João Filipe Clemente

Reféns das Notas.

postei matéria sobre o tema em Dezembro passado, mas volto a este assunto de Notas dos Vinhos, devido a uma conversa de há poucos dias, entre críticos, colunistas, importadores e produtores presentes a um almoço, sobre os senhores Robert Parker da vida e o valor de suas notas. È Wine Enthusiast,  Wine Spectator, Stephen Tanzer, Robert Parker, Decanter e Jancis Robinson entre muitos outros formadores de opinião e críticos do vinhos, formulando juizo de valor qualitativo. Certo ou errado, têm valor suas notas, ou não têm? Comprar baseado nisso? Na verdade quem lhes deu força e segue dando, são os próprios produtores, importadores e lojistas que viraram escravos, reféns e propagadores dessa cultura, ajudando a disseminar o fato que somente vinho bem pontuado é que é bom ou, eventualmente, para justificar preços. Depois reclamam que vinho sem pontuação não vende, ou de que seus vinhos foram mal pontuados! Lamentavelmente, uma grande parte dos consumidores acaba caindo nessa armadilha de forma ingênua, falta de conhecimento ou até, muitas vezes, por puro esnobismo. Daquele que serve o vinho já falando quanto o vinho custou, especialmente se for caro, e quantos ponto ele tem, saca?! Por outro lado, se criou um culto à nota difícil de se eliminar, pois isto requer mudanças culturais de valores já enraizados em nossa vinosfera do qual viramos efetivos reféns e, pensando bem, será que realmente queremos mudar esse “status quo”?

Já comentei que essas notas são meras indicações de qualidade e os vinhos sem pontuação não devem ser descartados somente porque não possuem uma nota. Por outro lado, um mesmo vinho avaliado por Robert Parker e Wine Spectator, de vertente americana, e Hugh Johnson, Decanter e Jancis Robinson, de vertente européia, terão resultados finais bem distintos devido a culturas, parâmetros e paladares diferenciados. Já cansei de provar vinhos super pontuados e me desapontar muitíssimo. Alguns efetivamente não gostei e, outros, apesar de bons, não consegui entender onde os conceituados críticos encontraram tanto fulgor para justificar suas notas!

A prova final, a verdadeira nota, a que interessa, esta está no paladar de quem toma o vinho e, especialmente, de quem paga por ele já que aí também poderá formular opinião de valor. Ou seja, se o vinho vale o que se pagou por ele, que será o que, em última instância, servirá de parâmetro para repetir a compra, ou não. O resto são meros subterfúgios mercadológicos que nem sempre condizem com a realidade encontrada na taça. Não que não lhes reconheça valor, a uns mais que outros, mas há que se considerar estas “avaliações” com uma certa parcimônia e até, talvez, um mal necessário em um mar de rótulos, nem sempre conhecidos, hoje disponíveis no mercado. Como diz o Didu, o crítico deu 98 pontos e você, quanto dá?

Salute e kanimambo.

Rara Vertical de Esporão Garrafeira

Fui convidado pela Fátima e Emilio a participar desta incrível degustação vertical de Esporão Garrafeira no Portal dos Vinhos. Tem um pouco da minha mão aqui, porque ajudei a garimpar e achei meio que sem querer, algumas poucas garrafas da safra de 2001 que está esgotada no mercado. Lamentavelmente, porém, me vai ser impossível participar já que estarei fora de São Paulo, mas você que gosta de vinhos portugueses e/ou é fã do Esporão Garrafeira, não pode perder esta oportunidade única. O problema é que o local é pequeno e são somente 14 vagas! Não sei nem se ainda há lugares disponíveis então, estando em São Paulo, ligue já e reserve o seu!

 

Barolo II

Dando seqüência ao post de ontem sobre Barolos, a Expand convidou-me para uma degustação de quatro vinhos de diferentes vinhedos e terroirs, do produtor Batasiolo. Esta casa produz algo em torno de 4 milhões de garrafas de vinho anuais, das quais cerca de 300.000 são de Barolo. Em cerca de 50 hectares plantados com nebbiolo para a produção de barolo, a Batasiolo produz vinhos somente com uvas próprias o que lhe dá um maior controle sobre todas as etapas de elaboração do vinho, em especial das vinhas onde o vinho é efetivamente construído. São quatro vinhedos denominados crus, cada qual com seu terroir muito próprio gerando vinhos da mesma “linhagem” porém com características diferentes entre si, mesmo que muito próximos um dos outros. São quatro esses crus, que compõem a “Beni di Batasiolo”, ou os Bens da Batasiolo, numa tradução bem ao pé da letra; o Bofani junto aos municípios de Monforte d’Alba e Barolo, o Boscareto em Serralunga d’Alba, Cerequio em La Morra e o Corda della Briccolina, também no município de Serralunga d’Alba. Quatro vinhos provados com diferenças entre eles, que tentarei compartilhar com os amigos;

