como Castilla y León , podendo também ser encontrada nas ilhas Canárias. Fora da Espanha, pode ser encontrado em Portugal, sob o nome Gouveio, e Austrália . Os vinhos vindos da Verdejo são muito refrescantes, de corpo médio, aromas herbáceos e acidez marcada. Dependendo da localização dos vinhedos podem apresenta uma mineralidade acentuada presença de sabores cítricos na boca onde despontam maçãs verdes em abundância

Chenin Blanc – A Chenin Blanc é uma uva que vem sido cultivada na França, pelo menos, nos últimos 1.300 anos sendo o Loire a região em que ela mostra toda a sua grandeza e cheninblancversatilidade. As regiões de Savenniére e Vouvray o que de melhor se produz com esta cepa no mundo. Pode aparecer em versões secas de bom corpo, mas também em versões mais doces como nas regiões de Coteaux du Layon e Quarts de Chaume, produzindo vinhos exuberantes e marcantes sendo uma ótima uva também para a produção de Cremants (espumantes franceses elaborados pelo método champenoise fora de Champagne) tanto no Loire, Vouvray, como no Languedoc (Limoux). Nas regiões mais frias, tende a ter uma acidez mais vibrante, notas minerais e maçã verde, nectarina e algo de lima

A Chenin Blanc se deu muito bem também em regiões quentes como a África do Sul, tendo chego por lá nos idos de 1650 levada pelos colonos holandeses. Também conhecida como Steen, ela representa hoje cerca de 20% dos vinhedos sul africanos. Em função do clima ela apresenta notas de frutas tropicais como banana, manga e abacaxi, e sua boa acidez gera vinhos bastante equilibrados. O vinho tende a apresentar-se com uma cor amarela esverdeada e reflexos dourados .

É muita propicia ao envelhecimento quando tende a adquirir aromas com notas de avelã, pêssego, mel e maçã madura. Como a chardonnay, a Chenin se adapta muito bem à vinificação com madeira ganhando uma cremosidade extra nesses casos e alguns produtores do Loire adotam a fermentação malolática o que lhe aporta notas mais untuosas.

Viognier – Ela tem origem, ou pelo ela é mais conhecida por ser a grande uva branca das Côtes du Rhône, onde é usada até mesmo para emprestar seu aroma potente e amanteigado, de fruta supermadura, aos encorpados tintos da região. Ela é também a origem e a razão da mais importante denominação de brancos da região, a Condrieu, Viognierberço de alguns dos maiores vinhos do mundo elaborados com esta casta. Em clima de verões secos e quentes, a Viognier amadurece bastante, gerando vinhos intensos, mais alcoólicos e muito aromáticos. É coadjuvante no célebre corte com syrah típico de Cote-Rotie onde produz vinhos estupendos, sendo este corte é também usado em outros países como Argentina, Califórnia e Austrália. Na França também se encontra bastante em toda a região sul, especialmente no Languedoc.

A Viognier é uma rara uva branca do sol – a maior parte das uvas para vinhos brancos, como a Riesling e a Sauvignon Blanc, entre outras, são uvas melhor aclimatadas a regiões frias de onde extraem suas melhores feições. Já a Viognier adapta-se e viceja em regiões de verões quente e de muita luz. As Côtes du Rhône (literalmente, as barrancas do rio Rhône, ou Ródano, localizadas no sudeste francês, logo ao norte da Provença) são quentes e caracterizam-se pelos densos e alcoólicos vinhos de frutas muito maduras, escuros e corpulentos quando tintos; aromáticos e amarelados quando brancos. Acidez, às vezes faz falta, já que esse não é seu forte.

Essa adaptação também define sua paleta de descritivos aromáticos, relacionados a frutas muito maduras e açucaradas, como ananás amarelinho, maracujá, mangas etc. Também adquire potencial para estagiar em carvalho, em que adquire complexidade e caráter. Além das sugestões oxidativas, o caramelo e os tostados das barricas lhe caem bem. A Argentina vem produzindo alguns bons exemplares que valem ser provados. É, nos melhores casos (Condrieu), um dos raros brancos de estrutura e longevidade.

