João Filipe Clemente

Reflexões do Fundo do Copo – Os Mal Amados

brenoMais um delicioso texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Coluna do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias.

 

Suspeito ter uma queda pelos mal amados em geral. Gosto do peixe diabo, da passarinha – um órgão bovino meio que desprezado – gosto de jiló… Só falta agora dizer que gosto de Beaujolais!

No início do século, 7 anos atrás, Miolo e Cave de Pedra faziam Gamay que poderiam ser considerados de boa qualidade, com tipicidade no olhar e no nariz, muito agradáveis na boca. Por que será que os projetos com esta uva não se multiplicaram? Ingenuidade minha, por um momento pensei que ela seria a nossa Malbec, a nossa Tannat, o nosso ícone do futuro, nossa bandeira marqueteira no mercado internacional.

Assim como toda a torcida do Flamengo, na época, eu não apostaria um tostão na produção de grandes vinhos tintos feitos no Brasil, porque ainda pareciam eternas as dificuldades climáticas que insistiam em aguar as uvas na hora da colheita, assim como parecia eterna a baixa tecnologia empregada e o solo pouco conhecido. O todo produtivo, em suma, inibia grandes investimentos no quesito. Aqueles Gamay me fizeram esquecer as dificuldades e pensar grande, foram incentivos mais poderosos do que os Lote 43 da Miolo, o Don Laurindo Cabernet Sauvignon e os outros Valdugas feitos de uva internacional, porque desses havia uma pá de rótulos chilenos e argentinos para comparar e a produção nacional mal conseguia se equiparar a vinhos que chegavam ao mercado muito mais baratos.

Além disso, Gamay seria uma ótima alternativa para o consumo interno, para quem vive num país tropical e que resiste fortemente a migrar do consumo de outras bebidas para o vinho. Distante daquele tempo, o vinho tinto brasileiro vive um momento de afirmação internacional e está direcionado para outras cepas que não a Gamay. Parece se preocupar muito mais com aquelas mais aceitas pelo mercado, tendo como retribuição grande aceitação dos enófilos e sommeliers em todos os concursos internacionais em que participa, conquistando espaços importantes apesar de ainda conviver com forte desconfiança sobre sua capacidade. Argenta, Boscato, Cordilheira de Sant’Ana, Angheben, Villa Francioni, R.A.R. e Familia Bettù, Lydio Carraro entre outros, estão se afirmando com seus Merlot e Cabernet Sauvignon, além de uvas pouco conhecidas entre o consumidor brasileiro.  O Millèsime Cabernet Sauvignon da Aurora, o Storia da Valduga, os reservas Merlot e Cabernet Sauvignon da Casa Miolo, superam as barreiras de qualidade que pareciam intransponíveis para os tintos nacionais.

É evidente que nestes 7 anos o vinho tinto viveu uma surpreendente evolução, os capitalistas de outras áreas decidiram investir no negócio, as plantações se deram de modo muito mais objetivo, consolidando outros centros de produção vitivinícola, muito além do Vale do Vinhedo, o que não quer dizer que este não venha dando fortes sinais de vigor. Gamay ou outras uvas que podem render vinhos com as características que defendi ficaram para trás nos esforços das vinícolas, até onde vai minha limitada informação, exceção feita à Pinot Noir que continua sendo pesquisada por conta de sua presença em espumantes e que produz vinhos de qualidade como o recente e muito bem vindo Blanc de Noir da Aurora ou o quase secreto trabalho do Maurício Ribeiro, que vem sendo realizado em Flores da Cunha.

Com Gamay produz-se uma categoria de vinho extremamente gastronômico, feita para ser consumido a uma temperatura abaixo dos 16ºC. Vinhos bons e ruins, alguns dos quais excepcionais como os Borgonhas, outros de qualidade extremamente duvidosa como os Lambruscos. Sem serem excepcionais, mas longe de serem descartáveis, há uma plêiade interminável de vinhos e uvas como as Primitivo da Puglia e de Salento e seus netos californianos, Zinfandel; os Grignolinos piemonteses e os vinhos verdes tintos portugueses, inevitáveis quando se trata de comer bacalhau na terrinha; os vinhos do Loire produzidos com Cabernet Franc e que mereceram da Jancis Robison, no Atlas Mundial do Vinho que escreveu com Hugh Johnson, um comentário indignado contra o desprezo do mercado mundial com vinhos como estes, deliciosos, mas que “pecam” por serem feitos com “menos corpo e vigor”.

