João Filipe Clemente

Passeando em Mendoza no mês de Novembro

A NOB HILL apresenta o roteiro Os Prazeres do Vinho, em Mendoza, um dos lugares mais antigos e um dos principais centros econômicos e culturais da Argentina. Com tantos atrativos, Mendoza se destaca pelo turismo de aventura na época do inverno, mas principalmente pelo turismo enológico, já que na região são produzidos alguns dos melhores vinhos do país.

 

Esse roteiro elaborado pela NOB HILL inclui visitas às principais bodegas da região: Andeluna, Tapiz, O.Fournier, Vinícola Reyter e Família Zuccardi com almoços e degustações. O acompanhamento é feito pelo enófilo Walter Tommasi, que foi por dois mandatos diretor da SBAV-SP – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. Hoje Tommasi é editor da Revista Free Time e membro das equipes de degustação das revistas Vinho Magazine e do Jornal Vinho e Cia, no qual assina uma coluna falando sobre vinhos do velho mundo. 

 

O pacote é de 4 noites em Mendoza, no Hotel Park Hyatt Mendoza, e 3 noites em Buenos Aires, no Hotel Sofitel, incluindo:

  • Passagens aéreas: São Paulo / Buenos Aires / Mendoza / Buenos Aires / São Paulo;
  • Translados in-out;
  • Visitas às principais bodegas da região: Andeluna, Tapiz, O.Fournier, Vinícola Reyter e Família Zuccardi com almoços e degustações;
  • City-tour;
  • 4 noites no Hotel Park Hyatt Mendoza;
  • 3 noites no Hotel Sofitel em Buenos Aires.

Preço por pessoa em apto duplo a partir de US$ 2.390,00

E a partir de US$ 3.640,00 por pessoa em Single

 

Saída: 15 de novembro

Chegada: 22 de novembro

 

Forma de pagamento:

À vista ou 40% de sinal no ato da reserva e o saldo em cartão Visa ou Mastercard em parcelas (preço calculado baseado em 14 participantes).

 

Mais informações: NOB HILL Tour Operator – Tel: (11) 3473-9400

 

PS. Alguém me convida? Topo ir de carregador! rsrsrs Bon voyage e salute.

Itália – Regiões, Cepas e Vinhos – Parte I

Há muitos anos atrás, quando ainda tomava vinhos da garrafa azul e alguns vinhos nacionais de qualidade duvidosa, mas que cabiam no meu bolso, fui introduzido ao mundo dos vinhos finos de qualidade por um tio de minha esposa. De origem italiana e abastado, me lembro que em seu belo apartamento nos jardins abriu uma garrafa de um suculento e delicioso vinho Italiano. Era um Barbera d’Alba da Fontanafreda absolutamente macio e cativante. Quis repetir a experiência com o mesmo vinho, com outra sabedoria e litragem na bagagem, mas ainda não me foi possível, porém o momento ficou registrado. Depois, voltei à mediocridade que meu bolso permitia há época. Na ânsia de repetir a dose e com total ignorância, tentei alguns vinhos italianos baratos tipo Valpolicella e Chianti, tendo me dado mal. De lá para cá muita coisa mudou e muita água rolou, porém até pouco tempo atrás a visão que tinha dos vinhos Italianos seguia sendo de que, ou os vinhos eram bons e custavam os olhos da cara, ou eram baratos e muito ruins, muito rústicos, grosseiros e desiquilibrados.

O que descobri, é que não estava sózinho nessa minha percepção, muita gente compartilhava dessa mesma visão que, conclui não ser totalmente verdadeira. Apesar da má fama em função da importação desacerbada e sem critérios de vinhos de mesa sem qualidade, existem sim, como em todas as regiões produtoras, algumas ótimas opções de bons vinhos a preços bons que necessitam ser divulgados, coisa que tentarei fazer ao longo do mês nos diversos posts publicados. Certo, grandes vinhos têm sim grandes preços, mas conhecendo melhor as regiões, suas principais cepas, sua regulamentação e uma série de vinhos, podemos melhor entender essa relação e mudar, pelo menos parcialmente, essa percepção.

 

A Itália é um emaranhado de 20 regióes produtoras com cerca de 37 sub-regiões produzindo vinho com mais, ou menos qualidade, com diversos estilos usando uma boa parte de seu rico acerco de cerca de 2000 cepas autóctones. Destas, cerca de 350 possuem autorização dos órgãos regulamentadores para a produção de vinhos finos, mas cerca de 500 outras são usadas em vinhos mais caseiros. São um total de cerca de 900 mil vinhedos registrados, produzindo cerca de 18 a 20% da produção mundial, em algo próximo a 715 mil hectares. Da produção total de cerca de 41 milhões de hectolitros (cerca de 5 bilhões e meio de garrafas) em 2007, redução de cerca de 13% com relação a 2006 de acordo com dados do Istat – instituto oficial de dados estatísticos,  46% é de vinhos brancos e o saldo de tintos e rosados. Deste volume, cerca de 37% é exportado, fazendo da Itália o maior exportador mundial, sendo os Estados Unidos e Alemanha seus maiores mercados.

Enotria, ou “Terra do Vinho” nome dado pelos Gregos da antiguidade a terras italianas quando aportaram na região hoje conhecida como Calábria, foi uma premonição do que a Itália significaria para nossa vinosfera. Foi por volta do século IV a.c., que o vinho foi inicialmente introduzido nas regiões da Sicília, Puglia e Toscana, mas foram os romanos, todavia, que o disseminaram pela Europa. Mil anos de rivalidade feroz entre as cidades-estados com uma enorme profusão de bandeiras até 1861, quando da unificação da Itália, gerou a forma da viticultura atual com toda a sua enorme diversidade. Cada uma dessas bandeiras protegia sua cultura, tradição e produção locais, gerando uma grandiosa diversidade de cepas e estilos com pouquíssim intercambio entre regiões. A região de Chianti, por exemplo, está virtualmente intacta desde o século XIV. Após a segunda guerra mundial, começa uma pressão e demanda por vinhos de maior qualidade forçando a industria vinícola italiana a investir fortemente numa mudança de rumos que culminou na 1ª regulamentação em 1963 e no surgimento dos famosos Supertoscanos.