Catarrato – A Catarratto é uma uva branca amplamente cultivada na Sicília, região do Catarrattosul da Itália, onde 60% dos vinhedos são destinados ao cultivo dessa variedade, utilizada na elaboração de vinhos brancos frescos e leves, fáceis de beber. Utilizada com alta frequência na composição dos vinhos Marsala, a uva Catarratto apresenta alto rendimento, sabor neutro e baixa acidez. Na mão de excelentes produtores, essa variedade é capaz de dar origem a vinhos interessantes e complexos, com textura suculenta, bom corpo e extremamente saborosos, com notas cítricas, flores brancas, amêndoas e até damasco em alguns casos.

Por suas características, é muito mais usado em cortes (blends) do que como varietal, sendo bom parceiro ás outras uvas autóctones regionais como Carricante, Inzolia e Grillo assim como á Chardonnay, mas bons produtores geram varietais bem marcantes.

Rabigato – Rabigato, é uma uva autóctone da região do Douro onde é costumeiramenterabigato usada em cortes com a Viosinho, Verdelho e Gouveio e que, em função de sua baixa produtividade, está gradativamente sendo substituída por castas mais interessantes comercialmente e de maior produtividade. Os vinhos de Portugal produzem sempre saborosas surpresas. A Rabigato oferece acidez viva e bem equilibrada, boas graduações alcoólicas, frescura e estrutura, características que a elevaram ao estatuto de casta promissora no Douro. Apresenta cachos médios e bagos pequenos, de cor verde amarelada. Poderá, nas melhores localizações, ser vinificada em varietal, oferecendo notas aromáticas de acácia e flor de laranjeira, sensações vegetais e, tradicionalmente, uma mineralidade atrevida.

Greco di Tufo – A uva Greco di Tufo é pouco conhecida entre nós, brasileiros, mas é plantada há mais de 2.500 anos no sul da Itália tendo como berço a calabria. Sua origem é discutida, mas os indícios trazem como origem a Grécia (por isso o nome

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Greco). É da Campania , uma região litorânea de terras vulcânicas, banhada pelo Mar Tirreno e cercada pelos Apeninos de onde chegam as últimas influências frias do Norte, que nos chegam os vinho mais conhecidos e respeitados elaborados com essa casta é o da DOCG Greco di Tufo, que se localiza ao norte de Avellino e a 1 hora de carro a partir de Nápoles. Esse vinho distingue-se dos outros brancos do sul da Itália por seu pronunciado caráter frutado. Os solos de vinha da região são derivados de tufo , uma rocha formada a partir de cinzas vulcânicas dando-lhe uma personalidade muito particular.

De acordo com o Master of Wine Mary Ewing Mulligan- , vinhos Greco di Tufo geralmente estão prontos para beber 3-4 anos após a colheita e ter o potencial de envelhecimento para continuar a desenvolver bem para 10-12 anos.  Os vinhos elaborados com esta casta apresentam a coloração ouro-claro, com reflexos âmbar. No nariz, os aromas mais usuais são os de pêssego, amêndoas torradas e figos. Na DOCG Greco di Tufo, são vinhos bastante encorpados e de muita personalidade. Beber preferencialmente entre o terceiro a quinto ano de vida.

Encruzado – Casta do Dão, Portugal, os vinhos são medianamente aromáticos e revelam um notável equilíbrio entre o volume alcoólico (generoso) e a acidez (como Foto - encruzadodeviam ser todos os vinhos, caso contrário cansam depressa). A sua delicadeza e as sensações frescas e minerais que proporcionam são um bálsamo para o fastio provocado pela tendência atual para produzir vinhos muito frutados, a fugir para o tropical, e de estrutura simples e suave. Com o tempo, os vinhos de Encruzado vão ganhando aromas deliciosos de mel, frutos secos, mas sem perderem a sua formidável acidez.

Para o enólogo Carlos Lucas, da Dão Sul, o vinho de Encruzado representa “o verdadeiro branco da Velha Europa: mineral, com notas cítricas e verdes sem ser vulgar quando novo, que envelhece bem, ganhando notas apetroladas e amendoadas e mantém sempre uma boa acidez”. Tem ainda a vantagem de resultar bem em madeira e em inox. “Ao fim de seis meses em barrica, ainda sobressai a fruta e a acidez. Com outras castas brancas, estaríamos a beber madeira”, sublinha João Santiago, da Quinta dos Roques.

