João Filipe Clemente

Uncle Scrooge e os Preço dos Vinhos

                 Há poucos dias, me disseram que, ao escrever neste blog, passo a impressão de que sou um pão-duro, munheca, sovina, muquirana, um “Uncle Scrooge” do vinho. Quem me conhece sabe que sou tudo menos isso, aliás, chego a ser um pouco, até já fui mais quando o bolso assim o permitia, perdulário. O que sempre me incomodou na vida foi de jogar dinheiro fora. Não me incomodo de gastar, dentro dos meus limites, mas incomoda-me sentir roubado e ser feito de trouxa. Não receber pelo preço, qualquer que seja, o justo valor do que paguei, é uma coisa que me irrita.  Quero receber o justo prazer pelo que paguei. Se pago um café R$5,00 e não estou em Veneza, Milão ou Paris, então espero que seja um BAITA café e que o serviço seja à altura do que desembolsei. É o tal negócio, algo pode custar muito dinheiro e não ser caro. Por outro lado, podemos pagar uma ninharia por alguma coisa, e este preço vir a ser extremamente caro.  Aliás, há coisas que, de graça, são caras! Há quem possa, e não se incomoda, pagar absurdos por uma garrafa de vinho ou um jantar num dos melhores restaurantes, nada contra, muito pelo contrário se isto lhe der prazer ou lhe for importante do ponto devista de status. Cada um sabe de si, e não existe aqui nenhuma forma de patrulhamento, muito pelo contrário. Cada um faz o que quiser com o dinheiro que honestamente ganhou e que, de certo, suou e sacrificou muito para ter e chegar a essa situação privilegiada, só não vale cartão Corporativo do Governo, aí já é sacanagem. Só que, este blog, não trabalha em função dessa minoria e sim da grande maioria dos consumidores, é outro projeto e outro conceito. Quero vinho bom por preço bom e, há espaço para isso, basta querer rever estratégias. Melhores Vinhos por Melhores Preços, essa é a filosofia.

              Todavia, quando se tem conhecimento de custos e preços internacionais, se tem oportunidade de viajar, quando se estuda e se lê bastante, quando se navega pelas diversas lojas on-line disponíveis por esse mundo afora, as comparações se tornam inevitáveis. Nosso nível de exigência, cresce na mesma proporção que o nosso conhecimento. Por exemplo, ao fazer um trabalho sobre Espumantes, verifiquei que um deles custava em 2001, cerca de USD32. Hoje, ele custa cerca de USD 75 (já com a nova taxa do Dólar, porque antes era 98)! Não tem nada que justifique isso e, certamente, o produtor pouco vê desse aumento absurdo. Quando vou a um restaurante, peço a carta de vinhos e verifico que o proprietário dobrou o preço (de empório ou loja), isto quando não ultrapassa este fator, me sinto roubado e perco o apetite. Daí a importância de restautantes Amigos do Vinho como o Villa, que trabalham com margens honestas nos possibilitando momentos de prazer enogastronômicos sem perigo de rombos enormes no bolso. Sei que estes estabelecimentos compram com desconto e, nenhum serviço, pode justificar tamanha diferença de preço. Obviamente que, nesse tipo de lugar, dificilmente volto a colocar os pés.

              Ainda existe no Brasil, um ranço antigo, de que o negócio é ganhar muito em cima de poucos quando, em economias mais avançadas, há muito já se entendeu de que o segredo da longevidade e saúde empresarial é exatamente o inverso e isso vale para os impostos também! Muitos já mudaram, como boa parte dos lojistas que são a parte frágil da equação, mas existem segmentos da economia que resistem ao tempo e ao bom senso. Por isso seguimos tendo um consumo de vinho per capita tão baixo. Não é só por razões culturais e climáticas não, a razão econômica e o coeficiente qualidade X preço, são fatores preponderantes a serem considerados, mesmo, ou talvez até mais, quando de vinhos nacionais! Agora, enquanto houver quem paga sem pestanejar ……

               Melhor mesmo, é quando me surpreendo. Quando recebo em troca do valor pago, e, repito, qualquer que seja o montante, mais prazer do que esse valor pago. Aí, me sinto ganhador e, em sendo uma ótima sensação, vou querer mais, sempre! Como profissional de mercado (comercial & marketing) que sou, acredito, piamente, que a longevidade de qualquer empreendimento se baseia na troca justa, no famoso ganha x ganha. Seja na qualidade do produto, na simpatia e eficiência do serviço, no aconchego do local, tudo deve se conjugar para nos trazer, neste caso,  o prazer da mesa, o prazer do vinho, o prazer da vida!

