João Filipe Clemente

Uma Semana só de Brancos

Ainda falando de brancos, termino os Tomei e Recomendo de Brancos & Rosés esta semana, tive uma semana mais comedida e provei alguns vinhos bastante interessantes. O Jerez nem é tanto uma prova, realmente nunca o havia comentado até pela pouca experiência que tenho com este tipo de vinho, ma já há um tempinho que tomo este Manzanilla La Gitana, uma bela indicação do amigo Luis Horta.

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            Cono Sur Reserva Gewurtzraminer 2006, como todos os vinhos deste produtor, é um vinho muito bem elaborado e um ótimo custo x beneficio. Nariz intenso, muito perfumado com forte presença de lichia em calda. Na boca confirma a impressão aromática, é cremoso, algo mineral e um pouco off-dry num estilo alemão. O residual de açúcar no final de boca será um prato cheio para quem gosta de vinhos brancos mais adocicados e suaves. É muito bem balanceado e seus 13.5% de álcool passam despercebidos pela boca. Um vinho bastante agradável e fácil de tomar. Importação da Wine Premium, nas lojas da Expand por R$39,00. I.S.P.  $       

 

          Quinta de Cabriz Dão Colheita Selecionada 2006, mais uma linha de vinhos que dificilmente dá errado. Tanto o tinto, na minha opinião o melhor dos três, quanto o rosé, são vinhos honestos, corretos e um porto seguro para quando o caixa anda meio baixo ou você busca algo mais simples que dê conta do recado. Este branco, corte de 25% Malvasia Fina, 25% Bical, 25% Cercial, e 25% Encruzado é uma ótima opção em sua faixa de preço, um branco para o dia-a-dia muito agradável e bem feito. Aromas de frutas tropicais, algo mineral na boca, equilibrado, cremoso, sem grandes compromissos, mas muito agradável, de boa textura e fácil de tomar, fresco com um final de boca saboroso e de média persistência. Importado e distribuído pela Expand onde você o encontra por cerca de R$24,00. I.S.P.  $  

 

         Gran Hacienda Riesling 2004, um vinho chileno produzido pela gigante Viña Santa Rita. Esperava um pouco mais, mas talvez a idade já comece a cobrar seu pedágio especialmente para quem, como eu, não abra mão da excelente acidez típica da casta. Aromas de boa intensidade e de boa tipicidade com algo floral que me fez lembrar jasmim. Na boca é agradável, leve, algo cítrico, macio com um final de boca de média persistência. Não chega a encantar, mas é um vinho saboroso. Por R$35,00, ou próximo disso, na Grand Cru. I.S.P. 

 

         Manzanilla La Gitana – um vinho diferente como todo o Jerez é! Uma boa introdução a este estilo de vinho fortificado, liquoroso, levemente oxidado, típico da região da Andaluzia na Espanha onde é envelhecido pelo sistema de Soleira. Em sendo um Manzanilla, é um Jerez fino de produção exclusiva na cidade de Salúcar de Barrameda, que beira o mar. De cor amarela clara, possui aromas difíceis de definir, mas certamente se encontram leveduras, algo que parece chá de camomila e talvez amêndoas tostadas. Na boca é seco, muito rico em sabores, delicado, fresco, algo herbáceo, levemente salgado, é um ótimo abridor de apetites (rsrs). Grande aperitivo acompanhando castanha de caju, azeitonas e um pouco de presunto cru, é uma experiência única e diferente de tudo o que já tomamos. Estranha no inicio, mas arrebatadora. Esta garrafa, a última que comprei por volta de R$38,00 há cerca de oito meses, tomei como aperitivo durante toda a semana, bão demais da conta sô! Ainda preciso estudar mais sobre os vinhos de Jerez e certamente ampliar minhas degustações, mas este é realmente uma ótima introdução a estes vinhos e volta e meia abro uma garrafa (500ml). Com o dólar de hoje, importação Mistral, está por algo ao redor de R$64,00. Uma experiência que recomendo. I.S.P.  

 

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Salute e Kanimambo

 

 

Noticias do Mundo do Vinho

wine-globe-2VIÑA SASTRE PAGO DE SANTA CRUZ, um dos mais espetaculares vinhos espanhóis acaba de ser incluído na carta de vinhos da primeira classe da TAM o que faz meu amigo Juan da Importadora Península ficar exultante com a noticia. Para Arthur Azevedo, consultor da TAM para estes assuntos e critico de grande respeito que dispensa apresentações, que o escolheu ente um mundo de grandes vinhos, este é um vinho que representa bem o atual estagio da vitivinicultura da Espanha. “Ícone da moderna produção da Espanha, é um vinho inesquecível, sedutor e hedonístico. Sua origem é um vinhedo único, situado na pequena La Horra, dentro da região demarcada de Ribera Del Duero, importante região vinícola da Espanha. A uva tinta Del país, nome que a conhecida Tempranillo recebe na região, é proveniente de parreiras de mais de 60 anos, plantadas à moda antiga, “em vaso”. Cultivada de forma artesanal, sem adubos ou aditivos químicos de qualquer natureza, é vinificado com técnicas tradicionais, passando pelo menos vinte meses em barricas de carvalho americano. O resultado é um vinho escuro e impenetrável, de aromas intensos de frutas escuras (ameixas, amoras) mesclados a chocolate, baunilha e tostados. Encorpado e concentrado, tem deliciosos sabores e longa persistência.”

         Como diz o Juan, Se viajar, peça para a Aeromoça. Se não viajar, peça nas melhores lojas e restaurantes do Brasil, entre no site ou ligue (11.3822-3986) e fale com a Rose.

 

Wine Society – Nasce um novo conceito de importadora. Vinte empresários de sucesso formam o pool de investidores da Sociedade do Vinho, que surge com rótulos Australianos renomados em formatos inéditos e a preços imbatíveis no mercado brasileiro. Unir forças em prol de uma paixão e de uma missão empresarial e cultural: contribuir com o consumo de vinhos de qualidade no Brasil. A idéia do australiano Ken Marshall, de formar a Wine Society, rapidamente convenceu 20 importantes empresários a investirem R$ 6 milhões em um projeto audacioso. O conceito é simples, oferecer vinhos de excelente custo-benefício para que mais pessoas possam ter acessos a bons rótulos de várias regiões produtoras no mundo.

Uma das estratégias da nova “Sociedade do Vinho” é trazer, pela primeira vez no Brasil, não somente títulos renomados, em garrafas tradicionais, mas também, investir nas embalagens conhecidas como Bag in Box, caixas de papelão que abrigam, internamente, bolsas especiais com capacidade para armazenar de 2 a 5 litros de vinho. Criadas na Austrália o sistema revolucionou o consumo per capta no país na década de 70.  Em 1973 a média consumida por lá era de apenas 9.8 litros por pessoa/ano. Após a introdução dessas embalagens econômicas e seguras, aliada a investimentos no setor vitivinícola, em apenas 10 anos, o índice saltou para a incrível marca de 19.3 litros. “Vamos contribuir com o crescimento do consumo da bebida em taças, nos bares e restaurantes. Pela primeira vez na história, os brasileiros terão acesso a vinhos em Bag in Box de alta qualidade”, diz Ken Marshall.