Barolo Cerequio 2001, o mais pronto e um dos que mais me agradou, talvez em função disso mesmo. Não é por estar pronto a tomar que não deve ainda evoluir por mais uns cinco ou seis anos, certamente o fará, mas já está delicioso com taninos aveludados e com muita elegância. De boa estrutura,  aromas de boa intensidade, vivos em que aparecem fruta do bosque com nuances de menta e algum floral. Na boca está muito saboroso, rico, franco e equilibrado com boa acidez que lhe dá um frescor muito agradável, e um delicioso final de boca de boa persistência. De todos, foi o que me pareceu mais frutado, porém sem os exageros novo mundistas, tendo realmente me encantado. Um barolo, talvez mais leve e mais moderno, muito saboroso e agradável de tomar

Barolo Bofani 2001, um pouco mais fechado e contido do que o Cerequio, mas o segundo mais pronto a tomar. Os taninos estão um pouco mais marcantes pedindo um decanter por cerca de uma hora quando devem se acomodar. Senti nos aromas algo diferente, talvez um pouco balsâmico, algo herbáceo. Na boca mostrou menos complexidade de sabores, mas tem uma entrada de boca muito agradável e equilibrada, apesar de não apresentar o mesmo frescor do Cerequio. Taninos finos e refinados, boa estrutura, bastante longo, um senhor vinho que precisa de um pouco mais de tempo

Barolo Boscareto 2001, de todos o mais fechado com taninos ainda muito firmes e adstringentes. No nariz apresenta uma fruta em passa que se comprova na boca de forma viril mostrando bastante potência, boa acidez, algo de especiarias e longa capacidade de guarda. Se existe um infantícidio no mundo dos vinhos, cometemos um com este. Sem duvida alguma um vinho para se tomar daqui a mais uma meia dúzia de anos quando se poderá usufruir de toda a sua exuberância. É comprar e guardar.

Barolo Corda Della Briccolina 2003, para o meu gosto, o meu vinho da degustação. Certamente está novo, mas já é adorável e sedutor com um nariz muito agradável de frutas dos bosque madura. Este é o único que passa por barricas de carvalho francês de 225 litros para estagiar o vinho antes do engarrafamento. Todos os outros passam pelos tradicionais tonéis de carvalho esloveno de 5 a 6000 litros como nas fotos. Está ainda um pouco duro, mas ao deixá-lo no decanter por cerca de 45 minutos (levei um resto para casa) abriu maravilhosamente. O que mais me surpreendeu nele foi uma certa mineralidade que, em conjunto com a ótima acidez e harmonia, lhe dá um enorme frescor. Na boca é encantador, fino, elegante com taninos doces e aveludados, muito harmônico com sabores meio tostados, algo de especiarias bem sutis e uma tremenda persistência com um agradável retrogosto que faz lembrar café. Um vinho sedutor e muito saboroso que já se aprecia muito bem hoje e certamente evoluirá mais ainda dentro de uns três ou quatro anos. Não me parece que tenha a mesma estrutura e potencial de guarda do Boscareto, mas como quero é tomar o vinho e não guardá-lo, creio que seus cinco ou seis anos de vida estão de bom tamanho! Se qualquer forma, se pudesse compraria duas, uma para tomar por agora e outra em uns dois anos quando, creio, estará à perfeição!

O Cerequio me encantou e o Briccolina me conquistou. Todos ótimos vinhos, mas para o meu paladar, estes são os dois vinhos que eu colocaria na minha adega. Os preços variam muito pouco, entre R$280 a 300,00 então a escolha não passa por aí. Será uma questão de preferência de estilo que, para mim, ficou muito claro. O que também fica claro, é que são vinhos realmente de guarda que não devem ser tomados com menos de uns cinco anos e, por uma questão de preços, são para poucos, assim como os bons Barbarescos também elaborados com 100% de Nebbiolo, só que em outra região do Piemonte e com outras características.

