João Filipe Clemente

Petrus – Esse Vinho!

Petrus-61-Mags-DuoEsta semana já  recomendei e falei sobre diversos vinhos, mas hoje quero falar de algo que transcende nossa vinosfera, porém sem perder o contato com o doce néctar. Quero falar de vinhos e paixão. Paixão por eles, devido a eles e através deles, pois nos abrem o espírito e a alma possibilitando que derrubemos muralhas e ultrapassemos obstáculos, deixando-nos viver em total êxtase, marcando-nos a memória e o coração enquanto nos despoja de preconceitos  falsos e hipócritas despertando em nós os instintos mais puros para que possamos experimentar momentos únicos de grande intensidade e emoção.  Como bem diz a jovem escritora e poetisa gaúcha Carolina Salcides, “Para uma vida melhor; poesia, vinho e companhia. Porque a poesia tem que estar na alma, uma boa companhia sempre ao nosso lado e o vinho, ah, esse é sempre indispensável”.

              Até hoje, em minha formação enófila, sigo perseguindo novos sabores e aromas capazes de mexer com minhas emoções, ainda esta semana vários o fizeram, porém de olho naqueles que fizeram a fama de nossa Vinosfera. Coisas como os vinhos Tokay, Romanée-Conti, Echezaux e outros grandes borgonhas, um Chateau d’Yquem ou os conceituadíssimos Chateaux Latour, Cheval-Blanc e Chateau Margaux entre muitos outros ícones de nossa vinosfera espalhados pelos cinco continentes. Alguns provei, outros não. Uns por pura falta de oportunidade e outros por falta de grana mesmo, mas imagino que sejam realmente espetaculares e dignos de toda a fama que os cercam, verdadeiras chaves para o desabrochar de todos os nossos sentidos tocando-nos na alma, elixires de reflexão elegidos Deuses de nosso Olimpo enófilo (isso existe?!).

              Um desses ícones de nossa vinosfera é o Petrus, a quem nem a rolha cheirei quanto mais um gole tomei,  porém ainda tenho tempo e guardo esperança. Uma amiga, no entanto, já teve esse privilégio e, movida pelo despertar da paixão, escreveu este poema que publico abaixo.  Após lê-lo me deu uma vontade danada de umas taças de Petrus!

Esse Vinho

Que me interessa a mim ,

O que dizem os outros,

Não quero saber,

O que pensam ,

Não me importa

Porque os seus pensamentos,

Não são os meus.

Os teus,

Esses sim,

Queria eu saber,

Por onde andas

Queria eu andar,

Onde estás

Queria eu estar,

Fecho os olhos e vejo-te…

Toco na tua boca,

Com a ponta dos meus dedos

E,

Bebes do copo por onde bebi,

Sinto a impressão que percorre a pele

Num ritual infinito,

Como o vinho que bebemos e nos embriaga os sentidos.

Ouço o meu coração falar

Dizer-me,

O queria que me dissesses,

O que queria ouvir de ti

Tenho saudades do teu peito

Tenho saudades do teu corpo

Das tuas mãos no meu.

Tenho saudades de ti

No meu leito.

Tenho saudades desse vinho

E

De todo o teu deleite.

O poema está registrado no IGAC (Inspeção Geral das Actividades Culturais) em Portugal e devidamente protegido por direitos autorais. Qualquer publicação somente com autorização da autora.

Para finalizar mais uma da Carolina “ Beber ou fazer amor? Beber e fazer amor. Ambos são instantes de total entrega. Não se ama mais ou menos como não se bebe vinho mais ou menos! Entregue-se aos dois por inteira” Ah, essas mulheres, essas mulheres, enorme sensibilidade que, como o vinho, também nos viram a cabeça. Como diz Henrique Pedro em seu poema “A Mulher e o Vinho”Por isso vida de homem é provação, a mulher e o vinho seu agasalho que se bem amados levam à salvação. E dá-lhe Petrus, abençoado caldo que ainda haverei de tomar!

Salute e kanimambo 

Terrazzas Rosé, o Frescor da Córsega

Não são só os vinhos do Brasil que são exóticos e diferentes, ou de Israel ou do Líbano ou da China. Vinho europeu também pode ter um lado exótico corse-map-Mediterrquando produzido numa região pouco conhecida com uvas autóctones mais desconhecidas ainda. E o que dizer quando um vinho tem Terrazza Isula no nome, é produzida com uma uva chamada Sciaccarellu, mas é de origem francesa. Sim tudo é vero e, para lhe dar um toque francês, o corte foi elaborado com Cinsault. Tudo isso no entanto, tem a ver um pouco com a própria história dessa ilha mediterrânea chamada Córsega, mais conhecida entre nós por ter sido o berço de Napoleão, com pouco mais de 8500 km² e uma população ínfima de algo próximo a 280.000 habitantes coberta de muita vegetação e montanhas situada a oeste da Itália próximo a Pisa e à Sardenha.  Andou de mão em mão durante tempos pertencendo ao reino de Pisa (1077 – 1284) e ao de Génova (1284 – 1768), antes de ser vendida à França pela última. Desta forma, a existência de um dialeto Corso (parecido com o dialeto Toscano) e a influência de nomes e sabores não é mera coincidência.

               Foi aqui que o Empório Sorio veio buscar algumas preciosidades as quais já comentei anteriormente no blog, em especial em meu relato direto do front da Expovinis deste ano quando tive oportunidade de degustar 3B + Corsega Rosé 007Adiversos rótulos, porém não este que veio complementar estes dias de vinhos diferentes, em minha taça. Terrazza Isula 08 um corte de Sciaccarellu e Cinsault vinificado em rosé e uma verdadeira delicia. Um VdP (Vin de Pays) de l’Ile de Beauté, ilha da beleza, possui uma paleta olfativa muito vibrante e frutada convidando o vinho á boca onde ele explode de forma exuberante com enorme frescor. Atraente na cor, mostra na boca uma acidez acentuada, porém balanceada que umedece a boca chamando comida, ótima parceira para canapés de queijo de cabra e salmão, saladas, lombo agridoce e, como no meu caso, com peito de peru à Califórnia. Muito saboroso, é daqueles vinhos que acabam rápido e deixam aquele gostinho de quero mais na boca. Já tinha gostado muito de um outro vinho rosé que eles possuem em seu portfolio, Terra Nostra, e este é páreo ficando difícil escolher entre um ou outro. Muito bem elaborados e harmônicos, são vinhos para acompanhar comida, mas são ótimos parceiros de um papo informal como aperitivo e preparação do palato para a refeição principal. Em torno de R$50,00, são vinhos que tomei e recomendo, na minha modesta opinião melhores do que a maioria dos aclamados rosés da Provence onde ainda não consegui encontrar um rótulo que efetivamente me empolgasse.

Salute e kanimambo.

