João Filipe Clemente

Dicas da Semana

          Bem, Dicas é que não faltam nesta semana, desde um exótico festival de jacaré no prato preparado por uma irmã franciscana , um passeio por uma degustação de grandes vinhos no Chile, um criativo restaurante japonês, curso de degustação no Rio até as tradicionais oportunidades de dicas de boas compras e promoções de toda a Sexta-feira. Vejamos:

Prato de JacaréJacaré Grill realiza seu primeiro Festival de Carne de Jacaré, de 23 a 25 de Junho. No jantar dos dias 23, 24 e 25 de junho, o Jacaré Grill realiza o seu primeiro Festival de Carne de Jacaré. Para preparar os pratos, os proprietários do bar e restaurante Marcelo ‘Jacaré’ Silvestre e Cíntia Camargo convidaram a irmã franciscana Miryan Feitosa. Antes de se tornar missionária da Pastoral do Mundo do Trabalho, Miryan foi proprietária de uma cantina italiana no bairro do Brás, onde preparava pratos com carnes exóticas, incluindo a de jacaré.

Para o festival no Jacaré Grill, irmã Mirian traz quatro de suas receitas com carne de jacaré. Serão duas entradas, Petiscos empanados de jacaré – com cauda, isca, coxa e sobre coxa – e Croquete de jacaré (R$ 25 cada), e duas opções de prato principal, o Jacaré grelhado à Pantanal e o Jacaré ao vinho branco com farofa de maracujá (R$ 35 cada).

Rica em proteínas e muito macia, a carne de jacaré é livre de gorduras e tem baixo teor calórico. Produzida pela Cooperativa de Criadores de Jacaré do Pantanal (COOCRIJAPAN www.coocrijapan.com.br ), a carne, ecologicamente correta, não possui aditivos químicos e vem diretamente da cidade de Cáceres, no Mato Grosso do Sul, dos criadouros da empresa, pioneira na comercialização de carne de jacaré, certificada pelo serviço de Inspeção Federal (S.I.F), do Ministério da Agricultura do Brasil.

Endereço: Rua Harmonia, 305/ 321, Vila Madalena. / Telefone: (11) 3816-0400 – Reservas: (11) 3031-5586   www.jacaregrill.com.br 

 

Curso de Degustação da Escola Mar de Vinho no Rio de Janeiro. Marcelo Copello com toda a sua bagagem de degustação compartilha com os amigos sua experiência na arte de degustar. Esta se fosse em Sampa até eu marcaria presença.

Data – 02, 09 e 16/07/2009 – 5as feiras

Hora – de 19:00 às 22:00 (às 19h recebemos os pontuais com espumantes e às 19:30 começamos)

Endereço – Escola Mar de Vinho – Rua Buarque de Macedo, 75 – Flamengo

Programa:

AULA 1 – 02/07

  • Boas vindas com espumantes Chandon e Valduga
  • Degustação e análise técnica orientada de dois vinhos brancos e dois vinhos tintos
  • Estudo e avaliação das cores, aromas e sabores de cada vinho
  • Exercícios de percepção para treinar o olfato
  • Ao final será servido mais um vinho harmonizado com um prato quente elaborado pela chef Maria Vitória
  • Menu – Oricchiete com caponata e gamberi

AULA 2 – 09/07

  • Boas vindas com espumantes Miolo e Pizzato
  • Degustação e análise técnica orientada de quatro vinhos tintos
  • Estudo e avaliação das cores, aromas e sabores de cada vinho
  • Exercícios de percepção para treinar o olfato
  • Ao final será servido mais um vinho harmonizado com um prato quente elaborado pela chef Maria Vitória 
  • Menu – Risotto ai funghi

AULA 3 – 16/07

  • Boas vindas com espumantes Salton e Valduga
  • Degustação e análise técnica pelos alunos de um branco e um tinto para equalizer os sentidos
  • Prova de degustação as cegas com premios aos melhores alunos
  • Exercícios de percepção para treinar o olfato
  • Ao final será servido mais um vinho harmonizado com um prato quente elaborado pela chef Maria Vitória
  • Menu – Couscous de cordeiro 

Ao final da última aula, o vinho servido será surpresa, às cegas, revelado depois no Blog de Marcelo Copello, com sorteio de brindes aos que acertarem. Todos os participantes recebem material didático, certificado e chocolates finos da Associação dos Profissionais do Cacau Fino e Especial como brinde.

Preço: R$ 335,00 até o dia 29/06, após R$ 435,00 / Vagas limitadas a 20 pagantes

Reservas:

Com Renata no tel.: (21) 3507-0337 ou pelo email marketing@mardevinho.com.br ou Com Andréa ou Lourdes no local ou, ainda, pelo tel: (21) 2285-6087

 

Visite a Assemblage Vinhos e Aproveite para Degustar e Comprar. A Bete e o Marcel estarão recebendo os amigos em sua loja neste Sábado, degustando alguns de seus bons rótulos, entre eles o conceituado Punto Final. Não perca se vocês estiver por aqui na região da Granja Viana.

 Assemblage - Punto - promoção

 

Olha a Peninsula de novo no pedaço. A Nina me enviou mais algumas dicas de compra com desconto especial de 15% na compra de uma caixa com seis vinhos. Vejam só a lista e desta vez negociem com ela uma garrafa de Hecula, um belo vinho;

  • 01 GF ALAIA TINTO (CASTILLA Y LEÓN)
  • 01 GF CÓDICE TINTO (LA MANCHA)
  • 01 GF CASTAÑO MONASTRELL (YECLA)
  • 01 GF JAVIER ASENSIO TINTO (NAVARRA)
  • 01 GF SEÑORIO DE LAZÁN (RESERVA-SOMONTANO)
  • 01 GF SIERRA CANTABRIA COSECHA ( RIOJA)

Preço Total R$ 349,00 / Desconto 53,00 / Valor a pagar R$ 296,00. Frete gratuito na cidade de São Paulo. Válido até 30 de Junho ou final de estoque. Fale com a Nina, (3822-3986 / nina@peninsula1.com ).

 

Degustação Icones do Chile em Santiago. Anualmente, este é o segundo ano, os grandes produtores se reúnem no Ritz Carlton em Santiago para uma degustação de seus vinhos ícones. Uma chance ao ano e o amigo Felipe Kaufmann me avisa que se lhe enviar um e-mail para reservar o seu ingresso, você tera 25% de desconto (de CHP 21.000 por CHP 15.750). Este é o e-mail dele: vinhos@jjimp.com. Belo programa para quem estiver por aquelas bandas!

Cata Iconos 2009

 

Miolo Wine Group inicia pré-venda. É, está virando moda e os amantes do Lote 43 e do Merlot Terroir podem puxar do talão de cheques (ainda existe?) e já garantir suas garrafas.

Miolo pré-venda 

 

Mistral. Não é que estejam com alguma promoção especial, mas com seus preços dolarizados e o câmbio abaixo de R$2,00, seus vinhos voltam a ficar bastante interessantes. Pincei alguns rótulos que acho imperdíveis, alguns deles verdadeiras barbadas, achados dentro do incrível portfólio de nossa principal importadora.

  • Bonachi Montpulciano D’Abruzzo 07 USD15,25
  • Altano Tinto 06 (Douro imperdível) USD19,90
  • Rio de los Pajaros Merlot/Tannat 05 USD15,50
  • Pisano Cisplatino Torrontés 08 USD14,50
  • Jerez Manzanilla La Gitana (375ml, do tamanho certo) USD19,50
  • Alamos Chardonnay 07 USD16,50
  • Chartron La Fleur Blanc 05  (branco de Bordeaux) USD22,50
  • Quinta da Lagoalva de Cima 04 castelão/Touriga Nacional USD22,90
  • Gran Feudo Crianza 04 USD22,90
  • Danie de Wet Chardonnay (achado da África do Sul) Sur Lie 07 USD21,90
  • Montes Selección Cabernet Sauvignon/Carmenére 06 USD24,90
  • Chateau La Gatte Tradition 05 (Bordeaux) USD24,90
  • Parallel 45 rouge USD27,90
  • Pisano RPF Tannat 06 USD27,50
  • Cotes Du Rhone Belleruche Rouge 06 USD31,80
  • Blason D’Aussiéres 05 (Languedoc) USD37,90
  • Wynns C. Sauvignon/Shiraz/Merlot 05 (Austrália) USD35,00
  • Porcupine Ridge Syrah 07 (África do Sul) USD29,90
  • Soalheiro Alvarinho 06 USD41,90
  • Montes Alpha Syrah 07 USD41,50
  • Baumard Coteaux Du Layon Carte D’or (branco doce do Loire) USD47,50
  • Pisano Arretxea Tannat/Petit Verdot 04 USD57,80
  • Niepoort LBV 04 (está divino) USD48,50

 

Para os amantes da Touriga Nacional. Dia 30 de Junho, o jornalista Ricardo Castilho, diretor editorial da revista Prazeres da Mesa, é o convidado da próxima edição do ciclo “O Vinho e Seus Prazeres”, organizado pelos restaurantes Rubaiyat. Com o tema “Touriga Nacional – uma casta portuguesa, com certeza”, a degustação será realizada no às 20h, no restaurante Baby Beef Rubaiyat da Av. Faria Lima.