 O que faz a legislação que regulamenta a produção dos vinhos? Bem, o objetivo principal é tentar equacionar a situação existente e desenvolver uma série de regras visando uma uniformidade de parâmetros na produção. Desta forma regulamenta; áreas de produção, cepas permitidas, rendimento por hectare, grau mínimo de álcool, tempo de envelhecimento, práticas nos vinhedos, etc. Vejamos a história da regulamentação Italiana:

  • Em 1963, a primeira regulamentação cria a classificação Vini di Tavola e a DOC (Denominazione di Origine Controllata).
  • Em 1980 se criam as regiões DOCG (Denominazione di Origine Controllata i Garatizata)
  • Em 1992 se cria as IGT  (Indicazione Geográfica Tipica)

Teríamos então, a seguinte classificação; na base da piramide os Vinis di Tavola, depois os IGT, mais alto um pouco os DOC e no topo os DOCG. Vejamos as classificações com porcentuais de participação aproximados (mais ou menos 5%) em 2007:

  • Vini di Tavola, os vinhos mais simples elaborados sobre regras e controles menos rígidos. Quase uma liberdade total com cada um fazendo o que bem entende. Na sua grande maioria são vinhos de baixa qualidade, insípidos, rústicos, muito daquilo que denigre a imagem do vinho italiano no exterior. Existem, todavia, grandes vinhos classificados como Vini di Tavola elaborados por produtores muito conceituados. Nestes casos se enquadram os vinhos elaborados em regiões DOC ou DOCG porém fora das normas estipuladas. O fantástico Tignanello de Antinori, é um claro exemplo disto.
  • IGT – Criado, como a VdP Francesa, para dar mais liberdade de ação e experimentação aos vinicultores. Muito desta criação se deve á pressão criada pelos supertoscanos, dos quais falaremos em post separado. São mais de 200 nos dias de hoje com uma regulamentação quanto às cepas a serem usadas, mas no resto é bastante livre e liberal para poder atender á experimentação e criação inovadora dos bons produtores em cada região. Vinhos que anteriormente cairiam na denominação de Vini di Tavola, agora podem encontrar abrigo nesta classificação.
  • DOC – Regras mais restritas, maior exigência de controles, regiões pré definidas, limitação de cepas e rendimento por hectare. A maioria dos bons vinhos italianos levam o selo DOC, porém não é uma garantia de qualidade e, sim, indicação como na maior parte dos países. São mais de 300 as zonas, normalmente comunas, com classificação DOC.
  • DOCG – Não só as regras são ainda mais rígidas com especial ênfase na redução de rendimento por hectare, mas os vinhos também passam por uma câmara de avaliação especial, que garante a qualidade antes do engarrafamento. A ascenção de uma zona a DOCG é bastante difícil, havendo somente umas 24 a 29 (cada fonte dá um numero e não consegui dados oficiais, ainda) com esta classificação. Nestes casos, é comum o nome da comuna e do vinhedo no rótulo.

Mapa gentilmente cedido pelo site Academia do Vinho, com link aqui do lado. Na semana que vêm veremos as principais regiões com suas cepas e suas principais zonas DOC e DOCG. Salute e Kanimambo

Tomei e Recomendo Extra – Vinhos Brancos

              A Andréa e outros amigos, pediram-me algumas dicas de vinhos brancos então preparei aqui uma lista de diversos vinhos, cepas e origens. Todos tomei e todos recomendo como bons vinhos dentro de suas faixas de preço. Como sempre digo, há uma enorme quantidade de bons rótulos por aí que não provei e que poderiam estar nesta lista, mas só comento o que efetivamente conheço. De qualquer forma, é um numero considerável de vinhos de vários estilos, preços e cepas entre os quais, diversos que se tornaram meus preferidos em suas faixas de preços tendo-os marcado com um asterisco. 

               Alguns para o dia-a-dia, como os Chardonnay da Ochotierras e da Alamos, ou ainda o Sauvignon Blanc da Misiones e o Verdichio de Castelli de Jesi de Umani Ronchi, são para comprar de caixa devido ao preço super convidativo, pelo prazer que transmitem e pelo fato de que o verão está chegando e, mais do que nunca, é nessa época que o consumo aumenta. Gente, espero que aproveitem, são cerca de 70 rótulos selecionados. Existem aqui vinhos muito saborosos com preços incríveis, outros de grande complexidade e verdadeiros néctares, uns para serem tomados mais como aperitivo na introdução a um jantar, outros para serem protagonistas nesses jantares. Listei, também, locais de compra, tanto lojas como importadores todos com os endereços de contato em Onde Comprar, com preços referenciais deste mês. Mesmo estando em outros Estados e cidades que não São Paulo, isto vos dá uma idéia de custo que, espero, lhes ajude nas compras. Um lembrete, a lista da Mistral está em USD então os preços que aqui listei em reais, usando a taxa média de R$1,80,  podem sofrer fortes oscilações.

           Relacionei vinho de até o máximo de R$150,00, sempre listando vinhos que Tomei e Recomendo e, conforme for provando outros vinhos passíveis de freqüentar esta lista, os estarei incluindo. Se tivesse uma loja, certamente esses rótulos lá estariam disponíveis e, com asteriscos aqueles que certamente estariam na minha adega. Existem alguns outros néctares com preços bem acima destes como; o Puligny-Montrachet 1er Cru Champs Gains 05 (Decanter) ou o Puligny-Montrachet 1er Cru “Les Chalumeaux” 06 (Bruck), mas aí estamos falando de exceções que custam acima de R$300/400 e este não é o foco da matéria. É isso amigos, aproveitem. Eu cá ando me estocando para o verão, o problema é que esses vinhos são tão gostosos que não sei se o estoque chegará lá! Salute, boas compras e aproveitem as delicias, sutilezas e frescor destes vinhos. Assim que der preparo uma lista, menor, somente de vinhos de sobremesa brancos.

