João Filipe Clemente

Brasil, Regiões Produtoras – III

Para finalizar este tema e estudo sobre as regiões produtoras de vinho no Brasil, daremos uma olhada nos vinhos do Paraná e do Nordeste Brasileiro.

 

Paraná

Como de praxe neste estudo sobre o Brasil produtor de vinhos, extremamente difícil encontrar informações detalhadas sobre a região, que tem  a Dezem como expoente máximo da produção de vinhos finos. A grande maioria dos vinhos produzidos,, é de vinhos de mesa produzidas com Vitis Labrusca (uvas americanas) nas cidades de Francisco Beltrão e Colombo, dois dos principais pólos produtores. A Dezem, em Toledo, é uma das poucas vinícolas que ganharam destaque, boa qualidade e escala para expandir para diversos mercados. Recebo agora a informação, de que apareceu uma nova vinícola durante o IV Concurso Internacional de Vinhos do Brasil que apresentou vinhos interessantes produzidos em Colombo. É a Vinícola Franco Italiano com o vinho Censurato Cabernet Sauvignon Reserva 2005, devidamente comentado pela Fabiana Gonçalves em seu blog Escrivinhos (http://www.escrivinhos.com/2008/11/novos-horizontes-na-produo-de-vinhos-no.html). Da Dezem, os destaques são o Cabernet Sauvignon e o Merlot.

 

Nordeste – Vale do São Francisco

Dizia-se que, fora dos paralelos 30 a 50 no hemisfério norte e 28 a 42 no hemisfério sul, dias mais quentes e noites mais frias com boa amplitude térmica, não seria possível o cultivo de Vitis Vinífera para produção de vinhos finos. Que fora dessas duas faixas, ou seria muito quente ou demasiado frio para o cultivo adequado. Pois bem, o Brasil com esta região incrustada no paralelo 8, meio que deu um nó nesse conceito, produzindo vinhos no Nordeste. Na verdade, Vale do São Francisco, englobando parte de Pernambuco e parte da Bahia. 

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Região semi-árida, necessita de irrigação e é hoje um importante pólo produtor de uvas e frutas tropicais no Brasil. Topografia quase plana, alto grau de insolação, temperaturas altas e constantes, gerando uvas com alto grau de açúcar e produzindo mais de duas safras anuais. O interessante é que com a ausência de inverno e baixas temperaturas, as uvas não sabem que está na época de hibernar, O homem entra com a tecnologia, retirando-lhe a irrigação após a poda, “tapeando” a videira que “pensa” que é inverno. Voltando a irrigação, a planta “se sente” na primavera e inicia mais um ciclo vegetativo que, em função do clima, permite que os enólogos controlem a maturação das plantas com a irrigação e daí, as duas safras e meia pela qual a região é conhecida. Esta tecnologia aplicada a um terroir muito especifico, permite que se controle cada parcela de forma diferente, ou seja, cria-se inverno, primavera e verão (para as plantas) controladamente para cada parcela plantada podendo gerar diversas colheitas. Vejam o que disse a enóloga Marta Ágoas, da Vinibrasil (Rio Sol) ao jornal Bon Vivant“A área produtiva da propriedade está dividida em parcelas de 20 hectares. “Cada lote está numa fase distinta do ciclo da videira”, explica a enóloga. Dessa forma, colhe-se quase todos os meses e não é necessário manter uma vinícola enorme para dar conta de toda a produção do vinhedo, visto que a entrada de uva para elaboração de vinho é escalonada ao longo do ano. Marta ainda aponta outra vantagem do sistema. “Se chover na colheita, nunca se perde toda a produção da fazenda, mas apenas um lote da safra”.Tudo isto tem seus prós e seus contras e acaba gerando vinhos para consumo mais ligeiro, vinhos jovens e fáceis de beber, tendo a Syrah como carro chefe da região, no sentido de qualidade, sendo usada como varietal ou no corte com Cabernet Sauvignon. Outras cepas plantadas na região que possui uma certa semelhança climática com o Alentejo em Portugal, é a Alicante Bouschet, Tempranillo, Touriga Nacional e nas brancas a Moscato (principal) e as tradicionais Sauvignon Blanc e Chardonnay assim como a Chenin Blanc. Todavia, devido a ser uma região muito nova, muitas outras espécies estão sendo testadas, em especial as castas da região do mediterrâneo. É esperar para ver e a ViniBrasil já começa a produzir vinhos de maior complexidade e com mais potencial de guarda.

De acordo com o Institudo do Vinho Vale do São Francisco, na região se produzem uvas desde 1960, tendo a Cinzano sido pioneira na produção de vinho para elaboração de seu vermute. Foi em 1982 que a Vitis Vinífera foi introduzida na região pela fazenda Milano. A partir dos anos 90 é que começa uma fase de ampliação e investimento maior no setor e a consolidação se dá a partir de 2000 com fortes investimentos nacionais e estrangeiros sendo o mais famoso a da ViniBrasil (Dão Sul de Portugal) com os vinhos Rio Sol, porém aqui estão as pioneiras Botticelli e Bianchetti, a Miolo (Terranova), Valduga, Lagoa Grande (Carrancas e Garziera), Georges Aubert, entre outros. Total, a confirmar já que aguardo alguns dados mais detalhados, são cerca de 8 milhões de litros (vou precisar rever meus números sobre a produção brasileira) em 800 hectares, presentemente, sendo elaborados por 8 empresas, mas com muitos outros projetos já em andamento.

Quanto aos vinhos da região, afora o Rio Sol (corte de Cabernet Sauvignon e Syrah) por meros R$19,00 um dos melhores achados do ano na relação Qualidade x Preço x Satisfação para um vinho do dia-a-dia, não conheço nenhum outro. Me lembro que cheguei a provar um outro vinho da Rio Sol e um Botticelli, mas sinceramente, nem me lembro o que me leva a pensar que não agradaram. A mídia especializada, no entanto, destaca o Rio Sol Winemakers selection Alicante Bouschet, o Terranova Late Harvest e o Terranova Cabernet Sauvignon/Syrah. Parece-me que alguns espumantes Moscatel da região também estão obtendo sucesso, tenho que provar.