Confraria na Taça

Nestas últimas semanas tenho tido a oportunidade de provar alguns vinhos diferenciados, como o que comentei ontem. Desta feita, mesmo com o friozinho de nosso inverno, tomei  dois vinhos bConfraria brancos 2rancos portugueses que ainda não estão disponíveis no Brasil, mas que espero possamos tê-los por aqui dentro em breve, são os vinhos Confraria (nome sugestivo) da Adega Cooperativa do Cadaval pertencente à CVR Lisboa. Por pura coincidência, meu primo trabalha na prefeitura da cidade, ô mundinho pequeno esse!

A Adega Cooperativa do Cadaval produz seus vinhos de uvas plantadas nos vinhedos que cobrem as encostas soalheiras da Serra do Montejunto e que, em declive suave, se estendem pelo vale. Foi fundada em 1963 por um grupo de pequenos viticultores que processaram na ultima safra um pouco mais de 7.000 toneladas de uva.  Presentemente, passa por uma grande reformulação no sentido de colocar a ACC no mapa de nossa vinosfera mundial, mas já possui uma marca bem conhecida no mercado português que é esta linha de vinhos Confraria composta de um vinho tinto e estes dois brancos provados. Há cerca de uns três para quatro anos, cheguei a tomar o tinto (castelão/aragonês e trincadeira), foi-me dado por meu querido primo Álvaro, e me lembro que mesmo não sendo nenhum blockbuster, foi um vinho que me agradou como um vinho correto para o dia-a-dia. Este post, no entanto, é para falar dos vinhos brancos, pois estes tomei agora e com a devida atenção.

Confraria Branco Leve 2008, é elaborado com a uva Moscatel num processo de vinificação a frio que resulta num saboroso caldo com apenas 10% de teor alcoólico e um muito leve açúcar residual que lhe dá um toquinho doce, queConfraria branco leve me fez lembrar um vinho off-dry alemão ou francês (loire) guardadas as devidas proporções. Um vinho muito interessante devido a ser menos comum numa vinosfera cada vez mais monocromática; nariz de ótima intensidade que convida a tomar, vibrante, muito leve agulha na boca, muito boa acidez, ótimo aperitivo, muito saboroso e fresco, ótima persistência, uma delicia que agrada/seduz fácil, tendo sido tomado no sábado como aperitivo acompanhado de um queijo de cabra, patê de atum com torradas e lulas à dorê com molho tártaro, tendo se dado muito bem. Faltou garrafa! Creio que deve se dar bem com comida Thai, talvez até um caril (curry) de camarão, levemente picante fazendo as vezes de um gewurtzraminer. Para os amigos portugueses, em pleno verão, uma grande sugestão de um vinho que costumo chamar de BGB (bom, gostoso e barato) para acompanhar os mais diversos frutos do mar sentado numa esplanada à beira-mar. Se chegar ao Brasil por um preço camarada, será a perfeita companhia para uma beira de piscina, na praia com mariscos, para se comprar às caixas!

Confraria branco seco 2Confraria Branco Seco 2008 é um corte de Fernão Pires, Vital e Seara Nova, esta última me era desconhecida, com 13% de álcool. Também um bom vinho, porém com outro estilo, mais gastronômico de maior corpo, mostrando bom equilíbrio, acidez na medida e um leve amargor ao final que não chega a incomodar, mas que torna importante manter-se a temperatura, tendo acompanhado muito bem um prato de fettucine com bacalhau e azeitonas verdes regado com bastante azeite. Pensei em  Amêijoas à Bulhão Pato (quem ainda não conhece está perdendo um manjar dos deuses), filés/postas de peixe frito com um arroz de tomate, pataniscas de bacalhau e até uma eventual carne branca com temperos leves, como outros possíveis bons companheiros para este saboroso  vinho.

              Sentados na varanda, curtindo dois vinhos brancos num almoço gostoso de sábado com “as crianças” e fazendo descobertas enogastronômicas, não dá para ficar muito melhor que isso e agradeço por esse privilégio.  Enfim, mais um dia bastante agradável, bonito, de céu azul e sol batendo na cara, apesar do friozinho dentro de casa, fazendo-me sonhar com mais um cantinho de Portugal a ser conhecido. Salute amigos.

Clipboard ACC

Minimus Anima. Ah Se Eu Soubesse!

Minimus Anima 001Há vinhos e VINHOS. Ontem tomei um VINHO, assim mesmo com letras maiúsculas garrafais. Guardava-o em minha adega já fazia um bom tempinho, é, ou melhor, foi porque não restou gota para contar a história, o Minimus Anima 2005 de Marco Danielle do projeto Tormentas. Tenho que confessar que  há cerca de três anos tinha comprado dois, este e o Tormentas Secundo, teoricamente um degrau acima do Minimus, porém não foi um vinho que à época  me tenha encantado, tanto que pouco ou nada lembro dele.  Depois provei o Minimus Anima, aquelas coisas de degustação, em um evento qualquer e achei este vinho bom, mas nada que me entusiasmasse. Em função disso, vinha  postergando a abertura desta garrafa com um pouco de receio sobre o quê esperar dela, um grande vinho ou só mais um resultado de marketing das estrelas? Não  conheço o produtor (autor) pessoalmente e, mesmo querendo visitar seu estande na Expovinis, acabei passando reto por diversas vezes e desde já me arrependo, dando a mão à palmatória (será que tem gente que ainda sabe o que é isso?), pois adorei este vinho e mostra que provar é uma coisa e tomar em condições ideais, é uma outra bem diferente!  Se fosse no Vinhos da Semana, certamente seria um vinho que ganharia um I.S.P. de 4 smiles e muita festa! Ah se eu soubesse no momento da compra o que sei hoje, posso garantir que minha compra não se teria limitado a só uma garrafa deste doce néctar.

              Tenho tomado alguns bons vinhos, mas fazia tempo que não tomava um vinho que mexesse com minhas emoções como este mexeu e, ainda mais porque sei que desta safra não há mais e a de 2007 não tem a mesma composição. Não me lembro quanto paguei há época, creio que uns R$60, e se ainda o encontrasse a esse preço, algumas garrafas mais compraria. Não é o vinho top do produtor (autor), mas é um vinho surpreendente e apaixonante que me seduziu por completo tendo que confessar, que tomei a garrafa todinha! Tá certo,  minha esposa deu uns dois ou três goles, mas foi só. Que vinho, valeu a espera!