Quando bem trabalhada nos oferece vinhos de alta qualidade, cor amarelo palha, nariz de amendôa, castanha e frutos secos, na boca acidez média, seco, bom corpo, frutado e de muita delicadeza. É bom não servir muito gelado em face de sua delicadeza, caso contrário, perdessem muito os aromas e sabores. Envelhece muito bem, sendo um dos brancos que vale esperar um pouco por seu amadurecimento, de três a quatro anos, sendo que os melhores exemplares se mostram mesmo é com mais um bom par de anos.

Quer seguir tomando seus chardonnays e Sauvignon da vida, tudo bem, há que se tomar o que se gosta. Agora, o seguidor de Baco que se preza gosta de alçar voos, descobrir novos sabores e eu encorajo essa atitude. Tem vezes que nem nos damos tão bem assim,  faz parte da vida, mas na maioria das vezes nos surpreendemos muito positivamente. Afinal, viajar é preciso então vamos nessa!! Kanimambo pela visita e vem me visitar na Vino & Sapore neste Sábado a partir das 16H quando terá lugar o 1º Saturday Afternoon Wine Tasting com 14 vinhos à prova e ainda as participações com prova e venda do Mestre Queijeiro e dos Páes artesanais da Raquel Santos. Veja mais detalhes clicando aqui.

 

Bacalhau e Otra Piel, Não é Que Deu Tango!

Cada um presenteia da forma e como pode, assim foi neste Dia das Mães! Três mães em casa para almoçar, minha Loira, a sogra e minha filha Cátia a mãe do Bruninho. A singela forma de as homenagear foi preparar um prato especial  para o almoço que pouco faço, Bacalhau à Lagareira. Gosto de bacalhau e o preparo de um monte de formas, porém esta receita só em momentos especiais e, sem querer me gabar não (rs), ficou da hora. Gadus Morhua é o nome do bicho e este era de primeira belos lombos!!

Primeiro os deixei descansar por umas três horas no azeite com um leve toque de pimenta mixta moída na hora. Leve empanada nos lombos, rápida passagem pela frigideira com um pouco de azeite, depois forno (com mais azeite) com azeitonas pretas, tomate cereja (pouco antes do final), alho á vontade, batata ao murro, brócoli e cebola palito (toque meu) e um refogado de cebola azeite e alho jogado por cima. Esta receita, existem diversas, esta que uso é a do Restaurante Antiquarius, também praticada no A Bela Sintra, e é a que gosto de fazer, veja receita completa aqui.

Bacalhau à lagareiro Dia das Mães - JFC

Podia ter harmonizado com um bom tinto português, mas optei por correr riscos e alçar diferentes vôos, peguei na adega um vinho da Bodega Gen d’Alma, o vinho Otra Piel Blend 2014 elaborado a quatro mãos pelos enólogos Gerardo Michelini (sou fã dessa família) e Andreia Mufatto. Como quase tudo o que vem dessa família, um vinho Bacalhau e Otra Pieldiferenciado, corte de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon cofermentadas e com passagem de 9 meses por ânfora de cimento de 2000ltrs enterrada com adição de Pinot Noir ao final do processo. Meu amigo Didu sei que é fã desse vinho orgânico que faz uso de leveduras selvagens e me lembro que a primeira vez que tomei este vinho foi exatamente na companhia dele lá na Vinoteca JÁ em Buenos Aires. Um vinho vibrante com muita fruta e mineralidade, médio corpo, terroso, muito boa acidez, vinho vibrante, um leve toque fumado, taninos suaves como convém para combinar com o bacalhau.