Provavelmente originária na região do Dão, a Touriga Nacional é o grande exemplo da postura ousada de Portugal no mundo dos vinhos. Ao contrário de diversos países, que adotaram conhecidas castas internacionais, como a Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot, Portugal apostou em suas próprias uvas, identificadas com a sua cultura e seu terroir. Até pouco tempo, a Touriga Nacional se restringia à elaboração de Vinhos do Porto na região do Douro e vinhos mais rústicos no Dão. Mas com a moderna vinicultura e a disseminação do plantio por todas as regiões produtoras de Portugal, a casta evoluiu e hoje resulta em vinhos concentrados, complexos, elegantes e muito agradáveis de beber.

Na degustação, serão provados os seguintes vinhos:

  • Adega de Borba 2006
  • Quinta dos Roques 2002
  • Quinta dos Carvalhais 2000
  • Quinta da Pellada 2004
  • Só Touriga Nacional 2005
  • Quinta do Vallado 2004
  • Quinta da Garrida Reserva 2003

 Ao final da prova, será servido um corte especial de carne do Baby Beef Rubaiyat a todos os participantes. Cá entre nós, só vinho bala, conheço alguns e já deu água na boca!

Inscrições: pelo tel. (11) 3170-5001, com Elyane, ou e-mail ovinhoeseusprazeres@rubaiyat.com.br

Vagas: 60 – Preço: R$ 190,00 (cento e noventa reais por pessoa)

Preço promocional para sócios ABS–SP: R$ 170,00 (cento e setenta reais por pessoa) – para obter o desconto, os sócios ativos devem fazer as inscrições até o dia 26 de junho diretamente com a secretaria da ABS-SP pelo tel. (11) 3814-1269 ou e-mail: abs-sp@abs-sp.com.br

 

Expand. O amigo e confrade Zé Roberto me alertou e fui conferir. Uma série de rótulos com 30% de desconto entre eles alguns bons rótulos da Norton, Zuccardi Serie A e Santa Julia. Do que vi destaco dois rótulos imperdíveis:

Santa Julia Torrontés Late Harvest 07 por R$27,00, uma baba que já está na minha adega.

Achaval Ferrer Malbec 07, o Malbec “básico”deste estupendo produtor que teve seu preço reduzido de R$98,00 para 78,00. Uma ótima compra por um belíssimo vinho. O Quimera, um bom degrau acima, também é uma bela opção e um grande vinho de corte por R$118,00

 

Logo Vini VinciVinci. Esta recebi ontem do importador e fiz questão de ressaltar dois rótulos muito interessantes que valem a pena possuindo uma ótima relação custo x beneficio.

La Posta Armando Bonarda 07, de R$42,92 está por R$38,61 (um dos melhores Bonardas argentinos e a este preço não tem para ninguém) e o Tilia Merlot 06 de R$29,20 por R$26,26.

Mesmo não estando numa promoção especifica, aproveite que o câmbio está favorável (abaixo de R$2,00) e veja também o La Posta Cocina Blend e os Tilias Chardonnay e o corte de Malbec/Syrah.

 

Original Shundi, um japonês diferenciado. Inaugurado há dois anos, atrai principalmente a clientela ávida porEntrada Espera iguarias exóticas, os destaques da casa, na qual utilizam muitos produtos importados e pratos incomuns em outros restaurantes japoneses. O nome da casa não poderia ser mais apropriado, pois se há algo que o Original Shundi não é, é lugar-comum. O restaurante preza pela originalidade em todo seu conjunto, desde a comida à decoração e pequenos detalhes de originalidade que podem ser observados no formato do cardápio, nos suplás, no copinho de água que acompanha o café e até nos toaletes.

                      A maneira que Shundi mais gosta de apresentar suas sugestões é em menu degustação que chama de “Especialidades” onde reúne diversas criações do dia. Só para citar algumas, pois variam a cada dia conforme os ingredientes que encontra disponível quando vai às compras, está o carpaccio de polvo; sashimi de toro (barriga do atum) e de vieira; a salada de iguarias composta por salmão, alevinos, ovas de peixe voador, barbatana de tubarão, água-viva e minipolvo; cavalinhas marinadas ou grelhadas e mais 500 combinações deferentes que Shundi garante que pode criar. São 5 battera de salmaoopções de Especialidades, com preços variando entre R$80,00 e R$320,00 formado por porções individuais com 8 a 20 pratos diferentes, em pequenas quantidades, para delícia dos amantes da culinária japonesa, variando entre frios e quentes. Para os menos aventureiros a casa tem um menu tradicional, mas a busca pelo novo e a criatividade na descoberta de novos pratos é uma constante.

                O novo cardápio, criado por Shundi, também respeita a atual situação econômica do mundo e promove uma alteração considerável em alguns de seus preços. As novidades são muitas, na entrada: Carpaccio de anchova negra defumada (R$30,00);  Tempurá de Salmão com caviar (R$55,00); Sashimi Space Tuna (atum selado, temperado comcarpaccio de anchova negra pimenta sete sabores, azeite e limão – R$35,00); as porções de Battera (sushi prensado na forma com 8 unidades – R$38,00 a R$65,00) e o Tyapon (sopa de macarrão lamen com legumes e frutos do mar – R$38,00) como principais. No campo das sobremesas, o que não é a especialidade desta culinária, criaram algumas delícias que completam muito bem a rejeição. Claro que oferecem a Animitsu, sobremesa típica japonesa feita com gelatina e feijão (R$18,00), mas a Banana Enpanada com corn flakes e sorvete ou as Frutas Vermelhas Flambadas com pimenta servidas em cestinhas de massa de rolinho primavera, acompanhadas de sorvete de gengibre são um arraso, tanto para o visual quanto para o paladar.

             Muito originais também são as duas adegas que a casa exibe logo na sua entrada, uma de vinhos e outra de sakê onde exibem 40 rótulos diferentes como os importados Junmai Daí Ginjo e Kassen, vendido com exclusividade no restaurante. Na adega climatizada de vinhos oferecem 30.rótulos, priorizando espumantes e brancos por sua melhor harmonização com a gastronomia japonesa. Ambas as adegas estão sob a responsabilidade da sommelier Priscila Mallmann, que está se aperfeiçoando em sakê.

Rua Dr. Mário Ferraz, 490 – Itaim Bibi – São Paulo – Tel.: 3079 0736 www.originalshundi.com.br

Salute, kanimambo e bom fim de semana.

Clique nos logos para acesso direto.

Domno Traz Vistalba

                Domno, o novo projeto da Famiglia Valduga tem como objetivo produzir bons espumantes em sua sede em Garibaldi, no Vale dos Vinhedos, e importar e distribuir vinhos em geral. Uma de suas primeiras aquisições como importador foi a Vistalba, como já informado, e fui convidado a conhecer a linha de produtos trazidas por eles degustando alguns dos rótulos já disponíveis no mercado. Duas linhas principais de duas regiões diferentes, a Tomero e a Vistalba com os cortes A, B e C.

