João Filipe Clemente

TOPS Argentinos – Charlando e Bebendo com os Panas.

                Vocês conhecem os Panas? Pois bem, antes que meus amigos portugueses venham a tirar conclusões precipitadas, “pana” é uma gíria venezuelana usada por amigos que se sentem mais que isso, se sentem irmãos! Foi daí que nasceu a confraria 2 panas, que já são cinco e se reúnem mensalmente para degustar grandes vinhos, com alguns dos confrades sendo participantes ativos do grupo que compõe a banca de degustadores de nossos Desafios de Vinhos. Desta vez fui convidado por dois deles, o Francisco (pana-mor) e o Evandro, com quem tive a agradável oportunidade de provar alguns dos grandes vinhos premium argentinos trazidos por este seleto grupo de panas.

              Encontramo-nos no Restaurante Pobre Juan da Vila Olimpia, restaurante que realmente é lindíssimo e cheio de charme com uma decoração muito bonita e aconchegante. Aliás, a da filial de Higienópolis também é assim. O serviço foi de primeiríssimo nível e as carnes boas com um especial destaque para a excelente morcilla, muito bem temperada e no ponto. Para quem gosta, como eu, um prato cheio!!

             Sete vinhos provados, alguns excepcionais rótulos de grande fama, mas que pecam, a meu ver, por uma certo exagero no teor alcoólico e falta de finesse, exceção feita aos três vinhos que mais me encantaram; Val de Flores, Caro e Alta Vista Alto, que conseguem mesclar potência com elegância numa riqueza de sabores que efetivamente encantam.Degustação Panas

 

  • Altocedro 2004
  • Yacochuya Malbec 2005
  • Caro 2005
  • Vistalba Corte A 2006
  • Alta Vista Alto 2004
  • Val de Flores 2004 
  • Mundvs Alto Cabernet Sauvignon 2005 * vinho surpresa 

             Não tenho tomado muitos vinhos argentinos porque tenho buscado sabores e sensações diferentes que dificilmente tenho visto na maioria dos vinhos de lá, mesmo os chamados vinhos premium ou super-premium, estando a maioria muito similares sem apresentar algo significante que os diferencie uns dos outros e sem produzir aquele UAU que esperamos de vinhos desse porte, salvo algumas exceções. Afora isso, pelo preço que estes, teoricamente, grandes vinhos estão chegando ao Brasil, temos hoje inúmeros grandes rótulos de outras origens com maior complexidade e riqueza de sabores que me têm atiçado mais a curiosidade. Por outro lado, tenho me assustado com o teor de álcool em constante elevação nesses vinhos, nesta degustação acho que o menor tinha 14%, nível que, para mim, costuma ser minha linha limitante. Tudo bem, há gente que gosta e respeito isso, mas eu não consigo encarar um Yacochuya com 16.5% de teor alcoólico fortemente sentido tanto no nariz como na boca, transpira álcool por todos os poros, mesmo com as altas notas que diversos críticos lhe deram. Acho que vinhos com essa potência perdem a função social, tanto que este não passaria no meu teste da terceira taça, mas nem a pau, aliás, nem na segunda!

               Um vinho que surpreendeu, até porque não é muito caro, é o Mundvs Alto 2005 que a casa Valduga produz em terras mendocinas e que mostrou muito boa estrutura e equilíbrio apesar de seus altos 15.5% de teor alcoólico, mas talvez o melhor custo x benefício de todos os vinhos provados tenha sido o Caro que, não por acaso, foi um dos meus preferidos e o único com “apenas” 14% de álcool. Legal a forma como o Evandro, confrade anfitrião da noite, preparou a degustação apresentando diversos cortes de carne para que sentíssemos as diversas harmonizações possíveis. Um exercício sensorial muito legal que você pode acompanhar melhor acessando o blog da confraria.

Valeu gente, uma bela experiência com vinhos que há muito queria conhecer e, muito mais que isso, o privilégio de poder desfrutar da agradável presença dos confrades.

Turma da Confraria Panas3

Salute e kanimambo

Ps. em função do Dia dos pais, adiantarei o Dicas da Semana para amanhã!

Tremenda Semana de Bons Vinhos

              Já fazia um tempinho que não postava sobre os vinhos da semana e desta feita uma bela quina de rótulos tomados que me trouxeram grande satisfação. Ah se pudesse ser sempre assim?! Para começar, tenho mais ou menos cumprido minha promessa de ano novo, tomar mais espumantes, tendo feito isso mais uma vez num gostoso fim de semana ensolarado. Por sinal, nesse mesmo fim de semana minha filha e meu genro estiveram em casa então tinha que ter um vinho do porto para o final da refeição, e que belo exemplar de LBV! Enfim, vamos aos finalmente, vamos falar de vinho.

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Veuve Paul Bur Blanc de Blancs Brut, um dos bons espumantes disponíveis no mercado e opção para quer um produto mais sofisticado que não seja de origem nacional, elaborado com Chardonnay/Sauvignon Blanc e Chenin Blanc na região de Bordeaux. Ainda tenho umas duas garrafas sobrando de minha última compra, e é sempre um saboroso porto seguro. A perlage é abundante e persistente, de tamanho médio , enorme frescor, equilíbrio, corpo leve e equilibrado, ótima acidez, aromas em que aparece um sutil brioche, boa fruta e leve floral que encanta e se repete na boca. Tudo isso sem perder a personalidade Francesa, difícil é deixar de terminar a garrafa!  Na Zahil por R$49,00, mas estas eu comprei em promoção por cerca de R$35,00, se não me engano, lá para Outubro do ano passado. Uma bela compra que segue me dando muito prazer ao abrir. I.S.P.$

Altimus 2004 um argentino que conheci há uns dois anos, produzido por Michel Torino e situada na alta gama de seus produtos. De lá para cá esta é a terceira garrafa que tomo e tem-se mostrado em plena evolução, sendo esta a melhor de todas elas. Um corte de malbec, cabernet, merlot e bonarda, no mínimo diferente, mas para o meu palato um vinho que me agrada sobremaneira. Sai um pouco da mesmice que ultimamente impera por terras argentinas, talvez pelo aporte de Bonarda que lhe traz uma concentração de fruta diferenciada. É bastante aromático, convidando á taça e na boca mostra-se bem redondo, macio, rico e harmonioso com boa acidez, um vinho para curtir e tomar nas calmas permitindo que se abra na taça. O preço, por volta dos R$85,00,  poderia ser algo mais barato, mas comprado na argentina é um vinho que vale a pena ter na adega. I.S.P .  

Ser Gioveto 2000, um super toscano, elaborado com sangiovese, como protagonista, mas tendo a cabernet sauvignon e merlot como coadjuvantes de primeira linha, que aos 9 anos começa a mostrar-se por inteiro. Já o tinha tomado há cerca de um ano atrás quando ele se mostrara mais fechado. Sua paleta olfativa  abriu-se mostrando-se bem frutado com nuances de especiarias que nos impelem a levar a taça à boca. Encorpado, denso, carnoso, ainda se mostra vigoroso, com uma personalidade muito própria, potente, porém elegante de boa textura e taninos sedosos, equilibrado com ótima acidez que implora por um bom prato. Um senhor vinho, de longa persistência e um saboroso final de boca algo terroso. Muito bom,  aliás como tudo o que a Rocca dela Macie faz já que não tem nenhum vinho deles, baixa, média e alta gama, que eu não goste. As minhas garrafas se acabaram, mas quem ainda tiver algumas, esteja certo que tem vinho por mais um bom par de anos. Na Expand por cerca de R$118,00. I.S.P. $ 

Selvapiana Bucerchialle Chianti Rufina Riserva 2003, mais um da Toscana desta feita um tradicional corte de Sangiovese com Canaiolo. Ganhei de uma amiga e ainda me resta uma garrafa, de três, que acho deverá ficar na adega por mais um tempinho, pois ainda se encontra fechado. Muito encorpado, potente, aromas algo defumado com ameixa vermelha e nuances florais, na boca é extremamente saboroso, muito concentrado, grande volume de boca, taninos ainda firmes, mas refinados, final de boca algo terroso e longo, muito longo. Um vinhaço que precisa de tempo. Uma pena que não esteja disponível no Brasil, mas certamente um vinho que os amigos podem buscar em uma viagem ao exterior, certamente um vinho que o amigo Paulo Queiroz (amante dos vinhos italianos) apreciará. Na Inglaterra custa algo em torno das 18 Libras e nos Estados Unidos entre USD25 a 30. I.S.P. . 