Salute e kanimambo

Barolo I

De uma das principais regiões produtoras Italianas, o Piemonte (norte da Itália), vem este que, junto com o Brunello de Montalcino da Toscana, é um dos grandes ícones de nossa vinosfera. Definido pelos Piemonteses como o rei dos vinhos e vinho dos reis, é elaborado com a uva Nebbiolo cultivada em vinhedos de uma restrita área de colinas que se estende por 11 vilarejos da província de Cuneo, entre elas Barolo, Serralunga d’Alba e La Morra (clique no mapa para ver região). Pelo caráter peculiar de vinho, pela área restrita de vinhas, e diversidade de terroirs, é um vinho caro tendo por característica o fato de serem vinhos concentrados, robustos, austeros que necessitam de tempo de envelhecimento e aeração para serem devidamente apreciados. Pela legislação da DOC (Denominazione di Origine Controllata), o Barolo envelhece por pelo menos três anos, sendo dois em tonéis de madeira, sendo que muitas casas produtoras ainda o deixam por um a dois anos em caves após engarrafamento.

Com abundancia de taninos potentes, típicos da uva nebbiolo, é um vinho com características duras, muita estrutura e de enorme complexidade devendo sempre acompanhar uma refeição com peso idem, em especial pratos de carne. Até pouco tempo atrás, um excelente Barolo necessitava de uns dez anos de guarda e decantação por seis, dez, até 24 horas para que toda a sua exuberância pudesse ser devidamente mostrada e apreciada.  Hoje em dia isto ocorre com cada vez menos assiduidade já que grande parte dos produtores modernizaram sua forma de produzir o vinho com novas técnicas de vinificação, introduzidas na região a partir dos anos 80, gerando vinhos mais amenos e prontos para tomar mais cedo. Hoje em dia a produção se divide entre produtores mas clássicos e tradicionais, e aqueles de estilo mais moderno. Cada um a seu estilo, mas certamente ambos produzindo excelentes vinhos. Em qualquer dos casos, vinhos que requerem paciência com, pelo menos, uns cinco a seis anos de guarda quando começarão a mostrar toda a sua exuberância aromática e complexidade de sabores.

Nestes últimos sessenta dias, tive oportunidade de provar uma meia dúzia de rótulos e iniciar meu aprendizado nos vinhos Piemonteses, em especial o Barolo. Primeiramente dizer que me ficou muito clara as diferenças nos vinhos causado pelos diferentes terroirs, segundo, que me encantei pela complexidade descoberta. Dizem não ser um vinho fácil que requer alguma litragem para ser melhor entendido, mas tenho que reconhecer que não me foi difícil entendê-lo só lamentando não ter podido acompanhar estes vinhos com um prato que lhes fizesse jus. Pelo que li, é parceiro ideal para carne assada, um ensopado, carnes grelhadas e por aí afora. Pessoalmente, penso que talvez um ensopado de carne com batatas, deve ser a perfeição e aí, penso naquele Javali na Pucura com Castanhas que comi no 1715 em Ribeira da Venda em Portugal, e BINGO!!! De qualquer forma, já me encantei assim mesmo com estes vinho tomados solos num estilo mais moderno, mais prontos para beber.

No Decanter Wine Show, tive oportunidade de provar os vinhos de Pio Cesare um dos principais e antigos produtores e negociantes da região do Piemonte. Entre os vinhos provados, o Barolo Ornato 03, criação top do produtor e, efetivamente, um grande vinho. Ainda austero fechado, teria se beneficiado muito de uma decantação de algumas horas, mas já mostrou uma ótima paleta aromática muito frutado com algumas nuances florais que não consegui identificar. Na boca é denso, carnoso, untuoso, taninos ainda firmes porém sem qualquer agressividade, complexo sabor de frutas maduras com algo terrososo e alguma presença de especiarias, terminando em um longo final de boca em que aparecem elegantes toques de baunilha. Uma criança que necessita de mais tempo, devendo crescer muito ainda nos próximos quatro a cinco anos adquirindo maciez e elegância. Na Decanter por R$413,50.