O Beaujolais do Bem e do Mal

gamay-grapeGamay é a cepa responsável tanto pelo Beaujolais Nouveau, quanto pelos Beaujolais genéricos, Beaujolais Village e finalmente pelos Cru Beaujolais. O primeiro é o mais conhecido e que lhe deu (má) fama internacional, e que se presta a uma bebemoração festiva global, de São Paulo e São Francisco a Tókio, no mesmo dia. É quase um “não vinho”, feito através de um processo de vinificação estrambólico, a partir de maceração semi-carbônica, onde os cachos inteiros são enfurnados em câmaras lacradas até que se dê a fermentação de parte desta uva, tendo como resultado um meio vinho, meio suco de uva, que, no fim da 2ª Guerra Mundial, fez fama e sucesso entre os sedentos soldados aliados que entraram em Lyon para libertar os franceses do jugo alemão e cair na merecida gandaia por alguns dias, ao menos. Conheceram e aprovaram a beberagem nos bistrôs da cidade libertada e fizeram seu nome internacionalmente.

Se o Vinho Fosse Coxinha

Este é o Beaujolais Nouveau, muito distante em pretensões da denominação “Cru Beaujolais”, a mais nobre da região, restrita à produção de apenas 10 comunas. Ambos são feitos das mesmas uvas, mas, se fossem coxinhas de frango em vez de um vinho, o primeiro seria aquela que você encontra ressecada no bar da esquina, feita de manhã com sobras de frango e consumida só no fim do dia; enquanto que aquele que leva o nome “Cru” é equivalente à coxinha premiada da Regina Preta, por exemplo, feita com os melhores ingredientes, frita e servida crocante e sem excessos de gordura, ainda cálida da primeira e única passagem por uma fonte de calor.

Se o Beaujolais Nouveau merece mesmo pouca consideração, os Beaujolais Village e Cru não têm escapado da ignorância deste mercado que privilegia a potência alcoólica, o ataque adocicado e o tanino da madeira; um mercado que parece ter medo da diversidade. São mal tratados pela mídia especializada, que confunde um determinado paladar com vinho mal feito. Como se, ao contrário, um vinho qualquer oriundo de uma uva nobre e reconhecida por todos como a Cabernet Sauvignon fosse – em si – um atestado de boa qualidade!

Abrir um vinho feito no Brasil, similar ao daqueles cujo rótulo vem registrado com o controle de qualidade regional Cru Beaujolais – Saint Amour, Fleury, Julienás, Chenás, Chiroubles, Morgon, Brouilly, Côtes de Broully e particularmente os Moulin a Vent –, tornou-se um desejo meu de consumo. Queria mesmo encontrar aquela boa complexidade, a presença de taninos sofisticados e até a perspectiva de envelhecimento como a que se dá com os grandes nomes citados neste parágrafo, que crescem dentro da garrafa e encontram seu ápice muitas vezes além dos dez anos! Não são geniais como os grandes da Borgonha, mas, em compensação, custam muitas vezes menos! Coloquei alguma dúvida no seu copo? Você promete dar mais uma chance para o jiló?

Falando de Vinhos no Planeta Oceano.

capa-dez-jornal-oceano2È com imensa satisfação que venho compartilhar com os amigos mais uma conquista em nosso trajeto por essa vinosfera. Como sabem, este blog surgiu como a revista diária e virtual de minha coluna no jornal Planeta Morumbi aqui em São Paulo. Pois bem, agora existe o jornal Planeta Oceano em Niterói no Estado do Rio de Janeiro e estamos lá! Estreamos neste mês de Dezembro e esperamos construir ali um outro alicerce para o crescimento de nosso projeto de democratizar o mundo do vinho, garimpar e buscar bons vinhos por bons preços, assim como compartilhar experiências e conhecimento adquirido ao longo do tempo. Como me disse o Paulo Sampaio um dia, “um apanhado de informações visando a divulgação da causa”, ou algo muito parecido.

A região Oceânica em Niterói, agrega uma série de bairros que é essencialmente composto de casas em condomínios horizontais, contrariamente à região do Morumbi em São Paulo que é muito verticalizada (conheça mais da região em http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=390825)O jornalista responsável segue sendo meu mui amado e idolatrado, salve/salve publisher Henrique Farina, mas o projeto é tocado localmente pelo Orville Martins que é também responsável por todo o design gráfico, distribuição e aspectos comerciais do projeto e a Lilian Franklin que cuida de todo o conteúdo das matérias do jornal. Seguindo o mesmo padrão visual do Planeta Morumbi, o Planeta Oceano visa atingir os condomínios na região vastamente composta, em sua maioria, por um publico alvo de muito bom poder aquisitivo. Com o primeiro exemplar distribuído em Outubro do corrente, esta terceira edição já sai com mais de 9.000 exemplares impressos. Me sinto honrado pelo convite e feliz por estar estreando minha coluna neste mês. Que venham muitos mais meses, e muitos mais exemplares! Se quiser acessar o jornal, clique no link aqui do lado – jornal planeta oceano – e caso queira ver a coluna na íntegra, clique na imagem abaixo.

 

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No Sábado, volta a Coluna do Breno, no Domingo mais Noticias & Eventos e começando a semana o segundo post de Tomei e Recomendo com espumantes entre R$30 a 50,00. Bom fim de semana e nos emos por aqui.