                Difícil ser muito objetivo ou tentar tecer análises mais técnicas, pois este caldo fez tudo aquilo que um vinho deve fazer com quem o toma; mexeu com minhas emoções deixando um rastro de prazer no olfato, na boca e na memória.Minimus Anima 004 A cor mostra alguma evolução, não aparenta passar por madeira e no nariz, foi se abrindo devagar, mostrando aromas complexos de frutas silvestres maduras, rosas e, talvez, algo de couro, tendo sido na boca, no entanto, que ele efetivamente me seduziu. Bom volume, corpo médio, redondo com taninos maduros e doces, finos e elegantes, muita riqueza de sabores, grande harmonia e equilibrio com um final de boca algo herbáceo, extremamente prazeroso e longo. Um vinho de grande finesse, diferente, com uma personalidade muito própria, daqueles que acabam rápido e deixam uma enorme saudade marcando fortemente sua passagem pelo palato. Certamente um dos melhores vinhos brasileiros que já tive oportunidade de tomar, provavelmente entre os top três, e se alguém souber de algum lugar em que eu possa encontrar mais algumas garrafas destas não hesitem em me dar um toque, só não vale se estiverem com o preço nas alturas já que, por mais que eu o deseje, vivo de orçamento e não possuo cartão corporativo federal, então ….

               Este vinho tem algumas peculiaridades, entre elas o fato de ser elaborado com 70% de Cabernet Sauvignon colhida quase que em processo de passificação na safra de 2005 tendo sido cortado com Alicante Bouschet da safra de 2006. O produtor, digo autor, é  alvo de grandes polêmicas me parecendo, em determinados momentos, até algo presunçoso em suas colocações, provavelmente movido pela paixão pelo que faz,  mas importante no final das contas é a prova na boca, e nessa o vinho passou com louvor. Quanto aos outros vinhos e desenvolvimento de seu projeto Tormentas, que agora possui outras ramificações, esta preciosidade tomada aguçou minha curiosidade e certamente ficarei de olho em outros vinhos para melhor conhecer este trabalho, aparentemente, diferenciado que este “autor’ vem fazendo em seu “ateliê de produção”. Se conseguir algo depois compartilho, mas quem quiser fuçar um pouco mais visite o site http://www.tormentas.com.br/ que, por si só, já é uma grande viagem. Gamei!

Ah se eu soubesse!!!

Salute e kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

Wine globe 3Destaque para a iniciativa do governo de Santa Catarina, que baixou o ICMS sobre vinhos de 25% para 3%. Conversas políticas e promessas que nunca se realizam já não tem mais lugar, produtores e consumidores já se cansaram disso. Precisamos de ações que realmente trabalhem pelo Vinho Brasileiro. Esta é uma ação digna de nota e que deve ser copiada, porque realmente funciona no incentivo à produção e consumo de vinhos. Chega de buscar proteção com efeitos colaterais danosos aos pequenos produtores e consumidores, esta é a saída!

                Quem sabe o pessoal do Rio Grande do Sul não se inspira? Aproveitando que os governos de lá e de São Paulo são do mesmo partido, porque não fomentar acordos que evitem a oneração tributária como acabarem com essa tenebrosa ST possibilitando que os vinhos gaúchos cheguem ao mercado de maior consumo no Brasil a preços mais acessíveis?! Falta de vontade política, puro descaso ou mera falta de visão e eficiência? (fonte: Academia do Vinho)

 

Vinho Paulista de Colheita de Inverno, esta deu no caderno agrícola do jornal Estado de São Paulo no último dia 1 de Julho. São estes sendo desenvolvidos em Jundiaí  e Louveira onde as variedades de mesa começam a ceder espaço para as víniferas Merlot e Syrah. Esse manejo de inverno que se iniciou com um projeto em Três Corações (Minas Gerais) com a primeira colheita em 2006, já possui cerca de 100 hectares de vinhas de Syrah plantadas, cepa que melhor se adaptou à região. Esse manejo de inverno consiste em fazer podas diferenciadas em Agosto (poda de formação) e Fevereiro (poda de frutificação) alterando o ciclo vegetativo da planta para que ela venha a frutificar no outono  e colhida no inverno quando os dias são ensolarados e as noites frias sem chuva na colheita. De Minas vamos ter os primeiros vinhos em 2010, de Jundiai um pouco mais tarde. Vai dar certo? Não sei, mas produzir no Nordeste também não dava e deu no que deu.

 

Promoção Inverno SorioEmporio Sorio, mais uma dica do que verdadeiramente uma noticia.  Que sou fã de seus vinhos, creio que não é surpresa para nenhum dos amigos que clicam por aqui com certa assiduidade, mas agora existe mais uma razão para sorver de seus saborosos vinhos, o fato de que parte seu faturamento irá para uma causa nobre que é a campanha do agasalho neste frio inverno e você anda ganha um cachecol. Gostei da ação e recomendo, eis a forma adequada de juntar o útil ao agradável. Clique aqui para mais detalhes.

 

Pizzato lança vinhos da safra de 2005. A Pizatto informa que chegam ao mercado o CONCENTUS e o PIZZATO TANNAT da safra de 2005 que, segundo o enólogo Flavio Pizzato, trata-se da melhor safra para o conjunto de vinhos brasileiros, superando a de 1999 por conta da melhoria geral da viti-vinicultura do País.

Concentus 2005_O CONCENTUS 2005 é a terceira safra de um dos vinhos mais estruturados da PIZZATO. Elaborado com uvas Merlot (45%), Tannat (35%) e Cabernet Sauvignon (20%) e com uma produção de 8 mil garrafas, todas numeradas, em lote único, com Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. O vinho foi amadurecido por sete meses em barris de carvalho, sendo 50% em barris de carvalho francês novo e 50% em barris de carvalho americano e período em garrafa para amadurecimento. Apresenta coloração rubi violácea intensa e aromas de frutas vermelhas maduras, geléia de frutas vermelhas, especiarias, bosque molhado, coco torrado, café e ameixas secas. Na boca é encorpado, de boa persistência e equilíbrio, com retrogosto prolongado com traços de especiarias, ameixas e coco torrado. Harmoniza-se perfeitamente com pratos mais estruturados, à base de funghi, carnes vermelhas, suínas, de peru, aves de caça, como perdiz e codorna, grelhados, queijos secos e pratos medianamente temperados em geral. É recomendado degustá-lo a temperatura de serviço entre 17 °C e 19 °C. Graduação alcoólica: 13,0%. Preço médio: R$ 50,00

PIZZATO Reserva Tannat 2005, a nova safra chega ao mercado com novo rótulo, acompanhando a recente mudança da identidade visual dos vinhos da marca, na busca de mais harmonia entre os rótulos da linha Reserva e o Top Pizatto Tannat Reserva 2005CONCENTUS. Em sua terceira safra, o Reserva Tannat vêm de uvas dos primeiros vinhedos implantados em espaldeiras em forma de lira (vertical) na Serra Gaúcha, com videiras de 23 anos de idade, e produção média de 2,5 kg/videira. Para a safra 2005 foram elaboradas 7 mil garrafas, numeradas, em lote único, com Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. O vinho passou por amadurecimento de seis meses em barricas de carvalho americano (70%) e período engarrafado. De cor intensa, vermelho escuro com tons violáceos à púrpura, mostra aromas de frutas escuras maduras, geléias, cacau, baunilha, torrefação, couro e terra. Na boca é potente, de bom corpo e estrutura, taninos finos, retrogosto rico e persistente. Harmoniza com carnes de caça, queijos fortes, carnes gordurosas e feijoada. Graduação alcoólica: 13,3 %. Preço médio: R$ 37,00.

