João Filipe Clemente

Vinhos da Semana – Só Latinos

Enquanto não começo a compartilhar com os amigos os néctares com que me presenteei ao longo de um mês de festividades de aniversário, eis mais uma coletânea de Vinhos da Semana tomados. Desta vez só de vinhos latinos de grande diversidade entre si, adoro garimpar de tudo, em que se sobressaem um espumante e um gostoso syrah.

 

vinhos-da-semana-2-09-010

 

  

  Marson Charmat – Para aqueles que, como eu, são fãs dos produtos da Marson, e especial de seu espumante Brut Champenoise, a casa traz agora uma versão elaborada com o método charmat. Como seu irmão mais conhecido é um espumante de primeiro nível muito saboroso, um blanc de blanc já que é produzido com 100% de chardonnay. Cítrico, de ótimo frescor e perlage abundante e fina, algo cremoso, leve e delicado na boca uma ótima pedida para um aperitivo e entrada de melão com presunto cru, como foi o caso. Um dos meus espumantes preferidos e ótima opção para preparar o palato para uma refeição substituino o vinho branco como aperitivo. O preço está por volta de R$35, porém não é incomum encontrá-lo por cerca de R$30, só precisa garimpar um pouco. I.S.P. $     

 

 

Lima Mayer Alentejo 2004 – um vinho muito elogiado pela imprensa especializada, corte de Aragonez, Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Alicante Bouschet. Um vinho potente, untuoso e austero. Aromas algo balsâmicos, taninos firmes, precisando de mais tempo ou decantação antes de servir, grande estrutura, encorpado e vigoroso não é um estilo de vinho que me encante. Bom, talvez um pouco rústico, vinho para quem gosta de vinhos potentes e sérios. Na Vinho Seleto por R$45,00. I.S.P.  $

 

 

Torreon de Paredes Reserva Syrah  06 – um chileno de primeira que me agradou bastante. O nariz, onde aparece alguma fruta negra, não é seu forte, mas desperta na boca com uma entrada impactante, rico, ótimo volume num corpo médio, taninos amistosos e aveludados. Harmonioso e equilibrado, cresce na taça e termina com um final de boca algo herbáceo e especiado típico da casta. Um vinho muito agradável que está por R$53,00 na Santa Ceia. I.S.P. $  

 

 

 

Valle Escondido Bonarda/Syrah 06 – no nariz já mostra sua origem Argentina com intensos aromas de fruta madura. Na boca mostra ameixa escura, madeira com algo de especiarias, taninos suaves equacionados depois de 30 minutos de decantação. O final de boca é aveludado e agradável em linha com seu preço. Foi bem com um prato de berinjela recheada. Ainda prefiro o Cabernet Sauvignon deles, mas este também mostrou qualidades. Comprei na Expand sale por R$19,00 (uma pechincha) porém o preço normal é de R$39,00, justo pelo que oferece. I.S.P.     

 

Terragnolo Cabernet Sauvignon 05 – esta cepa vem mostrando que nossos bons vinhos nacionais não estão dependendo somente da ícone Merlot. Tenho provado muitos Cabernets bem feitos e saborosos vindos do sul do Brasil; Encruzilhada, Vale dos Vinhedos, Santa Catarina, etc. Este é a primeira experiência de engarrafamento próprio desta pequena vinícola do Vale dos Vinhedos que sempre vendeu suas uvas. Cor rubi de boa intensidade, fruta madura com ameixa aportando ao nariz e se confirmando na boca de forma bem harmonizada. Boa acidez, taninos finos já equacionados num final de boca bastante agradável e fácil de tomar. Não é um blockbuster, mas dá conta do recado. O preço não encanta, por R$44 na EivinI.S.P. 

 

Salute e kanimambo

 

Ps. Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Bodega Chacra – Pinots Surpreendentes!

                    Aos amigos amantes de bons Pinots fica uma pergunta, você conhece? Não, então não deixe de conhecer este que não é só o melhor Pinot Noir da Patagônia e sim, quiçá, da América do Sul. Vinhos de primeiro nível mundial com um estilo “borgonhês” de ser, deixando muitos deles enrubescidos, que tive o privilégio de tomar e que comento com vocês aqui abaixo. Em um encontro com almoço delicioso e muito bem harmonizado no Emiliano, a convite do novo importador e distribuidor da marca, Expand, provamos o Barda, o Chacra 55 e o Chacra 32. Antes de falar dos vinhos, no entanto, falemos de quem o produz. 

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       “Incisa della Rochetta” é um sobrenome de grande respeito em nossa vinosfera já que essa família é, nada mais nada menos, do que a “criadora” do ícone “Sassicaia”. Pois bem, é de Piero Incisa della Rochetta; um afortunado, criativo e apaixonado jovem que em 2004 decide comprar alguns vinhedos abandonados com vinhas datadas de 1932, a idéia de investir na “criação” de um vinho de terroir com manejo biodinâmico no longínquo Vale do Rio Negro na Patagônia. Os vinhos são elaborados artesanalmente, sem nenhum processo mecânico ou químico em seu processo de produção, com as uvas sendo colocadas inteiras, sem espremer, no barril de fermentação onde o próprio peso das uvas acaba fazendo esse trabalho. A fermentação é iniciada espontaneamente através de leveduras selvagens formando uma camada de dióxido de carbono que não é retirada nem empurrada para baixo. Uma vez que a fermentação alcoólica se completa, o vinho é transferido sem as cascas para pequenos barris de carvalho através de gravidade. Após a fermentação malolática em barril, em aproximadamente 6 meses, o vinho permanece intocável por um período de cerca de 12 meses, dependendo do vinho,  após o qual o vinho é engarrafado sem filtração. Resultado? Vinhos “single vineyard” de excepcional qualidade, extrema elegância, um verdadeiro retrato de um terroir muito especial e uma grande demonstração da globalização no mundo do vinho em que, um produtor italiano com um enólogo dinamarquês (Hans Vinding Diers) produzem vinho de cepa originariamente francesa na remota Patagônia Argentina.

 

Barda 07 – o “básico” da linha de somente três rótulos. Vinhedo chacras-barda1com 12.5 hectares de 15 anos de idade, produz hoje cerca de 20.000 garrafas. Um vinho sedutor que conquista já na cor, muito antes de chegar no nariz e boca. Cor rubi suave, translúcido com aquele jeitão de vinho da Borgonha, nariz delicado, frutado com suaves toques florais. A entrada de boca é cativante com fruta fresca, um frescor sutil, que mostrou ser característica de todos os vinhos, saboroso, taninos sedosos, redondo, média persistência, vibrante, suculento e extremamente agradável de tomar. Tinha 3 garrafas na adega que me foram oferecidas por um amigo argentino e esperava por uma maior guarda antes de abri-las. Depois desta degustação já só ficaram 2 e as outras não devem permanecer por mais tempo ali! O vinho está absolutamente pronto apesar de achar que pode melhorar com mais um tempo em garrafa.Só para efeitos de prova, “dever profissional” e para satisfazer minha curiosidade enófila, guardarei uma para tomar daqui a um ano. Preço na Expand, R$130,00.

Chacra Cincuenta y Cinco 07 – elaborado com uvas dos 5 hectareschacras-551 de vinhedos plantados em pé franco em 1955 (ano bom esse, rsrs) e uma produção total de apenas 9.255 garrafas. Talvez a melhor relação Qualidade x Preço x Satisfação dos três. Um degrau acima em todos os aspectos, tanto nariz como em boca, tendo se mostrado mais evoluído, pedindo tempo apesar de já estar muito apetecível. Aromas de fruta vermelha madura, talvez ameixa, com uma maior intensidade floral. Da taça para a boca, um mineral mais presente, bastante fresco e equilibrado, muito rico, de maior corpo sem negar seu estilo de elegância, boa textura com taninos aveludados, um final de boca bastante longo, fino e agradável que nos convida à próxima taça. Um belo vinho, com preço de R$180,00. 