Salute e Kanimambo.

Trio da Concha Y Toro

Os vinhos Trio são mais um dos muitos braços da Vinícola Concha Y Toro (VCT), um dos cinco maiores grupos vinícolas do mundo e chileno por nascimento, apesar de alguns investimentos fora do páis natal. O Trio é um conceito, e um vinho que primeiro conheci nos idos de 2002/3. Àquela época, o Trio era um nome basicamente mercadológico elaborado sobre um triângulo “marqueteiro” que juntava Terroir/Enólogo/Clima sendo que, a partir de 2004, esta nova fórmula, em que é elaborado um assemblage de três cepas tendo uma sempre como protagonista e duas coadjuvantes buscando harmonia e equilíbrio, é adotada. Os vinhos são vinificados em separado e somente ao final é feito o corte definitivo com resultados realmente muito bons para um vinho que chega ao consumidor por volta dos R$37 a 45,00 dependendo do lugar e região.

emporio-0023Para comemorar e divulgar as novas safras chegando ao mercado, a Concha y Toro em conjunto com a Expand fizeram um tour pelo Brasil acompanhados do famoso chef Sumito Esteves, venezuelano de renome internacional, em especial na América Latina, que preparou uma série de pratos harmonizados com os diversos Trios apresentados. Evento de primeira e uma bela e diferenciada idéia mostrando que, afora os bons vinhos, a Concha y Toro é também muito boa de marketing. Neste evento tivemos o prazer de provar três versões do Trio, todas muito boas;

  • Trio Chardonnay 2007 – saboroso corte de Chardonnay (70%), Pinot Blanc (15%) e Pinot Grigio (15%) em que as primeiras duas passam por cerca de 10 meses de barricas e o ultimo somente em tanques inox para preservar mais a fruta e a mineralidade que aporta ao corte. Possui um nariz bastante complexo com muita fruta fresca, algo cítrico de boa intensidade. Na boca é cremoso, macio mostrando estar muito balanceado com um frescor muito agradável e um final de boca com leves nuances de abacaxi. A harmonização com um salmão, curado com sal, açúcar e cachaça por 24 horas, que recebe delicioso e suave molho holandês puxado no maracujá, foi perfeita e me agradou muito. Muita delicadeza e finesse nessa combinação bem pensada e executada com primor.
  • Trio Merlot 06 – sempre um dos meus favoritos, e não é de agora. Este, é um corte de Merlot (65%), Carmenére (25%) e Cabernet Sauvignon (15%) que realmente me encanta e, na minha opinião, é o melhor deles. No nariz, uma paleta aromática de média intensidade em que sobressaem frutas negras como amoras e ameixas abrindo-se para algo de chocolate após um tempo na taça. Entrada de boca especiada, corpo médio, boa textura, harmônico e de taninos amistosos e aveludados, redondo, muito saboroso com um final de boca algo mentolado e de boa persistência. A harmonização com uma Massa Dobrada de Cacau recheada com vários tipos de funghi, ficou bastante interessante em função dessa relação aromática do chocolate do vinho com o prato.
  • Trio Cabernet Sauvignon 06 – tendo a Cabernet Sauvignon como protagonista (70%), coadjuvada por Shiraz (15%) e Cabernet Franc (15%), é um vinho ainda um pouco fechado. Apesar da Cabernet Franc lhe trazer um pouco mais de delicadeza, a parte de Cabernet Sauvignon com o Syrah necessitam de um pouco mais de tempo para mostrar todo o seu potencial. Na boca mostra maior potência, um vinho mais denso, concentrado, de muito boa estrutura, suculento, mostrando bom equilíbrio com taninos firmes, mas finos, ainda presentes. A harmonização foi com um frango ao vinho muito bem elaborado, mas achei que foi atropelado pelo vinho. Para meu gosto, creio que este vinho precisa de uma carne mais potente para acompanhá-lo. Quando provei o prato com um resto de Merlot que tinha ficado na taça, ficou perfeito mostrando-se a melhor harmonização do evento.

Opinião: Como já mencionado, os três são bons, mas acho que, talvez até por estar mais pronto, o Merlot é o meu vinho. Por outro lado, foi uma grata surpresa o Trio Chardonnay, tanto é que já comprei para servir na ceia junto com uma salada com salmão e como aperitivo também. Ótimas opções de bons rótulos com preços muito justos e um belo achado pelo preço. Estes, tomei e recomendo sem sombra de duvidas, encaixando-se perfeitamente no conceito de “Bons Vinhos com Bons Preços”. Meus agradecimentos à Concha Y Toro, Expand e Sumito, uma personalidade muito especial e chef inventivo, por um evento muito agradável. Sem contar que a Sandra Schkolnick (Suporte Comunicação), mostrou, mais uma vez, perfeição na realização e administração do evento. Valeu!

Salute e kanimambo.