Niepoort LBV 2004, um grande final para uma tremenda de uma semana de bons néctares. Já gostava do 2000 e do 2001, mas a Niepoort extrapolou desta feita e elaborou um dos melhores, se não o melhor, LBV que já tomei. Esta meia garrafa eu trouxe de Portugal e é no mínimo imperdível para quem gosta deste tipo de vinho. Aromas intensos de frutos negros, chocolate, especiarias, uma paleta olfativa sedutora e complexa que convida a tomar. Na boca está cremoso, elegante, vibrante, ótima textura e muito equilibrado com um final longo e muito saboroso. Numa próxima viagem certamente trarei algumas garrafas, mas enquanto não dá compramos na Mistral por bons R$90,00, (considerando-se o restante da concorrência) ou próximo disso. I.S.P. .$ 

Que venham mais semanas destas, salute!

Desafio de Vinhos Portugueses

Agosto chegou, mês;  do cachorro louco, da Sexta-feira 13 azarenta, das liquidações de inverno e, Deus sabe lá porque cargas d’água, Dia dos Pais. Não, não vou falar do Dia dos Pais, ainda, mas fica a pergunta no ar, não dava para colocar o Dia dos Pais num mês mais nobre não?!! rsrs

              Bem de volta ao ponto principal, a verdadeira a razão para este post, em Agosto o Desafio de Vinhos será Portugal - mapa e regiões produtorasportuguês! Voltei ás origens e já estava com saudades, apesar de os vinhos portugueses estarem constantemente sobre a minha mesa e na minha taça. Já temos uma série de concorrentes escalados e, pela enorme quantidade de bons rótulos, participantes e regiões, estou achando difícil fechar este Desafio com menos de 14 Desafiantes, o que vai demandar uma atenção redobrada da banca de degustadores. Tentei incluir/convidar alguns rótulos dos quais sou fã, regiões menos conhecidas, mas que vêm despontando, assim como das mais tradicionais e mais representativas. São vinhos de gama média de preços que estão ao alcançe do bolso da maioria, uns mais conhecidos do que outros, porém todos de qualidade inquestionável. Vamos aos que já confirmaram presença, sendo que dois deles eu tive o prazer de negociar presença diretamente na fonte , a Herdade do Pinheiro (dos amigos Ana e Miguel) assim como da Quinta Mendes Pereira (da amiga Raquel):

  • CVR Alentejo: Reguengos Garrafeira dos Sócios 2001 (Vinhos Seleto) / Herdade do Pinheiro Reserva 2003 / Herdade do Esporão Reserva 2006 (Qualimpor)
  • CVR Duriense – DOC Douro: Ceirós Reserva 1998 (BR Bebidas/ Vinhos do Douro) / Altano Reserva 2006 (Mistral) / Caldas Reserva 2005 (Decanter)
  • CVR Lisboa (Estremadura): Quinta da Chocapalha 2005 (Vinci)
  • CVR Tejo – DOC Ribatejo: Falcoaria DOC 2004 (D’Olivino)
  • CVR Beiras – DOC Dão: Quinta Mendes Pereira Garrafeira 2003 (Malbec) e Conde de Santar Reserva 2003 (Winebrands), este ainda passível de mudança.
  • CVR Terras do Sado: Barão do Sul Garrafeira 2002 (Lusitana de Vinhos & Azeites)
  • CVR Beiras – DOC Bairrada: Aveleda Follies Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon 2004 (Interfood).

Ainda tenho mais dois convidados que não escalaram Desafiante, então poderemos chegar a 14 o que inviabilizaria a presença de um rótulo surpresa. Enfim, tenho mais uns dias para finalizar isso e depois divulgo. Também ainda preciso definir o local do embate e o jantar para o qual já tenho assegurado o vinho branco e o tinto, faltando tão somente o Porto ou Moscatel para encerrar este épico Desafio de Vinhos de Portugal até, mais ou menos 100 Reais. E aí, vai arriscar um palpite de quem será o ganhador?!

Uvas & Vinhos, Chardonnay – A Rainha das Uvas Brancas

            O nome Chardonnay se tornou tão conhecido no mundo pelos amantes do vinho, que muitas vezes chegamos a pensar que seja um mero estilo de vinho branco e não uma variedade de vitís vinífera. Originária da região da Borgonha, na França, durante muito tempo foi a única variedade responsável pelos mais finos vinhos da região. O que chardonnay 2fez com que essa percepção mudasse, foi o advento da moda dos vinhos varietais a partir do século XX. É a variedade branca mais dispersa pelo mundo, sendo cultivada na grande maioria das regiões produtoras do mundo e conhecida como a rainha da uvas brancas. Dependendo da maneira como é tratada, pode gerar desde vinhos longevos e complexos até brancos simples para consumo diário. Os vinhos podem apresentar as mais diversas característica organolépticas, podendo ser;  leves, ricos, untuosos, apresentar caráter mineral, frutado, amanteigado, apresentar notas muito agradáveis de frutas tropicais como abacaxi, etc. Entre as uvas brancas, é uma das variedades mais passiveis de amadurecimento ou fermentação em barricas, desenvolvendo complexidade aromática e, mais que tudo, estrutura em boca, com untuosidade e estrutura especiais.

               Um dos grandes motivos pelo qual a Chardonnay é considerada tão versátil é, sem dúvida, sua personalidade – ou a falta dela. É uma casta capaz de expressar o desejo do viticultor e a expressão do terroir. Somente em sua região de origem, Borgonha, é que produz um estilo de vinho que até os dias de hoje não conseguiu ser reproduzido em outro lugar, talvez pela composição do solo da região, o conhecido, caro e muito apreciado, Chablis. Protos e Soutomaior 010O Clima, grande influenciador direto de qualquer vinho, é determinante no caso desta cepa. Quando cultivada em regiões mais frias, gera vinho mais frescos e leves, se em regiões mais quentes, o vinho ganha estrutura, untuosidade e notas de frutas tropicais maduras. Algumas das regiões mais tradicionais na produção de vinhos brancos de Chardonnay são:

  • Chablis, no norte da Borgonha (França); aqui o vinho produzido é o que chamamos de “tradicional” em relação aos Chardonnays, normalmente sem passagem em carvalho, frescos, com excelente acidez e caráter mineral típico em decorrência do tipo de solo calcário argiloso. Os Grand Crus e Prémiere Crus são vinhos de boa longevidade, podendo seguir evoluindo por 10, 12 ou 15 anos de acordo com Oz Clarke em seu Livro Grapes & Wines. Já os mais simples e ‘básicos’ são vinhos para 5 ou 6 anos no máximo devendo ser aproveitados enquanto jovens.
  • Champagne, no norte da Borgonha (França); é a única variedade branca permitida na composição dos tradicionais vinhos de Champagne, junto com as tintas Pinot Noir e Pinot Meunier; sozinha, é responsável pelos tradicionais champagnes Blanc de Blancs.
  • Mâcon e Cote Chalonnaise, no sul da Borgonha (França); produz vinhos brancos mais simples, normalmente denominados “Borgonha branco” para serem tomados jovens entre 2 a 4 anos.
  • Cote de Beaune, sul da Cote D’Or (França); região tradicionalmente conhecida por “coração” dos borgonhas brancos; dessa região vêm os famosos Meursault, Puligny-Montrachet e Corton-Charlemagne, vinhos cremosos, algo mais encorpados que os Chablis, complexos em aromas e sabor, e normalmente de alto custo. Vinhos que crescem com o tempo, atingindo seu apogeu por volta dos 10 anos, mas podendo ir bem além disso.
  • Friuli e Alto Adige, no norte da Itália; normalmente são vinhos frescos, com boa acidez e aromáticos. Na Toscana tem apresentado bons resultados com vinhos muito refinados, especialmente os que usam uvas de vinhedos mais antigos que ganham complexidade.
  • Chile; os chardonnays chilenos estão em crescente evolução e a cada dia nos apresentam agradáveis surpresas, apresentam-se tradicionalmente algo madeirados, ricos em aromas frutados e de boa acidez, especialmente os vindos de regiões mais frias como os vales de Casablanca, San Antonio, Limari e Leyda.
  • Austrália; aqui a uva revela sua expressão mais exótica, frutado e maduro, untuosos e normalmente amadeirados, porém a demanda do mercado tem provocado mudanças de vinificação com redução de tempo em barrica buscando mais frescor e mineralidade.
  • Califórnia, na costa oeste dos EUA; muito conhecida por seus tradicionalmente bem amadeirados chardonnays, os produtores têm apresentado ao mercado vinhos mais frescos e menos untuosos.
  • Argentina, os produtores ainda buscam os melhores terroirs para a produção de uvas com esta cepa, porém já se encontram muito bons vinhos na região, mesmo que em volume algo reduzido quando comparado ao Chile. Gera vinhos bastante amadeirados com menos mineralidade, mais pesados, alto teor acoólico e de maior untuosidade.
  • Brasil, nossos produtores ainda buscam pelo melhor terroir e nosso clima quente não ajuda. Os clones trazidos tinham características diferentes mais direcionados à produção de espumantes em que amadurecimendo e concentração de fruta são secundárias, valorizando-se a acidez e o frescor. Somente agora começamos a produzir alguns varietais mais complexos e interessantes, mas os vinhedos e as vinícolas precisam de mais tempo para buscar melhor regularidade e constância de qualidade. Já nos espumantes, nossa produção se beneficia e gera vinhos de muita qualidade.

                Sempre é melhor iniciar-se pelos vinhos mais simples e fáceis de tomar, incrementando e subindo degraus tanto de qualidade como de preço para que os tombos, ocorrem até entre os mais entendidos, sejam menos dolorosos. A meu ver é um ótimo parceiro para um Fondue de Queijo neste inverno, já tendo escrito um post sobre isso recentemente, porém o amigo, colunista e expert no assunto de harmonização, o Álvaro Galvão (Divino Guia), e agora nosso colaborador nesta coluna junto com a Mariana Morgado, nos indica massas e queijos como algumas de suas melhores harmonizações. “De todas as uvas brancas, creio que pelas mais diferentes propostas dos enólogos, o varietal Chardonnay é o que mais se pode variar em harmonizações. Pelo fato de ser uma uva que se apresenta mais mineral, como nos Chablis, mais amanteigados nos Australianos, mais frutado e alcoólico, como nos Argentinos, podemos encarar uma grande variedade de pratos em sua harmonização.

               Não nos esqueçamos que esta uva também se presta aos bi-varietais e assemblages, pois empresta seu corpo e capacidade de envelhecimento à outras cepas, onde estas qualidades faltem. Queijos de massa mole amarelos, pedem acidez, então partimos para os que não tenham muita madeira, jovens, mas quanto mais “maduros” forem os queijos, mais devemos partir para os vinhos mais encorpados e amadeirados. Para os queijos de casca branca mofada, como os Camenbert e Brie os vinhos mais jovens fazem a diferença. Pastas que contenham ou no molho, ou em sua preparação sejam acompanhadas de frutos do mar, pedem os mais jovens e ácidos, mais minerais. Para as massas que contenham em sua preparação os derivados lácteos, podemos lembrar dos mais encorpados, já que falamos de carboidratos e lácteos juntos.

           Falar de harmonização pede na verdade um tema, e eu escolhi queijos e massas por termos mais facilidade de comprendê-los e creio que todos já tenham passado pelas experiência, mas lembro que nada impede de tomarmos nosso vinho preferido com outras combinações de gastronomia e petiscos, não podemos é ficar sem os bons vinhos, e estes são os que nos agradam, para acompanhar nossas refeições.” Eu arriscaria dizer, que os chardonnays são, também, ótimas companhias para carnes brancas em geral. Escolha um vinho e faça você mesmo algumas experiências. Para facilitar sua escolha, eis alguns interessantes rótulos para seu garimpo:

Chardonnay Clipboard

  • Benjamin Senetiner 08 – Casa Flora/Argentina – R$17,00
  • Santa Helena Varietal 08 – Interfood/Chile – R$22,00.
  • Aurora Blanc de Blanc Brut (100% Chardonnay) – Brasil – R$26,00
  • Alamos Chardonnay – Mistral/Argentina – R$29,00
  • Fabre-Montmayou Patagônia – Expand/Argentina – R$35,00
  • Caliterra Tribute Chardonnay –  Decanter/Chile – (ainda não está no catálogo)
  • Familia Gascon – Wine Company/Argentina – R$41,00.
  • Danie de Wet Sur Lie – Mistral/África do Sul – R$42,00
  • Casa Valduga Gran Reserva 08 – Brasil – R$50,00
  • De Wetshof Bon Vallon – Mistral/África do Sul – R$60,00
  • Rutini Chardonnay – Zahil/Argentina – R$66,00
  • Angelica Zapata – Mistral/Argentina – R$75,00
  • Albert Bichot Chablis Domaine Long-Depaquit – Winebrands/França – (ainda não está no catálogo)
  • Arboleda 05 – Expand/Chile – R$85,00
  • Chablis 1er Cru Montmais Domaine Race 07 – Nova Fazendinha/França – R$97,60

Três Assemblages:

  • Septima – Chardonnay/Semillon – Interfood/Argentina – R$23,00
  • Trio Chardonnay 2008 – Expand/Chile – R$40,00
  • Cheverny Le Vieux Clos – Chardonnay/Sauvignon Blanc – Decanter/França (Loire)- R$73,00

Post escrito a seis mãos! Meus amigos Mariana Morgado, Álvaro Galvão e eu. Para ver como contatar os importadores e checar onde, mais próximo de você, o rótulo está disponível, dê uma olhada em Onde Comprar, post em que constam os dados dos importadores e lojistas assim como de produtores brasileiros.

Salute e kanimambo

Dicas da Semana

Prepare-se para a Mistral Tour 2009, não nesta próxima semana, mas é um evento muito especial que esta importante importadora promove a cada dois anos, alternadamente com seu já tradicional e genial Encontro Mistral para o qual vale agendar-se desde já. De acordo com informações recebidas da Sofia, assessora de imprensa da Mistral, a 3ª edição deste evento se dará  entre os dias 17 e 22 de Agosto de 2009, apresentando ao público mais de 200 grandes rótulos, produzidos em algumas das melhores vinícolas do mundo. A caravana de produtores, comandada por Ciro Lilla, percorrerá cinco cidades brasileiras: São Paulo (dias 17 e 18), Rio de Janeiro (dia 19), Belo Horizonte (dia 20), Brasília (dia 21) e Curitiba (dia 22).

             O Tour Mistral acontece nos anos em que o Encontro Mistral – grande evento de vinhos bienal da importadora – não é organizado. O Tour traz um número menor de vinícolas, mas apresenta uma variedade maior de vinhos de cada produtor e viaja por mais cidades brasileiras. Sommeliers, donos de restaurante e apreciadores em geral terão a oportunidade de degustar tintos, brancos e espumantes de cerca de 25 prestigiadas vinícolas, provando alguns dos rótulos mais reputados na atualidade, e conhecer um pouco mais sobre a cultura vitivinícola de cada um dos nove países participantes.

Mistral Tour Clipboard

            Entre os nomes de destaque nesta edição, está o enólogo português Luis Pato, conhecido como “o revolucionário da Bairrada” por ter produzido vinhos de classe com a até então rústica uva Baga; o italiano Tancredi Biondi Santi, da Castello di Montepó, responsável por supertoscanos de prestígio, como o consagrado Sassoalloro; o espanhol Miquelàngel Cerdá, proprietário da Anima Negra, que produz empolgantes vinhos orgânicos em Mallorca e com a casta nativa Callet; Diogo Campilho, enólogo da Quinta da Lagoalva, um dos principais produtores da emergente região portuguesa do Ribatejo, com seu cultudo Syrah, para muitos o melhor do país; Douglas Murray, sócio e diretor da Viña Montes, pioneira em vinhos de alta qualidade no Chile e as italianas Elisabetta e Chiara Nonino, da Grappa Nonino, verdadeira grife e grande referência em destilados de bagaço de uva.