 

festiqueijo20 ª FESTIQUEIJO. Festival na Serra Gaúcha Propicia o Encontro do Ponto Alto da Gastronomia do Outono-Inverno: Queijos e Vinhos. A temperatura começa a cair e logo se pensa com mais freqüência em um bom vinho e um bom espumante unidos a uma excelente gastronomia. O festival, em Carlos Barbosa, iniciou-se no último dia 2 e segue até 26 de Julho, nos finais de semana. Já uma tradição na região, assim como a participação da Vinícola Garibaldi que participa desde a primeira edição do Festiqueijo. Nesta vigésima edição a cooperativa marcará presença em seu estande individual, estrategicamente localizado na entrada do Festiqueijo, apresentando o vinho tinto Chalet Du Clermont (assemblage de Cabernet Sauvignon e Merlot) o Espumante Moscatel, o Espumante Brut Premium, o Gotas de Cristal Branco, o Vinho di Bartolo tinto suave e o suco de uva Precioso, ambos, produtos que harmonizam perfeitamente com os mais variados queijos e culinária italiana, que marcam o maior festival gastronômico da Serra Gaúcha.

 

Zuccardi azeite Manzanilla 2009Azeites da família Zuccardi. Mais conhecida por seus vinhos, seus azeites seguem ganhando destaque internacional. Desta feita com mais um varietal, Manzanilla,  levando terceiro lugar na categoria “frutado médio” num dos principais concursos de azeite no mundo, o 11º Concurso Internacional de Azeites de Oliva -“L’Orciolo D’Oro” 2009 realizado em Pesaro e Urbino na Itália. No ano passado essa distinção tinha sido ganha pelo varietal de Arauco, o que vem demonstrar que a Zuccardi tem um portfólio de azeites que vale realmente a pena conhecer.

 

ExAequo, mais um lançamento da Quinta do Monte D’Oiro renomado produtor da CVR Lisboa. Sou um apaixonado pelo Quinta do Monte d’Oiro Reserva 04 (corte de Syrah e Viognier) que o ano passado teve lugar de destaque em meus “Deuses do Olimpo 2008”. Desta feita, pelos comentários de Robert Parker, mais um blockbuster sendo colocado no mercado. De acordo com o ainda todo poderoso e conceituado crítico de vinhos norte-americano que o classificou com 90-95 pontos (Outstanding)  em amostra de barrica descrevendo-o assim: “cor púrpura rubi profunda, no palato é encorpado soberbamente delineado, poderoso mas verdadeiramente suave, envolvendo desde o início até ao final. Frutos silvestres, ameixa e cassis, com um final natural e muito destacado. Lascivo (sensual ou libidinoso). Soberbo. Beber 2010-2016”. Eheheh, minha “wish list’ não pára de crescer! (fonte: CVR Lisboa)

 

IV Concurso de Vinhos da Península de Setúbal – O vinho “Só Touriga Nacional 2006” da Bacalhôa Vinhos de Portugal, conquistou o título de Melhor Vinho Tinto no IX Concurso de Vinhos da Península de Setúbal 2009, que decorreu no dia 2 de Julho, na Quinta do Anjo (Palmela). “Só” na sua distinção, este vinho alcançou, também, a medalha de ouro. Caracterizado por ser um tinto vinificado exclusivamente com a casta Touriga Nacional no seio da Serra da Arrábida, este vinho apresenta-se com uma cor vermelha muito profunda, com notas florais campestres e de fruta encarnada madura que lhe conferem uma estrutura elegante e distinta. Estou com uma garrafa do 2005 na adega e logo/logo o tomarei, mas o 2003 também estava ótimo. È um dos muito bons vinhos desta casta e lá vale uns 10 euros. É importado pela Portuscale e custa aqui algo próximo a R$120,00. (fonte: Infovini)

 

Miolo lança onze vinhos, dois inéditos, em evento para poucos realizado em Bento Gonçalves. A Miolo Wine Quinta Castas 05 (2)Group realizou nos dias 3 e 4 de julho, no Hotel & Spa do Vinho Caudalie,  em Bento Gonçalves, seu principal evento de vinhos do ano. Os produtos foram apresentados pelo winemaker internacional Michel Rolland, um dos mais prestigiados enólogos do mundo e consultor da Miolo desde 2003. Os convidados conheceram 11 lançamentos previstos para chegarem ao mercado este ano. Um dos principais destaques foi a apresentação do Sesmarias 2008, vinho que chega ao mercado em 2010, para se tornar o ícone do projeto Fortaleza do Seival, na Campanha Gaúcha. “A Miolo se propôs a investir na qualidade e o trabalho desenvolvido em parceria com Rolland consolidou a vocação da empresa de elaborar vinhos finos de categoria superior, com a expressão do terroir de cada região”, afirmou o diretor técnico da Vinícola Miolo, Adriano Miolo.

  • Com produção limitada a não mais de cinco mil garrafas, o Sesmarias resulta de um corte de seis variedades de uva tinta, de parcelas com produtividade de 4 toneladas por hectare. É elaborado a partir do processo de fermentação integral em barrica, utilizado nos grandes chateaux da França. As uvas selecionadas são lentamente desengaçadas e as bagas inteiras permanecem durante uma semana em maceração pré-fermentativa a frio. A fermentação alcoólica dura em torno de 1 a 2 semanas. O tempo total de maceração é de 30 a 45 dias, com a fermentação malolática a acontecer nas películas. O vinho envelhece 18 meses em barricas novas de carvalho francês. O Sesmarias chega ao mercado em 2010 e a comercialização se dará  “en Primeur” que determina a reserva prévia dos produtos antes mesmo deles chegarem ao mercado.  Ou seja, neste caso totalmente no escuro, os interessados terão que desembolsar antecipadamente e esperar que o mesmo chegue em algum momento do ano que vem. Para quem pode e sabe o que faz, o que não é meu caso.
  • RAR pinot noirO outro vinho inédito é o RAR Collezione Pinot Noir 2008. Após alguns anos de estudo, os enólogos da Miolo Wine Group perceberam que a uva Pinot Noir cultivada na região dos Campos de Cima da Serra, local onde localizam-se os vinhedos do empresário Raul Anselmo Randon, expressa o máximo do terroir da região. A constatação levou a empresa apostar na elaboração deste RAR Collezione Pinot Noir 2008. Envelhecido durante um ano em barricas novas de carvalho francês. “Elaboramos um vinho com características do velho mundo”, afirma o diretor técnico da MWG, Adriano Miolo. A região dos Campos de Cima da Serra é uma das mais frias e mais altas do Brasil, com 1.000 metros de altitude. Atualmente, são produzidos 200 mil litros em 50 hectares, mas a estimativa é chegar a 1,5 milhão de litros em 2018, em 200 hectares. Pelo fato de a empresa não ter uma vinícola instalada nos Campos de Cima da Serra, as uvas são colhidas e seguem para cantina da Miolo, no Vale dos Vinhedos.Este me deixou mais curioso.
  • Os outros nove vinhos são as novas safras de vinhos já conhecidos como: RAR safra 2005, Lote 43 safra 2005, Miolo Merlot Terroir safra 2008, Lovara Chardonnay 2008, Lovara Merlot 2008 e Lovara Cabernet 2008 com nova imagem, Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 entre outros.