             Pão durisse? Sou bastante autocritico e penso que não. De qualquer forma, o mundo não se molda às minhas necessidades e minhas crenças. Tem que existir de tudo para todos e, o que busco, é achar os produtos e locais de justo retorno que atendam minha necessidade e compartilhar isso com os amigos. Se existe gente que se sente incomodado, paciência, eu também não me sinto à vontade de saber que um determinado vinho custa Euros 18 na Europa e, aqui, custa seis vezes mais, quando o razoável, baseado na nossa estrutura de impostos e cadeia de distribuição e comercialização, seriam umas três vezes nos vinhos de menor valor e de duas a duas e meia nos vinhos de valor mais alto! Não me sinto à vontade sabendo que um vinho é vendido por R$30,00 na maioria dos locais e, em determinado supermercado custa R$48,00, que o vinho na prateleira custa R$37 e o restaurante me pede R$76,00 e, por ai vai.  Ainda mais quando alguns importadores já se valendo da valorização do Dólar e com bastante gordura para queimar, saem dando aumentos que, pasmem, chegam a incríveis 25%! Com tudo o que já tivemos de aumento este ano, ainda mais esta?! Desculpem, preciso desabafar, mas depois não entendem porque o consumo não evolui e/ou os estoques estão altos!!! 

           Posso pagar? Talvez possa, não vem ao caso, mas não pagarei, afora por uma ou outra eventual, muito eventual, estripulia! De minha parte só comprarei daqueles que não aumentaram e, mais do que nunca, vou garimpar e separar o joio do trigo. Existem aqueles que baixaram preços quando o Real se valorizou, existem aqueles que trabalhavam com margens enxutas e preços baixos e nesses casos se entende eventuais alterações.  De resto mon ami, é hora de botar as barbas de molho e refletir sem entrar em furadas lembrando que o apressado come cru.

Salute e kanimambo.

“Os homens são como os vinhos. A idade azeda os maus e apura os bons”.

Marcus Cícero – Filósofo, orador e escritor Romano. 
 

Mailly Champagne Grand Cru

Para comemorações em grande estilo, a sugestão é o Champagne Mailly Grand Cru Brut Reserve. Esta bebida dos deuses se destaca entre seus pares franceses, feitas de uvas provenientes de vinhedos especiais, classificados como grand cru, é composta de 75% Pinot Noir e 25% Chardonnay, apresentando um tom amarelo dourado claro e brilhante, de aroma complexo de brioche tostado e paladar sem igual. Tive a oportunidade de provar este Champagne muito especial na última Expovinis e realmente me encantou por sua leveza e finesse. Sua perlage é abundante, persistente e fina com sur-lie de 3 anos que lhe dá profundas notas de fruta com ótimo frescor que mexem com nossas pupilas gustativas. Um Francês vibrante e muito elegante que me encantou tanto que tenho duas garrafas na adega, pedido que fiz a uma amiga que esteve em Paris recentemente.

A vinícola foi fundada em 1929 e mantêm seu compromisso e original vocação de produzir uvas em um solo excepcional para buscar sempre os melhores frutos. Um dos poucos vinhedos Grand Cru, somente 17, entre os 324 crus da região a Mailly produz espumantes exclusivamente com uvas de sua propriedade e somente néctares 100% Gand Cru. Não é barato, nem poderia, mas é um grande espumante do jeito que eu gosto, com muito frescor, intenso mas leve, de grande persistência e muito saboroso. Um elixir para momentos especiais.

A Champagne-Mailly chega ao Brasil pela Ana Import com cinco de seus produtos: Brut Réserve; Brut Rosé, Le Feu, L’Intemporelle e Les Enchansons. Seus preços partem de R$ 247, 00, para o Brut Reserve. Quer conhecer mais do produtor, clique aqui.

Salute e Kanimambo.

Reflexões do Fundo do Copo II – Presente Certo Na Hora Errada

              Foi na pizzaria Bráz. Que triste estar lá com o amigo aniversariante e sua mulher, mais os amigos do amigo e os amigos de sua mulher. Como fui infeliz… Levei um Chianti Clássico Giorgio I (Primo)1994, um vinho que adquiri ainda na época em que o Jorge Lucki era sócio de uma importadora, quando o Real havia emparelhado com o Dólar, num efêmero momento maravilhoso para quem gosta de vinho! Certamente uma prova de apreço e consideração pelo aniversariante e também orgulho para quem presenteia por saber escolher tão bem!

             Apesar de levar a fama de SuperToscano, o Giorgio I é um vinho que leva a tarja com o galinho preto exclusivo dos DOCG Chianti Classico*, um espécime com excelente pedigree**. Não se tratava de nenhum ilustre desconhecido, fazia parte daquele lote que a gente se entusiasma faz um esforço e divide a caixa com amigos, 3 garrafas para cada um. E uma das minhas 3, tinha me representado com muita classe em uma degustação de vinhos toscanos, cujo “pingo” era dispor de uma garrafa para participar. 20 comensais torcendo para seus 20 vinhos.

