João Filipe Clemente

Dicas da Semana

          O Pessoal anda meio devagar esta semana, acho que é o excesso de degustações, mas sempre há dicas interessantes a conferir. Por falar em degustações, nesta última Segunda, realizei meu Desafio de Vinhos Portugueses lá na Kylix, foi show de bola e surpresas, como sempre acontece nas provas às cegas, mais uma vez aconteceram. Segunda começo a postar sobre o que ocorreu por lá. Agora vejamos o que há de interessante por aí.

Portal dos Vinhos, um de meus primeiros e mais chegados parceiros. O Emilio e a Fátima estão sempre armando degustações legais e já fazia um tempo que estava para postar a programação deste semestre, tanto que algumas já aconteceram. Se puder, programe-se e confira pelo menos algumas, os vinhos são sempre de primeiro nível e a simpatia do jovem casal é ímpar. Eu já escolhi duas que não posso perder!

Portal - Calendário das Degustações 2º semestre copy

 

logo-enoteca-decanterA Enoteca Decanter promove mais um Taste & Buy nesta próxima Terça, dando sequência a seus encontros mensais. Dia 01 de Setembro e 06 de Outubro são as próximas datas do Taste & Buy,  uma nova e descontraída forma de degustação de vinhos, que acontece sempre na primeira terça-feira de todos os meses. A cada edição serão cerca de 20 rótulos do excelente portfólio da Decanter, que estarão à disposição para degustação com orientação da equipe especializada da loja e eventualmente com a presença do sommelier campeão brasileiro Guilherme Corrêa. Além disso, todos os rótulos degustados poderão ser adquiridos com 20% de desconto.

          O Taste  & Buy Enoteca Decanter é uma excelente oportunidade para fazer novas descobertas e comprar vinhos tintos, brancos, rosés, espumantes e de sobremesa com excelente custo benefício. São rótulos trazidos de sete países com exclusividade pela Decanter, muitos deles premiados e consagrados pela crítica especializada, como por exemplo, linhas das vinícolas Luigi bosca, De Martino e Pio Cesare. A participação no evento custa apenas R$ 80 (valor revertido em compras dos vinhos degustados), e para acompanhar a degustação são servidos queijos e pães. Rua Joaquim Floriano, 838 – Itaim Bibi, informações e reservas:         (11) 3073-0500        e (11) 3702.2020.

 

A Lusitana foi passear pelo interior e decidiu promover um evento junto com o restaurante 3T em Indaiatuba e com a colaboração da Brancotinto, uma importante loja local. Picanha de Cordeiro na Brasa, uma especialidade da casa, com Duque de Beja, uma outra especialidade , só que de outra casa. Pelos comentários da Eliza, essa harmonização é tão boa que eles quiseram compartilhar isso com mais gente e, daí, esta idéia. Para quem é da região, um prato cheio e, até porque o gosto da Eliza é meio duvidoso (rsrs), então há que se conferir!

Lusitana e Cordeiro em Indaiatuba

 

Curtas:

  • Restaurant Week começa nesta semana em São Paulo. Hora de programar suas visitas e montar um programa de almoços especiais aproveitando esta promoção muito especial. Durante a semana que vem, mais algumas dicas aqui no blog. Fique ligado!
  • Enoteca Fasano de novo com uma promoção dos bons vinhos Pasión 4 da bodega argentina Joffré y Hijas. Dois rótulos imperdíveis o Bonarda e o Malbec, ambos 2006 e muito saborosos que, por R$36,00, são uma verdadeira barganha.
  • Mistral e Vinci. Falando de barganhas, ambas as importadoras de Ciro Lima vendem em dólar à taxa do dia e, com a nova valorização do Real, os preços estão ótimos e é sempre bom nos garantirmos aproveitando estes momentos. Garimpando acham-se grande rótulos por pequenos preços, vale a pena conferir.
  • Achados Imperdíveis. Sujeito a disponibilidade, mas verdadeiramente imperdíveis. Ligue e confira se ainda têm esses rótulos poisvalem cada tostão gasto; na Casa Palla, o bom Merlot Reserva 2005 da Pizzato está por meros R$30,00 e um dia-a-dia básico e bem saboroso o Fincas Tempranillo 2007 por míseros R$14,90 que alegra qualquer churrasco e pizza com os amigos; Na Kylix, diversos bons rótulos em promoção, mas o belíssimo Villa Antinori Toscana 2004 merce um destaque especial. Um baita vinho que está por R$79,00 se comprado de caixa com seis unidades. Junte os amigos e não perca de jeito nenhum!