Bem, creio que terminei, com um longo atraso, mas terminei. As dificuldades são imensas e ainda estou por receber algumas informações adicionais, assim que chegarem farei as alterações e/ou adendos que forem cabíveis, que espero que cheguem logo. Talvez a maior descoberta feita durante este trabalho, tenha sido a constatação da falta de organização, estrutura e projeto para a industria vitivinícola brasileira como um todo e uma maior atenção às novas regiões produtoras. Como exemplo, acho incrível que um órgão extremamente competente como a Embrapa, não tenha dados centralizados e ainda apresente estatísticas que vão somente até 2002. Quando será que nossos governantes e órgãos oficiais vão acordar para a pujança comercial e cultural que o vinho pode trazer para um país? Quando será que o ministério da agricultura acordará para esta realidade? Pensamos pequeno e, conseqüentemente, os resultados são pífios. Há que se pensar grande, pressionar os órgãos competentes, que agem de forma incompetente, por um plano estratégico único, apesar de regionalizado, para o setor, visando transformar todo o nosso potencial em realidade. O caminho não é coibir as importações, é crescer com estrutura e melhora de rentabilidade. Eu torço para que se faça a luz, porque o problema, ao que me parece, não são os outros, somos nós!

Salute, kanimambo e um brinde com um belo espumante nacional sobre os quais falarei mais durantes este próximo mês de Dezembro.

 

Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo III

Chegamos numa faixa de preços difícil. O porquê do difícil é em função da enormidade de rótulos do mundo inteiro disponíveis no Brasil exatamente dentro desta faixa. Nas listas que tenho publicado em Tomei e Recomendo, nas Adegas do Mês montadas, nas Degustações, existe uma enormidade de opções de belíssimos e conceituados vinhos disponíveis à escolha de cada um de nós consumidores. Porquê então comprar um nacional? Problemático explicar, até porque, preço por preço, a maioria ainda escolhe um importado e tem lá sua dose de razão. Os vinhos nacionais seguem sendo ilustres desconhecidos em nossa própria terra, os preços nesta faixa estão, salvo algumas poucas exceções, supervalorizados e existe uma dificuldade em encontrá-los nas lojas por falta de uma distribuição comercial adequada. Já comentei alguns vinhos nacionais aqui no blog, e deixo claro que, não fosse o alto preço, freqüentariam minha mesa mais assiduamente. Depois, acompanhando a rede, vi diversas outras manifestações de blogueiros e jornalistas especializados, batendo na mesma tecla o que, acredito, cria um importante ponto de reflexão para todos nós, inclusive os produtores. Estará a política comercial e de preços adequada à realidade do mercado e à forte e diversa concorrência? Colocar a culpa nos impostos, bode expiatório tanto dos produtores nacionais como dos importadores que tem lá sua penalizadora influência sobre o preço, ou nos importados, me parece argumento já falido e passível de revisão reflexiva.

Bem, enquanto refletem sobre esse tema, eis alguns dos bons vinhos que tive a oportunidade de tomar ao longo deste ano. São todos vinhos de qualidade reconhecida, que recomendo, a nata da produção nacional.

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Vinhos de R$50 a 80,00

Começo pelo bom Joaquim 2005 da Villa Francioni, corte Cabernet Sauvignon com Merlot que mostra uma paleta de aromas muito boa com frutas vermelhas e algo herbáceo finalizando com uns aromas tostados após um tempo na taça. Na boca não apresentou a mesma exuberância que no nariz, mas achei um vinho bem equilibrado, com taninos finos bem posicionados e aveludados, de corpo médio para encorpado e acidez adequada. Talento 2004, da Salton outro vinho bem conhecido e já com um histórico de qualidade. O 2002 que provei o ano passado achei já passado da hora ou talvez tenha sido mal guardado, apesar de que compro sempre em lojas conhecidas e de qualidade, mas este 2004 me agradou sobremaneira e, na minha opinião, está no ponto para ser tomado. Um agradável corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat de bastante harmonia e acredito com mais potencial de guarda do que seu antecessor.  Da Miolo, o Merlot Terroir 2004 é um digno representante dos bons vinhos elaborados no Brasil com esta casta. Um bom vinho, mostrando boa estrutura e algumas especiarias, bom volume de boca e taninos aveludados tendo lido de que o 2005 se apresenta melhor que este. Ainda dentro dos vinhos premium elaborados com Merlot, dois outros rótulos que ma agradaram muito. O Desejo 2004 da Salton, está muito cremoso e elegante, saboroso e de boa persistência mostrando bastante equilíbrio, taninos presentes, mas finos sem qualquer agressividade e o Villaggio Grando Merlot  mostrando gostosa fruta madura, corpo médio, harmônico e de taninos macios, fácil de beber e gostar deixando aquele gostinho de quero mais na boca especialmente se levemente referescado a cerca de 16º.

Três Cabernet Sauvignon 100% que me encantaram, cada um com seu estilo; Gran Reserva da Família Cabernet 2003 de Marco Luigi um belíssimo e clássico vinho, taninos prontos, aveludados, muito rico e de bom volume de boca; o Villaggio Grando Cabernet 2006 recém lançado que me encantou e prima pela elegância e finesse, sedutor, macio redondo, saboroso, cativante entrada de boca e de muito boa persistência num longo final e o Gran Reserva 2004, da Marson, de muito boa estrutura, taninos equacionados, finos e elegantes, mostrando muito equilíbrio e harmonia num vinho muito saboroso e longo, de boa complexidade. Três belissímos vinhos!