Vinho

Cepa

País

Onde

 R$

Ochotierras*

Chardonnay

Chile

BR Bebidas

18,00

Condes de Barcelos

Loureiro/Trajadura/Pedernã

Portugal

Kylix

20,50

Emiliano

Sauvignon Blanc

Chile

Emporium

22,00

Pisano Cisplatino

Torrontés

Uruguai

Mistral

22,00

Misiones de Rengo*

Sauvignon Blanc

Chile

BR Bebidas

23,00

Barão do Sul*

Fernão Pires/Moscatel

Portugal

Lusitana

23,00

Pizzato

Chardonnay

Brasil

Casa Palla

25,00

Callia Alta

Chardonnay

Argentina

Decanter

25,00

Cono Sur*

Riesling

Chile

Cia. Do Whisky

25,40

Casa Valduga Premium

Gewurtzraminer

Brasil

Portal

28,50

Dal Pizzol

Sauvignon Blanc

Brasil

Portal

29,00

Alamos*

Chardonnay

Argentina

Kylix

29,20

Filgueiras

Sauvignon Gris

Uruguai

BR Bebidas

29,50

Hardy’s Stamp

Riesling e Gewurtzraminer

Austrália

Casa Palla

29,90

Castelli di Jesi – Umani Ronchi*

Verdicchio

Itália

Expand

30,00

Estampa*

Viognier/Chardonnay

Chile

Decanter

31,00

Terras do Pó*

Fernão Pires

Portugal

Lusitana

31,00

Quinta da Aveleda*

Alvarinho/Trajadura/Loureiro

Portugal

Portal

31,50

AltoSur Sauvignon

Sauvignon Blanc

Argentina

Expand

33,00

Lisa

Moscatel (seco)