Ainda estou esperando mais uma dica de um novo parceiro e, se chegar, ainda adiciono hoje. Por agora é só. Salute e kanimambo.

YESSSSSSSSSSS, o “Maledetto” Deve Cair!

capeta de einstein24h.com.br O corajoso Luiz Henrique Zanini, pegou o “Maledetto” do projeto do selo fiscal pelos chifres e organizou/esclareceu os produtores quanto ao absurdo comercial e operacional dessa implementação. Tenho dado o máximo possível de apoio e exposição a este tema, tendo minha opinião formada e amplamente divulgada aqui no blog, porque tenho a convicção de que seria um enorme retrocesso para nossa vinicultura que só beneficiaria os grandes, prejudicando os pequenos produtores, importadores e nós consumidores. É algo que, sinceramente, não tem nem pé nem cabeça! Pois bem, o Zanini que é parte interessada,  já que sua Vallontano é uma dessas pequenas vinícolas, e um dos lideres desse movimento contra o selo fiscal, me envia mensagem dando conta que esse “maledetto” deverá ser engavetado conforme noticia dada hoje no Valor Econômico com o título – Receita Rejeita Selo de IPI em Garrafa de Vinho.

“Uma avaliação técnica da Receita Federal reprovou a ideia de obrigar produtores e importadores de vinho a colarem selos nas garrafas para comprovar o pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O pedido é da Câmara Setorial do Vinho e tinha sido levado ao ministro da Agricultura em 6 de abril. A decisão será do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas o tema será encaminhado pelo secretário-executivo do ministério, Nelson Machado.

Ontem, o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita, Michiaki Hashimura, recebeu parlamentares e vários representantes de 102 pequenos produtores de vinho. Eles criticaram o alto custo do selo, aproximadamente R$ 0,20 por garrafa, se comparado ao do preço mínimo do quilo da uva (R$ 0,46).

O sócio da Vallontano, Luís Henrique Zanini – presidente da União Brasileira de Vinícolas Familiares e Pequenos Vinicultores (Uvifam) – explicou que o documento levado à Receita demonstra que o selo não evita fraudes e a sonegação, mas tem custo suficiente para tirar do mercado empresas com estrutura familiar. “A Receita foi muito sensível aos nossos argumentos. Disseram que o governo não tomará decisão que possa prejudicar os empreendedores familiares”, revelou Zanini.

Agora, como neste país as coisas acontecem de forma misteriosa, convém manter o estado de alerta, nunca se sabe o que algum burrocrata de plantão pode aprontar. Não seria a primeira vez neste nosso Brasil varonil que, por razões desconhecidas, uma canetada passa por cima de análises técnicas de orgãos competentes. Então, como dizem nossos amigos argentinos, “OJO”! Não dá para baixar a guarda em quanto o defunto não esteja definitivamente enterrado em caixa de concreto lacrada e, mesmo assim …………Quer ver o artigo completo? Então clique aqui >>  http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/8/26/receita-rejeita-selo-de-ipi-em-garrafa-de-vinho. Artigo de Arnaldo Galvão publicado no Valor Econômico de 26/08/2009.

Valeu Zanini! Brindo a isso com teu novo e saboroso espumante Vallontano Rosé, salute e kanimambo.