         Grandes rótulos serão lançados no Brasil durante o evento, como o esperado Amayna Syrah, concebido para ser um dos melhores tintos do Chile com esta variedade; o Cuvée Alexandre Carmenère, da Casa Lapostolle, um “mini” Clos Apalta (eleito o “melhor vinho do mundo” pela Wine Spectator nesse ano); o espetacular Quinta do Vesúvio, da Symington Family Estates, criado para ser o melhor tinto de Portugal; o novo Passo Blanco, da Masi Tupungato, desenvolvido com a casta italiana Pinot Grigio e a argentina Torrontés; a Viña Carmen apresenta a linha Nativa de vinhos orgânicos; Luis Pato traz o novo espumante Touriga Nacional, a Viña Montes, o aguardado Montes Alpha Carmenère e a Pisano, o Arretxea Tannat/Petit Verdot  (já provei e é estupendo).

  • Argentina – Alto Las Hormigas / Catena Zapata / Masi / Tikal
  • Austrália – Coldstream /  Penfolds /  Wynns
  • Brasil –  Vallontano
  • Chile –  Amayna / Casa Lapostolle / Viña Carmen /  Viña Montes
  • Espanha – Anima Negra
  • Itália – Badia a Coltibuono / Castello del Terriccio / Castello di Montepó /  Grappa Nonino /  Tasca d’Almerita / Tenuta di Capezzana .
  • Portugal – Luis Pato /  Quinta da Lagoalva / Quinta do Côtto /  Symington Family Estates
  • Nova Zelândia –  Sileni Estates
  •  Uruguai – Pisano 

Horário: das 17h às 21h30

Preço: R$ 180 por dia – Vagas: 200 pessoas por dia 

Reservas e informações: tel.    (11) 3372-3400  – E-mail: tour@mistral.com.br

 

 

 

Tem Paella e Vino na Confraria do Queijo & Vinho. Juntos os amigos Juan (Peninsula) e Margarida (Confraria) promovem este evento enogastronômico que vale a pena agendar. Esse Protos Rosado deve ficar da hora com a paella!

Paella na Confraria

 

Kylix lança linha nova em sua loja. Baron Philippe de Rothschild e GeoWine estão lançando os vinhos Mapu e Rayun a preços promocionais, na loja do amigo e parceiro Simon. Até dia 11 de Agosto, ou final de estoques, você compra 4 e leva 6! Eis alguns dos vinhos disponíveis, todos por R$32,00, mas como você leva seis, equivale a R$24,90 por garrafa, uma baba!

  1. Rayun Sauvignon Blanc – Vinho cor amarelo claro com reflexos esverdeados. Nariz intenso e elegante, lembrando maracujá e cítricos. Frescos, frutado, com acidez bem integrada.
  2. Rayun Cabernet Sauvignon  –  Vinho 100% Cabernet Sauvignon de cor escura profunda, aromas de frutas vermelhas, flores e especiarias. Taninos maduros, boa concentração de fruta em perfeito equilíbrio. 
  3. Mapu Cabernet Sauvignon/Carménère – Vinho de bela cor vermelho intenso, marcado por aromas de frutos negros, amora e especiarias. Fresco, frutado, em equilíbrio entre a elegância da Cabernet Sauvignon e a suavidade da Carménère.
  4. Mapu Sauvignon Blanc/Chardonnay – Vinho brilhante e limpo, amarelo dourado, com aromas de violetas, frutas tropicais e pêssego. Fresco e suave, combina perfeitamente amaciez da  Chardonnay com o toque fresco da Sauvignon.

No dia 4, agora na próxima terça, tem também o já tradicional Wine Day da Kylix que vale a pena visitar. Desta feita terá as presenças de alguns rótulos da Mercovino, Lusitana, Grand Cru e Vinhos do Mundo. Para maiores informações Ligue para  (11) 3825.4422  ou acesse o site www.kylixvinhos.com.br.

 

Happy Hour na Costelaria Rancho do Vinho, agora no Morumbi. Conceituada Costelaria na Régis (Itapecerica da Serra) de casa nova, por sinal muito bonita, estratégicamente localizada na região do Morumbi próximo ao Taboão e ao Butantã, promove um Happy Hour especial. Tá certo que a promoção é com a Ambev, mas faça como os portugueses e espanhóis, use a cerveja para limpar a serpentina e depois peça uma boa garrafa de vinho.

 Costela happy Hour

 

Restaurante Varanda Grill Reduz Preços do Vinho. Reconhecida pela qualidade de seus cortes, pelo ótimo ambiente e por ter uma das melhores cartas de vinho da cidade, o Rafael, assessor de imprensa do Varanda, me informa que eles estão reforçando seu compromisso de oferecer a melhor relação preço/qualidade entre as cartas de vinho dos restaurantes de São Paulo, adequando seus preços ao novo patamar alcançado pela taxa de câmbio. Após manter inalterados os preços dos mais de 350 rótulos importados durante a fase mais aguda da crise econômica, a casa agora reduz os preços da grande maioria dos vinhos de sua carta, aproveitando a valorização do Real frente ao Dólar.

             A redução tem variação entre 4% e 30%, dependendo das negociações obtidas com os diversos importadores, com destaque para alguns campeões sul-americanos, como o Catena Malbec 2006, que passou de R$ 79,00 para R$ 69,00 a garrafa (-12,7%), o chileno Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2006, que passou de R$ 115,00 para R$ 100,00 (-13%) e do argentino Achaval Ferrer Quimera 2006, que antes custava R$ 155,00 e agora saí por R$ 147,00 (-5,2%). “Estamos negociando constantemente com as importadoras para melhorar ainda mais os preços de nossa carta de vinhos”, afirma o restaurateur Sylvio Lazzarini, lembrando que frequentemente o Varanda é apontado por publicações especializadas como uma das melhores cartas de vinho de São Paulo.

         Nunca estive por lá como consumidor, sempre em degustações, mas uma coisa afirmo, os cortes são de grande categoria. Carne suculenta, saborosa, uma ótima dica de restaurante especializado em carnes e com um ótimo serviço, ambiente aconchegante e, pelo que pude ver nos preços do vinho, estão em linha com os preços na importadora o que o transforma num restaurante amigo do vinho e, especialmente, do enófilo! Rua General Mena Barreto, 793 – Jd. Paulista – São Paulo – Tel:     (11) 3887-8870    .

 

Villaggio Grando tem interessante campanha de Dia dos Pais. Uma campanha diferenciada promovida pelos amigos da Villaggio Grando à qual já me inscrevi, afinal também sou filho e pai! Agora, melhor ainda que a campanha, são seus saborosos vinhos. Clique aqui.

Villaggio Grando e pais

Iniciando-se nos caminhos de Baco – Parte II

             Como disse no post de ontem, nossa vinosfera não é monocromática, então pensar somente em vinhos tintos me parece um equivoco igual ao de só tomar vinhos franceses, só espanhóis ou só argentinos. Abra sua mente e amplie seus horizontes permitindo-se provar vinhos brancos, rosés, espumantes, generosos, etc.

             Tem gente que vai dizer que mulheres é que gostam de brancos e que no inverno só se devem tomar tintos. Pois bem, existem estudos que mostram que as mulheres preferem os tintos e lhes deixo uma pergunta; por acaso pára-se de tomar cerveja e sorvete no inverno? Pode até haver redução no consumo, mas as pessoas seguem consumindo gelado no frio, então porquê essa premissa não é válida para o vinho?

             Eu tenho me deliciado com vinhos brancos, mais que rosés, confesso, e espumantes de forma bastante regular, até porque existem pratos que pedem esses vinhos, e adoro abrir um encontro de amigos ou refeição tomando algumas dessas saborosas opções. Em Março fiz um painel bastante grande sobre Brancos & Rosés, mas eis aqui uma lista bastante enxuta que creio possa ser uma entrada para esta sedutora, diferente e vibrante paleta de sabores e aromas.