Foto  Tomero Petit VerdotA Linha Tomero é bastante ampla com oito varietais elaboradas com uvas do Valle do Uco advindas de 400 hectares de vinhedos plantados a cerca 1.100 metros de altitude. Destes oito, provamos o Sauvignon Blanc, Semmillon,  Malbec, Malbec Gran Reserva, Pinot e Petit Verdot Reserva. Todos bons vinhos; o Sauvignon Blanc por sua sutileza, frescor e equilíbrio resultando num vinho muito agradável de tomar. O Malbec Gran Reserva é um vinho de grande potência, robusto, firme e, em se tratando de um 2006, ainda muito novo para se apreciar todo o seu potencial. Pinot agradável, de maior potência e volume de boca do que estamos acostumados mostrando uma cara bem “novo mundista”, mas foi o Petit Verdot que me encantou. Já tinha provado alguns varietais desta cepa, comumente usada em cortes, e não me tinham agradado por sua rusticidade e agressividade. Este mostra força, mas sob controle, nariz de boa intensidade, boa concentração, taninos finos e aveludados com um final algo quente, mas de boa persistência e muito saboroso, um vinho que surpreende e é isso que mais me agradou.

         A gama de vinhos Vistalba é diferente a começar pelo conceito, já que são todos cortes. Vêm de Vistalba, LujanVistalba Corte B 2004 de Cuyo, de um vinhedo de 53 hectares plantado a cerca de 980 metros de altitude onde se plantam Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot e Bonarda. A linha é composta de de três cortes. O Corte “C” que é um blend  majoritário de Malbec com Merlot, o Corte “B” um pouco mais complexo em que se juntam quatro cepas; Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda e Merlot e, finalmente, o topo da linha o Corte “A” em que se usa a Malbec e Cabernet Sauvignon em partes iguais e complementa-se com 20% de Bonarda. Já tinha provado anteriormente e mais uma vez confirmei a minha impressão, os Cortes B e C me parecem mais equilibrados e harmônicos do que o A que, ainda por cima é bem mais caro e com algo de excesso de álcool que já se sente no nariz e confirma na boca. Já os outros dois me agradam muito, em especial o Corte B que se apresenta muito bem equilibrado, rico e denso na boca com boa concentração, mas sem excessos mostrando taninos sedosos e uma acidez equilibrada num final de boca aveludado e longo, um belo vinho.

         O único senão desta equação é o preço já que estes rótulos estão chegando mais caros do que na importadora anterior que já não tinha fama de econômica. Talvez fosse interessante rever a estratégia, mas essa não é seara minha e sim de quem está envolvido com o negócio. De minha parte ficam aqui duas ótimas dicas de vinhos muito bons que valem a pena ter na adega, o Tomero Petit Verdot Reserva e o Vistalba Corte B. Esses eu teria na minha.

Salute e kanimambo.

Innominabile II – O Retorno

         Se há uma coisa que sou nesta vida, é persistente e tive que fazer o Innominabile II retornar a minha taça! Tudo bem, tem gente que diz que estou mais para teimoso, mas acho que isso é intriga da oposição. rsrs Conheço este vinho e, tanto quanto o pessoal de vinícola como o de um leitor amigo com comentário consternado que estava com o resultado do Desafio de Vinhos Assemblage, sentia que tinha que abrir logo a garrafa que me restava na adega e fazer a prova dos nove. Esperava o momento adequado e este finalmente chegou quando decidi fazer um fettucine com bacalhau aqui em casa, seguindo a receita do amigo Alexandre do Diário de Baco. Realmente super simples e rápido de fazer tendo harmonizado muitissímo bem com este vinho.

         Como pode ser visto pela foto, mesmo que não muito boa, o vinho possuía uma cor bonita ruby com leve halo aquoso. Nada a ver com o que Innominabile 002tínhamos tomado no Desafio, já de cor atijolada e rala. Este está vivo, com aromas algo florais, na boca mostra madeira bem integrada, taninos macios,  maduros, finos e sedosos mostrando bastante elegância, saboroso, delicado mostrando bom equilíbrio e acidez correta, um vinho gastronômico que cresceu com o prato e necessita de um tempinho em decanter para realmente mostrar seu potencial. O final é de média persistência e muito agradável,  mostrando um estilo bem velho mundo.

         Repetiu o que já conhecia dele e mostrou ser um vinho de muitas qualidades em que se destaca a finesse e harmonia ao contrário dos muitos vinhos anabolizados que se vê por aí.  Combinou muito bem com o bacalhau en função da elegância dos taninos que se equilibraram de forma harmoniosa com a delicadeza do prato. Poderia ter ganho o desafio caso fosse esta a garrafa em disputa? Provavelmente não, mas certamente se haveria bem melhor do que o resultado que obteve, pelo menos no meu conceito, dando uma maior canseira aos seus adversários da noite. Uma pena, mas aprendi mais uma; de que duas garrafas de um mesmo vinho, de uma mesma safra e guardado num mesmo lugar, podem envelhecer e evoluir de forma totalmente diferenciada uma da outra. São estas peculiaridades que fazem com que viver em nossa vinosfera jamais seja um tédio. Para quem quer mesmice, adote whisky ou cachaça! 

Salute e kanimambo.

Novo Desafio – Merlots do Mundo.

Meus amigos, mais um Desafio de Vinhos se avizinha, desta vez com 13 rótulos! Não será um Desafio, será uma maratona, mas vamos que vamos. Colocarei na disputa Merlots do Mundo com a inclusão de dois fortes participantes brasileiros o Miolo Terroir e o Storia, ganhadores que foram da degustação de merlots nacionais realizada pela revista Freetime. Vejam abaixo a lista dos Desafiantes a; Melhor Vinho, Melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra, títulos que serão outorgados pela média de notas e votação dos membros da banca presentes.

  • De Portugal o Má Partilha 01, para mostrar que o país não só vive de uvas autóctones – Quinta da Bacalhôa / Portuscale – R$120,00
  • Da Argentina o Fabre Montmayou Patagonia Gran Reserva 05, vinho que provei há uns tempos atrás e me encantou mostrando que a Merlot também dá bons vinhos por lá – Expand – R$98,00
  • Da Espanha o Abadal 5 de 2003, um corte de cinco clones de origens (Califórnia, França e Itália) e parcelas diferentes dentro do vinhedo – Decanter – R$113,60.
  • Da Australia o Smithbrook 05, dentro do limite mínimo exigido pela banca (85%) possuindo 86% de Merlot. Um dos poucos a não ser 100% Merlot – Wine Society – Austrália– R$75,00.
  • Do Chile o Marqués de Casa Concha 05, desafiante que dispensa apresentações – Expand – R$78,00
  • Da África do Sul o Fleur du Cap Unfiltered Merlot 05 – África do Sul – Casa Flora – R$83,00
  • Do Brasil o Storia 05Valduga – Brasil – R$105,00 (de R$90 a 120)
  • Do Brasil Miolo Terroir 05Miolo – Brasil – R$65,00
  • Da Itália o Planeta Merlot 05, mais precisamente da Sicília e um dos Desafiantes mais respeitados e conceituados – Interfood – R$143,00.
  • Dos Estados Unidos o Wente Crane Ridge Merlot 04, de um dos produtores americanos mais antigos, este vinho contém 98% de Merlot, os outros 2% conto depois – California/EUA – Vinhos do Mundo – R$98,80
  • Da França o Chateau La Butte Vieilles Vignes 2005, um Desafiante de peso vindo da região berço da Merlot no mundo – Bordeaux/França – Mistral – USD43,50.

Afora estes onze Desafiantes listados acima, escalei dois desafiantes surpresa que serão apresentados somente após o término da contenda que, como de praxe, será realizada às cegas. Como 13 não é um Fotos Pietro 005número que traz bons fluidos, talvez ainda inclua um décimo-quarto desafiante ainda a ser escolhido. O Embate será realizado nas aconchegantes instalações da Trattoria do Pietro no Morumbi, ali próximo ao Portal do Morumbi na Av. Guilherme D. Vilares 1210, no shopping Open Center. Parceiro da Decanter, como este blog, possui uma carta de bons vinhos e pratos saborosos com preços honestos, tendo tudo para vir a se tornar mais um parceiro de Falando de Vinhos.

Em breve retorno com mais noticias sobre este embate. Quem ganhará, brasileiro ou estrangeiro? Quer arriscar um palpite?

Salute e kanimambo.

Vinhos de Espanha – Noticias do Front Ibérico II

WinesFromSpainDesta vez falando dos vinhos da Espanha. Um pouco atrasado, faz uma semana que aconteceu, mas enfim vamos falar do ótimo encontro com importadores e produtores espanhóis promovido pela Vinos de España através do escritório comercial da Embaixada de Espanha em São Paulo e muito bem organizada pela Cristina Neves, show de bola!