            Pois o tal Giorgio I chegou entre os melhores, concorrendo contra vinhos muito mais conhecidos no Brasil, como os chiantis das grandes importadoras, os SuperToscanos e até 3 Brunellos. O comandante em chefe daquela degustação, o Vincenzo Venitucci, proprietário do Familia Venitucci, polêmico restauraurador de consagrada competência (anos e anos com duas estrelas do Guia Quatro Rodas), um filho pródigo de Lucca, Toscana, vaticinou para que os 20 participantes bem ouvissem – Os melhores foram os chiantis, não foram? Grandes chiantis são previsíveis ano a ano… Quem sabe uma de suas principais características. Diferente dos seus irmãos de pele grossa e grossa pretensão, os instáveis Brunello di Montalcino!

           Presente dado, o presenteado não sabia da importância do vinho que acabava de ganhar, um produto 7 vezes “3 bichieri” para o Gamberorosso**. Agradeceu sem prestar muita atenção, e foi logo pedindo ao garçom que abrisse a tal garrafa que ele comemoraria lá mesmo, com aqueles 8 amigos, com aquela comida. Afinal, em sua memória tudo estava de acordo, nada melhor do que um chianti clássico numa pizzaria para comemorar! Tentei usar de toda a minha autoridade (?) de grande conhecedor (?) de vinhos, em vão, dizendo que em tese ele tinha toda a razão do mundo, mas que aqui estávamos falando de um vinho muito importante, exigente. Todos me chamaram de pretensioso, metido, enochato e outras coisas que o editor desta prestigiosa revista virtual não permite publicar. Apesar de não ter a típica e ultrapassada garrafa gorda revestida de palhinha, que por muitos e muitos anos foi marca registrada deste vinho tão aclamado pela colônia italiana ultramar, tratava-se mesmo de um chianti, vinho de cantina, vinho de pizzaria, vinho de mesa, melhor companhia líquida para a sólida macarronada da mama, aos domingos!

           O Giorgio I é um chianti, mas pouquíssimos chianti são como um Giorgio I. Balbuciei que não era vinho para ir se abrindo assim e tomando como se fosse Coca-Cola… Tarde demais. O mau resultado não se fez esperar. Fui ouvindo reclamações de todos, que de bocas cheias de pizza calabresa e mussarela, pediam para que eu fosse imediatamente destituído do cargo honorário de “Entendido em Vinhos” da turma! Envergonhado e ofendido com tanta imprecaução, mas tranqüilo – como devem permanecer os que são mártires das boas causas – mantive-me impávido colosso, bebericando quieto, não o grande vinho que trouxe, mas um outro que pedi, um vinho simples e camarada, um chianti jovem servido em taça, feito para acompanhar o pedaço de pizza quente. Ao meu lado mantive protegido o motivo desta reflexão numa outra taça, intacto, à espera do momento certo para ser devidamente apreciado, uma hora depois!

Por Breno Raigorodsky

* Não está entre os seguidores do Antinori que, com seu Tignanello abriu a porteira daqueles que querem usar o terroir toscano para fazer vinhos com uvas internacionais. O DOCG cedeu hoje em dia e até aceita 20% de uvas autóctones menos importantes ou Cabernet sauvignon e merlot, mas mantém 80% de uva Sangiovese, com um mínimo de 12,5º de álcool para o vinho reserva contra apenas 12º para o vinho jovem, com um descanso de 24 meses, dos quais ao menos 3 em madeira, com as vinhas no território delimitado entre Sangiminiano e Siena.

**um dos mais sérios certificadores de vinho da Itália, co-autor do Slowfood

 

 

 

 

 

A Vitivinícultura no Brasil

Você sabia que as videiras chegaram ao Brasil pela mãos de Martin Afonso de Souza em 1532? Eu não! Aliás como não sei um monte de coisas sobre a vinicultura Brasileira. Mais ainda, acho que tem pouca gente que sabe realmente o que acontece por aqui e, se sabe, pouco divulga. Como a informação é essencial para expansão de consumo de qualquer produto, o consumidor brasileiro segue sendo um neófito sobre os produtos de seu próprio país! Bem, ainda não é hora de espinafrar nem reclamar, vamos dando seqüência à história por trás do presente. Acho que esta matéria vai ser bastante polêmica, mas vamos lá.

Quem primeiro iniciou o cultivo de vinhas e elaboração de vinhos no Brasil, foi Brás Cubas e depois os jesuítas em 1616, mas os projetos não vingaram por diversos motivos, entre eles o protecionismo comercial de Portugal tendo a corte chegado ao ponto de proibir o cultivo de uvas no Brasil em 1759. A introdução êxitosa de plantio de videiras, realmente ocorreu com a vinda de emigrantes italianos em 1875 que chegaram com diversas mudas trazidas de sua terra natal, em especial da região do Vêneto. A forte cultura de produção e consumo de vinhos trazido pelos colonos italianos serviu como uma forte alavancagem da produção de vinho, porém as videiras finas não se adaptaram bem às condições climáticas tropicais e de muita umidade tendo-se perdido quase que totalmente. Foi com uvas americanas, não viníferas, que a região se expandiu produzindo vinhos rústicos, de baixa qualidade e sem grandes atrativos.