Foi um risco, mas não me preocupei não porque tinha back up de monte na adega (rs) aos quais não tive que recorrer porque deu tudo certo. Belo vinho, belo prato, grande companhia, mais uma delicia de Domingo e só senti pena porque faltou gente! Quer tentar essa harmonização ou simplesmente tomar uma garrafa de Otra Piel? Bem, não tem jeito, só em Buenos Aires, ao que eu saiba, e lá anda na casa dos 350 a 400 pesos e sei que na JÁ tem, trouxe de lá! Um duo luso-argentino sobre a mesa num bailado atlântico, dois portos, um fado tangado! rs

Kanimambo pela visita, saúde e seguimos nos encontrando por aí nas estradas de nossa vinosfera.

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Vinhos, Mestre Queijeiro e Pães Artesanais, Vem!

É gente, este próximo dia 27 de Maio (Sábado) no Saturday Afternoon Tasting a ser realizado na Vino & Sapore, há mais do que vinho! Aos já definidos parceiros; Wine Lovers e Lusitano Imports,  que trarão 14 rótulos de diferentes regiões, cepas e estilos de vinhos, se juntam agora o Mestre Queijeiro e a Raquel Santos com seus pães artesanais, e o evento ficou ainda mais gostoso. Somente 50 convites disponíveis para venda antecipada a R$40,00 cada! Interessado, veja detalhes clicando aqui!!

Mestre queijeiro clipboard

Diversos queijos à prova e venda no dia direto com o Mestre Queijeiro, o amigo Bruno que virá de Pinheiros especialmente para abrilhantar este evento.

Raquel pães clipboard

A Raquel Santos, amiga e parceira de longa data envereda por um outro caminho, o de deliciosos pães artesanais para serem degustados na hora, compra disponível assim como encomendas. Tanto com a Raquel como com o Mestre Queijeiro, a compra ou encomenda dos produtos será feita diretamente com eles.

E os vinhos, o que estará disponível para prova? junto com a Lusitano e a Wine Lovers, escolhemos rótulos que primem por trazer à prova dos presentes a diversidade de nossa vinosfera, marca que diferencia a Vino & Sapore. Sempre saindo da mesmice, buscando explorar novos sabores!

Burson Brut Rosato, um espumante italiano elaborado com uma uva desconhecida da maioria, a Longanesi!

Denatile Syrah/Nero d’Avola da Sicilia

Badia di Morrona Caligiano Chianti da Toscana com promoção especial exclusiva para o evento

Burnside Road Sunset Red Blend da California/EUA

Tricky Rabbit Cabernet Franc/Carmenére do Chile

Nancul Reserve Collection Malbec do Chile

Paxis Douro de Portugal

Finca Agostino Reserva Syrah/Malbec da Argentina

Casa do Lago Tinto da Região Lisboa em Portugal

Tricky Rabbit Pinot Noir/Syrah do Chile

Finca Altorfer Malbec de Mendoza na Argentina

Nancul Family Reserve Cabernet Sauvignon/Syrah do Chile

Finca Agostino Reserva Chardonnay/Viognier da Argentina

E para finalizar o lançamento recém chegado ao Brasil pelas mãos da Wine Lovers, um vinho tinto do Languedoc (França) que será uma surpresa.

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Uma ótima semana para todos e caso tenha interesse, não dê mole não, garanta logo seu convite! Uma ótima semana para todos, saúde e kanimambo pela visita, fui!

FOTOS:

Clique para ampliar / Fotos meramente ilustrativas

 

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Eterna Saudade!!!

Dia das Mães 2017

Feliz Dia das Mães para todas as mães amigas que hora leem esta mensagem, que seja um dia especialmente feliz. Para mim é sempre um dia misto de alegria, por minha loira e filha, e de tristeza pela falta que a minha saudosa mãe me faz. De qualquer forma, um dia a ser celebrado. Um brinde especial no dia de hoje, porém a devoção é, e deve ser sempre, diária!

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Brutal Harmonização, Mais Uma Surpresa na Taça e no Prato!

