João Filipe Clemente

Vini i Pizza na Granja Viana

Ou Pizza i Vini, não sei ao certo, mas tanto faz já que sempre me ensinaram que a ordem dos produtos não altera o resultado. Pelo menos neste caso tenho a certeza que não. Esta é para os amigos vizinhos aqui do nosso pedacinho do céu. Mais uma razão para ficarmos por aqui e evitarmos pegar avenida que teimam em chamar de rodovia, a Raposo Travares! Salute e bon apetit.

 

Homens, assumam o comando!

Pelo menos essa é a chamada da Fátima, leia-se Portal dos Vinhos, e não é bem o que estão pensando! É para assumir o comando do controle da televisão suas peças!! Pelo menos numa Quarta por mês, podemos enviar as mulheres para o bem bom, na confraria feminina que a Fátima criou sejamos claros, e ver nossa partida de futebol em paz. Isto, óbvio,para quem vive em São Paulo, mas sugiro criar movimento nesse sentido, pelo Brasil afora.

 

Chegou o Cabernet da Villaggio Grando.

          Gosto muito dos vinhos da Villaggio Grando, a 1350 metros de altitude na serra Catarinense, e tive o previlégio de ter provado o Cabernet Sauvignon durante a Expovinis deste ano, porém o vinho que prometia muito, ainda não estava pronto e sequer engarrafado. Preparando-me para a cobertura dos vinhos Brasileiros que farei agora em Outubro, eis que recebo dos amigos de Caçador, o Cabernet finalmente engarrafado, faz poucos dias. Ainda não o provei, preciso dar-lhe uns dias para se acomodar e descansar da viagem, mas o rótulo já inspira confiança e me deixa curioso e ansioso. Na minha opinião o mais bonito e classudo rótulo da vinícultura brasileira, e um dos mais bonitos que tenho visto nos últimos tempos. É aquela coisa, não basta ser bom, tem que parecer ser, até porque também se compra com os olhos. Não está nem no site da vinícola ainda, vejam só que beleza!

 

Não ia escrever mais nada até Segunda, afora as tradicionais notícias de Sábado, mas não resisti. Tinha que compartilhar esta imagem, mesmo que a foto não seja das melhores, com os amigos.

Salute e kanimambo

Vinhos Italianos que Tomei e Recomendo – III

            Finalmente, quase final do mês e nem comecei os Boas Compras, chegamos nos vinhos diferenciados, vinhos de maior qualidade cheios de caráter e grande qualidade. Apesar dos bons vinhos tomados em faixas de preço mais baixas, é aqui que encontramos aqueles néctares que encantam. Há no tentanto, vinhos na faixa de R$50 a 80,00 que rivalizam com alguns desta lista de vinhos recomendados na faixa de R$80 a 120,00. Como sempre, marquei com asteriscos aqueles que se tornaram meus preferidos.

          Gosto muito dos vinhos do respeitado clã produtor Antinori, que elabora deliciosos e estupendos vinhos na região da Toscana assim como em outras partes da Itália e do mundo. Começando pelo Marchesi Antinori com seu Villa Antinori Toscana 04/05 IGT*, corte de Sangiovese com Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, muito macio, rico e equilibrado, corpo médio mostrando muita personalidade e o estupendo muito apetecível, muito elegante e extremamente saboroso Il Brusciato Bolgheri DOC 05*, corte de 60% de Cabernet Sauvignon com Merlot e Syrah mostra boa paleta aromática em que sobressaem as frutas vermelhas, algo de especiarias e salumeria. Na boca é muito agradável, mostra boa estrutura, fruta madura, taninos suaves e macios, acidez moderada, elegante e harmônico com um bom e longo final de boca, literalmente yummy! Ainda no clã, agora na Tenuta di Biserno de Piero e Ludovico Antinori, o Insoglio del Cinghiale I.G.T. 05*, um corte pouco convencional de Syrah, Cabernet Franc, Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, apresentando um ótimo nariz com boa e cativante intensidade aromática em que sobressaem frutas negras silvestres, é muito harmônico e balanceado na boca com um final bem especiado. Já pronto, mas mais um ano de garrafa deve favorecer muito este vinho que agrada sobremaneira, estando todos eles disponíveis na Expand.

           Do Produtor Rocca delle Macie, (Wine Premium) gostei de tudo o que provei. Este Ser Gioveto IGT 00, é um supertoscano que varia seu corte de cepas a cada ano, mantendo o estilo, dependendo das características de cada safra em que é produzido. Uma criança que somente agora, aos oito anos, dá seus primeiros passos rumo á maturidade., mostrando que ainda pode evoluir muito nos próximos três a quatro anos. Encorpado, denso,carnoso, mostrando enorme vigor e personalidade, potente porém elegante de boa textura tendo necessitado de cerca de uma hora de decanter para finalmente começar a mostrar todas as suas virtudes. Passando da Toscana para o Friulli, um surpreendente e muito bom Cabernet Sauvignon, Pradio Rok 04* (Wine Company). Para não deixar pedra sobre pedra, um senhor vinho, de muito boa estrutura, denso, complexo nos aromas com nuances herbáceas e na boca, boa acidez num conjunto de grande personalidade. Vinho para acompanhar uma carne bem condimentada, perna de carneiro ao forno, pronto já babei! Do Veneto, um Valpolicella diferenciado do produtor Allegrini, é o saboroso Palazzo della Torre 04 (Expand), elaborado com Corvina, Rondinella e um tico de Sangiovese. Cerca de 70% do lote é viníficado de imediato, enquanto o restante passa por um processo de secagem em esteiras ao estilo amarone para posterior mescla dos lotes. Uma inovação do produtor que perde assim a classificação de DOC, menos importante do que o nome Allegrini que lhe confere a importância e prestigio que merece. Um vinho suculento, diferente, com um nariz muito agradável em que aparecem frutas do bosque e algo de baunilha. Na boca sabores complexos em que sobressai alguma fruta passa, bem balanceado, taninos finos e sedosos num ótimo final de boca que chama a uma boa carne, talvez uma costelinha?