Somente a partir de 1970 com a chegada de alguns grupos produtores internacionais, é que algo começa a mudar na vinicultura brasileira, à época muito centralizada na serra Gaúcha onde os colonos italianos se instalaram. Foi, no entanto, a partir de 1990, com a abertura do mercado, maior concorrência e necessidade de aprimorar produtos, que se iniciou um processo de reformulação da vitivinicultura brasileira. Grandes investimentos em tecnologia, equipamentos, vinhedos, clones mais adequados ao clima, descoberta de novos terroirs, nos trazem aos dias de hoje com enorme evolução e vinhos de grande qualidade com especial destaque para nossos ótimos espumantes de Garibaldi. Cada vez mais, pequenos produtores deixaram de produzir para as grandes vinícolas, alçando vôo próprio reduzindo ou deixando de suprir as grande vinícolas fortalecendo a disseminação de pequenas vinícolas familiares.

A região central, o núcleo de nossa história vitivinicola, tem origem numa área de cerca de 82 quilômetros quadrados na região da Serra Gaúcha a 130 kms de Porto Alegre, o nosso conhecido Vale dos Vinhedos que abrange parte dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Esta região, é a única no Brasil, com regulamentação e reconhecimento de Indicação de Procedência, um primeiro passo no caminho de se conseguir a denominação DO (Denominação de Origem). Como já vimos no primeiro post de introdução, no entanto, a vinicultura brasileira não está mais restrita a Bento Gonçalves tendo se expandido sobremaneira, alcançando inclusive o Nordeste num projeto impensável. Aliás, me faz lembrar aquele que “por não saber que era impossível, foi lá e fez”! Incrível o que uma pitada de ousadia, alta tecnologia e grande investimento podem realizar quando aliados a uma forte determinação na busca de um objetivo, mas isso fica para um outro dia. O importante é saber que nossa fronteira vinícola se expandiu e estamos fazendo grandes e ótimas descobertas que ainda nos trarão muitas alegrias.

Lamentavelmente, os dados disponíveis sobre estas regiões é muito escasso e mal gerido. Tente levantar quantos hectares de uvas viniferas estão plantados por região. Melhor ainda, busque informações sobre a produção anual de vinhos finos por região, ou quantos produtores, gente não existe! Nem Embrapa, nem Ibravin, nem Uvibra, ninguém tem esse número. Isso quando os números não são de cinco ou seis anos atrás. O que temos são dados generalizados, onde aparecem números genéricos do país sem qualquer detalhamento. Não sabemos quais as principais características de cada terroir, nem quais as principais uvas nele plantadas. Para quem busca informação, parece que para a industria brasileira do vinho, um vinho fino produzido em Pernambuco é de características similares aos de Santa Catarina ou do Vale dos Vinhedos, e isto não me parece a forma mais adequada de tratar estas informações. Por outro lado, pode ser que o problema seja meu e eu é que não tenha conseguido localizar as informações. Quem poder contribuir me informando o caminho ou quiser compartilhar dados, por favor não hesite em comentar, o espaço está aqui para isso.

Denominação de vinhos no Brasil. Neste sentido ainda estamos engatinhando, porém começamos no caminho certo com a primeira Indicação de Procedência para o Vale dos vinhedos em 2002. Pelo que pude ler, não muito conciso, existem já outras solicitações em processo de análise. Pela legislação brasileira de 2004, vinho é uma bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura. Vinho fino é aquele no qual somente são usadas uvas Vitis Viníferas. Eis a classificação vigente:

 

  • Vinho de mesa – Teor alcoólico de 8,6% a 14%
  • Vinho frisante – Teor alcoólico de 7% a 14% , natural ou gaseificado.
  • Vinho fino – Teor alcoólico de 8,6% a 14%, elaborado exclusivamente de variedades Vitis Vinífera do grupo Nobres.
  • Vinho de mesa de viníferas – Elaborado exclusivamente com uvas das variedades Vitis vinífera.
  • Vinho de mesa de americanas – Elaborado com uvas do grupo das uvas americanas e/ou híbridas, podendo conter vinhos de variedades Vitis vinífera.
  • Vinho leve – Teor alcoólico de 7% a 8,5%, obtido exclusivamente da fermentação dos açúcares naturais da uva, produzido durante a safra, vedada sua elaboração a partir de vinho de mesa.
  • Espumante ou Espumante Natural – Vinho cujo gás provém exclusivamente de uma segunda fermentação alcoólica do vinho em garrafas (método Champenoise/tradicional) ou em grandes recipientes (método Chaussepied/Charmat Teor alcoólico de 10% a 13%
  • Moscatel Espumante – Vinho cujo gás provém da fermentação em recipiente fechado, de mosto ou de mosto conservado de uva moscatel, Teor alcoólico de 7% a 10% Mínimo de 20 gramas de açúcar natural remanescente
  • Vinho Gaseificado – Teor alcoólico de 7% a 14%  cujo gás vem da introdução artificial de anidrido carbônico puro