Salute e kanimambo

Reflexões do Fundo do Copo – O Dilema de Nosso Novo Vinho Tinto

                Como é possível impactar com uvas internacionais e vinificações por métodos conhecidos e usados a toda hora, quando seu atrativo não está nada mais do que na origem exótica? Está em curso no Brasil de hoje, um circulo virtuoso no processo de inovação agro-industrial do vinho de qualidade internacional, que invade as fronteiras do público e do privado, dificultando definir quem inicia o processo e quem o finaliza. O estado mostra-se capaz de ajudar com ações que vão da simples divulgação de determinado produto, dentro do país, em regiões detectadas como eventuais consumidores daquele item e fora dele, no pacote comercial diplomático que costuma acompanhar iniciativas mundo afora. Para surpresa daqueles que só encontram defeito e falcatruas nos governos recentes, ele está demonstrando capacitar-se a esforços que resultam em ampliação de mercado agrícola e industrial, fomentando exportações, que resultam maior montante de divisas.

               O Estado ajuda, criando e aprofundando a qualidade da pesquisa e do controle na produção, criando mecanismos de punição fiscal e criminal para aqueles que pretendem ludibriar o consumidor com produtos que prometem e não cumprem; criando linhas de crédito, subsídios e incentivos para determinada produção. Ajuda também, reformulando os impostos sobre a produção e circulação de determinados produtos. O contexto é de forte ebulição na área da formação teórica, multiplicando-se os cursos práticos por vários centros, não apenas no Rio Grande do Sul, a partir da UCS, não apenas em São Paulo com o Senac e a Anhembi Morumbi, mas também em escolas técnicas espalhadas pelo país, como em Jundiaí e na Cândido Mendes no Rio de Janeiro.

               O intercâmbio não pára de crescer e os doutores em vinho vão se multiplicando, formados por aqui, com especialização na França, na Itália e na Argentina, como se vê nos centros de estudo em Florianópolis, onde a presença de professores vindos de Bordeaux é constante e como se percebe através das parcerias realizadas entre universidades brasileiras e centros de conhecimento e divulgação como são as italianas FISAR (Fed.Italiana Sommeliers, Albergatori, ristauratori) e AIS (Assoziazzione Italiana Somelier). 

              Mas as contradições inerentes ao prêmio por mérito em eficiência, este mesmo Brasil que continua patinando na hora de taxar quem produz em muitas áreas, inclusive nesta. Isso já foi dito de modo exaustivo, já se lutou com todas as armas, mas não custa repetir – Enquanto os vinhos finos dos países vizinhos visitam nossas gôndolas por pouco mais do que nada, os produzidos no Brasil passam pelos espinhos da dupla taxação referente a bebidas alcoólicas e a produtos de luxo. O privado, visto aqui como o poder proprietário, parece estar fazendo sua parte, aportando capital de outros departamentos da economia, como são patentes os casos famosos da Villa Francioni e da Pericó. Há uma procura importante de descentralização da produção de uvas no país, que acaba determinando a produção em terras mais apropriadas para isto, que analisam desde as características dos subsolos até o gradiente térmico e climático, seguindo recomendações de técnicos particulares e de entidades do Estado para todos os estágios da produção, driblando finalmente dificuldades enológicas que pareciam definitivas e que carimbavam o vinho brasileiro como um produto definitivamente medíocre.

               Tudo dito, os dilemas que se aplicam ao produtor brasileiro de vinho tinto estão em que tipo de vinho aplicar o capital investido, qual é o melhor plano para atingir a maturidade produtiva, como reproduzir a rota de sucesso já trilhada pelos espumantes brasileiros, identificados como produtos de alta qualidade. O vinhateiro de vinho tinto fino brasileiro tem nesta etapa de implantação, os olhos voltados para o exterior, visto que no mercado interno não se vê em condições de competir com o produto dos vizinhos; Chile, Argentina e mesmo Uruguai, na relação Qualidade X Preço, por mais que promova campanhas publicitárias e promocionais esporádicas, chamando o consumidor a uma duvidosa opção cívica a favor do produto feito por aqui.

              Parece que a dicotomia que sempre se apresenta no confronto de interesses que regem a economia do País se expressa de modo transparente na forma de implantar inovações. A gaveta dos produtos criados para exportar são tratados a pão de ló, com direito a plano de expansão, estratégias de exposição de produtos, incentivos fiscais, linhas de crédito etc. enquanto que os produtos criados para o mercado interno ficam à mercê das antigas leis do mercado, onde o mais forte – e nem sempre o melhor – é o que já está consagrado. Neste contexto, os produtos de origem brasileira parecem estar sempre fora de lugar – ou se alinham, envergonhados, nas prateleiras reservadas aos produtos de baixa qualidade ou se perfilam, como um blefe de curto fôlego, junto aos produtos mais caros, com o custo totalmente descompassado.

               Como parêntesis, pergunte a qualquer importador de vinho como se trata este mercado de consumo interno e ele responderá que traz os vinhos já consolidados acrescidos dos vinhos que caíram nas graças do consumidor brasileiro! Considerando que – apesar do enorme crescimento de oferta – não chegamos aos 3 litros de consumo anual per capita, o que é pífio em volume, falamos que existe um “paladar do consumidor brasileiro”… Ou seja, nada mais conservador, nada mais irritante para quem procura fomentar a diversidade e não reproduzir ad nauseum as mesmas condições de sempre.

               Portanto, incapaz de ver brechas reais no mercado interno e para não mexer demais na lógica já constituída, o capital recente na área tem os olhos naturalmente voltados para os mercados internacionais, não apenas por todo o incentivo que se obtém, mas também porque se trata de mercados ávidos de novidades, que dragam todo e qualquer produto desconhecido, numa ânsia pantagruélica por novidades. Evidentemente, o consumidor alemão, inglês, americano e japonês – além de outros tantos consumidores de outros tantos mercados secundários que se abrem, como os da Europa do leste e da Ásia ocidentalizada a partir da Coréia – têm referências de qualidade e preço de tantos outros pontos do mundo e já experimentaram tantas outras ondas novidadeiras bem antes desta que estamos pretendendo criar. São curiosos, recebem novos produtos de braços abertos. Mas seguem a cruel verdade, por demais conhecida de todo profissional de marketing – experimentam uma primeira vez, querem sentir o gosto daquele produto, e simplesmente, deixam de comprar a segunda vez, se não houver sedução.