O projeto é muito interessante e cobre vinhos de outras regiões, cervejas australianas, a abertura de bottle-shops e bar/bistrôs, enfim, algo para ficarmos de olho e eu já tenho reunião marcado para obter mais informações e compartilhá-las com você.

 

 

Screwcap – De acordo com Jamie Godde da Decanter, o mercado mundial de vinhos deve ter hoje cerca de 17.5 bilhões de “fechamentos”, ou sejam garrafas, anuais. Deste volume, algo como 1.7 a 2.5 bilhões já são de screwcap, enquanto as rolhas sintéticas estão em algo como 4 bilhões e o restante é cortiça. O mercado de screwcap segue muito forte na Austrália e Nova Zelândia que consomem cerca de 800 milhões e a Argentina com um enorme crescimento já é responsável por cerca de 250 milhões. O mercado, no entanto, cresce bastante também na Europa especialmente na Alemanha, Portugal, Áustria, Itália e mais recentemente França e Espanha. Crescimento de cerca de 25% no ultimo ano de 2008 sobre 2007. Nada mau para tempos de crise!

 

Miolo em Dubai – As melhores comidas e bebidas da gastronomia verde-e-amarela foram servidas no Hotel Intercontinental em Dubai, nos Emirados Árabes, nos jantares “Sabores do Brasil” organizados pela pela Apex nos dias 21 e 22 de fevereiro. A Miolo Wine Group selecionou os vinhos Gran Lovara (Vale dos Vinhedos/RS), RAR (Campos de Cima da Serra/RS) e Quinta do Seival Cabernet Sauvignon (Campanha/RS) para serem apresentados no evento. A Miolo é a única vinícola brasileira que exporta para os Emirados Árabes. Os vinhos da Miolo estão presentes no hotel Le Meridien, considerada uma das melhores cartas de vinhos do mundo. Em 2008, a Miolo registrou aumento de 94% nas vendas internacionais, chegando a quase US$ 2,4 milhões de receita. Em volume, os embarques totalizaram 685.700 garrafas, número 96% maior que o do ano anterior. A vinícola já exporta para 18 países e que ampliar seus negócios no Oriente Médio.

 

Brasil Fatura Ouro e Prata em Concurso na França – Um dos mais importantes concursos de vinhos do mundo – o francês Vinalies Internationales 2009 – acaba de premiar 11 vinhos brasileiros. Realizado de 27 de fevereiro a 3 de março, em Paris, na França, o concurso contou 3.048 amostras inscritas, avaliadas por 120 degustadores, incluindo enólogos, sommeliers e jornalistas especializados. O Vinalies 2009 é um dos poucos concursos no mundo que tem a chancela de patrocínio dos três maiores organismos internacionais: a Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV), a União Internacional de Enólogos (UIOE) e a Federação Mundial dos Grandes Concursos (VINOFED)

O maior destaque foi o Cave Geisse Brut, produzido pela Vinícola Cave de Amadeu/Geisse, na região de Vinhos de Montanha de Pinto Bandeira, município de Bento Gonçalves (RS), que recebeu a única medalha de ouro entre os espumantes latino-americanos. Entre os 41 países participantes, apenas cinco foram laureados com medalha de ouro para seus espumantes. Os demais premiados foram Espanha (1), Itália (1 ), Canadá (1) e França (37). Receberam a medalha de prata as vinícolas Aurora, Miolo, Salton, Wine Park, Panizzon e Irmãos Molon e Salton.

A América do Sul recebeu nove medalhas de ouro, sendo o Cave Geisse o único espumante da região a obter a distinção, acima de 86 pontos.  As outras oito medalhas de ouro dos sul-americanos ficaram com o Chile, com mérito para o enólogo Mario Geisse, o mais premiado da região, que também recebeu três medalhas de ouro para os vinhos da Casa Silva, vinícola em que atua como diretor técnico.

 

stellenbosh-firesÁfrica do Sul – Como na Austrália em Janeiro, segue com graves incêndios nos campos e em algumas regiões produtoras de vinho como Stellenbosch, Paarl e uma parte ao norte de Swartland. A previsão é de uma ótima safra em 2009, porém o volume cairá em função de perdas causadas pelo incêndio o que pode causar eventuais aumentos de preço que somente uma redução por queda de demanda em função da crise, podem segurar. Fonte. Wine Enthusiast

Reflexões do Fundo do Copo – Turismo Só Para Comer

breno1Mais um texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado, na seção Categorias

 

Você que faz viagens turísticas pensando no que vai comer e beber, está esperando o quê para conhecer Bolonha? Porque Bolonha é uma cidade maravilhosa muito antes de se sentar à mesa. É formada de uma classe de italianos que parecem terem nascidos todos na Inglaterra vitoriana, pois falam baixo, são extremamente solícitos e têm causas sociais a defender. Foi em Bolonha que se criou a primeira universidade do ocidente. É em Bolonha que se anda quilômetros de calçadas cobertas por arcos, que protegem o transeunte do sol escaldante do verão, das chuvas que caem entre estações, da neve e do vento frio cortante do inverno.

arcos-de-bolonhaÉ na Emilia Romagna, província do centro da Itália cuja capital é Bolonha, que por cinco décadas houve um experimento de gestão socialista, fruto da participação da sociedade emiliana na resistência ao fascismo. A gestão parecia eterna, tão bem sucedida era – com seus meios de transporte gratuitos para trabalhadores e estudantes em hora de rush, com seus sistemas de apoio ao agronegócio, ao pequeno estabelecimento produtivo, ao estudante sem posses  exemplo para todos os administradores da coisa pública no mundo inteiro. Sucumbiu à onda direitista que assola a Bota e o resto da Europa, mas não se apaga compromissos de tantos anos em pouco tempo. O povo de lá é mais vigilante do que o de acolá.

Ao sentar-se à mesa, até o seu vinho mais famoso e medíocre – o lambrusco – mostra as suas qualidades. À mesa, Bolonha La Grassa mostra porque foi chamada assim pelos italianos de outras partes. Em pesquisa informal sobre gastronomia, os italianos foram chamados a se pronunciar sobre um concurso para eleger a melhor comida italiana. Espertamente, a pergunta básica era “fora a comida de sua terra, qual é a melhor da Itália?” Resposta da esmagadora maioria – Bolonha. São especialidades reconhecidas como bolonhesas a mortadela, tortelini, a lasanha e o molho dito à bolonhesa, o ragu. Além da mortadela, o embutido cozido mais conhecido do mundo e um dos mais consumidos, com produção anual acima dos 18 bilhões de kg*, Bolonha é a capital da província mais famosa pelos seus embutidos, a Emilia Romagna. E lá que se produz o inigualável Culatello di Zibello, a copa piacentina, o salame de felino, presente em dicionários gastronômicos desde 1905, os presuntos de Modena e Parma, símbolo gastronômico da região, a medieval salama da sugo de Ferrara e os zampone e cotechinos de Modena. http://www.emmeti.it/Cucina/Emilia_Romagna/Prodotti/Emilia_Romagna.PRO.184.it.html

É possível especular sobre esta fama de boa de mesa, quando pensamos que a fartura opulenta saiu da mesa aristocrática e esteve acessível ao cidadão comum antes de qualquer lugar, como atesta uma carta dos últimos anos do século XVII, escrita por uma inglesa de nome Anne Miller Riggs, reproduzida num artigo de Angelo Varni “Bologna La ‘grassa’: uma storia tra mito e realtà” – http://www.storiaefuturo.com/it/numero_5/articoli/1_bologna-la-grassa~69.html, em 11 de Março de 2009 e traduzido livremente por bolonhamim: O almoço de hoje começou com uma sopa branca com macarrãozinho e parmesão finamente ralado na superfície, meia cabeça de porco bolonhês, muito bem assado e temperado, superior à qualquer carne de porco que tenha comido em nosso país; uma fritura muito bem feita, uma torta à moda francesa, um fricandè em navette, uma galinha deliciosa, a melhor que jamais comi, um quarto de carneiro assado, espinafre temperado à francesa, couve flor em trufa, temperado na manteiga e no aliche, um prato de mortadela; como sobremesa, a melhor uva branca que se pode imaginar, peras, nozes de tamanho e suavidade totalmente fora de costume.