          Do Piemonte, um bom Barbera d’Alba de Pio Cesare, um dos principais produtores e negociantes esta importante região. O Fides é excepcional e muito mais caro, mas este Barbera d’Alba 04 (Decanter) é um bom exemplo desta cepa que produz vinhos muito saborosos. De nariz intenso e boca rica de sabores, denso mas com bastante elegância, taninos aveludados, é um vinho de corpo médio para encorpado com boa persistência. Também da Decanter, um Montepulciano d’Abruzzo em um patamar muito acima dos demais. Nicodemi Notári 04 DOCG*, as melhores uvas plantadas na melhor região, Colline Teramane. Complexo, encorpado, algo mineral, uma pena que só provei um golinho no Decanter Wine Sow, pois mostrou um enorme potencial de guarda o que nunca tinha visto num vinho desta zona. Tenho que rever, mas podem anotar no caderninho, um grande vinho.  

         Para finalizar, alguns vinhos da Sicília, sendo dois deles brancos. O Zagra IGT 05 (Vinea Store) é elaborado com 100% de Insolia, uma uva autóctone da região. Muito aromático com toques florais de flores do campo, fruta tropical madura (abacaxi?) com uma cor amarelo palha com laivos dourados, bonito e límpido. Na boca é cremoso com boa estrutura, algo mineral, crescendo muito quando acompanhado de comida. Harmonizou bem com um filet de St. Perre coberto com creme de espinafre e gratinado com parmesão. Final levemente amendoado e muito saboroso. Sant Agostino Bianco 06* (Wine Premium), um vinho estupendo elaborado com um corte 50/50 de Catarrato e Chardonnay. O Chardonnay passa uns 4 meses em barricas de carvalho francês o que lhe dá uma certa cremosidade. No nariz remete a algo de melão e e frutos secos, mostrando na boca uma boa estrutura, untuosidade e longo final de boca. Sua versão tinta Sant Agostino Rosso 05 (também Wine Premium), é elaborado com um corte de 50/50 Nero d’Avola com Syrah num estilo mais global, potente e de boa estrutura, intenso, carnoso e elegante. A Nero lhe traz maciez enquanto a Syrah lhe aufere maior concentração e as notas de especiarias que marcam o final de boca de boa persistência. Um dos vinhos que mais me encantou nesta viagem pelo complexo e intrigante mundo dos vinhos Italianos, foi certamente o Passo delle Mule 05* (Portal dos Vinhos) elaborado com 100% Nero D’Avola. Quanto mais eu me aventuro pelos vinhos Italianos, mais me surpreendo pela qualidade geral apresentada. Este vinho é uma dessas gratificantes surpresas com que tenho a oportunidade de me deparar de vez em quando. Muita fruta e toques balsâmicos, num vinho denso, cremoso e complexo, boa estrutura muito elegante e com enorme equilíbrio. Taninos maduros e aveludados, boa acidez com um longo final de boca. Absolutamente sedutor e encantador, daqueles vinhos para você tomar com calma, sorvendo e descobrindo todos os seus segredos

         Acima deste nível alguns vinhos muito especiais que já comentei aqui em outros posts no mês como Barolos e Vinhos de Reflexão. Existem outros porém, que ficam entre esses dois patamares, como o Edizione Cinque Autóctoni* (Portal dos Vinhos) Amarone Clássico Ca ‘del Pipa Cinque Stelle* (Decanter) Barbera d’Alba Fides*  de Pio Cesare (Decanter), Brunello di Montalcino DOC de Casanova di Néri (Expand) e Castello di Ama Chianti Clássico (Mistral). Pelo preço aqui, são ótimas dicas de vinhos para trazer de fora, mesmo não sendo baratos lá também.

         Na semana que vem finalizo a nossa passagem pela Itália com uma série de destaques que nossos parceiros listaram para nossa seção de Boas Compras. Nos vemos na semana que vem, aproveitem o fim de semana com sabedoria e bons vinhos. Salute e kanimambo.

 

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Itália – Regiões, Cepas e Vinhos – Parte III

             Eis as principais regiões e seus vinhos. Nesta passeio de conhecimento pelas regiões Italianas, comecei a entender melhor seus vinhos e, conseqüentemente a apreciá-los. Uma de suas características fundamentais é a de serem vinhos muito gastronômicos o que faz com que, em uma degustação tradicional, seus vinhos se saiam normalmente piores que vinhos de outras origens. Realmente seus vinhos crescem muito quando acompanhados de um bom prato.

Lombardia – região de onde saem os melhores espumantes italianos, a DOCG Franciacorta, espalhada por 19 comunas ao redor da cidade de Brescia. Os espumante de Franciacorta, produzidos pelo método tradicional de fermentação na garrafa, são, também, os únicos capazes de rivalizar com os Champagne. Caso queira ver mais detalhes, eis um site interessante para fuçar, http://www.franciacorta.net/it/page.asp?id_cat=25. Para provar um Franciacorta de primeira, conheça o Bellavista (Expand).

Emilia-Romagna – mais conhecida entre nós pelos volumes grandes de importação do vinho Lambrusco, branco. Existe muita confusão entre os consumidores brasileiros que, por muitas vezes, o confundem com um vinho espumante e não um frizzante, que é o que realmente é pois possui somente uma a duas atmosfera de gás carbônico enquanto os espumantes exigem no mínimo três. O “verdadeiro” Lambrusco é elaborado tão somente com a uva tinta Lambrusco com, dependendo da região, Fortana e Malbo Gentile em pequenas quantidades. É produzido tanto na versão branca, rosé e tinto, sendo um vinho para consumo rápido já que não suporta envelhecimento. O que mais se exporta para o Brasil é vinho de baixa qualidade, muitas vezes gasificado artificialmente, corte de diversas uvas não autorizadas, sem grandes pretensões e muitas vezes estocados na porta de entrada do estabelecimento tomando sol. Não dá para se esperar muito de um vinho assim. Os melhores são os DOC que também são um pouco mais caros, e é um vinho muito mais elaborado. O maior consumo no Brasil é do branco (blanc de noir já que a uva é originalmente tinta) enquanto que na Itália é de, principalmente, tinto. Devido a sua forte acidez e presença de gás, é um vinho que acompanha bem refeições com bastante gordura, como a comida tradicional Mineira, ou uma boa feijoada. Não são grandes vinhos, mas podem ser alegres companhias para momentos descontraídos ou beira de piscina substituindo, com vantagens, a cerveja. Quer conhecer mais, clique em http://www.tutelalambrusco.it/.

