João Filipe Clemente

Imagem do Dia.

Tá sufrido, buscando solução para todos os seus probrema? Eis aqui a sua chance, quem sabe ele arresorve tudinho?! Se já abri um sorriso em seu rosto, então missão cumprida no dia de hoje. Tenham um bom fim de semana.

 

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 Arrumá marido num sei se ele consegue não! Neses causo só simpatia para Santu Antonio, viste? Encontrei esta “preciosidade” no http://sanidadeinsana.blogspot.com, mas está espaiado por tudo que é blog.

Salute

Paradoxo Francês.

Apesar de ser, aparentemente, noticia mais que batida, muitos ainda me perguntam o que é isso e como foi levantado. Publicado no British Medical Journal em 1991, o estudo desenvolvido pelos Drs. Serge Renaud e Lorgeril, da Universidade de Bordeaux, com um universo de 34.000 homens, constatou que mesmo com uma dieta repleta de gorduras, o povo francês sofria de menos problemas coronários e se mostravam comparativamente menos gordos do que seus vizinhos e, especialmente, os americanos. A conclusão do estudo atribuía o fenômeno ao fato dos franceses terem o hábito de tomar vinho diariamente com suas refeições.

Que o vinho faz bem à saúde, nenhuma grande surpresa, o porquê é que não se sabia e virou fonte de pesquisa. Desde 400 A.C. que as qualidades terapêuticas do vinho são conhecidas e exploradas a começar por Hipócrates, passando por Louis Pasteur, até aos dias de hoje. Na verdade, já em 1819 um médico irlandês, Dr. Samuel Black, tinha observado fenômeno semelhante. Em 1979 a revista The Lancet, publicou o “Estudo dos 18 países”, elaborado pelo Dr Selwyn St Leger e alguns colaboradores. A grande diferença é que o estudo de Renaud e Lorgeril teve uma abrangência maior e, mais importante que isso, veio num momento propicio o da massificação da comunicação e da televisão. Foi pelas mãos do programa “60 minutes” da rede CBS em 17 de Novembro de 1991, que o agora denominado “Paradoxo Francês” correu mundo e fez a festa dos produtores que viram suas vendas de vinho tinto crescerem em quase 45%. Quem quiser assistir o original desse programa, clique aqui.

 

paradoxo

 

Existem indícios de que o numero de patologias cardíacas levantadas à época na França, estavam muito abaixo do real e que outros fatores, afora o consumo regular de vinho, tem grande participação tanto no índice de infartos como no de obesidade. Com relação ao americanos, com quem foi feita a comparação, os franceses comem menos, comem menos vezes, comem gorduras vegetais no lugar de animal, comem mais peixe, etc.. É, no entanto, aceitável pela comunidade cientifica mundial, que o vinho possui sim, propriedades benéficas à saúde desde que seja consumido moderadamente. Em 1995, cientistas dinamarqueses da Copenhaguen Heart Study, destacaram os efeitos do vinho em relação a outras bebidas alcoólicas através de pesquisa realizada com 13 mil pessoas durante 12 anos. A pesquisa traz evidências de que as taxas de mortalidade diminuem mais entre pessoas que bebem vinho do que naquelas que tomam cerveja ou destilados.

No site da Uvibra tem uma página sobre este assunto de onde destaquei o que segue; “Entre os mais de 200 componentes do vinho, existem substâncias químicas conhecidas como flavenóides, encontrados em vegetais como a cebola e a maçã, comprovadamente com propriedades antioxidantes, ou seja, que protegem as células do organismo da ação dos radicais livres, causadores de doenças do envelhecimento. Nas uvas, esses Flavenóides podem ser encontrados nos pigmentos que dão cor à casca. Os Flavenóides, como Luteonina e Quercitina, presentes no vinho tinto, tem poder antioxidante até maior que a Vitamina E, e por isso, protegem o coração dos efeitos das gorduras”.” Por outro lado, o Resveratrol presente no vinho tinto e conhecido por suas propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas, controla as atividades de uma proteína, que é capaz de ativar ou desativar certos genes no interior de um núcleo celular, frisa uma das principais autoras do estudo, a doutora Minnie Holmes-McNary, da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill”.

Os estudos seguem em diversas partes do mundo e já se fala em remédios á base de flavenóides dentro de um curto espaço de tempo. As benesses são enormes e, como iremos ver ao longo de outros posts que estarei divulgando com o tempo, vão desde a diminuição de risco de adquirir Alzheimer na mulher à impotência no homem. Alguns desses pseudo estudos podem ser exagerados e só servir de estimulo para induzi-lo ao consumo? Pode até ser, mas a comunidade cientifica está aí com estudos e pesquisas sérios, não é balela nem campanha de marketing. Por outro lado, também não é garantia de isenção de possíveis problemas e nem deve ser razão para se começar a beber. Agora, não exagere, como em tudo na vida, as coisas só são boas mesmo quando usadas com inteligência e moderação. O “quanto” é o moderado é que é a grande questão e existem diversas versões vindas de tudo o que é fonte.

 A que me parece mais lógica, especifica três taças para o homem e duas para as mulheres diariamente, preferencialmente acompanhando as refeições e com bastante água. No entanto, a UVIBRA publica este quadro em seu site, que recomendo visitar para mais informações sobre o tema. Estes são alguns dos beneficios extras, porque tomo vinho mesmo é porque gosto, me dá prazer e me desperta curiosidade para um mundo complexo e repleto de diversidade, cultura e história. Salute

 

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TOP 50 Vinhos Portugueses por Jamie Goode

Como prometido no domingo, eis aqui a lista que Jamie Goode (Wineanorak) publicou como os top 50 vinhos portugueses provados no ano de 2008. Está dividido por região e, sempre que possível, com uma referência de preços na Inglaterra. A lista de bons vinhos portugueses parece interminável, do Algarve ao Minho encontramos sempre uma novidade e um novo destaque. Mais uma listinha para os amantes do bom vinho carregarem quando de viagem por Portugal. Certamente não será por falta de opções que você voltará de mãos abanando, a diversidade de rótulos, terroirs, cepas, sabores e preços é imensa como venho divulgando por aqui já faz um tempinho.