Innominabile Lote II, vinho top da Villagio Grando produzido a 1400 metros de altitude em Caçador, Santa Catarina, um divino corte de cinco cepas (Cabernet Sauvignon/Malbec/Cabernet Franc/Merlot e Pinot Noir) e duas safras tendo como protagonista a de 2006, porém cortado com uma parte do Lote I de 2005, um dos melhores vinhos nacionais, tem boa complexidade e elegância, muito saboroso com grande equilíbrio e taninos doces, um vinho realmente sedutor e fino com uma característica muito velho mundo, talvez em função do enólogo que é francês.  Quinta da Neve Pinot Noir 2006 de Santa Catarina, talvez o melhor do Brasil, que apresenta um nariz de boa intensidade, corpo leve, equilibrado, rico, taninos macios e gostoso final de boca que invita à próxima taça e, para finalizar, o Portento 2005, vinho fortificado produzido em São Joaquim pela Quinta Santa Maria num estilo dos Vinhos do Porto fruto de um corte de Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Merlot e Aragonez. Um vinho surpreendente, muito bem feito, num estilo Porto Ruby muito cremoso, frutado e equilibrado. Produz um branco também, de uva Moscatel, que também é saboroso, porém longe to tinto que realmente é muito interessante.

Nos brancos gostei do Chardonnay da Villaggio Grando que mostrou qualidades apesar de não ser um blockbuster.

 

 

 

 

 

Vinhos de R$80 a 120,00

Provei alguns bons vinhos, entre eles o Boscato Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2002, de muito boa estrutura, boa acidez, vinho que combina bem, potência com elegância num conjunto de muito boa qualidade. Villa Francioni Francesco 2005, um bom corte de Merlot/Cabernet Sauvignon / Malbec / Cabernet Franc e Syrah. Muita fruta madura de boa intensidade no nariz, macio, taninos finos perfeitamente equacionados, saboroso repetindo a fruta levemente compotada com algo de salumeria num corpo médio bem balanceado. Não provei nenhum branco dentro desta faixa, mas dizem que o Sauvignon Blanc da Villa Francioni é de primeira. Dois tintos, no entanto, são de tirar o chapéu e são prova viva de que sim, o Brasil já possui alguns grandes vinhos para brigar de frente com alguns dos bons rótulos importados.

         Storia 2005, o merlot super premium da Valduga, um senhor vinho que foi, também, muito competentemente trabalhado do ponto de vista mercadológico. Ainda fechado, taninos maduros ainda bem presentes e adstringentes, com ótima estrutura, bom equilíbrio, potente, longo e saboroso final de boca e uma paleta de aromas em que sobressai fruta vermelha e algo de café. Em uma degustação às cegas realizado na Portal dos Vinhos com os vinhos varietais; Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006, Achaval Ferrer Malbec 2005, Kaapszchit Shiraz 2004, Abraxas Tannat 2002 e Coppola Claret Cabernet Sauvignon 2004, levou a melhor sobre todos eles. Um grande merlot de bastante potência requerendo um tempo de decantação antes de servir e certamente melhorará muito dentro de mais um ou dois anos. Preço, se achar, é em torno de R$90.

         Villa Francioni 2004, o top de linha desta jovem vinícola catarinense, eleborado com um corte Cabernet Sauvignon/Merlot/Cabernet Franc e Malbec num típico corte bordolês e, dentre todos os nacionais que já tomei, gostei e recomendei, este é certamente o melhor! Vinho complexo, muito rico, equilibrado, saboroso, ótimo volume de boca, taninos finos de grande elegância e ótima persistência. Daqueles que quando você sente os aromas e toma o primeiro gole, já se dá conta de que está frente a frente com um grande vinho de muita personalidade tomando conta de todos os seus sentidos. Em mais uma degustação às cegas no Portal dos Vinhos, este Villa Francioni foi colocado à prova junto com outros bons e conceituados blends estrangeiros; Altimus 2004 e Chakana Estate Collection 2004 ambos da Argentina, Valdivieso Éclat 2005 do Chile, Francis Coppola Rosso Classic 2005 e Morkel Atticus 2003 Sul Africano. Deu Villa Francioni na cabeça e o preço está por volta de R$100 a 110,00!

           Painéis compostos essencialmente por consumidores, que são o júri mais imparcial, isento e pé no chão que podemos encontrar, aquele que realmente conta. O unico senão segue sendo o preço, especialmente nesta faixa mais alta onde temos inúmeros néctares de igual ou melhor nível a preços inferiores, dificultando a escolha por um destes ótimos produtos.

Salute e kanimambo.

Pizzato Conquista Mais Ouro!

pizzato-family2A PIZZATO conquistou mais ouro, desta feita no IV Concurso Internacional de Vinhos. O Reserva Cabernet Sauvignon 2004 que já havia sido premiado com a Grande Medalha de Ouro no 5º Concours Mondial de Bruxelles Brasil, realizado em agosto no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, RS e o muito bom Reserva Merlot 2005 que eu já recomendei aqui e uma belíssima relação Qualidade x Preço x Satisfação. Um dos melhores Merlot disponíveis no Brasil, por um preço difícil de bater.

No IV Concurso Internacional de Vinhos foram premiadas 127 das 434 amostras participantes. Participaram 51 degustadores de nove países, sendo 35 brasileiros, além de representantes da Alemanha, Argentina, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai. O Brasil ficou em 1º lugar no número de medalhas, foram 77, seguido pelo Chile, com 23. Concorreram vinhos de 15 países: Alemanha, África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Nova Zelândia, Peru, Portugal e Uruguai.

O IV Concurso Internacional de Vinhos é promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), com reconhecimento da Organização Internacional da Uva e do Vinho (O.I.V.) e União Internacional de Enólogos (UIOE).

Salute à família Pizzato e, desta vez, com um belo Pizzato Brut, espumante de primeiro nível que fará bonito nas festas de final de ano.

Meio de Semana Cheio!

Semana cheia para quer curte vinhos e mora na região Oeste de São Paulo, Embu e Cotia. Para começar, na Terça-feira o já tradicional compromisso com as gostosas degustações no espaço gastronômico Villa, que fica no Morumbi/Pananby. Desta vez, uma noite de Italianos com a presença da Ana Rita uma das principais sommeliers da Expand, alguém que entende muito de vinho, ainda mais quando se tratam de vinhos de sua terra natal. Aliás, só pelo conhecimento, simpatia e seus belos olhos, já seria uma grande pedida, com os vinhos então …..