Esta mesma especulação, nos leva a uma outra constatação: o ambiente universitário precoce, reunia estudantes e professores de muitos lugares da Europa, propiciando um caldeirão criativo inédito. Ele nos dá a pista de que a fama foi construída através de séculos de fartura e variedade, construída por elementos da agricultura, dos rebanhos e do mar. Localiza a fama por conta de acontecimentos que acompanham a história da cidade desde os primeiros anos do século XI. Como capital de uma região extremamente fértil desde então, já centralizava mercadorias de todo cinturão agrícola das margens do rio Pò, responsável por vasta produção de trigo, verdura, azeite, uva, ervas medicinais, e peixe que chegava à capital por Ferrara desde o Delta do Pò. Vinham marinados em vinho como a enguia ou fresco como o esturjão, os camarões e caranguejos, como as lulas e as ostras.

Diz ainda o autor que carnes bovinas e suínas freqüentavam com surpreendente freqüência até a mesa dos menos favorecidos, para não falar da quintessência da culinária bolonhesa – os embutidos, considerados os melhores – “linguicinhas cruas ou cozidas, melhores do que qualquer outra do mundo, aguçam o apetite a toda hora” comenta um viajante francês do século XV. Há comentários por toda parte nos séculos XVI e XVII, feitos por viajantes franceses, ingleses e alemães. Portanto, maravilhas embutidas, massas excelentes, frutos do mar especiais, frutas, verduras, queijos, recebem você de braços abertos.

Evidentemente, quem vai a Bolonha não é obrigado a ficar tomando Lambrusco só porque está lá. Em Bolonha, entre dezenas de osterias e enotecas, tem uma em funcionamento desde 1465, a Osteria Del Sole, onde você é lembrado por centenas de garrafas de vinho, que a Emilia faz fronteira com algumas ilustres regiões como o Piemonte, a Toscana, a Lombardia e o Veneto, com seus Barolo, Chianti, espumantes de Franciacorta, e Amarone respectivamente, alguns dos melhores vinhos do mundo.

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Enoteca Del Sole – Bolonha

 

 

Breno Raigorodsky; filósofo, publicitário, sommelier e juiz de vinho internacional FISAR

Dicas da Semana

Agora às sextas, sempre que houver matéria para isso, publicarei algumas das interessantes oportunidades de compras, promoções e eventos que acho valerem a pena ser compartilhados com os amigos. Desta forma, quando de boas compras e oportunidades, sempre dá para programar uma saída para garimpar no sábado! Hoje tem uma dica interessante para quem estiver programando sua viagem de férias, uma outra para quem trabalha ali na região da Vila Olímpia e Itaim e queira um almoço diferenciado, algo para quem esteja pela Granja Viana ou queira vir dar uma passeada por aqui neste fim de semana para respirar um pouco de ar fresco e um programa para os amigos da região do Sumaré, Consolação e Paulista na semana que vem. Dê uma olhada abaixo começando por uma deliciosa viagem à França.

 CAMINHOS DO VINHO

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O amigo Walter Tommasi que, além de profundo conhecedor de vinhos e de espumantes, membro de diversas confrarias, é editor-diretor da “ FREETIME, a revista de lazer do executivo “. Atualmente Tommasi vem dedicando-se, afora suas atividades na revista e como colunista em diversos outros meios de comunicação, ao acompanhamento de viagens enogastronômicas. Desta feita seus Caminhos do Vinho o levam para um passeio de degustação entre Champagne e Alsácia com visitas às adegas mais famosas do mundo! Roteiro de dez dias visitando locais como as impressionantes catedrais de Strasbourg e de Reims, a rota dos vinhos da Alsácia e as charmosas Nancy e Troyes. Olhem só que agradáveis férias você pode tirar agora em Junho.

  • 04 Jun: São Paulo-Paris. Comparecimento ao aeroporto internacional de Guarulhos para embarque no vôo Air France com destino à Paris
  • 05 Jun: Paris – Meaux – l’Epine. Chegada a Paris e saída para a cidade de Meaux.Visita da cidade e de uma fábrica de queijo Brie de Meaux, continuação para L’Epine e hospedagem no hôtel Aux Armes de Chamapgne.
  • 06 Jun: Epernay – degustação. Após o café da manhã, saída para Epernay, visita e degustação na Cave Moët & Chandon, almoço e degustação na Cave Mercier, passeio pela cidade de Epernay.
  • 07 Jun: Reims – degustação. Café da manhã e saída para Reims visita e degustação na Cave Taittinger. Almoço livre. Passeio pela cidade de Reims. Jantar livre
  • 08 Jun: Nancy – Colmar. Café da manhã, visita à cidade de Nancy e almoço livre, seguindo para Colmar com hospedagem no Hôtel Le Bristol.
  • 09 Jun: Castelo Haut-Koenigsbourg – Strasbourg. Após o café da manhã saída para o castelo de Haut-Koenigsbourg. Passeio pela cidade de Strasbourg: visita da Catedral, La Petite France, etc. Almoço livre e retorno à Colmar, jantar livre.
  • 10 Jun: Colmar – Rota dos Vinhos – Wintzenheim – Niedermorschwihr. Saída após o café da manhã de Colmar para a “Route des Vins d’Alsace “: Eguisheim – degustação no Domaine Leon Baur; Wintzenheim: degustação no Domaine Josmeyer. Almoço livre (sugerimos o restaurant Caveau Morakopf) na cidade de Niedermorschwihr. Após o almoço visita da cidade de Colmar: Museu Unterlinden, La Petite Venise, Centro Histórico.
  • 11 Jun: Kaysersberg – Riquewihr – Ribeauvillé – Bergheim. Café da manhã e saída para Kaysersberg: visita e degustação no Domaine Weinbach. Seguindo para Riquewihr, degustação no Domaine Dopff au Moullin, almoço livre (sugerimos o restaurante “Au Moulin”). Visita da cidade de Ribeauvillé: degustação no Domaine Jean Sipp, e em Bergheim degustação no Domaine Marcel Deiss. Retorno ao hotel. Jantar livre
  • 12 Jun: Troyes – Paris. Café da manhã e saída com visita da cidade de Troyes Continuação para Paris. Acomodação no Hôtel Rochester – Champs Elysées.
  • 13 Jun: Paris.  Café da manhã no hotel e dia livre em Paris.
  • 14 Jun: Paris – São Paulo. Pela manhã: Saída do hotel para o Aeroporto Charles de Gaulle e embarque no vôo Air France com destino a São Paulo. No final da tarde, chegada no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

         Este é um programa que ele desenvolve junto com a Nob Hill que é a operadora desse pacote e a quem vocês tem que contatar caso tenham interesse e uns 4000 euros no bolso. Eu lamentavelmente não tenho, mas que fiquei com água na boca lá isso fiquei! Alguém aí se  candidata? Pelo que conheço do Tommasi, esse é um produto que recomendo. Para maiores detalhes e condições de pagamento, contate a Nob Hill – http://www.nobhill.com.br/detalhes.php?id=393 que tem diversos outros verdadeiros momentos de sonhos à venda!