 

VINHO VERDE / MINHO (7) 

 

Giro Sol 2007, DOC Vinho Verde (W) £10

Varieties: Loureiro

Production: 5.500 bottles

Producer: Quinta de Soalheiro / Dirk Niepoort

 

Soalheiro Primeiras Vinhas Colheita 2007, DOC Vinho Verde (W)

Varieties: Alvarinho

Production: 3.500 bottles

Producer: Quinta de Soalheiro

 

Alvarinho Anselmo Mendes 2007, DOC Vinho Verde (W)

Varieties: Alvarinho

Production: 5.000 bottles

Producer: Anselmo Mendes Vinhos Ltda.

Reguengo de Melgaço 2006, DOC Vinho Verde Alvarinho (W) £11

Varieties: Alvarinho

Production: 50.000 bottles

Producer: Reguengo de Melgaço

Quinta do Ameal Escolha 2007, Vinho Regional Minho (W) £ TBA

Varieties: Loureiro

Production: 4.200 bottles

Producer: Quinta do Ameal

COVELA Escolha 2005, Vinho Regional Minho (R) £11.20 (Ex-Vat)

Varieties: Touriga Nacional, Cabernet Franc, Merlot

Production: 10.000 bottles

Producer: Quinta de Covela

Afros 2007, DOC Vinho Verde (R)

Varieties: 100% Vinhão

Production: 3.860 bottles

Producer: Afros Wines

 

TRÁS-OS-MONTES (1)

 

Valle Pradinhos Reserva 2005

Vinho Regional Trás-os-Montes (R) £10

Varieties: Cabernet Sauvignon

Production: 2.635 bottles

Producer: Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas

 

DOURO (16)

 

CONCEITO Bastardo 2007, Vinho Regional Duriense (R)

Varieties: 100% Bastardo

Production: 5.000 bottles

Producer: Conceito

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006, DOC Douro (R) £17

Varieties: 100% Touriga Nacional

Production: 18.000 bottles

Producer: Quinta do Vallado

Quinta do Vale D. Maria 2006, DOC Douro (R) £18

Varieties: Blend of 41 varieties

Production: 19.816 bottles of 75cl and 425 Magnums

Producer: Quinta do Vale D. Maria

Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2006, DOC Douro (R) £34

Varieties: 100% Old Vines

Production: 6.128 – 750 ml bottles; 120 – 1500 ml bottles; 30 – 3000 ml bottles

Producer: Quinta do Crasto

Quinta do Vale Meão 2005, DOC Douro (R)

Varieties: Cabernet Sauvignon

Production: 2.635 bottles

Producer: Quinta do Vale Meão

Poeira 2005, DOC Douro (R) £ 24.60

Varieties: Vinhas Velhas

Production: 14.000 bottles

Producer: Jorge Moreira

Quinta da Romaneira 2005, DOC Douro (R) £ 27

Varieties: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Roriz

Producer: Sociedade Agrícola da Romaneira

Quinta de S. José 2005, DOC Douro (R) £18.95

Varieties: 45% Touriga Nacional, 15% Tinta Roriz & 40% Vinhas Velhas

Production: 6.000 bottles

Producer: João Brito e Cunha

Quinta de la Rosa Vale do Inferno 2005, DOC Douro (R) £23/£25

Varieties: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca

Production: 1.000 bottles

Producer: Quinta de la Rosa

Gouvyas Vinhas Velhas 2005, DOC Douro (R)

Varieties: Field blend with more than 15 different grapes (blend de + de 15 cepas)

Production: 2.500 bottles

Producer: Bago de Touriga

Quinta do Noval 2005, DOC Douro (R) £34

Varieties: Touriga Nacional, Touriga Franca & Tinto Cão

Production: 10.000 bottles

Producer: Quinta do Noval

Pintas 2005, DOC Douro (R) £40

Varieties: Old vines, fields blend of 30 different indigenous grape varieties (blend de 30 cepas)

Production: 5.000 bottles 75 CL;

Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005, DOC Douro (R) £45

Varieties: Sousão, Tinta Amarela, Touriga Nacional & Others

Production: 5.000 bottles

Producer: Domingos Alves de Sousa

Duas Quintas Reserva Colheita 2005, DOC Douro (R) £29

Varieties: Touriga Nacional (80%); Tinta Barroca (5%); Touriga Franca (15%)

Production: 21.848 bottles

Producer: A. Ramos Pinto

Niepoort ROBUSTUS 2004, DOC Douro (R) £ 65

Varieties: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amerela & Others

Production: 2.734 bottles

Producer: Niepoort Vinhos

Casa Ferreirinha BARCA VELHA 2000, DOC Douro (R)

Varieties: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz & Tinto Cão

Production: 26.000 & 1.500 Magnum

Producer: Sogrape

BAIRRADA / DÃO / BEIRA INTERIOR / BEIRAS (13)

 

Quinta da Pellada 2005, DOC Dão (R)

Varieties: 65% Touriga Nacional ; 20% Tinta Roriz and 15% Old Vines

Production: 7.525 bottles

Producer: Álvaro de Castro

PAPE 2005, DOC Dão (R)

Varieties: 50% Touriga Nacional, 50% Baga

Production: 5.220 bottles

Producer: Álvaro de Castro

Quinta do Perdigão Touriga Nacional 2005, DOC Dão (R)