Imagem – Capeta de Caruaru – www.einstein24h.com.br

Descobertas no Pró-Chile

              Ontem dei uma passada, literalmente porque tinha me esquecido de um compromisso familiar e, desta forma, tive que abortar minha viagem por uma série de boa vinícolas presentes neste evento. Com isso fiquei por lá um pouco mais de duas horas, quando me dei conta do compromisso, o que foi uma pena porque o Chile é sempre muito rico em surpresas e novos rótulos a serem conhecidos, mas …..fazer o quê? De qualquer forma valeu a pena.

            Do pouco que consegui provar, uma constatação de algo que vem crescendo dentro de mim, minha preferência por Malbecs chilenos e pelos Cabernet Sauvignons argentinos . Para quem duvida, comece a prestar atenção e a tomar vinhos com essa inversão de origens, acho que irá se surpreender. Para confirmar  uma parte desta afirmação, prove os Malbecs ; Orzada da Odfjell (World Wine), Valdivieso Single Vineyard (Bruck) e Perez Cruz Cot (Wine Company). De tirar o chapéu, em especial por sua elegância e finesse, verdadeiramente sedosos ao palato. Num patamar um pouco abaixo, o Casillero Del Diablo Malbec, também muito saboroso.

             Falando da Odfjell, impossível não passar e tomar seu incrível Orzada Carignan, um vinho muito especial produzido com uvas vindas de um vinhedo com mais de 80 anos de idade, um sonho hedonístico que me embala com Pró Chile 005regularidade. Outro imperdíve de ser revisitado foi o stand da Casa Marin (Vinea), que está um degrau acima das demais com seus brancos e tintos geniais da região de San Antonio, tendo trazido para este evento seu òtimo Pinot Noir e o magnifíco e meu preferido, Miramar Syrah, um deleite para o nariz e palato. O Chile produz excelentes Syrahs e este é de uma finesse, riqueza de sabores e de uma harmonia impressionantes que eu já comentei extensamente aqui. Alguns outros dos poucos vinhos provados que me chamaram a atenção, são os Eclat 2007, Semillon botritizado muito bom, rico e de muito boa acidez, O Valdivieso Syrah Reserva, um dos melhores Syrahs chilenos nesta faixa de preços (R$54), o estupendo Validivieso Premium Merlot (malbec já mencionei acima) e o crém de la crém da vinícola em sua 11º edição, o Caballo Loco recentemente engarrafado, mas já mostrando todo o seu imenso potencial. Não sendo muito fã de Carmenéres, tiro o chapéu para um vinho de gama média o Montgras Reserva Carmenére, muito fino e equilibrado.

Minha mais interessante descoberta, no entanto, foi que os amigos da Lusitana se associaram a um pessoal que estará trazendo o aporte financeiro necessário para o crescimento da empresa que alçará vôo para além das coisas de Portugal. Começam peloPró Chile 006 Chile, e muitíssimo bem, com a vinícola Lauca da família Guerra, empresa com 700 hectares de vinhas, exportando para mais de 35 países e, pasmem, ausentes do Brasil até agora. Grande achado do amigo Henrique Cachão tendo me deliciado com alguns ótimos vinhos nas mais diversas faixas de preço, uma vasta coleção de rótulos em quatro segmentos diferentes.

            Lauca é o nome da Llama de estimação que circula pelos jardins e vinhedos da sede da vinícola sendo ele quem dá o nome ao empreendimento. Vinhos que me chamaram a atenção seja pela linha Lauquita,  gama de entrada do portfólio da vinícola com previsão de preços abaixo dos R$30,00 tendo achado seu Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon muito bem feitos e com uma riqueza, equilíbrio e estrutura surpreendentes para a faixa, seja nas gamas mais altas.

  • Pró Chile 007Seu Lauca Reserva Pinot Noir com uma produção de somente 5000kgs por hectare, macerado manualmente á moda antiga em barricas serradas ao meio, fermentação em madeira nova por cerca de seis meses é divino. Com muita tipicidade da casta, mais para Borgonha do que novo mundo, um vinho realmente encantador que seduz facilmente e, espero, possa vir a fazer parte dos vinhos freqüentadores de minha mesa.
  • Pró Chile 008Na linha premium, o excelente Lauca Gran Reserva, um corte de Cabernet Sauvignon/Carmenére e Syrah que passa 14 meses em barrica e 12 meses em garrafa antes de sair para o mercado, este é 2006. Um vinho de grande complexidade, elegante e macio na boca, longo, realmente um vinho estupendo que enche a boca de prazer. Não sei os preços, mas conhecendo a filosofia de trabalho da Lusitana, acho que teremos neste dois vinhos, dois expoentes do que costumamos chamar de ótima relação Qualidade x Custo x Prazer.