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Desafio Torrontés

        Para o primeiro Desafio de Vinhos, que aconteceu na semana passada na Portal dos Vinhos contando com a presença de 8 amigos, escolhi os vinhos brancos elaborados com a uva Torrontés que está para os brancos como a Malbec para os tintos em terras argentinas. A banca de degustação foi composta de; dois outros blogueiros amigos o Alexandre do Diário de Baco e o Cristiano do Vivendo Vinhos, o Emilio proprietário da casa e profundo conhecedor, 4 enófilos leitores amigos do blog (Evandro Silva, José Roberto Pedreira, Fabio Gimenes e Dr. Luiz Fernando Leite de Barros) e euzinho aqui. Participaram do evento 9 rótulos de 7 diferentes importadoras, todos argentinos à exceção de um que era uruguaio. Enormes surpresas, algumas decepções e incrível como uma degustação às cegas pode contribuir para resultados inesperados.

Em um encontro descontraído, provamos os seguintes vinhos; Lorca Fantasia 06 de Mauricio Lorca (Ana Import), Crios 08 (Cantu/Br Bebidas), Alta Vista Premium 07 (Épice/Casa Palla), Santa Julia 07 (Expand), Alamos 07 (Mistral), La Linda 07 (Decanter) Don David 07 (Bruck/Portal dos Vinhos), Pisano Cisplatino 07 (Mistral) o único do Uruguai e o Colomé 06 (Decanter). Todos deram notas de degustação seguindo planilha básica e costumeira para este efeito, analisando-se os quatro parâmetros padrão; Visual, Olfativo, Gustativo e Final em que se determina o nível de equilíbrio e persistência em boca assim como o “conjunto da obra”. A soma de pontos dados por cada um foi somada e dividida pelo numero de membros da banca, apurando-se assim a média aritmética das notas, razão pela qual chegamos em notas fracionadas. Para efeitos comparativos, acho interessante, e sempre que disponíveis, relaciono n.os resultados as notas obtidas por estes vinhos na midia especializada tanto nacional como internacional.

Agora falemos dos vinhos, na ordem em que foram provados, que é o que interessa e razão pela qual você entrou neste post. Os comentários são uma composição das observações encontradas nas fichas de degustação tendo as garrafas sido cobertas por papel alumínio, numeradas e colocadas em baldes de gelo sendo servidas em torno de 7 para 9º.

 

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Alamos Torrontés 2007, produzido por Catena Zapata na região de Mendoza, importado pela Mistral com 87 pontos na Wine Spectator. Sem nenhuma passagem por barrica com boa tipicidade da cepa, mostrando um floral muito presente no nariz com algumas nuances de frutas tropicais. Na boca é suave fresco, equilibrado em seus parcos 13% de teor alcoólico, não muito comuns neste vinhos, com agradável final de boca com leve amargor que não chega a incomodar. Preço por volta de R$38,00 e nota média final obtida 80.43 pontos.

Colomé 2007, produzido em vinhedos biodinâmicos de cerca de 90 anos de idade, na região de Salta pela Bodega Colomé entre 1700 a 2300 metros de altitude, importado pela Decanter. Obteve 88 pontos da Wine Spectator. Uma paleta olfativa muito interessante e de boa intensidade lembrando maça verde e algo de chiclete, tipo tutti-fruti. Na boca mostrou um certo desequilíbrio alcoólico (teor de 13.6%), seco, com um final de boca amargo faltando-lhe frescor. Preço ao redor de R$42,00 e nota média final 73.86 pontos.

Don David 2007, produzido pelo grupo El Esteco, mais conhecido por aqui como Michel Torino, na região de Cafayate/Salta a 1700 metros de altitude. Importadora Bruck, tendo o vinho sido gentilmente cedido pela Portal dos Vinhos. O diferente deste vinho é que 10% do lote fica por três meses em barricas “sur lie”, um dos poucos torrontés no mercado que possui alguma passagem por madeira, tendo Robert Parker lhe dado 90 pontos e a Wine Spectator 81. Possui um nariz mais tímido, porém sedutor em que desponta o floral típico e algo de frutas brancas com toques de baunilha . Entrada de boca impactante, seco de bom frescor com algumas notas cítricas e um final de boca algo doce. Preço ao redor de R$37,00 e nota média final 77.43 pontos.

Cisplatino 2008, produzido no Uruguai pela Pisano, um dos melhores produtores daquela terras, com teor de álcool de 13.5% e trazido pela Mistral. Obteve 17 pontos/20 de Jancis Robinson. Nariz de grande complexidade, intenso e algo mineral que vai se abrindo na taça quando aprecem nuances de abacaxi, casca de laranja. Untuoso na boca, ótima acidez, leve, fresco, um torrontés diferente com uma personalidade muito própria, o que mais mexeu com as sensações dos presentes gerando calorosos comentários. Daqueles vinhos que precisa de um tempo em taça para se mostrar e o faz bastante bem mostrando um final de boca agradável e de média persistência. Preço ao redor de R$34,00 e a nota média final foi de 81.57 pontos.

Santa Julia 2007, linha de entrada da Família Zuccardi região de Mendonça na Argentina, importado pela Expand e com 83 pontos da Wine Spectator. O vinho apresentou-se com um nariz de uma certa tipicidade com um floral bastante intenso e só. Na boca é muito leve, magro, bastante desiquilibrado, final curto, algo verde com amargor forte. Pelo que conheço dos vinhos deste produtor, apesar da garrafa não aparentar quaisquer problemas, ainda acredito que tivemos azar com esta garrafa. Um dos membros da banca (Cristiano) tinha tomado um havia pouco tempo e estranhou a própria nota dada não se conformando até hoje! rsrs Acho que este vinho merece uma outra chance, até porque os R$23 permitem facilmente uma nova prova, porém desta feita a nota média final foi de 65.43 pontos.

Lorca Fantasia 2006, o único com um pouco mais de idade, é trazido pela Ana Import (www.anaimport.com.br) sendo produzido na região de Mendoza pela Bodega Mauricio Lorca de vinhedos de elevada densidade, apresentando um teor alcoólico de 14%. O Nariz e de boa tipicidade abrindo-se na taça quando aparecem aromas que lembram pêssego e damasco. Na boca é seco, untuoso, macio, algo desiquilibrado faltando-lhe frescor, final um pouco curto  com um amargor bastante presente. Em fevereiro de 2008 em uma degustação na ABS-SP, recebeu 86 pontos. Acho que a idade deve estar pesando. Preço em torno de R$36,00 e nota média final 71.29 pontos.