BRANCOS

 

Beginners list - white - Clipboard

 

Benjamin Senetiner Chardonnay Argentina Casa Flora

17,00

Santa Helena Varietal Chardonnay Chile Interfood

22,00

Septima Chardonnay/Semillon Argentina Interfood

23,00

Cono Sur  Riesling Chile Expand

23,00

Salton Volpi Sauvignon Blanc Brasil  

24,00

Missiones de Rengo Sauvignon Blanc Chile Épice

26,00

Varanda do Conde Vinho Verde (Corte) Portugal Casa Flora

32,00

Verdicchio dei Castelli di Jesi Classico Verdicchio Itália Expand

32,00

Crios Torrontés Argentina Cantu

39,00

Concha y Toro Late harvest Sobremesa Chile Expand

39,00

Danie de Wet  Sur Lie Chardonnay África do Sul Mistral

42,00

Muros Antigos Loureiro Portugal Decanter

52,00

Protos Verdejo Espanha Peninsula

54,00

Rutini Chardonnay Argentina Zahil

66,00

Le Vieux Clos Chard/Sauvignon Blanc França Decanter

73,00

ROSÉS

Rosé Clipboard

Obikwa Pinotage África do Sul Interfood

30,00

Crios Malbec Argentina Cantu

39,00

Melipal Malbec Argentina Wine Company

45,00

Terraza Isula Sciaccarellu/cinsault França (Córsega) Emporio Sorio

49,00

Protos Corte Espanha Peninsula

58,00

           Nos brancos certamente poderia adicionar um monte de rótulos mais como, o Dr. L, um Riesling de Dr. Loosen (Expand) da região do Mosel na Alemanha, o Valduga Gran Reserva Chardonnay ou mais dois vinhos portugueses, o Quinta do Ameal Loureiro (Vinho Seleto) ou o Prova Régia (Interfood) elaborado com 100% Arinto e nos Rosés o Vinha da Defesa (Qualimpor), também português, mas me auto-limitei em 80 rótulos, então as listas são essas mesmas.

            Antes de finalizar, no entanto, um recomendação provem, bebam e curtam os espumantes nacionais, estão muito bons. Na linha dos mais baratos (até R$25) o Salton Ouro, Marco Luigi Moscatel, Marco Luigi Brut Champenoise, Aurora Brut Blanc de Noir (100% Pinot) e o Blanc de Blanc (100% Chardonnay) são imperdíveis e botam no chinelo a grande maioria dos proseccos italianos disponiveis no mercado nessa faixa de preço e tão em voga em casamentos, festas e eventos. Num nível um pouco mais alto (até R$45) os; Pizatto, Miolo, Dal Pizzol, Marco Luigi Reserva da Familia, Cave Geisse Nature e Marson Champenoise são uma grande pedida.

            É isso meu amigo, com estas listas termino estas dicas para quem está começando a navegar nestas águas regidas por deus Baco. Não é uma rota fácil, está repleta de tentações, mas o resultado costuma ser extremamente prazeroso. Espero que, de alguma forma, tenha contribuido para uma viagem mais tranquila e lembre-se, nesta vinosfera, como na maior parte das situações em nossas vidas, é praticando que se melhora, o que em nosso caso significa litragem, mas com moderação e na hora certa!

Para ver como contatar os importadores e checar onde, mais próximo de você, o rótulo está disponível, dê uma olhada em Onde Comprar, post em que constam os dados dos importadores e lojistas assim como de produtores brasileiros.

Salute e kaimambo.

Iniciando-se nos Caminhos de Baco

             Recebi dois comentários, do Paulo Roberto e da Rachel, que me incentivaram a escrever este post. É que muita gente que se inicia nos prazeres, alguns dissabores também, de nossa vinosfera fica um pouco perdido devido á enormidade de possíveis escolhas que hoje está disponível.  Bem-vindo ao club meu amigo e não é só você não, somos todos nós, em maior ou menor escala, mas somos todos já que é impossível conhecer todos os mais de 18.000 rótulos hoje existentes no mercado. Aí ainda tem o cara que fala que vinho barato é ruim e vinho caro é bom (!) o que é, em minha opinião, uma tremenda bobagem. A tendência é essa, mas os próprios Desafios de Vinhos que promovo mensalmente, são prova evidente de que isto não é regra. Os riscos diminuem conforme você for subindo na escala de preços, mas segue lá e, quando se erra, a queda é maior. Com tanta informação e disponibilidade, a chance de dar um tilt e cair em estereótipos é bastante grande. Costumo brincar dizendo que, em nossa vinosfera a infidelidade não só é aceite como é desejável, então mãos á obra, ou melhor dizendo, mãos á garrafa e bocas á taça!

            Minha sugestão para quem começa é começar devagar e por baixo até você encontrar seu estilo de vinho não deixando de provar os brancos e rosés também. Nossa vinosfera não é monocromática, então arrisque um pouco e experimente de tudo deixando de lado quaisquer preconceitos existentes, aqui pode! Teste diversos rótulos baratos garimpando junto aos mais diversos blogs sendo que já aqui você encontrará diversas listas e sugestões de rótulos provados. Veja em Tomei & Recomendo, Vinho na Taça, Degustações, Vinhos da Semana, Brancos & Rosés, Melhores de 2008 entre outras categorias listadas aqui do lado. São, no entanto, um monte de rótulos a pesquisar, então hoje reduzirei esta lista para uns 80 vinhos com os quais você poderá se iniciar e apreciar essa jornada que se inicia. São vinhos que vão subindo em ordem de complexidade e sofisticação, sendo os mais baratos uma gama de rótulos mais amistosos e fáceis de beber, porém bem elaborados, normalmente equilibrados e saborosos. Bons para se iniciar nas alegrias do mundo de Baco e não fazer feito em festas e eventos. Depois, quando você já tiver provado uns 40 ou 50 destes vinhos, é tempo de alçar vôo e fazer seus próprios garimpos, saber onde gastar um pouco mais, definir seu estilo de vinho e aproveitar todas as delicias com que deus Baco nos tenta diariamente lembrando que uma boa taça e a temperatura adequada , junto com uma guarda adequada, são essenciais para quem por aqui se aventura. 

                Comecemos por uma lista de sessenta vinhos tintos que cobrem um spectrum bastante amplo com diversas uvas, origens e regiões. Os próprios cortes simbolizam bem cada região dentro do mesmo país. Os preços foram checados e são em reais, porém devem ser tomados apenas como referência. Indiquei os importadores, mas tente buscar seu vinho direto com sua loja especializada preferida próximo de você. Criar uma sinergia com o pessoal de lá facilitará muito sua vida nesta expedição de garimpo.