Varieties: 100% Touriga Nacional

Production: 3.820 bottles

Producer: Quinta do Perdigão

Quinta da Vegia Reserva 2005, DOC Dão (R)

Varieties: Touriga Nacional & Tinta Roriz

Production: 3.500 bottles

Producer: Casa de Cello

Flor das Maias 2005, DOC Dão (R) £30

Varieties: 75% Touriga Nacional, 15% Jaen & 10% Alfrocheiro

Production: 2.000 bottles

Producer: Quinta das Maias

Cabriz Escolha 2004, DOC Dão £25

Varieties: Tinta Roriz, Touriga Nacional & Alfrocheiro

Production: 2.500 bottles

Producer: Dão Sul

Vinha do Contador 2005, DOC Dão (R) £40

Varieties: Tinta Roriz, Touriga Nacional & Alfrocheiro

Production: 1.200 bottles

Producer: Dão Sul

Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2005, Vinho Regional Beiras (R)

Varieties: 100% Baga

Production: 1.400 – 0,75l; 100 – 1,5l; 50 – 3l

Producer: Luís Pato

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2005, DOC Bairrada (R)

Varieties: 80% Baga, 20% Touriga Nacional

Production: 6.766 bottles

Producer: Quinta das Bágeiras

Lokal Sílex 2006, Vinho Regional Beiras (R)

Varieties: 85% Touriga Nacional, 15% Alfrocheiro Preto

Producer: Filipa Pato

Quinta de Foz de Arouce £45

Vinhas Velhas de Santa Maria 2005, Vinho Regional das Beiras (R)

Varieties: Baga

Production: 8.000 bottles

Quinta do Cardo, Selecção do Enólogo 2004

DOC Beira Interior (R)

Varieties: Touriga Nacional

Production: 10.000

Producer: Companhia das Quintas

Quinta dos Currais Reserva 2002, DOC Beira Interior (R) £12

Varieties: 50% Touriga Nacional; 25% Aragonês; 25% Castelão

Production: 13.000 bottles

Producer: Quinta dos Currais

 

ESTREMADURA (2)

 

Quinta de Sant’Ana Reserva 2005

Vinho Regional Estremadura (R) £19.95

Varieties: Aragonês

Production: 2.300 bottles

Producer: Quinta de Sant’Ana

Quinta do Rocio 2006, Vinho Regional Estremadura (R) £19.99

Varieties: 25% Merlot, 25% Grenache, 25% Shiraz, 25% Touriga Nacional

Production: 5.786 bottles

Producer: DFJ Vinhos

RIBATEJO (1)

 

Quinta da Lagoalva de Cima Alfrocheiro 2006

Vinho Regional Ribatejo (R)

Varieties: Alfrocheiro

Production: 1.850 bottles

Producer: Quinta da Lagoalva de Cima

 

TERRAS DO SADO (4)

 

Adega de Pegões Cinquentenário 2005

Vinho Regional Terras do Sado

Varieties: Touriga Nacional, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Syrah

Production: 6.987 bottles

Producer: Cooperativa Agrícola de Pegões

S de Soberanas 2004, Vinho Regional Terras do Sado (R)

Varieties: 50% Trincadeira & 50% Alicante Bouschet

Production: 14.000 bottles

Producer: Soberanas

Herdade da Comporta Aragonez / Alicante Bouschet 2005

Vinho Regional Terras do sado (R)

Varieties: Aragonez & Alicante Bouschet

Production: 8.000 bottles

Producer: Herdade da Comporta

Palácio da Bacalhôa 2005, Vinho Regional Terras do Sado (R)

£16.99

Varieties: Cabernet Sauvignon, Merlot & Petit Verdot

Production: 20.052 bottles

Producer: Bacalhôa Vinhos de Portugal

ALENTEJO (6)

 

Marias da Malhadinha 2004, Vinho Regional Alentejo (R)

Varieties: Aragonês, Alicante Bouschet, Cabernet, Syrah, Touriga Nacional

Production: 4.789 bottles

Producer: Herdade da Malhadinha Nova

António Maria 2006, Vinho Regional Alentejo (R)

Varieties: Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon

Production: 3.400 bottles

Producer: Francisco Nunes Garcia

Dona Maria Reserva 2005, Vinho Regional Alentejo (R)

Varieties: 50% Alicante Bouschet; Petit Verdot & Syrah

Production: 21.300 – 750ml; 650 – Magnum (1.5l)

Producer: Dona Maria Vinhos

Herdade dos Grous “Moon Harvested” 2007

Vinho Regional Alentejo (R)

Varieties: Alicante Bouschet

Production: 7.000 bottles

Producer: Herdade dos Grous

Mouchão 2002, Vinho Regional Alentejo (R) £18.95

Varieties: 70% Alicante Bouschet, 30% Trincadeira

Production: 40.000 bottles

Producer: Herdade de Mouchão

Preta 2005, Vinho Regional Alentejo (R) £18.50

Varieties: Touriga Nacional & Cabernet Sauvignon

Production: 13.000 bottles

Producer: Fita Preta Vinhos

 

 

 

Caliterra, uma Bela Experiência

O ano de 2008 foi realmente pródigo tanto na quantidade quanto na qualidade das degustações de que participei. Tanto que até agora sigo postando matéria referente a esses deliciosos eventos. Caliterra, para quem não conhece, uma empresa do grupo Eduardo Chadwick que possui, entre seus rótulos, alguns dos principais ícones do mundo viníco chileno como Arboleda, Seña, Chadwick e Errazuriz Maximiano. Seguindo a filosofia de Eduardo Chadwick, de produzir qualidade e promover o Chile mundo afora através de seus vinhos, os vinhos da Caliterra mostram muito desse caráter. Como me dizia Gabriel Cancino, o jovem enólogo responsável pelos bons vinhos provados neste dia, “nosso campo é nossa fortaleza” e “a base de um bom trabalho enológico é a paixão pelo vinho e a formação de equipes de excelência”, creio que os bons vinhos provados demonstram bem a eficácia da aplicação desses conceitos.