Doravante, sempre e quando me referir aos vinhos nacionais, estarei falando de vinhos finos destacados em negrito acima. Destes vinhos, em 2007 foram produzidos algo ao redor de 43 milhões de litros, aparentemente os vinhos de mesa de Vitis Viniferas estão inclusas, contra uma produção de 45 milhões em 2005 e 32 milhões em 2006. O total de vinhos, todos os tipos, produzidos chega a pouco mais de 318 milhões de litros. Dos 43 milhões de litros produzidos, aparentemente cerca de 21 milhões advém do RS, de acordo com os números disponíveis no site da UVIBRA, dos quais aproximadamente 18 milhões de vinhos engarrafados e o restante a granel. Se olharmos as planilhas da UVIBRA com os dados de importação, podemos concluir que o total de vinhos finos engarrafados no Brasil, incluindo-se os espumantes, totalizam algo ao redor de 29.5 milhões de litros, ou seja, algo próximo a 32% do consumo brasileiro de vinhos finos que totalizam cerca de 90 milhões de litros. O interessante é verificar que, enquanto nos vinhos tranqüilos a participação nacional vem caindo e hoje chega a cerca de 26% do total, nos espumantes a situação se inverte com um total aproximado de 73% do consumo dos cerca de 11 milhões de litros. Se considerarmos estes números de consumo de vinhos tintos, chegamos a um consumo per capita anual de menos de 0,5 litros. Quando consideramos a produção de todos os tipos de vinho mais importação, chegamos a um consumo per capita aparente de 2,12 litros o que continua sendo um número extremamente baixo mostrando o enorme espaço para crescimento que o mercado possui se devida e eficazmente traballhado.

Valores aproximados de consumo e produção anual de vinhos finos no Brasil
Origem Litros
Importados                                              60.875.073
Nacionais RS                                              19.952.097
Nacionais Outros                                                2.593.773
Espumantes                                                8.300.000
Total                                              91.720.943
Fontes – Ibravim, UVIBRA e Embrapa Referência 2007

         Bem, por hoje é só que isto já vai longe. Considerando-se a falta informações disponíveis, a ausência de inspiração, a ansiosidade e angustia gerada pela confraternização do próximo dia 5,esperando que tudo saia a contento, até que  consegui gerar bastante matéria. Ou será que enrolei demais? Bem, de qualquer forma, na Segunda tem mais com os primeiros Tomei e Recomendo e depois a seqüência sobre as regiões e vinhos de nosso país, Boas Compras com nossos parceiros, etc.. No fim de semana, a coluna do Breno e as noticias e novidades de nossa Vinosfera. Aproveitem e até Segunda.

Salute e kanimambo!

Quiz de Campanha.

            Antes de qualquer coisa, quero agradecer o carinho e participação dos amigos leitores que se increveram. Queria convidar a todos para nossa confraternização, mas lamentavelmente isso não é possível, quem sabe quando eu fizer cinco anos?!  Aí faço uma baita festa com um grande Wine Day e consigo incluir os amigos de outras cidades também! Como as respostas ao Quiz foram as mais diversas, achei que deveria publicar as respostas, então vamos lá.

           O primeiro Quiz apresentou algumas dificuldades e perguntas mal elaboradas, coisas de marinheiro de primeira viagem, e tive que rever para que a campanha não fosse para o brejo. Lamentavelmente o formulário impresso ficou prejudicado, mas valeu mesmo assim. Algumas coisas podem parecer óbvias, mas aprendi ao longo da vida que a obviedade só existe para quem detém o conhecimento de algo.

  • 1 – Em que mês foi publicada a matéria sobre Argentina? Fevereiro/08
  • 2 – Que regiões da França foram tema no mês de Agosto? Nenhuma. Em Agosto o tema foi Dia dos Pais.
  • 3 – Que uva é usada produção de Barolo? Nebbiolo
  • 4 – Pouilly-Fumée é um vinho elaborado com que cepa? Sauvignon Blanc não Chardonnay.
  • 5 – O Vinho do Porto é produzido em Portugal na região do Alentejo. Certo ou errado? Errado. Na região do Douro.
  • 6 – Lambrusco é um espumante produzido na Itália. Certo ou errado? Errado, Lambrusco não é espumante e sim um vinho frisante.
  • 7 – Em que região a Pinot Noir é rainha? Mendoza, Sicilia, Rioja ou Borgonha? Borgonha.
  • 8 – Qual a principal cepa Espanhola? Tempranillo
  • 9 – Qual o nome que se dá ao espumante produzido na Espanha? Cava.
  • 10 – Qual o nome da coluna de vinhos no jornal Planeta Morumbi. Acho que não precisa responder, precisa?
  • 11 – Vouvray é um vinho produzido com que uva e onde? Chenin Blanc na região do Loire na França.
  • 12 – Qual a principal uva branca da Argentina? Torrontés, não Chardonnay.