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Na Quarta-feira é dia de jogos importantes pela final do campeonato Brasileiro de futebol, nesta emocionante reta final. Dia importante para assumir o controle da televisão e mostrar quem realmente detém o poder na casa. rsrsrs Por via das duvidas, se garanta e  presenteie sua esposa com uma degustação na confraria feminina da Portal dos Vinhos. Se for leitora, deixe-o envolto em seus devaneios futebolísticos e vá fazer companhia à Fátima no Portal.

 

 

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Para finalizar, na Quinta-feira uma outra degustação Italiana só que desta vez na Grand Cru da Granja Viana. Casa do simpático casal de proprietários Marcel e Bete que estarão recebendo o comandante da Azienda Agricola Talenti, um dos principais produtores da região da Toscana, o Sr. Riccardo Talenti que apresenterá alguns de seus belos e respeitados vinhos com destaque para o Brunello de Montalcino 2001.

 

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Reflexões do Fundo do Copo – Vinho, um investimento líquido e certo

       breno2Mais um delicioso texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Coluna do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias.

 

Uma coisa que pouca gente sabe é que fui conselheiro para assuntos comerciais da rainha Vitória I, de acordo – ao menos – com as cartas jogadas por uma cigana. Teria sido minha a idéia revolucionária de comprar a burguesia industrial que se formava nos Países Baixos, vinte e tantas famílias responsáveis pela industria tecelã já florescente, além de tantas outras. Já nos anos de inflação sem freio em torno de 1990, tornei-me consultor informal dos meus amigos que ganhavam salários além do que podiam gastar, ajudando-os inclusive na árdua tarefa de garantir o futuro de suas adegas para as próximas gerações.

Era possível, na época recomendar investimentos nas grandes marcas, nos grandes de referência mundial. Com uma inflação galopante, o dólar era patrimônio estável e crescente, o que permitia sugerir Investimentos sem risco para grandes investidores como os grandes bordeaux (premier grand cru classée), os Tokay 5 pontos, os grandes Porto, e as champagnes mais longevas e reconhecidas. Hoje em dia, o mundo do vinho mudou. As grandes marcas, além de continuarem sua valorização constante, estão cercadas de falsificadores por todos os lados, particularmente chineses. Quem dita tendências do mercado são os compradores americanos, mais impositivos do que os respeitadores ingleses, japoneses e alemães que sempre estiveram liderando as importações da França e Itália, os principais produtores de ícones na área. Significa uma mudança de gosto, que influencia diretamente o olhar do mercado. Grandes nomes estão sendo contestados, muitas vezes. Vinhos de grande prestígio, como Vega Sicilia, Barca Velha, Barolos e Barbarescos e Brunellos saíram do primeiro grupo de preferências, talvez por não serem vinhos de restaurante… Afinal, não se abre um Barolo para tomar imediatamente, é preciso um descanso de uma hora no mínimo. Mesmo os mágicos vinhos tintos da Cote D’Or da Borgonha perdem mercado e não são tão desejados como já foram, apesar da recente alta que tiveram com o filminho “Sideways”.

Apesar disso, continuo recomendando vinhos de excelência para aqueles que querem sair da Petrobrás e investir numa adega climatizada. Não há investimentos mais seguros do que um lote de Grange australiano ou Amarone vêneto. São produtos quase tão consensuais quanto um Margaux ou Petrus, ninguém contesta, ninguém duvida da qualidade e da longevidade. Neste mesmo plano, recomendo Hermitage e Cornas, os dois maiores ícones da uva Syrah, igualmente acima do bem e do mal.

Não é bom negócio investir neste momento em Brunello di Montalcino, apesar de historicamente ser um vinho de grande prestigio, pois está sob judice DOCG, acusado de satisfazer a demanda crescente de modo não autorizado, ampliando a produção com a adição de uvas francesas em volumes não autorizados. Mas é sim, grande negócio comprar Supertoscanos, grandes vinhos do Duero, do Douro e do Priorato, mesmo sabendo que o dólar não está tão favorável, porque são investimentos sólidos de retorno garantido por mais de cinco anos.

Não recomendo os grandes americanos da histórica disputa de 1976, quando bateram – em blind test – os melhores de Bordeaux, porque estão supervalorizados, mantidos com preços astronômicos por eficiente trabalho de marketing. O Novo Mundo tem sua coleção de ícones a investir, começando pelo Opus One, Don Melchor, Almaviva e Catena Zapata, mas não me entusiasmo na recomendação, acho que fazem muito barulho por pouco, diria Shakespeare. Mas meu gosto não conta, conta o valor de mercado, não é?

Vinhos considerados ultrapassados no gosto atual, apesar de continuarem perfeitos em sua vinificação, de madeira excessiva para os padrões atuais, mas que se mantêm prestigiados com vários fãs-clubes ao redor do mundo – Barca Velha, Vega Sicilia, Barolos e mesmo Barbarescos encabeçam o grupo dos Investimentos que já foram totalmente seguros. Vão durar muito tempo, protegidos pelos taninos de carvalho, envolvidos numa aura de qualidade, mas desfavorecidos pelas tendências de mercado. Os investidores têm dúvidas quanto ao esforço de renovação que se nota em seus territórios, pois – como sempre acontece nesses casos – a mudança não é aclamada nem pelos conservadores nem pelos conjuntos dos inovadores…

Sou entusiasta dos Investimentos mais agressivos para grandes e médios investidores. São altamente recomendáveis os destaques dos vinhos do Piemonte que apesar de não serem classificados em DOC, são apostas dos produtores mais qualificados, como o Angelo Gaja, que reproduz, em parte, o movimento que culminou nos supertoscanos. O mesmo se pode afirmar para os grandes produtores de Franciacorta, não apenas restritos aos excepcionais espumantes, mas também aos tintos de uva francesa. Ainda na Italia, é possível apostar nos vinhos Farnese da Umbria, nos vinhos como o Graticciaia da Puglia e nos grandes da Sicilia como o Dona Fugatta. Os vinhos modernos de toda a Espanha estão em alta no mercado mundial; Ribera Del Duero como Abadia Retuerta e Pesus, Rioja como o 890 Rioja Alta, Priorato, Rueda, Navarra. O mesmo se pode dizer para os garrafeiras de Portugal inteira, a começar pelos tintos do Douro, com uvas autóctones de grande futuro além dos Touriga e Baga. Na Argentina, destaca-se a produção da Achaval Ferrer, no Chile a da Casa Carmen, ambos cotados para ícones nos próximos 3 anos.