 

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Caliterra, uma apaixonada fusão entre Calidad e Tierra  estabelecida em 1996 no vale de Colchagua, teve a participação acionária de Robert Mondavi durante alguns anos. Raízes chilenas, filosofia sustentável, relação amistosa com o meio ambiente através de conceitos de manejo sustentável da terra. É um vale fechado, no coração de Colchagua, entre o lago de Rapel e o vale de Alpata, a pouco mais de 60 kms do Oceano Pacifico. Cerca de 1100 hectares em que 75% da terra é virgem e no restante, vinhedos de Merlot, Carmenére, Cabernet Sauvignon e Shiraz. As variedades brancas, são plantadas em outras regiões, especificamente nos vales do Maipo, Curicó e Casablanca, sempre buscando produzir vinhos de qualidade de média e alta gama.

A razão principal para este encontro, foi o lançamento no Brasil, de seu rótulo top, um vinho premium que já em seu primeiro ano foi caliterra-vineyards0001contemplado com 91 pontos por Robert Parker o que, gostemos ou não, confere ao vinho um certo status que precisamos confirmar na taça e, especialmente na boca. Só que antes, até porque eu não os conhecia, passamos por toda a sua linha “intermediária”, a linha Tribute que, a partir deste ano, virá com o nome de Tributo e é importado com exclusividade pela Wine Premium. Falemos então, um pouco sobre o que provei e qual a impressão que estes vinhos me deixaram.

  • Chardonnay 2006 – O primeiro impacto não poderia ser melhor, da região de Casablanca e elaborado “sur Lie” apresenta ótima tipicidade com baunilha e abacaxi bem presentes, mas de forma sutil e elegante. Na boca é muito balanceado e rico, boa acidez, macio, de boa estrutura e, o que mais me agradou, uma mineralidade bem acentuada.
  • Shiraz , Carmenére e Malbec varietais da ótima safra de 2005 são vinhos bem saborosos, frutados e equilibrados, cada qual com suas características e tipicidade sendo o Malbec talvez o que esteja mais redondo e pronto a tomar. Um degrau acima, na minha opinião, está o excelente Cabernet Sauvignon que já começa a seduzir no nariz em que aparece fruta negra tipo cassis e mirtilo, com algo tostado. A entrada de boca é amistosa com taninos finos e elegantes, de médio-corpo e textura aveludada. Final de boca redondo e saboroso, com alguma complexidade e de longa persistência. De toda esta linha de tintos, o que mais me encantou e terminou rapidamente na minha taça. Ainda bem que tinha refil (rsrs)! Os preços desta linha estão em torno de justos R$55,00.

      cenit Só que viemos para conhecer o CENIT, o ponto mais alto de nossa esfera celeste, o nosso “zênite”. Safra 2005, três aninhos e ainda engatinhando, uma verdadeira criança. Delicioso assemblage de Cabernet Sauvignon, Malbec e Petit Verdot, com 18 meses de barrica (75% francesa e o restante americana) é límpido, escuro, púrpura com uma áurea rubi. Nariz complexo, fruta, tabaco, algo terroso uma imensidão de aromas difíceis deste pobre nariz decifrar. Toda esta complexidade se repete na boca, extremamente rico, grande volume de boca, ótima estrutura, ainda fechado pedindo bem mais do que a uma hora de decantação que ele teve. Taninos firmes, aveludados sem agressividade, grande harmonia, muito longo, estamos diante de um vinho de primeira grandeza que deverá evoluir maravilhosamente bem com mais uns dois a três anos de garrafa. Pontuação mais do que comprovada na boca, um ótimo vinho de grande potencial de guarda que gostaria de provar novamente em 2011. Preço, no nível dos grandes vinhos premium do Chile, por volta dos R$328,00.

         Tem mais, mas isso é um segredo que só posso contar dentro de um ou dois meses. Assim que me permitam divulgá-lo o farei, mas só para manter um certo clima de ansiedade, gamei! Por enquanto, explorem os vinhos que estão disponíveis na Wine Premium.

Salute

Triste Noticia

Tento sempre trazer noticias e comentários de uma forma leve e, dentro do possível, com uma certa dose de humor. Nem sempre isso é possível e volta e meia nos deparamos com assuntos mais sérios e notas tristes, esta é uma. Saindo para uma reunião decidi checar meus e-mails para ver se tinha algo urgente tendo sido surpreendido por uma notificação do falecimento nesta madrugada do Sr. Ângelo Salton por infarto agudo. Apesar de não conhecer ninguém na Salton, muito menos o Sr. Ângelo, tenho um apreço muito grande por seu trabalho e sei da importância que ele tinha para a vitivinícultura nacional e do legado que ele deixa. Existem pessoas que vêm e que vão sem nunca deixar uma marca, Ângelo Salton deixou mais que sólidas marcas, deixou caminhos a serem seguidos. Uma enorme perda para a empresa, a vinícultura brasileira e, especialmente, para a família Salton.

Salute Angelo e kanimambo!

 

Fazendo Contas ao Vinho

Na empolgação da época de promoções, bota-foras e coisas mais do estilo deixamos um pouco de lado um dos maiores dilemas de nossa vinosfera, o preço. O Luiz Horta, Didu e outros têm dado umas estocadas nesse tema, com muita precisão por sinal, mas gostaria de dar a minha contribuição a esse assunto que me é bastante próximo e algo bem sensível já que mexe numa das partes de nosso corpo que mais dói, o bolso. Desde o inicio deste blog deixo claro o meu comprometimento com o tema preço e sua importância na análise de qualquer vinho. Primeiramente porque se é caro tem a obrigação de ser bom, por outro lado, o fato de que ser mais em conta não é fator desabonador (qualidade está no conteúdo da garrafa e não no preço) e, final mas principalmente, porque preço é sim um importante fator de decisão para a grande maioria da população apreciadora de vinhos, a não ser que só se tome vinhos recebidos gratuitamente ou pagos com cartão corporativo.

