João Filipe Clemente

Escolhendo Espumantes.

champagne-from-the-age-com-auComo disse em post recente, se Dezembro é o mês do espumante, meu 2009 terá doze meses de Dezembro! Isto me fez lembrar uma frase de John Maynard Keynes, famoso e influente economista inglês do século XX, falecido em 1946 e muito em voga hoje em dia devido a seus conceitos de defesa do papel regulatório do Estado na economia, por meio de medidas de política monetária e fiscal visando reduzir os efeitos adversos dos ciclos econômicos. Disse ele; “ a única coisa que lamento na vida, é não ter tomado bastante champagne”. Tudo bem, traduzamos esse champagne por espumantes e, disso também não quero ter que me lamentar esperando que você também não. Mais, se espumantes são para ocasiões especiais, então criarei uma toda a semana!  Para estas ocasiões, minhas escolhas são mais claras e mais fáceis até porque somos em duas, três ou quatro pessoas a quem conheço bem o gosto.

Quando em maiores grupos, no entanto, fica um pouco mais difícil de definir e cada tipo de momento requer um tipo de espumante diferente. Por exemplo, festa de reveillon, digo festa mesmo; monte de gente que não tem nem o mínimo conhecimento ou empatia por vinhos; que toma chalisse em copos de requeijão e acha bom, que acha que cidra e lambrusco são champagne, que mistura coca no vinho tinto, coloca gelo no vinho branco, etc. Sem desmerecer essas pessoas, há que respeitar o gosto e cultura alheios, mas não dá para abrir uma Vieuve Clicquot certo?!! O cunhado chato (rsrs) ainda vai achar que você esta querendo se mostrar! Na minha opininião não faz nem sentido. Por outro lado, imagine você no topo de uma montanha, a dois, olhando a imensidão de estrelas no céu esperando o relógio bater a virada do ano e aí você saca aquela cidra e uns copos de água para celebrar! É para murchar qualquer momento, um baita balde de água fria na fervura! Está bom já sei, nada de prepotência e tem gente que gosta, mas mesmo com grana curta dá para fazer um pouquinho melhor, não? Pelo menos uma Conde de Foucald e duas flutes! Bem, deixemos o politicamente incorreto de lado, pois já estou correndo o risco de me acharem pedante e um enochato, o importante é saber que cada ocasião requer um produto diferente e isso é tão importante quanto o rótulo que você irá servir.

Para cada momento um tipo e estilo de espumante. Beira de piscina, espumante ligeiro e fresco, bem dia-a-dia e barato, o que não é sinônimo de ruim, como um prosecco Moinet IGT. Aniversário e brinde na hora do bolo, um bom moscatel nacional bem equilibrado de pouco açúcar residual e boa acidez como o do Marco Luigi. Festa de final de ano no escritório, um espumante de boa intensidade, aromático, fresco e fácil de agradar como um Salton Reserva Ouro. Belo jantar com seu diretor apreciador de vinhos, aí já requer mais finesse, um ótimo espumante nacional como o Chandon Excellence, algo diferente como um delicioso espumante rosé português, da Filipa Pato, o 3b ou, quem sabe até, um champagne de primeira linha como um Taittinger Brut Reserve, dependendo do quanto você quer agradar e da complexidade de seu jantar. Comemoração em família, sem cunhado (rsrs), pelo  nascimento de um filho ou um neto, o melhor e mais inebriante espumante que você possa comprar, porque esse é real e efetivamente uma ocasião muito especial e por aí vai. Neste final de ano, minha dica é exatamente essa, dimensione o espumante ao evento e ás pessoas que dele participarão, esse é meio caminho andado para o sucesso da ocasião.

Muito bem, e o que servir? A lista de boa opções é enorme e publicarei diversos posts de Tomei e Recomendo ao longo da próxima semana, com dicas de espumantes de diversos estilos e preços. Nossos parceiros também listarão seus destaques em Boas Compras que são sempre uma boa opção de onde comprar. Tudo, no entanto, dependerá de sua disponibilidade financeira, de quantas pessoas estarão presentes e o perfil delas, se tomarão vinho ao longo do evento ou se será feito somente um brinde. Pense nisso para definir sua escolha e que Baco lhe ilumine no processo.

Salute e kanimambo.

Abrindo Espumantes

           Abrindo seu espumante, coisa fácil não? Tira a gaiola, chacoalha enquanto empurra a rolha e dá-lhe espumante por tudo o que é lugar e, invariavelmente, o resultado é; chão sujo e um eventual olho roxo ou lustre quebrado! Vai falar que nunca passou por isso?! Imagine fazer isso com um Champagne de duzentos reais, aí é crime de lesa pátria!!! A menos que tenha ganho uma corrida de formula 1, mesmo assim acho que o Kimi estava certo quando disse, “para que jogar fora o néctar que foi feito para beber”, não é uma boa idéia fazer isso. Existem momentos e MOMENTOS. Em festas até é legal e aceitável estourar a rolha, faz parte do momento e da cultura, mas pelo amor de Deus, nada de chacoalhar a garrafa antes e cuidado! Para quê desperdiçar o doce néctar e perder parte de seu encanto que é o gás carbônico aprisionado na garrafa e, consequentemente, perdendo perlage? Porquê correr os riscos físicos?