Esperemos para ver os rótulos que o Henrique vai trazer, mas se vierem estes, nós enófilos agradecemos e bateremos a sua porta. Bem, é isso por hoje. Uma pena que não pude ficar por mais tempo e aproveitar esta oportunidade, mas não adianta, como sempre digo, sempre haverão mais vinhos do que temos oportunidade de tomar, então temos que nos contentar com os que podemos provar e que já são muitos!

Salute e kanimambo.

Filipa Pato – Vinhos de Autora

Filipa Pato IIINunca tinha estado frente a frente com Filipa Pato, mas muito já tinha ouvido falar. Sou consumidor de seus vinhos, especialmente do Ensaios tinto e do agradabilíssimo 3b, um espumante rosado delicioso. Todos falam de sua beleza e jovialidade, já eu me impressionei mesmo foi com sua presença, pequenina em tamanho, mas grande em paixão pelo que faz, por aquilo que elabora. Fica com dois metros de altura quando começa a falar empolgadamente sobre seus vinhos, seus projetos e sua família.  Se o pai, Luis Pato, é o mestre da Bairrada e domador da Baga, ela deveria ser conhecida com a “pequena notável” com seus projetos arrojados e desafiantes como, agora com seu marido, William, em uma nova empresa, os “Vinhos Doidos”. Aqui dará vazão a toda sua irreverência e criatividade na elaboração de vinhos diferenciados, mas isso é outra história. Por enquanto vamos de vinhos “menos doidos” produzidos de uvas e vinhedos controlados por ela com uma produção atual em torno de 68.000 garrafas e com capacidade de chegar a umas 100.000. Volume pequeno e alta qualidade, uma equação que nos tem dado vinhos muito agradáveis, para dizer o mínimo. Já mencionei neste blog, que Filipa é uma estrela com luz própria, agora confirmo e complemento a frase, em plena ascenção. 

            Desta feita fui convidado para um jantar com apresentação de seus vinhos, com maior foco no FLP, um branco doce bastante interessante, sobre o qual falarei mais adiante. Saí do restaurante, no entanto, encantado com sua obra como um todo. Que belos vinhos, a começar pelo delicioso 3b um espumante que é assíduo visitante aqui em casa e que já recomendei por diversas vezes. Este, no entanto, é de 2008 e está ainda mais fresco e vibrante, bem do jeito que é a autora. Tenho que comprar mais umas garrafas, até porque as minhas já acabaram.

            Ensaios brancos 2008, corte de Bical e Arinto que passa um mês fermentando com leveduras indígenas, pareFilipa Pato 001 em tanques de inox e parte em madeira. Aromas delicados, de boa intensidade, muito fresco, saboroso, cítrico e mineral, tem um final de boa persistência que convida á próxima taça. Uma ótima opção como aperitivo e boa companhia, certamente, para umas pataniscas de bacalhau ou sardinhas na brasa.