Portugal

Lusitana

34,00

Muralhas

Alvarinho e Trajadura

Portugal

Cia. Do Whisky

35,90

Crios*

Torrontés

Argentina

Cia. Do Whisky

37,30

Goats do Roam White*

Chenin/Viognier/Semillon +

África do Sul

Expand

38,00

Guy Saget Muscadet de Sèvre Sur Lie

Muscadet

França

Mistral

38,00

Callia Magna*

Viognier

Argentina

Decanter

40,00

Chateau Peyruchet Blanc*

Sauvignon Blanc/Semillon

França

Expand

40,00

Don Pascual Reserva*

Viognier

Uruguai

Expand

40,00

Casa Defra Pinot Grigio*

Pinot Grigio

Itália

Wine Company

40,00

Chartron La Fleur Blanc*

Sauvignon Blanc

França

Mistral

41,00

De Wetshof Estate Bon Vallon Sur Lie*

Chardonnay

África do Sul

Mistral

41,00

Branciforti Bianco*

Grecanico

Itália

Wine Premium

41,00

Les Fumées Blanche*

Sauvignon Blanc

França

Zahil

41,00

Ventisquero Reserva*

Sauvignon Blanc

Chile

Portal

43,00

Dom Rafael Branco*

Antão Vaz e Arinto

Portugal

Portal

45,00

Cordilheira de Sant’ Ana

Gewurtzraminer

Brasil

 Saint Vin Saint

46,00

Cordilheira de Sant’ Ana*

Chardonnay

Brasil

Saint Vin Saint 

46,00

Muros Antigos*

Loureiro

Portugal

Kylix

47,00

Sta. Margherita*

Pinot Grigio

Itália

BR Bebidas

48,00

Nicodemi Trebbiano d’Abruzzo

Trebbiano

Itália

Decanter

48,00

Guy Saget Vouvray

Chenin Blanc

França

Mistral

48,00

Vila de Frades Reserva

Antão Vaz/Perrum

Portugal

Portal

49,00

Quinta do Ameal Loureiro*

Loureiro

Portugal

Seleto

49,50

Catena

Chardonnay

Argentina

Casa Palla

49,90

Deu la Deu*

Alvarinho

Portugal

Cia. Do Whisky

49,90

Les Salices*

Viognier

França

Zahil

51,00

Dr. Loosen *

Riesling

Alemanha

Expand

55,00

Sauvignon VdP Fournier Pere et Fils

Sauvignon Blanc

França

Expand

55,00

Cheverny Le Vieux Clos*

Sauvignon Blanc/Chardonnay

França

Decanter

64,00

Rutini Chardonnay*

Chardonnay

Argentina

Zahil

66,00

Nicodemi Notári*

Trebbiano

Itália

Decanter

68,00

Marcel Deiss Pinot Blanc Bergheim

Pinot Blanc

França

Mistral

72,00

Cartagena

Chardonnay

Chile

Vinea Store

74,00

Bouza Albariño

Albariño

Uruguai

Decanter

75,00

Lagar de Cervera*

Albariño

Espanha

Zahil

75,00

Soalheiro*

Alvarinho

Portugal

Mistral

76,00

Dr. Burklin-Wolf Riesling Qba Trocken*

Riesling

Alemanha

Mistral

79,00

Anakena Ona Blanco*

Viognier/Riesling/Chardonnay

Chile

Mercovino

79,00

Chablis 1er Cru Montmains*

Chardonnay

França

Nova Fazendinha

80,00

Arboleda Chardonnay

Chardonnay

Chile

Expand

85,00

Zagra

Insolia

Itália

Vinea Store

85,00

Monte da Penha Branco*

Arinto/Roupeiro/Fernão Pires +

Portugal

Vinea Store

87,00

Dão Encruzado – Quinta dos Roques*

Encruzado

Portugal

Decanter

89,00

De Martino S. Blanc Single Vineyard

Sauvignon Blanc

Chile

Decanter

97,00

Chablis Albert Bichot*

Chardonnay

França

Expand

98,00

Mademoiselle T – Pouilly-Fumée*

Sauvignon Blanc

França

Decanter

99,00

Tiziano

Verdiso e Incrocio Manzoni +

Itália

Marimpex

100,00

Grainha*

Gouveio/Viosinho/Rabigato

Portugal

Vinea Store

107,00

Aquarelle Pouilly-Fumée

Sauvignon Blanc

França

Mistral

108,00

Santagostino Bianco*

Catarrato e Chardonnay

Itália

Wine Premium

118,00

Bouzeron Aligoté*

Aligoté

França

Expand

135,00

Tiara*

Riesling/Alvarinho/Savagnin

Argentina

Decanter

139,00

Marcel Deiss Saint Hippolyte*

Gewurtzraminer

França

Mistral

139,00

Miramar*

Riesling

Chile

Vinea Store

144,00

Huet Vouvray Sec Le Haut Lieu* (05)

Chenin Blanc

França

Mistral

147,00

 Ps. 1) A grande maioria dos rótulos listados, com uma pequena exceção, já foram por mim comentados neste blog. Alguns poucos ainda estão na lista de espera, falta tempo para tanta coisa! Se quiser mais informações, tente search, no canto superior direito da página, digite o nome do vinho e reze (rsrsrs) quem sabe dá certo?!

        2) Os preços foram colhidos no mercado, são meros indicativos e podem variar. O Ochotierras Chardonnay é preço de lançamento na BR, sendo que o preço médio no mercado anda por volta de R$22 a 25,00.

 

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

 

 

Blogueiro não é Jornalista

Verdade ué! Num semo mesmo, mas que parecemo, parecemo! Brincadeira gente, mas é que vi essa chamada na capa da Revista Imprensa que encontrei sobre uma mesa no lounge de espera num restaurante, faz alguns dias. Me chamou a atenção, curioso que sou, e fui fuçar na rede buscando a matéria que cobre este tema um pouco polêmico, pelo que pude ver. Na verdade, existe no Brasil uma cultura de que qualquer um que escreva num jornal ou blog, pode se auto-intitular jornalista. Aliás, nem precisa, o próprio mercado de encarrega de rotular este pessoal, eu incluso, desta forma.

Um jornalista pode sim, ser blogueiro, porém o inverso não por uma questão de legislação e tipo de atividade. Apesar de o blogueiro, de certa forma atuar como um jornalista, não é esse o objetivo final e não sei nem porquê se discute isso. Aliás, não sei nem porquê escrevo este post, mas enfim, já que começei vamos até o fim. Um economista, um especialista em marketing, um médico, administrador, torcedor,    cozinheiro, arquiteto ou um enófilo que escreva sobre suas experiências e compartilhe seu conhecimento através de artigos em revistas, revistas e jornais, também não é um jornalista e sim um colunista. Se o fizer em seu próprio blog será um blogueiro, o que é bem diferente, mas de nenhuma forma depreciatvo. A grande diferença entre eles, é que enquanto o Jornalismo é uma profissão, o blogueiro é uma atividade que pode, ou não, ter graus diferentes de profissionalismo ou ser totalmente anárquico. Cada um tem a audiência que merece em função da credibilidade que conquistou e ponto final. O que torna qualquer atividade depreciativa, é a forma como um a executa e o seu conteúdo. Se o leitor não quiser te agüentar, não precisa nem passar pela dor de cabeça que é cancelar sua assinatura, ou pular a página em que você escreve, basta clicar em outro lugar!

Eu me considero um Colunista e Blogueiro, jornalista não sou. Me rotulem do jeito que quiserem, já que isso é meio que um esporte nacional, desde que sigam lendo este blog e a coluna no jornal, pois este é meu unico interesse; seguir crescendo e evoluindo através da fidelização do leitor. Rótulo só serve como mera indicação, funciona como filtro inicial, mas a verdadeira prova é na boca, no caso dos vinhos, e nos resultados no caso de alguma atividade profissional. Eventuais polêmicas me parecem coisa de alguns jornalistas, membros de um pequeno e medíocre grupo mais retrógrado, que se sentem incomodados, e eventualmente ameaçados em seu nicho de atividades, pelo simples fato de que aqui não existem manuais de redação e tão pouco linhas editoriais a serem seguidas, a não ser aquelas que o próprio blogueiro se impõe. Há mais liberdade, menos amarras, maior independência e ousadia, talvez por isso, os leitores busquem esse novo meio de comunicação opinativo, na minha opinião copiar e colar não está com nada, de forma cada vez mais assídua.

Como em tudo na vida, há que se separar o joio do trigo, mas esta é uma revolução impossível de parar e, certamente, de controlar e enquadrar. Há que se buscar formas de convivência madura, um complementando as ações do outro, potencializando os meios. Por outro lado, é uma área de informação e comunicação em franco crescimento e com amplas possibilidades de evolução como canal mercadológico direcionado e focado. Em muitas partes do mundo, este novo canal de comunicação já é bastante reconhecido pelo mundo corporativo, porém aqui ainda segue engatinhando sem que lhe seja dado o devido valor. 

Existe espaço para todos, basta ser competente, ético e sério naquilo que um se propõe a fazer. Não existe lugar cativo no setor e o profissional competente não tem medo de eventual concorrência, muito pelo contrário, pois essa vira um estimulo para evoluir. Só queria deixar registrado, de forma muito clara, a posição e opinião deste enófilo, blogueiro e colunista do vinho que pretende, sim, inovar e fazer diferença. Amanhã retorno Falando de Vinhos.