        Na exposição, diversos produtores sem importadores buscando canais de venda no Brasil e alguns importadores mostrando alguns de seus produtores. Uma pena que a maioria dos consumidores brasileiros ainda não tenha descoberto o que a grande maioria dos enófilos no mundo já descobriu, os grandes vinhos de um país com uma vasta e diversa linha de produtos. Uma das poucas regiões produtoras que pouco sentiu a crise devido à enorme diversidade de mercados em que atua, participando muito em mercados consumidores de grande volume de consumo e compras e, interessantemente, menos burrocráticos e mais liberais em suas importações como Estados Unidos, Rússia e China entre outros. No Brasil, números de Janeiro a Abril deste ano, a Espanha totaliza apenas 2.4% da importações, já foi menos, de vinhos finos atrás de Chile, Argentina, Itália, Portugal e França que juntos representam 90% das importações. Falemos dos Vinhos.

         Das empresas novas, três me causaram muito boa impressão; Bodegas José Pariente (Rueda) da jovem Martina com três incríveis brancos,  Viña Santa Marina da simpática Carmen (Mérida/ Extremadura)  e a Bodegas Hacienda Del Carche (Jumilla). Três regiões diferentes e não muito comuns por aqui, afora Rueda, mostrando que a Espanha possui uma quantidade e diversidade de regiões e terroirs muito superior a Rioja, Ribera Del Duero, Priorat e outras tão bem conhecidas como Toro, Bierzo, Navarra, etc.

Degustação Wines of Spaimn 006José Pariente, uma bodega de Victoria Pariente, de quem Martina é filha, que se especializou nos vinhos brancos produzindo, presentemente, somente três maravilhosos rótulos. De seu total de cerca de 100.000 garrafas anuais, 50% ficam na Espanha, cerca de 30% vão para o resto dos mercados europeus e pouco resta para atingir outros mercados.

  • José Pariente Verdejo 08 um típico Verdejo de Rueda vinificado a frio sem passar por madeira e derivado de vinhas de 15 anos de idade. Nariz incrivelmente intenso, porém de uma sutileza de aromas ímpar, seco, fresco e de grande persistência na boca. Maravilha.
  • José Pariente Sauvignon Blanc 08, segunda safra deste vinhoEspanha 005elaborado com vinhas de 25 anos e absolutamente divino. Com mais corpo do que esperaria de um Sauvignon Blanc, é um vinho diferente apesar de mostrar a tipicidade da uva, deixa claro que vem de uma região diferente com terroir próprio transmitindo bem este peculiaridade. Muito bom.
  • José Pariente Verdejo Barrica 07, vinho que passa de cinco a seis meses em barrica e elaborado com uvas advindas de vinhas de 25 anos. Nariz menos vibrante, mostrando ser mais comportado, mas bem mais complexo. Madeira bem integrada, bom corpo, um grande e estupendo vinho.

Sei que estão por fechar com alguém, só não posso adiantar quem neste momento, o que é uma ótima noticia para nós consumidores. Devem ser rótulos que chegarão com preço bastante alto, mas são efetivamente grandes vinhos, entre os melhores brancos da Espanha.

 

Vina Santa MarinaViña Santa Marina, a cerca de 60 kms da fronteira com Portugal, produz diversos bons rótulos. É obra de Yolanda Pinero, sócia e enóloga da bodega, mais uma vez as mulheres mostrando sua aptidão para a arte de fazer vinhos, e Alvaro de Alvear um homem com história no mundo do vinho.

  • Altara 08 foi o branco que mais me chamou a atenção, apesar de um bom Viognier, por apresentar uma mescla de uvas autóctones sendo uma delas única a esta bodega, a Montua. O Corte é de Montua (80%) com Cayetana Blanca e Pardina que produz um vinho de gostosos aromas cítricos, mostrando fruta delicada, expressiva e sedutora ao nariz. Cor amarelo palha bem pálido, fresco, baixo teor de álcool um ótimo “abre alas” para um jantar, encontro de amigos, tapas, etc.
  • Equus 05, um tinto jovem meio crianza com seis meses de barrica, de ótima paleta olfativa, corte muito balanceado de Tempranillo (85%)  com Cabernet Sauvignon e Syrah. Estilo moderno, equilibrado, redondo e fácil de tomar e se gostar, um final bastante saboroso de média persistência e taninos macios.Degustação Wines of Spaimn 008
  • Viña Santa Marina 06, corte de Cabernet Sauvignon com Syrah com 10 meses de barrica, que me encantou, um belo vinho, de bom corpo e volume de boca, fruta negra, algo especiado ao final, taninos aveludados, saboroso e boa persistência formando um conjunto muito agradável. Este é candidato a ser um frequentador assiduo da minha mesa.
  • Miraculus 03, um complexo e robusto corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot que passa 15 meses em barrica. Aos seis anos ainda uma criança que pede tempo para se mostrar em toda a sua grandeza. Pede comida que lhe faça frente como um bom guisado ou algo similar e pelo menos uma hora de decanter.
  • Viña Santa Marina Vignier Tardio 08, um vinho bastante saboroso e fresco mostrando-se bem balanceado na boca e rica paleta olfativa.

 

Degustação Wines of Spaimn 003Bodegas Hacienda Del Carche, outra boa Bodega que apresentou somente quatro rótulos. Bodega jovem com somente 3 anos de vida porém com vinhas de mais de 50 anos e uma tradição familiar que data do século XIX. Afora os vinhos, dos quais produzem cerca de 100.000 garrafas anuais, apresentaram um azeite muito bom e também uma geléia elaborada com a uva Monastrell de que gostei muito.

  • Hacienda Del Carche Branco 08, um vinho jovem fresco, de nariz bem frutado e algo floral e fácil de beber elaborado com um saboroso corte de Sauvignon Blanc, Airen e Macabeo.
  • TAVS 07, um vinho jovem que não passa por madeira, elaborado com Monastrell (80%) e Syrah. Um corte diferente e muito equilibrado, frutado, especiarias, fresco, taninos doces, redondo, absolutamente pronto a beber e fácil de se gostar.
  • TAVS Selección 07, semi-crianza com 4 meses de barrica, corte de Monastrell (50%) e partes iguais de Syrah e Cabernet Sauvignon. Nariz intenso, rico, equilibrado, taninos finos, final de boca algo terrosos, complexo, um degrau acima e muito bem elaborado.
  • Hacienda Del Carche Cepas Viejas 06, elaboarado com uvas de vinhas de 57 anos com produtividade limitada a 1kg por pé, corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon e Monastrell, um vinho muito saboroso. Mostra uma concentração de fruta muito boa, entrada de boca impactante que amacia na boca terminando sedoso e algo balsâmico, mostra-se muito harmônico e elegante. Um senhor vinho, especialmente se considerado que custa lá algo ao redor de 6,25 Euros FOB.

         Afora estas três vinícolas que espero confirmem logo sua presença Degustação Wines of Spaimn 010entre nós, achei bastante interessantes também a; Viñedos Santo Cristo de quem gostei muito do Viña Ainzon Premium 05 um reserva com 18 meses de barrica e 100% Garnacha de ótima estrutura e grande elegância assim como o Moscatel branco de sobremesa muito equilibrado com ótima acidez e a Elias Mora com seus vinhos potentes, complexos e robustos elaborados com Tinta de Toro.

         Dos produtores/importadores já conhecidos, falarei sobre a linha de Degustação Wines of Spaimn 002belos vinhos da Bodegas Protos, importado pela Península, em um post especial já que estou promovendo, com o apoio da Península, uma degustação especial de todos os seus sete rótulos. Mas deixo desde já meu recado, que vinhos, que vinhos! Desde o seu saboroso e acessível Verdejo ao grande e estupendo Gran Reserva 01, passando pelo extremamente elegante Selección 06. Prado Rey trazido pela Decanter é um produtor de grande renome na região de Ribera del Duero que possui vinhos de grande qualidade. O branco Birlocho, que não conhecia, é um corte de Verdejo com Viura de médio corpo, bom frescor e certamente uma ótima companhia para uma Paella. Prado Rey Elite 03, ainda uma criança que pede tempo para ser tomado e o estupendo Reserva 01, um vinho complexo e encantador na boca com taninos finos já arredondados mas mostrando ainda muito vigor o que demonstra que ainda tem muitos anos pela frente.