Reclamam que o consumo não cresce, o que não é verdadeiro. O que não cresce como se gostaria é o consumo per capita que vem se mantendo estável entre 1,8 a 2 litros per capita ano. Se, todavia, o consumo per capita se mantém estável e a população cresceu bastante, obviamente que o consumo vem crescendo e os números oficiais demonstram isso. Agora, porquê não cresce mais? Uma das razões principais é que manter o consumo elitizado, verdadeiro absurdo estratégico, mantém o consumo estanque já que, está mais do que provado e comprovado, conforme o preço sobe o consumo cai. Por si só, os grandes néctares não são, exceção feita a algumas pouquissímas vinicolas no mundo, o que mantêm as empresas. Estes exclusivos rótulos trazem-lhe a fama que possibilitará realmente ganhar dinheiro com as gamas de entrada e médias, que são a verdadeira fonte de lucro das empresa e estas linhas, obrigatoriamente, têm que ter preços que seu publico consumidor possa pagar. No Brasil ganhamos menos, temos mais despesas/custos (pagamos tudo em dobro) e ainda temos os preços de vinho mais aviltados do mundo. Não acredita? Façamos a conta.

Um vinho que você encontra nas lojas da Europa por 9 euros (aproximadamente 27 Reais), deve ter um preço de produtor abaixo dos 6 euros, mas consideremos este valor para efeito de cálculo. As despesas de importação e fretes totalizam, em média dependendo do mix de produtos, algo próximo a 100% o que nos levaria a um custo posto armazém do importador por volta de 12 euros. Impostos adicionais gerados pelo sistema de distribuição mais uns 20% levando-nos a 14,40 euros. Agora temos que adicionar as margens do importador para cobrir seus custos empresariais, custo Brasil e lucro, assim como as dos lojistas o que nos levará a algo entre 23 a 26 euros (cerca deR$70,00 a 80,00), ou seja, cerca de 2,5 a 3 vezes o preço de prateleira do produto na origem, que é o que, enfim, acho aceitável dentro do contexto, já que, obviamente, queria que esse spread fosse bem menor. Nos rótulos de preço mais alto, esses porcentuais caem e o preço final pode chegar a ficar entre 2 e 2,5 vezes. Tudo aquilo muito acima, ou muito abaixo, disso é de se estranhar e os casos de 5 ou 6 vezes o preço são o que mais nos revoltam como consumidores. Quando vindos dos paises vizinhos, especialmente Argentina e Uruguai, esses custos são menores, porém não tenho esses detalhes no momento.

A grande mudança comportamental do consumidr brasileiro nos ultimos 10 anos, é que a Internet, e todas as suas ferramentas, nos propiciaram comparar preços cada vez mais rápida e facilmente no mundo inteiro e com uma economia estável ganhamos parâmetros. Desta forma, o consumo se tornou mais conciente, pois agora ficou mais claro saber se o que estamos pagando é justo ou se estamos sendo esfolados. Agora entraremos num período de dois a três meses de puro “desbalance” de preços. Os importadores já estão saindo com suas novas tabelas contemplando os aumentos derivados da taxa cambial e do aumento do IPI, o que deve significar algo entre 20 a 30% de aumento no preço final a nós consumidores. Alguns produtores nacionais, já querendo pegar essa onda, falam de aumentos também próximo disso e tem mais.

Pegando o gancho da mensagem do Luis Henrique que publiquei aqui, o governo em conjunto com produtores nacionais, pelo menos com a anuência deles, trabalha numa invenção, ou seria aberração, chamada “selo fiscal” que deverá ser comprado e afixado nos vinhos. A idéia é que cada selo custe, pelo que escutei, algo ao redor de 3 reais mais todo o custo logístico e de mão de obra. Como é base de custo, todas as outras margens incidem em cascata sobre ele gerando um aumento final que estimo deva ficar por volta dos 5 reais por garrafa, talvez mais. Obvio que para os vinhos de elite que custam 200, 300 ou 500 Reais, este valor nem faz cócegas devendo, inclusive, provavelmente ser absorvido pela cadeia de distribuição. O problema é, por exemplo, nos Alfredo Rocca e las Moras, básicos nossos do  dia-a-dia, que terão seus preços acrescidos em cerca de 31% (R$5 sobre os 16 cobrados hoje nas gôndolas) ou dos famosos Reservados chilenos ou um Quinta de Cabriz Dão Colheita Selecionada (20% de aumento) ou, ainda, de um Travers de Marceaux ou Bom Juiz (mais 10%). Isso tudo em cima de todos os outros aumentos já citados. O pior é que atingem exatamente aqueles que começam a se familiarizar com vinhos finos, porque isto afeta principalmente os rótulos de menor preço a porta de entrada para que novos consumidores apareçam e se desenvolvam galgando os diversos degraus de conhecimento e de consumo. Com o devido respeito, esse selo fiscal é de uma tremenda ignorância, coisa de gente desassociada com a realidade! Depois ainda contam piada de Português …… bem, deixa para lá!

Algumas lojas, importadores e produtores nacionais estarão com estoques a preços antigos, outros já de estoque novos, outros remarcando por conta dos custos de reposição, outros não e por aí vai. Com toda essa verdadeira zorra, perderemos momentaneamente o parâmetro recém adquirido, mas logo, logo o mercado se estabilizará e voltaremos a poders avaliar melhor em que pé o mercado ficou e o estrago, ou não, provocado. O provável resultado final de tudo isto, caso falte sensibilidade e bom senso aos importadores, produtores e governo, é que vinho bom abaixo de R$30,00 (Euros 10 ou USD 13) vai ficar cada vez mais escasso, entrando na lista dos ameaçados de extinção, e aquela balela de democratizar o consumo vai para o brejo de vez!