 

chacras-32Chacra Treinta y Dos 07 – elaborado com aqueles primeiros vinhedos plantados em 1932 que eles veem recuperando aos poucos. São somente 2.2 hectares de vinhas e uma reduzida produção de apenas 7.445 garrafas por safra. Talvez o mais complexo de todos e, muito interessante, tivemos a oportunidade de provar de duas garrafas. A primeira aberta no almoço e a segunda aberta no final do dia anterior e guardada em garrafa somente com rolha sem vacu-vin. Pela ausência de produtos químicos, o vinho se mantém por muito mais tempo sem “ajudas” externas. São os mistérios, ou não, advindos de uma produção biodinâmica. Mostrou-se um vinho bem mais complexo de boa concentração aromática, muito harmônico, taninos finos de grande elegância, vinho de grande expressão que, caso fossem essas na minha adega, lá permaneceriam por mais uns dois anos antes de sorver de todo o seu esplendor. É um vinho de grande persistência e retrogosto algo especiado, ótima estrutura com bom volume de boca, mas sem perder a finesse, taninos firmes e sedosos mostrando que ainda terá alguns bons pares de anos pela frente. Acho o preço puxado, mesmo para um vinho desta qualidade, R$420,00

     

Nunca tinha provado Pinots desta categoria vindos da América do Sul e fiquei realmente impressionado, entendendo melhor o porquê dos preços, mesmo de um vinho produzido por estas bandas, ainda por cima por ser biodinâmico o que acarreta custos mais elevados de produção. Lição aprendida, “concentre-se no conteúdo não na origem ou no rótulo“! Difícil dizer qual o mais interessante; se o Treinta y Dos, de grande complexidade, mas de preço muito alto; se o Barda extremamente amistoso e sedutor ou se o Cincuenta y Cinco que me parece exatamente a otimização dos dois com um preço bastante interessante para o porte do vinho já que existem muito poucos Pinots no mercado, de qualidade similar, a esse preço. Qual comprar creio que seria uma opção baseado em um mix de; disponibilidade de caixa com ocasião e companhia adequada. Que Baco lhe ajude nesse processo que, acredite, não é fácil pois os vinhos são realmente estupendos, cada um a seu modo, e merecedores de sua escolha.

Salute e kanimambo.

Vinhos de 99 na Portal dos Vinhos

Só vinhos com 10 anos de idade, uma degustação para ninguém botar defeito. Os amigos Emilio e Fátima possuem um rico calendário de degustações em sua loja, que vale a pena as pessoas se programarem porque são concorridíssimas. Esta foi uma coletânea de vinhos de diversas regiões e estilos que, na minha opinião, teve um surpreendente ganhador da noite, ainda mais porque foi voto quase que unânime das mulheres presentes. Falemos dos vinhos, no entanto, para depois falar dos resultados.

  • Chambolle-Mussigny de Domaine Jacques Confuron – Bonita cor granada já tendendo ao atijolado, halo aquoso avantajado mostrando claramente sua idade. Aromas sutis de couro, café, na boca se apresenta com bastante complexidade, bem equilibrado tendo alcançado seu apogeu e já iniciando seu derradeiro caminho. Muita elegância e finesse num vinho que mostra bem as características desta região da Borgonha.
  • Cabo de Hornos – chileno, ícone dos vinhos produzidos pela Vina San Pedro mostrava uma cor rubi com bordas granada e um halo aquoso presente, mas menor do que o anterior. Nariz mais frutado e intenso, ameixa compotada. Na boca um vinho direto, franco, mostrando pujança apesar de sua idade, taninos muito bem equacionados que se sentem na entrada de boca,mas que harmonizam em perfeito equilíbrio terminando num vinho longo e bem saboroso que após algum tempo de taça mostrava deliciosos aromas de chocolate. 
  • Quinta da Portela da Vilariça Touriga Nacional – um português castiço, violáceo na cor e algo balsâmico nos aromas intensos de boa fruta mas sem mostrar aquele floral típico da cepa. Na boca ainda se mostra firme, talvez o mais jovem de todos os senhores presentes, mostrando taninos firmes, algo rústicos, mostrando que, mesmo com 10 anos de vida, agüentaria uma decantação mais prolongada ou mais dois a três anos de guarda para atingir todo o seu potencial.
  • Capafons-Ossó Mas de Masos, da região de Priorat na Espanha – rubi escuro, também bastante jovem apesar da idade, mostrando uma cor ainda bastante escura, rubi intenso. Na boca é denso, de grande estrutura, muito rico e de personalidade muito própria, madeira presente, porém bem equacionada, especiarias, fruta bem madura, grande concentração e um final longo e algo mineral. Vinho potente com 14,5% de teor alcoólico.
  • Livio Pavese Barolo o representante do Piemonte nesta degustação – cor ruby com reflexos alaranjados, mais um que precisava de tempo em decanter para se abrir. Muito saboroso, mas ainda pegando na boca com uma certa austeridade, taninos finos e aveludados, final de boca de boa persistência com um certo amargor. Não me encantou e acho que precisa de tempo. Vinho do qual esperava mais.
  • Roccato de Roca Delle Macie, um digno representante da Toscana – ainda está por aparecer um vinho deste produtor que eu não goste. Este mostrou grande complexidade, uma textura de boca encantadora e plena de sabor com taninos firmes, porém de grande elegância, algo terroso e tostado com aromas de fruta madura, um vinho de muito longa persistência que encanta ao paladar. Na minha opinião o mais equilibrado de todos os vinhos da noite, mostrando um ótimo volume de boca e uma relação potência x elegância deveras interessante. Certamente melhorará mais ainda com um ou dois anos de guarda, mas já é muito saboroso e apetecível.

         Para minha enorme surpresa, o ganhador da noite com o suporte maciço da ala feminina presente foi Mas de Masos do Priorat, o mais potente, de maior estrutura e, a meu ver, alcoólico de todos. Essa sensação de quente que ele deixa no final de boca, me fez, inclusive, tirar-lhe um ponto. Interessante o resultado e para mostrar o quão subjetivo pode ser uma degustação já que gosto é algo difícil de definir e muito pessoal. No meu caso, para quem tiver curiosidade, deu Roccato na cabeça, por uma margem de dois pontos, seguido de Chambolle-Mussigny e Cabo de Hornos só para mostrar minha diversidade gustativa!

         Pegando minhas avaliações da noite, tenho que ressaltar que o amigo Emilio não mede esforços para nos surpreender e colocar à prova vinhos de muita qualidade. Entre o mais pontuado (91) e o menos (87), apenas 4 pontos de diferença o que demonstra o bom nível dos vinhos apresentados. Por outro lado, uma demonstração de como não existem regras absolutas em nossa vinosfera e de como a relatividade impera. O Emilio foi absolutamente correto ao abrir as garrafas na hora de servir, decantando para evitar borras e servindo em seguida após leve passagem do decanter pelo gelo para refrescar o vinho trazendo-o à temperatura adequada. São vinhos de 10 anos de idade e não convinha exceder o tempo de decantação. Três vinhos, no entanto, se beneficiariam muitíssimo de uma meia hora ou quarenta minutos no decanter. Vai saber, só experimentando mesmo!

       Salute e para quem se entusiasmou com esta degustação, não deixe de clicar no logo acima com link direto para a Portal dos Vinhos onde você encontra a agenda, até junho, de outras deliciosas degustações temáticas. Se preferir, clique aqui.

Salute e kanimambo.

 

Minha Adega de Brancos & Rosés

adega-2fQuando termino o tema do mês ou neste caso, do bimestre, já que foram muitos os rótulos provados, relaciono uma lista daqueles que compôem minha Seleção de Adega. Neste caso, selecionei os 35 vinhos que mais me entusiasmaram entre os bons rótulos que provei ao longo do mês e constantes dos meus posts Tomei e Recomendo, Vinhos Verdes, Desafio Torrontés, etc., publicados neste período. Dois ainda estou por comentar, o Valduga Gran Reserva Chardonnay e o Albariño Don Pedro de Soutomaior, mas já adianto sua seleção entre os meus preferidos desta incrível viagem por Brancos & Rosés disponíveis no mercado.