Veneto – Mais conhecida entre nós pelos vinhos Valpolicella e, especialmente, os Proseccos que invadem as prateleiras de lojas e supermercados. Junto com os bons Proseccos DOC de Conegliano e Valdobbiadene, vem muita coisa de qualidade duvidosa em que se faria um favor ao palato se fossem trocados por espumantes nacionais. De qualquer forma, foram importante fator de divulgação e promoção dos vinhos espumantes no Brasil, o que por si só já é ótimo, pois gerou uma popularização do produto. O bom espumante Prosecco é elaborado pelo método charmat com um mínimo de 85% da uva prosecco, podendo receber um corte das cepas verdiso, perera e bianchetta. Se quiser ver mais, ente no site http://www.prosecco.it/, mas se quiser provar alguns excelente exemplares de Prosecco de qualidade, prove o Bedin (Decanter) e Incontri (Vinea Store).

Já os bons Valpolicellas, são vinhos muito saborosos, especialmente os Ripasso de Valpolicella, Amarones e Recioto, elaborados com as uvas autóctones Corvina, Rondinella e Molinara, podendo receber o aporte, até de 15%, de Barbera, Sangioves, Negrara e Rossignola. Nos Vino di Tavola, existem muitos no mercado, busque sempre comprar de produtores mais conceituados. Dos Valpolicellas; Ripasso, Amarone e Recioto, falarei em separado já que sua forma de eleboração é bastante diferenciada. Muito bons o Palazzo della Torre Allegrini (Expand) e Valpolicella Clássico Ripasso Costamaran (Decanter).

Piemonte – Berço de alguns dos principais vinhos da Itália e do mundo, com ênfase nos Barolos e Barbarescos elaborados com a uva Nebiollo (uva da neblina em função das neblinas de outono nas colinas da região) que, mesmo não sendo amais plantada na região, é a que produz os vinhos mais famosos. As cidades dão os nomes aos vinhos, junto com sua uvas, e não são poucos! O Barbera d’Alba (uva barbera nas cercanias da cidade de Alba), Barbera d’Asti, Dolcetto d’Alba (o nome da uva é Dolcetto, nada a ver com vinhos doces) são alguns bons exemplos disto. Região lindíssima de vinhos deliciosos. Os Barbarescos e Barolos são vinhos por vezes difíceis, muito encorpados e normalmente caros, porém alguns dos vinhos mais saborosos que tomei na região, são da uva Barbera entre eles um que me encantou, o Pio Cesare Barbera d’Alba Fides (Decanter), um sonho de vinho, dono de uma finesse e elegância incríveis. Em Tomei e Recomendo, dou diversas sugestões de vinhos da região, inclusive de Barolos, mas prove também os Barbera d’Asti; Le Orme (Zahil) e Valfierri (Vinea).

Abruzzo –  Os mais conhecidos são o Trebbiano (branco) e Montepulciano d’Abruzzo (tinto) também com a combinação Uva + Cidade, no nome. Importante não confundir a uva Montepulciano com a cidade do mesmo nome na Toscana, onde imperam outras cepas. Um dos meus preferidos para tomar bons vinhos sem gastar demasiado. Alguns dos maiores achados deste meu garimpo por terras Italianas, vieram daqui como; Nicodemi Trebbiano (Decanter) Bonachi Montepulciano (Mistral) e Dal Tancetto Zacagni (Expand) assim como o Notári (Decanter) e o Casale Vechio (Portal dos Vinhos) num degrau mais acima.

Puglia – Região não muito representativa, mas que começa a crecer de importância com o ressurgimento dos vinhos Primitivo de Manduria DOC, que dizem ser a origem para a cepa americana, Zinfandel. Os americanos não tendem a compartilhar dessa versão, mas na boca essa semelhança é latente. Também importante a DOC Salice Salentino. Duas recomendações para quem quiser conhecer vinhos da região são; Primitivo di Manduria Masseria Trajone (Portal dos Vinhos), Rosso Salento Santi Medici (Vinea) elaborado com a uva negroamaro e o Primitivo Puglia Di San Marzano (BR Bebidas) que é muito barato saboroso e ótimo para o dia-a-dia.

Toscana – Uma confusão danada em termos dos diversos tipos de Chianti e diversas versões da principal cepa, a Sangiovese. É também, de onde temos uma maior disponibilidade de rótulos no mercado, com algumas opções muito boas começando com níveis de preço bem baixos. Cuidado no entanto, tem muita coisa ruim por aí! Depois falo dos Chiantis (quando falar dos Valpolicellas) mas gostaria de começar pela cepa Sangiovese que é a principal uva usada na elaboração dos vinhos da região. Em Montalcino, seu clone recebe o nome de Brunello gerando os fantásticos, complexos, encorpados e caros Brunellos di Montalcio (uva + Cidade novamente) dos quais tomei poucos, sempre só degustação, mas o bastante para comprovar o porquê de tanto auê em cima destes rótulos. Em Scansano, recebe o nome de Morellino, daí o Morellino di Scansano um outro DOCG, este mais recente, tendo sido elevado em 2006. Em Montepulciano, recebe o nome de Prugnolo Gentile onde, em conjunto com outras cepas como Canaiolo Nero, gera os ótimos  Nobile di Montepulciano. Desta região saem também alguns incriveis e espetaculares vinhos de reflexão elaborados por grandes produtores com cepas e cortes fora do estipulado na regulamentação vigente. O mercado e os produtores, se encarregaram de denominar estes vinhos como Supertoscanos. Em Tomei e Recomendo I e II já publicados, e no III que espero publicar entre esta Sexta e a próxima Segunda-feira, listo alguns exemplares que valem a pena ser provados e não são caros, havendo opções para vários tamanhos de bolso e gostos. Como opções ao Brunello tente o Rosso di Montalcino, o mesmo sendo válido para o Nobile de Montepulciano, em que o Rosso é uma boa opção e mais em conta. Quer conhecer mais? tente este sites http://www.consorziobrunellodimontalcino.it/ ; http://www.chianticlassico.com/ e http://www.vinonobiledimontepulciano.com/.