Do mesmo produtor, o Barolo 03, um “básico” da região. De grande intensidade aromática, perfumado, na boca é cheio, encorpado, taninos finos e macios, bem equilibrado, final de boca muito agradável com um retrogosto que me lembrou especiarias. Não tem a mesma complexidade do Ornato e é um vinho um pouco mais pronto a tomar apesar de que se beneficiará muito com mais uns dois anos de garrafa. Na Decanter por R$310,50.

Amanhã veremos a seqüência dos Barolos provados. Como disse no inicio, não são muitos, mas são vinhos que me fizeram mudar alguns conceitos ou, talvez, preconceitos para com os vinhos Italianos em geral. Aliás, estes vinhos não foram os únicos, pois diversos outros rótulos mexeram com minhas emoções. Tudo isto veremos ao longo do mês.

Salute e Kanimambo.

Vinhos Italianos que Tomei e Recomendo I

         Meus amigos e amigas, se eu achava que o mundo vinícola Francês era complicado e caro, acabei de descobrir que pode ficar pior! Itália, mais complexo, mais regiões, mais caros e mais vinhos de baixa qualidade no mercado. Por outro lado, descobri que nem todo o vinho Italiano é rústico, encorpado e, até determinado ponto, agressivo. Muito pelo contrário, os bons vinhos são elegantes e profundamente saborosos. O que vi é que vou ter que trabalhar no intuito de ganhar litragem nas diversas regiões, em especial no Piemonte onde poucos vinhos provei. Por outro lado, descobri a Sicília, Puglia, Úmbria, Marche, etc. Aliás, aproveitei e mudei a imagem do cabeçalho do blog, com esta linda vista de um vinhedo da Toscana. Imagem linda que foi gentilmente cedida pelo pessoal da Wine Prenium.

        Normalmente inicio os meses com posts sobre as regiões produtoras, suas uvas e seus vinhos. Desta vez vou embaralhar um pouco as cartas e vou falando um pouco de tudo de forma intercalada. Começando com esta curta apresentação e o primeiro Tomei e Recomendo. Uma das características que mais me encantaram é a capacidade dos produtores Italianos trabalharem suas uvas autóctones. Acredito que este seja o principal atrativo dos vinhos Italianos, já que estas castas produzem vinhos muito peculiares e cheios de personalidade mostrando o caráter de sua gente e de sua terra. Existem, todavia, bons vinhos sendo elaborados com cepas de origem francesa espalhadas pelo mundo como a Merlot, Chardonnay ou Cabernet Sauvignon que merecem ser conhecidos porque mudam muito em função do terroir em que se encontram. Das autóctones, conheça os vinhos elaborados com; Nero D’Avola, Nebbiolo, Barbera, Dolcetto, Negrara, Corvina, Primitivo, Neroamaro, Sangiovese e muitas outras.

        Uma das principais características dos vinhos italianos é de que são vinhos que se dão muito melhor acompanhados do que solos. Crescem muito quando acompanhados de um bom prato, diferentemente de vinhos de outras regiões produtoras. Apesar do enorme volume de vinho Italiano que é importado, este número é um pouco falso já que um grande porcentual é de Lambruscos e Proseccos, nem sempre de boa qualidade. Nada contra quem gosta desses vinhos, alguns até são bem saborosos para serem tomados bem frescos numa tarde de calor e de forma descompromissada, mas são poucos os de real qualidade com origem garantida, disponíveis no mercado. Ao longo do mês falarei um pouco mais do Lambrusco que, na Itália, se toma mesmo é na versão tinto.

       De qualquer forma, difícil foi encontrar vinhos que tivessem qualidade e eu pudesse recomendar, nas faixas mais baixas de preços, até R$50,00. Especialmente abaixo de R$30,00, a tendência é que sejam, muito rústicos e desequilibrados, havendo muitas outras e melhores opções nos vinhos Argentinos, Chilenos e Nacionais . Já na faixa de R$50 a 80,00, por outro lado, há abundância de bons rótulos a serem apreciados e, acima desses valores, belos néctares, como seria de esperar,  com alguns sendo verdadeiros vinhos de exceção. Existem muitos outros rótulos que poderiam estar aqui listados, mas só falo do que provo, compartilhando o nível de satisfação sentido e as emoções que esses vinhos me despertaram. Conforme for provando novos vinhos, postarei mais matérias no blog. Agora, chega de lero, vamos falar do que interessa, dos vinhos! Desta vez, após cada rótulo recomendado, indicarei a região produtora afora a importadora ou loja em que este esteja disponível. Como de praxe, marcarei com um asterisco aqueles vinhos preferidos dentro de cada faixa de preço.