Os preços listados foram pesquisados junto aos importadores e lojas, tanto virtuais como fisicas, e são um retrato do momento. Alguns já aumentaram, outros ainda estão por sofrer algumas mudanças. Outros, ainda, se encontram por preços inferiores como o Crios que está or R$40,00 na BR Bebidas ou o Varanda do Conde na Casa Palla por R$28,00 ou o Quinta da Ameal Loureiro na Vinho Seleto por R$44,50 para os leitores de Falando de Vinhos, valores que negociei. Agora, porquê estes rótulos e não outros? Primeiramente porque só falo sobre minhas experiências, ou seja vinhos tomados. Segundo, porque dentro do universo desses vinhos tomados pontuo cada um deles com uma nota RB (Relação de Beneficio) de 1 a 5, que é o que, em ultimo caso, faz a diferença e o faz ser ranqueado numa lista de Melhores do Ano ou de uma Seleção de Adega. Para quem ache que isso tem a ver só com preço, ledo engano e permitam que esclareça. A nota de RB de cada vinho, que até hoje usei para uso pessoal e doravante comecarei a publicar, está diretamente relacionada com a equação pessoal e puramente subjetiva encontrada entre a Qualidade o Preço e a Satisfação que o vinho me tráz.

        Para que não pairem duvidas sobre a forma destas escolhas, cito o exemplo de um vinho que me agradou muito, o Fonte do Nico Fashion 07, que poderia estar aqui se o preço fosse mais baixo, só que existiram outros vinhos de igual qualidade e índice de satisfação (I.S.P), porém de melhor preço resultando num RB superior. No outro dia provei um Sauvignon Blanc de R$75,00 vindo da Nova Zelândia, preço até que razoável para um vinho desta origem, porém seu RB foi 3 enquanto um incrível Riesling da Austrália por R$93,00 teve um RB de 4, ou seja, superior a um vinho mais barato. A diferença entre eles é que posso comprar diversas boas opções de Sauvignon Blanc com qualidade similar a preços muito mais baratos, e não necessariamente do Riesling. Só para que não pairem duvidas. Espero que possam desfrutar de alguns desses ótimos rótulos de vários preços, para vários tamanhos de bolso, ocasiões e gostos. Em minha modesta opinião, certeza de satisfação. Salute!

Rótulo

Cepa

País

Estilo

Imp. / Prod.

Preço R$

Obikwa Rosé

Pinotage

África do Sul

Rosé

Interfood

24,00

Cono Sur

Riesling

Chile

Branco

Wine Premium

24,00

Salton Volpi

Sauvignon Blanc

Brasil

Branco

 Salton

24,00

Valduga Gewurtz

Gewurtzraminer

Brasil

Branco

 Valduga

24,00

Misioneros del Rengo

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Épice

27,00

Quinta da Aveleda

Assemblage

Portugal

Branco

Interfood

27,00

Umani Ronchi Dei Castelli di Jesi Classico

Verdichio

Itália

Branco

Expand

28,00

Sucre

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Wine Company

29,00

Varanda do Conde

Alvarinho/Trajadura

Portugal

Branco

Casa Flora

30,00

Terras d”Uva

Assemblage

Portugal

Rosé

Lusitana

30,00

Artero

Tempranillo

Espanha

Rosé

Decanter

31,00

Pascual Toso

Sauvignon Blanc

Argentina

Branco

Interfood

32,00

Goats do Roam

Assemblage

África do Sul

Rosé

Expand

35,00

Fabre Montmayou

Chardonnay

Argentina

Branco

Wine Premium

35,00

Vega Los Zarzales

Verdejo

Espanha

Branco

Wine Premium

36,00

Trio Chardonnay

Assemblage

Chile

Branco

Expand

37,00

Muralhas de Monção

Alvarinho/Trajadura

Portugal

Branco

Barrinhas

38,00

Reflejo de Syrah

Syrah

Argentina

Rosé

Vinea

38,00

Familia Gascon

Chardonnay

Argentina

Branco

Wine Company

39,50

Crios

Malbec

Argentina

Rosé

Cantu

45,00

William Cole Mirador

Sauvignon Blanc

Chile

Branco

Ana Import

45,00

Melipal

Malbec

Argentina

Rosé

Wine Company

45,00

Crios

Torrontés

Argentina

Branco

Cantu

45,00

Quinta do Ameal

Loureiro

Portugal

Branco

Vinho Seleto

49,50

Muros Antigos

Loureiro

Portugal

Branco

Decanter

50,00

Valduga Gran Reserva

Chardonnay

Brasil

Branco

 Valduga

50,00

Forste Mariengarten

Riesling

Alemanha

Branco

Decanter

51,00

Domaine Sorin Terre Rouge

Assemblage

França

Rosé

Decanter

55,00

Dr. L

Riesling

Alemanha

Branco

Expand

55,00

Vinha da Defesa

Assemblage

Portugal

Rosé

Qualimpor

55,00

Protos Rosado

 Tinta del País (tempranillo)

Espanha

Rosé

Peninsula

56,00

Protos

Verdejo

Espanha

Branco

Peninsula

56,00

Abadal Rosado

Cabernet Sauvignon

Espanha

Rosé

Decanter

57,00

Rutini

Chardonnay

Argentina

Branco

Zahil

66,00

Don Pedro Soutomaior

Albariño

Espanha

Branco

Peninsula

112,00

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Noticias do Mundo do Vinho

 wine-globe-21Domingo repleto de informação daqui e do mundo. A começar pelo novo projeto importador da Wine Societey sobre quem já adiantei algo na semana passada, mas depois de minha reunião com eles tenho bem mais informações a compartilhar como as dicas da última sexta e agora um pouco mais sobre o projeto em si. Depois, uma série de novos produtos chegando ao mercado, noticias das coisas do vinho em Portugal, Itália e França, enfim bastante informação para você se manter a par do que ocorre em nossa Vinosfera.

Wine Society – depois de uma reunião com eles e a pedidos, Ramon aqui estão mais algumas informações sobre a empresa e seu projeto, cá entre nós que ninguém nos ouça, fiquei bastante entusiasmado tanto pelo que escutei como pelo que provei. Posso até discordar de alguma políticas comerciais que alguns adotam no mercado, mas até dá para entender em função das instabilidades legais, dificuldades do mercado e da máquina de faturar chamada Governo com sua custosa engrenagem de peças nem sempre funcionando de forma eficaz, afora o fato de que tem gente que paga então, porquê não? Agora, existe o outro lado da moeda, de empresas que buscam volume, rotatividade e sabem que, para isso, as margens têm que ser enxutas e a máquina eficaz e bem lubrificada. Não são muitos, mas os há no mercado, havendo uma maior participação de empresas intermediárias. A Wine Society veio com claros e declarados objetivos de democratizar o consumo de vinho no Brasil através da disponibilização de vinhos de baixo valor unitário, sem perder qualidade, e de diversos bons rótulos de qualidade a preços super competitivos. Os rótulos que mencionei ontem no Dicas da Semana são um claro exemplo dessa filosofia que eu, como consumidor e aberto defensor de Melhores Vinhos por Melhores Preços, assino embaixo. Um vinho barato de boa qualidade e ótimos Riesling e Merlot por preços bem abaixo do que a maioria de seus concorrentes no mercado. Espero que sigam assim e terão meu total apoio. Afora os comentários pessoais acima, conheçam um pouco mais da Wine Society.

          Em seu portfólio inicial, mais do que os Bag in Box (por sinal bons, para acabar com qualquer idéia pré-concebida que este tipo de vinho é ruim, depois falo disso) serão mais de 70 novos rótulos de 11 conceituadas vinícolas australianas, como Barossa Valley Estate, Leasingham e Banrock Station, todas pertencentes a parceira Constellation Wines, simplesmente a maior empresa de vinhos do mundo. Outro grupo junto desse projeto é a gigante Lion-Nathan, segunda maior companhia de cervejas e vinhos da Austrália, que enviará garrafas de produtores como Bridgewater Mill, Knappstein e Mitchelton. Entre as estrelas que estão desembarcando no Brasil, três rótulos foram eleitos entre os Top 100 de 2008 da conceituada revista americana Wine Spectator, são eles: Kim Crawford Sauvignon Blanc Marlborough 2008; Leasingham Riesling Clare Valle Magnus 2007 e Yalumba Viognier Eden Valley 2007 .