Crios 2008, um produto produzido nas Bodegas Domínio Del Plata na maestrina Suzana Balbo na região de Cafayate/Salta a 1760 metros de altitude, com 13.8% de teor alcoólico e importado pela Cantu. Paleta olfativa intensa e muito sedutora em que aparece maçã verde com nuances de algo químico. Balanceado, bastante cítrico, ótima acidez o que o deixa muito fresco e apeticível na boca que faz com que acabe rapidamente na taça. Final saboroso, vibrante e de muito boa persistência lembrando casca de laranja. O da safra de 2006 recebeu 84 pontos da Wine Spectator e ganhou medalha de ouro no último Argentina Wine Awards. O preço no mercado anda à volta de R$45,00, tendo recebido uma nota média final de 84.57 pontos.

Alta Vista Premium 07, mais um vinho da região de Cafayate/Salta trazido pela Épice e gentilmente cedido pela Casa Palla (Tel. (11) 4612-9402  e-mail casapalla@casapalla.com.br) para esta degustação. Possui 87 pontos na Wine Enthusiast e um teor de álcool de 14.5%. Bem claro, de aromas florais com algo de lichia e um jasmim desabrochando depois de um tempo em taça, na boca é macio e bem equilibrado, apesar do alto teor de álcool, agradável , bastante rico em sabores, fresco e vivo, final de boca de boa persistência e algo cítrica. Com preço em torno de R$50 teve uma nota média final de 81 pontos.

La Linda 2007, produzido pela Luigi Bosca na região de Cafayate/Salta é importado pela Decanter, possui 14.7% de teor alcoólico e passa 3 meses sur lie antes de engarrafar. Tem uma paleta olfativa muito intensa, mas delicada com algo que lembra flores do campo como lavanda, algo de rosas. Na boca fruta confeitada, seco, forte amargor, o álcool se mostra bem presente, mesmo variando a temperatura, o que desequilibra o conjunto. Na boca não cumpre as promessas do nariz, termina com uma persistência média e algo doce.  Preço em torno de R$35 e nota média final 70,56 pontos.

O podium fica então composto de: Crios 08, que ganhou este desafio, seguido do Alta Vista Premium, Cisplatino, Alamos e Don David.  Grato aos que participaram deste primeiro encontro, que serviu de aprendizado e preparação para os próximos a serem realizados, assim como a todos que cederam os vinhos para degustação devidamente sinalizados abaixo com o link para seu site. Lembrando, ser o ganhador do Desafio não necessariamente quer dizer que esse vinho seja melhor que todos os outros e sim a confirmação de que, nessa noite especifica; esse vinho, dessa garrafa caiu mais no agrado dos participantes de Desafio. Como um experiente atleta pode perder um jogo ou uma competição num dia e ganhar em outro, estar bem num dia e mal no outro, assim são os vinhos e nossa vinosfera.

Existem muitos outras dezenas de rótulos no mercado, impossível conhecer a todos, mas estes foram os rótulos que mais me tinham chamado a atenção. Uma avaliação importante resultante desta prova, e de alguns outros Torrontés tomados ao longo dos tempos, é que quanto mais jovens forem tomados melhor. Pela pesquisa que fiz e pelos vinhos que tenho provado, aparentemente esta cepa não envelhece bem, sendo recomendado seu consumo em até dois anos, até por uma margem de segurança. Então, compre e consuma com esta dica em mente

Salute e kanimambo

 

                                  

             

 

                             

 

      

Essência do Vinho Elege os TOP 10 Vinhos Portugueses 2009

essencia-porto-091O Essência do Vinho – Porto 2009 recebeu cerca de 18.000 visitantes, um número recorde para este evento organizado pela empresa Essência do Vinho em parceria com a Associação Comercial do Porto e com os apoios da ViniPortugal e da Câmara Municipal do Porto.

A principal experiência de vinho em Portugal conseguiu, mais uma vez, surpreender os visitantes que acorreram ao Palácio da Bolsa, não só pelos 2.500 vinhos em prova de cerca de 300 produtores – nacionais e estrangeiros – mas, igualmente, pelo inovador programa paralelo de ações que mereceram significativa aceitação – provas temáticas de vinho, harmonizações entre vinhos e gastronomia, “wine walks”, workshops, conversas sobre o vinho e “wine parties”.

Quase uma centena de especialistas esteve presente na Essência do Vinho – Porto 2009 e em contacto directo com os consumidores e entusiastas do setor, contribuindo para a desmistificação do vinho junto a consumidores e potenciais compradores. O evento teve outros momentos altos, como a eleição do “TOP 10 dos Vinhos Portugueses – 2009”,  por um painel internacional de reputados críticos. A prova avaliou vinhos brancos de 2007, vinhos tintos e vinhos do Porto de 2006. O júri internacional considerou o Soalheiro Alvarinho 2007, produzido na região dos Vinhos Verdes por António Esteves Ferreira, o “Melhor Vinho Branco” português. Já o Scala Coeli 2006, produzido no Alentejo pela Fundação Eugénio de Almeida, foi distinguido como o “Melhor Vinho Tinto” português. Nos vinhos do Porto, o Quinta do Vesúvio Vintage 2006, da Symington Family States, arrebatou o primeiro lugar.

Eis a lista completa:

BRANCO

  • 1º Soalheiro Alvarinho 2007 – Vinhos Verdes Branco António Esteves Ferreira (Mistral)

TINTO

  • 1º Scala Coeli 2006 Regional Alentejano Fundação Eugénio Almeida
  • 2º Vinhas da Ira 2006 Regional Alentejano Henrique José de La Puente Sancho Uva (Lusitana)
  • 3º Quinta Vale D. Maria 2006 Douro Lemos & van Zeller (Expand)
  • 4º Quinta das Tecedeiras Reserva 2006 Douro Global Wines (Expand)
  • 5º Quanta Terra 2006 Douro  Quanta Terra
  • 6º Herdade dos Grous Reserva 2006 Regional Alentejano Herdade dos Grous (Épice)
  • 7º CV 2006 Douro Lemos & van Zeller (Expand)

VINTAGE

  • 1º Quinta do Vesúvio Vintage 2006 Vinho do Porto Generoso Symington Family Estates
  • 2º Dow’s Quinta Senhora da Ribeira Vintage 2006 Vinho do Porto Generoso Symington Family Estates

Ps. Amanhã tem o resultado do “Desafio Torrontés”. Nos vemos por aqui. Salute e Kanimambo.

 

 

Chamada Geral!

No próximo dia 10 de março, terça feira, a partir da 20:30, o Espaço Enogastronômico Villa, aqui na região do Morumbi/Pananby em Sampa, receberá a

 

Casa Valduga

 

para uma noite com excelentes vinhos produzidos na serra gaúcha. A degustação será orientada pelo responsável da Valduga em São Paulo o sommelier internacional formado pela FISAR, Ricardo Tomasi.

 

Os vinhos degustados serão:

 Vinho Gran Reserva Chardonnay

Vinho rosé Amante Malbec

Vinho Cabernet Sauvignon Premium

Vinho Gran Reserva Cabernet Sauvignon

 

A degustaçao dos vinhos terá como acompanhamento, os deliciosos paninnis do Villa. Finíssima e deliciosa massa de pizza crocante temperada e queijos selecionados.