Marche – Mais uma região em que se gasta pouco e se bebe bem. Os dois principais vinhos da região são o branco Verdicchio dei Castlelli de Jeisi e o tinto Rosso Conero. A uva Verdicchio, uma das mais antigas da Itália, dá vinhos de enorme frescor e muito agradáveis de tomar acompanhando peixes grelhados e frutos do mar divinamente, ou simplesmente como aperitivo. O Rosso Conero é tradicionalmente um corte majoritário de Montepulciano com Sangiovese, muito macio e saboroso. Se quiser conhecer mais sobre os vinhos da região, clique em www.imtdoc.it. Para provar estes vinhos, sugiro o produtor Umanni Rochi que possui tanto um como o outro por preços muito acessíveis (Expand).

Sicília – Estagnada durante tempos, a Sicilia vêm nos surpreendendo nos últimos anos com bons vinhos, junto com muita coisa ruim que sempre vem na bagagem assim que a região começa a ganhar alguma fama, e preços acessíveis. Os ótimos já começam a ficar salgados, mas os vinhos elaborados com uvas autóctones são diferenciados e muito saborosos. São cerca de 450 produtores, dos quais uns 10 são de primeira grandeza, sendo que 80% dos vinhos engarrafados, somente 20% da produção, vêm de somente sete produtores. Os vinhos elaborados com a uva Nero d’Avola têm me agradado muito e tomei um corte de Nerello Mascalese com Nerello Cappucio estupendo, o Firriato Etna Rosso (Wine Premium). Dos Nero d’Avola, o Masseria Trajone (Vinci) e Branciforti (Wine premium) são boas opções com um preço muito acessível, porém o Chiaramonte IGT (Wine Premium) é um vinho em outro patamar de qualidade e complexidade. Alguns bons brancos também, usando cepas autóctones como Insolia, Grecanico e Catarrato com uvas internacionais como o Chardonnay. 

Salute e kanimambo.

 

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Syrah / Shiraz – Cepa e Vinhos

Syrah ou Shiraz, dependendo em que parte do mundo é cultivada, é mais uma das grandes uvas Francesas que percorreram o mundo como a Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay entre outras. Estudos a apontam como a sétima cepa mais plantada no mundo (2005) com cerca de 150.000 hectares plantada pelo mundo afora. Hoje certamente deve ser bem mais!

Dizem que sua origem, e nome advêm da cidade de Shiraz na Pérsia antiga tendo sido disseminada pelos Fenícios, porém estudos de DNA realizados por um grupo de pesquisa da Universidade de Viticultura e Enologia da Califórnia em 1998, determinaram que a origem é mesmo do sul da França, proveniente da “cruza” das cepas Dureza e Mondeuse Blanche. Foi exatamente nessa região, norte do Rhône, que esta cepa ganhou fama e daí se espalhando pelo mundo ganhando popularidade na versão varietal e em diversos cortes. Está muito presente, também en toda a costa mediterrânea, em especial no Languedoc Francês onde aparece muito em assemblages.

         Do Rhône à África do Sul, passando pela Sicília, Portugal, Chile e Austrália, são inúmeros os estilos de vinhos elaborados devido aos mais diversos terroirs em que são plantados. Como em qualquer outra cepa, impossível generalizar! O que é fato é de que em algumas regiões, têm apresentado uma exuberância difícil de ser sobrepujada. É uma cepa bastante tânica gerando vinhos bastante encorpados de grande estrutura e capacidade de envelhecimento. Os bons exemplares de Syrah tendem a trazer consigo uma certa dose de mineralidade, fruta intensa e uma marca muito própria de especiarias com uma certa alusão a pimenta gerando um final de boca algo picante. Os Australianos tendem a ser mais potentes e intensos,com maior presença de fruta madura e algo de chocolate enquanto os Europeus puxam para um estilo mais elegante, porèm de grande estrutura, com taninos aveludados de boa textura e algo mais especiados. Eu, pessoalmente, tenho uma queda para um estilo de vinhos mais elegantes e tendo a optar por estes vinhos encontrados em toda e qualquer região, e cepa, então os exemplos abaixo têm muito essa cara.

         Os grandes vinhos como Penfolds Grange, vinho mítico Australiano, Incógnito e Quinta do Monte D’Oiro de Portugal, Planeta Syrah da Sicília e os grandes Cote-Rôtie e Hermitages, apesar de deliciosos, não são para o bolso de qualquer um. Porém, existe vida fora desses grandes vinhos e nós pobres mortais podemos nos deliciar com outros exemplares de bons vinhos Syrah que cabem em nosso bolso. Para quem quiser começar a curtir esta cepa e experimentar todos os seus sabores e estilos, eis aqui algumas dicas de bons vinhos a serem provados sem perder as calças.