              É aí, então que se descortina o último e o mais verdadeiro dos dilemas: como é possível impactar com uvas internacionais e vinificações por métodos conhecidos e usados a toda hora, quando seu atrativo não está nada mais do que na origem exótica? É um grande mérito fazer um merlot de qualidade, um cabernet sauvignon comparável a alguns dos melhores do novo mundo. Mas na hora que até os portugueses estão fazendo vinhos fantásticos com Shiraz, que os australianos não param de inovar, que os italianos despejam novidades com suas uvas do sul e também a partir de novos tratamentos com as grandes do Piemonte; no momento em que Israel e Líbano entram com as mesmas vinificações, com as mesmas uvas; que a França amplia seu parque produtivo no sul, baseando a produção em velhas conhecidas como a Grenache e a Espanha não para de produzir novidades, qual é o nicho que saberemos ocupar?

breno3Mais um inteligente texto do amigo e colaborador, agora com participação quinzenal aos sábados, Breno Raigorodsky; 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias

Dicas da Semana

           Como estarei fora nesta Sexta, decidi por antecipar as dicas desta semana. A dica principal é dar uma passada para conhecer a Vinea Store em uma de suas agradáveis noites enograstronômicas, mas não só pois, como sempre, ainda há dicas de boas compras, almoço executivo no La Marie e outros eventos para seu deleite. Confira!

Vinea Store, parceira e anfitriã de nosso próximo Desafio de Vinhos com vinhos de Bordeaux até R$100,00, tem uma agenda especial de atividades em seu Jardim Gourmet e não é só para a semana não, é para o mês. Escolha deu dia, seu vinho e bon apetit.

Enogastronomia na Vinea 

Cia do Whisky, da amiga Mariluz, nos envia algumas dicas de compra e informa que estará degustando alguns vinhos na loja. Veja o que rola:Cia do Whisky foto interna

  • VINHO CHATEAU BEL AIR PETIT CHEVAL 750ML – Ótimo vinho deste charmoso “petit château”de Bordeaux, com excepcional relação qualidade x preço. Vinho maduro e cheio de fruta. R$ 42,20 (degustaçao na loja de Moema na 6f e sábado)
  • VINHO CATENA DV CABERNET-CABERNET 750ML – DV é composta de vinhos premium elaborados com uvas de dois vinhedos diferentes, ambos de terroir excepcional e localizados em altitudes distintas. Este Cabernet-Cabernet é muito rico e exuberante, com bastante complexidade e elegância, entre o melhor que a Argentina pode produzir. Maturado 24 meses em barricas de carvalho francês. Acompanha :carnes com molho encorpado, cordeiro, carne de caça, alta gastronomia. R$ 77,70
  • VINHO ALTOS LAS HORMIGAS MALBEC 750ML – Um incrível e consagrado Malbec, com muita fruta, potência e personalidade. Um enorme sucesso, sem dúvida é uma das melhores relações qualidade/preço do Novo Mundo. Somente uma parte do mosto fica em barrica de carvalho por 9 meses. O vinho não é filtrado antes de ser engarrafado. Sugestão de Guarda: até 5 anos. Combinações: Queijos, massas, aves e carnes grelhadas.  R$ 33,15 (degustação na loja Moema na 6f e sabado).

 

La MarieRestaurante La Marie, para quem estiver em São Paulo neste feriado um lembrete sobre aquele festival de suflês que citei a semana passada, é de dar água na boca. Eu já reservei uma mesinha para dois na semana que vem, não dá para resistir e esta boa dica segue até dia 26 de Julho. Uma outra boa dica é o almoço executivo deles com couvert, entrada, prato principal e sobremesa por apenas R$25,90. Nos vemos por lá? Só lembrando, o restaurante fica em Pinheiros na Rua Francisco Leitão, 16 em São Paulo – Tel.        (11) 3086-2800       . Quer conhecer antes, então dê uma olhada no site www.lamarierestaurante.com.br/site/index.asp.

 

Península e Confraria do Queijo e Vinho promovem a noite da Paella acompanhada de divinos vinho da Espanha de importação exclusiva do amigo Juan. Será na próxima terça-feira (14/07), a primeira experiência gastronômica da Confraria e de cara em grande estilo. A tradicionalíssima Paella Valenciana reinará plena e absoluta, acompanhada é claro de uma seleção de vinhos espanhóis tudo sobre a coordenação e execução de Juan Rodriguez sócio proprietário da Importadora Península, reconhecidamente uma das maiores autoridades em vinhos espanhóis em Terras Brasilis. Não dá para perder!

                Nessa noite a loja fará um desconto especial nos vinhos degustados para os participantes que não resistirem à tentação de Bacos. Eis os vinhos que o Juan selecionou:

  • Alaia 2006
  • Protos Rosado 2005
  • Protos tinto 2005
  • Códice 2006
  • Rívola 2003

Valor R$ 60,00 por pessoa. Ligue para a Confraria e garanta o seu lugar pois não são muitos. Confraria do Queijo & Vinho, Av. Dr. Arnaldo, 1.318. São Paulo – SP – Tel.        (11) 3873-3179       .

 

Assemblage Vinhos aqui da Granja Viana disponibiliza a linha de vinhos da Casa Silva com preços especiais. Veja abaixo, dê uma passada ou ligue e aproveite esta promoção e outros bons rótulos disponíveis na loja.

Assemblage e Casa Silva

 

Vila Francioni, renomada vinícola produzindo vinhos de altitude em Santa Catarina promove vendas diretas conforme mensagem recebida da Maria Amélia.

  • Villa Francioni Joaquim 2006 | Cabernet Sauvignon /Merlot –  Um novo terroir, vinhos com personalidade. Joaquim tem aromas de fruta, amoras, ameixas, algo de especiarias. Os dez meses de estágio em barrica francesa completam com toque tostado este assemblage, perfeito para a estação. De R$ 58,00 por R$ 48,00.                                                                                                     
  • Villa Francioni Francesco 2005 | São Joaquim – Exclusivo, elegante. A maestria da Cabernet Sauvignon, aliada a delicada Cabernet Franc, com toques de especiarias da Syrah, fruta da Malbec, vivacidade da Merlot em altitude. Descanso de 11 meses em barrica novas, para garantir este bouquet idealizado para apreciadores e apaixonados por grandes vinhos e alta gastronomia. De R$ 78,00 por R$ 65,00.