           Agora, em outros MOMENTOS e com líquidos de melhor qualidade, há outras e mais adequadas formas de o fazer lembrando que a rolha deve se soltar suavemente. Solte o arame (seis voltas) e retire a gaiola, sempre com o polegar sobre a rolha para evitar seu despreendimento precoce e eventuais acidentes, e apóie o gargalo na palma da mão. Feche a mão firmemente abraçando a rolha entre os dedos e a palma da mão, lembrando-se de manter o polegar sobe a rolha, gire a garrafa com a outra mão provocando uma leve pressão para baixo até que, gentilmente, a rolha se solte com um suave suspiro, voilá! Melhor do que explicar, no entanto, é ver sendo feito. Aqui em baixo, alguns vídeos que são verdadeiras aulas. Se você for bom de pontaria e quiser impressionar a galera, tente o primeiro, se não, vá praticando e usando as técnicas mostradas nos outros, o idioma é o menos importante. Salute!

 

Assista até ao final, impressionante!!

            [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=aQBXbSj3FR4]

 

 Tá, posso até estar sendo pedante, mas …….!

 

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tHY1tK71eoI]

 

            Só para quem sabe fazer e gosta de se mostrar, porque de resultado prático …..

 

 

            [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=E5dLgKElRBE]

 

            Para não dizerem que este blog é machista, The Wine Ladies.

 

            [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=XQBpyMy3WBs]

 

             Maestria.

 

 

             [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=h8pzFjge2vQ]

 

 

Se é Dezembro, é Mês de Espumante!

estourando-champagneÉ, chegamos a Dezembro e as festas natalinas estão na boca do povo com, como sempre, um monte de informação sobre espumantes. Todas as revistas publicam painéis de degustação, com os mais diversos ganhadores, todos os blogs de uma forma ou de outra, também falarão e assim vamos sendo inundados de informações sobre esse doce néctar que Napoleão já disse “ser merecido nas vitórias e necessário nas derrotas”. Por aqui não será diferente e falarei bastante sobre esse inebriante, festivo e saboroso vinho que realmente casa muito bem com a época.

Uma das coisas que me incomoda, é a excessiva importância que se dá ao espumante como uma bebida ligada a festa, a comemorações, a datas especiais e, consequentemente, com consumo menos frequente e me pergunto porquê? Fico imaginando que, afora o aspecto festivo como característica do produto em si, isso talvez tenha a ver com o fato de que esses néctares sempre foram muito caros, até porque o foco maior sempre foi o champagne. Realmente, com um preço mínimo ao redor de R$140 a 150, hoje, porque já foram mais caros, não dá para tomar Champagne toda hora, só em momentos especiais. Só que o perfil mudou e hoje existem no mercado um sem números de rótulos de muito boa qualidade de tudo o que é lugar no mundo, o que permite que façamos de diversos momentos, momentos especiais. Sejam as deliciosas cavas espanholas, alguns espumantes franceses, portugueses e italianos, o famoso prosecco ou os nossos bons espumantes nacionais, há produtos de boa qualidade, refrescantes, e de bom preço a serem desfrutados a qualquer hora, ainda mais neste nosso verão.

Eu aprendi ao longo destes últimos dois a três anos, a sempre ter disponível algumas garrafas de espumante abrindo-os com uma certa assiduidade aqui em casa, sempre em “momentos especiais”. Seja na beira da piscina numa tarde de calor, num final de tarde no terraço, ou acompanhando uma refeição é sempre uma bela opção e uma forma agradável e simpática de receber os amigos e celebrar a vida. Decidi que em 2009 farei de todo mês um Dezembro, celebrarei o aniversário da Mariana 12 vezes e tomarei muito espumante! Ao longo deste mês listarei espumantes que Tomei e Recomendo a partir de R$15,00 (sim existem), buscarei destaques de Boas Compras o mais breve possível para ajudar nas compras antecipadas dos amigos, e tentarei agregar algo ao primeiro post que fiz o ano passado sobre espumantes.

Independentemente do tema do mês ser sobre espumantes, é também de encontros, festejos, almoços e jantares especiais, para os quais seguirei dando dicas sobre vinhos em geral e outras temas de nossa vinosfera. Para hoje, no entanto, vos deixo com meia dúzia de dicas muito interessantes, sobre as quais falarei mais tarde, mas note que não sou um entusiasta de espumantes rosés, porém listo dois abaixo o que mostra que não podemos nos ater a preconceitos devendo provar de tudo pois podemos nos surpreender positivamente. Eu gamei!

Filipa Pato 3 B – um espumante exuberante, rosado, elaborado pela Filipa Pato na região da Bairrada em Portugal. 3 B´s porque é elaborado com as cepas Baga e Bical na Bairrada. Por aí, em torno de R$45 a 50,00 e creio que a importação é da Casa Flora.