A persistir essa ameaça, a Ibravin bem que pode colocar a viola no saco e esquecer seus planos mercadólogicos recém elaborados, pouparão uma grana lascada. Não precisa ser muito inteligente para entender que, com todo estes aumentos, o consumo cairá e a evolução cessa gerando problemas no médio e longo prazo. O que fica claro é que, mais que nunca, o garimpo será essencial para conseguirmos seguir tomando bons vinhos por bons preços, algo que vai se tornando cada vez mais difícil. Encontrar bons rótulos, parceiros sérios e compartilhar isto com os amigos leitores será, mais que nunca, uma árdua tarefa tanto deste blog como de todos aqueles que de alguma forma estejam envolvidos no meio, especialmente dos colegas blogueiros do vinho e da imprensa especializada.

Sorry, quando me entusiasmo extrapolo e alonguei o assunto um pouco demais tendo o texto virado um manifesto. Para quem teve a paciência (rsrs) de ler até ao fim, kanimambo. Salute e esperança de dias melhores.

Leonardo da Vinci e Jarno Trulli, Juntos na Santa Ceia

Eheheh, não é sacanagem não, é vero! Três eras juntas, algo imaginável que só poderia ser realizado em nossa Terra Brasilis e em nossa vinosfera! Tá legal, abusei da criatividade, porém é tudo verdade. Jarno Trulli, sim o da Toyota na Formula 1, é sócio de uma vinícola italiana, a Podere Castorani, com atividades em Abruzzo, Puglia e Sicília, e a Cantine Leonardo da Vinci é um produtor bastante conceituado com uma linha bastante ampla de vinhos na Toscana. Ambos são agora importados para o Brasil, com exclusividade, pela Santa Ceia, uma jovem empresa de Valinhos. Agora deixem-me compartilhar com vocês um pouco deste meu encontro com os três.

Primeiramente falemos da Santa Ceia, que são os responsáveis por este encontro de tão ilustres figuras (rsrs). Um sonho do Chef e restauranteur Rogério Bertazzoli (Cantina Família Bertazzoli em Vinhedo) que decidiu dar um tempo às panelas e abraçar uma outra paixão, os vinhos. Para realizar esse sonho, se unio a dois outros amantes do vinho buscando novos desafios; o Ricardo Selmi (Grupo Selmi) e Belarmino Marta (Rádio Campinas) para criar a Santa Ceia em Abril de 2008, uma importadora de vinhos buscando trazer ao mercado vinhos de qualidade com um posicionamento de preços competitivo. Para começar, quatro produtores e três países; da Itália os nossos protagonistas da chamada deste post, a Podere Castorani de Jarno/Enzo Trulli e seus sócios, assim como a Cantine Leonardo da Vinci com seus prestigiados e bem avaliados vinhos da Toscana, do Chile a Torreón de Paredes e da Argentina a linha Zolo da Fincas Patagonicas / Bodegas Tapiz. Tive a oportunidade de conhecer alguns destes bons vinhos que comentarei mais abaixo e, pelo que pude apreciar, creio que é mais uma boa opção para o enófilo consciente que quer bons vinhos por bons preços. É só o inicio de um trabalho que terei imenso prazer em acompanhar, até porque já falam de um bistrô aqui no endereço de São Paulo, e me parece que as bases plantadas são muito boas. Falemos dos Vinhos e seus criativos produtores com um incrível e atraente apelo visual.

leonardo-jarno-045         Os vinhedos da Podere Castorani, vinícola que data de 1793 mas que passou por diversas mãos até que chegou nos presentes 4 sócios, possuem uma idade média superior a 25 anos e são localizados na região de Abruzzo. As vinhas produzem, essencialmente, as cepas da região, ou seja; a Montepulciano, a Trebbiano d’Abruzzo e algo de Malvasia. Possui, também, vinhedos na Sicília e em Puglia de onde vêm, respectivamente, os rótulos Picciò e Scià. Gostei bastante do design da linha Majolica, que nos convida a provar os vinhos.

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Provei dois dos três rótulos da linha Majolica que tem o Montepulciano, o Trebbiano e o Rosé.

O Montepulciano 07 mostrou bastante tipicidade, com uma paleta olfativa de muito boa intensidade e uma boca bem saborosa, mas de taninos firmes ainda presentes mostrando qualidades porém ainda muito novo. Necessita de decantação ou, pelo menos, mais um ano de garrafa para mostrar todo o seu potencial. Um pouco curto, mas de agradável retrogosto.

O Rosé 07, elaborado com 100% de Montepulciano é de uma cor rosada muito bonita e chamativa. Aromas frutados e frescos de fruta vermelha como cereja e morango, na boca mostra uma certa untuosidade, muito bem balanceado, bom frescor com um final de boca muito saboroso e de média persistência. Ótimo para ser servido a 8º de temperatura como aperitivo ou acompanhando pratos leves.

          Ainda preciso provar os outros rótulos disponíveis, especialmente o Scià, um vinho mais em conta, e os topo de gama, incluindo o Jarno, porém o aperitivo foi muito bom e me abriu o apetite para conhecer mais dos vinhos da Podere Castorani. Estes vinhos provados estão por volta de R$43,00.

