João Filipe Clemente

Reflexões do Fundo do Copo – Entre o Exótico e o Original

             Quantos litros de vinho e de que categoria é preciso produzir para nosso vinho tinto exportado representar algo mais do que um número à direita do zero nos gráficos dos grandes mercados compradores? Ou será que basta produzir algo de realmente novidadeiro para que faça sucesso, mesmo sem ter batido recordes de produção?

            Para responder com alguma seriedade a esta pergunta, é preciso fazer como os australianos Glyn Wittwer and Jeremy Rothfield* ao analisar as tendências do mercado internacional do vinho para 2010, num trabalho publicado na Australian Agribusiness review, volume 13 de 2005 (http://www.agrifood.info/review/2005/Wittwer_Rothfield.html), onde parâmetros de qualidade e quantidade foram definidos a partir da análise das mudanças ocorridas no mercado em 40 anos, em termos de consumo, de países fornecedores e países compradores. O que se sabe é que há 50 anos, a maior parte do vinho produzido era consumida pelos próprios países produtores. Mercados liderados pela Itália e pela França em produção e consumo lançavam nos mercados importadores produtos com destinos sócio-econômicos diferentes.

              Os franceses atendiam os consumidores ricos dos países ricos e era ícone de sofisticação, pois seus Haut-Brion, Iquem e Romanée Conti continuavam sempre valorizados – como são até hoje – enquanto que alavancavam alguns produtos não tão conhecidos, como os do Rhone, por exemplo. Os italianos, ao contrário, faziam o papel do vinho de mesa, dando continuidade gastronômica aos hábitos alimentares levados para os países de forte imigração, principalmente do Novo Mundo. Não por outras razões, os chianti de palhinha, os valpollicella, montepulciano e barberas sempre se destacavam onde houvesse grandes concentrações de famílias vindas da Itália, no Brasil, Chile, Argentina, Austrália e principalmente nos EUA. Os vinhos da Espanha e Portugal faziam o mesmo caminho da Itália, apesar de em volume menor, servindo países como o México, que jamais deixou de importar os vinhos da velha península ibérica, em medida similar à ação comercial dos brasileiros vis-a-vis da produção portuguesa.

               A análise dos australianos mostra que o crescimento do mercado internacional se deu na proporção inversa do que ocorria nos países produtores tradicionais, que caiam de um consumo de mais de 100 litros per capita de 1961 a 1964 para menos de 60 litros de 2000 a 2003. Mostra igualmente que estas informações cruzaram com a duplicação do consumo per capita em países compradores como Alemanha, Inglaterra e EUA, que saem de um consumo abaixo de 5 litros per capita em torno de 1980 e chegam ao novo milênio com um consumo acima de 20 na Alemanha dos 25 litros nos EUA. A partir daí, em uma década os novos produtores de vinho pularam de um movimento abaixo de 200US$milhões por exportador, para um patamar de 800US$milhões, tendo sempre a Austrália como líder do processo, com mais de 1,5US$bilhão para este último período, realizando mais do que o dobro do Chile, o segundo lugar.

             Mas não ficaram apenas nos números brutos e sua evolução nos anos. Analisaram 47 regiões produtoras do mundo, sendo que 38 destes se confundem com nações individualizadas de modo compartimentado nos segmentos Super Premium (acima de US$5), Premium (abaixo de US$5, acima de US$2,50) e simples (abaixo de US$2,50). Descobriram com isso, que enquanto o vinho de exportação neozelandês mostrou-se prioritariamente Premium, o sul-africano mostrou-se prioritariamente comum. No caso do Chile as proporções eram equivalentes. Desta forma, os números mostram que os destinos “EUA e Alemanha” tornaram-se orientadores de mercado, registrando as movimentações mais marcantes que se possa imaginar. A Alemanha compra atualmente vinhos espumantes do DOC Moscato D’Asti e outros espumantes, além de um volume considerável de vinhos jovens e frutados. Mas os EUA formaram um consumidor mais voltado para o chamado vinho amadeirado de degustação, com muito corpo e álcool.

              Como entrar nestes mercados? Há espaço para mais um? É preciso analisar a rota de sucesso trilhada por nossos vizinhos como o Chile, que – amparados no prestígio de marcas francesas como as do Baron de Rotschild, sócio do Concha Y Toro no inquestionável case Don Melchor – logo fez um barulho enorme junto aos formadores de opinião, o que fez com que o consumidor passasse a olhar com interesse o que vinha do Chile. É preciso saber o que estes símbolos mercadológicos que se criaram para cada país realmente significam em termos de fatia de mercado. É preciso então, não apenas avaliar os mercados que seu produto pode disputar, mas também qual é a condição mercadológica do vinho tinto brasileiro, qual é sua real especificidade, num mundo voltado ainda para as cabernet sauvignon da vida. Ou seja, lançar um produto com uvas sobejamente conhecidas deverá ter um certo impacto no impacto por conta da novidade, mas não deverá manter uma linha de crescimento se não ocupar o espaço da originalidade, da especificidade.

             O fato é que os sul-africanos são reconhecidos como produtores de qualidade com várias uvas, tendo inclusive uma que é a sua cara: a Pinotage; do mesmo modo, os argentinos com a Malbec, os chilenos com a Carmenère, os uruguaios com a Tannat, os australianos com a Shiraz e os californianos com a Zifandel. É notável que desta lista acima, apenas a Shiraz disputa espaço com o velho mundo, mesmo assim com uma mudança esperta – Shiraz no lugar da Syrah francesa – conferindo a si originalidade na carta de vinhos oferecidos ao consumidor final. As outras são produtos de menor expressão na origem européia, mesmo nos casos da Malbec e da Tannat, tradicionalmente prestigiadas apenas enquanto uvas de corte em Cahor e Madiran respectivamente.

            Nesta avaliação, cabe também ressaltar a revalorização de uma quantidade considerável de uvas autóctones que estão fazendo bonito nos mercados mundiais, como são os casos das renovadas uvas Barbera e Dolcetto do Piemonte italiano, das finas Nero D’Avola, Aglianico e Primitivo do sul da Bota, da Garnacha/Grenache espanhola/francesa, da multinomeada hispânica Tempranillo, que, juntas, ampliam o mercado produtivo europeu, intensificam o potencial de criação de divisas destes países. A França deixou de ser apenas o país de duas regiões famosas internacionalmente, mas de ao menos cinco, o Rhone norte e sul, o Loire do Chinon e o Languedoc de mouvèdre e negrette. A Itália deixou de ser apenas o Vêneto, o Piemonte e a Toscana, para ser também a Umbria, o Alto-Adige, a Puglia, a costa Amalfitana e a Sicilia. A Espanha da Rioja e do Penédes, voltou a ser Ribera Del Duero, tornou-se Priorato, Andaluzia, Catalunha. Portugal deixou de ser a terra do Porto, Madeira, Minho dos Verdes, Bairrada e Dão, para ser também Douro, Extremadura, Algarve e Alentejo.

             O assunto não se esgota aqui e no próximo artigo pretendo estender a reflexão para o que acontece neste nosso mercado interno, que cresce, cresce, cresce….., mas que praticamente ainda não conseguiu sair do lugar!

breno3Mais um inteligente texto do amigo e colaborador, agora com participação quinzenal aos sábados, Breno Raigorodsky; 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado, na seção – Categorias

Dicas da Semana

                Mais uma semana repleta de interessantes programas para você garimpar e duas sugestões com recomendações especiais de minha parte. Vejamos o que temos por aí, em Sampa, em Porto alegre, no Rio, todo lugar é lugar.

Logo La MarieLa Marie – Já tinha dado a dica anteriormente, mas desta feita fui conferir e o status mudou de dica para recomendação, vá! Provei os delicados suflês de haddock e de pinhão, o estupendo três cogumelos com um azeite especial, o ótimo bacalhau com azeite temperado e um de camarão que, só nos aromas já nos encanta, mas o Edson ainda capricha adicionando um pouco de azeite com limão que lhe dá um toque divino. De sobremesa um de chocolate e outro de grand manier que é de uma delicadeza só! Fucei no cardápio de influência mediterrânea, pratos muito interessantes com ótimos preços, coisa rara na restauração de hoje em dia em que todo cozinheiro vira chef da noite para o dia e qualquer prato um pouco mais elaborado alcança preços exorbitantes.

Achava que estava bom, mas tinha mais. Vinhos por preços decentes! Algo ainda mais raro nos restaurantes em São La MariePaulo. Tomei um Zinfandel muito redondo, saboroso, fácil de harmonizar e gostar, Estrada Creek trazido por um pessoal novo no mercado, creio que se chamam Wine Lovers, por justos R$49. Lugar charmoso, aconchegante, gente simpática certamente o visitarei mais vezes e o recomendo a você também.

Se quiser aproveitar o festival de suflês vai aqui a minha sugestão. Escolha o menu degustação (três suflês) pinhão ou brie, três cogumelos e camarão, finalizando com um doce (chocolate e o de grand marnier), excelente pedida. O festival de suflês é só até o final do mês, mas o bom cardápio não tem hora para acabar, oba!