Este Quiz revisado ficou fácil, mas mesmo assim algumas dúvidas surgiram nas respostas recebidas.

  • 1 – Vinho do Porto é produzido em que país; África do Sul, Chile, Brasil ou Portugal? Esta todos acertaram, Portugal.
  • 2 – Quais destas regiões produtoras são na França; Loire, Rioja, Abruzzo, Mosel, Bordeaux e Mendoza? Loire e Bordeaux. Mosel é na Alemanha.
  • 3 – Chianti é um vinho produzido em que país; Portugal, Espanha, França ou Itália? Itália não Espanha.
  • 4 – Qual a principal cepa Uruguaia; Cabernet, Chardonnay ou Tannat? Tannat não Cabernet.
  • 5 – Em que região a Pinot Noir é rainha; Mendoza, Casablanca no Chile, Sicilia, Rioja ou Borgonha? Borgonha não Casablanca.
  • 8 – Qual a principal cepa Espanhola; Malbec, Merlot, ou Tempranillo? Mais uma que todos acertaram, Tempranillo.
  • 9 – Qual o nome que se dá ao espumante produzido na Espanha; Prosecco, Spumante, Champagne ou Cava? Cava não Spumante.
  • 10 – Dolcetto é um vinho de sobremesa branco produzido em Bordeaux, na França. Certo ou errado? Errado, Dolcetto é uma cepa originária do Piemonte na Itália produzindo um vinho tinto muito saboroso e frutado, fácil de beber. Cultivada especialmente próximo às cidades de Alba e Asti. Daí o nome Dolcetto d’Alba e Dolcetto d’Asti.

A partir de amanhã começo, finalmente, a falar de Brasil e seus vinhos.

Salute e kanimambo!

No Más!

Acabou-se, quem se inscreveu, inscreveu, quem não o fez não dá mais. Hoje á tarde estarei enviando e-mails, alguns já sairam, aos amigos pré-sorteados que espero encontrar pessoalmente no dia 5 quando faremos nossa pequena e informal confraternização e premiação. Mais do que os vinhos sendo sorteados, é a oportunidade de compartilharmos experiências, de trocarmos idéias, de nos conhecermos criando novas amizades através do doce néctar. Foram 314 inscrições, na verdade esperava mais, dos quais sorteamos 28 e cinco reservas. Como este encontro acabou caindo no mesmo dia que um famoso e importante evento anual que a Prazeres da Mesa organiza, a participação de muitos de nossos parceiros ficou comprometida, então decidi que, independentemente de prêmios, sortearei mais 6 convites para quem queira participar de nossa confraternização. Prêmio não leva, mas ao menos participa do evento e toma alguns bons vinhos. A esses amigos também estarei enviando mensagem. É isso, zé fini! Abraço, grato a todos aos que se deram ao trabalho de se inscrever e lamento não poder atender a todos. Se não receberem um e-mail meu até amanhã, é porque lamentavelmente não deu, sorry.

Salute e kanimambo.

Vinho Ajuda Mulheres a Evitar a Demência.

Eu, por via das duvidas, estou me garantindo fazendo minha esposa tomar sua dose diariamente! As feministas de plantão já vão dizer que para evitar a demência basta não se casar, tudo bem, mas calma, não precisam jogar pedras não fui eu que inventei isso não! rsrsrs Esse é o titulo de uma matéria que aparece na Revista de Vinhos portuguesa tendo como base um artigo da Wine Spectator. Na verdade, falamos aqui de halzeimer e este é um assunto sério apesar do inicio meio desajeitado deste post. Este é o resultado de cerca de 34 anos de estudo de uma equipe da Academia de Sahlgreska da Universidade de Gohtemburg na Suécia. Neste estudo em que 1458 suecas entre 38 e 60 anos foram acompanhadas se verificou que as mulheres que bebiam vinho todas as semanas tinham 70% menos possibilidade de contrair a doença, sendo que esta taxa caía para 40% nas mulheres que também tomavam destilados e cerveja. Já as mulheres que somente tomavam cerveja e destilados a probabilidade de contrair a doença crescia em 20%. Também se concluiu que as mulheres suecas estão tomando mais vinho e, que estas, têm a tendência a viver por mais anos. O artigo termina com uma pérola; “Apesar destes dados, os cientistas acham que é ainda muito cedo para se recomendar o consumo de vinho às mulheres”.