         Cantine Leonardo da Vinci, um ilustre representante dos vinhos da Toscana com muito prestigio junto á critica especializada mundial, especialmente a Wine Spectator onde seus vinhos alcançam pontuações bastante altas. Em 1961, trinta produtores locais se uniram para produzir vinhos tendo a partir de 71, também entrado na comercialização para melhor controlar seu destino. Hoje são cerca de 200 pequenos produtores e mais de 500 hectares de vinhas distribuídos pela região de Chianti, Montepulciano e Maremma na Toscana, produzindo vinhos de qualidade sob a batuta do conceituado winemaker Alberto Antonini que já andou pelas bandas de casas famosas como Marchesi Antinori e Marchesi de Frescobaldi. Tendo estudado em Bordeaux e Califórnia, obteve seu doutorado em agronomia, o que lhe permite tratar a terra e o cultivo dos vinhedos de forma diferenciada. É uma ponte entre o clássico e o moderno que se sente nos vinhos elaborados pela casa. Uma das poucas vinícolas a ostentar DOCG em seus rótulos de chianti, somente 24 na região desde 2003, produzindo vinhos realmente encantadores. Das diversas linhas produzidas, provei alguns da linha Leonardo e da linha Vinci que comentarei abaixo, mas mais uma vez me encantei com o design e classe dos rótulos que realmente nos convidam a abrir a garrafa. Lógico que se o conteúdo não acompanhar o design de nada adianta e, neste caso, é um casamento perfeito.

 

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Dos vinhos acima provei o Leonardo Chianti, o Maremma Morellino di Scansano, o Vinci Chianti e o Vinci Chianti Clássico. Lamentavelmente a fotografia não é uma arte que domino, mas garanto que os rótulos são realmente muito bem desenhados, clássicos mas com um toque de modernidade, assim como os vinhos.

label-morellino3 Morellino di Scansano 2006, notas frutadas com aromas delicados de ameixas vermelhas. Boca macia, harmônica com taninos finos, macios e sedutores. Um vinho muito fácil de agradar, tendo harmonizado muito bem com uma massa recheada de queijo brie e damascos, coberta com um molho de tomate caseiro. Preço por volta dos R$68,00.

 

label-leonardo Leonardo Chianti DOCG 2007, decididamente um vinho que ainda necessita de decantação, pois ainda se encontra meio viril, precisando ser domado. Depois de uns 40 minutos mostra suas qualidades. Não sendo um blockbuster, é sim um vinho bastante agradável, de boa tipicidade, nariz tímido, de bom equilíbrio na boca, taninos firmes e aveludados com um final de boca saboroso e levemente apimentado. Acompanhou muitíssimo bem umas polpetas com molho de tomate. Preço por volta dos R$54,00.

 

label-da-vinciDa Vinci Chianti DOCG 06, no meu conceito um degrau acima dos demais. Nariz intenso de frutas vermelhas, muito rico, sedutor, cremoso, fruta fresca na boca, taninos finos presentes, redondo, com uma acidez muito boa mostrando toda a sua aptidão para acompanhar um bom prato, neste caso braciola, yummy. De médio corpo e boa persistência, me agradou bastante. Preço ao redor de R$60,00.

 

 

label-vinci-classicoDa Vinci Chianti Clássico DOCG 06, surpreendentemente pronto para o ano, mas mostrando estrutura para guarda de alguns anos mais. Boa paleta olfativa, ótima entrada e meio de boca, final saboroso, de média persistência mostrando muita harmonia e equilíbrio. Taninos presentes, mas de grande elegância, finos e sedosos, muito rico de sabores, um vinho sedutor que dá grande prazer de tomar e nos convida à próxima taça. Este eu tomei acompanhando um bom bate-papo e um queijo parmesão. Com um preço de cerca de R$72,00 foi, para mim, a melhor relação Qualidade x Preço x Prazer dentro os vinhos que provei.

         Ainda tem os chilenos e argentinos, tem Brunello e Rosso di Montalcino, tem Super Toscano, mas isso deixo para um outro dia. Agora que lhe apresentei aos protagonistas deste post, só me resta recomendar uma visita para conhecer a loja e seus vinhos, mais um que provei e aprovei. Se quiser conhecer mais e visitar um de seus três endereços (Valinhos / Campinas e São Paulo) dê uma olhada em www.santaceiavinhos.com.br. O endereço de São Paulo fica na Rua da Consolação alí próximo à Alameda Franca, local simples e sem frescura com projeto para se tornar um point de encontro para os amantes de vinho na região dos Jardins.

Salute e kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

wine-globe-2Rota de Feiras do Vinho – Imperdível roteiro por algumas das melhores feiras de nossa vinosfera. Começamos pela cidade do Porto em Março, Verona em Abril e terminamos em Maio aqui em São Paulo. Procuro patrocinador (rsrs) alguém se habilita?

  • Essência do Vinho 2009, a sexta edição da mais importante feira de vinhos em Portugal. Será realizada no lindíssimo Palácio da Bolsa na cidade do Porto, de 5 a 8 de Março com a presença de cerca de 300 produtores expondo e dando à prova mais de 2.000 rótulos. A Essência do Vinho vai além da “simples” feira de vinhos, sendo um verdadeiro evento gourmet que mexe com a vida da cidade. Mais um programa ao qual não me incomodaria de atender! Algum importador por aí precisando de um “garimpeiro” de bons vinhos portugueses, sou todo ouvidos!! Quer ver mais? Clique aqui.
  • Vinitaly 2009, com 42 anos, uma das principais feiras de nossa vinosfera e a Meca dos apreciadores do vinho espalhados pelos quatro cantos do mundo. O evento será realizado em Verona a poucos quilômetros de Veneza e Sirmione, duas cidades imperdíveis para quem estiver pos essas bandas, dos dias 2 a 6 de Abril. Os números são impressionantes e, só para que tenham uma idéia da dimensão desta feira, em 2008 foram 4300 participantes representando mais de 30 países instalados em cerca de 84 mil metros quadrados. Foram mais de 157.000 visitantes, dos quais 43.000 do exterior, vindos de mais de 110 países. Eis um programa que eu não me incomodaria nada de fazer!
  • Expovinis 2009 – falando de feiras, eis que nosso principal evento do ano para os apreciadores de vinho, também já está programado e recebendo inscrições. A feira seguirá sendo promovida no Transamérica Expo Center, graças ao bom Deus e ao bom senso dos organizadores, na zona sul de São Paulo nos dias 5, 6 e 7 de Maio e já se pode fazer inscrições no site deles. Clique aqui. Com mais de 260 expositores vindos do mundo inteiro, é a mais importante feira de vinhos realizada na América do Sul e imperdível para os amantes do vinho.