Uau, realmente há momentos no mundo enogastronomico que mexem com a cabeça e para sempre ficam na memória, este foi um deles! Como sabem, pelo menos a maioria, tive uma formação inglesa quando jovem pois dos 11 aos 18 estudei na África do Sul. Um resultado disso é que em algumas situações, por incrível que pareça, ainda tenho dificuldade de expressar pensamentos e emoções em português, não é frescura não, juro! Ás vezes uma expressão em inglês diz tudo como neste caso, pois “there is never a dull moment” no conviver com a alma inquieta e criativa do Matías Michelini e esta experiência só vem comprovar isso. Aliás, o difícil é acompanhar tanta novidade que a família Michelini gera anualmente!! rs

Digo isto porque o Matías nos traz sempre algo novo, inventa, viaja e busca emoções diferentes no que faz e da forma que faz. Como as produções são  limitadas, ele se dá ao luxo de “inventar” um vinho para acompanhar determinado alimento ou prato, não é uma coisa de louco? rs Louco no bom sentido, obviamente, e ainda bem que existe gente assim que nos faz abrir a mente para coisas diferentes saindo da mesmice, seja um enólogo ou chef de cozinha.

Pois bem, já falei demais e não falei nada da Brutal Harmonização que tomou conta de meu recente encontro com ele, o Guilherme da VinoMix, do Deco (Enodeco) e outros amigos e conhecidos do mundo do vinho num almoço no pequeno, charmoso e gostoso restaurante Chef Vivi na Vila Madalena aqui em São Paulo. À mesa veio um prato de Cordeiro com redução no próprio cozimento, Couscous Marroquino com castanhas, Crispy de palmito pupunha e laminas de rabanetes tudo ôrganico. Gente, derretia na boca, as diferentes texturas se completavam maravilhosamente, prato divino e aí veio o vinho, o La Via Revolucionaria Bonarda. Mais um Bonarda? Ledo engano, maceração carbônica (que não é muito a minha praisa e muito comum na Espanha), um tinto com frescor de vinho branco, ótima textura, muita fruta, foi bem com o prato mas tenho que confessar, na harmonização não encantou. De acordo com o Matías, foi elaborado pensando no pré-churrasco, para tomar refrescado com Brutal TorrontésMorcilla e Chorizos e só de pensar já babei, aí sim! de qualquer forma, pela primeira vez me curvei a um vinho de maceração carbônica e preciso arrumar umas garrafas dessas para acompanhar morcillas bem temperadas, pois o jeitão do vinho tem tudo a ver com pratos mais condimentados, inclusive asiáticos. Tomaria muitas!!! rs

Ué, mas cadê a Brutal Harmonização do títulos, deve estar perguntando você? Bem, essa chegou na hora que o  Matías sacou de uma garrafa de La Via Revolucionaria Brutal de Torrontés! Falei dele pela primeira vez aqui, numa visita à vinoteca JÁ (Joaquin Alberdi) em Buenos Aires, minha vinoteca preferida na terra dos hermanos, um Torrontés laranja, um vinho branco vinificado como tinto com suas películas (cascas) o que resulta num branco alaranjado (vinhos laranja) com bastante corpo. Um vinho complexo, diferente, que gosto bastante, mas que nunca consegui pensar em com o quê o tomar, até este dia! Uau, que harmonização genial, o prato e o vinho juntos explodiram na boca com outra intensidade de sabores, um verdadeiro êxtase hedonístico, adorei!! A chef Vivi bem que poderia introduzir o vinho em sua carta e sugerir esta harmonização, eu certamente passaria por lá de forma amiúde para me esbaldar nesses prazeres.

São essas experiências e esses resultados que me fazem entender do porquê que eu um dia embarquei nesta viagem enogastronomica. Certamente entre as cinco mais incríveis experiências gustativas que já time o privilégio de viver, lembrando que sou um mero mortal! rs

Gente, valeu pela visita, fico por aqui hoje e babando depois de escrever estas linhas movido pela emoção e prazer em mim despertados. Um kanimambo enorme ao Matías e à Chef Vivi “for having swept me off my feet” (desculpem! rs), assim como do Deco e Guilherme pelo gentil convite que culminou nisso! Dos seis vinhos provados no dia, com este post já falei de cinco! Na próxima semana falarei do sexto e de mais uma agradável surpresa, o Sierra Roja, um saboroso Tannat biodinâmico de Córdoba.

Matias na chef vivi

Um ótimo fim de semana para todos, e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí, na Vino & Sapore ou qualquer outro canto de nossa vinosfera, fui!

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