Na última edição da Wine Spectator, a revista volta à carga só que desta vez não se limitando às mulheres. O Journal of Neuroscience, publicou um estudo de Giulio Pasinetti, professor de neurociência da Escola de Medicina do Hospital Mount Sinai, que descobriu que os polifenóis encontrados nos vinhos tintos, e nas sementes das uvas, ajudou na redução do nível de deterioramento de células cerebrais em ratos de laboratório. Nesses testes, estes extratos polifenóis injetados em ratos com halzeimer, mostrou que a degeneração de células cerebrais foi praticamente eliminada. Estão agora na fase de designar estudo clinico mais completo em um grupo de humanos então, é uma questão de tempo para que possamos, através do vinho, eventualmente chegar a boas notícias no combate a esta terrível doença.

Afora todos os outros benefícios à saúde, agora mais estes fatos contundentes comprovando que o consumo regular, porém comedido, de vinho é uma dádiva de Deus que o homem sabiamente soube aproveitar. Para quem quiser se aprofundar sobre este tema de vinho & saúde, sugiro uma visita ao blog Descomplicando o Vinho que está com um post muito legal sobre o assunto. Por via das duvidas, buscando evitar o envelhecimento precoce e aumentar a longevidade com o risco de, no processo, causar demência em minha loira preferida, seguirei me medicando diariamente!

Salute e kanimambo.

Vinho Fino na Latinha?!

É fácil ser preconceituoso e rechaçar novidades, mas a pergunta persiste, vinho fino na latinha? Você compraria? Creio que sei a resposta da maioria, já que somente agora o vinho na caixinha começa a quebrar barreiras e paradigmas, porém de forma ainda muito lenta, apesar da tendência de crescimento. Obvio que se trata de vinhos para o dia-a-dia, ligeiros, para serem tomados jovens até uns três ou quatro anos imagino, mas o fato é de que sim, já existe vinho fino em latinhas, um projeto que somente poderia ter sido desenvolvido num país inovador e especialista em marketing do vinho, a Austrália.

Já chegou à Europa, sei que em Portugal foi lançado no meio do ano, e após o primeiro impacto, vem crescendo a uma taxa de cerca de 20% ao mês. No total, já estão presentes em mais de 30 países e logo, logo devem desembarcar por aqui para mexer com as estruturas e sacudir o “establishment” do vinho! Poderia se pensar em mais uma aventura, mas os números e investimento indicam que este é realmente um projeto muito sério, bem elaborado e pensado pela Baroke, a detentora da tecnologia e a primeira a “enlatar” seus vinhos. Primeiramente se desenvolveu uma latinha especial com tecnologia patenteada (Vinsafe) que aplica um revestimento invisível na parte interna da lata, evitando quaisquer contato do vinho com o alumínio. Evita a oxidação, facilita a estocagem e transporte, a dose é “mais” individual, refresca mais rapidamente e mantém a temperatura por mais tempo, é inquebravel e facilmente reciclável. Para garantir a qualidade do vinho contrataram um dos somente 250 “masters of wine” existentes no mercado mundial, o Sr. Peter Scudamore-Smith, que especifica e orienta a produção de vinhos Premium Baroke na região de South Austrália.

É vero e já está emplacando legal em diversos países do mundo como Canadá, Austrália, Japão, Holanda, Espanha, Hong Kong, Singapura, Dinamarca, Bégica, e Portugal entre outros. Grandes redes de hotéis já estão comprando, linha aéreas, gente a coisa é para valer. Nunca provei, mas quem sabe alguém que esteja por Portugal, ou já tenha provado, pode nos trazer umas latinhas ou publicar suas experiências aqui no blog comentando sua avaliação? Por outro lado, vi que esse produto já está disponível em alguns países vizinhos como Uruguai e Argentina, alguém se habilita a nos trazer umas latas? Eis alguns pontos de venda do produto; na Argentina no Buquebus, Marriott Plaza Hotel em Buenos Aires, Faena Experience em Buenos Aires, Pizza Cero na Argentina e Uruguai assim como em alguns lugares na Patagônia. Vou encomendar!

Sem querer fazer propaganda de algo que não conheço, apesar de já estar, na verdade tudo isto aguçou demais a minha curiosidade. Vi que em diversos concursos internacionais competindo com vinhos tradicionais em garrafas, se saiu muito bem recebendo diversas premiações, ou seja, ruim certamente não é, o que se perde mesmo é o encanto. Agora, é para um publico mais jovem, para momentos mais amenos e tudo ajuda na divulgação e popularização do consumo do vinho quebrando os ranços elitistas do produto, o que acho muito interessante, atuando como uma porta de entrada em nossa vinosfera. De vinhos varietais e blends, brancos, roses, tintos, enfim uma série de rótulos bastante interessantes  num estilo diferente e denominado pela Baroke como RTDW (ready to drink wine) ou seja, um vinho pronto a beber. Até espumante tem! Gente, quero provar!

É isso por hoje, quem conhecer, por favor comente. Salute e kanimambo.

Última Chamada!