Ate R$30,00

        Não são muitos os vinhos provados que posso efetivamente recomendar, mas dentro o que pude provar se destacaram estas boas opções; Terre Alegre 06/Veneto (Wine Company) é um Sangiovese ligeiro, barato, para tomar sem compromissos num bate-papo informal ou acompanhando seu hamburger favorito, Zipolino 05 */Toscana (Wine Company) também é elaborado com Sangiovese e mostrou ser um vinho fácil de agradar, bem equilibrado, saboroso tendo acompanhado bem um prato de ravióli recheado com mussarela de búfala e manjericão. Nesta faixa de preços existem muitos rótulos de Montpulciano d’Abruzzo/Toscana que nem sempre são recomendáveis, mas estes dois são duas ótimas e surpreendentes opções pelo preço cobrado; o da NovaCorte 06 (LMC) e o da Bonachi 06*(Mistral) são dois achados muito agradáveis, corretos, saborosos, harmônicos que descem redondos e são ótimas companhias para a pizza de Sábado ou a macarronada da Mamma no Domingo. Verdadeiro achado, mesmo, é o branco elaborado com a uva Verdicchio produzido na região de Marche por Umani Ronchi, o Castelli di Jeisi 07* (Expand) um vinho delicado, fresco, algo cítrico, na boca é cheio, direto, balanceado uma grande pedida para tomar como aperitivo, com frutos do mar grelhados, ou peixes leves, e imperdível pelo preço. Para finalizar esta faixa de preços, um vinho que é sempre um porto seguro, o Rupestro 06/Úmbria (Decanter) um corte de Merlot (80%) e Sangiovese que agrada fácil, honesto, boa acidez e estrutura, taninos firmes, mas amigáveis.

De R$30 a 50,00

       Subimos um degrau nos preços e damos o pulo de qualidade nos vinhos encontrados. Nesta faixa provei alguns brancos muito saborosos; O Nicodemi Trebbiano d’Abruzzo 06*/Toscana (Decanter) que é muito interessante e diferenciado, necessitando de um tempo na taça para se usufruir de todos os seus aromas; a melhor relação preço x qualidade para um Pinot Grigio que é o Casa Defra  Pinot Grigio 06*/Veneto (Wine Company) com uma boa paleta olfativa, muito frescor e bem balanceado; o Alísia 07/Veneto (Zahil) um outro Pinot Grigio bastante sedutor, muito aromático com nuances florais e o Branciforti Bianco 06/Sicilia (Wine Premium) elaborado com a casta autóctone Grecanico, que é muito delicado, perfumado, fresco e acompanhou muito bem uma salada de legumes cozidos. Dos tintos, diversas opções de diversas regiões com alguns ótimos achados para a faixa; Branciforti Rosso 05*(Wine Premium) e Masseria Trajone 06* (Vinci/Portal dos Vinhos) são duas boas opções para conhecer a uva típica da Sicília, a Nero D’Avola, que produz vinhos muito redondos, com aromas de frutas vermelhas, macios e muito saborosos; O Vernaiolo 04*/Toscana (Wine Premium) um Chianti básico muito agradável elaborado com 85% de Sangiovese e Merlot, tem um nariz de boa tipicidade, mas simples sem grande intensidade. Na boca é fácil, de boa acidez e taninos aveludados; o Badiolo Chianti 06*/Toscana (Wine Company) mais um agradável e muito saboroso exemplar desta região, que surpreende por sua boa estrutura e harmonia, um vinho que seduz fácil e acompanhou muito bem uma madalena de carne; um Cabernet Sauvignon diferenciado 1404 Colli Bereci 06/ Veneto (Wine Company), muito fresco, suave com boa fruta vermelha, harmônico e macio que acompanha muito bem pratos de carne grelhados; o Valpolicella Clássico Campo Del Biotto 06*/Veneto (Decanter), de um ótimo produtor, com muita tipicidade, boa paleta aromática, cheio na boca, redondo com taninos finos, ótima acidez e bom equilíbrio; o sempre seguro Serrano Rosso Conero 06*/Marche (Expand) um corte de Montpulciano e Sangiovese de médio corpo e boa estrutura que gosto acompanhando uma lazanha bolonhesa tradicional, um picadinho ou um pernil assado; O Seral Corvina Veronese 04/Veneto (Decanter) é um varietal da uva Corvina, bem diferenciado e saboroso e o Masseria Trajone Primitivo di Manduria 05 /Puglia (Vinci/BR Bebidas) um vinho suculento, textura cheia e harmoniosa, taninos finos, final de boca com leve toque de especiarias. Alguns vinhos bem interessantes e diferenciados para quem gosta de provar coisas novas e se aventurar; um rosé de Sangiovese produzido na Sicília, o Branciforti Rosé é um vinho diferente daqueles rosés básicos lembrando groselha para serem degustados ao lado de uma piscina numa tarde verão. Este é mais gastronômico com aromas puxando para cerejas com leve floral. Na boca é muito saboroso, cheio, fresco e bem balanceado devendo acompanhar muito bem uma paella ou um frutos do mar à Provençal e, para finalizar, o Concerto Reggiano, um divisor de águas quando o assunto é Lambrusco já que é tinto e é um DOC – VFQPRD (Vini Frizzanti di Qualità Prodotti in Regioni Determinate). Não tem qualquer semelhança com aqueles Lambruscos brancos esquálidos que tanto abundam no mercado. Na taça parece um suco de uva com um frisante suave e agradável. Na boca é leve, suave, saboroso e fácil de tomar com seus parcos 11,5ª de teor alcoólico. A ótima acidez, convida a acompanhar uma feijoada e se prestou muito bem a isso numa harmonização feita em casa. Pode não ser um êxtase, mas é uma experiência muito interessante, diferente e agradável.