Salute e kanimambo.

Parceiros do Vinho – BR Bebidas

        Há cerca de um ano e meio estava eu elaborando os arranjos para o casamento de minha filha mais velha, quando bati à porta da BR Bebidas na busca por um fornecedor que me pudesse prover bebidas com preços competitivos e com qualidade. Já tinha dado muita volta, mas depois do primeiro papo com o Fredo e de ter visto os preços que praticava, vi que tinha aportado em porto seguro. O mais legal ainda, é que era um projeto de irmãos, uma operação familiar, tratada com muito carinho e simplicidade. Separei algumas garrafas, já tinha algumas em casa, degustei num encontro com familiares em casa, escolhemos e foi tudo maravilha. Daí para a frente, passei a freqüentar o lugar com maior assiduidade e, desde o inicio deste projeto da Coluna e do Blog, lá estavam eles me dando uma força e apoiando a iniciativa.

O projeto da BR Bebidas, iniciou-se com o irmão mais velho, Jorge, que tinha um restaurante. O pai também tinha um, o tio era dono de um buffet e outros empreendimentos em que todos compravam bastante vinho. Daí até uma central de compras para todos os estabelecimentos da família, foi um pulo. Só que o negócio foi crescendo e virou uma atividade em separado tendo como sócios essas empresas familiares. Depois de um tempo, o Miro e o Fredo, compraram a participação do restante da família e deu no que deu, uma sociedade Luso-Brasileira, já que o Jorge ainda nasceu em Portugal enquanto o Miro e o Fredo já nasceram por estas bandas. Depois de sete anos, uma nova e bonita loja, como pode ser visto no slide show abaixo, onde estocam cerca de 1500 rótulos de cerca de 10 diferentes importadoras. No andar de cima, duas salas para degustação estão em fase final de montagem. Sua principal filosofia? Disponibilizar Bons Vinhos por Bons Preços, ganhando pouco sobre um grande volume de vendas. Não é incomum ver seus preços 10, 15 ou 20% abaixo da concorrência resultado de grande volume de compras, boas negociações, repasse dessas vantagens e margens de lucro pequenas e justas.

Seu foco principal são os eventos e festas de casamento em que fazem um trabalho de assessoria super legal. Afora isso, disponibilizam consignação e atendimento urgente de suporte ás festas contratadas. Este conjunto de fatores é muito importante, experiência própria, quando uma pessoa programa um casamento ou evento de maior envergadura. Lá, afora os vinhos tranquilos,  você também encontrará destilados, licores, espumantes, taças, kits diversos e, agora, adegas climatizadas. 

Agora, com a loja nova, a mais nova da família foi contratada para se unir à trupe e, quando o Fredo não estiver, não hesite em conversar com a Rosa que certamente o atenderá muito bem. Se disser que chegou lá através deste blog, ainda um pouco mais, já que aquele preçinho camarada, que eles já praticam tradicionalmente, terá um desconto especial comemorativo a este post. Preço de etiqueta, menos 10%!. Não deixe de visitar a nova loja que está muito agradável e repleta de novidades. Aproveite o desconto e já compre para os eventos do final de ano, para a festa de casamento, etc. Só não se esqueça de que; tem que falar que viu aqui e de que a promoção termina agora, dia 30 de Setembro. Salute e boas compras.

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Aberto de Segunda a Sexta-feira das 9 às 19 horas e de Sábado das 9 às 13 horas. O novo endereço fica à Rua Leopoldo Couto Magalhães 622,  Itaim, São Paulo, tel. (11) 3071-0777.

Vinhos Italianos que Tomei e Recomendo – II

Andei me esbaldando com muito bons vinhos na faixa de preços de de R$50 a 80,00, de tudo o que é região na Itália. Tomei diversos vinhos de qualidade, que incito você a provar e desvendar os mistérios do vinho deste imenso caleidoscópio de sabores. Deixar de lado eventuais preconceitos, muito gerados por boas razões, e dar uma chance a estes belos vinhos cheios de caráter e personalidade própria, saindo da mesmice com que, por muitas vezes, convivemos nesta vinosfera. Busque rótulos novos, cepas diferentes, experimente, inove, sinta algo novo. Nesta lista alguns vinhos muito interessantes e, a todos colocaria na minha adega amanhã, sem pestanejar. Pela primeira vez, não tenho preferidos, talvez uns dois ou três em função do preço, porém todos são muito saborosos e, alguns, surpreendentes. Desta forma. Considere todos com asterisco de preferidos. Um terço deles são da Toscana, porém há vinhos da Puglia, da Sicília, do Piemonte, de Abruzzo, de Friulli, de Veneto e do Alto Adige. Falemos dos Vinhos

 

           Comecemos pelos brancos, em que tenho uma preferência muito especial pelos vinhos elaborados com a Pinot Grigio dentro os quais se destaca o Santa Margherita (Bruck) é um clássico mundial que agrada sempre. Branco seco, corpo médio, límpido, franco, ótima acidez, de aromas intensos lembrando frutas citricas, é um vinho difícil de não se deixar encantar e o mais austero Riff 06 (Mistral) de aromas que lembram maçã verde, alguma mineralidade e bom frescor demonstrando bomequilibrio. Um vinho branco diferenciado e muito interessante, é o Tiziano DOC 05 (Marimpex) elaborado com , majoritariamente, a uva autóctone Incrocio Manzoni mais; Pinot Bianco, Chardonnay e Riesling, resultando num vinho muito sedutor, de aromas intensos e inebriantes com nuances florais. Na boca é fresco, rico, cheio com uma boa cremosidade e uma certa complexidade e um retrogosto em que a baunilha, resultado de 9 meses de barrica, aprece de forma sutil. Um vinho branco muito agradável e diferente para os padrões a que estamos acostumados.