Tele-vendas |        (48) 3431 6243        ou 3431 6024 ou e-mail para iona@villafrancioni.com.br  |  carmem@villafrancioni.com.br

 

Lusitana de Vinhos & Azeites convida quem por aqui ficou em São Paulo neste feriado. A reunião acontecerá na Ekoa Café, loja na Vila Madalena que imprime um conceito diferenciado de responsabilidade ambiental e social. Seus idealizadores, os irmãos Marisa e Henrique Bussacos, convidaram a Lusitana de Vinhos para realizar um bate-papo sobre vinhos com degustação, para despertar ainda mais os sentidos dos frequentadores da casa! É claro que os vinhos selecionados para esta noite, possuem um apelo ecológico! E é claro que a Lusitana faz questão de convidar todos os seus amigos e clientes a se juntar a nós nesse encontro!! 

Lusitana e Ekoa cafe

Desafio Bordeauxs Até R$100,00

Existem bons vinhos de Bordeaux abaixo de R$100? Sim existem e já são inúmeros os rótulos de vinhos originados Mapa bordeaux 2desta região disponíveis nos importadores e lojas. Há pouco tempo atrás estive num evento em que diversos desses rótulos foram degustados e daí a idéia de fazer este Desafio. Afora os vinhos provados e comentados no Garimpando Bordeaux, conheço diversos bons rótulos no mercado que mereceriam estar presentes neste Desafio de Bordeauxs até R$100, prova de que mesmo nessa região reconhecidamente cara, existe sim vida fora do universo dos grandes vinhos e não é pouca. Sejam da margem esquerda, direita ou entre entre-deux-mers este Desafio, junto com eventos como o de “Bordeaux ao seu Alcance”, promovido pelo CIVB (Conselho Interprofissional dos Vinhos de Bordeaux), visam divulgar essa mensagem e ao mesmo tempo compartilhar com os amigos algumas dessas descobertas.

             Estes Desafios de Vinhos que promovo, como já sabem aqueles que regularmente acessam o blog (valeu gente!), é itinerante e pretende não só falar dos vinhos, mas também falar dos novos lugares que conhecemos e compartilhá-los com o leitor. Desta feita vamos estar num lugar super especial e sobre o qual falo muito, mas ainda não tinha mostrado. É um local super aconchegante, charmoso, simpático e único na cidade em função de suas características, é a Vinea Store. Loja e importadora de vinhos com um incrível Jardim Gourmet, é um lugar idílico com vinhos para todos os gostos e, importante, bolsos também.

Clipboard Vinea 1

           Enviei um e-mail para os meus principais parceiros e alguns já apontaram seus representantes aos títulos de; Melhor Vinho, Melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra. Outros ainda estão por se definir ou enviaram, mas ainda não chegaram o que talvez venha a resultar em algum “forfait”. De qualquer forma, eis alguns dos Desafiantes já confirmados com a Vinea podendo escalar dois por ser a anfitriã do evento:

  • Vinea Store – Chateau Desclau Cuvèe Marguerite 2002

                         –  Chateau la Raze Beauvallet 2005 – Médoc

  • Decanter – Chateau Noaillac 2005 – Médoc
  • D’Olivino – Château La Guérinnière 2005 – Saint Emilion
  • Zahil – Chateau Puycarpin 2006 – Côtes de Castillon
  • La Cave Jado – Cuvée Hommage 2003 – Côtes de Bourg
  • Expand – Chateau Le Monastere 2005 – Côtes de Bourg
  • Interfood –   Calvet Reserve Rouge Bordeaux 2005

Casa Flora, Ana Import, Vinci e Mistral ainda estão por definir, mas pelo menos um deles está confirmado só que tenho que soltar o post, então depois faço a revisão. Desta feita não sei se incluirei um vinho surpresa totalmente às escuras, ainda estou por definir, mas é algo que gosto de fazer já que dá um têmpero interessante à degustação. Depois detalho os vinhos, mas por enquanto fica a dúvida, quem será que faturará mais este embate? É as cegas, então tudo pode acontecer.

Aurora Blanc de Noir 004Como sempre, começaremos o Desafio preparando o palato para o que está por vir e para isso, poucos caldos são tão próprios quanto uma boa taça de espumante. Nesses dias, busco trazer rótulos menos conhecidos ou recém lançados para que a banca de degustadores possa conhecer esse novo produto que depois será compartilhado com os amigos leitores. Desta feita, provaremos o único Blanc de Noir brasileiro, de que tenho conhecimento, o Aurora Brut elaborado pelo método charmat com 100% de Pinot Noir. Eu já provei, mas não vou adiantar nada não!

Salute e kanimambo.

Santa Helena, o Braço de um Gigante

Santa Helena0002Com vida própria, mas esta vinícola chilena, mais conhecida entre nós por seus preços competitivos e vinhos básicos, é coligada ao segundo maior grupo chileno de vinhos, a Viña San Pedro que possui, entre marcas próprias e coligadas, um vasto portfolio entre eles; Cabo de Hornos, Gato Negro, Castillo de Molina, 1865, 35 Sur, Vina Tabali e Altair entre outros.  A Santa Helena fundada em 1942, possui cerca de 500 hectares de vinhedos plantados no Valle de Colchagua a cerca de 150kms ao sul de Santiago e já consta entre os 10 maiores exportadores chilenos, sendo o Brasil seu principal destino onde coloca 22% de suas vendas. Recentemente passou por uma reformulação de imagem de suas diversas linhas. O nome Helena,  tem origem na expressão grega “ Helane” que significa “radiante como o sol” e esta nova cara vem mostrar os primeiros resultados do enólogo Matias Rivera à frente da bodega.

              Estive no lançamento das linhas Varietal, com preços sugeridos entre R$20 a 25,00 e do Reserva, com preço ao consumidor por volta de R$30 a 35,00 tendo aproveitado para degustar também, alguns topo de gama como Vernus Blend, Notas de Guarda Carmenére, DON e o Late Harvest 06. Começando pelo inicio, na base da pirâmide, os vinhos Varietais tintos são básicos, honestos, com nariz muito típico deixando claras suas origens não havendo, no entanto, nenhum destaque em especial. Já o Chardonnay Varietal, sem passagem por madeira, é um achado por apenas R$20,00. Santa Helena 003Aromas ricos em fruta convidando a taça à boca onde se mostra muito fresco e comprova os aromas no palato de forma muito agradável e fácil de tomar. Ao perder temperatura mostrou um leve amargor que não chega a incomodar. O Late Harvest 2006, corte de 85% de Riesling com 15% de Gewurztraminer com um preço ao redor de R$39,00, foi outro grande achado da noite, pois estava delicioso e cresceu muito com um tempo em taça. Nariz intenso, frutado e algo floral, muito balanceado na boca sem excessos de açúcar e uma acidez no ponto, muito saboroso e o preço idem.