Mas meus olhos brilham mais quando indico Investimentos mais agressivos para grandes, médios e pequenos investidores. Neste momento, é recomendável investir de olho no futuro muito promissor dos vinhos tintos brasileiros, que superaram os limites da chaptalização criminosa (adição de açúcar depois da vinificação concluída, para compensar o baixo teor alcoólico). Há produtores que trabalham de acordo com a mais alta tecnologia, com as melhores mudas vitiviníferas, com acompanhamento enológico que não deve nada às melhores produtoras californianas. Estão neste padrão, além das reconhecidas Miolo, Valduga, Salton e Aurora, vinícolas menores como Argenta, Boscato, Villa Francione, Lidio Carrara, Família Bettù, Cordilheira de Sant’Ana entre outras. Esta é a minha caravana. Do alto dela, observo sereno o latido desesperado dos cães pelo caminho.

 

Breno Raigorodsky; filósofo, publicitário, sommelier e juiz de vinho internacional FISAR

Nem Só de Vinho Vive o Homem!

É, depois do incrível Comtes de Champagne Brut Blanc de Blancs 1998 de Taittinger, dei um tempo no vinho e retorno na segunda-feira para terminar, finalmente, o tema Brasil falando do restante das regiões, de mais alguns vinhos e o ultimo Boas Compras do mês. Neste fim de semana vou juntar um pessoal aqui em casa para uma feijoada e, apesar de gostar da tradicional caipirinha de limão, irei acompanhá-la com uma caipira de frutas com vodka (caipirosca) que virou hit por aqui. Agrada a gregos e troianos, homens e mulheres, dá para fazer quase que em qualquer lugar no mundo e não é invenção minha! É, se apropriar da invenção de outros para glória própria não é nem moral e tão pouco éticamente correto, apesar de prática lastimável e costumeira de alguns, então, a César o que é de César! Esta caipira é uma ótima cópia que elaborei vendo o amigo Alfredo e equipe, do restaurante Totó em São Paulo, fazendo suas mirabolantes e deliciosas invenções. Se tenho amigos de fora em visita, não deixo de os levar lá, é um lugar especial e as caipirinhas realmente muito especiais e criativas. Enfim, quando o professor é bom, difícil errar.

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O segredo, aparentemente, é combinar de forma balanceada, frutas cítricas puxando pela acidez, com algumas mais doces criando uma harmonia de sabores e frescor. Fica suave, agradável e fácil de tomar, só que há que se tomar moderadamente porque sobe mais do que parece em função de sua delicadeza. Esta, sem nome e aceito sugestões para o batizado, é elaborada com kiwi, manga, carambola doce e maracujá azedo. A receita é fácil; para quatro doses use duas unidades de cada exceto pela manga que dá para usar uma só. Corte em pedaços pequenos, amasse com pilão, acrescente o maracujá e açúcar, gosto de usar Mid (50/50 açúcar e adoçante), três tubinhos por copo, e gelo a gosto, completando o copo com uma boa vodka, gosto da Absolut, e misture bem. Pra finalizar, um garfinho para ir comendo as frutas conforme se vai tomando esse “refresco”, bom demais da hora! Depois é só partir para o abraço, satisfação garantida. O Alfredo ainda corta alguns pedaços da fruta em tiras finas para decorar os copos, toque de mestre para o qual não levo nenhum jeito.

Ah, o Totó? Afora deliciosas caipirinhas de tudo o que é jeito, local acolhedor, massas incríveis, serviço e atendimento diferenciado, simpático e divertido (fala Zézinho, vai devagar com os novatos!), uma sobremesa saborosissíma e um café da hora, por um preço bem razoável para tudo isso. Um casal gasta entre 120 a 140 reais. Vinho? Também tem, os preços são honestos, mas com essas caipirinhas …….Rua Dr. Sodré 77, Vila Nova Conceição a uma quadra da Av. Santo Amaro. Se passar rápido, nem vai vê-lo, de tão “low profile” que o lugar é. Faz um tempinho que não vou lá e já estou com saudades! Ia-me esquecendo, telefone (11) 3841-9067.

Salute e bom fim de semana. Amanhã, a Coluna do Breno e no domingo não esqueça de ver as novidades e noticias de nossos parceiros. Segunda tem mais!

L’instant Taittinger

comtes1Não vou entrar em detalhes da linha de champagnes Taittinger degustados hoje (19/11), até porque faz somente três horas que tomei um dos melhores néctares de minha vida e ainda estou em êxtase! Preciso reformular conceitos, rever anotações e ver como colocar no papel e na tela, todas as sensações que o Comtes de Champagne Brut Blanc de Blanc 1998 me fez sentir. Refinado é pouco e o momento, muito mais que um instante, é infinito enquanto dura, parafraseando o poeta Vinicius de Moraes, e este está durando um tempão. Estupendo, divino, maravilhoso, sedutor, todos adjetivos de pouca monta para tamanha finesse e refinamento neste verdadeiro elixir dos deuses!