         Incríveis os vinhos do Grupo Pesquera elaborados sempre com 100% de Tempranillo, de importação exclusiva da Mistral. Grandes vinhos vindo de quatro bodegas independentes. Pesquera e Condado de Haza de Ribera Degustação Wines of Spaimn 001Del Duero, Dehesa la Granja de Castilla y Leon e El Vinculo da região de La Mancha. Difícil dizer qual o melhor e falar sobre estes vinhos é pura redundância. De todos eles, um me virou a cabeça; o Dehesa la Granja Selección 2000 um vinho que nunca sai ao mercado antes de 4 anos e é absolutamente inebriante no nariz e espetacular na boca, de grande finesse e refinamento. Descrevê-lo é algo extremamente difícil de fazer para um pobre mortal que nem eu, porém posso adiantar que é um dos melhores vinhos espanhóis que já tive oportunidade de provar. Marcaram-me também, o Alenza Gran Reserva 01 produzido com pisa a pé, e fermentação a descoberto, vinho de grande concentração e complexidade com uma pesonalidade muito própria, assim como o El Vinculo la Golosa 02, escuro, algo químico ao nariz, firme na boca, taninos doces, fruta madura, um belo vinho e o Pesquera Reserva 05 com 24 meses de barrica e 12 de garrafa, um vinho senhoril e de longa guarda que mostra um enorme potencial de guarda devendo, acredito eu, ser mantido na adega por mais uns quatro anos para começar a mostrar todo o seu potencial.

         Salute meu amigo e tome mais vinhos espanhóis, são bons demais e ótimas opções para quem está cansado da mesmice e busca alternativas diferenciadas de vinhos que expressem seu terroir e mostrem personalidade.

Noticias do Mundo do Vinho

Wine globe 3

Semana curta com feriado e fim de semana longo é sempre uma de poucas noticias locais e, lá fora, muito pouco que realmente me chamasse a atenção a ponto de querer compartilhar com os amigos.

 

Importação e Venda de Vinhos Brasileiros Crescem. Apesar da crise, os dados publicados pela UVIBRA referente ao período de Janeiro a Abril do corrente, mostram um crescimento de 5% sobre o mesmo período do ano passado, chegando a 14.826 mil litros. Houve um acréscimo de cerca de 13% nas vendas de vinhos finos nacionais, e de 3% nas importações. O crescimento de volume importado se deu basicamente em vinhos advindos dos países protegidos pelo Mercosul; Argentina e Chile. Percentualmente, de ressaltar o crescimento da França e Espanha entre os mais tradicionais e um forte aumento participativo de procedências menos tradicionais como África do Sul e Estados Unidos assim como Outros em que se encontram Grécia e Austrália.

         Os números apontam para uma participação no consumo nacional de 77% dos importados versus 23% da produção nacional. Esta situação é inversa nos espumantes quando a produção nacional mostra uma participação em torno de 71% com viés de crescimento.

Comparativo do Primeiro Quadrimestre 2009/2008

(Em milhares de litros, números arredondados. Vinhos tranquilos + frisantes)

  Jan/Abril 08 Part. Jan/Abril 09 Part. Variação 09/08
Chile

3.849

27,3%

4.074

27,5%

6%

Argentina

2.690

19,1%

3.003

20,3%

13%

Itália

2.032

14,4%

1.748

11,8%

-14%

Portugal

1.569

11,1%

1.364

9,2%

-13%

França

373

2,6%

552

3,7%

48%

Uruguai

132

0,9%

109

0,7%

-17%

Espanha

223

1,6%

270

1,8%

21%

Alemanha

80

0,6%

18

0,1%

-77%

África do Sul

76

0,5%

126

0,8%

66%

USA

13

0,1%

24

0,2%

85%

Outros

59

0,4%

138

0,9%

133%

Total

11.096

78,6%

11.456

77,1%

3%

Brasil

3.020

21,4%

3.400

22,9%

13%

Total Geral

14.116

 

14.826

 

5%

 

 Vinhos Brasileiros na Itália. Quem diria, há alguns anos atrás, que viríamos este texto abaixo:

 Logo Fisar

Federazione Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori

COMUNICATO STAMPA – PRESS RELEASE – COMUNICATO STAMPA

 Torino – Martedì 16 giugno 2009 ore 20:00. Centro Congressi  – Hotel Glis – Autoporto Pescarito  –  S. Mauro di Torino

Il Brasile Del Vino Di Qualità Si Presenta In Italia

Incontro degustazione con il Prof. Roberto Rabachino. Dopo la degustazione per giornalisti di Roma si replica a Torino con la prima degustazione e presentazione agli operatori del settore e ai sommelier professionisti in Italia di vini brasiliani. Il Brasile sta producendo degli ottimi vini e si presenterà, senza nessun timore refenziale, prossimamente sul mercato internazionale. Per la prima volta in Italia si assaggeranno ufficialmente  i vini prodotti da questo stupendo paese.

Dopo il successo davanti ai giornalisti del 1 Giugno 2009 a Roma ( fotografie allegate) , la degustazione si sposta nella capitale del vino italiano, il Piemonte a Torino e sarà effettuata nuovamente da un grande conoscitore dei vini brasiliani, il Presidente dell’Associazione Stampa Agroalimentare Italiana,  Presidente della Fisar International  e due volte miglior sommelier al mondo IWF il Prof. Roberto Rabachino.Tutti i 40 posti disponibili sono stati immediatamente esauriti. Sarà presente inviato dall’Azienda Miolo l’enologo Lorenzo Zonin, consulente e rappresentante dell’azienda brasiliana MIOLO in Italia.

Il programma:

ore 20:00 – presentazione con slide della produzione vitivinicola brasiliana ( terroir e produzione )

ore 20:30 – degustazione guidata dei vini

  • Rosè Taipa – Azienda Pericò – Sao Joaquin – SC – Brasil – Vendemmia 2008
  • Chardonnay – Gran Reserva – Casa Valduga – Bento Gonçalves – RS – Brasil – Vendemmia 2008
  • Merlot – Gran Reserva – Azienda Boscato – Nova Padua – RS – Brasil – Vendemmia 2005
  • Cabernet Sauvignon – Gran Reserva – Azienda Miolo – vale dos Vinhedos – RS – Brasil – Vendemmia 2005

I vini sono stati inviati dai produttori e selezionati direttamente in Brasile da Roberto Rabachino e dall’Ing. Jefferson Sancineto Nunes direttore del laboratorio di analisi ENOLAB di Flores da Cunha – RS – Brasil. Dopo la degustazione di Torino seguirà comunicato stampa conclusivo e altre fotografie dll’evento.

Programma e presentazione ufficiale : http://www.fisar.com/index.asp?notizia=2452&codice=49

 

Vinhos Portugueses no Brasil. A cada ano Portugal vai aumentando percentualmente sua participação no competitivo e complicado mercado brasileiro, mesmo que os números iniciais deste ano mostrem uma retração. O Chile nada de braçada com a Argentina no seu encalce, mas sempre bem distante. Portugal é quarto, bem distante da França e diminuindo o espaço para a Itália que está em terceiro só que, nos números constantes das estatísticas oficiais, o vinho Lambrusco frisante aparece junto com os tranqüilos. Acredito que se retirarmos desses números os de Lambrusco, vende muiiiito, e considerarmos efetivamente os números tão somente dos vinhos tranquilos, Portugal já deve ser o terceiro em volume. 

           Creio que os fatores importantes deste processo de crescimentos de baseiam num trabalho bem feito pela ViniPortugal, IVDP e outros órgãos oficiais das diversas outras Comissões Vinícolas regionais (CVR’s) assim como a melhoria de qualidade e a diversificação de preços e produtos que fez com que, inclusive, houvesse uma alta do preço médio FOB. Bons vinhos “entry level”, de gama baixa e média de preços, fez com que os iniciantes enófilos em nossa vinosfera tupiniquim, encontrassem uma opção mais interessante e complexa aos tradicionais vinhos básicos varietais de nossos irmanos e daí saissem para conhecer os néctares da “terrinha”. Posso até estar errado nessa avaliação, até porque houve uma queda em 2008 versus 2007 muito devido a problemas cambiais, mas que Portugal está bem na fita, disso não tenho duvidas!