 

Nesta ocasião, os vinhos degustados terão um desconto de 20%.

Valor por pessoa: 35,00 reais.

Reservas com Aline 34674069 ou Denise 99842785

 

 

Escola do Vinho Miolo SP

 

Agora em São Paulo na Rua Estados Unidos, 96, Jardim Paulista, um local muito bonito e bem pensado que tive a oportunidade de conhecer quando ainda finalizavam os últimos detalhes. Pois bem, já estão abertas as inscrições para os cursos básicos de degustação da Escola, que acontecerão nos dias 24/3, 16/4 e 12/5, das 19h30min às 23 horas. As aulas serão ministradas pelo enólogo Luiz Fernando Natale. A programação é a mesma utilizada na Escola do Vinho em Bento Gonçalves, na sede da Miolo.

Programação

 

– A história da uva e do vinho;

– A vitivinicultura no mundo;

– Elaboração de vinhos e espumantes;

– Análise sensorial;

– Degustação de vinhos brancos, tintos, espumantes e dicas de harmonização;

– O Serviço do Vinho.

 

Por R$120,00, uma ótima opção para quem quer iniciar a desenvolver seus conhecimentos mais seriamente. Uma bela oportunidade e feita por gente que entende do riscado. Mais informações devem ser obtidas com Alessandra no fone (11) 2167 1600 ou pelo e-mail alessandra@miolo.com.br

 

Lusitana na Casota mais uma vez. OBA!

 

E como sempre, imperdível. Essa parceria já está dando o que falar e, desta vez, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres com um menu especial desenvolvido por Dona Milu com vinhos de duas mulheres; Raquel Mendes Pereira da Quinta Mendes Pereira e Leonor de Freitas da Casa Ermelinda de Freitas. Vai perder?

 

casota-e-lusitana

Noticias do Mundo do Vinho

wine-women-by-jamie-adamsHoje a primeira noticia do dia só podia ser esta e com mais um lindo quadro da divina Jamie Adams. Não é diretamente ligada à nossa vinosfera, mas a importância da mulher nesse mundo é tão importante que merece ser exaltada. Sejam como produtoras, como sommeliers, como enólogas, traders e, cada vez mais, enófilas a mulher conquista seu espaço gradativa, mas firmemente, em todos os setores da sociedade e não seria diferente em nossa vinosfera. Essas conquistas se iniciam de forma mais concreta e marcante, a partir dos idos de 8 de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade Nova Iorque nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve detonando um processo que nunca mais parou. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Somente no ano de 1910 durante uma conferência na Dinamarca, no entanto, é que ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Apesar disto, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

Dizem que recordar é viver, então fui buscar este clip do fundo do baú como homenagem a todas as mulheres. Não só pelo dia de hoje, mas por todos os outros dias do ano em que alegram, incentivam, apoiam e complementam nossas vidas. Espero que gostem e aproveitem

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eN8JisKBLzw]

 

Chile – O grupo chileno VC Estates, donos das marcas Porta e Gracia, acabam de anunciar um grande investimento na Argentina, especificamente na região da Patagônia onde estaão comprando uma vinícola e 300 hectares de vinhedos por algo em torno de USD 15 milhões. Esta nova empresa se chamará Bodegas Universal Austral e terá como característica a elaboração de vinhos á base de Pinot Noir e outras cepas de zonas frias. É aguardar para ver, mas conheço os Pinots da Gracia no Chile e são vinhos muito interessantes.

 

Argentina Wine Awards – Tomou lugar à poucos dias, este que é o principal evento de nossos irmanos visando rótulos de exportação. Das 512 inscrições foram premiados 42 com medalha de Ouro. Entre os ganhadores rótulos como o  Pasionado Grand Reserve 2004 da Andeluna Cellars e o Septima Grand Reserva 2006 (Interfood) o qual tive oportunidade de degustar faz uns dois meses

Interessante que nos Malbecs abaixo de USD10, não foi outorgada nenhuma medalha o que demonstra que a qualidade aqui falhou. Ouro também para um Torrontés, cepa ícone dos brancos argentinos, para o Crios 2008 e o crém de la crém para o melhor Malbec foi dado para o Dona Silvina Reserva 2006 da Bodega Kontiras que confesso nunca ter ouvido falar.

 

Estados Unidos – Pela primeira vez na história, as exportações de vinho americanas ultrapassam 1 bilhão de dólares. E crescem 6% sobre os níveis de 2007. Deste volume, 90% é originária da Califórnia e têm a Europa como seu principal mercado. Veja o gráfico abaixo e se quiser conhecer mais detalhes clique em Wines & Vines 

 pie chart.xls

 

Septima/Interfood – Animados com os resultados da Wines of Argentina Awards, a interfood promove uma campanha de vendas com preços incríveis para estes bons vinhos os quais comentei em post no inicio deste ano. Veja abaixo.

Septima Gran Reserva safra 2006 -R$ 52,40 – (Gold Medal) Excelente Compra

Septimo Dia Cabernet safra 2006 – R$ 38,35  – (Silver Medal 07) Imperdível

Septimo Dia Chardonnay safra 2007 – R$ 38,35

Septimo Dia Malbec safra 2006 – R$ 38,35

Compras de minimo R$300,00 para faturamento pela Interfood. Como eles têm diversos outros rótulos de qualidade, vale a pena fazer um mix e aproveitar esses preços. Muito bom o Gran Reserva e com ótimo preço, mas na degustação eu gamei mesmo foi no Cabernet.

 

Baroke, vinho em lata – Lembram da matéria sobre eles, pois bem ainda wine-in-a-can-baroke-gold-medal-winnernão consegui provar nenhum, mas eis que me chega a noticia de que no Berlin Wine trophy 2009, com mais de 3400 vinhos de mais de 40 paises, o Baroke Cabernet/Shiraz/Merlot fez história ao ganhar a primeira medalha de ouro num concurso internacional de respeito. É gente, podemos olhar de esguelha para essas latinhas, mas acho que temos que olhar com mais cuidado o seu conteúdo!

 

Miolo Wine Group – mais uma cartada certeira da Miolo. Interessados em gastronomia e enologia podem comemorar a parceria que a Escola do Vinho Miolo firmou com o sommelier italiano Roberto Rabachino, reconhecido instrutor e diretor dos cursos da Federação Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori (FISAR) e responsável pela FISAR Internacional. Ele ministrará cursos de formação de sommelier internacional na Escola do Vinho em vários estados do país durante este ano. O primeiro deles ocorrerá neste mês em São Paulo, entre os dias 23 e 27. Os participantes receberão certificado de qualificação profissional da FISAR-Piemonte, que possui certificação internacional da Europe Academy for Education. “É uma honra para a Escola do Vinho Miolo, através da Federazione Italiana Sommelier A.R., oferecer um curso de nível internacional e certificado por tal federação. Ninguém melhor do que o Dr. Roberto Rabachino, já eleito o melhor sommelier do mundo, para representar com tanta propriedade a arte do vinho, da gastronomia e da harmonização”, afirma a enóloga e sommelière Gabriela Jornada, gerente da Escola do Vinho Miolo.