 

Mirante do Leblon e praiaConfraria Carioca no Leblon Jazz Festival – de Sampa para o Rio de Janeiro,  mais precisamente para a rua Dias Ferreira, point cultural do Rio, no trecho entre as ruas Rainha Guilhermina e Ataulfo de Paiva no bairro, dizem, mais charmoso da cidade, o Leblon, num evento a céu aberto neste próximo dia 25 a partir das 13 horas. O festival anual de música instrumental está na sua segunda edição e somente no ano passado estiveram presentes cerca de dez mil pessoas. Este ano, estima-se um público de mais de 15 mil, já sendo considerado o maior da categoria.  Para completar o grande acontecimento, um palco será montado para a apresentação de diversos artistas do cenário nacional. No espetáculo, destaque para Marcelo Camelo, que irá lançar seu CD solo “Sou”, Malu Magalhães, Victor Biblione e George Israel (Kid Abelha) & os Roncadores.

No entanto, as atrações não param por aí, porque os organizadores também irão realizar no local várias benfeitorias urbanas, inclusive a restauração do Largo da Memória. Um ganho a mais para os moradores da cidade. A boutique de vinhos Confraria Carioca dará o toque de classe trazendo para degustar ao ar livre os bons rótulos que a casa oferece, entre os quais, o Spumante Bianco Dry Incontri (muito bom), Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc (maravilha), o Gran Reserva 2004 da linha Cinco Sentidos, o 3 Pomares Tinto 2005 (bom) e o Grainha DOC Branco 2006 (divino), além de outras inúmeras preciosidades.  Ter a oportunidade de conhecer esses vinhos ao som de um repertório que vai desde Ella Fitzgerald, John Coltrane, Milles Davis até a diva Billie Holiday é uma oportunidade ímpar para os amantes do vinho e da boa música. Brindo a isso e a bom tempo!

 

Peppo Cucina & Bodega Lagardesaindo do Leblon para Moinhos de Vento em Porto Alegre onde Maria Amélia, sempre ela, agita o cenário da enogastronomia local. Uma das mais antigas bodegas argentinas, a Lagarde www.lagarde.com.ar é um símbolo de terroir. Com vinhedos centenários localizados na região de Luján de Cuyo, esta pequena adega é reconhecida pelo seu trabalho artesanal e elegância de seus vinhos. Venha conhecer estes clássicos, com destaque para o Lagarde Guarda, um assemblage de quatro uvas, o Malbec DOC, que recebeu 90 pontos do crítico Robert Parker, além do mítico Henry, considerado um dos melhores vinhos da Argentina. Imperdível!

Menu

Recepção / Ilha de Degustação / Espumante Altas Cumbres, Altas Cumbres Cabernet Sauvignon e outros.

Entrada / Insalata Allá Salsa di Senape / Folhas, lascas de parmesão e molho especial de mostarda, mel e iogurte natural. Lagarde Sauvignon Blanc Reserva – Mendoza

1º prato | Pollo al Miele di Dijon

Peito de frango grelhado ao molho de mel e mostrada Dijon, acompanhado de risoto de espinafre. Lagarde Viogner Reserva – Mendoza

2º Prato | Meddaglioni alle Fragole

Medalhões de filé cobertos por morangos ao molho balsâmico, acompanhados de garganelli colorido ao molho de gorgonzola. Lagarde Syrah Reserva – Mendoza

Degustação Especial

  • Lagarde Guarda 2006 | Mendoza (Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah)
  • Lagarde Malbec DOC 2006 | Luján de Cuyo | Mendoza (90 Robert Parker)
  • Henry Gran Guarda 2005 | Luján de Cuyo, Mendoza

Data: 28 de julho de 2009 às 20 horas. Local: Peppo Cucina Dona Laura, 161 – Moinhos de Vento.

 Valor individual – R$ 135,00 com reservas pelo site: www.vinhoearte.com ou mariaamelia@vinhoearte.com ou pelo telefone            51 9331 6098         

 

logo-enoteca-decanterEnoteca Decanter em São Paulo – De volta a Sampa onde a bonita Enoteca hospeda o evento Taste & Buy toda a primeira Terça-feira do mês. 04 de agosto e 01 de setembro são as próximas datas do Taste & Buy, promovido pela Enoteca Decanter, uma nova e descontraída forma de degustação de vinhos, que acontece todos os meses, sempre na primeira terça-feira. A cada edição serão cerca de 20 rótulos do mix, que estarão à disposição para degustação com orientação da equipe especializada da loja e eventualmente com a presença do sommelier campeão brasileiro Guilherme Corrêa. Além disso, todos os rótulos degustados poderão ser adquiridos com 20% de desconto.

O Taste & Buy Enoteca Decanter é uma excelente oportunidade para fazer novas descobertas e comprar vinhos tintos, brancos, rosés, espumantes e de sobremesa com excelente custo Enoteca Decanter 5benefício. São rótulos trazidos de sete países com exclusividade pela Decanter, muitos deles premiados e consagrados pela crítica especializada, por exemplo, linhas das vinícolas Luigi bosca, De Martino e Pio Cesare. A participação no evento custa apenas R$ 80,00 (valor revertido em compras dos vinhos degustados), e para acompanhar a degustação são servidos queijos e pães. A Enoteca fica no Itaim, Rua Joaquim Floriano, 838 com informações e reservas pelos telefones:  (11) 3073.0500 e 3702.2020.

 

Bodega Protos no Degustadores Sem Fronteiras – Mais uma imperdível, só que esta não é dica não, é recomendação, como a do La Marie, và! Dentre os países europeus, a Espanha é aquele que mais se tem destacado no mercado internacional nos últimos anos pelo aumento de qualidade de seus vinhos, tendo mesmo desbancado  França e  Itália como líder na exportação da bebida. Nesse país de longa tradição e grande diversidade de regiões produtoras, RIBERA DEL DUERO se destaca como a mais prestigiosa de todas. Dentro de suas fronteiras se encontra a BODEGA PROTOS, que conseguiu unir como poucas a tradição com a modernidade.

Os vinhos de D. O. Ribera del Duero da Protos são trazidos  ao Brasil pela IMPORTADORA PENÍNSULA, especializada na importação de vinhos espanhóis, trazendo os mais renomados rótulos da região.  A degustação será conduzida pelo amigo e especialista em vinhos espanhóis, JUAN RODRIGUES, diretor da importadora PENÍNSULA, e pelo crítico de vinhos AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT. O delicioso jantar ficará a cargo das irmãs Stela Krempel e Angela Amado, do RESTAURANTE ROSMARINO.  Na semana que vem publicarei matéria de prova que fiz com toda esta linha de vinhos da Protos que é realmente de lamber os beiços, grandes vinhos e nesta oportunidade toda a linha será degustada, veja só:                 

  • PROTOS VERDEJO 2007 – D.O. RIBERA DEL DUERO
  • PROTOS ROSADO 2007 – D.O. RIBERA DEL DUERO
  • PROTOS CRIANZA 2005 – D.O. RIBERA DEL DUERO
  • PROTOS RESERVA 2003 – D.O. RIBERA DEL DUERO
  • PROTOS SELECCCION 2005 – D.O. RIBERA DEL DUERO
  • PROTOS GRAN RESERVA 2001- D.O. RIBERA DEL DUERO

O Jantar será acompanhado pelo PROTOS ROBLE 2006 e vejam só que jantar.

* Entrada: POLENTA COM GORGONZOLA

* Prato Principal: PERNIL DE CORDEIRO AO FORNO COM ALECRIM E BATATA

* Sobremesa: CREMA CATALANA

Espanha 002

Será no próximo dia 28 de Julho de 2009- Terça-feira –  ás 20:30 e as vagas são limitadas então sugiro você ligar logo. O preço, incluindo o jantar e palestra, é de honestíssimos R$135,00. Inscrições pelo telefone (11) 3819 3897/3287 1703 ou no site – www.degustadoresemfronteiras.com.br

 

Dica de Compra na Lusitana de Vinhos & Azeites – Descontos progressivos, quanto mais você compra maior o desconto. Veja alguns bons rótulos:

Vinho Lisa tinto 2005 – Castas: Castelão, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon; Médio corpo, aroma frutado com leve toque de baunilha, taninos bem adocicados, macio e redondo!  “Melhor Compra 2006”, pela “Revista de Vinhos”.

1 garrafa – R$ 39,31 / 3 garrafas – R$ 37,00 / 6 garrafas – R$ 35,00

EMME Grande Escolha Cabernet Sauvignon tinto 2003 – Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot. Estágio: 22 meses em barricas de carvalho francês e 24 meses em garrafa. Um grande vinho, muito envolvente, cor rubi carregada, aromas intensos a cabernet sauvignon, toque mineral e alguma especiaria.  Muito complexo, com corpo redondo e final de boca persistente. Decante por uma hora ou um pouco mais antes de servir. Recomendação na Revista Gula. “Um jovem vinho que já nasceu grande…”(Julho/2008).

1 garrafa – R$ 141,12 / 3 garrafas – R$ 127,00  e ganha um decanter!