  • Porcupine Ridge Syrah 07 – Na Mistral, é um belo exemplo de um vinho muito característico da cepa, módico e de muita qualidade vindo da África do Sul. É macio, sutil, vibrante, de boa intensidade, boa estrutura, bom para se tomar com uns dois anos de vida quando o vinho libera todo o seu potencial. Vinho franco, amável, fácil de se gostar e um ótimo “entry level” no mundo do Syrah. Vinho que consegue unir bem as caracteristicas do velho e novo mundo. De ressaltar que a maioria dos grandes vinhos Sul-Africanos são hoje elaborados com esta cepa. Preço médio por volta de R$50,00.
  • Bin 50 Shiraz 06 – Na Expand, um dos meus primeiros Shiraz Australianos e sempre um porto seguro ano após ano. Muito redondo, corpo médio, fácil de agradar, bem frutado com algo achocolatado, de boa intensidade, um vinho sempre apetecível e fácil de harmonizar ou tomar solo. Preço R$59,00.
  • Montes Alpha Syrah 06 – Na Mistral, um dos meus vinhos preferidos que, posteriormente, descobri ter 92 pontos na Wine Spectator tendo ficado em décimo quinto no top 100 do ano passado. O 2005 é um estupendo e encantador vinho, outras safras não provei, e vale muito o que se paga. Dependendo da taxa do USD, por volta de R$70 a 75,00.
  • Goat Roti 05 – Na Expand, é uma brincadeira séria com os vinhos de Cote-Rotie, elaborado na África do Sul pela Fairview. Brincadeira pelo nome, já que o conteúdo é de primeira obtendo grande reconhecimento da imprensa internacional especializada. Um blend de Syrah com Carignan, Grenache e Viognier. Preço R$78,00.
  • Perez Cruz Limited Edition Syrah 05 – Na Wine Company, é mais um exemplo de elegância e finesse que vem do Chile. Um pouco mais caro, mas um grande vinho R$99,00.
  • Ochotierras Gran Reserva Syrah 05 – Este vinho da Ochotierras recém chegada ao Brasil pelas mãos da Brasart, é mais uma confirmação de que esta é a grande cepa hoje sendo produzida no Chile. Este pode tomar já, mas estará melhor ainda em um ano ou dois. Primeira safra deles e só imagino o que poderá vir pela frente! Na Kylix o vinho está por R$ 85,70.
  • Wynns Shiraz/Cabernet/ Merlot 05 –Degustei no Evento Mistral deste ano e me apaixonei pelo vinho. É de grande intensidade e estrutura, porém alia tudo isso a uma incrível complexidade e elegância. Difícil encontrar no Brasil vinhos Australianos desta qualidade por este preço. Preço aproximado de R$ 62,00, na Mistral e uma das mais valiosas pepitas encontradas nos meus garimpos.
  • Y Series Shiraz (possuí um tempero de Viognier) – Na KMM, maior importador de vinhos Australianos. É uma linha média da importadora, porém já demonstra grande qualidade num corte bem característico desta cepa. Preço R$87,00
  • Two Up Shiraz 06 – Da Wine Company, é outro belo exemplar da capacidade Australiana de trabalhar esta cepa. Muito harmônico, redondo, taninos aveludados e muito saboroso. Um vinho muito agradável por R$72,00.
  • Philippe Bouchard Syrah VdP 06 – Francês da região do Languedoc, um vinho pronto, muito agradável, teor alcoólico comportado com 12.5º, boa concentração com uma paleta olfativa muito agradável. È fresco, equilibrado, leve com toques de especiarias, típicos da casta, e muito saboroso. Um vinho realmente fácil de agradar e fácil de harmonizar que está por módicos R$49,00 na Vinea Store.
  • Domaine du Ministre 04 – Saint Chinian no Languedoc Francês, é um corte com 50% de Syrah de bom frescor, algo mineral, taninos redondos, elegantes, textura sedosa, boa fruta e aquela pimentinha tradicional num saboroso final de boca de boa persistência. Deixa um gostinho de quero mais na boca e não causa danos maiores ao bolso. Na Zahil por R$59,00.

Adiciono, hoje 15/08, três rótulos muito interessantes, tanto por serem muito saborosos, como pelo fato de terem preços muito convidativos o que os torna perfeitos exemplares para você iniciar suas aventuras por vinhos elaborados por esta cepa.

  • Valbona Rosé de Syrah 07, fugindo um pouco dos tintos, masé muito interessante. Não tem um nariz muito intenso, mas cresce muito na boca sendo suave, fresco, saboroso e muito agradável de tomar. Produzido pela Bodega Augusto Pulenta, e importado pela Wine Premium, deve estar por chegar e, acredito, que tenha um preço ao redor de R$35,00.
  • Valbona Syrah 07, do mesmo produtor mas voltamos aos tintos. Boa paleta olfativa de boa tipicidade em que saltam aromas saborosos de fruta madura. Sem madeira, é vinho para ser tomado jovem, de bom equilibrio, taninos finos e bem equilibrados com uma acidez adequada, bom final de boca em que aparece um pouco de especiarias, suaves e de média persistência. Incrível pelo preço de R$28,00!
  • Ontem participei de uma degustação com o lançamento da Safra Histórica dos vinhos do Casillero del Diablo. A safra de 2007 no Chile, foi impressionante para eles e seus diversos varietais estão muito bons, mas disso falo em outro post. Provem o Casillero del Diablo Syrah 07 que está chegando às lojas, divino. Nariz gostoso de boa concentração de fruta e algo de especiarias. Na boca é rico, taninos presentes, firmes mas sedosos, elegante e perfeitamente integrados dando mostras de que evoluirá muito com mais um ano de garrafa, apesar de já estar muito saboroso e pronto a beber. Por preço que irá variar, de loja para loja, entre R$30 e 35,00, é imperdível. Se acompanhar com um belo pedaço de picanha então ….!

Estes são só alguns rótulos, os que já provei, e certamente existirão um monte de outros para garimpar, mas há que se começar com alguma segurança para não se assustar numa primeira experiência, certo? Por falar em assustar, não confunda com Petit Syrah, que não tem nada a ver. Os Americanos deram esse nome à uva Durif, pela semelhança dos cachos . Em minha opinião, fique de olho nos vinhos Syrah vindos do Chile e da África do Sul regiões que vêm evoluindo muito tanto em volume de vinhedos quanto em rótulos de qualidade.

Salute e Kanimambo.