Rabachino é docente sobre temas ligados ao mundo do vinho em várias universidades do mundo. Foi eleito o melhor sommelier do mundo pela International Wine Federation em 1992 e 1996. Em 2007 e em 2008 foi premiado como o melhor comunicador do vinho na Vinitaly. Durante os cursos na Escola do Vinho, contará com a assistência de Jefferson Sancineto Nunes, diretor do Enolab de Flores da Cunha (RS), empresa especializada em pesquisa aplicada em viticultura e enologia que presta assessoria a várias vinícolas do país.

 

valduga-brandy-xvCasa Valduga – Desde o lançamento da Storia que vejo o marketing desta casa com grande destaque. Aliás, nem só o marketing, porque o próprio portfolio da empresa passou por grandes mudanças nos últimos dois para três anos. Agora a campanha é pelo lançamento do BRANDY  XV. Seguindo o mesmo conceito do Brandy Twenty Years, este novo artigo de luxo da vinícola gaucha é um V.O.P. (Very Old Pale) com envelhecimento de 15 anos em barrica de carvalho.  Elaborado com vinho de uvas Trebbiano, este brandy V.O.P teve sua primeira destilação em alambique descontínuo de cobre através de um lento processo de dez horas. Durante a segunda destilação, também lenta, foram separadas ‘cabeça, coração e cauda’ do líquido.

O coração, ou néctar, foi armazenado em barricas de carvalho francês durante 15 anos para obter sua maior expressão, resultando neste single barrel delicado e agradável com notas de canela, ameixas secas e figo maduro, de paladar deliciosamente aveludado que é mais uma jóia rara da família Valduga. O cuidado e sutilezas dedicados à elaboração do Brandy XV também foram direcionados a embalagem da bebida, unindo qualidade vitivínifera com identidade visual. A garrafa, quadrada e com rolha natural segue a linha da arte da perfumaria e é envolta elegante cube black box. Preço médio: R$ 88,00.

Não entendo nada de brandies e destilados como um todo, apesar de gostar de tomar um outro eventual gole e esta embalagem já me deixou meio aguado! Rsrs.

 

Casa Valduga II – Não é todo o dia que um vinho brasileiro aparece na Revista Decanter, considerada uma das melhores publicações de vinho do mundo, e quando acontece tem que ser inaltecido. Toda semana o time de editores e repórteres da revista recomenda um vinho interessante e, desta vez, a jornalista inglesa Tina Margaret Gellie escolheu o brasileiríssimo Casa Valduga Arinarnoa da linha Identidade, que traz variedades “exóticas” e ainda pouco conhecidas da maioria dos consumidores.

“Na semana que passei no Brasil, no sul do estado do Rio Grande do Sul, foi um verdadeiro eye-opener em termos de diversidade varietal. Nada mais surpreendeu do que três Identidade de uvas Marselan, Ancelotta e Arinarnoa. Os dois primeiros eu já havia degustado antes – e estão a aumentar na popularidade crescente do vinho neste país -, mas este último, um cruzamento entre Merlot e Petit Verdot, é um vinho que eu nunca encontrei, exclusivo da Valduga”.  Na publicação, a jornalista ainda descreve o vinho: “com aroma de frutas vermelhas como cereja e pimenta branca equilibrado pela firme acidez e taninos macios. O álcool é um toque quente em 14%, mas que faria um grande jogo com um churrasco de porco grelhado”. Confira em http://www.decanter.com/specials/277380.html?=1

Salute e Kanimambo

Reflexões do Fundo do Copo – Turismo e as Uvas.

brenoMais um texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado, na seção Categorias

Já vou avisando, se você quer trazer um presente pra mim de sua viagem à Eslovenia, Grécia, Marrocos, Alto Adige, Languedoc, Portugal, Espanha e tantos outros lugares que produzem vinhos autóctones, não me traga um vinho feito das uvas ditas internacionais porque sou capaz de reagir mal, como fiz recentemente, apesar das excelentes intenções de quem me presenteou. Ora, não é prioritário saber se os produtores destes lugares inóspitos são capazes de imitar os varietais reproduzidos ad nauseam por todos que fazem vinho. Pode até ser legal comparar um cabernet sauvignon grego com um do Chile, mas é pouco, a não ser que seja um vinho tão surpreendentemente bem feito, que concorre em qualidade com os melhores do mundo feitos com esta uva. Afinal foi assim com o Grange australiano na década de 80, não é?

A Eslovenia produz um tal de Cvicek rosado e um tinto poderoso, o Modra Frankinja que gostaria imensamente de conhecer. A Grécia teve sua fama manchada por décadas pelo quase intragável Retsina, mas está recuperando uma posição mais digna no mundo do vinho, produzindo vinhos não resinados com a variedade própria para isso, a Savatiano, mas não apenas ela e nem exclusivamente as chardonnay e chenin blanc da vida. Do Marrocos, traga-me um vinho que lembre o cuscous do Magreb, aquele vinho que já foi importante antes que o mundo norte-africano se tornasse anti-alcoólico por razões de Estado, lá pelo fim da segunda guerra mundial. Um vinho à base de Grenache Noir de Meknes, que não é exatamente autóctone, uva francesa que a Grenache (aliás, espanhola, guernacha), mas se explica pela dominação colonial exercida pela França por séculos.

Falando em Grenache, não sabe o que me trazer do sul da França? Divirta-se com algum vinho Tolosan, um Ugni Blanc de qualidade, por exemplo, algo que custe em torno de 10€ e que por aqui sai um montão de dinheiro. Ah, mas você vai pra Itália e quer trazer um grande vinho, coisa que ninguém vende por aqui. Ué, a Enotria grega tem a oferecer coisas diferentes e boas em todas as partes, apesar de muitos dos nossos connaiseurs acharem que todo vinho italiano é igual. Por exemplo, no alto nordeste tem o Teroldego, uva que muitos produtores brasileiros estão cultivando com relativo sucesso. O Langhe Nebbiolo é vinho que eu tem me dado muitas surpresas agradáveis, porque tem menos da metade do tempo de guarda dos grandes nebbiolos e está se saindo muito bem. O Grignolino tantas vezes esquecido entre os nobres do Piemonte, um Dolcetto em ascensão no mercado mundial. Isso para não sair do norte, porque o centro e o sul reservam tantas aventuras já reconhecidas e outras nem tanto. Traga-se um sangiovese da Emilia Romagna, um que me surpreenda pela qualidade e pela elegância.

Por exemplo, se quiser me fazer sorrir de alegria, traga-me um Pinero do Cà Del Bosco da Franciacorta, um vinho que inexplicavelmente não mais chegou ao Brasil pela Mistral, como costumava acontecer. Traga-me um bom Aglianico, um Montepulciano D’Abruzzo que não seja esta água com açúcar que se importa para o Brasil. Mas se você vai para a Espanha, o pedido é simples, carregue consigo um Verdejo de Rueda, um branco que compete em frescor e acidez com o melhor Sauvignon Blanc e que as importadoras não conseguem impor no Brasil.