 

Uvas Nativas no Rubayat – Dentro dos eventos “O Vinho e Seus Prazeres” tradicionalmente promovidos no Rubayat, desta feita o tema tratará de algumas das uvas autóctones de nossa vinosfera, por sinal um bom tema para os meus Desafios de Vinho mensais, com um painel a ser apresentado pelo colunista e famoso critico de vinhos Jorge Lucki. O processo de globalização provocou uma proliferação de tintos elaborados com Cabernet Sauvignon e de brancos com Chardonnay. Apesar de serem uvas muito versáteis e de existir uma boa leva de produtores propondo rótulos interessantes com as duas varietais, a maior parte é de vinhos estereotipados, sem muita expressão e com aromas e sabores padronizados.

Na contramão desta tendência mundial, muitos vinicultores começaram a investir em uvas nativas, autóctones de um país ou região, para desenvolverem vinhos diferenciados e mais atrativos ao consumidor. Saem de cena as cepas internacionalizadas e ganham espaço as castas regionais, como a italiana nero d’avola, a espanhola mencia, a grega agiorgitiko e a portuguesa boal.

Com o tema “Vinhos sem imitação: diferenciais e virtudes das uvas nativas”, a degustação será realizada no dia 4 de agosto, terça-feira, às 20h, no Baby Beef Rubaiyat da Av. Faria Lima, para a qual Lucki selecionou oito rótulos de uvas nativas, provenientes de quatro países. A prova terá início com um Jerez e será finalizada com um Madeira. Os vinhos são:

  • Manzanilla Pasada Viñedo Pastrana (Espanha/ Jerez)
  • El Castro de Vantuille 2005 (Espanha/ Bierzo)
  • Anima Negra 2005 (Espanha/Mallorca)
  • Gaia Estate Neméia 2004 (Grécia/ Peloponeso)
  • Don Antonio Nero D’Avola 2005 (Itália/ Sicília)
  • Il Carbonaione 2003 (Itália/ Toscana)
  • Amarone Classico I Castei Campo Casalin 2004 (Itália/ Veneto)
  • Madeira Boal 10 anos (Portugal/ Madeira)

Para acompanhar os vinhos, uma entrada, um prato principal e uma sobremesa serão servidos durante o evento. São eles: Presunto ibérico pata negra, Ossobuco com arroz ao açafrão e Tarte Tatin. Inscrições e informações por telefone          (11) 3170-5101         , com Elyane, ou e-mail ovinhoeseusprazeres@rubaiyat.com.br. São 40 vagas e o preço R$240,00 e se for sócio da ABS tem um descontinho de R$20,00 ligando lá.

 

 Assemblage Vinhos tem Degustação e Saldão. Nesta Sexta e Sábado venha à loja (aqui na Granja Viana) degustar cervejas e vinhos enquanto garimpa alguns dos bons rótulos que a Beth e o Marcel têm por lá.

Assemblage Saldao Julho 09

Desafio Bordeaux, Desvendando os Ganhadores

               Mais do que meramente desvendar os resultados de mais este gostoso Desafio de Vinhos mensal, mostro um resumo dos comentários sobre cada vinho, obtido das fichas de degustação preenchidas pelos 13 membros da banca. São valores e avaliações médias, nem sempre condizentes com que um ou outro membro do painel sentiu ao provar o vinho e no final mostramos a nota e vinho preferido de cada degustador.

              O sucesso destes eventos tem sido garantido pelo apoio de nossos parceiros os quais já mencionei ontem quando relacionei todos os Desafiantes a quem, mais uma vez reitero meus agradecimentos. Este Desafio foi especialmente prazeroso por ter sido realizado no Jardim Gourmet da Vinea Store que tem um astral muito especial, um local belíssimo recheado de gente muito especial e de muito charme. Afora os agradecimentos ao corpo diretivo da casa; Adriana, Ivan e troupe, tenho que ressaltar a extrema competência e simpatia da equipe do João Manoel; o Alexandre e a Fabiana, show de bola! Mais do que os vinhos, foi o carinho dessas pessoas e a alegria dos membros da banca de degustação convidados, que fizeram deste evento e desta noite, um momento marcante na história dos Desafios até agora promovidos. Cada um destes Desafios é uma história e o bom é que são todos estupendos porque as pessoas o fazem assim. Você, no entanto, veio para obter informação, então chega de blá, blá, blá e vamos aos finalmente!

             Onze vinhos, onze personalidades e um painel, na minha avaliação, muito equilibrado já que a minha menor nota foi 85 e a máxima 89,5. Agora vamos ver o que o grupo achou e o resultado final deste embate relacionando os vinhos por ordem em que se apresentaram (serviço):

 

Bordeaux 011Chateau Desclau Cuvée Marguerite 2002 (Vinea) – Fruta latente, delicada, algo vegetal com toques minerais numa paleta olfativa inicialmente bastante tímida e pouco complexa. Ao levar a taça á boca, encontramos taninos finos já domados, muito bem equilibrado com uma acidez presente lhe dando um agradável frescor, leve, saboroso com um final meio mentolado de média persistência. Com um tempo em taça, desenvolve uma complexidade de aromas impressionante e uma riqueza de sabores que encanta. O vinho que, ao longo da degustação, mais necessitou de ajuste para cima em função de sua evolução em taça. Mesmo sendo um 2002 que tinha sido decantado por uma hora, ao servi-lo dê-lhe tempo para desabrochar e se mostrar por inteiro. Média de pontos 86,82.

Bordeaux 002Chateau La Raze Beauvallet 2005 (Vinea) – Vinho que mais me tinha impressionado no evento “Bordeaux ao seu Alcance” (inspirador deste Desafio) organizado pela CIVB (http://www.bordeaux.com/Civb.aspx ) no mês passado.  Apesar de uma primeira impressão olfativa bastante atraente indicando uma certa complexidade  aromática, vai morrendo na taça mostrando-se algo monocromático com  forte presença de couro. Melhora muito na boca com taninos finos aveludados, corpo médio, saboroso com um final de boa persistência. Agradou mas não encantou, tendo sido prejudicado por sua performance olfativa em taça. Um vinho que merece uma nova avaliação num futuro próximo, hoje não foi bem tendo obtido uma nota média abaixo de seu potencial, ou assim penso, de 84,05.

Bordeaux 008Chateau Noaillac 2005 (Decanter) – Paleta olfativa complexa em que aprece bastante fruta compotada, caramelo, baunilha, algo floral com algumas nuances de defumado, muito interessante e convidativo. Na boca mostrou-se ainda algo novo, apesar de já muito saboroso e apetecível, com taninos finos ainda algo firmes, mas sem qualquer agressividade, corpo médio para encorpado, bom volume de boca, rico, harmônico com um final muito agradável de boa persistência. Nitidamente um belo vinho de maior guarda, que se beneficiará, e muito, com mais um par de anos em garrafa (*** na revista Decanter), que obteve uma média de 86,68 pontos.

Bordeaux 005Chateau La Guérinnière 2005 (D’Olivino) – nariz algo químico, fruta madura, evoluindo na taça para uma paleta láctea, café, baunilha, chocolate de bastante complexidade mesmo que não muito intensa, esbanjando elegância. Na boca é estupendo, para usar um dos muitos adjetivos usados pela banca, mostrando bom volume de boca, taninos firmes e sedosos, ótima acidez e de grande harmonia, com um final literalmente apetitoso que chama mais taça e chama comida. Vinho de muita personalidade que encantou a grande maioria dos mebros da banca degustadora tendo alcançado a nota média de 90,27 pontos.

Bordeaux 010Chateau Lamblin Cuvée Hommage 2003 (La Cave Jado) – paleta olfativa diferenciada (lembro que é orgânico, apesar de não saber se isso é efetivamente relevante nesta análise olfativa) com uva passa, algo floral e incríveis nuances cítricas. Muito boa textura, taninos ainda firmes mostrando ótimo potencial de guarda, acidez moderada, bem equilibrado, corpo médio para encorpado com bom volume e textura mostrando um final sedoso de boa persistência. Muito bom vinho que cresce bastante com tempo em taça, então curta sem pressa de ser feliz. Obteve uma média de 86,09 pontos .

Bordeaux 001Chateau Puycarpin 2006 (Zahil) – este desafiante escalado pela importadora é já bastante calejado no mercado mostrando-se ser muito confiável e constante safra após safra, um verdadeiro campeão de regularidade. Este não foi diferente mostrando boa intensidade aromática, fruta compotada e algo químico (verniz/acetona). Corpo leve para médio, equilibrado e saboroso, fácil de gostar e agradar. Macio, correto, honesto, um vinho que não tem erro, um verdadeiro porto seguro quando falamos de vinhos Bordeaux de gama de entrada. Obteve a média de 86,5 pontos.

Bordeaux 004Calvet Reserve Rouge 2005 (Interfood) – mostra-se agradável no nariz, com fruta madura, salumeria e algo resinoso, mesmo que algo sutil sem grande intensidade aromática. Na boca é leve, franco, sem grande complexidade, redondo e fácil de beber mostrando uma faceta mais moderna e vibrante, perdendo em caráter e tipicidade. Final de boca especiado e um pouco quente de média persistência. Não chega a empolgar, mas é um vinho fácil de se tomar e agradar, tendo obtido a média de 84,77 pontos.