            Apesar de a maioria de seu portfólio ser de australianos, em breve, a empresa passará também a ofertar marcas inéditas wine-society-logo2provenientes da Nova Zelândia, França, Itália, Espanha, África do Sul, EUA, Canadá (Ice Wine) e Bulgária. “Além de focarmos em quem já consome grandes vinhos, pretendemos oferecer excelentes produtos acessíveis, à crescente classe média que, a cada dia, busca conhecer mais sobre bons vinhos”, conta Hitoshi Castro, um dos investidores da Wine Society e sócio da Gap, uma das maiores gestoras independentes de fundos do Brasil. Como disse na semana passada neste mesmo Noticias do Mundo do Vinho, é um investimento de grande porte com sócios idem. Outros grandes nomes do mercado corporativo assinam pela importadora como Roberto Nishikawa (vice-presidente da Itaú Corretora), Ricardo Lacerda (presidente do Banco de investimentos Citi), Flávio Jansen (ex-presidente do Submarino), Pedro Herz (diretor-presidente da Livraria Cultura) e Roberto Lima, (advogado do escritório Souza Cescon).

             Além de atuar em diversos estados do Brasil, com sua força de vendas e seus distribuidores, a empresa disponibilizará canais de compra por telefone, website e em espaços gourmet, onde o cliente poderá conhecer o real conceito da Wine Society. Serão inaugurados, ainda este ano, três modernos Bottle-Shop, onde o cliente poderá degustar o vinho em um requintado bar ou durante uma refeição no restaurante ao lado da adega. A filial de Moema, por exemplo, com inauguração prevista para o fim deste primeiro semestre, oferecerá algo inédito em São Paulo: O enófilo poderá ter a incrível experiência de degustar grandes rótulos, aos pés, acredite, de vinhedos plantados no centro do complexo Gourmet. No andar superior haverá também um local reservado para recepção de eventos. Além dos vinhos da Austrália, a empresa esta trazendo também, pela primeira vez, as conceituadas cervejas Boags, XXXX, Tooheys e Hahn. Algumas delas poderão ser encontradas na rede de restaurantes Outback em vários cantos do Brasil. “A idéia é contribuirmos com o comércio bilateral entre estes dois fantásticos países que possuem muita coisa em comum”, comenta Ken Marshall.

Boas noticias estas, mais ainda em tempos de crise, que espero sejam concretizadas com êxito e que terão, neste blog, um espaço de comunicação com o consumidor. Este é exatamente o tipo de projeto que tem tudo a ver com Falando de Vinhos e seus propósitos, conseqüentemente têm o meu total apoio. Mais noticias conforme eu as tiver, por enquanto aproveitem algumas das dicas que já lhes passei. Quer conferir? Seu site ainda está em desenvolvimento, porém eles estão na Rua Medeiros de Albuquerque, 41 – Vila Madalena – Sao Paulo – Tel: (11) 2539.2920. Ace move from my new Aussie mates, ace move! Neither exy or plonk bottles, just honest, tasteful and quality deals for our delight, grouse!!!

 

Vistalba e Domno do Brasil – A Vistalba está de importador e distribuidor novo no Brasil, é a Domno, uma empresa do Grupo Famiglia Valduga que vai usar todo o seu conhecimento de mercado brasileiro domno-vistalbapara buscar uma maior participação de mercado para os vinhos de Carlos Pulenta. É a estreia da Domno na importação, com uma vinícola Argentina de muito prestígio com as linhas Tomero e os Tops Vistalba Cortes A, B e C. Ainda há poucos dias, na loja do amigo Emilio (Portal dos Vinhos) tive a oportunidade de provar o Corte B, um blend de 57% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 13% Bonarda de muito bom nível que me agradou sobre-maneira. A edição de Março de 2009 da revista Wine Spectator, a mais importante publicação sobre vinhos nos Estados Unidos, publicou uma avaliação com os maiores vinhos de quatro países: Argentina, Chile, França e Estados Unidos. Os produtos da Bodega Vistalba conquistaram resultados surpreendentes. O Vistalba Corte A 2005 obteve 93 pontos, nota mais alta que algum vinho Argentino conseguiu nessa avaliação, o Vistalba Corte B 2005 somou 92 pontos e o Tomero Gran Reserva 2006 recebeu 91 pontos. Depois conto mais, mas é para ficar de olho! Para ver mais, clique aqui

 

França – os produtores franceses que já estão em pé de guerra com o ministério da saúde depois que estes publicaram uma cartilha recomendando que não se bebesse vinho, que tiveram suas degustações gratuitas proibidas, que tiveram que brigar por conseguirem a livre publicidade na rede e que vêm o mercado cada vez mais difícil tanto em volume como em preço em função da crise, veem agora como mais uma ameaça, a intenção do órgão regulador europeu de liberar a produção de vinho rosé através da mistura de vinhos brancos com tintos. Como dizem, isso será tudo menos vinho rosé, mas os legisladores alegam que estes vinhos produzidos dentro das normas atuais se tornam demasiado custosos para entrar no mercado Chinês. Só faltava mais essa, a burocracia querendo dar aulas de estratégia comercial aos produtores e colocando “money before quality”! Eu que achava que já tinha visto de tudo e de que só haviam estrupícios desses por aqui, agora vejo que os há espalhados pelo mundo. rsrs

 

Ana Import – informa que a chegada de mais um lançamento. Os vinhos da Gilmore Winery, vinícola boutique que produz vinhos extremamente qualificados, fruto do trabalho de três pessoas, pai, filha (Engenheira Agrônoma) e marido Andrés Sanchez, conhecido enólogo, com o linha-gilmoreobjetivo de “criar produtos de qualidade que abram a mente dos consumidores para novas sensações”, como gosta de falar Francisco Gillmore, fundador da Bodega.  A filosofia da vinícola é produzir grandes vinhos, maximizando o potencial da fruta do Valle de Loncomilla (Maule). A principal característica da região é a existência de vinhedos localizados no início da costa seca, tendo seu solo irrigado pelas chuvas de inverno. Este terroir apresenta condições únicas para a produção de vinhos tintos finos, com base no conceito de “dry farming” onde não se usa irrigação artificial.

Com a produção limitada a 2.500 caixas/ano a vinícola apresenta vinhos tintos concentrados de caráter bem definidos por sua elegante acidez, que representam fielmente o potencial do Valle de Loncomilla, nas variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Produzem uma única linha com o poético nome Hacedor de Mundos (criador, visionário). Os três tipos de vinhos são produzidos a partir de videiras cinqüentenárias. O terroir se expressa em vinhos maduros, concentrados e elegantes com uma acidez natural, que mantém o perfeito equilíbrio para suportar uma longa evolução engarrafada. Na promoção especial de lançamento, você compra 5 garrafas e leva uma grátis para completar a caixa. Essa oferta acontece apenas na Ana Import, ou pelo site: www.anaimport.com.br e telefones; Salvador: (71) 3337.1111 e São Paulo: (11) 3950.2013 – Rua das Macieiras 21 – Casa Verde.

 

 

Itália – Apesar de um ganho em valor, as exportações de vinho italiano tiveram um baque de 7% em 2008 com relação ao ano anterior. A agressividade, preço e bons produtos vindos dos Estados Unidos, Argentina, Chile e África do Sul entre outros players do Novo Mundo, têm mexido com a outrora dominação comercial dos vinhos do Velho Mundo, especialmente os franceses e Italianos. Como reagirão as vendas em 2009 em plena crise mundial, resta saber, mas os produtores já estão com as barbas de molho. Fonte- Decanter.

 

Vinícola Perini – Após ser agraciada com medalhas em concursos de âmbito nacional e internacional e com a finalidade de ampliar a perini-naturediversidade de produtos oferecidos ao exigente mercado de apreciadores dos espumantes de qualidade, a Perini apresenta o espumante Perini Nature, elaborado com as uvas tradicionais da região de Champagne na França, Chardonnay e Pinot Noir. Em sua elaboração concentra apenas dois gramas de açúcar por litro e o resultado é um espumante de tonalidade dourada com finas e intensas borbulhas que caracterizam perlage cremoso e persistente, destacando-se aromas refinados que lembram nozes. Ao paladar, encontra perfeita harmonia entre os baixos teores de açúcar e a acidez delicada e refrescante. Para quem quiser conhecer este e outros produtos deste produtor, os mesmos podem ser encontrados no site e na loja própria da vinícola, além de diversas casas especializadas. Gostei muito do design da embalagem que valoriza o produto!