            Lokal Silex 2004, um vinho divino que não conhecia. Dizia Filipa, que o vinho ficou muito duro quando elaborado e que ela buscava algo mais elegante. Pois bem, não sei como ele era, mas sei que está delicioso e elegante Filipa Pato 005ao atingir a maturidade após cinco anos de vida, devendo crescer mais ainda com mais uns dois ou três anos de garrafa, quem sabe mais. Fermenta em inox e depois passa um ano em balseiros de 2.000 litros. É um corte de Touriga Nacional (85%) e Alfrocheiro produzido no Dão em uma pequena localidade de onde se avista a Serra da Estrela. O vinho me seduziu tendo, a meu ver, sido o vinho da noite. Nos aroma é bem frutado com leve floral (violeta) bem típico dos vinhos do Dão com forte presença da Touriga Nacional e nuances achocolatadas depois de um tempo em taça. Aos cinco anos, mostra-se ainda jovem com taninos finos ainda bem presentes, mas já sem qualquer agressividade, tomando-se muito bem sendo que este passou um tempinho em decanter, essencial para o poder apreciar em toda sua plenitude.  È retinto na cor, escuro, muito equilibrado, denso com bom volume de boca, rico, aveludado com um final algo especiado e bastante longo. Encanta a forte presença mineral em boca sendo um vinho que, apesar de ter se dado bastante bem com o bom rosbife servido, deverá se apresentar melhor acompanhando pratos mais robustos. Um vinho que acaba rápido em taça e deixa saudade.

            FLP 2008, um vinho doce de sobremesa com apenas 12% de teor alcoólico num estilo algo alemão, produzido com seu pai Luis Pato. Elaborado com Sercealinho (cruzamento de uvas Serceal com alvarinho com mais de 20 anos de idade só disponíveis nas terras de Luis Pato), Serceal e Bical pelo processo de crio-extração que consiste em congelar o mosto das uvas obtendo-se maior concentração. Com baixo teor alcoólico, cerca de 100grs de açúcar Filipa Pato 007residual e uma acidez em torno de 7 a 8grs, é gostoso, saboroso e com bom frescor, aromas sutis e delicados, boa persistência e, de acordo com Filipa, um vinho que deve crescer com tempo em garrafa. Tenho que confessar que não chegou a me encantar como vinho de sobremesa. Brinquei com a Filipa, de que seria um vinho para o chá da tarde, e é assim que o vejo. Um vinho leve, saboroso, fácil de agradar para juntar amigos e amigas num bate-papo descontraído ao entardecer. Para o final de uma refeição, o recomendaria com uma salada de frutas e uma bola de sorvete de baunilha. Foi servido com uma tradicional sobremesa de Romeu e Julieta (estávamos no Dalva & Dito, novo restaurante de Alex Atala com cozinha brasileira) em que o mestre adicionou uma bola de um sorvete de goiaba bem leve, salvando a harmonização com essa incrível liga com o vinho. A Filipa também o recomenda com cozinha oriental, sendo o Japão um dos principais importadores deste saboroso vinho. Eu fiquei pensando aqui com meus botões, será que não harmonizaria legal com Pato c/Laranja?! Acho que terei que fazer o sacrifício (rsrs) e fazer esse teste.

            Antes de finalizar, queria tecer meus comentários sobre algo além do vinho, mas que me chamou a atenção. A relação entre pai e filha. O amor, o respeito e a admiração um pelo outro são algo digno de salientar e não muito comum nos dias de hoje. Talvez isso tenha sido o que mais me marcou ao ouvir Filipa falar sobre seu pai nessa noite e ao Luis Pato falar de sua filha em outros momentos. Brindo à longevidade dessa admiração mútua com uma taça de 3b da Filipa e outra do novo espumante de Touriga Nacional do Luis Pato. Afinal, porquê se contentar com uma quando podemos aproveitar da maestria dos dois?! Os vinhos da Filipa Pato são de exclusiva distribuição da Casa Flora.

Salute e kanimambo.

Desafio de Vinhos Portugueses – II

42-16335804 Começo a semana, depois de um fim de semana preguiçoso, com o Desafio de Agosto, num embate de vinhos das diversas regiões produtoras em Portugal tendo como teto de preço R$100,00.  Grande Desafio, para não dizer uma verdadeira maratona, porque desta feita, não consegui segurar a quantidade e não tenho estrutura para montar duas provas, então teremos 14 Desafiantes presentes e agora, finalmente, definidos. Tradicionalmente tento me manter em dez rótulos que é o que considero tecnicamente adequado e ao mesmo tempo já nos permite ter uma visão bem ampla do tema em pauta, mas enfim, sacrifícios fazem parte! Rsrs Podem não acreditar, mas ainda sobraram quatro rótulos, um do Douro e três do Alentejo, o que me motivou a promover um novo Desafio de Vinhos de Portugal, desta feita um Alentejo x Douro com dez rótulos, provavelmente em Outubro já que o de Setembro já está em fase final de definição e logo, logo compartilharei com vocês qual será o tema.