Este é o último lembrete para os atrasadinhos e indecisos de plantão assim como visitantes novos que caíram aqui de pára-quedas no dia de hoje e a quem desde já agradeço a visita. Faltam só 2 dias, incluindo o dia de hoje, já que o prazo para inscrições no sorteio da campanha de Aniversário da Coluna, encerra-se nesta Terça, amanhã dia 28, à 22 horas. Só lembrando; mais de 70 vinhos (clique para ver lista e parceiros), acessórios, curso de vinhos na Portal dos Vinhos totalizando mais de R$5.000 em prêmios para 28 sortudos e assíduos leitores do jornal e do blog. Para participar não precisa comprar nada, basta que seja maior de 18 anos e esteja disponível para participar do evento informal de premiação e confraternização que realizarei no próximo dia 5 no Espaço Gastronômico Villa no Morumbi/São Paulo, com o apoio das vinícolas Casillero del Diablo e Marco Luigi. Quer saber mais, clique nos diversos posts da categoria ANIVERSÀRIO-promoção e cadastre-se, falta pouco, mas ainda dá tempo! Na tarde de dia 29 anuncio os sorteados que deverão comparecer ao Villa no dia 5 para escolher seu envelope lacrado e descobrir o que ganharam.

Salute e buona fortuna!

Novas Descobertas

È meus amigos, estas minhas viagens pelo garimpo volta e meia me apresentam descobertas muito interessantes. Incrível os bons e saborosos vinhos que conseguimos encontrar por preços bem acessíveis, se realmente saímos e fuçamos um pouco no mercado. Na ultima semana tomei estes quatro rótulos muito interessantes que convido você a provar.

Primitivo San Marzano 06 IGT, um vinho da região da Puglia. Um vinho surpreendemente bom pelo preço, vindo para provar que nem todo vinho barato é ruim, mesmo quando italiano. Um verdadeiro achado do Fredo, Jorge e Cia lá da BR Bebidas. Quando se olha no contra-rótulo se descobre o porquê, é que a vinícola está ligada ao grupo Farnese um dos melhores produtores italianos com braços espalhados por diversas regiões produtoras e, desses mesmos vinhedos, produz alguns néctares de grande qualidade. Este é escuro, denso, chega a tingir a taça. De ótima concentração, na boca apresenta muita tipicidade da cepa com ótima acidez, taninos finos e aveludados. O final de boca é muito saboroso e agradável apesar de relativamente simples. A percepção de valor é bem superior ao preço de R$22,00 que a BR vende. Para o dia-a-dia, um vinho realmente muito bom! $ 

Les Salices Viognier 06 de Jaques e François Lurton, produtores franceses com investimentos espalhados pelo mundo inteiro. Produzem também, o ótimo Fuméss Blanche um Sauvignon Blanc muito bom e de bom preço. Este Viognier é um VdP (vin de pays) de boa tipicidade no nariz, boa intensidade mostrando frescor e algo floral. De corpo médio, bem balanceado, untuoso, algo cítrico, um bom exemplar desta cepa que começa a ganhar espaço no mercado.  Na Zahil por R$51,00.

 

Beringer Founder’s Estate Pinot Noir 05, da Califórnia, Estados Unidos. Uma novidade da Expand que o trouxe ao Brasil há pouco tempo e que, agora tenho oportunidade de  tomar e apreciar. Diferentemente das degustações, em que a gente basicamente “bica” o vinho, eventualmente duas vezes, nos vinhos da semana literalmente tomo e aprecio o vinho, muitas vezes acompanhado de comida, o que produz percepções e emoções diferenciadas. Provar uma novidade é sempre muito legal porque entramos desprovidos de informações e influências outras que não o da descoberta e esta safra foi especialmente boa o que aguçou minha curiosidade. Este Pinot é uma gostosa descoberta, mesmo não sendo um grande vinho e nem se propõe a isso. De médio corpo, taninos médios, um pouco genérico nos aromas e muito agradável de se tomar, mostrando estar muito redondo, harmônico e macio, fácil de agradar. Uma boa opção para conhecer o estilo dos pinots da Califórnia, tradicionalmente caros, sem que se tenha que provocar um rombo no bolso. Na Expand por R$59,00

 

Subsídio 06, do bom produtor alentejano, Lima Mayer, vem este vinho muito interessante, corte de Aragonez, Syrah, Alicante Boushet e Cabernet Sauvignon produzido na sub-região de Monforte. De nariz contido, necessita de um tempo em taça para se abrir em gostosos aromas de frutos silvestres. Sem ser um blockbuster, é um vinho correto, descomplicado, bom equilíbrio e estrutura, taninos arredondados e maduros, pronto a beber e de um final de boca bastante agradável e fácil de gostar. Na Seleto Vinhos por bons R$38,30.

 

Ps. os preços são de uns 15 dias atrás, há que conferir se ainda se mantêm.

 

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