Bordeaux 007Chateau La Monastére 2005 (Expand) – herbáceo, algo floral, balsâmico compondo um perfil aromático interessante, de boa intensidade e complexo. Na boca é leve, suave, taninos sedosos, macios, saboroso e bastante equilibrado, fácil de beber com um final mineral e algo de couro. Não é um blockbuster, mas é um vinho bastante agradável e amistoso que cumpre bem o seu papel mesmo que não transmitindo fortes emoções. Para um evento em que se queira fazer bonito sem gastar muito, esta é uma boa opção. Obteve uma média de 85,32 pontos.

Bordeaux 003Villa Francioni 2005 (Villa Francioni) – fruta madura, especiarias, algo defumado vibrante e franco ao nariz. Boca harmônica com as sensações aromáticas, mostrando-se algo apimentado, saboroso, ótima estrutura, taninos finos e elegantes ainda que levemente verdes neste momento, muito saboroso, equilibrado, complexo, boa textura, final longo, consistente e com grande evolução na taça. Pleno de caráter, não passa despercebido e marca posições apesar de a maioria não o ter identificado como fora de Bordeaux, enquanto outros entenderam que este era o rótulo surpresa, porém o identificaram mais como um top chileno. Dançaram, este é brasileiro mesmo, tendo obtido uma média de 88,73 pontos.

Bordeaux 006Chateau Mamin 2003 (D’Olivino) –  no nariz mostrou-se bastante quimico, vegetal com alguma fruta madura compotada. Houve menção a casca de laranja, mas sinceramente, não a consegui sentir. Na boca é macio, redondo, corpo médio, madeira sutil com acidez adequada e bem equilibrado. Absolutamente pronto a beber não devendo evoluir muito mais em garrafa. Vinho elegante, agradável e fácil de se gostar, tendo obtido a boa média de 86,27 pontos.

Bordeauxs 008Chateau Reynon 2006 (Casa Flora) – chegou em cima da hora, decantou, mas não descansou o que pode ter prejudicado um pouco sua performance. Notas vegetais, canela, mofo, algo floral que lembra violetas, compondo uma paleta olfativa nada sedutora e estranha apesar de a garrafa estar íntegra. Melhora muito na boca quando se mostra muito saboroso, bastante equilibrado, taninos doces e sedosos, cremoso com bom volume de boca e boa persistência com um final com toques de chocolate. Não empolga, mas é um vinho correto que obteve 87 pontos do Robert Parker. Nesta noite obteve a média de 84,68 pontos e mais um vinho que mereceria uma segunda chance.

 

            O resultado final mostra que sim, existe vida fora dos grandes bordeauxs. Com menos complexidade e sofisticação, mas estes “plebeus” estão aí confirmando ser vinhos amistosos e agradáveis, uma bela introdução aos vinhos de Bordeaux cabendo aos amigos fazerem sua própria avaliação, provando-os e confirmando, ou não, os resultados de mais este Desafio de Vinhos. Nesta noite e neste desafio,  esta banca de degustadores assim definiu:  Melhor Vinho , indiscutivelmente, o Chateau La Guérinnière tendo na sua cola o Villa Francioni que se confirma como um dos grandes vinhos brasileiros da atualidade. Em terceiro, com um sprint final impressionante para um vinho que começou mal e evoluiu muito na taça o Chateau Desclau Cuvée Marguerite que deixou para trás o Chateau Noaillac em quarto e o Chateau Puycarpin em quinto, completando o pódio . Com o Melhor Custo x Beneficio o La Guérinnière e a Melhor Compra o Chateau Puycarpin, preço imbatível, com votações quase que unânimes.

          Desta feita, somente dois vinhos foram aquinhoados com a maior nota de cada degustador, só confirmando o quanto estes dois rótulos se sobressaíram sobre os outros. Vejam os preferidos de cada degustador e suas notas:

Chateau La Guérinniére – O Campeão da Noite

  • Marcel Proença – 91,5
  • Alvaro Galvão – 89
  • Francisco Stredel – 91
  • Evandro Silva – 88
  • Dr. Luis Fernando Barros – 90,5
  • Fabio Gimenes – 95
  • José Roberto Pedreira – 93
  • João Filipe Clemente – 89,5

Villa Francioni 2005 – A surpresa

  • Jaerton Eduardo – 90,5
  • Ricardo Tomasi – 93
  • Simon Knittel – 88
  • Ralph Schaffa – 87,5
  • Emilio Santoro – 90

Para finalizar, um delicioso risotto de funghi acompanhado de um vinho italiano da casa (Vinea Store), para dar uma mudada na boca e nos sentidos, um gostoso Rosso Salento “Santi Medici” 2005 elaborado com 100% da uva negroamaro, vinho macio com taninos doces e muito agradável.

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Salute e um kanimambo muito especial a todos que apoiaram e ajudaram a fazer mais este Desafio de Vinhos.

Desafio de Vinhos Bordeaux Abaixo de R$100,00

DSC04501É meus amigos, mais uma vez enormes surpresas numa degustação às cegas, desta feita num Desafio de Bordeauxs muito interessante que realizei com o apoio da Vinea Store, que nos cedeu o local assim como dois vinhos, os costumeiros parceiros Expand, Decanter, Interfood e Zahil afora o aporte de novos como a Cave Jado, D’Olivino e Casa Flora, os quais desde já agradeço pela gentileza e apoio. Como sempre, a degustação foi realizada às cegas e os vinhos foram todos decantados por uma hora e retornados às garrafas e adega climatizada de onde saíram para serviço devidamente envolvidas em papel alumínio e numeradas de forma aleatória. Tivemos uma exceção à regra de preço, privilégio da anfitriã, para um rótulo de R$127,00.

               Para escolher o Melhor Vinho, melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra, uma banca composta de 13 pessoas: Emilio Santoro (Portal dos Vinhos) / Evandro Silva e Francisco Stredel (Confraria 2 Panas) / Zé Roberto Pedreira, Fábio Gimenes, e Jaerton Eduardo da Confraria de Embu / Marcel Proença (Assemblage Vinhos) / Simon Knittel (Kylix) / Ralph Schaffa (Restauranteur) / Álvaro Galvão (Divino Guia) / Dr. Luis Fernando Leite de Barros (Enófilo) / Ricardo Tomasi (Sommelier)  e eu. Das 13 notas em ficha de avaliação padrão ABS, a mais alta e a mais baixa foram eliminadas e o restante somado e dividido por 11 dando-nos o resultado de pontuação e ganhador, o Melhor Vinho do Desafio. O Melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra, são apontados por voto direto.

               Como de costume, iniciamos a degustação provando um espumante de forma a preparar o palato para o desafio por vir e, desta vez, tivemos a colaboração da Vinícola Aurora que nos apresentou um espumante lançadoAurora pinot brut 016 no final do ano passado e, pelo que sei, o único Blanc de Noir presentemente produzido no Brasil, o Aurora Pinot Noir Brut, elaborado pelo método Charmat longo. Espumante saboroso e muito fresco que obteve comentários positivos de todos os presentes que se surpreenderam com sua qualidade e mais ainda pelo preço que varia de R$23 a 30 dependendo de loja e Estado. Dourado e brilhante na cor, perlage constante e de bom tamanho, na boca apresenta-se cremoso com ótima acidez que lhe aporta um frescor muito gostoso que pede sempre mais uma taça e deixa na boca um gostinho de quero mais. Um espumante algo diferente, menos cítrico com nuances aromáticas sutis, porém de boa intensidade, que nos fazem lembrar frutas vermelhas frescas, algo de levedura, bom corpo sendo, certamente, um espumante muito fácil de agradar e difícil de não gostar. Ótima opção de um bom espumante nacional com preço super interessante, uma grande dica para festas, casamentos e aquele agradável encontro com os amigos. Este vai freqüentar minha mesa e minha taça com uma certa assiduidade, até porque é difícil eu não abrir um espumante nos fins de semana. Achado!

              Dei inicio ao Desafio com uma surpresa, os 10 vinhos a serem provados não seriam 10, mas sim 11, já que tinha inserido na prova um rótulo totalmente às escuras podendo ser qualquer um, de qualquer origem e cepa, a tal da pimenta no angu que gosto de adicionar aos Desafios, tornando-os ainda mais interessantes. Eis a lista dos Desafiantes da Noite.