 

Ps. Uma menção honrosa pelo contra-rótulo das garrafas que demonstram bem o respeito da empresa para com o consumidor, no sentido de lhe prover com informações pertinentes e úteis. Bela idéia, que podia ser levada um passo adiante com algumas informações adicionais como provável pico de consumo e data do engarrafamento. 

 

 

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Boas Compras I, Espumantes e Algo Mais.

            Certamente este mês de Dezembro não é um mês normal. Afora se tomarem bem mais espumantes, se toma mais vinho de forma genérica. Seja nas festas ou comemorações de final de ano nas empresas, entre amigos, em confrarias, em reuniões familiares, etc. Pensando nisso nossos Boas Compras deste mês, terão foco em espumantes, mas terão também uma série de outros vinhos colocados em destaque por nossos parceiros. Vejam aqui, no primeiro de uma série de três posts, 17 destaques e boas opções de compra.

 

BR Bebidas, uma boa diversidade de espumantes de diversas origens em que obtêm destaque os seguintes rótulos.

  • Villa Fabrizzia Prosecco – simples, ligeiro, fácil de agradar R$22,50
  • Corte Viola Extra-dry – um dos melhores nesta faixa de preços, mostrando muito bom frescor e equilíbrio R$23,50
  • Cassal Del Ronco Prosecco – mais encorpado, perlage abundante, bem seco por R$27,00
  • Salton Reserva Ouro Brut – um dos meus espumantes preferidos nesta faixa de preços e um belo exemplo de bom espumante nacional com ótimo preço, R$22,00. Imperdível!
  • Salton Evidence – outro muito bom produto da Salton e muito conceituado no mercado. Normalmente está acima dos cinqüenta reais, mas a BR vem com arrasadores R$40,50.
  • Nieto Senetiner Extra-brut – um Blanc de Noir, elaborado na Argentina tendo como base a uva Pinot Noir. Sério, encorpado, é um espumante gastronômico, bastante diferente e interessante, por R$27,00.

 

Kylix – o amigo Simon que comemora hoje (11/12) dois anos de existência com um wine day especial,nos traz algumas boas sugestões.

  • Cava Cristalino, uma das mais saborosas no mercado, por R$37,00
  • Cava Cristalino Vintage 04 por R$51,90
  • Kriter Brut , espumante Francês da região da Borgonha por R$61,00
  • Juves Y Camps Reserva Vintage um verdadeiro clássico espanhol e uma das melhores cavas no mercado por 94,00

 

Zahil – Desta simpática importadora e loja (São Paulo) algumas opções e duas promoções imbatíveis, especialmente o Paul Bur que é um dos meus favoritos e que faz parte de minha pequena, mas selecionada adega particular.

  • Prosecco La Veneziana – fresco, leve idla para festas, eventos e no combate a este forte calor que nos assola, preço R$48,00.
  • Astoria Prosecco Millesimato 07 – Cremoso, intenso e equilibrado um espumante de alto nível por R$ 72,00
  • Cuvée des Ardoises Château des Erles 2003 – uma delicia de vinho elaborado no Languedoc com as cepas Syrah/Grenache e Carignan, muito frutado, macio, redondo uma beleza que teve seu preço reduzido de R$65 para 55,00.
  • Tosca Chianto Colli Senesi 04 – absolutamente pronto, delicioso, muito redondo, rico e com ótima acidez, um chianti delicioso que já tinha um preço bom e está em promoção por R$46,00. Uma pechincha!
  • Para finalizar, veja a incrível promoção abaixo:

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     Difícil encontrar Champagne por este preço e o Paul Bur, para quem compra 12 garrafas, sai por menos de R$37,00, uma bela opção para quem quer um bom espumante e necessita de quantidade ou junte a turma para dividir uma caixa.

Salute e kanimambo

 

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Semana de Bons Brasileiros

Degustar é uma coisa, tomar é outra e é quando você consegue, efetivamente, “sentir” o vinho em toda a sua essência. Aliás, sempre digo que degustar dá é uma vontade danada de tomar vinho! Provei diversos vinhos brasileiros nos últimos dois meses, mas estes; tomei, aproveitei e apreciei, são vinhos que me fizeram feliz. Foi uma semana de qualidade que tenho gosto em compartilhar com os amigos de Falando de Vinhos, e desafio os incrédulos a fazer esta mesma prova e depois seguir dizendo que não temos bons vinhos no Brasil.