 

ViniPortugal – A Associação Alemã de Viticultura publicou recentemente os dados provisórios sobre a importação alemã de vinhos portugueses em 2008, revelando novamente um crescimento notável quando comparado com o ano anterior. Conforme estes dados, a importação alemã de vinhos portugueses atingiu em 2008 uma taxa de crescimento de 15 % em valor e de 10,5 % em volume, ultrapassando assim de longe o crescimento do total das importações de vinhos neste mercado (4,2 % em valor, -2,6 % em volume). É de salientar que os vinhos tintos portugueses de qualidade continuam a brilhar com uma “performance” extraordinária, atingindo taxas de crescimento de 58,1 % em valor e 63,6 % em volume, enquanto o total dos vinhos tranquilos portugueses cresceu 39,6 % em valor e 15,4 % em volume. Vinhos cada vez melhores e mais respeitados no mercado internacional, com uma ação mercadológica adequada e planejada dá nisso, sucesso!

 

Portugal IVDP – Seguindo a sua estratégia de internacionalização dos Vinhos do Douro e do Porto, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) volta a marcar presença num dos maiores certames internacionais de vinhos e bebidas espirituosas – o Prowein 2009, que se realiza nos dias 29, 30 e 31 de Março, em Düsseldorf, Alemanha. Com um stand de 200 metros quadrados, o IVDP tem assim a maior presença de sempre, com um número de expositores também recorde, 32. São esperados mais de três mil expositores de 40 países numa feira em que o acesso está limitado aos negociantes do sector. No ano passado, a Prowein foi visitada por mais de 33 mil negociantes de vinhos de 50 países. A maior parte deles provenientes da Escandinávia e Europa de Leste, incluindo a Rússia, Polónia e República Checa, mercados em que o IVDP está a apostar neste momento. Fonte: Essência do Vinho

 

Fraude – o ano passado tivemos a estória de alguns produtores de Brunellos (Itália) e seus, digamos, não “ortodoxos” meios de reformulação de seus vinhos com introdução de um corte com uvas não autorizadas, coisa que alarmou o mundo enófilo que paga uma bela grana por uma garrafa de Brunello. Não que o vinho fosse ruim, só não era Brunello. Agora o pessoal descobre que a região de Aude, Languedoc Roussillon no sul da França, que produz cerca de 50.000 hectolitros de Pinot Noir VdP (Vin de Pays d’Oc) anuais, vendeu localmente e exportou para os Estados Unidos mais de 120.000 hectolitros. Aparentemente, “esse milagre dos pães” foi repetido pelo negociant Ducasse que recebia os vinhos dos produtores e os revendia para a Sieur d’Arques que, talvez inadvertidamente, os colocava no mercado. Que tem contas a pagar e se existem ramificações nos Estados Undidos são assuntos a serem esclarecidos e julgados pela justiça nos paises lesados, porém o fato ocorreu e isso é certo. Só para mostrar que safado tem em tudo o que é setor, inclusive em nossa vinosfera, e lugar. Em alguns de forma mais endêmica e institucionalizada que outros, mas que os há por toda a parte lá isso há! Fonte: Reuters

Great News my Friends!

Volta e meia publico posts com assuntos além do vinho, sobre coisas realmente importantes neste mundo, neste caso amigos e filhos. Um amigo do peito, daqueles poucos que se contam nos dedos das mãos, me ligou ontem dizendo que ia ser pai. Senti em seu tom de voz uma imensa alegria que me deixou profundamente feliz e emocionado por ele e pela “mother to be”, os dois merecem essa benção. Por razões óbvias, não mencionarei seus nomes aqui, mas na falta do texto do Breno hoje, nada melhor que aproveitar o espaço para homenageá-los e a todos aqueles que estão por desfrutar das enormes alegrias que um filho pode nos dar. 

A todos, em especial a esses amigos queridos, uma lembrança de que as grandes alegrias podem vir das coisas mais simples e singelas deste mundo, até de uma mera folha de papel … ou várias! Bom fim de semana e um beijo enorme meus amigos, felicidades, saúde (tu vais precisar meu véio) e alegria para todos. Já deu sua risada diária? Não?! Então aproveite o vídeo e acompanhe o garoto Ethan com uma sonora gargalhada, vai ver como lhe fará bem. Salute mes ami!

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cXXm696UbKY&feature=related]

 

Dicas da Semana

O primeiro post na sexta passada, mostrou que a decisão foi acertada e já começamos a ganhar mais adeptos o que significará dicas semanais cada vez mais interessantes e boas oportunidades de compra ofertados tanto por nossos parceiros quanto por gente nova que começa a chegar. No domingo passado, em Noticias do Mundo do Vinho, falei um pouco sobre eles e no próximo seguirei dando um pouco mais de informações sobre a Wine Society, um projeto novo de um grupo de investidores junto com o amigo Ken Marshall da KMM, que é um projeto deveras interessante. Enquanto isso, passo para vocês algumas dicas incríveis e boas oportunidades que descolei com eles, só para você amigo leitor. Temos mais no entanto. Há uma interessante promoção da importadora Primea Línea especializada em vinhos Italianos, festival de espanhóis na bonita loja da Enoteca Decanter, a amiga Mariluz lá da Cia do Whisky em Moema também tem alguns rótulos em oferta e não podemos esquecer da bela degustação de vinhos espanhóis no Rubayat a ser realizada pelo Arthur Azevedo e um lembrete muito especial sobre a Expovinis. Espero que tudo isto lhes possa ser útil e, semana que vem tem mais.

 

1wine-society-logo1Wine Society, por enquanto só vinhos australianos e, mesmo não querendo adiantar muita coisa sobre o que vi em minha visita, mas tem tudo a ver com o post do dia. Afora os bons preços, parte da política da empresa que privilegia baixas margens com grande volume de vendas, eu ainda consegui arrancar deles um desconto especial para os amigos de Falando de Vinhos nas compras até dia 30 de Março/09.

 

botkarinyaHillstowe Karinya Cabernet Shiraz 2003 um tipico corte australiano de 55% Cabernet com 45% Shiraz, 10 meses de madeira. Seria um vinho que deveria estar aí por volta de R$40 em condições normais, mas está por incríveis R$20, um achado e uma barbada imperdível. Já era barato, fruto de uma negociação especial que eles obtiveram do produtor e nos repassaram, mas agora, falando que é leitor de Falando de Vinhos, você ainda terá um desconto de 10% caso compre uma caixa (12) com entrega grátis aqui em Sampa. Dá até para lojista ou restaurante comprar e garanto é bom. Vinho de cor ruby bonita e algo resinoso ao nariz com bom aporte de fruta madura. Na boca confirma tudo isso de forma equilibrada, porém mostrando aquela personalidade típica de vinhos do novo mundo com uma certa pujança e concentração, franco, taninos ainda firmes, de boa qualidade mostrando boa estrutura e volume de boca. Final saboroso, média persistência algo especiado e pode, tranqüilamente, ser servido com uma decantação de 30 minutos para ele se mostrar todinho! Cá entre nós, mesmo não sendo um blockbuster, difícil encontrar um vinho desta qualidade a este preço. Pensando bem, acho que a esse preço é sim um blockbuster e o churrasco de domingo está garantido. rsrs 

 

botknappsteinacklandrieslingKnappstein Ackland Riesling 2008 de Clare Valley. Um Riesling de muita qualidade, grande sofisticação e elegância, de nariz algo tímido com nuances florais e algo cítrico, na boca é seco, bem balanceado, muito boa acidez, mineralidade aparente que aumenta a sensação de frescor, final longo e saboroso com toda a tipicidade da cepa um vinho que encanta os mais exigentes e mostra muita finesse. Não conheço nenhum outro Riesling desta região e com esta qualidade por menos de R$120,00, mas este está por R$93,00. De tirar o chapéu e o mesmo desconto e condições aplicadas no Karinya serão aplicados neste rótulo. Está certo, comprar caixa nesta faixa de preço não é para qualquer um, mas o pessoal lá é bom de conversa e depois, sempre dá para juntar dois amigos e dividir a caixa, o vinho merece. Neste caso e no Smithbrook Merlot, dá para “mixar” a caixa.