Château La Guérinnière 2005

  • Produtor: Lataste SAS Negociant
  • AOC: Saint Emilion – Aessemblage 70% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon;
  • Importador: D’Olivino – preço: R$98,00. (na Portal dos Vinhos)

Chateau Le Monastere 2005

  • Produtor: Jean Baptite Audy
  • AOC : Côtes de Bourg (Mombrier e Lansac) – Assemblage: 60 % Merlot, 35% Cabernet Sauvignon e 5% Malbec.
  • Importador : Expand – preço: R$ 60,00

Calvet Reserve Rouge Bordeaux 2005

  • Produtor: Calvet
  • AOC: – Bordeaux – Assemblage 70% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon.
  • Importador: Interfood – preço R$75,00

Cuvée Hommage 2003

  • Produtor: Chateau Lamblin (Orgânico)
  • AOC: Côtes de Bourg – Assemblage 60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon e 20% Malbec
  • Importador: La Cave Jado – preço R$92,00

Chateau Puycarpin 2006 (Bordeaux Superieur)

  • Produtor: SCA Chateau Puycarpin (GVG – Grands Vins de Gironde)
  • AOC: Côtes de Castillon – Assemblage 60% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc.
  • Importador: Zahil – preço R$69,00

Chateau Noaillac 2005 (Cru Bourgeois)

  • Produtor: Chateau La Tour de By
  • AOC: Médoc – Assemblage: 55% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 5% Petit Verdot
  • Importador: Decanter – preço R$104,00

Chateau Desclau Cuvèe Marguerite 2002 (Bordeaux Superieur)

  • Produtor: Chateau Desclau
  • AOC:  – Assemblage 43% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon, 23% Cabernet Franc, 7% Malbec e 2% Petit Verdot.
  • Importador: Vinea Store – Preço R$98,00

Chateau Fleur Mamim 2003

  • Produtor: Lataste SAS Negociant
  • AOC: Graves – Assemblage 70% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon
  • Importador: D’Olivino – Preço R$89,00 (na Portal dos Vinhos)

Chateau Reynon 2006

  • Produtor: Denis Dubourdieu
  • AOC: Premiére Côtes de Bordeaux – Assemblage de 80% Merlot e 20% Cabernet Sauvignon.
  • Importador: Casa Flora preço R$100,00

Chateau la Raze Beauvallet 2005 (Cru Bourgeois)

  • Produtor: Chateau La Raze Beauvallet
  • AOC: Médoc – Assemblage 60% Cabernet Sauvigon, 34% Merlot, 5% Petiti Verdot e 1% Cabernet Franc.
  • Importador : Vinea Store preço R$127,00

 e o elemento surpresa gentilmente cedido pela Villa Francioni de Santa Catarina.

 Villa Francioni (VF) 2005

  • Produtor: Villa Francioni
  • Região: São Joaquim, Santa Catarina, Brasil
  • Assemblage: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
  • Preço : Por volta de R$105,00

Desafio Bordeaux 015

Acima os Desafiantes ao final da prova, quem terá sido o ganhador, o melhor custo x beneficio e a melhor compra? Isso vocês saberão amanhã já que este post já está demasiado longo e ainda teria que falar de todos os vinhos o que, mesmo para os meus padrões (rsrs), se estenderia para além do tolerável. Sorry, respeitem minha mamma (rs), e nos vemos amanhã por aqui.

Salute e kanimambo.

O Apressado Come Cru

Monbrison 2001 001Ou neste caso bebe, mas é um ditado que se encaixa muito bem em nossa vinosfera cada vez mais ávida por novidades e cada vez cometendo mais infanticídios. Os produtores, movidos por necessidades financeiras, descarregam no mercado seus produtos, muitos deles ainda “crus” e nós, em vez de os guardarmos pelo tempo necessário para amadurecimento, os “atacamos” repletos de ansiedade.  Bons? Muitas vezes sim e outras não.  Pessoalmente prefiro pecar pela demora , eventualmente tomando um vinho já em decadência, do que tomá-lo de forma afoita tentando fazer mirabolantes especulações de como ele irá se desenvolver no futuro e perder essa exuberância que só se desenvolve com o tempo. Foi assim com o Chryseia 2001 que tomei no inicio de 2008, o Malhadinha 2003 que tomei no final do ano passado e agora com este Chateau Monbrison 2001, entre outros, que tomei neste último domingo em função da pergunta do amigo Cristiano. Senti-me compelido a abrir a adega de guarda e dela sacar o que poderia ser um vinho de grande categoria e ele não negou fogo!

Existe um sem número de vinhos que podem ser tomados com dois, três ou até cinco anos e já se mostram estupendos, mas a grandes vinhos há que dar-lhes tempo para que possam desenvolver seu potencial e lhe inebriar com todos seu arsenal de complexos sabores e aromas. Este Chateau Monbrison pode até não ser um vinho que seja percebido por críticos e mercado como um Monbrison 2001 012grande vinho, pesquisei na rede, mas sua performance na minha taça, nariz e boca foram grandíssimos! Um Cru Bourgeois da região de Margaux, a mais elegante das AOCs da margem esquerda de Bordeaux, mostrou-se exatamente assim, um vinho de grande finesse. Um corte de 50% de Cabernet Sauvignon, 30% merlot, 15% Cabernet Franc e o restante Petit Verdot. A cor ainda era rubi com suaves nuances atijoladas, mostrando sua idade com halo aquoso condizente. O perfil aromático mostrava muita fruta e toques terrosos, complexo e muito atrativo que nos chamava à taça. Na boca era macio, taninos maduros, sedosos e de grande elegância, perfeito equilibrio ainda apresentando boa acidez, muito rico em sabores, boa textura, corpo médio com um final de boca algo especiado exuberante e longo, tendo eu e o vinho nos fundido num só, dá para ver na taça, em perfeita harmonia.  Pode até não ser grande, mas neste dia se comportou como tal dando-me um enorme prazer ao tomá-lo, deixando marcas que tardarão em sumir. 

Lamentavelmente faltou garrafa, porque minha esposa adorou e meu genro idem (snif)! Enfim, agora terei que esperar uma próxima viagem para trazer Monbrison 2001 002mais algumas garrafas desta belezura já que por aqui não encontrei quem venda, mas recomendo tomar o 2001 ainda esta ano, está perfeito, porém não guardá-lo por mais tempo. Esta garrafa comprei no free shop de Paris há uns três ou quatro anos atrás e, se me recordo bem, custou algo próximo a 20 euros. Vi  na La Maison du Vin na Suíça, para os amigos que estejam por essas bandas, os da safra 2001 e 2004, este último para tomar dentro de uns dois anos, onde estão por cerca de 43 francos suíços.

Por falar em Chateaus e Bordeaux, amanhã o primeiro post sobre o gostoso Desafio de Bordeauxs que Cabem no Bolso (até R$100) que realizei semana passada na charmosa Vinea Store. Estavam previstos 10 “desafiantes”, mas eu botei uma pimentinha nesse angu, um vinho surpresa totalmente às escuras, o que seria?!

Desafio Bordeaux 013

Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Amigo é Coisa Para se Guardar.

             Como costumo dizer; vinho é bom, mas não é tudo.  Hoje é dia do amigo e apesar do adiantado da hora, não poderia deixar de me referir a ele usurpando as palavras de outro, até porque há dias e momentos em que temos que nos curvar à sabedoria de quem sabe mais que nós. Falar de amor e de amigos, poucos o fizeram com tanto ardor e tanta sabedoria como o nosso poetinha Vinicius de Moraes. Para todos os velhos e novos amigos, faço das palavras dele, as minhas e deixo que fale por mim! Salute a todos e kanimambo pelo carinho recebido.

Salute - Joffré

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outro s afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida, mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.

Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Ps. Imagem recebida dos amigos da Joffré y Hijas. Gostei e mantive o idioma. Um brinde especial a todos

Eta Pergunta Difícil!

question-mark-786291No ultimo Sábado, o amigo Cristiano (Vivendo Vinhos) me perguntou se eu já tinha tomados algum vinho de exceção este ano. Daqueles que você toma e exclama, UAU, vinhaço mexeu com minhas emoções me dando enorme prazer e persistiu na minha memória. Aquele tipo de vinho que te arrebata e desconcerta! Concluímos que poucos ou quase nenhum chegou a esse nível. Tomamos grandes vinhos, sim, mas ……. Vim para casa pensando nisso.

Se tivesse que enumerar alguns vinhos de exceção quais seriam? Quais os reais candidatos a um dos tronos disponíveis no meu Monte do Olímpio onde, no final do ano, doze Deuses se sentarão ao lado de Baco? Passando um pouco da metade do ano e mais de 350 vinhos provados, tenho sete candidatos; Santa Eufêmia Porto Branco 73 (já está com um pé lá), Protos Gran Reserva 2001, Minimus Anima 2005, Casa Marin Syrah 2005, Vinha Barrosa 2005 e Chateau Monbrison 2001 (tomado ontem). E você? Que vinhos mexeram consigo este ano? Não necessariamente devam ser vinhos de preço exageradamente alto, veja o caso do Minimus, mas tem que ter arrebatado seu coração. Tomou alguns desse naipe, então compartilhe conosco vai?

Salute e kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

Wine globe 3Uvas & Vinhos, a nova coluna quinzenal aqui no blog estreou muito bem com um monte de acessos, kanimambo, e tenho boas noticias. A coluna escrita em parceria com a Mariana Morgado, recebe agora a contribuição do amigo Álvaro Galvão (Divino Guia) que mui gentilmente aceitou meu convite para compartilhar sua experiência conosco dando dicas de harmonização com os vinhos elaborados com a cepa tema da quinzena. Fiquei super feliz com a noticia, pois sempre aprendo bastante com o Álvaro e esta é uma área em que ele vem se especializando já faz um tempo. Bienvenido amigo.