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Cordilheira de Sant’Ana Tannat 2004 – Da Campanha Gaúcha , recebe um corte de 10% de Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot,  passando 85% do vinho por 18 meses de madeira, tudo com o intuito de domar os potentes  taninos da casta principal. O resultado é um vinho muito interessante de uma bonita cor rubi com nuances violáceas que chama a atenção. Nariz de boa intensidade, na boca apresenta taninos firmes, mas finos e elegantes mostrando que ainda pode evoluir por mais um ou dois anos. Harmônico, equilibrado, média persistência, um dos melhores tannats nacionais que já provei. Acompanhei um churrasco e harmonizou muito bem. Preço em torno de R$46,00. I.S.P

 

Villa Francioni 2004 – Da região de São Joaquim em Santa Catarina, um ótimo corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec que é, certamente, o melhor vinho nacional que já provei. Um vinho bastante complexo de nariz e boca, muito rico, repleto de sabor, de muito bom volume em boca mostrando enorme equilíbrio e elegância. Seus taninos são finos, aveludados, longo, de boa estrutura e com uma personalidade muito própria que toma conta de todos os nossos sentidos nos deixando na boca aquele gostinho de quero mais. Preço por volta de R$100,00. Harmonizei este vinho com ele mesmo e dois companheiros, não precisou de mais nada. Bem, nada é forma de falar, faltou mais vinho! I.S.P 

 

 

 

Villagio Grando Cabernet Sauvignon 2006 – De Caçador, região de Santa Catarina, não é só o rótulo que é bonito não, o néctar faz páreo! Um belíssimo vinho que prima pela enorme elegância e finesse. Nariz de boa intensidade, frutado e agradável. Na boca é redondo, macio, muito saboroso e harmônico mostrando ser muito sedutor, possuir boa textura e muito boa persistência. De médio corpo, encanta ao primeiro gole e persiste até ao final, encantando a paleta gustativa no processo. Quanto mais provo vinhos deste produtor, mais me encanto. Acompanhou um lagarto assado no forno com total maestria. Preço ao redor de R$75,00. I.S.P 

 

Marco Luigi Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003 – Realmente a primeira garrafa provada não estava boa. Agora sim, entendo o porquê de tantos elogios a esse vinho que vem lá do Vale dos Vinhedos, realmente faz jus a tanta fama. Tem um estilo clássico, nariz de boa intensidade, taninos absolutamente domados e prontos não devendo evoluir muito mais. É elegante, característica da maior dos vinhos provados nesta semana, taninos aveludados, bom volume de boca e uma riqueza de sabores que nos faz desejar a próxima taça. Daqueles vinhos que, quando reparamos, a garrafa já está, tristemente, no fim. Vou esperar ansiosamente o 2005! Mais um que tomei solo e aproveitei até à ultima gota. Preço ao redor de R$65,00. I.S.P

 

Pizzato Reserva Eggiodola 2005 – Jovem, precisou de uns 45 minutos de decanter para começar a dizer ao que veio e falou bem. Cepa diferente, pouco usual, de origem do sudeste francês, tendo sido plantada pelos Pizzato em 1988, porém somente inciado sua vinificação como varietal a partir de 2002.  Fruta confitada, madura, algo de especiarias, vinho de grande estrutura, encorpado, boa concentração, taninos firmes mas de boa qualidade sem agressividade, final de boca longo e saboroso. Necessita de acompanhar comida mais condimentada e é, essencialmente, um vinho gastronômico. Uma carne assada com molho, ossobuco, eu gostei muito com uma massa recheada com carne de cordeiro coberta por molho ao funghi. Preço por volta dos R$37,00. I.S.P $

Espumantes que Tomei e Recomendo I – Dez/08

As dicas dos espumantes que tomei ao longo do ano e que recomendo como boas opções passam por todos os estilos e métodos de produção, seja ele tradicional (champenoise), charmat ou asti. Sem preconceitos, provei um pouco de tudo, desde proseccos a grandes champagnes, independente de faixa de preço, no sentido de posicionar o leitor de diversos tamanho de bolso e gosto. A partir de R$15 a 17,00 já encontramos vinhos de alguma qualidade que nos trazem bastante satisfação pelo preço especialmente se tomados no momento adequado. Neste primeiro Tomei e Recomendo, listarei rótulos até R$30,00, faixa em que encontramos alguma boas opções ligeiras, descompromissados bons para o dia-a-dia e eventos como festas, comemorações ou casamentos, inclusive os espumantes Moscatel nacionais, e algumas gratas surpresas, rótulos realmente muito bons por um preço muito convidativo. Os preços são médios e aproximados já que não conferi níveis sendo hoje praticados, podendo haver variações dependendo de Estado, loja, etc., e obtidos nas lojas da grande São Paulo. Por outro lado, tentarei não listar aqui os que já comentei no final do ano passado, tentando fazer com que esta lista seja uma adicional aquela e somente de vinhos que provei este ano, com algumas poucas exceções.