Salute e kanimambo

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Viñedo Chadwick

           Só um teaser; descobri o melhor vinho do Chile! Genial e grande privilégio que tive ao participar de uma degustação muito especial ontem. Viñedo Chadwick, um excepcional Cabernet Sauvignon de enorme finesse e elegância que enche a boca de prazer e a alma de alegria, nobreza pura. Preciso de um tempinho para preparar a matéria, pois tem muita informação sobre este e outros néctares provados que são grandes vinhos, em qualquer lugar do mundo, como comprovado em algumas provas cegas realizadas. Aguardem, assim que der preparo o post.

Salute e kanimambo

Novos Espumantes da Marco Luigi

          A Sandra da Marco Luigi informa-me do lançamento de mais uma linha de espumantes para nosso deleite. Digo isto porque, como todos já sabem, sou um fã assumido dos produtos deles, em especial dos espumantes; Reserva da Família Brut 05 e do Moscatel que considero o melhor do Brasil. Esta nova linha Tributo ainda não tive o prazer de provar, assim que o fizer publico meus comentários, então, a título informativo, segue o material recebido da vinícola. Em função do preço, por volta de R$18,00, podem ser interessantes opções para eventos, festas, casamentos, etc.

 

TRIBUTO Demi-sec.

O vinho base é  elaborado com uvas ChardonnayPinot Noir e Moscato  cultivadas e selecionadas em vinhedos próprios, com rigoroso controle de    produção e qualidade. A segunda fermentação ocorre em auto clave (método Charmat) com temperatura controlada  por um longo período, que resulta  em um espumante de cor amarelo palha com perlage intenso e fino. Os aromas  lembram flores brancas, frutas secas como uva passa, figo e toques de mel .  Ao paladar apresenta-se jovem, com agradável frescor, harmônico e com ótima persistência.

 

 

TRIBUTO Brut

O vinho base é elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir cultivadas e selecionadas em vinhedos próprios, com rigoroso controle de produção e de qualidade com o acompanhamento de todas as etapas pelos proprietários e enólogo da Vinícola. A segunda fermentação ocorre em auto clave (método Charmat) com temperatura controlada por um longo período, que resulta em um espumante de cor amarelo com toques verdeais, perlage fino, abundante e persistente. Os aromas complexos lembram flores brancas e frutas.  Na boca apresenta agradável refrescância com um final macio e persistente. Graduação Alcoólica de 12%

 

Se quiser falar com eles, dê uma ligadinha para a Sandra Dambros do departamento comercial, no tel. (054) 3453-2695, ou acesse o site www.marcoluigi.com.br. Salute, kanimambo e até Segunda!