 

New World Alliance (Aliança do Novo Mundo).  Califórnia, Nova Zelândia, Chile, África do Sul e Argentina (Australia está fora e Brasil aparentemente também) se uniram para usar suas sinergias para melhor competirem com as regiões produtoras européias. Hoje já existe muita troca de informações entre esses países, porém agora existirão projetos mercadológicos conjuntos visando aumentar participação no mercado internacional. Sinal de maturidade, visão estratégica e planejamento de longo prazo, coisas que, aparentemente, nos faltam muito já que nem internamente conseguimos manter uma certa unidade. (Fonte: revista decanter)

 

Expovinis –  alguns blogs já publicaram, mas o assunto é demasiado importante para se manter restrito e tem que ir para a boca do povo mesmo já que é mais importante evento de nossa vinosfera tupiniquim. O pessoal da organização através de sua assessoria de imprensa, nos avisa que as datas para o ano já estão definidas e teremos a mudança de local que deixa de ser no Transamerica Expo Center, uma pena para mim, mudando-se para o Expo Center Norte. Novamente, profissionais dos quatro cantos do mundo estarão reunidos de 27 a 29 de abril de 2010 no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar ao consumidores milhares de rótulos do Novo e do Velho Mundo. Sei, está cedo, mas não custa já garantir reserva na sua agenda, certo?

 

Preece_image-promo_96dpiVinho & Arte australianos chegando pelas mãos da Wine Society. Os vinhos da linha Preece, elaborados pelo melhor jovem enólogo de 2008 da Austrália, traz rótulos com pinturas feitas por talentosos artistas do país. A Mitchelton, dos quais provamos um bom rótulo quando do Desafio Assemblage, há anos, decidiram apostar no casamento entre o precioso líquido e a pintura, convidando artistas modernos para ilustrar seus rótulos com quadros que retratem o universo do vinho. A cada safra a vinícola Mitchelton promove concursos para premiar artistas inspirados pelo vinho. Os trabalhos mais criativos se transformam em rótulos que ilustraram as novas safras, atraindo a atenção de consumidores, que se encantam com a originalidade das obras. É o caso das imagens da linha Preece, elaborada com o terroir de Central Victoria, próximo a cidade de Melbourne. As pinturas bem coloridas trazem, por exemplo, um beija-flor “flertando” um cacho de uva. Outra, traz um viticultor com uma encorpada Cabernet Sauvignon nas costas. Todas as imagens prezam por charme e delicadeza.

Além de ter belos rótulos, a linha Preece é elaborada por Ben Haines, talentoso profissional que conquistou no ano passado o título de melhor jovem enólogo da Austrália. Ben busca imprimir na Preece um estilo descontraído, descompromissado, e ao mesmo tempo, busca conceder um certo corpo, a fim de despertar potenciais gastronômicos de varietais que expressam o terroir do Estado de Victoria. São vinhos de excelente custo-benefício que chegam ao consumidor brasileiro por R$ 49 por garrafa, nas opções Sauvignon Blanc, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Shiraz e no surpreendente espumante.  Agora é conferir e eu estou de olho em uma garrafa que, quando provar, compartilho com os amigos.

Preece Clipboard

 

Vinhos do Brazil na revista Decanter. Mesmo que patrocinado pela Apex e wines from Brazil, duas páginas nesta revista são de grande valia para quem almeja participar do mercado internacional. Na matéria publicada na edição de Junho, destaque sobre o potencial dos vinhos brasileiros e mostra alguns dos especialistas que fazem da região do Vale dos Vinhedos (RS) um pedaço do tradicional terroir italiano. A Pizzato está em destaque como uma das vinícolas a serem observadas pelo potencial dos vinhos hoje e no futuro: “… seus Merlot, Tannat, Egiodola e Alicante Bouschet são futuras estrelas”, diz a revista, além de destacar o Cabernet Sauvignon, indicado com 4 estrelas, e o Concentus na degustação. Destaque também para a Cave Geisse, Salton, Valduga e Lidio Carraro entre outras.

 

Leasingham Bin 7 Riesling(lo-res)Leasingham, triste noticia. Conheci os vinhos desta centenária vinícola há alguns meses atrás, tendo incluído o Bin 7 riesling entre os meus Best in Show da Expovinis deste ano, e recebi informação da Decanter Magazine que seus controladores a estão fechando por falta de comprador. Estes vinhos são trazidos pela Wine Society e, por via das dúvidas vou comprar uma garrafas. Realmente o mar não está para peixe e mesmo os grandes grupos estão tendo que se adaptar às novas condições de mercado. (ERRATA – será só a cantina que será fechada. Os vinhedos continuarão e os vinhos serão vinificados em outra instalação. UFA!!!!)

 

San Francisco Wine Competition, importante região produtora e consumidora, premia o Moscatel Garibaldi com medalha de ouro. O Espumante Moscatel da Vinícola Garibaldi foi o único produto brasileiro a receber Medalha de Ouro no 28º Concurso San Francisco International Wine Competition, realizado entre os dias 19 e 21 de junho nos Estados Unidos. A vinícola também foi premiada com Medalha de Prata pelo Garibaldi Espumante Brut Chardonnay. Os vinhos e espumantes brasileiros receberam 24 prêmios. Participaram do concurso 4.240 amostras inscritas por 1.205 empresas de 23 países.

Uvas & Vinhos – Merlot

          Como prometido, começamos hoje a publicar os posts sobre as uvas e os vinhos que compõem nossa vinosfera. Mais do que falar sobre as uvas, forneceremos uma lista de vinhos que acreditamos representar bem o caleidoscópioMariana de sabores, aromas e estilos dessa cepa. Optei por começar falando de Merlot, porque neste último mês falei muito de vinhos elaborados com esta uva, tive degustações e embates, mas mais que tudo pela confusão que o amigo, de nossa historinha da semana retrasada, fez quanto às características desta gentil cepa, fato que motivou esta coluna quinzenal que assino junto com a amiga e parceira, Mariana Morgado. Para quem ainda não a conhece, ó ela aqui do ladinho >>>>>>>>>

           Uva tinta de origem francesa da região de Bordeaux. É cultivada em toda a região do Sudoeste da França, com maior destaque nas regiões de Pomerol e Saint Émilion, margem direita de Bordeaux, onde junto com as uvas Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, compõe o tradicional corte bordalês, podendo também receber um pouco de Malbec e Petit Verdot no corte. Para quem se atreve a dizer que não gosta de Merlot, um lembrete para o fato de que o ícone Petrus é elaborado em Saint Émilion com cerca de 95% Merlot ou seja, é técnicamente um varietal desta cepa! Tem a certza que não gosta de merlot, ou será que você simplesmente ainda não tomou o vinho certo?

            Hoje em dia, é uma das uvas tintas mais cultivadas no mundo, competindo somente com a Cabernet Sauvignon como a uva tinta mais conhecida. É a uva tinta mais plantada em Bordeaux, somando 101 mil hectares plantados contra os 53 mil hectares de Cabernet Sauvignon. Apesar de ter sido achacada no filme Sideways com influência negativa no mercado consumidor, especialmente o americano, no mundo, já existem mais de 250.000 hectares de vinhedos plantados com esta delicada cepa e seu volume comercial volta a avançar.

Em geral, os vinhos da Merlot podem ter dois estilos básicos:

  • Quando as uvas são colhidas o mais tardiamente possível para gerar uma maior concentração e intensidade de cor e aromas de frutas, como ameixa e amora além de taninos macios e maduros combinados com bom corpo, graduação alcoólica e notas de frutas maduras. Tudo isso ainda pode ser complementado por estágio em barricas de carvalho, em geral francês. Este seria um padrão “internacional” de vinhos com Merlot, muito encontrado em vinhos do Novo Mundo.
  • Quando a opção é por colher as uvas antes, quando atingam seu grau correto de maturação (normalmente a Merlot amadurece pelo menos uma semana antes que a Cabernet Sauvignon), gerando vinhos com corpo e graduação alcoólica mais leves e sedosos, mas com maior acidez e aromas de frutas vermelhas maduras, como framboesa e morango, e ainda algumas notas vegetais. Essa seria a versão francesa dos tintos da Merlot.

Merlot Grapes         Quando vinificada sozinha como varietal gera, tradicionalmente, vinhos macios, fáceis de beber, com taninos sedosos e redondos para serem bebidos geralmente mais jovens, entre três a cinco anos, exceção feita a grandes vinhos de terroir que podem e vão mais longe. Quando mesclada à Cabernet Sauvignon e Tannat, resulta em vinhos de maior estrutura, equilíbrio e potencial de envelhecimento ajudando a amaciar estas cepas mais poderosas e bastante tânicas.

         Com exceção das regiões de Médoc e Graves, margem esquerda de Bordeaux, onde a Cabernet Sauvignon predomina, além de St-Émilion e Pomerol, encontramos vinhedos de Merlot também em Côtes de Bourg, Blaye, Fronsac. Além disso, está presente na maioria das regiões vinícolas do mundo, como Califórnia, Austrália, África do Sul, Brasil, Uruguai, Chile (onde, durante muito tempo foi confundida com a casta Carménère), na Itália (na região da Toscana, onde entra em muitos cortes dos Super Toscanos, Friulli e Sicilia) e muitos outros.

         Definir características olfativas, em qualquer vinho, acho meio temerário devido á enorme diversidade de estilos e terroirs, mais ou menos concentração, mais ou menos madeira, etc., no entanto, para aqueles que preferem tintos de estrutura média, taninos macios, agradáveis sabores, aromas de frutas vermelha e delicadas notas herbáceas, experimentem os Merlots produzidos mundo afora. Dê uma especial atenção aos rótulos Brasileiros onde esta cepa tem demonstrado uma enorme capacidade de adaptação, gerando ótimos vinhos em diversas faixas de preço e estilos. Aqui abaixo listarei algumas boas opções de rótulos com preços aproximados, que recomendo, mas garimpe, são inúmeros os bons vinhos disponíveis no mercado.