Existem coisas que não são para serem ditas ou explicadas, mas sim vividas. Neste caso tomadas, pois nada do que eu jamais possa colocar neste texto chegará aos pés de tomar uma taça deste Champagne. É depois de experiências como esta que começamos a entender de onde vem tamanha fascinação pelo champagne e o que faz algumas destas verdadeiras preciosidades valerem o que vale. Mais um vinho de reflexão que tive o prazer e privilégio de degustar este ano. Como disse Clovis Taittinger, jovem herdeiro da Maison Taittinger; ” Por trás de nossos champagnes há muito mais do que técnica e estatísticas, há valores, alegria e sonhos”. Creio que o Comtes de Champagne 1998 é a essência de tudo isso numa garrafa!

Produzido somente com Chardonnay de vinhedos Grand Cru próprios, elaborado exclusivamente em anos em que as uvas atingem excelência de qualidade e em quantidades limitadas, é um mimo para poucos. É delicado, sedutor, muito rico e complexo, um verdadeiro prazer hedonístico. Espuma abundante que deixa um fino colar na borda da taça, perlage incrivelmente fina, abundante e persistente, enorme frescor (depois de 10 anos!), cítrico, vibrante, elegante com um final de boca muito longo, exuberante e bem mineral. Cor palha claro, límpido e brilhante, parece ter sido feito ontem! Para quem, como eu, gosta de espumantes menos pesados e carregados de sabores e aromas de leveduras, então alegre-se, este é o Olimpo, só precisa escolher os outros 11 deuses que lhe farão companhia.

Não sou um profundo entendedor de champagnes e muito menos tenho a experiência de ter tomado muitos neste nível, mas uma coisa é certa, esta é uma experiência única. Não acredito em perfeição, tanto que nunca dei nota dez a nada na vida, acredito que sempre existe espaço para melhora, inovação e evolução, mas se existem néctares próximos da perfeição, este é certamente um deles. Como disse, é para poucos ou para momentos muito, mas muito especiais com o preço sendo coerente com a exclusividade do produto. É muito dinheiro, tanto lá fora como aqui, mas vale montar um grupinho e rachar a conta ou, se você tiver a sorte de estar de bolso recheado, permita-se um trato e tome uma garrafa destas pelo menos uma vez na vida! A importação é da Expand e depois falo dos outros bons produtos que a Taittinger produz. Por enquanto, só precisava colocar toda esta emoção para fora e compartilhar esta experiência, que espero não seja tão unica assim, com os amigos, esperando que todos possam ter a chance de passar por instantes (infinitos) como este.

Salute!

Bebericando em Lisboa

O amigo Klyber me enviou um comentário e, posteriormente me fez uma consulta que não pude responder por absoluta falta de conhecimento. Não tanto com relação aos vinhos, mas especificamente “onde bebê-los”, vejam o que ele me pediu: “João, que vinho tinto, ou branco, de baixo teor de álcool,para tomar em Lisboa, vc. recomendaria, pra nós, numa 1a viagem à Portugal? Em Lisboa, qual o melhor local para uma degustação? Tipo um Solar ou algum Castelo”. O porquê deste post? Por duas razões sendo que a primeira é que essa duvida que o Klyber tem pode, e deve, ser a de muitos outros então compartilhar a resposta me pareceu apropriado. A segunda é que, a resposta ao meu chamado dado pelo amigo Pingus, experiente “mestre da pena” nos assuntos do vinho português, autor do blog Pingas no Copo foi tão completa que pouco pude adicionar e merecia que fosse publicada como o está sendo.

panorama-de-lisboa

Todas as vezes em que perambulei pelas ruas de Lisboa, Vila Nova de Gaia, Cascais, Setubal ou Porto, o fiz com tempo escasso, a trabalho ou com família. Sempre tive pouco tempo para mim e minhas estripulias enogastronômicas, com algumas poucas exceções já aqui narradas, então da mesma forma que compartilho estas informações enviadas pelo Pingus, obviamente baseado nas experiência e gosto dele, também aprendo e deixo na memória para futuro uso. Por outro lado dizer ao Klyber e outros amigos que eventualmente estejam em visita a Portugal, que vinho ainda é um tema gastronômico então seu serviço está normalmente ligado a refeições havendo poucos locais para bebericar tão somente. Até pouco tempo atrás, vinho em taças, como por aqui, ainda eram raridade e somente agora começa a crescer a oferta de restaurantes com esse serviço. Em azul, alguns comentários e sugestões minhas baseado em experiências próprias e leitura. Eis o que Pingus nos disse;

 

“João algumas pistas sobre os vinhos:

Brancos

Quinta do Ameal Loureiro (assino embaixo e já o comentei aqui)

Quinta da Covela (se for o Chardonnay biodinâmico que tomei aqui, é uma delicia)

Soalheiro (um dos melhores Alvarinhos portugueses pelo qual tenho um apreço especial)

Muralhas de Monção (um dos vinhos verdes mais populares em Portugal)

Deu-la-Deu (Alvarinho mais básico e de bom preço, mas igualmente bom)

Casa dos Canhotos Alvarinho

Quinta da Lixa Alvarinho (tenho ouvido falar muito, mas não conheço. Pode trazer de presente, rsrs)

Tiara da Niepoort

Quinta das Maias Malvasia Fina

Quinta dos Roques Encruzado (grande vinho, também aqui comentado)

Quinta de Camarate branco

 

Tintos:

Periquita Reserva (não é o clássico), está modernaço.

Os varietais de Ermelinda Freitas e da Cooperativa de Pegões (Terras do Sado). Feitos pelo mesmo enólogo.

O Vinha Paz convém que lhe digas que os vinhos do Dão, são essencialmente gastronómicos, se bem que a nova geração está a ficar muito parecida com vinhos do Douro.

Quinta da Pellada e Saes

Quinta da Vegia, gosto muito deste produtor.

Quinta dos Roques, o Touriga Nacional 2005 está soberbo

Evel Grande Escolha, um vinho que mantêm constância de colheita para colheita e eu sempre que posso compro as novas colheitas.

Quinta do Crasto Colheita e Vallado Colheita

Poeira (Douro), um vinho fresco.