 

Errazuriz e Chadwick ao cubo. Pois é, Eduardo Chadwick, proprietário e presidente do grupo chileno Errazuriz foi eleito Personalidade do Ano 2008 pelo “Chilean Food Writer Guild” e na Inglaterra a revista “Drink Business”o  presenteou com o prêmio de “ Contribuição Especial à Industria”.  Afora isso, a Viña Errazuriz foi eleita Vinícola do Ano 2008 pela Vinos de Chile e a British International Wine & Spirits Competition (ISWC) fez o mesmo. Se pensarmos que Catena Zapata foi homem do ano pela Decanter, realmente os produtores sul-americanos estão com tudo! Merecidos prêmios, os caras são feras e merecem não só pelos vinhos que produzem como também pela promoção que fazem de seus respectivos países.

Salute e kanimambo

Reflexões do Fundo do Copo – Regulamentando

breno3Mais um texto do amigo e colaborador de todos os sábados, Breno Raigorodsky. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias   

      

Em pleno século XXI, quando os controles do Estado sobre o mercado foram derrotados em quase todas as frentes desde que a senhora de ferro Margareth Tatcher assumiu o título de Primeiro Ministro do governo inglês, o governo francês não pára de regular, de decretar, de estabelecer parâmetros de funcionamento. O neoliberalismo parece não atingir com força a atividade agrícola francesa, o vinho em particular, o que talvez, fora de tempo de lugar, querem os brasileiros imitar.

         Aqui aproveitamos para refletir sobre esta nova denominação, a “Fronton”, regulamentada em meados do ano de 2005, seguindo uma tradição infindável de decretos sobre a produção e negociação do vinho que vem desde a Revolução Francesa, retomada pelo período napoleônico e por todos os governos que por lá passaram. Entre as duas grandes guerras, muita coisa foi regulamentada, entre elas, uvas, vinificações, denominações, limites geográficos e, inclusive as garrafas que poderiam ser usadas para acondicionar determinados vinhos*

BOUTEILLE-1938

1.(Litro duplo; 2. Litro; 3. Meio-litro; 4. Garrafa Bordeaux; 5. Fillette d’Anjou; 6. Demi-Anjou; 7. Anjou; 8. Maconnaise; 9.Champagne; 10. Bourgogne; 11.Saint-Galmier; 12.Frasco de Chianti; 13.Garrafa flût da Alsácia)

          De fato a maioria destes formatos de vidro consagrados por decreto, tornaram-se referências de tipicidade facilmente reconhecíveis pelo consumidor. Por conta disso, é possível saber diferenciar um Bordeaux de um Borgonha, antes mesmo de identificar rótulos e era esta a intenção aparente deste decreto. Regulamentar para defender o que está consagrado, não regulamentar para defender novos produtos de mercado. É por isso que países como a Austrália pouco ou nada regulamentam, enquanto a França e a Itália não param de regulamentar!

          É bom lembrar, para que esta reflexão não seja torta no olhar e exageradamente desinformada no conteúdo, que a França é o único país moderno cuja reforma agrária – conseqüência e causa da Revolução de 1789 – se deu por todo o território e que mantém a micro-cultura familiar como modelo mais importante de produção. Pequeno produtor, combativo produtor, reunido em cooperativas que socializam os custos de maquinaria, das avaliações técnicas e dos insumos, e que defendem o seu modelo de produção, como pudemos bem ver no filme Mondovino. Produtor independente, livre de grandes compromissos com exportação, quase sempre voltado para o mercado interno, mantém um lobby constante de pressão sobre o ministério da agricultura e da pesca, assim como sobre o da economia, finanças e indústria. Eventualmente este produtor familiar tem suas fileiras engrossadas pelos grandes da agricultura e do negócio do luxo como a gigante LVMH que detém monopólios vinícolas na França e no resto do mundo. Mas o interesse regulamentador é mais dos pequenos.

          O lado bom desta pressão é manter abertas as portas do mercado para o produto que valoriza a uva e a vinificação autóctone. Sem ela, imagino que muitas cepas secundárias teriam desaparecido por conta da lógica do mercado. O lado ruim é que eventualmente impede diversificações positivas, como ficou patente na célebre disputa italiana entre o Antinori e os produtores da denominação toscana “Chianti Classico”, onde quem venceu perdeu e quem perdeu venceu! Pois Antinori não conseguiu derrubar a regulamentação e, por conta da forte presença de uvas internacionais, não pode fazer do seu Tignanello um chianti clássico, como queria, pois o seu produto colocava em risco a tipicidade do vinho do galo vermelho, um vinho onde a uva sangiovese reina. Virou IGT, denominação pobre, muito abaixo da DOC Chianti Classico, mas virou um ícone reconhecido no mundo inteiro, mais aplaudido do que qualquer vinho clássico da região.

            Aqui, no caso da “Fronton”, o lado bom se mostra, pois Fronton, de acordo com o decreto AGRP0501416D, define que só pode beneficiar-se da “Appellation d’Origine Contrôlée” o vinho produzido nas comunas em torno de Fronton, a saber Bouloc, Saint-Rustice, Vacquier, Villaudric etc. frutos de plantas plantadas, da Negrette N, com um mínimo de presença em 50% e um máximo de 70%. A complentariedade se dará de modo decrescente – até 2019 – das uvas gamay, mérille, cisaut, mauzac, que não podem, todas juntas, representar mais de 15% do todo e que terão sua importância diminuída até 5%. Finalmente, o decreto garante a presença crescente da Syrah e da Cot, até um máximo de 25%. E, talvez a razão de ser do decreto, a presença máxima dos mesmos 25% das uvas cabernet – nas vertentes sauvignon e franc – misturadas no todo! Ou seja, o vinho desta denominação Fronton sempre será o resultado da mistura de ao menos três uvas, tendo sempre a presença constante majoritária da uva Negrette. O decreto segue outros tantos, determinando como pode ser plantado, qual o número de pés que se pode plantar por hectare (4000) etc..

           O Vale do Vinhedo, tardiamente e certamente fora do lugar, cria o seu conceito de terroir, quando este não cabe mais, pois se existiu, já foi, deixou de ser. Na verdade foi, de fato, quando se dedicava prioritariamente ao plantio e colheita das uvas americanas, Isabel, Bordô e outras de enxerto próprio. Da sua produção de mais de 3 milhões de hectolitros/ano, apenas 100mil destes são vinho tinto fino. A criação destas certificações é discutível e comercialmente têm seus fortes argumentos. As cachaças de Salinas, MG, aproveitam-se melhor da fama atingida por algumas de suas marcas mais conhecidas, em particular da ex-Havana, agora Anísio Santiago. Do mesmo modo, o reconhecimento de qualidade de produtos de pequena produção dentro dos limites do Vale do Vinhedo pode estar beneficiando todos que conseguem o certificado desta limitação regional. No entanto, além de limitar experimentos saudáveis, limites comerciais parecem sempre favorecer cartéis, como mostra a tradição brasileira na área alimentícia em várias frentes, dos embutidos de carne – impedidos de vender seus produtos além de uma distância determinada – aos laticínios não pasteurizados, igualmente impedidos de circular por alegadas razões sanitárias, não comprovadas, pelo contrário, a ver o histórico de seus similares em tantos outros lugares do mundo.

           A pergunta que fica é: a quem interessa as denominações de origem controlada? Que benefícios trará ao produtor e, principalmente, ao consumidor?

Breno Raigorodsky, 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR.

*Imagem extraída do livro Larrousse Gastronomie, apresentando as garrafas autorizadas pelo governo francês, em 1938. Imagem reproduzida e enviada a mim pelo amigo Victor Nosek.

Hoje, Eu Quero a Rosa Mais Linda …..

               Ontem publiquei o Dicas da Semana, deixando o dia de hoje para uma justa homenagem a todos os enamorados que me lêem neste dia tão especial. Um dia que celebra alguns dos grandes mistérios da vida; o que faz com que dois absolutos estranhos um dia se encontrem e decidam passar o resto de suas vidas juntos e o que faz com que a ausência de um torne os dias do outro insuportáveis? Na época do descartável, do “fica”, que não deixa de ser uma forma de descoberta e conhecimento, uma homenagem aqueles que, apesar dos muitos anos juntos, conseguem manter acesa a chama. Bom namoro; taça de espumante na mão, olho no olho e deixem a música vos levar, até porque um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém !

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Y6HWZ_wa_l4&feature=related]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Tmrp5FtWC30]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=L7qyMBDDjvU]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gZqNW47x8lw]

Salute!