Vinho & Arte, o Programa

         Há poucos dias dei uma chamada para este evento e fiquei de checar preço e programa. Pois bem, aqui está o que a Maria Amélia me enviou. Para quem tiver disponibilidade de tempo e financeira, eis aqui um programa diferenciado. Bon voyage e salute!

18 de setembro – Quinta-feira

  • 19h – In vino Veritas – Uma verdade Inconveniente – O mundo do Vinho e o aquecimento global”, com Sommelier Ariel Pérez, Chile – Degustação de vinhos de diferentes países, com dados das últimas safras e alteração nas características originais do terroir de cada um.
  • 21h – “Vinhos de Terroir”, com Mário Geisse (Chile) – Jantar e Degustação dos vinhos de autor que Mário Geisse tem desenvolvido em diversas partes do mundo, como seus projetos pessoais “El Sueño”. Menu assinado pelo chef Fábio Lima

 

19 de setembro – Sexta-feira

  • 10h – Workshop de Gastronomia e Arte – Chef Luciano Lunkes
  • 10h30 – Degustação Paralela Vertical de Almaviva, enóloga Maria Amélia Duarte Flores.
  • 12h – Piquenique pelo Vale – Vinícola Miolo – Degustação Vertical de Lote 43, conduzida pelo enólogo Adriano Miolo
  • Tarde Livre
  • 15h30 – Workshop Vinotherapia – Caudalie
  • 18h – “Patagônia, seus vinhos, sua beleza e magia”, Lucas Nemesio, propretário da Bodega NQN, Neuquén, Argentina – apresentação dos vinhos elaborados nesta inóspita região, onde a natureza é a rainha absoluta.
  • 19h30 – “Vinhos Biodinâmicos, um estilo de vida”, Marketing Manager da Avondale, Krige Visser, África do Sul. uma nova forma de elaborar vinhos, respeitando o meio ambiente, as energias do universo e o terroir. Os biodinâmicos são elaborados em sintonia com as forças naturais, vinhos únicos e instigantes.
  • 21h – “Piccolo Mondo – sabores daqui e de lá, uma divertida combinação”, jantar em uma pequena osteria em Monte Belo do Sul.

 

20 de setembro – Sábado

  • 10h30 –  “A arte dos grandes vinhos de sobremesa” . Sommelier Flavio Bim, (Curitiba). Importadora Porto a Porto . Flavio contará detalhes da elaboração e curiosidades sobre os clássicos vinhos do Porto, da Ilha da Madeira e Sauternes. 
  • 12h – “Vinho e Guerra – A França e a Segunda Guerra Mundial”, com Juliano Ferreira, consultor de vinhos e história, Porto Alegre, Brasil. Comentários sobre a influência da segunda guerra mundial na história do vinho Francês; curiosidades e aspectos que marcaram este momento da humanidade. Degustação dos vinhos: Champagne Veuve Clicquot, Domaine Paul Blanck Gewurztraminer (Alsace) e Chateau Mouton Rothschild 1999 AOC Pauillac.
  • 14h – Almoço harmonizado de encerramento – o Melhor do Brasil – Degustação dos vinhos Don Laurindo, Salton e Miolo, além do VE – Villa Europa. Chef Fabio Lima

Valor individual, com hospedagem em apartamento duplo, participação completa no evento (exceto degustação paralela) – R$ 1200,00

Acompanhantes – hospedagem e pensão completa – R$ 870,00

Degustação Paralela Almaviva – R$ 450,00

Formas de pagamento:

Até 3x – cheque ou à vista em depósito bancário.

Maiores informações e inscrições – mariaamelia@vinhoearte.com ou lucianazotz@terra.com.br

51 9331 6098 ou 93156469

Ochotierras na BR Bebidas

Se você se lembrar, no último Boas Compras do Mês dos Pais, os nossos amigos da BR Bebidas já tinham destacado três vinhos da Ochotierras com preços especiais. São especiais, inclusive, porque essa é a filosofia deles, baixas margens gerando alto volume de vendas. Ganham eles e ganhamos nós consumidores, gostei e por isso estão conosco desde o inicio de minha coluna no jornal Planeta Morumbi, faz quase um ano. Pois bem, eles estão com toda a linha de produtos da Ochotierras, tendo comprado todo o limitado lote dos estupendos Carmenéres Reserva e Gran Reserva que você só achará lá. Mas veja os preços abaixo:

  • Chardonnay 07, aquele que eu tanto gostei para o dia-a-dia, muito delicado, agradável e fácil de beber, por apenas R$18,00. Lá liguei para o Fredo e pedi para me guardar uma caixa!
  • Reserva Cabernet Sauvignon 06, este elegante, fino e saboroso cabernet é outro destaque imperdível por apenas R$38,00. Uma das melhores opções do mercado nessa faixa de preços. O bom Reserva Syrah também está nesse preço.
  • Reserva Carmenére 06, deste ótimo carmenére, já passei o preço ontem, R$53,00.
  • Gran Reserva Carmenére 05, o meu preferido dentro todos os bons vinhos da Ochotierras e um estupendo exemplar de Carmenére “At It´s Best”! Preço R$105,00. O Gran Reserva Syrah está pelo mesmo preço.

         O porquê deste post? Simplesmente porque um dos principais objetivos deste blog é garimpar “Melhores Vinhos por Melhores Preços” e, quando encontrado, resulta em grande alegria que necessita ser compartilhada com os amigos. Depois, os irmãos da BR Bebidas merecem, são gente fina e descomplicada. Boas compras, bons goles e um ótimo fim de semana. No Sábado algumas notícias interessantes da nossa vinosfera e na Segunda o inicio das matérias sobre o país tema do mês de Setembro, a Itália.

Salute e kanimambo.

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Vinhos do Douro no Figueira Rubayat

Não sou muito de divulgar almoços e jantares enogastrônomicos, especialmente os que custam os olhos da cara. Até porque acho que, se rola tanto, bem que poderiam pagar ou convidar, certo? E olha que recebo um monte de press releases nesse sentido. Divulgo sim, aquilo que acho que meus leitores poderiam curtir e os eventos dos parceiros do blog, conseqüentemente seus também, porque isto aqui é uma irmandade! Bem, para tudo na vida há exceções, então aqui vai um desses jantares especiais que envolvem; local deslumbrante, comida (pelo que dizem) excepcional, vinhos de primeiríssima (nata da produção Portuguesa) com um diferencial, o preço que, apesar de não ser para qualquer um, me parece muitíssimo justo vis-à-vis o conjunto da obra. Não é coisa para todo o dia, mas esse programa merece uma estripuliazinha! Vejam abaixo.

O jornalista Guilherme Rodrigues, diretor de degustações da revista Gula, comanda o próximo encontro do ciclo “O Vinho e seus Prazeres”, organizado pelos Restaurantes Rubaiyat. Esta edição, que tem como tema “O charme dos vinhos do Douro e as delicias do Figueira”, será realizada no dia 16 de setembro, terça-feira, às 20h, no restaurante A Figueira Rubaiyat em São Paulo. Situada no nordeste de Portugal, a bela região do Douro foi a primeira a receber uma demarcação vinícola e até hoje é umas das mais célebres em todo o mundo do vinho. Berço do imortal e inigualável Vinho do Porto, o Douro é considerado a melhor região portuguesa para a produção de tintos extraordinários, embora também elabore brancos excelentes. Aclamados universalmente por apreciadores e especialistas, os vinhos do Douro e do Porto são a expressão de um dos mais fantásticos e diversificados terroirs do mundo. E para harmonizar com os grandes vinhos desta degustação, será servida uma seleção de especialidades do Figueira. São eles:

  • Santa Eufêmia Porto Branco Reserva 1973 (welcome drink)
  • Niepoort Redoma Reserva Branco 2006 acompanhado por Brandada de bacalhau
  • Quinta da Leda 2005  acompanhando Ossobuco de cordeiro
  • Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005 harmonizado com Tirita
  • Porto Noval LBV 2001 com queijo brie nacional
  • Graham’s 20 anos acompanhando a Torta de Santiago

          Confesso que estou muito tentado a ir, a seleção de vinhos é estupenda, mas somos dois aqui em casa então …….enfim, vamos ver. De qualquer modo eis a programação abaixo.

Bon apetit,salute e kanimambo pelo número recorde de cliques. Oba!!!

 

Data: 16/09, terça-feira, às 20h

Local: A Figueira Rubaiyat – R. Haddock Lobo, 1738 – Jardins

Inscrições: pelo telefone 3170-5111, com Juliana, ou e-mail ovinhoeseusprazeres@rubaiyat.com.br

Preço: R$ 180,00 (por pessoa) – Lugares: 60 pessoas

Patrocínio: Cartões Visa