 

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Itália – Regiões, Cepas e Vinhos – Parte II

   O Brasil está infestado de vinhos mais baratos e de qualidade duvidosa, especialmente de chiantis, proseccos, valpolicellas, lambruscos, soaves e frascatis entre outros, porém existem exceções em tudo na vida. Mesmo nesses vinhos mais baratos existem produtos até que razoáveis dentro de suas características, mas há tanta coisa boa e tantas regiões a explorar, que devemos nos permitir explorar um pouco mais. Para ajudar nessa peneira e verdadeiro garimpo, creio importante conhecer um pouco melhor as principais regiões produtoras, suas cepas e zonas de classificação que não são lá muito fáceis de identificar. Na França, por exemplo, mesmo com algumas dificuldades há sempre a garrafa que dá uma indicação de que região o vinho vem. A garrafa da Borgonha é diferente da garrafa de Bordeaux que por sua vez é diferente da Alsácia e do Rhone. Tá, eu sei, quando chega no Loire ou no Languedoc não dá para saber, tudo bem, mas como disse há indicações não regras. De qualquer forma, creio que o grande problema tanto de um como do outro é que os reguladores ainda não se abriram para fora dos seus países, partindo do pressuposto que todos sabem onde fica determinada aldeia, demonstrando uma postura muito paroquial. Podiam sim, deixar claro nos rótulos a região onde foram elaborados; Borgonha, Marche, Loire, Bordeaux, Piemonte, etc.. Ajudariam sobremaneira o consumidor!

 

           Elaborei uma tabela que nos remete às mais importantes regiões produtoras, para que tenhamos uma idéia das uvas que dominam cada uma delas. São dados que, creio, nos ajudam no garimpo, assim como algumas outras informações que ainda estou por publicar. Importante, a meu ver, é não se limitar a Piemonte e Toscana e levar em consideração que em uma classificação DOC ou IGT, todo o vinho produzido ali leva a classificação no rótulo, porém há produtores de tudo quanto é tipo, com vinhos de tudo o que é qualidade. Nos vinhos DOCG, que são provados pelo órgão regulador a cada safra, os riscos são menores e geralmente os vinhos são de grande qualidade e preço.

            O Piemonte e a Toscana, são grandes rivais formando os dois mais importantes pólos produtores, onde são elaborados alguns dos mais incríveis néctares do país e do planeta. Os números são quase que idênticos em tudo, mas os vinhos são bem diferentes inclusive com cepas autóctones bem distintas gerando vinhos, também diferentes. Na próxima parte desta volta pelas regiões, cepas e vinhos da Itália, falaremos sobre os principais vinhos de cada região. Por enquanto lembre-se, se o vinho for Vino di Tavola, evite ou certifique-se do histórico do produtor ou reconhecimento publico do rótulo. Prefira os IGT, DOC e DOCG, bolso permitindo. Entre os Tomei e Recomendo, algumas boas opções e, opcionalmente, compre em um de nossos parceiros do vinho. Vinho italiano barato em supermercado, é prova de seu gosto pelo perigo!

Resumo de Dados por Principais Regiões Produtoras

 Região Produção em Hectolitros Hectares  Principais Cepas Vinhos e Denominações 
Toscana 70% dos vinhos são tintos.56% são DOC ou DOCG.   2.800.000 64.000 Brancas; Trebbiano, Malvasia e Vernaccia di San Gimignano. Tintas; Sangiovese/Brunello, Canaiolo, Mammolo, Colorino, Merlot e Cabernet Sauvignon. 7 DOCGs – sendo os principais; Chianti (7 sub-regiões), Chianti Clássico, Brunello di Montalcino, Vernaccia, Nobile de Montepulciano, Morellino di Scansano e 44 DOCS – sendo os principais; Bolgheri, Vin Santo, Valdichiana, Rosso di Montepulciano, Rosso di Montalcino Val d’Arbia, Val di Corta e San Gimignano.
Piemonte70% dos vinhos são tintos.56% são DOC ou DOCG.  2.700.000 58.000 Tintas; Barbera, Nebbiolo, Dolcetto, Merlot, Pinot Nero, Cabernet Sauvignon, Grignolino, Freisa e Bonarda. Brancas;Moscato e Chardonnay. 7 DOCGs – sendo as principais, Barolo, Asti,  Barbaresco, Gavi, Langhe, Gattinara e 44 DOCS – entre eles os;  Barbera d’Alba, Barbera d’Asti, Dolcetto d’Alba, Barbera Del Monferrato, Nebbiolo d’Alba, Freisa di Chieri e Carema.
Abruzzo  2.184.000 33.000 Tintas; Barbera, Montepulciano, e Sangiovese.Brancas. Trebbiano 1 DOCG – Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane e 3 DOCs – Montepulciano d’Abruzzo, Trabbiano d’Abruzzo (Branco) e Controguerra
PugliaSó 4% da produção é DOC  5.400.000 108.000 Brancas; Trebbiano, Bombino, Bianco d’Alessano.Tintas: Negroamaro e Primitivo 25 DOCs – as mais conhecidas são Primitivo di Manduria e Salice Salentino.
Friulli 60% da produção é DOC. 52% é de vinhos brancos   1.000.000 19.000 Brancas; Malvasia, Tocai, Pinot Grigio, Chardonnay, Verduzzo, Muller Thergau, Pinot Bianco, Moscato Giallo.Tintas; Refosco, Merlot, Pinot Nero, Cabernet Sauvignon, Franc, Schioppettino 1 DOCG – Romandolo e 9 DOCs entre os quais as principais são Colli Orientali Del Friulli e Friulli Grave
Marche62% da produção é de brancos.  750.000 24.000 Brancas; Verdiccio, Trebbiano, MalvasiaTintas; Sangiovese, Montepulciano. 12 DOCs, entre as quais as principais são Dei Castelli di Jesi (Brancos) e Rosso Conero.
Veneto79% da produção é DOC ou DOCG. 56% é de brancos.  7.700.000 73.000 Brancas; Prosecco, Verduzzo, Tocai, Chardonnay, Sauvignon Blanc,  Trebbiano di Soave, Garganega, DurellaTintas; Corvina, Rondinella, Molinara, Negrara e Barbera 2 DOCGs – Reciotto di Soave,  Bardolino e 11 DOCs sendo as principais; Soave, Valpolicella, Prosecco di Conegliano Valdobbiadene
Alto Adige55% dos vinhos são brancos.   953.000 13.000 Brancas; Riesling Itálico, Chardonnay, Nosiola, Sylvaner, Gewurtzraminer, Gruner Velltiner, Pinot Grigio, Moscato Giallo, Muller-Thurgau , Sauvignon BlancTintas; Merlot, Cabernet Sauvignon, Schiava, Teroldego, Pinot Nero 8 DOCs, sendo as principais; Alto Adige, Teroldego, Trento Caldaro, Trentino..
SicíliaSó 2,1% é de vinhos DOC.30% é de vinhos IGTGrande maioria é de Vinos di Tavola.  3.900.000 134.000 Brancas; Grillo, Catarrato, Grecanico, Inzolia e Malvasia.Tintas; Frapatto,  Nero d’Avola, Nerelo Mascalese, Syrah. 1 DOCG – Cerasuolo di Vittoria e 19 DOCs sendo as principais; Marsala, Etna, Eloro, Passito di Pantelleria, Salaparuta, Mamertino e Vittoria.
Umbria 60% é de vinhos brancos   1.000.000 16.500 Brancas; Grechetto, Verdello, Malvasia, Procanico, Sauvignon Blanc.Tintas; Sangiovese, Canaiolo, Gamay, Montepulciano,  Merlot, Sagrantino. 2 DOCGs – Montefalco Sagrantino, Torgiano Rosso Riserva e 11 DOCS sendo as principais; Orvietano Rosso, Assisi, Orvieto e Colli di Trasimeno.
Lombardia   1.100.000 26.950 Brancas; Chardonnay, Garganega, Pinot Bianco, Pinot Grigio, Riesling Itálico e Trebbiano.Tintas; Pinot Nero, Merlot, Barvera, Lambrusco, Cabernet Sauvignon, Barbera e Bonarda. 3 DOCGs, Franciacorta, Sforzato di  Valtellina, Valtellina Superiore e 15 DOCs, entre eles; Garda Clássico, Cellatica, Botticino e Lambrusco Mantovano. 
Emilia-Romagna57% de tintos.61% de vinhos DOC.   5.750.000 58.230 Brancas: Trebbiano, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pignoletto, Malvasia, Ortrugo.Tintas: Lambrusco, Bonarda, Cabernet Sauvignon, Barbera, Bonarda e Sangiovese. 1 DOCG, Albana di Romagna e 18 DOCs sendo os principais; Lambrusco di Sorbara, Lambrusco Grasparossa de Castelvetro e Salamino di Santa Croce, Sangiovese di Romagna e Colli Bolognese Pignoletto.