Crémant de Bourgogne Bailly-Lapierre Brut Reserve – Às cegas, dá para se confundir com champagne e um dos meus achados deste ano, junto com alguns muito bons tintos deste mesmo importador. Para os amigos do Rio de Janeiro, a quem estava devendo algo especial, imperdível porque o importador está aí, na cidade maravilhosa. É da Nova Fazendinha (veja dados em Onde Comprar) e custa meros R$64,00. Para os outros amigos, inclusive São Paulo, pelo que sei só comprando via Internet.

Faive Rosé Brut Spumante – Diferente, para dizer o mínimo, um corte de Merlot e Cabernet Sauvignon extremamente saboroso e fresco. Na Expand por R$88,00.

Pizzato Brut Champenoise – Este, mais; Dal Pizzol, Marson, e Reserva da Família da Marco Luigi, são quatro de meus nacionais prediletos e bem acessíveis. Para quem torce o nariz para nossos espumantes nacionais, tente estes e depois voltamos a conversar. Está nas lojas por algo próximo a R$35,00.

Marco Luigi Moscatel – Para quem gosta de algo mais docinho, fresco, suave e elegante os espumantes nacionais elaborados com Moscatel são muito bons e ótimos para tomar com sobremesa. Estou provando uma série deles, porém este do Marco Luigi, recém premiado com medalha de ouro, sempre me deixou com água na boca e triste porque é incrível como a garrafa termina rápido! Por volta de R$25,00 em São Paulo, mas sei que em Porto Alegre está abaixo de R$20.

Prosecco Bedin Extra Dry – Existem proseccos e PROSECCOS. Este pertence a este ultimo e seleto grupo dos quais conheço uma meia dúzia, se tanto, em que se destacam também o Incontri e o Rustico. Diferentemente daqueles proseccos ligeirinhos, gostosinhos e simplesinhos, este está alguns degraus acima, porém sem ficar distante de nossos bolsos, já que está por R$52,90 na Decanter.

Cava Don Roman Brut – Uma das cavas mais saborosas e fáceís de agradar que tem, afora as gostosas razões palativas para ser comprado, também um excelente preço. Nas lojas, o preço varia de R$29 a 35,00, um belo preço pela qualidade ofertada.

Enquanto preparo matéria e tiro um dia para descanso, aproveitem para ir se deliciando e já entrando no clima. Salute!

YEESSSS, 100.000 Acessos! Kanimambo

fireworks3Tinha me prometido não postar mais nada sobre resultados e agradecimentos pelo apoio recebido, deixando isso para o aniversário do blog que é, realmente, Janeiro. No entanto, a alegria é muito grande e não podia deixar de compartilhar com todos vocês esta felicidade. Antes de completar um aninho de vida do blog, este domingo dia 30 de Novembro me trouxe esta gostosa novidade. As páginas do blog ultrapassaram os cem mil acessos, motivo de enorme alegria e satisfação  para quem em dia 17 de Dezembro de 2007, esboçava o inicio de um projeto pessoal, que começou a ser efetivamente mensurado a partir do dia 3 de Janeiro ultimo, data que considero como aniversário de Falando de Vinhos na internet. Naquela época, me encantava ao ver que em dias de pico conseguia ter 60 ou 80 acessos e hoje, já alcanço picos acima de 650 com média diária, nesta ultima semana, de 500! Fruto de trabalho, de dedicação, de compromisso com o projeto e com o leitor amigo. Números que fazem um bem danado ao ego, me permitindo sonhar com vôos mais altos, ao mesmo tempo que demanda muito mais dedicação e aumenta a responsabilidade sobre o que aqui escrevo e compartilho com vocês.

Kanimambo pela divulgação e fidelidade, coisa rara nos dias de hoje em que ninguém, ou quase ninguém porque vocês são a prova viva de que ainda existe muita gente boa por aí, faz nada sem esperar levar vantagem em algo. Tentarei retribuir persistindo na mesma balada, prometendo seguir me esforçando para poder trazer-lhes o máximo de informação sincera, independente, direta ao ponto e sem frescuras, no intuito de compartilhar; garimpo, experiências e conhecimento. Quem sabe um dia não consiga fazer só isto e, conseqüentemente, podendo gerar mais e melhores informações. Por enquanto, vejam só os resultados que vocês +; importadores, produtores, colegas e lojas que nos apoiam, ajudaram a construir:

 

Acessos WordPress

 

 

 

 

 

 

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2007

 

 

 

 

 

 

 

1.419

2008

7.689

9.433

10.703

10.989

12.850

13.718

14.160

99.417

 

 

 

 

 

 

 

 

100.836

Acessos Ultima Semana

 

 

 

 

 

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Total

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659

663

580

557

669

354

326

3.808

544

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visitas Sitemeter

 

 

 

 

 

 

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Set

Out

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Total

2008

4.445

5.169

5.779

6.065

7.434

7.183

8.228

55.539

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visitas Ultima Semana

 

 

 

 

 

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Total

Média 

401

395

312

317

317

201

187

2.130

304

 Salute e kanimambo!

Amigos, equivocadamente troquei o conceito de acessos e visitas, me perdoem, Já corrigi os dados. Para boa ordem:  Visitas = Visits, ou seja alguém que entra no blog ou site; Acessos = Page Views, é a quantidade de páginas vistas pela visita.