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Dois espumantes nacionais que surpreendem, são o Conde de Foucault Brut da Aurora (Casa Palla)) e o Tributo Brut da Marco Luigi. O primeiro foi um leitor que me recomendou e realmente é bastante saboroso, suave ligeiro e muito fácil de agradar, ótimo para grandes eventos. O segundo, a Marco Luigi recém lançou para explorar esse mesmo segmento de espumantes de baixo valor agregado direcionado a eventos e conseguiram uma perlage bastante abundante, muito frescor e aromas cítricos sendo que ambos saem por menos de R$18,00 e muito melhores que a grande maioria dos proceccos meia-sola que se encontram por aí nessa mesma faixa. Um pequeno degrau acima e encontamos o Terranova Demi-sec, produzido pelo método Charmat no Vale do São Francisco pela Miolo, que é uma grande opção também para eventos pois é muito fácil de agradar apresentando bastante frescor, apesar de um pouco curto. Num patamar de preços um pouco mais acima, mas ainda mantendo-me nos bons espumantes nacionais, tenho que tirar o chapéu para dois produtos imperdíveis nessa faixa, o Salton Reserva Ouro Brut e o Marco Luigi Reserva da Família, dois verdadeiros blockbusters e uma grata surpresa, não pela qualidade, mas por terem caído nesta faixa de preços. O Salton Reserva Ouro Brut  (BR Bebidas)está mais próximo dos R$24, razão pelo qual o recomendo muito para eventos, e é um espumante fácil de gostar, de boa intensidade, balanceado e de boa perlage fina e abundante; já o Marco Luigi Reserva da Família Brut 2006 (Saint Vin Saint) fica mais perto dos R$30 e está num degrau mais acima ainda, sendo elaborado pelo método champenoise, mostrando muita elegância e finesse, enorme frescor, muita frutuosidade, grande harmonia, perlage de boa intensidade, fina e persistente deixando aquele gostinho de quero mais na boca, uma beleza. Outros bons produtos nacionais disponíveis nesta faixa de preços, mesmo que sem o destaque dos outros, são o; Salton Reserva Brut, Terranova Brut e Peterlongo Brut. Para dizer que não falei dos estrangeiros nesta faixa, há pouquíssimos, afora os que já sugeri o ano passado provei um que certamente será interessante para os amantes dos vinhos de nossos irmãos Argentinos, é o Nieto Senetiner Extra Brut (BR Bebidas). Não sou fã dos espumantes argentinos, acho os nossos bem melhores, mas este não faz feio, apesar de ser bem diferente já que é um Blanc de Noir, ou seja um espumante à base de cepas tintas em que se sobressai a Pinot Noir. Espumante mais encorpado e denso, de uma bonita cor salmão, bem seco, de boa perlage que certamente acompanhará comida muito bem.

Das Cavas, a Don Roman Brut e a Cristalino Brut e Demi-sec, seguem imbatíveis nesta faixa podendo ser encontradas no mercado a partir de R$29 e, em média, chegam a cerca de R$35,00. Como, no entanto, encontrei-os abaixo de R$30, os inclui nesta lista. Ambos são super frescos, o que acho essencial num espumante, bastante frutados, algo cítricos, corpo médio, boa acidez, fáceis de beber e agradar, com boa perlage, vão muito bem com a época do ano pois ambos têm uma personalidade bem viva e festiva. Provei outras boas Cavas, mas todas acima desta faixa.

Dos Proseccos, provei alguns entre os quais destaco o Chiarelli (Casa Palla) e o Cassal Del Ronco que são bastante agradáveis, porém mais encorpados, secos com leve amargor no final de boca, que tem muito a ver com a própria casta. O Villa Fabrizia (Kylix), é mais ligeiro, mais frutado e fresco com um bom preço. Para o meu gosto, todavia, nesta faixa de preços o Corte Viola Extra Dry (BR Bebidas) ainda segue sendo imbatível com uma ótima relação Qualidade x Preços x Prazer.

Moscatel é o que mais abunda nesta faixa de preços e a produção nacional está muito boa, com diversos e bons rótulos no mercado variando de R$16 a 25,00 que combinam muito bem com sobremesa e bem geladinhos são uma ótima opção para aperitivos, especialmente aqueles menos doçes que são os que mais me atraem. O onipresente Marco Luigi Moscatel, que tanto elogio por seu incrível equilíbrio de acidez com açúcar residual e sua intensidade de aromas e sabores com grande tipicidade da cepa, é o principal deles e o meu preferido, mas o da Aurora também é bastante saboroso como já anteriormente dito. Este ano, todavia, tive a oportunidade de provar diversos outros espumantes deste estilo e obtive alguns bons resultados que quero compartilhar com você. A começar por um novo lançamento no mercado o .Nero, produzido pela Domno, um novo projeto da Família Valduga, que me agradou pelo bom equilíbrio encontrado, muito sutil na boca e no nariz, fácil de agradar e bem leve; detentor do maior market share neste estilo, o Terranova Moscatel, exemplo da Moscatel nordestina do Vale do São Francisco, que está de cara nova, é muito bom no nariz e na boca mostrando boa intensidade, perlage abundante e persistente com um final de boca muito fresco e agradável; Oremus, produzido em Flores da Cunha pela Fante Bebidas é o mais suave deles, pálido, quase incolor, muito ligeiro, fino e feminino, para agradar em encontros informais sem grandes compromissos e onde a presença feminina seja maioria;  o Salton Moscatel (Cia do Whisky), com ótima espuma que deixa um bonito colar na taça, possui boa intensidade de aromas, na boca é saboroso e fresco, apesar do residual de açúcar um pouco alto e o Cavalleri que possui uma cor diferenciada, amarelo palha, nariz de bastante intensidade com algo floral, maior corpo que os outros acima citados, de boa concentração e bastante doçe, o que não faz muito a minha praia, mas para quem prefere algo mais doçe ambos são boas opções assim como, certamente, boas companhias para uma sobremesa de salada de frutas com sorvete ou, aproveitando a época, panettone de frutas. 