 

botsmithbrookmerlotSmithbrook Merlot 2005, na verdade um corte porque leva 12% de Cabernet Sauvignon e 2% de Petit Verdot, mas o rótulo está dentro da lei já que o vinho em mais que 85% da uva declarada. Tendo dito isso, estamos diante de um belo vinho tipico do novo mundo com grande estrutura e uma certa complexidade. Já pedi uma garrafa para o “Desafio Merlot” que montarei dentro em breve. Denso, rico, paleta olfativa muito interessante e algo complexa, taninos firmes e finos mostrando um interessante arranjo entre potência e elegância que uma decantação de cerca de 45 minutos deve ressaltar de forma magnífica. Um vinho diferenciado e intrigante que merece ser conhecido. Mais uma vez o preço é irresistível pela qualidade oferecida, R$75,00 e a promoção e condições do Riesling vale aqui também!

      Está na duvida, quer provar, a quantidade é grande demais, está disposto a passar lá e pegar? Negócio é o seguinte, liga lá e conversa com eles, são muito boa gente e depois, lá tem muito mais coisa para se fuçar. Rua Medeiros de Albuquerque, 41 – Vila Madalena – Sao Paulo – Tel: (11) 2539.2920

 

2Cia do Whisky em Moema, a amiga e parceira Mariluz está com três interessantes rótulos em oferta e um deles em especial eu conheço e recomendo, é o Rey de Los Andes.

  • Nuviana Cabernet Merlot 750ml (Espanhol) – R$ 14,90
  • Rey De Los Andes Reserva Cabernet Sauvignon 750ml (Chileno) – R$ 41,90
  • Montepulciano D´Abruzzo Caleo 750ml (Italiano) – R$ 32,90

Faça uma visita, a loja está cheia de produtos bons a bons preços, Av. Jandira 263, Moema. Tel. 5055-6000

 

3O “Vinho e seus Prazeres” no Rubayat, primeira edição do ciclo 2009 do programa  organizado pelos restaurantes Rubaiyat, terá como tema “Um passeio pela nova Espanha”. O encontro será realizado dia 31 de março, terça, às 20h, e marca a estréia da nova sala de eventos do Baby Beef Rubaiyat da Av. Faria Lima aqui em Sampa, que acaba de passar por uma grande  reforma. Na degustação, Arthur Azevedo, conceituado critico, editor e diretor da ABS, será o apresentador convidado que mostrará que o vinho espanhol, apesar de ter uma longa tradição e percorrer todo o mundo, não está restrito às celebradas regiões de Ribeiro del Duero, Rioja ou Priorato e que sua excelência não para no mítico Vega Sicilia. A Espanha vem passando por uma verdadeira revolução vinícola com o aparecimento de uma série de vinhos muito originais, produzidos em sua maioria com uvas nativas do país, provenientes de regiões até então pouco conhecidas, até mesmo pelos espanhóis.

A degustação fará um passeio por estas novas regiões e os participantes provarão seis vinhos selecionados. São eles:

  • De Toro – San Román 2005 (Bodegas Maurodos)
  • De Bierzo – Pétalos del Bierzo 2005 (Descendientes de J. Palacios)
  • De Somontano – Viñas del Vero Secastilla 2004
  • De Navarra – J. Chivite Gran Feudo Moscatel Dulce Natural
  • De Costers del Segre – Castel  Del Remei Oda 2004
  • De Mallorca – Anima Negra 2004

Quer se inscrever e participar do evento, ligue para (11) 3170-5111, com Elyane, ou e-mail ovinhoeseusprazeres@rubaiyat.com.br . O custo é de R$190, mas se for reservado via ABS por associados, há um desconto de R$10.

 

4Cordelier em Bento Gonçalves, lança novos Cursos de Degustação. As novidades incluem técnicas de degustação e harmonização de espumantes e análise sensorial avançada do varietal Merlot. A programação dos Cursos de Degustação promovidos pela Vinícola Cordelier em conjunto com o Ristorante Don Ziero, (adoro esse restaurante) traz inovações para 2009. Além do tradicional Curso de Degustação voltado às pessoas que queiram aprender ou aperfeiçoar técnicas de análise sensorial, a vinícola está oferecendo dois novos cursos neste ano. Uma das novidades para 2009 é o Curso de Degustação e Harmonização de Espumantes, que abordará desde as etapas de elaboração da bebida, passando pelas técnicas de análise sensorial até a degustação. No curso os participantes também terão a oportunidade de conhecer os diferentes métodos de elaboração de espumantes, como o Champenoise, Charmat e Asti e suas características, bem como, as principais regiões produtoras. Além disso, os participantes poderão apreciar um cardápio especialmente montado para harmonizar com espumantes.

Já a outra novidade – o Curso de Degustação Avançado – Sensações do Merlot – destina-se a quem deseja aprofundar seu conhecimento na área de análise sensorial. Para quem é da região ou está de passagem, dá para agendar os cursos que possuem uma duração de 4 horas. Quer saber mais, eis os dados para contato: (54) 2102.2333 oi vinícola@cordelier.com.br  /  www.cordelier.com.br

 

5Enoteca Decanter em São Paulo tem Festival Espanhol com os rótulos dos produtores Gil Luna (Toro), Vinos Piñol (Catalunha) e Abadal (Pla de Bages) por 20% abaixo da tabela. Eis algumas dicas a serem conferidas.

  • Abadal Rose de Cabernet Sauvignon, um dos meus preferidos e constante do meu Tomei e Recomendo.
  • Abadal Cabernet Franc / Tempranillo 05 que a Wine Enthusiast deu 91 pontos e na safra de 2005 recebeu 89 ponto de um tal de Robert Parker (rsrs). Preço módico, acho que vou entrar nessa também porque esse corte me deixou curioso.
  • Vinos Piñol Ludovicus Terra Alta 05, é um “Superb Value” que lhe deu 89 pontos.
  • Gil Luna, Três Lunas Crianza 03

Dê uma passada lá para conferir e conhecer o bonito lugar que será palco de meu próximo “Desafio de Vinhos”. R. Joaquim Floriano, 838, Itaim, São Paulo-SP – Tel. 11-3073-0500

 

6Prima Línea, pela primeira vez no blog, e espero que por muitas mais.

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7 – Para encerrar as Dicas desta semana, lembro que a falta pouco para o principal evento nacional de vinhos, a praia de qualquer enófilo que se preze, está chegando a Expovinis 09! Está esperando o quê para se inscrever? Não deixe para a última hora e programe sua visita.

 

 

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Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, que estejam sem dados para contato, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Salute e Kanimambo

Vinho Verde

Nada mais português que um bom Vinho Verde que, lamentavelmente, o Brasil ainda não descobriu. O Vinho Verde branco, sim porque há tintos que muito se bebem pelo interior de Portugal afora, tem tudo a ver com nosso clima e com nossa alimentação, especialmente nas regiões litorâneas. Da região do Minho, norte de Portugal fronteira com a Galicia (Espanha), especialmente da sub-região de Monção e Melgaço, vinhos gostosos, amistosos, sempre muito frescos, tradicionalmente de baixo teor de álcool, com uma acidez cortante, alguma agulha na ponta da língua, é ótima companhia para frutos do mar em geral, bolinhos de bacalhau, casquinhas de siri e coisas do gênero, perfeito com sardinhas assadas na brasa! Neste painel de quase dois meses em que provei uma série de vinhos brancos e rosés, não poderia deixar de fora estes deliciosos vinhos, bem apropriados para o nosso verão e, ainda por cima, com ótimos preços.