Beginners list Clipboard

Alfredo Roca Malbec Argentina Casa Flora

18,00

Alfredo Roca Pinot  Noir Argentina Casa Flora

19,00

Fincas Privadas Tempranillo Argentina Malbec

19,00

Quará Malbec Argentina  

19,50

Graffigna Cabernet Sauvignon Argentina  

22,00

Trivento Tribu Pinot  Noir Argentina Expand

23,00

Monsarraz Tinto Corte Portugal Vinho Seleto

24,00

Salton Volpi Merlot Brasil  

24,00

San Marzano Primitivo Itália Casa Flora

24,00

Las Moras Malbec Argentina  

24,00

Grand Theatre Bordeaux Corte França Expand

27,00

Casillero del Diablo Syrah Chile VCT Brasil

27,00

Casillero del Diablo Merlot Chile VCT Brasil

27,00

Don Roman Rioja Tempranillo Espanha Casa Flora

27,00

Quinta do Cabriz Colheita Corte Portugal Winebrands

27,00

Bonachi Motepulciano Montepulciano d’Abruzzo Itália Mistral

28,00

Marco Luigi Res. da Familia Merlot Brasil  

32,00

Angheben Barbera Brasil  

34,00

Robertson Pinotage África do Sul Vinci

34,00

Domaine Conté Seleccion Barricas Carmenére Chile Zahil

36,00

Marques de Borba Tinto Corte Portugal Casa Flora

37,00

Cono Sur Reserva Pinot  Noir Chile Expand

39,00

Masseria Trajone Nero d’Avola Itália Vinci

39,00

Los Cardos Malbec Argentina Grand Cru

39,00

Don Candido 4ª Geração Marselan Brasil  

40,00

Chianti Vernaiolo DOCG Corte Itália Expand

42,00

Famiglia Bianchi Cabernet Sauvignon Argentina Mr. Man

45,00

Trumpeter Syrah/Malbec Argentina Zahil

45,00

Bom Juiz Corte Portugal Vinho Seleto

46,00

Ochotierras Reserva Cabernet Sauvignon Chile BR Bebidas

46,00

Pasion 4 Bonarda Argentina Fasano

46,00

Alaia Corte Espanha Peninsula

47,00

Chateau la Gatte Tradition Bordeaux Corte França Mistral

48,00

Phillipe Bouchard VdP Syrah França Vinea Store

48,00

Les Bretaches Corte Libano Zahil

49,00

Códice Tempranillo Espanha Peninsula

49,00

Saint Esteves d’Uchaux Corte França Zahil

51,00

Pisano RPF Tannat Uruguai Mistral

52,00

Quinta da Cortezia Touriga Nacional Portugal Casa Flora

54,00

Travers de Marceau Corte França De la Croix

58,00

Alfredo Roca Reserva Familia Malbec Argentina Casa Flora

58,00

Valpolicella Classico Campo del Biotto Corte Itália Decanter

59,00

Chateau Piron Bordeaux Corte França La Cave Jado

59,00

Salton Talento Corte Brasil  

59,00

Belleruche Rouge Corte França Mistral

62,00

Melipal Malbec Argentina Wine Company

64,00

Quinta de Cabriz Reserva Corte Portugal Winebrands

65,00

Barão do Sul Garrafeira (02) Corte Portugal Lusitana

65,00

Valdipiata Rosso di Montalcino Corte Itália Zahil

68,00

Wynns Blend Corte Austrália Mistral

68,00

Arriero Reserva (03) Cabernet Sauvignon Argentina Vinea Store

69,00

Domaine du Ministre Corte França Zahil

72,00

Valfieri Barbera D’Asti Barbera Itália Vinea Store

72,00

Odfjell Orzada Carignan Chile World wine

75,00

Luis Cañas Crianza Tempranillo Espanha Decanter

75,00

Quinta Nova Douro DOC Corte Portugal Vinea Store

75,00

Montes Alpha Syrah Chile Mistral

80,00

J. Carrau Pujol Corte Uruguai Zahil

82,00

Bouchard Bourgogne Rouge La Vignée Pinot  Noir França Grand Cru

83,00

Chateau La Guérinnière Bordeaux Corte França D’Olivino

98,00

Amanhã completo o post com dicas de brancos e rosados. Serão mais 20 vinhos que valem a pena ser conhecidos e complementam seu ciclo de conhecimento. Se conseguir tomar uns cinquenta ou sessenta destes, determinando seus vinhos para o dia-a-dia, para festas, achando seu estilo, então a missão estará cumprida (rsrs). Óbvio que existe mais um sem número de rótulos, mas esta lista é somente um pequeno empurrãozinho para você começar seus próprios garimpos.

Salute e boa sorte na jornada, que deus baco lhe ilumine o caminho.

PROTOS, uma Família de Respeito.

Protos na Quick 010Tenho que tirar o chapéu, os espanhóis sabem fazer vinho! Brincadeiras à parte, apesar de minha declarada preferência pelos vinhos Ibéricos ser bastante conhecida dos amigos, a Bodegas Protos apresenta uma família de vinhos a começar pelo branco, passando pelo rosé, chegando na sequência de bons tintos até alcançar o topo com um belíssimo Gran Reserva, que são realmente de grande nível. Em uma agradável, como sempre, reunião com os amigos da banca de degustadores que tradicionalmente participam dos Desafio de Vinhos, na Quick Pizza e com o auxilio do Emilio (Portal dos Vinhos) que gentilmente nos emprestou suas taças, nos deliciamos com esta família Protos!

               A Bodegas Protos, palavra grega que significa primeiro, tem esse nome porque foi a primeira bodega a se instalar na região de Ribera, em Penafiel, bem no coração do rio Duero em 1927 tendo já em 2009, na Exposição Universal de Barcelona, sido agraciada com suas primeiras medalhas de ouro por seus saborosos vinhos. Foi esta região que posteriormente veio a ser conhecida como a D.O. Ribera Del Duero, umas principais zonas produtoras na Espanha e de grande prestigio internacional.

            São 100 hectares de vinhedos próprios, 500 hectares de associados e cerca de 300 hectares de viticultores da região com quem a empresa mantém acordos de fornecimento regular. A nova cantina, um projeto moderno com mais de 19.000m² de área construida e investimento de de 36 milhões de Euros, é um caso à parte que merece ser conhecido, especialmente pelos amantes da arquitetura e design, e sugiro clicar neste link para conhecer um pouco mais de seu projeto arquitetônico. Com uma imponente e arrojada arquitetura, túneis subterrâneos onde se dá o envelhecimento em barricas e garrafas, é uma bodega com o que de mais moderno o mercado dispões e que só vem a agregar excelência ao que eles já fazem há mais de meio século.

Bodega protos aos pés do castelo

             Em 2006, pela primeira vez produziram um vinho fora da Ribera Del Duero. Em um projeto novo em Rueda, invistiram numa bodega e cantina novas com tanques de inox para vinificação de vinhos branco á base da uva Verdejo. Este novo projeto com capacidade de vinifcar até um milhão de quilos por safra, é responsável pelo delicioso Protos Verdejo 2007 com o qual começamos nossa degustação. Já o comentei anteriormente, sendo um dos meus brancos favoritos e uma perfeita harmonia com um prato de lulas recheadas ou em caldeirada. Amarelo palha com laivos esverdeados, brilhante em todos os sentidos. Aromas de frutas tropicais de muito boa intensidade com algo de grama molhada e nuances florais. Na boca é vibrante, muito saboroso, fresco com uma acidez cortante porém balanceado, sem arestas com um final de boca longo em que mostra uma certa mineralidade e algo cítrico. Um vinho verdadeiramente sedutor e que, quando nos damos conta a garrafa já era!

Protos Rosado 2007, mais um vinho com o qual já tinha me encontrado em março durante o painel de Brancos & Rosés. Um dos muito bons vinhos rosados que tive oportunidade de provar elaborado com 100% “tinta del pais” (tempranillo) cor vibrante, aromas de boa tipicidade mostrando morangos e cereja, muito fresco, algo cremoso, concentrado e muito equilibrado com leve toque especiado e saboroso final de boca de boa persistência que chama a próxima taça, e a próxima, e a……., bem como aperitivo e melhor ainda se acompanhando uma paella à Valenciana.

Protos Roble 2006, o primeiro vinho da linha dos tintos. Um nariz bastante agradável (fruta, baunilha,madeira) que convida a tomar, mas na boca mostrou-se ainda algo duro e fechado. Tânico, madeira ainda por ser equacionada, encorpado, final algo especiado e média persistência. Um vinho jovem com apenas 5 meses de barrica, que não encantou mas que mostra qualidades que devem desabrochar melhor com mais um ano de evolução em garrafa.

Protos Crianza 2005, um belo vinho que encanta tanto ao nariz como na boca. Aromas de frutas escuras, toques de madeira muito bem integrados, algo de especiarias mostrando ser um vinho de maior complexidade.  No palato taninos ainda presentes firmes, porém sem qualquer agressividade, e aveludados, bom corpo, muito rico, final fresco , frutado e de muito boa persistência convidando à próxima taça. Vinho muito premiado em conceituados concursos internacionais, fazendo jus a sua fama.

Protos Reserva 2003, um vinho potente com muita tipicidade mostrando a firmeza dos vinhos da Ribera Del Duero, porém como já dizia Che, sem perder a ternura. Possui uma paleta olfativa sedutora e de boa intensidade, mostrando-se na boca com taninos aveludados, muito equilibrado, saboroso com boa profundidade, um vinho de grande gabarito que demonstra ainda ter muito anos pela frente.