 

Austrália – A coisa anda complicada por aqueles lados. Dificuldades comerciais a nível internacional, fyloxera em vinhedos de Yarra Valley e agora uma onda de calor terrível com mais de 40º, atingindo picos de 46º, que estão forçando produtores de diversas regiões do sul da Austrália a antecipar suas colheitas ou correndo o risco de ver seus vinhedos transformados em uva passa ressecados pelo sol escaldante. Com três a quatro semanas antes do previsto, longe de alcançar o amadurecimento necessário para obter um mínimo de sabores, a colheita deverá ser 40 a 50% do previsto, com alguns locais chegando a 70% e perda. Mclaren Vale e Langhorne Creek são as regiões que mais sofreram, porém Coonawarra/Limestone Coast e Barossa Valley também sentirão bastante o impacto desta terrível e devastadora onda de calor. Certamente os enólogos da região terão que tirar alguns coelhos da cartola para produzir vinhos de qualidade nesta safra e o impacto comercial causado, trará graves e danosos efeitos financeiros aos produtores. Fonte; Decanter Magazine

 

Cortiça – difícil algum setor passar incólume por esta crise. Indiretamente atingido pela crise, o grupo Amorim, gigante produtor de produtos de cortiça e rolhas com atividades em nossa vinosfera através da Quinta de Nossa Sra. Do Carmo, demite 200 trabalhadores. Com as vendas caindo para as industrias automobilística e de construção civil, assim como da expectativa da queda no setor de vinhos, a empresa já faz seus ajustes. É, não vai ser fácil este ano de 2009! Fonte: Decanter Magazine

 

ViniPortugal, informa que foram apresentados, dia 28 de Janeiro, na Embaixada de Portugal em Londres, os 50 melhores vinhos portugueses, selecionados pelo jornalista inglês Jamie Goode que foi eleito pela Association of Portuguese Wine Importers (APWI) como jornalista do ano 2008 para os vinhos portugueses. Esta seleção é feita anualmente por jornalistas ingleses que mais e melhor escrevem sobre vinhos portugueses e realiza-se desde 2005. A lista deste ano é uma das melhores de sempre e é verdadeiramente representativa do que melhor se produz em Portugal.

Jamie Goode considera que “há cinco anos atrás, Richard Mayson, o primeiro jornalista a fazer esta seleção, teve um trabalho mais fácil do que atualmente: “os vinhos portugueses percorreram um longo caminho durante este período e penso que Portugal é, actualmente, um dos países produtores de vinho mais excitantes e dinâmicos da Europa. Escolher só 50 vinhos foi uma tarefa difícil e para ser justo com todos os produtores não defini regras especiais – simplesmente tentei escolher os meus favoritos”.

Durante esta próxima semana divulgarei a lista completa com alguns rótulos interessantes e nem todos conhecidos por estas bandas.

 

Sons dos Vinhos de Rioja, uma brincadeira em que taças do bom vinho riojano espanhol servem de instrumento musical. Curioso? Criativo? Expresse sua sensibilidade musical criando sua própria melodia aqui. Se quiser assista o video abaixo que agora representa o som dos vinhos da Rioja.

 [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MsJRCoddeCo&feature=related]

 

Poesia e Vinho, esta é para meus amigos Juan (Península), Alex (Pinord), Luiz Horta e Pingus (Pingas no Copo). “Mi copa suena a poesia” por Diego de Miguel.

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QyezVPJFg7o]

 

Salute e kanimambo. 

Programa de Degustaçãoes na Portal dos Vinhos

A Portal dos Vinhos é um dos parceiros de primeira hora deste blog e já famosa na região do Morumbi por seu acervo de bons vinhos, escolhidos a dedo pelo experiente Emilio, preços justos e serviço de primeira. Pois bem, o Emilio e a Fátima inovam elaborando seu programa de degustações, com temas já definidos para todas as Sextas da semana, até Junho! A cada semana um inusitado tema que serve como um aprendizado nessa nossa vinosfera repleta de preciosidades. Certamente eu estarei presente em algumas dela, mas aproveite e programe-se.

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Lusitana na Casota dias 17 e 18 de Fevereiro

          Mais uma vez a Lusitana e a Casota, delicioso restaurante português com os melhores doces portugueses produzidos em terras brasilis, promovem mais um jantar harmonizado. O pessoal da Casota entra com a cozinha de primeira, a Lusitana com os vinhos e você com sua presença para usufruir desse evento enogastrônomico em boa companhia. A harmonização elaborada será a seguinte:

Rissoli de Camarão e Bolinho de Bacalhau – Herdade Paço do Conde Branco 2007.

Arroz de Polvo – Barão do Sul Garrafeira 2002 .

Bacalhau “Duque de Palmela” – Lascas de Bacalhau, camarões, queijo, creme de leite, cebola, batatas fritas e amêndoas torradas – Quinta das Bágeiras Garrafeira Branco 2005

Lampreia de ovos – Espumante Milantino Moscatel – espumante nacional, semi-artesanal.

Veja o programa oficial abaixo e uma dica, se reservar  e pagar até  dia 13, tem um desconto de R$10 por cabeça!

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