Vinho & Saúde

 

healthandwine1Para inicio de conversa, este post e nova categoria em Falando de Vinhos, não tem como objetivo incitar ninguém a beber. O objetivo é discutir, apresentar e mostrar matérias que demonstram que o uso equilibrado, moderado e parcimonioso do vinho no dia-a-dia, pode sim ser benéfico à saúde e ao espírito, sendo que este ultimo é por minha conta! Por outro lado, já me dizia minha saudosa mãe, no sentido figurativo, que “tudo o que é demais cheira mal”. E fede mesmo! Todo o exagero é ruim e de efeitos nefastos, seja ele qual for. O importante em tudo é o equilíbrio e é este ponto que devemos ressaltar nestas matérias, o uso equilibrado e moderado dentro dos limites e capacidades de cada individuo.

Sem querer criar uma regularidade e compromisso que me amarre aos dias da semana ou periodicidade na publicação dos posts, tentarei publicar algo sobre este tema regularmente; se não semanal, pelo menos quinzenalmente, já que existe muita matéria para trabalhar. Antes de falar sobre o “Paradoxo Francês”, talvez o primeiro trabalho feito nesta área e que motivou a curiosidade de cientistas e médicos para estudar mais a fundo os efeitos do vinho no organismo humano, vejamos o que o Dr. Luís Fernando F. Leite de Barros, amigo leitor, apreciador de vinhos, pai da Bruninha, médico do esporte (CRMSP 112979) e, agora, colaborador do blog tem a dizer sobre o assunto:

 

Vinho e Exercícios: Parceiros

 

luis-fernandoPraticar exercícios faz bem à saúde! Com certeza esta é uma afirmação que todos já ouviram e que, certamente, já não causa polêmicas ou controvérsias, tamanho o número de evidências científicas que a suportam. Os exercícios físicos praticados de forma moderada, de 30 a 60 minutos por dia, pelo menos 3 vezes por semana trazem benefícios indiscutíveis para diversos sistemas de nosso organismo, como o cardiovascular, o respiratório, o músculo-esquelético e o endócrino.

Mas, e o consumo de bebidas alcoólicas? Faz bem ou mal à saúde? E combina com exercícios?

Esta sim é uma questão extremamente polêmica… ou era, pois um recente estudo publicado em Janeiro de 2008 no European Heart Journal, publicação científica conceituada internacionalmente, traz dados suficientemente concretos para afirmarmos que o álcool, ingerido de forma regular e moderada, ou seja, até 14 doses por semana, pode diminuir em até 32 % o risco de morte por doença cardíaca isquêmica. E quando associamos a prática regular de atividades físicas os benefícios se somam e esse risco diminui ainda mais, para até 50 % quando comparamos com o grupo controle, ou seja, aqueles pobres indivíduos que não bebem nem praticam exercícios regularmente.  

E tem mais! Se analisarmos que o estudo considerou somente a ingestão de álcool, independentemente do tipo de bebida, não tenho dúvidas que ao escolhermos o vinho somaremos a esses benefícios as propriedades dos polifenóis presentes nas cascas e sementes das uvas.

É claro que ninguém deve sair por aí enchendo a cara, pois também ficou demonstrado que os bebedores de mais de 2 doses diárias aumentam as chances de morrer do coração e de outras várias causas. Mas, com moderação e bom senso, talvez estejamos próximos de afirmar que encontramos a fórmula da longevidade… e ela está aí, engarrafada, bem debaixo da rolha!

Apenas um conselho: faça uma coisa de cada vez, pois correr com um copo de vinho na mão pode causar acidentes!

 

Dr. Luís Fernando F. Leite de Barros, médico do esporte (CRMSP 112979

Noticias do Mundo do Vinho

malamado-malbecDa Zuccardi, noticias de mais um prêmio desta feita com seu MALAMADO Malbec 2004 que, de mal amado não tem é nada e nem teve seu nome derivado de uma potencial dor de cotovelo! O nome advém de “MALbec A MAneira DO porto” e é isso que o vinho é. Um vinho tinto, doce, fortificado seguindo-se o processo de elaboração dos Vinhos do Porto, em que a fermentação é interrompida através da adição de álcool viníco dando-lhe características únicas.

O prêmio, Medalla de Ouro no V Concurso Mundial de Vinos Malbec al Mundo, que tevo lugar em Mendoza entre os dias 10 e 14 de Novembro ultimo. Foi também o único vinho fortificado a receber uma premiação neste certame, entre mais de 230 amostras apresentadas. Conheço o vinho e é realmente muito saboroso, podendo ser apreciado solo, mas acompanha muito bem sobremesas à base de chocolate. Têm um branco também, mas esse não tive o prazer de provar ainda. Para quem se interessar, a importação e distribuição é da Expand.