Protos Selección 2005, talvez o vinho mais moderno e elegante da noite. Boa concentração e estrutura, taninos finos e sedosos ainda bem presentes, cremoso, muito rico com um final sedoso e encantador mostrando uma enorme harmonia, fazendo com que seus 14.5% de teor alcoólico passem desapercebidos tanto ao nariz quanto à boca. Talvez um tico de madeiro demais que, houvesse sido decantado, certamente teria sumido. Estilo novo mundista feito com a finesse do velho mundo,  resultando num vinho muito agradável, difícil de não gostar e dos quais, tivesse eu a disponibilidade, teria de caixa em casa.

Protos Gran Reserva 2001, estupendo, um daqueles com lugar reservado no meu altar dos Deuses do Olimpo de 2009, um verdadeiro clássico. Quem puder comprar, compre pelo menos duas, uma para se deliciar agora e a outra para um encontro do terceiro grau em algum momento no futuro, quem sabe daqui a uns 5 anos quando este verdadeiro néctar deve estar magnífico.  Passa 30 meses em barricas francesas e americanas e depois descansa em garrafa por mais cerca de 40 meses quando finalmente é colocado à disposição de nós consumidores. Falamos de quase seis anos o que quer dizer que este 2001 está no mercado há somente um par de anos! Eu me apaixonei pelo vinho, por sua complexidade de aromas onde os frutos silvestres se mostram muito presentes, mas de forma muito sutil e sedutora, com nuances de café tostado e especiarias. Na boca a madeira está muito bem integrada realçando a fruta e adicionando alguma baunilha e caramelo ao final de boca. De resto, mostra-se untuoso, gordo, muito saboroso, taninos muito finos e elegantes perfeitamente equilibrados com uma acidez adequada e muito persistente. Um grande vinho, sem dúvida alguma, que não só me encantou como me conquistou.

Protos na Quick 007

            Ao amigo Juan (Peninsula) que importa e distribui os vinhos da Protos no Brasil, os meus mais sinceros agradecimentos por esta grande experiência e oportunidade. Aos amigos fica a recomendação, após compartilhar minhas impressões e sensações, e convite para que tentem conhecer esses grandes vinhos, valem a pena. Se não quiserem gastar muito, uma boa oportunidade é seguir a Dica da Semana e participar da degustação com jantar HOJE! Não sei nem se ainda existem vagas, mas eu tentaria ir se fosse você, tanto pelo jantar no Rosmarino, como pela palestra e especialmente pelos vinhos.

Salute e kanimambo.

Comprando no Duty Free – os amigos pediram ….

Duty Free 1               O Ricardo Wright e um outro amigo que me ligou, pediram-me umas dicas sobre os vinhos disponíveis no Duty Free de chegada no Brasil (sempre bom reservar antes). Como imagino que essa possa ser uma dúvida de outros, resolvi dar uma fuçada no site. Do que vi e do que conheço, sugiro os seguintes bons rótulos:

Espumantes

  • Piper Heidsieck Brut US$52,00
  • Anna de Codorniu US$16,50 (imperdível)
  • Codorniu Brut Classico US$11,00
  • Freixenet Cordon Negro US$12. 50

Vinhos do Porto

  • Quinta da Ervamoira Tawny 10 anos US$52,00
  • Ramos Pinto LBV US$33,00
  • Sandeman´s Founders Reserve US$19,50

Brancos

  • Pascal Jolivet Pouilly Fumée US$31,00
  • Pascal Jolivet Sancerre US$31,00

Tintos

  • Piriquita US$8,50 (imbatível para o dia-a-dia)
  • Rutini Cabernet/Merlot US$19,00
  • Duas Quintas Douro US$19,00
  • Marquês de Borba US$15,50 (se for 2007 não dá para perder)
  • Quinta do Carmo US$26,00 (se tiver o branco é outra ótima pedida)
  • Escudo Rojo USD17,50
  • Gran Coronas US$19,00
  • Graffigna Centenario Cabernet Sauvignon US$12,80.
  • Torres Mas de Plana US$52,00
  • Errazuriz Max Reserva Cabernet Sauvignon US$26,50
  • Quinta da Bacalhôa US$28,00
  • Caballo Loco US$69,50
  • Marqués de Arienzo Reserva Rioja US$27,55
  • Frescobaldo Nipozzano Chianti US$27,50.
  • Zuccardi Q Tempranillo US$29,00

quanto às safras, essas só ligando lá porque eles não divulgam no site. Se algum dos amigos quiser dar seu pitaco nesta lista, sintam-se à vontade. Agora se algum dos abastados leitores quiser fazer um estrago no bolso e estiver circulando pelo maior terminal aeroviário do mundo, o terminal 3 do aeroporto de Dubai, e no selecionadissímo lounge Le-Clos-Dubaida primeira classe da Emirates, tenho uma boa noticia, inaugurou uma loja de vinhos muito especial a Le Clos. Tem também vinhos de USD30, mas garimpei esta esse seleto grupo de rótulos, melhor dizendo preciosidades, só para você.

  • Vega Sicilia Unico “Gran Reserva” 1996 – Price: AED 1,100, US$ 306 , Grape Varieties: Tempranillo
  • Vega Sicilia Unico “Reserva Especial” 2008 NV  – Price: AED 1,200, US$ 333 , Grape Varieties: Tempranillo
  • Pingus 1995  – Price: AED 5,500, US$ 1,528 , Grape Varieties: Tempranillo
  • Penfolds Grange 1999  – Price: AED 900, US$ 250 , Grape Varieties: Shiraz.
  • Sassicaia Bolgheri DOC 2003 (Double Magnum) – Price: AED 1,500, US$ 417 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon / Merlot.
  • Harlan Estate 2003  – Price: AED 2,500, US$ 694 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon / Merlot / Cabernet Franc / Petit Verdot
  • Chateau Musar 1972  – Price: AED 3,000, US$ 833 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon / Carignan / Cinsault
  • E Guigal “La Turque” Côte-Rôtie 1999  – Price: AED 5,500, US$ 1,528 , Grape Varieties: Syrah / Viognier
  • Domaine De La Romanée-Conti “Echézeaux” Grand Cru 2005 – Price: AED 9,500, US$ 2,639 , Grape Varieties: Pinot Noir
  • Krug “Clos du Mesnil” 1988  – Price: AED 10,000, US$ 2,778 , Grape Varieties: Chardonnay 
  • Domaine De La Romanée-Conti “Romanée St Vivant” Grand Cru 2005 – Price: AED 15,000, US$ 4,167 , Grape Varieties: Pinot Noir  
  • Domaine De La Romanée-Conti “Grand Echézeaux” Grand Cru 2005  – Price: AED 15,000, US$ 4,167 , Grape Varieties: Pinot Noir
  • Screaming Eagle 2002 – Price: AED 17,500, US$ 4,861 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon  
  • Château d’Yquem 1988 (5 Litre) – Price: AED 18,000, US$ 5,000 , Grape Varieties: Sémillon / Sauvignon Blanc ,
  • Domaine De La Romanée-Conti “Richebourg” Grand Cru 2005  – Price: AED 18,500, US$ 5,139 , Grape Varieties: Pinot Noir
  • Château Pétrus 1998 – Price: AED 25,000, US$ 6,944 , Grape Varieties: Merlot / Cabernet Franc
  • Screaming Eagle 1997 – Price: AED 30,000, US$ 8,333 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon
  • Château Pétrus 1982 – Price: AED 35,000, US$ 9,722 , Grape Varieties: Merlot / Cabernet Franc
  • Domaine De La Romanée-Conti “La Tache” Grand Cru 2005 – Price: AED 35,000, US$ 9,722 , Grape Varieties: Pinot Noir
  • Domaine De La Romanée-Conti “Montrachet” Grand Cru 2005  – Price: AED 35,000, US$ 9,722 , Grape Varieties: Chardonnay
  • Château Cheval Blanc 1947  – Price: AED 40,000, US$ 11,111 , Grape Varieties: Cabernet Franc / Merlot / Malbec / Cabernet Sauvignon
  • Château Pétrus 1947  – Price: AED 45,000, US$ 12,500 , Grape Varieties: Merlot / Cabernet Franc
  • Château Gruaud-Larose 1945 (Magnum) – Price: AED 90,000, US$ 25,000 , Grape Varieties: Cabernet Sauvignon / Merlot / Cabernet Franc.
  • Domaine De La Romanée-Conti “Romanée-Conti” Grand Cru 2005  – Price: AED 100,000, US$ 27,778 , Grape Varieties: Pinot Noir

Ah, se comprar esse Romanée-Conti 2005, deixa eu cheirar a rolha, vai?! Acho que o maior problema será o papo com a  alfândega na volta, mas bon voyage e se quiser fuçar um pouco antes da viagem, clique aqui! Amanhã compartilharei com vocês umas das grandes experiências desta primeira metade do ano, uma degustação de toda a linha de vinhos da espanhola Protos, trazidos pelo amigo Juan da peninsula. Grandes vinhos com alguns rótulos muito especiais.