  • Villaggio Grando 2006 – Santa Catarina – R$45,00
  • Dal Pizzol – R$30,00
  • Marco Luigi Varietal – R$24,00
  • Marco Luigi Reserva da Família – R$ 32,00
  • Cordelier garrafa velha 2007 – R$18,00
  • Cordelier Reserva 2006 – R$25,00
  • Pizzato Reserva 2005 – R$35,00
  • Cavalleri Reserva 2005 – R$32,00
  • Salton Volpi 2005 – R$24,00
  • Vina Carmen Reserve 2005 – Mistral / Chile – R$51,00
  • Salton Desejo 2005 – R$60,00
  • Miolo Terroir 2005 – R$60,00
  • Valduga Premium 2007 – R$35,00
  • Storia 2005 – Valduga – R$110,00
  • Casillero Del Diablo 2007 – VCT Brasil / Chile – R$30,00
  • Marqués de Casa Concha 2006 – Expand / Chile – R$78,00
  • Fabre Montmayou Patagônia Gran Reserva – Expand / Argentina – R$98,00
  • La Butte Vieilles Vignes 2005 – Mistral / França – R$ 85,00
  • Wente Crane Ridge 2004 – Vinhos do Mundo / USA – R$98,00
  • Fleur du Cap Unfiltered 2004 – Casa Flora / África do Sul – R$83,00
  • Smithbrook 2005 – Wine Society / Austrália – R$75,00
  • Chateau la Monastere 2005 – Merlot, Cabernet Sauvignon e um tico de Malbec – Expand / Bordeaux – R$60,00
  • Chateau Puycarpin 2006 – Merlot, Cabernet Sauvignon e Franc – Zahil / Bordeaux – R$69,00
  • Chateau La Guérinniére 2005 – Merlot com Cabernet Sauvignon – D’Olivino / Bordeaux – R$98,00
  • Chateau Noaillac 2005 – Merlot, Cabernet Sauvignon e um tico de Petit Verdot – Decanter / Bordeaux – R$104,00
  • Pisano Rio de Los Pajaros Tannat/Merlot 2005 – Mistral / Uruguai – R$30,00
  • Don Pascual Tannat/Merlot 2007 – Expand / Uruguai – R$39,00
  • Cordilheira de Sant’ana Tannat/Merlot 2005 – Brasil – R$46,00
  • Cuvée Marguerite 2002 – Chateau Desclau – Vinea Store/Bordeaux – R$98,00
  • Bouza Tannat/Merlot 2006 – Decanter/Uruguai – R$85,00
  • Alain Brumont Côtes de Gascogne Tannat/Merlot 2006 – Decanter / França – R$49,00.

Clipboard Merlot

             Harmonizar Merlot e comida é relativamente simples divido à característica menos tânica do vinho tornando-o um vinho bastante “amistoso”. Como o segredo de qualquer harmonização é o equilíbrio do peso do vinho com o do prato, o ideal é servir estes vinhos acompanhando pratos mais delicados como frango, peru, vitela, pato, carnes grelhadas sendo que a combinação de Merlot com pratos em que cogumelos façam parte de sua elaboração é  particularmente saborosa. Desta forma, carne assada com molho marsala/madeira ou strogonoff de carne, por exemplo, são duas ótimas combinações que devem resultar naquela matemática característica de qualquer harmonização bem feita em que a soma de um mais um iguala três!

            Agora, se o estilo do vinho for de um caldo mais encorpado, aí pode-se buscar pratos mais elaborados lembrando que a melhor harmonização é aquela que lhe dá maior prazer e satisfação, não existem regras e estas são somente algumas dicas que podem lhe ajudar na busca do “casamento” ideal. Não sei se os especialistas recomendariam, mas uma vez tomei um saboroso Merlot Reserva da Familia do Marco Luigi acompanhando um fettucine com rabada desfiada e rucula, que estava de lamber os beiços! Nos finais de semana gosto de fazer uns sandubas em casa como hamburger de picanha grelhada, presunto cru com brie e até algumas variações de bruschetas e acho muito gostoso acompanhar esses lanches com vinhos tintos leves e de taninos delicados o que, invariavelmente, me faz escolher um merlot jovem com pouca ou nenhuma madeira, taninos doces e macios como acompanhamento.

             Bem, é isso e, para variar, me alonguei demais. Daqui a quinze dias voltamos, Mariana e eu, a falar de Uvas & Vinhos. Os comentários, duvidas, criticas (vê se não bate muito forte) são sempre bem-vindos especialmente se for para acrescentar conhecimento e nos fazer melhorar. Se quiser ver mais, acesse os links a seguir:

http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/06/10/merlots-brasileiros-para-que-outros/

e

 http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/07/01/desafio-merlots-do-mundo-resultado.

Salute e kanimambo

Dicas da Semana

               Bem gente, nesta semana tenho um monte de boas dicas de compra para você garimpar e alguns eventos a conferir. A começar pelo resultado de uma visita de garimpo que fiz ao Speciale, novo espaço enogastronômico criado em algumas das lojas do Makro, promoção na Kylix e na Assemblage Vinhos, encontro de grandes Bordeauxs com Marcelo Copello no Rio de Janeiro, Zahil na Vino, Kit de Inverno da Marco Luigi, programação de inverno em Porto Alegre e por aí afora.

Speciale, um canto no Makro de Vila Maria, São Bernardo, Campinas e agora no Butantã, para ninguém botar defeito. Ação inovadora neste setor; uma vasta coleção de rótulos entre Speciale0001importação direta e distribuição, acessórios, cervejas especiais, azeites, produtos gourmet e tabacaria num ambiente diferenciado e uma adega climatizada de cerca de 30 m². Mais ainda, possui um espaço para degustações, cursos e cozinha experimental. Show de bola! Aproveitando a visita, fiz meu passaporte Makro e já comprei alguns vinhos para provar, revisitar outros, mas para terem uma idéia do que há por lá, vejam as pepitas que garimpei:

  • Adega Eletrolux para 33 garrafas por R$1265,00
  • Nieto Senetiner Bonarda Ed. Limitada 2006 por R$72,89 *
  • Espumante Valduga 130 por R$52,35
  • Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon 2006 por R$66,35 *
  • Villa Francioni (VF) 2005 por R$103,90
  • Casa Valduga Chardonnay Gran Reserva 2008 por R$43,66*
  • Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 por R$43,25
  • Santa Julia Tempranillo Oak Aged 2006 por R$15,40 *
  • Evel Tinto 2005 por R$20,80
  • Casillero Del Diablo, quase toda a linha 2007 por R$26,90 * e recomendo especialmente o Sauvignon Blanc e Syrah, afora o Merlot que, se tivessem em estoque, teria comprado caixa.
  • Indômita Reserva Cabernet Sauvignon 2006 por R$32,85
  • Marquês de Borba tinto 2007 (talvez o melhor de todos os tempos) por R$34,60. Outro para comprar de caixa.
  • Loios Tinto 2008 por R$23,99 *
  • Muralhas Vinho Verde 2009 por R$30,75 *
  • Conde de Barcelos Vinho Verde por R$21,69
  • Montepulciano d’Abruzzo Farnese 2007 por R$28,25 *
  • Don Roman Rioja Tinto 2006 por R$26,90 *
  • Quinta dos Aciprestes Douro por R$31,49
  • Marques de Tomares Rioja Excellence 2006 por R$39,95
  • Royal Porto (Real Cia. Velha) LBV 2003 por R$80,59
  • Quinta das Carvalhas (Real Cia. Velha) Porto Reserva Tawny por R$88,89

Bem isso é o que eu pude levantar nesta primeira visita, sem contar os inúmeros rótulos VIPS em que até Petrus aparece, mas os amigos de São Paulo, São Bernardo e Campinas podem dar uma passada e fazer seu próprio garimpo. Na seleção acima, marquei com * aqueles rótulos que acho imperdíveis tanto por qualidade quanto por preço. Que deus Baco lhe ilumine na escolha, tem muita opção a preços bons inclusive o Monsaraz que é outro bom vinho português do Alentejo que está por R$24,00. Vale a pena!

 

Marcelo Copello apresenta em sua Mar de Vinhos, uma degustação especial intitulada “Segundos que Valem por Primeiros”. Grandes châteauxs de Bordeaux, como o Latour, Lafite, Mouton e Margaux, além do vinho principal, que leva o nome do château, fazem um 2º vinho. Estes caldos, mesmo sendo “segundos”, superam em qualidade (e em preço) muitos primeiros vinhos de outros grandes châteaux bordaleses. É mais ou menos como dizer que um jogador reserva na selação brasileira certamente seria titular em qualquer outra seleção do mundo! Vale a pena conferir, será uma noite de gala, 9 grandes vinhos, para apenas 14 pessoas!