 

Casa Valduga possui um interessante projeto internacional de produção de vinhos elaborados com cepas emblemáticas de diversos países, elaborados em seus países de mundus-csorigem, é a linha MUNDVS. De acordo com Juciane Casagrande, diretora comercial da empresa, a proposta não é importar vinhos e sim reunir o melhor terroir de outros países com a competência de uma das principais vinícolas nacionais. “Trata-se de uma linha internacional, mas com assinatura e estilo brasileiro”. Esse estilo brasileiro é estampado nos vinhos através do enólogo Eduardo Valduga e equipe, que são responsávis pela elaboração dos vinhos, para garantir a qualidade e as características dos produtos Valduga, sendo feito um acompanhamento cuidadoso desde a seleção do vinhedo até a colheita, vinificação e engarrafamento do rótulo. Já começaram com Argentina, de onde trazem três vinhos, e em breve chega o primeiro dos vinhos elaborados no Chile, havendo, ainda, planos de novos rótulos elaborados na África do Sul, Portugal, Itália e Austrália.

         Eis os rótulos já disponíveis no mercado: Mundvs Argentina Malbec Gran Reserva 2005, Mundvs Argentina Malbec 2006 e Mundvs Argentina Cabernet Sauvignon Gran Reserva 2005.

 

Domno do Brasil, nasce um novo produto,r e um novo projeto da Família Valduga, aproveitando a vocação brasileira para espumantes de primeiro nível. É, com uma linha de espumantes, a .Nero, que a empresa faz seu debu no mercado nacional lançando suas versões Moscatel (estou com uma garrafa aqui para prova que depois comentarei) e Brut.  Na taça, o Brut chama atenção pelo paladar fresco e persistência de seu sabor, num delicioso corte de Chardonnay 60%, Pinot Noir 30% e Riesling 10%. Já a Moscatel, traz aquela delicada doçura da uva moscato perfeita para adoçar a boca no final da noite. Para acompanhar os doces natalinos não tem combinação melhor.

    nero_brut        O objetivo da empresa é criar espumantes com um conceito despojado e moderno, para consumo em momentos de descontração, pensando no brinde do dia-a-dia. Com o lançamento da .Nero na prática garrafa de 187 ml, quantidade ideal para duas doses, a marca conquistará ainda mais rápido o seu espaço nas baladas, festas a beira da piscina, almoços de verão e em momentos de informalidade. Essa garrafinha agrada cada vez mais por ser a ideal para quebrar a formalidade do consumo dos espumantes, ainda considerada, por muitos brasileiros, bebida para ser tomada em ocasiões especiais. O desejo da Domno é que a .Nero torne todos os momentos especiais. As garrafas de .Nero podem ser encontradas em boas lojas de bebidas em torno de R$ 13 as de 187ml e R$ 25 as de 750ml

A nova empresa, Domno do Brasil, criada em Agosto de 08, vai produzir ainda, novas linhas de espumantes além da comercializar a atual linha Alto Vale, adquirida da Famiglia Valduga. Mantendo o padrão de qualidade do grupo, os espumantes Alto Vale passam, agora, a ser produzidos nas instalações da Domno, pelo processo charmat longo, imprimindo ao produto mais leveza e frescor. A linha Alto Vale apresenta os espumantes Brut e Demi-sec feitas de 50% chardonnay, 20% pinot Noir e 30% riesling Itálico, ambos com a mesma composição, com diferente graduação de açúcar residual no vinho. O espumante Demi-sec é mais suave. Pata contato, http://www.domno.com.br e telefone (54) – 3462 3965   

 

RJ Viñedos, ou Joffré para os íntimos. rsrs Não que o seja, mas tive a oportunidade de conhecer o fundador e presidente da empresa, o Sr. Raul Joffré em uma degustação já faz algum tempo. Me encantou sua paixão por seu projeto, seus vinhos e, especialmente, por suas filhas, de onde sai a inspiração para estes vinhos Pasión 4. É com prazer que divulgo mais esta conquista deles em terreno internacional e recomendo seus vinhos, especificamente estes rótulos, que tive a oportunidade de provar e me causaram muito boa impressão e o preço, se me recordo bem, era justo. O importador é a Fasano.

pasion-4

Reflexões do Fundo do Copo – Grande Mito, Grande Decepção!

 breno4Mais um delicioso texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Coluna do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias.

Descobri, na mesa, que meu comportamento tende a se alterar perante um mito. Atendi ao convite do amigo para jantar, levando um Haut Smith 92 debaixo do braço, meu passe para contrabalançar a presença anunciada de um La Lagune Grand Cru 96, o astro-mor da noite, Cinquième Grand Cru Classé. Todos estávamos lá para reverenciá-lo, inclusive a galinha d’Angola, escolhida a dedo para servir de contraponto sólido ao líquido, que deveria ser divino, por definição. Ele era o único sujeito da sala, nós, os provadores, modestos veículos de seus predicados. Nenhum de nós já o havíamos provado e a hora seria aquela. Eu, na humilde condição de um ser sempre meio fora de lugar (filósofo demais para ser publicitário, publicitário demais para ser militante de esquerda, militante demais para…), não quis dar vexame, principalmente porque estava cercado de acadêmicos da mesa, nobre estirpe que se forma e se desfaz desde os tempos de Robespierre.