Já para Portugal, o pedido é bem de ignorante – quero um Baga cortado com um vinho mais perfumado, pode ser até um Shiraz, visto que os nossos ex-colonizadores andam fazendo maravilhas com tal cepa. Pode ser então um achado de uma garrafa perdida do já falido Douro CRF, o vinho que me fez história, como já tive oportunidade de contar, um vinho que tomei em 1978, colhido em 1948, engarrafado em 1952. Por ela, pagaria duas vezes o que custou. Traga-me então um Alfrocheiro, um Antão Vaz, mesmo um corte do Douro, uma garrafeira do Dão. E por favor, não me traga da Argentina o melhor Malbec nem do Chile o melhor Carmenèrre. Prefiro um Pinot Noir do Vale Casablanca (EQ do Matetic, por exemplo) e um bom corte de Mendoza (San Felician, Malbec+C.Sauvignon, por exemplo, um vinho que a Catena não exporta).

Da Califórnia, aceito com prazer um Zinfandel, da África do Sul um Pinotage, por que não? Da Austrália um Shiraz/Cabernet Sauvignon, vinho de referência deste corte que juntou o oeste (Shiraz) e o leste (Cabernet Sauvignon) da França, numa junção que os franceses jamais tentaram antes. Da Nova Zelândia pode ser o que você quiser, conheço tão pouco que qualquer um dos bons vinhos serve.

Estamos conversados?

Breno Raigorodsky; filósofo, publicitário, sommelier e juiz de vinho internacional FISAR

Vinho e a Saúde das Mulheres

women-wineO Vinho e a Mulher têm tudo a ver um com o outro e, talvez até por isso, enlouqueçam de paixão os homens. Será a finesse, a elegância, a complexidade, o mistério, o tempo exigido para que a conhecemos a pleno, o prazer da descoberta ou o mero olhar sedutor que parecendo submissa nos enfeitiça por inteiro? A meu ver, um conjunto de tudo isso aliado a uma extrema sensibilidade. Este post, com algumas desculpas adicionais para que elas sigam se deliciando com os doces néctares das taças, é uma homenagem ao dia 8 de Março, dia Internacional da Mulher, esse incrível ser que, cada vez mais, assume um papel de destaque na sociedade e em nossa vinosfera. Um salute e um kanimambo muito especial neste dia lembrando que o desenvolvimento de diversas pesquisas médicas tem mostrado que o consumo moderado de vinho pelas mulheres, afora os já conhecidos benefícios ao coração, trás alguns outros bem específicos á condição feminina. Vejamos algumas matérias colhidas na rede:

 

Mulheres Que Bebem Vinho Regular e Moderadamente, Junto às Refeições Têm 50% Menos Chance De Desenvolverem Câncer De Ovário. O adenocarcinoma de mama é o câncer que mais mata as mulheres. Ele tem uma relação direta com a ingestão de bebidas alcoólicas, isto é, quanto mais álcool uma mulher ingere maior a probabilidade dela ter esta doença. Isto está bem documentado em uma metanálise de 53 estudos epidemiológicos, incluindo 584.515 mulheres com câncer de mama. Este trabalho foi feito com a colaboração de vários pesquisadores e publicada no British Journal of Cancer, em 2002.

 Inúmeros estudos (mais de 10 nos últimos dois anos), no entanto, mostram que quando a bebida ingerida é o vinho, há uma proteção ao desenvolvimento deste tipo de câncer. As mulheres que bebem vinho regularmente, moderadamente e junto às refeições têm 50% menos chance de desenvolverem câncer de ovário. Isso foi o que constatou a Drª Penny Webbi da Austrália, estudando 696 mulheres com este tipo de neoplasia e mais 786 outras mulheres, sem a doença, num grupo controle. As mulheres que bebiam regularmente destilados e cerveja tinham tanto câncer de ovários quanto as abstêmias e as que bebiam vinho tinto tinham uma proteção um pouco maior do que as que tomavam vinho branco.

A Drª Ann Malarcher, uma pesquisadora deste órgão, veio a público em 2001 para chamar a atenção para o fato de mulheres jovens (entre 15 e 44 anos de idade) que tomam até duas doses de bebidas alcoólicas por dia têm 60% menos Derrame Cerebral do que as abstêmias. E quando esta bebida alcoólica é o vinho a probabilidade de desenvolver essa doença é menor ainda. Esses dados epidemiológicos são tão relevantes que hoje a própria Associação Americana do Derrame Cerebral (NSA – National Stroke Association) reconhece que as mulheres que tomam vinho regularmente e moderadamente com as refeições têm menos Derrame Cerebral e que as mulheres que já tiveram esse mal e passam beber vinho regularmente e moderadamente têm menos chance de ter um novo episódio da doença.

Fonte: Dr. Jairo Monson de Souza Filho no site Vinhos Net

 

Vinho Ajuda a Reduzir Risco de Demência nas Mulheres. Esse é o titulo de uma matéria que aparece na Revista de Vinhos portuguesa tendo como base um artigo da Wine Spectator e já publicado aqui mesmo em Falando de Vinhos. Na verdade, falamos aqui de halzeimer e este é um assunto sério apesar da chamada meio desajeitada deste artigo. Este é o resultado de cerca de 34 anos de estudo de uma equipe da Academia de Sahlgreska da Universidade de Gohtemburg na Suécia. Neste estudo em que 1458 suecas entre 38 e 60 anos foram acompanhadas se verificou que as mulheres que bebiam vinho todas as semanas tinham 70% menos possibilidade de contrair a doença, sendo que esta taxa caía para 40% nas mulheres que também tomavam destilados e cerveja. Já as mulheres que somente tomavam cerveja e destilados a probabilidade de contrair a doença crescia em 20%. Também se concluiu que as mulheres suecas estão tomando mais vinho e, que estas, têm a tendência a viver por mais anos. O artigo termina com uma pérola; “Apesar destes dados, os cientistas acham que é ainda muito cedo para se recomendar o consumo de vinho às mulheres”.

 

A Ingestão moderada de álcool leva a um ganho de massa óssea. Beber regularmente de 1 a 3 taças por dia de vinho tinto durante as refeições leva a um aumento da massa óssea, sobretudo em mulheres na menopausa. Este fato tem levantado muitas dúvidas uma vez que a Medicina nos ensina que bebidas alcoólicas são um fator de risco para a osteoporose. Mas esse efeito deletério das bebidas alcoólicas sobre o osso só ocorre para quem tem uma ingesta diária superior a 29 g de álcool – o equivalente a 3 taças de vinho.

A ingestão moderada de álcool, ou seja 11 a 29 g – o equivalente a 1 a 3 taças de vinho – leva a um ganho de massa óssea. Eis a chave para a compreensão desse paradoxo. Foi publicado em 2000 um Estudo de Epidemiologia da Osteoporose (EPIDOS) feito na França com um número muito grande (7598) de mulheres idosas (todas com mais de 74 anos de idade) que deixou isso muito claro.

Esse mesmo estudo evidenciou que as mulheres “menopausadas que tomam de 1 a 3 taças de vinho por dia têm ganho significativo de massa óssea, independente de outros fatores.Dr. Jairo Monson de Souza Filho para a Confraria do Vinho –BG (Bento Gonçalves)

 

Domingo tem mais.

 

Essa imagem divina no inicio do post só podia ser arte advinda da sensibilidade e delicadeza de uma mulher. Vejam e conheçam a artista Jamie Adams no site – http://www.jamieadamsartist.com/gallery/index.htm