 

panorama-vinhos-verdes

  • Quinta do Ameal Loureiro 06 (Vinho Seleto) – uva Loureiro, autóctone de Portugal, vínificado em extremo (varietal) apesar de tradicionalmente ser usada como corte nos vinhos verdes aportando-lhes uma melhor estrutura. O estilo deste Ameal faz lembrar muito a delicadeza e sutileza dos bons vinhos do Mosel, na Alemanha, incluindo o teor alcoólico de 11.5º. Deliciosamente refrescante, grande intensidade aromática em que sobressai um encantador bouquet floral. Na boca é leve, suave, um toque de seda no palato em que aparecem frutos cítricos, toques de limão com um final de boca algo amendoado. Muito mineral, ótima acidez, alguma agulha muito sutil e bem típica dos vinhos verdes. Encantador e de grande finesse!
  • Loureiro Muros Antigos 06 (Decanter) – de Anselmo Mendes, uns dos papas da região, vem este delicioso, floral e refrescante vinho com a mesma cepa do Ameal, porém de maior corpo, mais franco e vibrante com um teor alcoólico de 12%. Inicia cativando pelo olfato suave e elegante, com notas cítricas e florais. Na boca, é exuberante, intenso, fresco, textura macia e muita fruta. Muito harmonioso, é um vinho imperdível, que fará bonito escoltando um peixe grelhado com arroz de tomate ou uma caldeirada de lulas. Mais uma maravilha, mas acho que está na hora de esperar safra mais nova, pois achei-o menos fresco e vibrante que há seis meses atrás, ou compre agora e tomo logo.
  • Muralhas de Monção 07 (Barrinhas) – um dos vinhos verdes mais consumidos em Portugal e por aqui tem os seus seguidores também, como eu e meu amigo Antonio. Corte de Alvarinho com Trajadura, muito cítrico com nuances florais, sempre apresentando grande frescor e muito balanceado, é um vinho que safra pós safra mostra uma consistência impar e substância, algo nem sempre disponível nos vinhos verdes disponíveis no mercado. Tem um final de boca muito agradável e de boa persistência apresentando um retrogosto de frutas tropicais e algo mineral. Não é de grandes complexidades, mas é certeiro, direto diz logo ao que vem e nos deixa bem felizes e satisfeitos, missão cumprida com honras e bom preço, por volta dos R$38,00.
  • Varanda do Conde 07(Casa Flora) – uma enorme surpresa e uma paixão ao primeiro gole. Mais uma vez um corte com as casta autóctones Alvarinho e Trajadura que, já nos aromas, mostra-se sedutor com suas nuances florais e o que me pareceu ser casca de laranja. Na boca mostra uma acidez bem cortante com alguma mineralidade, deixando o vinho muito fresco, leve e fácil de tomar, muito equilibrado, leve agulha, saboroso com um muito agradável final de boca de média persistência que me lembrou nectarinas e deixa aquele gostinho de quero mais, e mais, e…… Um vinho feito para o nosso verão acompanhando camarõezinhos grelhados, lula à doré ou carne de porco na brasa, enquanto o sol se põe sobre as águas do mar tranqüilo. Fico aguado só de pensar!
  • Deu La Deu 07 (Barrinhas) – um dos mais tradicionais e muito consistentes vinhos monocasta elaborados com Alvarinho. De cor dourada brilhante e límpido, possui uma paleta olfativa bem frutada que nos leva a viajar por terras tropicais em que aparecem aromas de melão e algo de pêra cercado por nuances florais. Acidez muito boa o que lhe aporta um grande frescor, copo médio, cremoso, com final de boca guloso e mineral de média persistência com retrogosto que me lembrou maçã verde. Uma ótima companhia para um churrasco, muito yummy! Está no mercado por preços variando entre R$58 a 70,00 ou seja, há que pesquisar.
  • Quinta da Aveleda 07 (Interfood) – divide com o Varanda do Conde o titulo de melhor relação Preço x Qualidade x Satisfação desta lista de Vinhos Verdes. Corte de Loreiro, majoritariamente, Trajadura e Alvarinho com 11,5%, é mais um daqueles clássicos da região que se torna irresistível com umas sardinhas assadas e batatas cozidas. Gostosos aromas frutados e cítricos com algo herbáceo, na boca é harmônico, balanceado e muito saboroso com uma certa complexidade de sabores em que aparece algo de frutas tropicais, melão,talvez maçã verde tudo com muito frescor e vivacidade. Não possui corpo para encarar pratos muito evoluídos, mas certamente será grande companhia para pratos de peixe grelhados e, obviamente, as sardinhas já comentadas. 
  • Portal do Fidalgo 06 (Casa Flora) – Nariz agradável, citrico de boa intensidade. Na boca apresenta corpo médio, é suculento, vivo, muito equilibrado e fresco mostrando bem todas as características da cepa, um vinho para abrir o apetite e preparar as papilas gustativas para o que está por vir, ou, preferencialmente, para acompanhar um bacalhau grelhado ou na brasa com batatas ao murro ou um belo prato de lulas grelhadas na manteiga com batatas cozidas. Aqui o teor de álcool é mais alto, em torno de 13.2%, porém sem se notar já que está muito bem equilibrado. Com preço rondando os R$50,00, é um dos Alvarinhos mais baratos do mercado e uma boa introdução à cepa.
  • Casal Garcia 07 (Interfood) – talvez o mais conhecido Vinho Verde e um dos que mais vende mundo afora. Um corte das uvas Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal muito leve e suave, descompromissado, magro, um estilo de vinho que costumo denominar de “beira de piscina”. Nariz tímido que se repete na boca com boa acidez, acentuado frescor e algo cítrico. Para tomar bem gelado e aos goles, não chega a entusiasmar, mas para o que se propõe é bastante agradável. No mercado por volta de R$25 a 28,00.  
  • Promoções válidas somente até ao final de Março.

Para os que gostam de encarar coisas diferentes, eis uma dica; como sugeri no Deu la Deu, harmonizar com churrasco, prove um destes deliciosos vinhos acompanhando uma costela de porco na brasa. Estranhou? Tente e comente aqui depois. O frescor e acidez cortante destes vinhos, equilibra-se maravilhosa e refrescantemente como contrapeso à gordura da carne. Agora vá um pouco mais longe ainda, sirva-o com feijoada (Cristiano, já adiantei a minha escolha)! Uma última coisa, com algumas exceções, como os bons Alvarinhos, para aproveitar todos os seus predicados estes vinhos devem ser tomados preferencialmente jovens, quanto mais melhor, preferencialmente não deixando passar dos dois anos. Como a grande maioria do que está no mercado é 2007, aproveitemos bem este primeiro semestre enquanto aguardamos as safras mais novas chegarem só que, provavelmente, com novos preços. Se quiser conhecer um pouco mais sobre Vinhos Verdes, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

 

 

 

 

Salute e kanimambo.

Ps. Se tiver oportunidade de se deparar com um Alvarinho Soallheiro 07 (Mistral), não negue fogo e compre. O Alvarinho Muros de Melgaço (Decanter) é outro que também não se deve perder, sendo vinhos mais complexos e elaborados, já numa outra liga saindo desta linha mais ligeira de vinhos, podendo inclusive envelhecer bem. Alvarinhos, no entanto, são vinhos de uma classe especial que merecem uma matéria especifica sobre a cepa. Questão de tempo!

Medicina Contra o Vinho?

healthandwineEste espaço é democrático e se há controvérsias estas precisam ser mostradas. Pois bem, ultimamente tenho lido algumas matérias em que os benefícios de doses moderadas de vinho tomadas diariamente não são assim tão saudáveis como se dizia. Isto, inclusive, vem provocando grande irritação junto aos produtores franceses. Eis as noticias.

 1 – De acordo com estudo elaborado por pesquisadores na Oxford University que pesquisou um milhão de mulheres de 50 anos de idade e acima, mostrou que aquelas que tomam uma taça de vinho diária (125ml) apresentaram 6% mais chance de contrair câncer. Aquelas que consumirem duas taças diárias, dobram o porcentual de risco de acordo com a pesquisa.

 2Dominique Maraninchi, presidente da INCA (Intituto Nacional do Câncer na França), alega que “doses diárias e constantes de álcool, são danosas à saúde independentemente da quantidade” podendo aumentar o risco de câncer de boca e garganta em até 168% o que levou o ministério da saúde na França, a determinar em suas cartilhas, que o consumo de álcool, especialmente vinho, é desaconselhável. Óbvio que isso está dando o que falar na França, mas Roger Corder, professor de terapias experimentais do William Harvey Research Institute em Londres, especialista no assunto, ficou imensamente surpreso já que essas alegações não foram baseadas em pesquisas francesas e sim mundiais, afora cobrirem consumo de álcool de forma generalizada.  