Cumpri com perfeição e decoro todos os salamaleques rituais exigidos – cheirei a rolha, la-lagunereparei no seu leve vazamento, fiz o líquido circular pelas paredes baixas do copo de formato apropriado, medi sua coloração contra o branco da toalha, dei um gole mínimo, concentrei-me no que fazia e não abri a boca, a não ser para provar. A esta altura, servido ao lado de um Montesquieu 1999, meu réles Haut Smith já tinha sido dragado como mero cover de aquecimento e, para falar a verdade, nem o papel secundário lhe coube bem, visto que apresentou aquele vergonhoso gosto de pêlo de raposa, que determinados vinhos passam a carregar quando envelhecem mal; um bom rótulo, um cru intermediário, um vinho com pouco para mostrar… Pouco ou nada.

O que houve com o astro? Afinal não é todo dia que um Grand Cru Classé chega até nós. Seus taninos bordoleses se fizeram presentes na proporção de 55% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Cabernet Franc e10% Petit Verdot. Pensei comigo mesmo: são os 10% do Petit Verdot, maldita uva autóctone invejosa do sucesso que suas irmãs andam fazendo mundo afora… Não, ele deveria ser salvaguardado. Alguém merecia pagar o pato, a galinha, por exemplo. Ela decididamente não rendeu, civilizada demais para a ocasião, que exigia o seu lado mais caça, mais forte de gosto, mais selvagem. Parecia apenas uma bela e delicada ave destrinchada, impotente para contracenar com alguém de qualidades tão poderosas. Fulano preferiu defender a galinha e centrar o ataque nos queijos e nos vinhos brancos da entrada, muito saborosos demais; outros optaram por criticar nossa inépcia ao deixar faltar oxigenação necessária para que o grande e nobre francês nos desse tudo que tinha para dar. Todos foram dormir com uma sensação de frustração na boca.

Coitados de nós. Um bando de mitômanos procurando firmar às apalpadelas os velhos paradigmas, enquanto novos são criados aos borbotões pela mídia especializada norte-americana e pelos produtores do novo mundo. Sempre pretendo ser espontâneo quando manda o paladar, porque nada menos analítico, nada menos mediatizado pelo conhecimento intelectual do que o “gostei…hummm, não gostei”. O intelectual vem depois à moda do Gramsci, teorizando os predicados depois de tê-los conhecido na prática. Não sabemos mais qual é o principal objeto do desejo engarrafado. Será ainda o Romanée Conti, o Pétrus, o Lafitte. Ou é agora um australiano, um chileno, um californiano? A decadência de um mito faz isso com a gente, tira o rumo. Não liga não.

Breno Raigorodsky; filósofo, publicitário, sommelier e juiz de vinho internacional FISAR

Solidariedade

take-actionJá falei aqui e por diversas vezes, que “vinho não é tudo” e não é mesmo, a vida vai muito além disso e o desastre de Santa Catarina está aí para nos alertar disto. É também, nesses momentos, que somos chamados a refletir e a nos posicionar perante os fatos da vida. É hora de ajudar, dentro dos limites de cada um, é tempo de solidariedade. Por estarmos longe da catástrofe que assola aquela querida, linda e simpática região, pouco podemos fazer fisicamente, mas certamente todos nós podemos alocar alguns trocados que resultarão em ajuda a gente que nem água para beber tem. Incito os amigos a colaborarem da forma que puderem, aos colegas blogueiros do vinho que ajudem a espalhar a mensagem da necessidade de um ato de solidariedade urgente e imediato, mas cuidado com os e-mails falsos em nome da Defesa Civil do Estado de Santa Catarina . O portal Terra trás alguns, confira e veja a reportagem completa clicando aqui, números de contas e dados para quem quer e pode ajudar.

  • Caixa Econômica Federal – agência 1877; operação 006; conta 80.000-8
  • Banco do Brasil – agência 3582-3; conta corrente 80.000-7
  • Besc – agência 068-0; conta corrente 80.000-0
  • Bradesco – agência 0348-4; conta corrente 160.000-1
  • Itaú – Agência 0289, conta corrente 69971-2

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil e o CNPJ é 04.426.883/0001-57. A Defesa Civil ressalta que não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

No mais, meu profundo repudio e revolta por quem se aproveita de uma situação calamitosa destas para extorquir o próximo. Tem gente lá vendendo o garrafão de 20 litros de água mineral que normalmente custa e, torno de 4 reais por, pasmem, 22! Os nomes dessa cambada de safados deveriam ser colocados em uma lista nas primeiras páginas dos jornais da região para que as pessoas possam lhes dar o troco na volta à realidade e, já que o açoite em praça publica não mais é castigo aceite em nossa “civilização”, pagando-lhes na mesma moeda através de boicote a seus negócios, caso os tenham. Desculpem-me, mas isso realmente me tira do sério e me deixa profundamente revoltado. Isto sem mencionar os bandidos com seus e-mails falsos!