Dicas da Semana

              Antecipo meu Dicas da Semana já que esta Sexta é dia dos namorados e me dei folga, estarei namorando! No máximo um post alusivo ao dia. maioria de parceiros mais antigos com diversas opções para você acompanhar este dia muito especial junto com quem você ama e a chegada de mais um Restaurante Amigo do Vinho, o Trattoria do Piero com uma promoção válida para todo o mês de Junho já que, porquê deixar a celebração limitada a um só dia?!

Cia do Whisky, nossos bons amigos de Moema que possuem uma diversidade muito grande de rótulos a preços justos, estarão degustando nesta Sexta e Sábado dois vinhos e um prosecco. Você que mora por ali perto, dê uma passada, conheça o chileno São José de Apalta Carmenére, o italiano Caleo Montpulciano d’Abruzzo e o prosecco Costa Azzurra enquanto garimpa bons vinhos e outras delicias que a loja comercializa, entre eles diversos produtos gourmet de lamber os beiços.

 

Lusitana e Vinhas da Ira 2004, provavelmente o mais premiado dos rótulos comercializados por esta simpática importadora de origem portuguesa, está com uma promoção de dar água na boca especialmente para quem puder guardar este vinho por mais um tempo, lembrando que em Portugal ele já se encontra esgotado.

Vinhas da Ira

O custo da garrafa é de R$ 248,64. Assustou? Então seguem os descontos:

  • 1 garrafa – R$ 211,34 (15% de desconto)
  • 2 garrafas – R$ 186,48 cada (25% de desconto)
  • 3 garrafas – R$ 174,05 cada (30% de desconto)
  • 6 garrafas – R$ 149,20 cada – caixa de madeira fechada – (40% de desconto)

Para quem tem bala na agulha, é para comprar a caixa e ir tomando ao longo dos próximos três ou quatro anos sentindo sua evolução!

 

Kylix Wine Day na próxima terça-feira,  (16/06) das 17:00 às 22:00hs Serão quatro importadoras Winebrands, Brasarts, Aurora e Bodegas colocando à prova alguns de seus destaques:

 WINEBRANDS.

  • Quinta das Tecedeiras Reserva-(PORT) 93 WS/92 WE
  • Quinta de Cabriz Reserva(PORT) 91WE
  • Quinta das Tecedeiras LBV-Porto(PORT)

BRASART.

  • Ochotierras Reserva Privada Carmenere 2008(CHI)
  • Ochotierras Reserva Carmenere 2008(CHI)
  • Ochotierras Gran Reserva Syrah 2005(CHI)

AURORA.

  • Los Vascos Grande Réserve 2006(CHI), 89 Pontos ST
  • Los Vascos Le Dix 2004(CHI), 91 Pontos WS
  • Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2006(EUA)
  • Bourgogne Louis Latour 2007(FRA)

BODEGAS

  • Viña Las Perdices Don Juan 2006 (ARG), 90 ST
  • Las Perdices Ice de Malbec2007(ARG)

 Alguns verdadeiros néctares que, lamentavelmente não poderei degustar devido a outro compromisso, mas que me deu água na boca lá isso deu! Valor 40,00 (descontados nas compras acima deste valor).

Av. Angélica, 681 – Higienópolis – São Paulo – SP – (11) 3825 4422   

 

VINO e Especial Espanhol em Curitiba. Falou em vinhos de Espanha falou em Peninsula e a VINO sabe disso, daí que este primeiro evento do gênero que promove é com os vinhos do amigo Juan que estará lá pessoalmente apresentando seus ótimos vinhos e, pela lista que vi abaixo, imperdível. 

Vino e Peninsula

 

Chez Arno e Lusitana de Vinhos e Azeites, chef italiano, menu francês e vinho português… eheheh É a Lusitana de Vinhos bagunçando os seus sentidos! Agora vamos explicar um pouco: o menu é francês porque a festa acontecerá no recém-inaugurada Franciacorta! Pois é, nosso Chef “policulinário” inovou novamente: abriu uma casa francesa no Itaim!! Participantes que reservarem até esta 6º Feira (12/06) recebem um desconto especial: de R$ 130,00 por R$ 110,00 por pessoa, combinado?

         Detalhe importante: a Lusitana estará fazendo o lançamento das novas safras dos vinhos “Paço do Conde” e lançamento da campanha: “Eu amo Paço do Conde”! Compareça e descobrirá também o porquê… o Reserva 2005 está simplesmente D I V I N O!! Ainda por cima terminam com um Porto Vintage 2000, sacanagem!

Chez Arno e Lusitana

 

Kylix promove o Chile. O Simon caprichou nos rótulos e promoção, até 23/06, veja abaixo:

BRANCOS

  • Santa Rita Gran Hacienda Sauvignon Blanc  2008 De: 36,00  Por: 31,00
  • Leyda Classic Reserve Chardonnay 2007 – WS87 – De: 42,00 Por: 36,00
  • Tabalí Reserva Sauvignon Blanc 2008 – RP 90 – De: 47,00 Por: 40,00
  • Kankura Fleurs Blanches Chardonnay 2007 De: 48,00 Por: 41,00
  • Leyda Single Vineyard Riesling Neblina 2007  De: 65,00  Por: 55,00
  • Leyda Lot 5 Chardonnay 2007  –  RP 90 – De: 109,00  Por: 93,00

 ROSÉS 

  • Tabalí Reserva Rose-Syrah 2008 De: 36,00  Por: 31,00
  • Santa Rita Gran Hacienda Rosé Syrah 2007 De: 39,00 Por: 33,00   

 TINTOS 

  • Leyda Classic Reserve Merlot 2006 De: 42,00 Por: 36,00
  • Santa Rita Reserva Carmenére 2007 De: 54,00 Por: 46,00
  • Kankura Fleurs Rouge Cabernet Sauvignon 2006 De: 54,00 Por: 46,00
  • Tabalí Reserva Cabernet Sauvignon 2007 De: 60,50 Por: 51,00
  • Icono Cabernet Sauvignon 2004 De: 65,00 Por: 55,00  
  • Leyda Single Vineyard Carmenere Talhuén 2006 De: 65,00 Por: 55,00 
  • Leyda Single Vineyard Shiraz Talhuén 2006 De: 65,00 Por: 55,00 
  • Leyda Single Vineyard Vintage Selection 2006 De: 60,50 Por: 51,00
  • Kankura Avant Premiere Shiraz 2004 De: 110,00 Por: 94,00   
  • Casa Real Cabernet Sauvignon 1995 De: 440,00 Por: 374,00 
  • Tabalí Reserva Cabernet Sauvignon 2007 De: 60,50 Por: 51,00 

 

Península, Vinhos de Espanha do amigo Juan, principal importador de vinhos espanhóis no Brasil trazendo alguns verdadeiros elixires dos Deuses, também tem vinhos para nós terráqueos. A Nina me passou a seguinte promoção de caixa mista com seis garrafas, uma de cada:

  • Protos Verdejo Branco 2007 ( Rueda )
  • Protocolo Tinto 2007 ( Castilla Y León )
  • Abadia Retuerta Primicia 2006 ( Castilla Y León )
  • Castaño Monastrell 2006 ( Yecla )
  • Javier Asensio Tinto 2005 ( Navarra )
  • Sierra Cantabria Cosecha 2006 ( Rioja )

Valor Total: R$ 324,00 – Desconto Promocional: R$ 48,00 = Valor A Pagar: R$ 276,00

Troque o Protocolo tinto por um Alaia fazendo o devido acerto no preço, esta é dica minha, e eu assino embaixo. Todos rótulos muito bons e pode comprar um Códice também.  Melhor ainda, fale com a Nina, (3822-3986 / nina@peninsula1.com), o pessoal lá é só gente boa, e garanto que se comprar a caixa mix mais um Alaia e um Códice, ela certamente lhe dará uma condição especial e se disser que viu aqui, quem sabe um agrado a mais? Válido até 20/06/2009 ou final de estoque. Vai esperar acabar?

 

Estrelas da Expand. Espumantes são as verdadeiras estrelas coadjuvantes deste dia dos namorados. Nada tem mais a ver com este especial momento de celebração do que um bom espumante e nada melhor para começar seu jantar. Nos restaurantes abaixo (Sampa), peça uma taça (ou garrafa) de Taittinger ou Gosset e receba a segunda na faixa! Os restaurantes já são divinos, começando com um desses ótimos champagnes a noite promete ….Aproveite de 12 a 14 de Junho.