Xavier de Volontat, presidente da associação de produtores do sul da região do Languedoc coloca a seguinte interessante questão; “Se isso é verdadeiro, como explicar que o consumo de vinho na França caiu 50% nos últimos vinte anos, e no mesmo período houve um aumento drástico de ocorrência de câncer no país?”. Mais ainda, não é que esse tal de Maraninchi também meteu bronca nos embutidos, charcutaria e queijos! O cara está querendo acabar com a cultura enogastronômica francesa?!! Com esse sobrenome tou achando que é “intriga” da oposição!

               Enquanto isso, do outro lado do mundo, na Austrália, mais precisamente na West Australia University em Perth, pesquisa efetuada mostra que existe correlação entre consumo moderado diário de álcool e redução de disfunções eréteis nos homens. Apesar de sabido que o consumo de álcool é tradicionalmente associado à baixa performance na cama, quando analisados 1700 homens na região, se verificou que quem consumia de uma a vinte taças por semana (não de uma vez!), apresentava 20 a 30% de redução no risco de disfunções eréteis, já se considerando outros aspectos como idade, fumo e doenças cardíacas. O Dr. Kew-Kim Chew, epidemiologista da universidade, pede, no entanto, por estudos mais conclusivos e lembra que seria socialmente irresponsável recomendar o consumo de álcool para esse fim. 

Por via das duvidas e baseado em todas as pesquisas já efetuadas até aqui, eu estou mesmo é com os produtores franceses e seguirei no meu regular e gostoso hábito de tomar minhas duas ou três taças diárias com visitas, também regulares, ao meu médico. Agora, verdade seja dita, depois de um ano de absoluto e danoso sedentarismo com consumo regular diário, meus recentes exames laboratoriais se mostraram excelentes. Vai explicar!!

wine-smile-despagne1Salute a Kanimambo.

Brancos & Rosés – Vinhos que Tomei e Recomendo entre R$50 a 80,00

Demorei, mas cheguei nos finalmente. Tanto que as garrafas vazias, como de praxe, que estavam sendo guardadas para a foto, a minha assistente do lar deu um fim nelas! A solução foi correr atrás de imagens na rede para fazer uma montagem. Enfim, o que importa, de qualquer forma, são mesmo os comentários do vinho então, tudo bem. Normalmente minhas faixas vão até R$120 (de 80 a 120), mas neste caso, parei em R$80,00 já que somente tive uma única prova acima deste valor, o estupendo Albariño Don Pedro de Soutomaior 07 (Peninsula), que tratarei com a devida vênia nos posts sobre a minha maratona de aniversário que publicarei dentro de alguns dias, e dentro do contexto de vinhos de verão refrescantes, acho que a seleção apresentada está de bom tamanho.

Entre os posts Tomei e Recomendo, Vinhos da Semana e Desafio Torrontés, foram cerca de 62 vinhos comentados entre brancos e rosés para todos os gostos, estilos e bolsos. Ainda me falta terminar um especial sobre Vinhos Verdes brancos, sim porque os há tintos, que espero publicar muito em breve. Espero que todas essas informações lhe possam ser úteis e finalizarei este tema com a elaboração dos vinhos Branco & Rosés provados que comporiam a minha adega. Agora falemos dos vinhos entre R$50 e R$80 que tomei e recomendo que não são muitos, porém são muito bons, com uma mineralidade que me empolga e os marcados com asterisco são os meus favoritos.

 

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Brancos – Alguns vinhos surpreendentes que realmente fizeram a minha cabeça. Começando pelo estupendo Protos Verdejo 07* (Península) da região de Rueda na Espanha, um vinho vibrante e sedutor dotado de enorme frescor, cítrico, saboroso e longo, que já comentei em maiores detalhes em post anterior, que deixa-nos aquele retrogosto muito especial de quero mais! O Rutini Chardonnay 07* (Zahil) da região de Mendoza na Argentina, traz uma surpreendente mineralidade que me encantou tanto nos aromas como no paladar, possuindo um estilo mais leve, delicado e sedutor com aromas de frutos tropicais e grande equilíbrio de boca com um final de boa persistência lembrando frutas brancas e nuances suaves de baunilha, um belíssimo vinho de muita finesse. Do Chile, o Caliterra Tribute Chardonnay 06 (Wine Premium) fermentado Sur Lie, mostrou uma paleta olfativa gostosa em que se destacam baunilha e algo de abacaxi, enquanto na boca mostrou ser muito balanceado, macio, algo cremoso mostrando boa acidez e boa estrutura com corpo médio, um belo vinho que pede comida e o muito interessante Concha y Toro Riesling Winemaker´s Lot 06 (Expand) algo floral no nariz, bem cítrico, seco, intenso, corpo médio, ótima acidez com uma mineralidade muito presente num final de boca longo e muito saboroso. Da Alemanha, temos um vinho muito especial e introdução aos grandes, finos e inebriantes Rieslings alemães, é o Dr. L 06* (Expand) o vinho “básico” da Dr. Loosen de aromas cítricos sutis e algo florais, enorme frescor, seco, balanceado, de enorme mineralidade, muito leve e agradável, um vinho de grande delicadeza, absolutamente sedutor e, completando este painel, o Aspire Sauvignon Blanc 06 (Expand) da Nova Zelândia, um vinho que possui toda a tipicidade e intensidade dos elaborados com esta cepa nessas terras distantes, mostrando aromas de frutas tropicais com algo de grama molhada num conjunto muito agradável, na boca é bastante cítrico, corpo médio, boa concentração de fruta, muito boa acidez e um final longo com retrogosto que me fez pensar em maracujá.

 

Rosés – na faixa de preços anterior já tomei alguns excelentes representantes deste estilo de vinho. Agora, finalizo com mais cinco, entre eles três dos melhores; Abadal Rosado 06* (Decanter) de Pla de Bages, uma DOC da Catalunha, espanhol de primeiro nível, cor rosado escuro atraente, frutado, cremoso com ótima estrutura em boca onde a cereja e ameixa vermelha ressaltam ao paladar, untuoso, harmônico e rico, com um final de boca longo em que aparecem sutis toques de especiarias, mais que um aperitivo, é um vinho para acompanhar um preto de frango grelhado, risoto de frutos do mar, talvez uma peixada; na mesma linha,o delicioso Protos Rosado 07* (Península) elaborado com 100% “tinta del pais” (tempranillo) cor vibrante, aromas de boa tipicidade mostrando morangos e cereja, muito fresco, algo cremoso, concentrado e muito equilibrado com leve toque especiado e saboroso final de boca de boa persistência que chama a próxima taça, e a próxima, e a……., bem como aperitivo e melhor ainda se acompanhando uma paella à Valenciana; Vinha da Defesa Rosé 07* (Qualimpor) da Herdade do Esporão no Alentejo em Portugal, corte de Syrah com Aragonês, cor rosado forte e vivo, um páreo duro para os amigos espanhóis acima, mostrando grande intensidade olfativa em que sobressaem frutas vermelhas silvestres, bom corpo para um rosé, untuoso, bom volume de boca, muito boa acidez, vinho com “sustança” que chama comida, apesar de poder ser servido como um delicioso aperitivo acompanhado de umas tapas, digo acepipes, e uma persistência muito boa. Tem mais; tem o Chateau Saint-Roch Lirac 06 (Decanter) corte de Grenache, Cinsault e Syrah da região de Cotes du Rhône, na França com uma linda cor salmão clara e brilhante, aromas sutis e delicados, no palato mostra-se suave, algo ligeiro, mas pleno de sabor e muito fresco, ótima companhia para pratos leves delicioso com queijos brancos, tendo harmonizado especialmente bem com queijo de cabra e o Zolarosa Forli Rosato 06 (Interfood) da região de Emilia-Romagna, Itália, produzido com Sangiovese tem uma cor diferente, algo acobreada, bonita que nos invita a provar, no nariz é tímido difícil de decifrar mostrando-se na boca com um frutado sutil, sabores algo evoluídos, bem balanceado, final seco mostrando ótima persistência e uma leve adstringência, quando harmonizado com um fettucine com paillard de filé mignon grelhado, cresceu incrivelmente, mostrando suas aptidões como um vinho essencialmente gastronômico.

Contate os importadores, os lojistas parceiros ou pesquise junto a seu fornecedor predileto, mas não deixe de aproveitar estas delicias.

Salute e kanimambo