É isso meus amigos, convoco vocês a tomarem uma atitude. Neste momento, toda a ajuda é extremamente bem-vinda e, certamente, se todos ajudarmos um pouco, poderemos ajudar a aliviar a dor de milhares de pessoas que tiveram suas vidas destruídas por esta tragédia e que passarão um terrível e triste final de ano. Não há plástica para corrigir as cicatrizes que ficarão nessas pessoas passado este momento mais crítico, mas saber que houve gente que se importou certamente lhes trárá algum alivio. Eu já fiz meu depósito, vou procurar aqui na região onde moro um local onde possa entregar alguns garrafões de água e estou aqui lhe cutucando, e você meu amigo? Vai ficar aí parado sem nada fazer? Faça o que estiver dentro de suas possibilidades, mas faça algo!

Kanimambo a todos que puderem ajudar, nem que seja somente divulgando a mensagem. Abraço

Mais uma Semana de Bons Vinhos

            Depois de um hiato em que mais participei de degustações do que tomei vinho, sim existe uma diferença, cá estou de volta comentando alguns bons vinhos tomados na ultima semana, ou algo parecido. Logo, logo começo a compartilhar um pouco dessas degustações, inclusive mais um excepcional vinho de reflexão que tive o privilégio de degustar, um Quinta da Bacalhôa Moscatel Roxo 97! Mas esse é outro post.

 

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Rutini Cabernet-Malbec 2005 – Sempre um porto seguro quando quero tomar um vinho de qualidade reconhecida. Não tem erro, anos após ano um vinho que me agrada sobremaneira e, pelo que entrega de prazer e satisfação, o considero um vinho de boa relação Qualidade x Preço. Possui um nariz de boa intensidade em que aparece bem a fruta vermelha madura, mas com alguns toques mais tostados e algo de baunilha. Na boca é de taninos finos, macios, corpo médio, muito equilibrado, um vinho apetecível e sem arestas que prefiro sempre tomar com uns três anos de garrafa, como este, pois fica mais redondo e amigável. Na Zahil por R$ 66,00. I.S.P   $

 

 

Vila Jusâ DOC 2003 – Mais um achado nestes meus garimpos, desta vez do Douro em Portugal. Um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca com educados 13º de álcool, possui nariz muito gostoso, convidativo, cheio de muita fruta fresca e leves toques florais. Na boca apresenta um certo frescor devido à boa acidez, é macio, redondo de médio corpo, harmônico e um final de boca muito saboroso e agradável mostrando boa persistência. Um belo vinho, que encanta, por um preço muito convidativo. Seu símbolo, um Wine Bird, pássaro que habita os vinhedos da região. Deixa um gostinho de quero mais na boca! Na Vinhos Seleto por R$42,50.

I.S.P  $ 

 

 

Domaine de Pontfrac 2006 – Um rosé de Cotes de Provence no sul da França, elaborado com Grenache, Cinsault e Carignan. De cara aquela cor muito característica e bonita dos rosés desta região, salmão bem clarinho. Nariz de boa intensidade frutado e fresco com alguns toques florais. Na boca parece que vai ………, mas não vai! Tem uma entrada de boca interessante, mas some na boca de tão curto. Gostoso, mas muito aquém do que promete. Quando acompanhou um peito de peru assado, até melhorou um pouco, mas não chega a convencer, faltou personalidade. Na BR Bebidas por R$42,00.  I.S.P

 

 

Família Bianchi Cabernet Sauvignon 2004 – Um belo vinho com aromas de fruta madura compotada, mas nada enjoativa, com algo de especiarias e um certo defumado após um tempo de taça. Médio corpo, rico e de ótimo volume de boca, apresenta uma textura de taninos aveludados e maduros balanceados por uma acidez correta, final de boca bastante longo com um retrogosto meio achocolatado.  Acompanhou uma picanha na brasa com arroz carreteiro, com grande maestria, um belo vinho. Onde comprar não sei, trouxe de lá, mas o importador é a Mr. Man e o Everson me informou que o preço de referência no mercado é de R$55,00. $

 

 

Graham´s LBV 2001 – Lamentavelmente esta foi minha ultima garrafa deste saboroso LBV. Um Porto Late Bottled Vintage de muito boa qualidade por um preço ainda camarada, em função do “congelamento” da taxa em R$1,99 por parte da Mistral. De cor Rubi escura, está muito equilibrado com deliciosos e intensos aromas de fruta madura e algo de chocolate e caramelo, macio, vibrante, saboroso, rico, denso e equilibrado num agradável e muito saboroso final de boca. Disponível na Mistral ou em lojas especializadas por cerca de R$78,00.  I.S.P  $

Salute e kanimambo.

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Boas Compras Brasil – III

Para finalizar os destaques deste mês, eis uma completa de lista de vinhos de diversas origens, inclusive com uma dica nova, a Ana Import diretamente da Bahia com vinhos que acredito serem bastante interessantes, sendo que o Mirador já está na minha alça de mira. Mas não só, temos Australianos, Chilenos, Sul Africanos, Argentinos e, como não poderia deixar de ser em função do tema do mês,  uma série de rótulos Brasileiros. Como sempre, ao longo do mês listamos mais de 50 rótulos de diversos estilos e origens destacados como Boas Compras por nossos parceiros.

 

BR Bebidas, o Fredo e irmãos também possuem uma boa leva de rótulos nacionais, entre eles os da Lídio Carraro que, apesar de sua origens no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, vem desenvolvendo um importante trabalho na Serra do Sudeste, especificamente em Encruzilhada do Sul.