Os dados sobre o numero de classificações por região produtora é aproximado em função de uma grande diversidade de fontes e da dificuldade em obter dados oficiais. O restante dos números é oficial de acordo com os dados estatísticos de 2007 obtido junto ao site oficial do Instituo, www.istat.it.

Falando de Vinhos por João Filipe Clemente 

 
Salute e kanimambo.
 
 

 

 

Semana de Portugueses em Mês de Italianos

           Tenho andado meio relapso com meus posts de vinhos da semana e já tenho uma lista de três semanas de bons tragos para compartilhar com vocês. Os desta última semana, por incrível que pareça, eheheh, foram todos vinhos portugueses de preço médio e, em geral, bastante interessantes e saborosos.

 

  • Comecemos pelos brancos em que tive a oportunidade de rever, e tomar, o Quinta da Ameal Loureiro 06. Gosto muito dos vinhos elaborados com esta cepa e este é muito bom. Os sabores e aromas são diferentes, mas o estilo deste Ameal faz lembrar muito a delicadeza e sutileza dos bons vinhos do Mosel, na Alemanha, incluindo o teor alcoólico de 11.5º. Deliciosamente refrescante, grande intensidade aromática em que sobressai um encantador bouquet floral. Na boca é leve, suave, um toque de seda no palato em que aparecem frutos cítricos, toques de limão com um final de boca algo amendoado. Muito mineral, ótima acidez, alguma agulha muito sutil e bem típica dos vinhos verdes. Encantador e só senti pena que não tivesse uns camarões grelhados para acompanhar tendo, porém, na falta deles, harmonizado muito bem com um filé de Saint Peter. Na Seleto por R$49,50.
  • Monte da Cal 04,vinho regional Alentejano. Corte de Aragonez, Alchofreiro e Alicante Bouschet de bom corpo, carnoso, fechado, taninos firmes porém sem agressividade. Algo terroso e defumado, um pouco austero. Um vinho bem feito, bom preço, mas não chega a empolgar. Na Expand por R$29,90. $ 
  • 3 Pomares 05, o vinho de entrada do bom produtor Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. Da região do Douro, um corte de Touriga Nacional, Tinta Franca e Tinta Roriz de aromas bem frutados, franco, redondo, envolvente e sedutor. Taninos finos bem equacionados, boa acidez, grande equilibrio, elegante com um final de boca muito agradável que chama à próxima taça. Não é um vinhaço, nem é esse seu intento, mas é um vinho muito saboroso e bem feito, mostrando que os vinhos desta casa primam pela qualidade.  Na Vinea Store por R$59,00.
  • Bom Juiz 03, mais um Alentejano, desta feita um corte de Aragonês, Castelão, Trincadeira e Tinta Caiada. Extremamente agradável, saboroso e equilibrado, aromas de fruta madura, macio e redondo, de taninos finos e algo de especiarias num final de boca de média persistência. Um vinho que dá muito prazer de tomar e acompanhou muito bem um strogonof de filé mignon. Pelo ótimo preço de R$40,00 na Seleto, certamente uma visita que se tornará constante sob a minha mesa.  $
  • Quinta das Tecedeiras LBV 2001, um dos LBVs mais em conta no mercado, custando quase que o mesmo que boa parte dos bons Vinhos do Porto Ruby, porém num nível de qualidade bem acima. Possui um estilo mais potente, encorpado com uma certa rusticidade, mas sem pesar na boca. Generoso nos aromas de fruta madura muito presente com algumas nuances do que me pareceu ser chocolate. Bastante equilibrado, mostrou interessantes traços de mineralidade e penso que ainda evoluirá muito com mais uns três ou quatro anos de garrafa, quando deve amaciar. Como, por este preço, difícilmente estará disponível até lá, vale comprar umas três ou quatro garrafas e guardá-las por um tempo. Na Expand por $R$59,00. $

Salute e Kanimambo.