Programa

  • 19:00 – Boas vindas com Champagne
  • 19:30 – Palestra de Marcelo Copello com degustação
  • 21:45 – Jantar
  • 22:00 – Encerramento

Conteúdo da palestra/degustação:

Degustação comentada dos seguintes vinhos, 50 ml de cada vinho por participante.

  • Champagne Deutz Brut Classic
  • Champagne Piper-Heidsieck Brut
  • Les Ailes de Berliquet 1998, 2º vinho do Château Berliquet, St-Emilion Grand Cru Classé
  • Pavillon Rouge 1998, 2º  vinho do Château Margaux – 1er Grand Cru Classé, Margaux
  • Carruades de Lafitte 1998, 2º vinho do Château Lafite-Rothschild – 1er Grand Cru Classé, Pauillac
  • Forts de Latour 1998, 2º vinho do Château Latour – 1er Grand Cru Classé, Pauillac
  • Le Petit Mouton 2003, 2º vinho do Château Mouton-Rothschild – 1er Grand Cru Classé, Pauillac
  • Resérve de la Comtesse 2003, 2º  vinho do Château Pichon Longueville Comtesse de Lalande – 2ème Grand Cru Classé, Pauillac (com o jantar)
  • Porto Vintage São Leonardo 2000, Quinta do Mourão

Será servido um prato quente, javali assado à baixa temperatura, terrine de cogumelos e molho de uva, elaborado pela chef Ciça Roxo, que será harmonizado com o vinho Resérve de la Comtesse 2003.

Preço: R$495,00 até o dia 17/07 (HOJE!), após R$650,00 com pagamentos parcelados sob consulta.

Data – 23/07/2009 – 5a feira

Hora – de 19:00 às 22:00 (às 19:00 recebemos os pontuais com champagne e às 19:30 começamos)

Endereço – Escola Mar de Vinho: Rua Buarque de Macedo, 75, Flamengo. RJ

 

Marco Luigi lança um kit promocional de inverno com seus gostosos vinhos. Aproveite o momento e faça a festa. Não gostou do kit, liga para a Sandra e bata um papo com ela que certamente encontrará uma forma de o atender.

Marco Luigi - Kit de Inverno 

 

Kylix, o amigo Simon está mandando bala na linha de vinhos franceses com algumas boas oportunidades e dá uma informação legal sobre seu Wine Hour no final do dia. A partir de 14 de julho(terça-feira), o Wine Bar da Kylix servirá, de terça a sexta, fondues e sopas. Para harmonizar haverá quatro opções de vinhos em taça, além das garrafas da adega. Eis a lista de boa parte dos vinhos franceses na promoção com algumas preciosidades para quem tem uns trocados a mais debaixo do colchão:

Bordeaux-Tintos  
Bernard Magrez Bois Chantant 2005 De: 59,00 Por: 50,00
Château Le Boscq 2002-Saint Stéphe De: 183,00 Por: 156,00
Château Yon Figeac 2002-Saint Emilion De: 280,00 Por: 238,00
Château Le Boscq 2005- Saint Stéphe 98RP De: 311,00 Por: 264,00
Château La Fleur de Bouard 2005-Lalande de Pomerol 89RP De: 330,00 Por: 281,00
Château Fontenil 2000 91RP/ 91WS De: 342,00 Por: 291,00
Château Grand Puy Lacoste 2002- Pauillac De: 359,00 Por: 305,00
Château Grand Pontet 2005- Saint Emilion 93RP De: 380,00 Por: 323,00
Château Boyd Cantenac 2005 92RP De: 430,00 Por: 366,00
Château Quinault L’Enclos 2005-Saint Emilion 94RP De: 440,00 Por: 374,00
Château Pavie Macquin 1999-Saint Emilion De: 689,00 Por: 586,00
Château Beausejur Becot 2005-Saint Emilion 91RP De: 750,00 Por: 638,00
Château Canon La Gaffaliere 2005-Saint Emilion 94RP De: 890,00 Por: 757,00
Château Leoville Las Cases 2005-Saint Julien 98RP De: 2.900 Por: 2.465
Château Haut Brion 2005- Pessac Léognan 98RP De: 4.900 Por: 4.165
Sobremesa  
Clarendele Amberwine 2003 (500ml) De: 244,00 Por: 207,00
Château Suduiraut 2003-Sauternes 95 RP De: 511,00 Por: 434,00
Champagne  
Legras e Haas Tradition Champagne Brut De: 195,00 Por: 166,00
Alsace- Sobremesa  
Andre Kientzler Pinot Gris Vendage Tardive 2003 De: 427,00 Por: 363,00
Andre Kientzler Gewurtraminer SGN 2000 De: 720,00 Por: 612,00
Alsace-Brancos  
Andre Kientzler Riesling 2005 De: 108,00 Por: 92,00
Andre Kientzler Muscat 2004 De: 108,00 Por: 92,00
Andre Kientzler Gewurtraminer 2006 De: 108,00 Por: 92,00
Bourgogne-Brancos  
William Févre Chablis De: 115,00 Por: 98,00
Bouchard Pouilly Fuissé De: 148,00 Por: 126,00
Amiot Guy Saint Aubin 1er Cru 2004 De: 281,00 Por: 239,00
William Févre Chablis Grand Cru Le Clos 2006 96RP De: 477,00 Por: 405,00
Bourgogne-Tinto  
Bouchard Bourgogne Pinot Noir La Vignée 2007(375ml) De: 55,00 Por: 47,00
Bouchard Bourgogne Pinot Noir La Vignée 2007 De: 98,00 Por: 83,00
Bouchard Gevrey Chambertin 2005 De: 297,00 Por: 252,00
Berthaut Fixin Les Crais 2005 De: 305,00 Por: 259,00

 

Assemblage Vinhos, mais uma semana com promoções em cima dos bons vinhos chilenos da Casa Silva, desta feita da linha Gran Reserva, veja abaixo: Assemblage e Casa Silva

 

Mistral Tour 2009, metade dos blogueiros de plantão já deu, mas eis um evento para o qual temos que reservar os dias e a grana. De 17 a 22 de agosto, o evento percorrerá cinco cidades brasileiras, apresentando mais de 200 grandes vinhos dos melhores produtores do mundo. Neste ano, o terceiro, o evento percorrerá cinco cidades brasileiras – São Paulo (dias 17 e 18), Rio de Janeiro (dia 19), Belo Horizonte (dia 20), Brasília (dia 21) e Curitiba (dia 22) – apresentando mais de 200 grandes vinhos produzidos nas mais prestigiadas vinícolas de 10 países do Velho e do Novo Mundo. As inscrições poderão ser feitas a partir de 13 de julho pelo tel.    (11) 3372-3400    e o valor do ingresso é de R$ 180 por dia. Salgado, eu sei, mas é o custo de poder participar de uma das melhores degustações de nossa vinosfera, reunindo a nata dos grandes produtores internacionais. Quer rever como foi o do ano passado, clique aqui.

Mistral Tour

 

 

Programação de Inverno para os amigos gaúchos, ou quem estiver por pelas bandas de Porto Alegre e Bento. Julho, mês do inverno, mês de falar em vinho, de subir a serra, comer bem. Ano da França no Brasil, Queda da Bastilha. Não dá para falar em França sem pensar em alta gastronomia e em viagens maravilhosas e é aí que entra a amiga Maria Amélia com uma agenda cheia para este mês, cheio de temas deliciosos.

18 de julho | Sábado

Menu Degustacion Vive La France!

Local | H otel & Spa do Vinho Caudalie | Bento Gonçalves

Chef Fábio Lima e Iuri Guimarães | Enóloga Maria Amélia Duarte Flores

Menu: Entrada com Foie Gras  – Champagne Veuve Clicquot

Linguado & Lagosta – Chablis Récolte du Domaine 2004 (Bourgogne)

Confit de Canard – Chateau La Tour De By Cru Bourgeois 2003 (Bordeaux)

Crème Brûleé e Macarons –  Sauternes Schroder & Schyler 2005

Valor individual  R$ 180,00 / Reservas:      54 2102 7201     

leopoldina@spadovinho.com.brwww.spadovinho.com.br

 

21 de julho | Terça-feira

Tour de France | Curso de Degustação sobre França

Deguste Alsace, Chablis, Bourgogne, Champagne, Bordeaux, Provence e Rhône

Adega Uniagro – Valor individual R$ 150,00. Para reservas contate http://www.vinhoearte.com/paginas.php?codigo=18

 

28 de julho | Terça-feira

Jantar Harmonizado Bodega Lagarde | Peppo Cucina

Deguste toda a linha Lagarde, com destaque para o vinho Malbec DOC, que recebeu 90 pontos de Robert Parker, além do Henry, junto a gastronomia de um dos melhores restaurantes de Porto Alegre!

Valor individual R$ 130,00. Para reservas clique em http://www.vinhoearte.com/paginas.php?codigo=17

 

Fondue e Vinhos no Rio de Janeiro. Em um evento promovido pela Vitis Viniferas e o restaurante L’Orangerie, fondues harmonizados com vinhos suíços da importadora. Jantar que promete.

Vitis e fondue no RJ

 

Zahil na Vino em São Paulo. Jantar elaborado a quatro mãos com a participação da Vino e harmonização de vinhos pela Zahil. Mais um evento interessante para a semana que se aproxima.

Zahil e Vino