Salute e kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

Wine globe 3Moscatel de Setúbal  Brilha no Exterior – e não só pela mão dos mais famosos como Bacalhôa e José Maria da Fonseca. Gosto de produtores mais “low profile”, mas de igual competência como Horácio Simões, Sivipa e Venâncio Lima. Na “Muscats du Monde” , pela segunda vez consecutiva, a Venâncio da Costa Lima recebeu a Medalha de Ouro pelo seu Moscatel de Setúbal e o Moscatel de Setúbal da Sivipa mereceu a Medalha de Prata.

               A adega Venâncio da Costa Lima obteve novamente a Medalha de Ouro no concurso “Muscats du Monde”. Prémio com o qual já tinha sido premiado no ano passado, no mesmo concurso internacional.  Desta vez, o galardão foi para o Moscatel de Setúbal Reserva 2002 premiado com ouro, no concurso realizado em França, nos passados dias 17 e 18 de Julho, que avalia e premeia os melhores vinhos do mundo que são elaborados única e exclusivamente com a casta “Muscat”, que em Portugal é conhecida também por Moscatel de Setúbal. Este ano, competiram mais de vinte países num total de mais de 200 amostras provenientes de todo o mundo. A adega Venâncio da Costa Lima localiza-se em Quinta do Anjo, onde funciona desde 1914. A sua principal actividade tem sido desde o início, a da produção e comercialização de vinho. A actualização tecnológica e a modernização dos equipamentos, têm vindo a permitir um aumento constante dos níveis de qualidade dos vinhos produzidos, mantendo as características tradicionais da região vitícola de Palmela.

             Também a Sivipa – Sociedade Vinícola de Palmela SA, foi distinguida neste concurso internacional, com uma Medalha de Prata pelo vinho generoso Moscatel de Setúbal 2006. De salientar que esta foi a quarta medalha de prata que este Moscatel ganhou durante o corrente ano (Paris, Bordeaux, Coimbra e agora Frontignan). (Fonte: Infovin)

 

Leasingham Bin 7 Riesling(lo-res)Leasingham, boas noticias – Semana passada recebi uma chamada do Brendan, diretor da Wine Society, informando que a noticia dada sobre o fechamento da vinícola não era totalmente correta já que os vinhos continuariam a ser produzidos, porém em outra cantina. Corrigi o post, mas queria ressaltar o fato com uma chamada específica, ao fim ao cabo temos responsabilidade quando noticiamos algo e o dever de bem informar. Se nos equivocamos, o que pode ocorrer, há que se tomar ações corretivas então deixemos claro que podemos celebrar já que seguiremos podendo curtir os bons vinhos desta casa.

 

Crescem Vendas de Vinhos Brasileiros. A Ibravin me envia informações sobre importantes aumentos de venda de vinhos brasileiros nesta primeira metade do ano. Não acho que as razões para isso sejam tão simplistas e precisamos ver se isso é algo meramente pontual ou se consolida como uma tendência. Espero que seja a segunda opção, porém vamos esperar para ver. De qualquer forma são boas notícias a começar ela comercialização de espumantes que cresce 22,5% nos primeiros seis meses de 2009.

                A venda de vinhos espumantes produzidos no Rio Grande do Sul somou 2,63 milhões de litros no primeiro semestre do ano, um incremento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram comercializados 2,15 milhões de litros.  Os moscatéis inflaram em 47,4% sua presença nas taças brasileiras, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). O crescimento segue a tendência de alta no consumo de espumantes moscatéis comprovada pelo salto de 20% nas vendas totais de 2008. “O consumo de moscatéis puxa todo o mercado de vinhos para cima, pois eles costumam ser a porta de entrada para espumantes secos e vinhos brancos e tintos”, afirma o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. Os espumantes do tipo brut e demi-sec cresceram 17%.

Venda de vinhos (tranquilos) aumenta 8% no primeiro semestre do ano

A vendas de vinhos produzidos no Rio Grande do Sul no primeiro semestre do ano merece um brinde. O crescimento alcançado foi de 8% nos primeiros seis meses de 2009, na comparação com o mesmo período do ano passado. A comercialização positiva interrompe dois anos seguidos de queda nas vendas. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foram vendidos 102 milhões de litros de vinhos finos e de mesa no primeiro semestre de 2009, ante 94,5 milhões de litros colocados nos primeiros seis meses de 2008. O último incremento na comercialização havia ocorrido em 2006. A elevação do dólar em relação ao ano passado e a maior divulgação do produto nacional são apontados pelo diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, como os principais motivos no incremento de vendas dos vinhos no primeiro semestre. Uma prova é a queda de 2% nas importações de vinhos pelo Brasil. “Outro fator relevante é a maior confiança dos consumidores em relação à qualidade do vinho gaúcho e brasileiro”, salienta Paviani. A qualidade reconhecida pode ser comprovada pelo crescimento nos vinhos tintos finos, que chegou a 10,7%.

              O gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini, comenta que, tradicionalmente, as vendas de vinhos e espumantes são maiores no segundo semestre. A maior alta no mercado acontece entre os meses de outubro e dezembro. “Estamos otimistas em fechar o ano com bons resultados”, afirma. “O desempenho foi bom nesta primeira metade do ano, cujo maior desafio é estancar o ritmo de queda na comercialização do vinho brasileiro, produto de maior volume e importância econômica na cadeia produtiva”, comenta. Em 2008, ocorreu um recuo de 13% nas vendas, acumulando a terceira queda seguida no mercado .

 

Quinta de Lemos Touriga Nacional 2008 considerado “O Grande Vinho Do Dão” – De entre um total de 109 amostras de 33 diferentes produtores, o júri final, composto por sete elementos, avaliou os vinhos presentes a concurso durante dois dias (15 e 16 de Julho), tendo determinado a atribuição de prémios a 30% dos vinhos apresentados, entre medalhas de Ouro (16) e Prata (17). O grande vencedor é um vinho com origem em Passos de Silgueiros, num dos mais recentes projectos vitivinícolas do Dão que se espraia por 25 hectares de vinha em que dominam as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro.

                 Adquirida em 1997 por Celso de Lemos e Esteves, a Quinta de Lemos conheceu uma profunda replantação de vinhas até à data da primeira colheita, em 2003. Desde aí, os vinhos produzidos anualmente na Quinta de Lemos, sob trabalho enológico de Hugo Sousa, apenas podem ser adquiridos na própria adega. A partir do próximo mês de Setembro serão lançados no mercado. (Fonte:  Revista Wine a Essência do Vinho)

 

Steven Spurrier, não chega a ser nenhuma noticia mas vale a pena conferir o que os mestres têm a dizer. Um dos mais conceituados críticos e experts nossa vinosfera e consultor da revista Decanter, Spurrier dá uma aula de degustação só que, lamentavelmente, sem tradução então esta é só para os amigos mais fluentes no idioma de Shakespeare. Cliquem no link a seguir >>>>>> http://link.brightcove.com/services/player/bcpid23803811001?bctid=29052607001.