  • Lídio Carraro Tannat Grande Vindimia 05, com uvas de Encruzilhada do Sul – R$75
  • Lídio Carraro Elos 06, um corte de Cabernet Sauvignon e Malbec, também de Encruzilhada do Sul, por R$55,00
  • Lídio Carraro Singular Tempranillo 06, Também de Encruzilhada do Sul por R$23,00
  • Lídio Carraro Quorum Grande Vindimia 05, um belo corte de Merlot/Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat do Vale dos Vinhedos por R$77,50
  • Villa Francioni 04, o melhor vinho nacional que já tive oportunidade de tomar, um belíssimo vinho de primeiro nível, por  R$99,00.
  • Don Laurindo, qualquer reserva está por R$37,00
  • RAR 03, da Miolo, um corte de Cabernet Sauvignon com Merlot por R$55,00

 

Kylix, o Simon está com duas promoções interessantes da Bodega Renascer na Argentina, ambas da conceituada linha Punto Final

  • Punto Final 2007, etiqueta preta, um Malbec que leva um tempero de  3% de Cabernet Franc. Aromas de frutas vermelhas, tipo cassis e amoras combinadas com pimenta preta, baunilha e cravo. Na boca, é um vinho moderno, estruturado, untuoso, que revela um elegante equilíbrio entre seus taninos doces e a sutil presença da madeira. Recebeu  91 pontos da Wine Enthusiast/Top 100 of Year com a Safra 2005.  De R$38,60  está por 37,00. Se comprar 6 garrafas cai para R$35,80 e se 12 garrafas fica por R$ 34,50.
  • Punto Final Reserva 2005, etiqueta branca, também Malbec só que desta vez aumentaram o tempero para 6% de Cabernet Franc. Visual vermelho intenso com reflexos viláceos. Aromas de frutas vermelhas e notas de tostado devido ao estágio em barrica francesa. Complexo, estruturado, untuoso e de grande persistência na boca. Recebeu  92 pontos da Wine Enthusiast/Top 100 of de Year e 91 pontos Wine Spectator/Top 100 of 2006 . De R$69,90  está por R$65,80. Se comprar 6 garrafas cai para R$63,90 e se 12 garrafas fica por R$62,00.

 

Grand Cru Granja Viana, como franquia de importadores que são, o Marcel e a Bete não possuem opção de rótulos nacionais, mas nos presentearam com os seguintes destaques.

Austrália

  • Heartland Stickleback White 07 – Corte de Chardonnay, Semillon e Verdelho, safra 2007 possui RP 90, um excelente vinho por R$46,00
  • Heartland Stickleback Red 06 –  Cabernet, Shiraz e Grenache, safra 2006 pontuado por Stephen Tanzer com 87 pontos, vinho de 12 meses em carvalho, com potencial de guarda de 5 anos – R$46,00
  • Heartland Cab Sauvignon 06 – com 91 pontos do Robert Parker, por R$73,00
  • Bishop  Shiraz 06 – do mesmo produtor do Amon Ra Shiraz (Top dos Australianos), esse vinho dispensa comentários –  94 ponto de Robert Parker – R$182,00

 Nova Zelândia

  • Vicar Choice Sauv Blanc – um branco maravilhoso, cujos aromas vão do maracujá a goiaba elegantemente. R$73,00
  • Saint Clair Marlborough Pinot – frutas silvestres, baunilha torrada, acidez equilibrada e final médio – R$93,00

 África do Sul

  • Glen Carlou Grand Classique – Cab Sauv Merlot, Cab Franc, Malbec, Petit Verdot 04 – R$98,00.

A Ana Import, jovem importadora com sede na Bahia e filial aqui em Sampa, possui um enxuto, mas bem montado portfolio. Neste mês, destaca os Sauvignon Blanc da William Cole, vinícola Chilena. Em recente painel publicado na revista Wikén do Jornal/El Mercúrio do Chile (set/08), o importante crítico Patrício Tapia avaliou os melhores Sauvignon Blanc chilenos na categoria de preços U$12, equivalente a R$40 no Brasil. Entre os 12 melhores do Chile estavam dois vinhos da vinícola William Cole, classificados em primeiro e segundo lugar. Veja os vinhos e os comentários de Tapia:

  • Mirador William Cole Sauvignon Blanc 2007 – Casablanca. Como bom representante do ano, esse sauvignon blanc brilha por seu frescor que se mostra com uma acidez firme e fresca na boca, mas também por uma bateria de aromas herbáceos e minerais que saltam do copo. Foi sem dúvida o mais expressivo dos vinhos degustados, o melhor da seleção (92 pontos) e o mais barato. Nada mal! Preço R$44,45
  • William Cole Alto Vuelo Sauvignon blanc 2007 – Casablanca. Um dos vinhos mais sutís da prova, ao menos no nariz, é puro aroma de frutas brancas cítricas e também pimentão verde e cal. A boca é marcada por intensa acidez que lhe dá volume. Perfeito para acompanhar peixe no estilo ceviche, por exemplo. Preço R$51,85.

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