Enfim, será uma questão de difícil escolha já que há opções diversas, mas acredito que pelo menos uma deva encaixar no seu bolso e lhe agradar ao palato. Salute e no decorrer da semana tem mais. 

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

 

 

 

 

Trazendo Vinhos do Exterior – A Duvida.

question-mark1Em meu post sobre Comprando Vinhos no Exterior, declarei que o passageiro pode trazer até 12 garrafas de vinho. O Jaime Pinsky, amigo leitor disse que sua agência de viagens lhe comunicou que no máximo seriam 6. Como não gosto de histórias mal contadas, decidi ir a fundo neste assunto e, inclusive cheguei a ligar para a alfândega do aeroporto de Guarulhos/SP onde me informaram que o máximo seriam 20! Diante de informações tão dispares, e não me lembrando onde colhi a informação anterior, resolvi que tinha que chegar no âmago da questão, ou seja, que lei ou norma rege a limitação de produtos dentro da cota de isenção de USD500?

No processo, me deparei com uma declaração – Press Release 122/2006 – produzido pela Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu que diz:

 

VOCÊ DEVE OBSERVAR O LIMITE DE QUANTIDADES

Além de observar a cota, para não caracterizar importação com intenção de revenda, você deverá respeitar as quantidades por tipo de mercadoria:

 

•        Componentes de informática, exceto memória: 01 (um item);

•        Memória para computador: 02 (dois pentes);

•        Eletrônicos: 02 (dois itens);

•        Brinquedos: 15 (quinze itens), sendo no máximo 3 (três) de cada modelo;

•        Bebidas destiladas ou fermentadas: 12 (doze) garrafas ou litros;

•        Artigos de bazar: 15 (quinze) itens;

•        Instrumentos elétricos: 2 (dois) itens;

•        Relógios: 5 (cinco) itens;

•        Instrumentos musicais: 1 (um) item;

•        Vestuário: 12 (doze) itens no total, sendo 3 (três) itens de cada peça;

•        Perfumes e cosméticos: 05 (cinco) itens no total, sendo no máximo 03 (três) itens de cada tipo;

 

OBSERVAÇÃO: Demais produtos devem ser compatíveis com as circunstâncias da viagem.

IMPORTANTE: A cota de compras permitida por pessoa é o equivalente a US$ 300.00 (trezentos dólares) se o seu retorno ao Brasil ocorrer por via terrestre, fluvial ou lacustre e o equivalente a US$ 500.00 (quinhentos dólares) se for por via aérea ou marítima. Você tem direito a uma única cota de isenção quando retornar do exterior e pode utilizá-la a cada 30 dias (seja Paraguai, Argentina ou outro País).

 

Como, todavia, essa declaração é de Outubro de 2006 e, neste país, as coisas mudam muito rapidamente, nem sempre para melhor, afora o fato de corrermos o risco de cair na mão de um fiscal mal humorado querendo aplicar subjetividades interpretativas (falei bonito não?) à lei, decidi cutucar mais fundo. Pois bem, o Decreto 4543/02 não determina nada! Aparentemente, porque já cutuquei Deus e o mundo e ninguém consegue localizar instrução normativa nenhuma com relação a este tema. O que não pode, é o volume de produtos revelar interesse de destinação comercial. A quantidade, pasmem, fica a critério do fiscal! Por isso de cada um dar uma resposta diferente. Por estas e por outras é que as leis neste país se tornam uma piada. Má redação? Sei lá, ainda não acredito que esta seja a realidade e sigo fuçando, quem sabe um amigo leitor não consegue alguém na alfândega que possa nos esclarecer este tema, tem que existir uma diretriz clara!

Minha sugestão, enquanto isso, é se limitar a doze garrafas e carregar consigo uma cópia desse Press Release (http://www.terrabrasilisturismo.com.br/v2/docs/Declaracao_de_bagagem_acompanhada.doc). Por outro lado, o Decreto 4543/02 determina os limites por produto na compra do Free Shop, que também é doze por tipo de bebida, conforme texto abaixo;

 

Compras em Loja Franca (Duty Free Shop)

 

O viajante pode adquirir, com isenção de tributos, nas lojas francas (duty free shops) dos portos e aeroportos, após o desembarque no Brasil e antes de sua apresentação à fiscalização aduaneira, mercadorias até o valor total de U$ 500.00. Esse valor não é debitado da cota de isenção de bagagem a que o viajante tem direito.