Redoma Niepoort

Já agora, que tente beber o Quinta do Crasto Old Vines que se pode encontrar a menos de 30€. (o 2005 foi 3º lugar no TOP 100 de 2008 na Wine Spectator e um vinho incrível de grande complexidade – esse eu compraria para trazer e guardar por mais uns dois anitos)

No Alentejo os vinhos de João Portugal Ramos, principalmente o Marquês de Borba (super fácil de beber, macio, frutado, taninos doces, dizem que o 2007 está especialmente bom).

Na Bairrada, experimentar os vinhos de Campolargo, com vinhos para todos os gostos. Calda Bordaleza 2005 está muito bom.

 

Para beber um copo, a coisa fica mais apertada, mas aconselhava o Nariz de Vinho Tinto. No que respeita a garrafeiras – wine shop, elas geralmente não servem vinho ao ser quando está ser feita a divulgação de um ou vários produtores. No entanto é sempre bom passar por umas quantas para ver se existe algum evento ou perguntar se têm alguma coisa para provar. Sempre com espírito latino.

Coisas do Arco do Vinho, da qual faço parte do painel de prova. Fica em Belém, no Centro Cultural de Belém. Dá para ir a um restaurante que é a Commenda que também fica no Centro Cultural de Belém. Pode até falar com os donos da garrafeira para ser aconselhado. Este restaurante tem uma bela vista para o rio. Garrafeira de Campo de Ourique, Wine O’Clok tem quase sempre provas abertas ao público, grátis. Geralmente são ao sábado.

Deli Delux, junto à estação de Santa Apolónia (comboios), também regularmente provas de vinho. (pela localização e vista do Tejo, está bem dentro do solicitado pelo Klyber. Sempre dá para escolher uma garrafa na prateleira e pedir para servir na esplanada, terraço, apesar de que nesta época do ano deve fazer frio)

Clube Gourmet do El Corte Inglés tem muitas coisas de interesse e também existem provas. Existe também sitio para comer, mas aqui estamos a falar de um centro comercial. Mas é um local incontornável em Lisboa.

Outro sítio que dá para comer e tem uma boa lista de vinhos a copo é a York House, a caminho do Museu de Arte Antiga. Se puder comer no jardim, vai ficar bastante agradado. O Director é bastante afável.

Um abração”

 

Em minhas pesquisas também descobri a Enoteca de Belém, o Néctar Wine Bar, Alfaia Garrafeira e um que me deixou bastante curioso, O Chafariz do Vinho. Se gostarem de um Vinho do Porto, não há como deixar de visitar o Solar do Vinho do Porto em Lisboa, instalado em um solar construído em 1747, e tomar um vinho do porto acompanhado de um queijo da serra. Para ver, quase, tudo isso, eis um site que acho pode ajudar a todos que queiram pesquisar, fuçar e planejar sua visita a Portugal , “Lifecooler, o Guia da Boa Vida”.

Com relação aos vinhos, o que posso acrescentar é que, em geral, os vinhos verdes feitos com Loureiro, Trajadura e, especialmente, Alvarinho são sempre boas pedidas sendo bastante frescos e de teor de álcool mais comedido, fáceis de tomar. Abra um e peça umas Ameijoas à Bulhão Pato, jamais esquecerá! Ainda nos brancos, um delicioso Grainha 06 da Quinta Nova (Douro), Loureiro Muros Antigos de Anselmo Mendes (Monção) ou Monte da Penha 07 (Alentejo) e nos tintos, vinhos fáceis, mas cheios de sabor, como Quinta do Camarate (Terras do Sado), um Vale da Clara 05 ou Vila Jusâ 03 (Douro) e Quinta de Cabriz 05 (Dão) também são boas pedidas. Sempre que possível, mesmo nos vinhos mais jovens, tome vinhos tintos com dois a três anos de garrafa, certamente estarão mais redondos e macios.

De resto meus caros, só espero que apreciem as dicas do Pingus e algo que eu tenha acrescido, quem sabe acertamos. A quantidade de bons rótulos, de todos os estilos e regiões, produzidos em Portugal é uma enormidade para o tamanho do país! Dizer o que você poderá encontrar em cada uma dessas lojas, garrafeiras, wine bars e restaurantes é impossível prever e, ainda mais, que bata com seu gosto, então a sorte está lançada. Se achar um Chryseia 2001 (Douro) ou Malhadinha 2003 (Alentejo), duas obras de arte em pleno apogeu, compre e traga para tomar sossegado num jantar especial em casa, quando ficar com saudades de Lisboa e sua gente. Para maiores dicas, pesquise em Categorias – Degustações, Tomei e Recomendo e Vinhos da Semana em que comento diversos vinhos portugueses, visite os blogs dos amigos de Portugal (links aqui do lado) e divirta-se. Por outro lado, passar em Lisboa e não trazer uma ou duas caixas de vinho na bagagem, não passar na Fábrica de Pastéis de Belém e não comer umas castanhas assadas quentinhas compradas na rua, agora é época, é crime de lesa pátria! Veja as boas dicas do que comprar e trazer, aqui. Boa escolha e bon voyage.

Salute !

Boas Compras Brasil – II

          Como antecipei em meu primeiro post de Boas Compras no mês, alguns parceiros não possuem vinhos nacionais em seu portfolio, ou são pouquíssimas as opções, até por serem importadores ou estarem co-ligadas a uma. Isso não quer dizer que não hajam belos rótulos a bons preços para se comprar! Muito pelo contrário, como se pode ver abaixo.

Zahil, esta simpática importadora não só não aumentou preços como ainda está dando alguns ótimos descontos para rótulos de primeiro nível. Com as festas chegando, uma boa oportunidade para repor a adega com vinhos de qualidade.

Cuvée des Ardoises 2003, um Languedoc de estirpe fina, complexo, elegante e cheio de sabor, surpreendente pelo preço, um dos meus preferidos na região e absolutamente pronto para beber. De R$65, 00 por 55,00.