Dos tintos, um vinho que me surpreendeu muitíssimo e me encantou por sua complexidade, o estupendo Crearo Cabernet Sauvignon DOC 05, de Friulli (Wine Company) é aromaticamente cativante, boa estrutura, delicado e harmônico com um delicioso final de boca de taninos aveludados e ótima persistência, um achado, um belo vinho por ótimo preço. Também achados em função da relação Qualidade x Preço x Satisfação; o Tosca Chianti Colli Senese DOCG 04 (Zahil) de muito boa intensidade aromática com frutos silvestres, cheio, redondo, fácil de agradar, sem arestas com um saboroso e longo final de boca, absolutamente pronto para beber; um 50/50 Sangiovese e Cabernet Sauvignon, é o Erta & China 05 (Decanter) que é denso, escuro, bom nariz, encorpado, boa textura e ótima acidez. Precisa de um tempo na taça, ou um pouco de decantação, para abrir totalmente, tendo escoltado maravilhosamente bem uma costelinha de porco na brasa e o Rosso Salento Sandi Médici 05 (Vinea Store) da Puglia elaborado com 100% da uva Neroamaro. Na cor é quase um clarete, translúcido e brilhante, mas não por isso com menos aromas, sedutores e de boa intensidade. Na boca é sutil, leve, descompromissado, um vinho festivo com 12.5º de teor alcoólico que tem como principal virtude o de encantar facilmente. Redondo, equilibrado, média persistência, um vinho de sabores diferentes que me surpreendeu em vários sentidos, todos muito positivos, e me agradou muito.

Da região de Abruzzo, com vinhos tradicionalmente mais rústicos e não muito confiáveis, (como nos chiantis, fazem muita coisa barata de qualidade duvidosa) provei três ótimos exemplares; o encantador e muito saboroso Nicodemi Montepulciano d’Abruzzo DOC 05 (Decanter) para o qual o final da garrafa chega cedo demais e nos deixa com aquele gostinho de quero mais na boca; o Montepulciano de Abruzzo dal Tracetto 04 (Expand) um dos primeiros bons vinhos desta denominação, que tomei há algum tempo e me deixou boas recordações de um frutado bem fresco com algumas especiarias, taninos redondos e sedosos, com um final de boca muito gostoso e o, Casale Vechio Montepulciano d’Abruzzo DOC 06 (World Wine) macio, frutado, boa estrutura, rico, perfeitamente balanceado um belo vinho. Da Sicília tomei dois encantadores vinhos nesta faixa de preços e uma surpresa bem interessante; O Chiaramonte 05 (Wine Premium), estupendo vinho elaborado com 100% de Nero d’Avola, com um nariz incrível de grande intensidade, confirmado na boca onde demonstra uma certa complexidade. Elegante, sedutor, macio, de taninos doces, final de boca delicioso e de boa persistência, ainda demonstrando algum potencial de evolução por pelo menos mais uns dois a três anos; o Firriato Etna Rosso 05 (também Wine Premium) um inusitado corte de cerca de 85% de Nerello Mascalese com Nerello Capuccio, um vinho complexo e de muita qualidade que me impressionou muitíssimo, mostrando um bom potencial de guarda. Já pronto a beber, sendo que uma decantação de pelo menos uns 40 minutos lhe fará muito bem. De ótima concentração, intenso, muito fresco apresentando uma certa mineralidade que cativa o palato. Na taça vai abrindo com vagar mostrando todas as suas virtudes, tendo harmonizado muito bem com uns medalhões de filé e ravióli de queijo brie, um vinho de primeira grandeza que mostra um longo final pleno de sabor e o surpreendente Poggio Bidini IGT 05 (Vinea Store) um 100% Syrah diferenciado que traz muita fruta madura compotada, redondo, taninos aveludados, fácil de tomar com um final de boca em que aparecem os toques de especiarias que fazem a fama desta dos vinhos desta cepa.

Do Piemonte, na inexistência de Barbaresco e Barolos nestas faixas de preços, gosto muito dos barbera. Nesta prova, tive a possibilidade de tomar e apreciar dois vinhos muito saborosos e encantadores, por preços perfeitamente aceitáveis e “cabíveis” na maior parte dos bolsos. Um deles, o já bem conhecido Le Orme DOC Barbera d’Asti Superiore 05 (Zahil) um verdadeiro porto seguro. Possui uma boa paleta olfativa, na boca é macio, taninos maduros, boa acidez e muito bem equilibrado, um vinho de médio corpo, fácil de agradar e harmonizar, muito saboroso crescendo muito quando levemente refrescado a cerca de 16º. O outro é o Valfieri Barbera d’Asti DOC 04 (Vinea), muito aromático com leves nuances florais, cheio e rico na boca, corpo médio, bem equilibrado apresentando um frescor cativante, taninos finos e sedosos e um muito saboroso final de boca. Daqueles que deixa saudade e nos deixa com água na boca. Queria ter degustado uns Dolcetto d’Alba (que de doce não tem nada, dolcetto é o nome da cepa) e alguns Barbera d’Alba (vinho que me abriu as portas aos vinhos de qualidade há quase 15 anos), porém não consegui. Ainda sigo buscando e assim que conseguir alguns exemplares, compartilharei a experiência com os amigos.