  • La Tambouille – Taittinger
  • Raviolli – Taittinger / Gosset
  • Le Vin – Taittinger
  • Bar Dês Arts – Taittinger
  • DOM – Taittinger / Gosset
  • Amadeus – Taittinger / Gosset
  • Zucco – Taittinger
  • Olivetto – Taittinger
  • Vecchio Torino – Taittinger

 

Trattoria do Pietro no Shopping Open Center no Morumbi, amigo novo que já chega no blog bombando com uma boa promoção de vinhos ao almoço ou jantar. Ainda falarei muito sobre eles, mas por enquanto aproveitem esta promoção elaborada em conjunto com seus parceiros, também nosso, a Decanter.

restaurante piettro copy (1)

Salute e kanimambo. Semana que vem tem mais.

Merlot Brasileiro – Para quê outros?!

               No post sobre a degustação de Châteauneuf-du-Pape publicado nesta última Segunda, falei de que na seqüência provamos um painel de doze rótulos dos bons Merlots brasileiros. Pois bem, ficou claro que, por mais que os produtores busquem a uva ícone brasileira; Merlot, Cabernet Sauvignon, Marselan, Egiodola e Ancelotta entre outras, é na Merlot que nosso terroir mostra sua cara numa enorme quantidade de rótulos de muito bom nível. Na minha modesta opinião e para muitos dos que apreciam bons vinhos, enófilos desprovidos de preconceitos, é na Merlot que devemos apostar nossas fichas e, apesar de já estar claro que esta é nossa cepa principal, ainda não aprendemos a lidar com esse fato do ponto de vista mercadológico. A Merlot é decididamente nossa grande cepa e, como veremos na degustação abaixo, não só na Serra Gaúcha não. Reproduzo abaixo os comentários e resultados conforme constam na revista Freetime já nas bancas.

             Desta feita, apesar de minhas notas estarem bem parecidas com a média alcançada, somente acertei o primeiro (Storia) e o último, no meio uma salada só. Para terem uma idéia do equilibrio, nas minhas notas eu tenho nada mais, nada menos do que quatro rótulos empatados em segundo lugar! De ressaltar a boa média de pontuação, sem grandes variações, com dez, das doze notas, acima de 85 pontos ou seja, vinhos de muito boa qualidade. Costumo dizer que nossos Merlots,  preço por preço, batem a maioria dos importados e que na faixa mais baixa são invencíveis. Este painel só veio confirmar isso e agora resta-me colocar alguns destes vinhos num Desafio  de Vinhos Merlots no Mundo o que farei neste mês de Junho, colocando frente a frente nossos melhores contra vinhos da; França, Espanha, Argentina, Itália, Chile, Australia, Portugal e África do Sul. Nos próximos dias falarei mais dessa “contenda”. Maiores destaques e Best Buys deste painel, no meu conceito,  foram o Pizzato Reserva, o Dal Pizzol e o Cavalleri Reserva todos com preços médios no mercado entre R$ 28 e 35,00 (minha pesquisa). Vamos aos vinhos conforme notas e comentários da revista:

Merlot TerroirMIOLO MERLOT TERROIR 2005 – Rubi violáceo, alta concentração, sem halo. Complexo, predominando frutas vermelhas maduras, amora, tostado agradável, caramelo, especiarias. Potente com ótima acidez, taninos muito finos, envolvente, volumoso, persistência longa e retrogosto frutado com toques de alcaçuz – Preço R$ 60,00 – Nota 88.7

 

Merlot Storia labelVALDUGA STORIA GRAN RESERVA 2005 – Rubi intenso, brilhante, sem halo. Complexo, muito frutado, cerejas, ameixas, especiarias, café, menta, floral, baunilha e toques lácteos. Redondo, ótima acidez, taninos doces, estruturado, longo, retrogosto frutado muito agradável – Preço R$ 120,00 – Nota 88.7

 

Merlot Desejo labelSALTON DESEJO 2006 – Violáceo,alta concentração,sem halo. Complexo frutado, especiarias, pimenta preta, sous bois, anis, tabaco e toques de coco e baunilha. Jovem com ótima acidez, taninos finos, encorpado, persistência longa e final de boca agradavelmente frutado – Preço R$ 59,00 – Nota 87,3

 

LUIZ ARGENTA GRAN RESERVA 2005 – Violáceo, alta concentração,sem halo. Muito frutado, amoras em compota, especiarias, toques florais, e vegetais lembrando menta. Elegante, ótima acidez, taninos presentes, bom corpo e persistência, e final de boca muito agradável – Preço R$ 50,00 – Nota 87,0

 

Merlot Dal PizzolDAL PIZZOL MERLOT 2005 – Violáceo, média concentração, sem halo. Complexo com destaque para frutas vermelhas maduras, pimenta, couro, animal, toques de baunilha, lácteo. Acidez correta, taninos ainda ligeiramente verdes, corpo correto e boa persistência, final de boca agradável – Preço R$ 28,00 – Nota 86,6

 

Merlot Reserva PizzatoPIZZATO RESERVA 2005 – Violáceo, alta concentração, sem halo. Frutado, vinoso, toques terrosos, especiarias, agradável  tostado e um delicado anis. Ótima acidez, taninos jovens finos, bom corpo e persistência. Retrogosto frutado – Preço R$ 37,00 – Nota 86,6

 

 

Merlot Villaggio LabelVILLAGIO GRANDO 2006 – Rubi, média  concentração e leve halo. Delicado aroma frutado, ameixas, sous bois, chocolate, toques químicos e defumado  agradável.  Alta acidez, corpo médio e persistência longa, final de boca elegante. Pede comida.  – Preço R$ 77,00 – Nota 86,6

 

LIDIO CARRARO GRANDE VINDIMIA 2004 – Granada, média concentração, halo de evolução presente. Aromas frutados evoluídos, passas, sous bois, café, chocolate, toque terroso. Ótima acidez, taninos presentes, bom corpo e persistência retrogosto de passas lembrando o olfativo – Preço R$ 79,00 – Nota 86,4

 

 CAVALLERI PECATO RESERVA 2005 – Violáceo, alta concentração sem halo. Frutado, framboesa, toque adocicado,caixa de charutos, e leve herbáceo .Acidez correta,taninos presentes ainda verdes, bom corpo e persistência. – Preço R$ 31,00 – Nota 86,0

 

VALDUGA PREMIUM 2005 – Violáceo, ultra concentrado, sem halo. Frutado com toques químicos, tabaco, chocolate amargo, torrefação. Ótima acidez, taninos verdes, bom corpo e persistência longa, final de boca amendoado. – Preço R$ 33,00 – Nota 85,8

 

DON LAURINDO ENCORPADO 2006 – Violáceo, alta concentrado, sem halo. Frutas vermelhas compotadas, cerejas, pimenta preta,toque de eucalipto. Boa acidez, taninos ainda jovens, bom corpo e persistência.  – Preço R$ 30,00 – Nota 84,6

 

CORDILHEIRA DE SANTANA 2004 – Rubi, média concentracão, leve halo. Frutas vermelhas evoluídas, ameixa, floral, toque mineral. Alta acidez, taninos ainda verdes, corpo médio e persistência longa, retrogosto frutado.  – Preço R$ 46,00 – Nota 81,5

 

Vejam agora os vinhos favoritos de cada degustador e a nota dada por ele ao exemplar escolhido.

  • Alessandro Tommasi – Merlot Terroir Miolo – Nota – 88,5
  • Beto Acherboin – Merlot Terroir Miolo – Nota – 89,5
  • Débora Breginski – Merlot Terroir Miolo – Nota – 89
  • Carlos Hakim – Salton Desejo – Nota – 88
  • Didú Russo – Dal Pizzol Merlot –Nota 85
  • João Filipe Clemente – Storia Valduga – Nota – 90
  • José Luiz Pagliari – Lidio Carraro Grande Vindímia – Nota – 88
  • José Oswaldo Borges – Salton Desejo – Nota – 92
  • Miguel Lopes – Storia Valduga – Nota – 91
  • Paulo Sampaio – Salton Desejo – Nota – 89
  • Renato Frascino – Merlot Terroir Miolo – Nota – 92
  • Walter Tommasi – Storia Valduga – Nota – 90

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