 

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Wine Day na Kylix

              É gente, como sempre digo, o Simon está sempre inventando coisas novas e criativas. Essa do Wine Day já virou marca, mas veja agora como ele encontrou soluções para combater a Lei Seca. O cara tem o dom! Aproveitem e salute.

Novos Vinhos da William Cole chegam na Ana Import

Noticia recebida sobre a vinícola chilena William Cole, do Vale do Casablanca que, apesar de menos de 10 anos de existência, já deixou sua marca no mundo do vinho mostrando que veio para fazer a diferença. Apesar de poucos anos de vida a vinícola já acumula avaliações poderosas. O seu Sauvignon Blanc Alto Vuelo Reserve 2007 recebeu 90 pontos na Wine & Spirits Magazine, Junho 2008, classificado como o melhor sauvignon blanc do ano. O Guia De Vinhos Do Chile, de Patricio Tapia, classificou o Mirador  Sauvignon Blanc 2007 como melhor sauvignon do ano com 92 pontos. Realmente os sauvignons chilenos estão dando o que falar, dos mais simples aos mais complexos e sofisticados, mostrando ser a grande uva branca no país.

A William Cole deseja “criar vinhos de estilo fresco e elegante”, declarou um de seus enólogos Cristobal Traub, em visita ao Brasil em agosto, quando apresentou novidades da sua vinícola, entre elas o incrível Bill Limited Edition Pinot Noir cuja produção foi de apenas 300 caixas.

O reconhecimento internacional dessa jovem vinícola veio rápido e hoje é uma grande empresa produzindo 6 linhas de vinhos que se caracterizam por elegâncias e sofisticação. “Vinhos que nos convidam a tomar outra taça, com bom corpo, excelente aroma, boa acidez e taninos macios”, descreve Cristobal. O foco da produção está em alcançar vinhos com perfeito equilíbrio.

O dono da vinícola, o americano William Cole mudou-se para estes país ao se casar com uma chilena e escolheu o Vale do Casablanca para morar e montar sua vinícola. Vive bem no centro dos seus vinhedos, em localização privilegiada, onde plantam os premiados sauvignon blanc; pinot noir; merlot e chardonnay.

As importações para o Brasil são exclusivas da, também jovem, importadora Ana Import. Idealizada pelo casal de Baianos, Ana e Bell Marques é parte de um projeto arrojado concretizado através da determinação de Ana Marques, tendo como fator propulsor o envolvimento do casal com os sabores e aromas do mundo dos vinhos e alimentos. Inaugurada em junho de 2005, a importadora tem sua sede em Salvador, escritório comercial em São Paulo e representante nas maiores capitais do país. Já são mais de 100 rótulos importados com exclusividade e distribuídos pelo Brasil afora. “Outstanding performance” para uma empresa com pouco mais de 3 anos!

 

Os Vinhos da William Cole

 

MIRADOR SELECTION – Linha de entrada composta de varietais puros, orientados no sentido de atingir a essência da fruta tanto em aroma quanto em sabor. O período restante em barris nos dá a estrutura e caráter e o coloca entre os melhores vinhos de sua categoria. Cabernet Sauvignon, Carmenére, Chardonnay, Sauvignon Blanc por  R$ 36,00

Destaque: O Sauvignon Blanc recebeu 92 do Guia do Patricio Tapia: Wine&Spirits recebeu nota 90 e ficou classificado entre os 100 melhores sauvignon Blanc do mundo.

ALTO VUELO – Seu Sauvignon Blanc é caracterizado por aromas de frutas tropicais, seguido de notas de pêssego, flores brancas e aspargo. Dada a complexidade dos vinhos, há um surpreendente equilíbrio entre frescor e acidez. Seu Pinot Noir  é guardado por seis meses em pequenos cascos de carvalho americano e francês, alcançando assim uma memorável união de fruta e madeira. Sauvignon Blanc, Pinot Noir; Cabernet Sauvignon/Syrah são importados pela Ana Import a R$ 49,00.

COLUMBINE Reserve  e Grand Reserve – A linha top, assim batizados em homenagem a uma flor do Colorado (USA) local de origem de William, formada pelos vinhos Reserve e Grand Reserve.  Os reservas ficam um bom tempo de descanso em carvalho e, entre 14 meses até 24 meses, para os Grand Reservas. Os Reservas revelam-se elegantes, complexos, bem estruturados nos tintos, enquanto mostram delicado equilíbrio entre acidez, volume e persistência no chardonnay. As uvas do Grand Reserva Cabernet 03 são procedentes do Vale do Maipo. A procedência das uvas das outras safras é de Curicó. Columbine Reserva – Cabernet; Chardonnay e Carmenère, está por R$ 62,80  e a linha Columbine Grand Reserve Cabernet Sauvignon por R$ 120, 00.

        

         Certamente um produtor que merece atenção e desperta curiosidade para toda a sua linha, especialmente os seus Sauvignon Blanc . Recém lançou uma linha nova de produtos que pretende ser sua linha premium, dando-lhe seu próprio nome BILL. Dizem que o Pinot Noir é de grande qualidade produzido com o máximo cuidado, colhido à mão e quantidade limitada a 1000 caixas anuais. Um rótulo a conferir, devendo chegar ao mercado por um preço ao redor de R$130,00.

Salute e bom fim de semana.