Da Toscana, alguns vinhos muito bons, a começar pelo Tosca já mencionado acima. Um outro Chianti muito interessante, mas de outra sub-região é o Chianti Ruffina Basciano 05 (Decanter) de boa fruta vermelha com algo de ervas, porte médio para encorpado, boa tipicidade, denso, ainda fechado e firme pedindo um tempo de decantação para poder usufruir de todas as suas virtudes; da Rocca delle Macie, o Família Zingarelli Chianti Clássico 05 (Wine Premium) elaborado com 90% de Sangiovese e partes iguais de Merlot e Canaiolo, é um vinho sedutor, muito redondo, macio, pronto para beber com taninos finos e sedosos, saborosas nuances de frutas negras compõem uma paleta olfativa muito agradável e de boa intensidade. Equilibrado, cheio, média persistência e saboroso final de boca. Um outro rótulo muito bom que me agradou sobremaneira foi o Valdipiata Rosso di Montepulciano 04 (Zahil) que não tem nada a ver com a uva montepulciano e sim com a região de mesmo nome, duas coisas diferentes. Este vinho é elaborado com cerca de 80% de Prugnolo Gentile (sangiovese), 15% de Canaiolo e Mammolo que resulta num vinho frutado, macio, redondo, rico e especialmente saboroso com taninos finos e bastante frescor em uma perfeita harmonia que agrada fácil e nos deixa um gostinho de quero mais na boca. Para finalizar os vinhos da Toscana, fiquei feliz ao ver que a os vinhos da Marchesi de Frescobaldi mudaram de importadora e este vinho que me agrada muito agora está num patamar de preços mais realista, pois só o comprava em “promoções”. Remole IGT 06 (Grand Cru Granja Viana) é um corte de Cabernet Sauvignon e Sangiovese extremamente agradável, sempre muito harmônico, na boca é cheio, redondo, com um final de boca em que aparece algo de especiarias. O nariz é de boa intensidade, bem frutado e com algo de ervas aromáticas. Um vinho que me agrada muito.

Finalizando esta lista de vinhos provados e aprovados, dois vinhos do Veneto, especificamente dois Valpolicellas. Bonacosta Valpolicella DOC Clássico 06 (Mistral), elaborado com o tradicional corte de Corvina, Rondinella e Molinara, de corpo médio, vibrante com ótima acidez, suculento, taninos macios e aveludados que acompanharam muito bem uma berinjela recheada e o delicioso Valpolicella Clássico Ripasso Costamaran 04 (Decanter) um vinho que me encantou por sua complexidade e sabores diferentes, talvez em função do processo Ripasso, sobre o qual falarei mais adiante em outros posts sobre os vinhos e regiões da Itália. Boa intensidade de fruta madura, quase seca, de boa concentração, com algumas nuances de algo que me pareceu chocolate amargo. Na boca é algo terroso, boa estrutura, com boa acidez e um rasgo de mineralidade num saboroso final de boca de boa persistência e taninos aveludados. Lamentavelmente somente o degustei no Decanter Wine Show, mas certamente uma garrafa já está na minha programação de compra para melhor usufruir todos os seus sabores.

São cerca de vinte vinhos degustados, uns de forma mais completa, outros somente provados, mas que compõem um grupo de rótulos de muito boa qualidade que recomendo. Duvido que você prove uns três ou quatro deles e não se encante com a variedade de estilos dos vinhos Italianos. Na semana que vem os vinhos top, de R$80 a 120 assim como alguns néctares acima desses patamares.

Salute e kanimambo.

 

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Grandes Vinhos Espanhóis no Brasil

         O GUIA PEÑIN 2008, para quem não conhece, é uma verdadeira bíblia dos vinhos Espanhóis (depois conto mais já que tive a oportunidade de estar com ele ontem), certamente o maior crítico Espanhol com reputação reconhecida internacionalmente. São cerca de 8.100 Vinhos provados por José Peñin e sua equipe de degustadores, o maior critico de vinhos Espanhóis. Mais de treze mil marcas resenhadas. Quatrocentos mil exemplares vendidos! De sua lista top, os vinhos que sobem a seu Pódio anual, se encontram 727 rótulos que alcançara um mínimo de 90 pontos. Destes vinhos tintos e brancos entre 90 e 100 pontos, cinqüenta e oito deles são de importação exclusiva da Península de nosso amigo e parceiro Juan Rodriguez. Os vinhos da Península estão presentes nas melhores lojas do ramos, inclusive algumas de nossas parceiras, mas em caso de necessidade, ligue para lá (011 – 3822.3986) e fale com a Rose que poderá lhe indicar uma loja mais próxima. Veja a lista dos néctares abaixo, do portfolio da Peninsula, e delicie-se com o que de melhor tem na Espanha. Salute    

1- Aurus 2004

2- Ossian Blanco 2006

3- Calvario 2004

4- María Alonso Del Yerro 2005

5- Alonso Del Yerro 2005

6- Aurus 2005

7- El Puntido 2004

8- Finca El Bosque 2005

9- La Nieta 2005

10-  Salinas 1237 2004

11-  Sastre Pago De Santa Cruz 2003

12-  Aalto 2004

13-  Casa Cisca 2005

14-  Ossian 2005

15-  Petit Grealó 2005

16-  Termanthia 2005

17-  Al Lado De La Casa 2005

18-  Viña Sastre Pesus 2004

19-  Aalto P.S.2004

20-  Amancio 2004

21-  Castaño Detras De La Casa 2005

22-  Gótia 2004

23-  Mira Salinas 2004

24-  Perinet + Plus 2004

25-  Regina Vides 2003

26-  San Vicente 2004

27-  Sierra Cantabria Cuvée 2004

       28-  Abadia Retuerta El

           Palomar 2004

       29-  Allende 2005

 

 

30-  Alvear Px Añada 2004

31-  Castaño Shiraz

32-  Dom Pedro Soutomaior Tempo 2004

33-  El Puntido 2005

34-  Enrique Mendoza Santa Rosa 2002

35-  Flor De Grealó

36-  Gran Juvé Y Camps

37-  Mira Salinas 2003

38-  Numanthia 2005

39-  Perinet 2004

40-  Perinet + Plus 2005

41-  Puerto Salinas 2004

42-  San Vicente 2005

43-  Sierra Cantabria 2001

44-  Sierra Cantabria G.R. 2002

45-  Viña Sastre Crianza 2004

46-  Clos María Blanco 2006

47-  Enrique Mendoza Pv 2004

48-  Estrecho Monastrell 2004

49-  Finca Coronado 2004

50-  Finca Villacreces Nebro 2004

51-  Gotia 2005

52-  Gran Veigadares 2005

53-  Juvé Y Camps Milesimé

54-  Pago Negralada 2004

55-  Perinet 2005

56-  Protos Verdejo

57-  Puerto Salinas 2003

       58-  Sierra Cantabria Organza

 
 