Tosca Chianti Colli Senesi 2004, um chianti de muito boa intensidade aromática com frutos silvestres, cheio, redondo, fácil de agradar, sem arestas com um saboroso e longo final de boca, muito agradável, já o tendo recomendado quando da matéria dos vinhos italianos. O bom preço de R$54,00 está agora por imperdíveis R$46,00 uma verdadeira pechincha.

Le Orme Barbera d’Asti 2005, um dos bons vinhos deste produtor o qual recomendei quando falamos sobre vinhos italianos. Satisfação garantida num vinho que já estava com bom preço quando de R$$ 69,00 agora está por imperdíveis R$58,00.

Champagne Drapier Brut Carte D’Or, um dos muito bons champagnes “básicos” encontrados no mercado. De R$173 está por R$147.

Paul Bur, um espumante francês, de importação exclusiva, que me agrada muito e costuma freqüentar minhas taças com uma certa regularidade. De lista tem um preço de R$49,00, porém se você comprar uma caixa de 12 garrafas, lembre-se que as festas estão chegando, você só pagará R$36,75, uma verdadeira pechincha.

Domaine Conte Carmenére Celección de Barricas 07, que é um vinho muito equilibrado, boa tipicidade, boa acidez, alegre, sedoso, um vinho cativante e fácil de agradar, preço R$34

Trumpeter Malbec/Syrah 2006 um dos mais saborosos rótulos desta linha de produtos da Rutini, muito rico e de boa estrutura com taninos sedosos e saboroso final de boca, por R$45,00

E uma novidade, a chegada da Bodegas Carrau do Uruguai, com alguns rótulos que conheci em uma viagem que fiz a esse país muito simpático y de buena gente!

 

Portal dos Vinhos, como sempre a Fátima e o Emilio mostram bons preços e uma boa diversidade de rótulos e origens. Aqui uma série de bons vinhos nacionais

Marselan 4ª Geração 2005, um vinho diferenciado produzido no Vale pela Don Candido. Vinho muito interessante, saboroso e muito agradável de tomar, para sair forma dos tradicionais Merlot e Cabernet Sauvignon. Preço R$39,00

Concentus Pizzato 2004, um preferido do Emilio que tive a oportunidade de degustar há um tempo atrás, mas que necessito rever logo. Preço R$42,00

Dal Pizzol Touriga Nacional 2007, toques florais bem típicos da casta. Na boca é suave, elegante, com taninos maduros e um teor de álcool bem comportado, suave, pronto e fácil de tomar.  Preço R$32,00

Dal Pizzol Tannat 2005, taninos macios e sedosos mostrando uma certa delicadeza na boca, elegante e equilibrado mostrando ser um vinho sedutor com um final de boca muito agradável. Preço R$34,00

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2007, um dos ícones desta vinícola, porém ainda não tive oportunidade de provar. Dizem ser o melhor do Brasil e um vinho de grandes qualidade, preço R$88,50.

Casa Valduga Premium Cabernet Sauvignon 2004, um cabernet de primeira de que gostei bastante e já recomendei. Premiadíssimo, inclusive internacionalmente, um vinho que vale ter na adega por R$38,50.

Casa Valduga Gran reserva Cabernet Sauvignon 2004. Preço R$65,00.

Don Cândido Gran Reserva 2002, de produção limitada a 2000 caixas, é um 100% Cabernet Sauvignon. Preço R$69,00.

Storia 2005, um ícone da Casa Valduga e seu mais recente lançamento. Um merlot super premium realmente estupendo, um dos melhores vinhos do Brasil na atualidade. Potente, num estilo bem novo mundo, é um vinho ainda fechado, taninos maduros ainda bem presentes e adstringentes, com ótima estrutura, bom equilíbrio, longo final de boca e uma paleta de aromas que prometem muito. Para uma decantação longa ou, a meu ver, um vinho para se guardar e tomar dentro de um ano ou dois quando se poderá aproveitar melhor de todo o seu potencial. Preço, R$90,00.

 

Vinea Store, como os amigos sabem, a Vinea é uma importadora parceira com quem temos aprendido bastante e garimpado alguns bons vinhos. Na loja, trabalham com alguns rótulos de terceiros entre eles a Dezem, e estão com uma promoção imperdível para quem gosta de bons vinhos brancos.

Dezem Cabernet Sauvignon 2004 de cor rubi, aromas não muito intensos apontando para frutas escuras, madeira e algo resinoso. Na boca é cheio, de corpo médio, taninos maduros muito bem equacionados, boa acidez, saboroso, fácil de agradar e no ponto para ser tomado. Dizem que o Merlot também é bom. Este cabernet está por R$43,00.

Casa Marin. Na verdade merece um post que está no forno, mas ainda não consegui terminar. Produtora Chilena que produz vinhos de grande qualidade em quantidades limitadas e que consta na lista dos top 100 produtores mundiais da Wine & Spirits. Para mim, certamente alguns dos melhores, se não os melhores vinhos brancos da América do Sul, rivalizando com os melhores do mundo. Depois dou detalhes, mas os amigos que gostam de vinhos brancos de grande qualidade, frescor e complexidade, têm aqui uma oportunidade única de comprar este vinhos com um enorme desconto. Normalmente não são vinhos baratos, mas ao preço a que estão se tornam verdadeiros achados. Eu recomendo, sem duvida alguma, três rótulos; o impressionante Laurel Sauvignon Blanc  que lembra muito os vinhos do Loire com aromas intensos e algo cítricos, mineral, de boa estrutura na boca e de uma impressionante persistência, um vinho maravilhoso e sedutor; o Gewurtzraminer, de um nariz absolutamente divino, de ótima tipicidade, muito balanceado, ótima acidez, para rivalizar com os grandes vinhos da Europa, especialmente os alsacianos, e o Riesling Miramar que me surpreendeu mais ainda, já que não tinha nem idéia que a América do Sul era capaz de gerar vinhos  deste calibre e complexidade com esta cepa. Absolutamente divino. Mais um daqueles vinhos com tal intensidade aromática, que cativam à primeira “fungada”. Mais informações abaixo.

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