 

Além do limite global de U$ 500.00, as mercadorias adquiridas nas lojas francas estão sujeitas aos seguintes limites quantitativos:

  • 24 unidades de bebidas alcoólicas, observado o quantitativo máximo de 12 unidades por tipo de bebida.
  • 20 maços de cigarros de fabricação estrangeira
  • 25 unidades de charutos ou cigarrilhas
  • 250g de fumo preparado para cachimbo
  • 10 unidades de artigos de toucador
  • 3 unidades de relógios, máquinas, aparelhos, equipamentos, brinquedos, jogos ou instrumentos elétricos ou eletrônicos
  • Menores de 18 anos, mesmo acompanhados, não podem adquirir bebidas alcoólicas e artigos de tabacaria.

  Bens adquiridos nas lojas francas do Brasil, no momento da partida do viajante para o exterior, nas lojas duty free no exterior e os adquiridos em lojas, catálogos e exposições duty free dentro de ônibus, aeronaves ou embarcações de viagem têm o mesmo tratamento de outros bens adquiridos no exterior, passando a integrar a bagagem do viajante. Em resumo, essas mercadorias não aproveitam do benefício da isenção concedido às compras nas lojas francas do Brasil, efetuadas no momento da chegada do viajante.

Caro Jaime e amigos, espero que tenha ajudado em algo, apesar de não ter, ainda, conseguido dados mais concretos. Se conseguir algo, porque sigo atrás de mais informações, publicarei outro post sobre o assunto. A partir de amanhã, dicas de Tomei e Recomendo e Boas Compras de espumantes, nos vemos por aqui.

Salute e bon voyage !

 

 

 

Acabaram-se as Duvidas!  È pessoal, o amigo Rafael nos dá uma resposta show de bola no comentário, logo aqui abaixo, que é essencial a qualquer viajante amante dos vinhos. Veja a conclusão final deste tema em http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/01/26/qual-a-isencao-para-trazer-vinhos-na-bagagem/ .

 

 

Semana de Ótimos e Imperdíveis Eventos

Pessoal, esta semana está imperdível e vou ter que negociar legal aqui em casa, mas em pelo menos dois estarei presente. São três oportunidades de ouro para os amantes do bom vinho e da boa gastronomia, sem contar que dia 10 ainda tem a Lusitana com o Ora Pois, publicado um pouco mais a baixo.

 

No dia 9, terça-feira, um evento genial no Espaço Gastronômico Villa onde, certamente, estarei para saudar os amigos Denise e Armando e rever mais gente amiga. Afora a Feira de Vinhos, a inauguração da parte de charutaria para os aficionados da região que carecem de um lugar apropriado para se reunirem

feria-de-vinhos-villa-09-12-2008-copia

 

No dia 11, quinta-feira, mais um dia que não posso perder,pois comemoraremos o segundo aniversário da Kylix junto com seu já famoso Wine Day em que o Códice, saboroso vinho espanhol trazido pela Península, será destaque. Me aguardem.

festadedoisanosdakylix

 

No dia 13, para finalizar, um agradável bate-papo e experimento de harmonização na Saint Vin Saint, lugar que tem que ser conhecido e que, muito em breve será alvo de uma reportagem especial que pretendo fazer com eles.

espumantes-e-gastronomia

 

Bom que há um dia entre cada um o que possibilita que recuperemos as forças antes de partir para mais um dia de experimentos, descobertas e degustações!

Salute e kanimambo.

Lusitana, Ora Pois!

Eheheh, esses são dois de que gosto e conheço bem. A Lusitana, pequena e simpática importadora de vinhos portugueses, se junta ao restaurante Ora Pois aqui na Vila Madalena em São Paulo, num evento que promete muito. Os vinhos a serem servidos, são muito bons e a cozinha do Ora Pois dispensa apresentações. O Ora Pois tem um prato que adoro, apesar de não estar na lista dessa noite e não ser muito comum nos restaurantes da cidade, é lulas na manteiga com batatas cozidas, que merece um retorno à casa em um outro dia devidamente acompanhado de um bom vinho verde. Bom demais e creio que este é mais um daqueles programas difíceis de serem recusados! A Lusitana solita já é uma boa pedida, acompanhada do Ora Pois vira uma dupla da pesada que não dá para resistir.

lusitana-no-ora-pois

24 horas sem Speedy, #*@§!!

É gente voltou agora depois de quase 24 horas e sem qualquer pré-aviso. Incrível como ficámos dependentes ! O material programado para hoje, publicarei no próximo Sábado, não faz mais sentido postar hoje.  Amanhã, domingo, pancadas de informação com uma série de eventos imperdíveis durante a próxima semana. Na segunda-feira, o primeiro Boas Compras do mês com ótimas opções de espumantes sendo disponibilizados por nossos parceiros.
Salute e kanimambo