               A Santa Helena, no entanto, não é só vinhos básicos. Possui uma boa gama média de vinhos (como o Selección del Directório) e  rótulos de vinhos topo de gama que, confesso,  não conhecia. Gostei do Vernus 2006, um blend de Cabermet com Syrah e Petit Verdot muito agradável , de boa estrutura e taninos finos com um preço justo, por volta dos R$52,00; o Notas de Guarda Carmenére um vinho mais encorpado e complexo, de boa persistência com preço ao redor de R$126,00 e para finalizar o grande vinho da noite, DON 2005, um baita vinho de guarda com muita personalidade, complexo tanto no nariz Santa Helena Pinot - Directoriocomo na boca mostrando muita fruta madura, taninos firmes e aveludados com ótimo volume de boca e muito longo tendo harmonizado muito bem com o pernil de cordeiro assado servido no ótimo Parigi. Um belo vinho que só não me animou mais devido ao preço, R$239,00 que achei um pouco puxado.

                Uma linha que não foi apresentada nessa noite, mas que acho muito boa e também está de cara nova, é a Selección del Directório, em especial o Pinot Noir que volta e meia anda pela minha mesa e na minha taça. Já faz um tempinho que não o tomo, mas o preço andava por volta dos R$45,00 aqui em São Paulo.  A importação e distribuição dos vinhos da Santa Helena no Brasil está a cargo da Interfood, o anfitrião deste jantar muito agradável, como são todos os organizados pela Fernanda Fonseca. Valeu Bruno.

A Importância das Cepas

            Qual a importância de se conhecer as cepas nos vinhos que tomamos? Relativa na minha opinião, até que  no outro dia assisti à seguinte conversa entre amigos por volta de seus 35 a 40 anos, que apelidarei de Zé, Marcos e Fábio, no supermercado em que tradicionalmente faço minhas compras:

  • – Cara não sei que vinho comprar, é tanta uva!
  • Marcos – Qualquer coisa meu, é tudo vinho mesmo.
  • – Ô, não é assim não, depende da uva e do país as coisas mudam.
  • Fábio – É isso mesmo.
  • – Estou na duvida; um português, merlot, cabernet, o que levamos?
  • Fábio – Vai no português não, os vinhos de lá são muito ruins e esse merlot é uma uva muito pesada, pega um cabernet que é mais suave.
  • – Sei não, mas vai lá, acho que levarei este cabernet argentino. Se der errado é culpa sua seu fio …..
  • Fábio – Garanto meu, mas da Argentina não dá, de lá só malbec. Pega do chileno que esse não tem erro não, lá só tem vinho bom e esse Privado é da hora.
  • Marcos – Pessoal, não tou nem aí, o que pegarem pra mim tá bom, mas vamos logo que eu ainda quero pegar minhas cerva!

         Não preciso dizer o quão difícil foi me segurar para não ter um quarto personagem entrando nessa conversa, certo?! Afora a falta de conhecimento, até aí tudo bem e perfeitamente aceitável, ficaram evidentes o fato do neófito ditar regras (na minha terra isso tem um nome que não dá para mencionar aqui) com uma autoridade tremenda e o excelente marketing chileno. Enfim, escutar esse bate-papo assim como na Expovinis em que um cara, ao lhe ser oferecido um Cabernet Sauvignon, perguntou se não tinha só cabernet já que ele não gostava de blends (é vero), despertou em mim a necessidade de falar um pouco mais sobre as cepas disponíveis no mercado, sua tipicidade e o que se esperar de vinhos de cada uma delas. Já fiz uma matéria sobre a Syrah há um tempo atrás, mas não dei seqüência. Agora, fazendo este trabalho, aproveito e também melhoro o meu conhecimento sobre esse vasto tema, até porque existem mais de 3.000 espécies de uvas viníferas, das quais um pouco mais de 150 são usadas comercialmente.

JFC - Grape Clipboard

             Afinal, qual a importância das cepas no vinho? Nos assemblages, até alguns anos atrás nenhuma! O que importava era o produtor, região e o rótulo, a composição não era importante e, até hoje, é secundário na maioria dos países do velho mundo, especialmente quando nos referimos a vinhos de corte. A necessidade de saber que cepas compõem o vinho tem a ver com a objetividade e pragmatismo dos mercados do novo mundo, em especial dos americanos que pediam essa informação, e os produtores acataram essa demanda do mercado. Com a introdução dos varietais, trazidas com o advento do crescimento da produção do novo mundo na produção mundial, a menção no rótulo se tornou obrigatória. Elaborar varietais de uvas tradicionais (merlot/syrah/cabernet, etc.) é, teoricamente e dependendo da qualidade do vinhedo,  mais fácil do que elaborar blends então, nada mais lógico que o Novo Mundo trouxesse à baila este estilo de vinho como um processo de autoconhecimento, tendo influenciado o consumo mundial no processo. 

          Cada cepa tem uma característica e uma tipicidade, ao saber com que uva o vinho foi elaborado o consumidor tem a sensação de saber o que está comprando, o que não deixa de ter uma certa lógica apesar dos furos nessa afirmação, criando uma expectativa que se espera seja confirmada na boca. Na verdade uma mão na roda para o consumidor que faz uma compra com menor risco. Pois bem, pensando nisso e não tendo tempo hábil para fazer todo o trabalho de pesquisa, convidei a amiga Mariana Morgado que já tinha feito um trabalho similar e, juntos, vos estaremos apresentando uma nova cepa quinzenalmente, alternando os Sábados com as gostosas crônicas do amigo Breno (por sinal a última estava divina). Ao falarmos sobre as características e histórico de cada cepa, também listaremos alguns bons vinhos elaborados com ela, dentro das mais diversas faixas de preço e origens, vinhos que, preferencialmente, já tenham andado por minha taça. A Mariana, para quem não conhece, é uma menina muito capaz e simpática que durante um tempo adornou as hostes da Wine Premium e Expand com sua graça, conhecimento das coisas de nossa vinosfera e eficiência. Roqueira, sonhadora, cheia de energia, parte agora para uma carreira solo com um monte de projetos interessantes que, conforme forem se concretizando, vocês ficarão sabendo aqui no blog. Fiquei super feliz que ela tenha aceitado meu convite e honrado por assinar este artigo junto com ela. Dia 18 já sabem, vai ao ar nosso primeiro post Falando de “ Uvas & Vinhos”.

           Por enquanto fica minha dica, evitem generalizar, pois cada vinho é um vinho, cada produtor tem o seu estilo, e cada terroir suas próprias características que influenciam sobre-maneira qualquer cepa. Existem bons vinhos de todas as cepas em todos os lugares e ninguém produz só vinho bom ou vinho ruim. Podemos ter preferências, mas se até o Cristiano (Orlandi do Vivendo Vinhos) descobriu que existem Merlots de que ele gosta (rs,rs), aos quais deu mais de 90 pontos, então abaixe a guarda, livre-se de preconceitos, mantenha a mente aberta e prove, prove muito, pois existe esperança!

Salute e kanimambo