 
 

 

Noite Mágica dos Vinhos do Dão

Para os amigos Portugueses que freqüentam este blog, e aqueles Brasileiros que por lá andam ou estão de passagem, eis aqui um belo programa para a próxima Sexta-feira. Se estivesse por Lisboa e região, já estaria com meus convites na mão! Bom proveito e tomem um gole do delicioso Vinha Paz ou o divino Pape. Se estiverem os dois por lá, tomem logos dos dois que me satisfaço em dobro!!!

THE CENTURY – A NOITE MÁGICA DOS VINHOS DO DÃO
19 SETEMBRO 08 | 23H | HOTEL PESTANA PALACE | LISBOA

Seja um dos convidados da maior festa de vinho alguma vez realizada em Portugal. Celebre o centenário dos Vinhos do Dão.

As 20 primeiras solicitações obterão um convite VIP para duas pessoas. Esperamos por si…
bluewine@essenciadovinho.com

WINE PARTY | ESPECTÁCULOS | MÚSICA AO VIVO | DJ’S E MUITO MAIS

Participações especiais:
O’que strada
Da Providers [ bart cruz+henriq. ]
Circo Chen

Organização: CVR Dão

Quer saber mais, então clique aqui. Salute e bom proveito meus amigos.

Primavera de Vinhos na Granja Viana

             Tá bom eu sei, a Grand Cru tem em vários locais, mas eu recomendo mesmo é a compra na filial da Granja Viana, a loja da Bete e do Marcel.  Da sede então, quero é distancia, ô gente esnobe!Muito mais aconchegante, atendimento simpático e você de Sampa, ainda pode vir no Sábado e almoçar num dos bons restaurantes que temos por estas bandas. Acesse os links da Granja e da Revista Circuito aqui do lado, e busque uma opção a seu gosto. Na loja, busque um, ou alguns, deste rótulos em promoção e fuçe, você poderá se surpreender.

Salute e boas compras.

Vinhos Italianos de Reflexão

           São vinhos que realmente beiram a perfeição. Que me enchem a boca de prazer e a alma de alegria. São vinhos que, muitos meses depois, permanecem vivos em minha memória em uma incrível e interminável persistência gustativa. Dos Italianos provados até agora, alguns ruins, outros medianos, mas muitos de ótima qualidade, tenho que reconhecer que existem dois que são verdadeiros vinhos de exceção, que extrapolam no quesito prazer! Como são vinhos caros, verdadeiros ícones, não são vinhos que compre com facilidade, então a grande maioria advém de degustações e, neste caso, ambos os vinhos são da Expand que me convidou a conhecer estes dois super toscanos.

  • Um ícone produzido com 80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. O primeiro Sangiovese amadurecido em barricas de carvalho Francês e o primeiro a usar assemblage com uvas não tradicionais mantendo, desde 1982, esta composição de cepas, não necessariamente porcentuais. Tignanello I.G.T. Toscana 2004, um graaaande vinho!Nariz intenso de grande complexidade onde aparecem frutas do bosque, alguma ameixa madura e algo de tostado. Na boca é de grande estrutura, complexo, taninos ainda firmes e aveludados, encorpado, mas nada pesado, potente e de grande concentração buscando mais sutileza com foco em sabor e elegância. Um vinho difícil de descrever, mas inegavelmente um baita vinhaço! Vinho de longa guarda, já está bom agora, mas daqui a cinco ou seis anos, deverá estar um espetáculo. Para quem pode ($), um senhor vinho por R$480,00 para fazer bonito na adega e, preferencialmente, na taça! Não é à toa que foi eleito melhor vinho Italiano em 2007 tendo figurado no Top 100 da Wine Spectator em que foi contemplado com 95 pontos que ao meu paladar, merece mais.
  • Sassicaia Bolgheri 2004. Aqui é sacanagem, falar o quê deste respeitadíssimo vinho elaborado com Cabernet Sauvignon e um leve “tempero” de cabernet Franc. Mais ainda, o que é que posso falar, que outros já não falaram antes e melhor? Só dizer que, se tivesse menos vergonha, teria ajoelhado e reverenciado o néctar, agradecendo aos Deuses por sua existência, mas tinha muita gente por perto e achei que não seria muito bem entendido. rsrsrs Gente,é um excepcional vinho, que desperta fortes emoções! Tem aromas ricos, intensos e complexos, para não dizer, totalmente inebriantes. Na boca é extremamente macio e sedoso com taninos doces, de grande elegância e muito, mas muito saboroso. Para tomar com calma, sem pressa, sorvendo todas as nuances deste elixir dos Deuses. Ai, que saudades! Eis um belo presente se alguém estiver a fim de me dar algo! Absolutamente maravilhoso, um dos melhores vinhos que já tomei na vida. Verdadeiramente apaixonante e, dizem, ainda vai melhorar muito! Será possível?!! Preço R$680,00.

São vinhos difíceis de explicar e muito menos falar qualquer coisa nova que os famosos críticos mundiais já não tenham descrito. O que posso, sim, é atestar a profunda satisfação de tomar estes verdadeiros néctares e elixires dos deuses e comentar das fortes emoções despertadas. Depois de tomarmos vinhos com esta qualidade e capacidade de mexer com nossos sentidos, é que compreendemos a verdadeira essência do mundo do vinho, a de despertar em nós momentos de puro êxtase!

Salute e kanimambo.