       Desta feita contarei com o inestimável apoio de um parceiro antigo e participativo, a Kylix. Frequentemente presente nestas páginas, especialmente no Dicas da Semana com diversos eventos e ofertas de bons vinhos a bons preços. Desta feita, usando sua estrutura de eventos e wine bar, o Desafio será feito lá com a presença dos seguintes Desafiantes, agora já definidos:

Altano Reserva 2006, corte de Touriga Franca (30%) e Tinta Roriz produzido pela Symington Family, leia-se Graham’s. Conheço bem seu rótulo básico que é efetivamente uma grande compra e um Best Buy em diversas revistas internacionais, mas este me é desoconhecido. WS 88 – preço médio R$93,00  (Mistral)

Aveleda Follies Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon 2004. Um Bairrada diferenciado, sem Baga, Medalha de Ouro no maior concurso internacional de vinhos da América do Norte, o Sélections Mondiales des Vins e Bronze no Decanter World Wine Awards. WS85 – preço em média R$72,00. (Interfood).

Terras do Pó Reserva 2004, 100% Castelão produzido pela Casa Ermelinda Freitas, o segundo vinho desta premiada casa de Terras do Sado mais conhecida por seu vinho top, o Leo d’Honor.  Preço médio R$72,00. (Lusitana de Vinhos & Azeites)

Caldas Reserva 2005 de Domingo Alves de Souza, um dos melhores produtores da região do Douro, corte de; Tinta Roriz, Touriga Nacional , Tinta Barroca, Sousão e Tinta Francisca. A Revista de Vinhos deu 15,5/20 pontos a este vinho. Preço médio R$100,00. (Decanter)

Callabriga Douro 2004 , mais um representante do Douro que, em uma degustação às cegas, já o vi bater o famoso Quinta da Leda. Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, WS 87 – preço, R$93,00 (Zahil)

Ceirós Reserva 1998, produzido pela Quinta do Bucheiro, é um corte de Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional, produzido no Douro . Preço por volta de R$85,00. (BR Bebidas/ Vinhos do Douro)

Falcoaria DOC 2004, medalha de bronze no Challenge International du Vin em Bordeaux, é um corte de Castelão e Trincadeira de vinhedos com mais de 80 anos situado no CVR Tejo (Ribatejo). Preço por volta dos R$74,00 (D’Olivino)

Herdade do Esporão Reserva 2006. Mais que tradicional corte alentejano de Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon que dispensa maiores comentários e apresentações. O 2005 obteve WS89 – preço médio por volta de R$90,00. (Qualimpor)

Herdade do Pinheiro Reserva 2003, escolha pessoal minha e um dos grandes vinhos do Alentejo nesta faixa, lamentavelmente pouco conhecido por aqui. Elaborado com as castas Aragonez, Trincadeira e Touriga Nacional com 9 meses de barricas novas francesas e americanas. Best Buy da prazers da Mesa com 91 pontos, 16/20 pontos da Nova Critica, medalha de ouro no Challenge International du Vin 2007, entre uma série de outros prêmios. Sem preço, mas deve andar por volta dos R$85,00.

Quinta da Chocapalha 2005, da Estremadura, hoje CVR Lisboa, um corte de Tinta Roriz, Touriga Nacional, Castelão e Alicante Bouschet elaborado pela premiada enóloga Sandra Tavares da Silva (Pintas e Vale Dª Maria entre outros). A safra 2004 teve WS89 e 88RP – Preço por volta de R$90,00. (Vinci)

Quinta de Cabriz Reserva 2006, um clássico vinho do Dão produzido pela Dão Sul, corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz . O da safra de 2005 obteve WS89 e 16,5/20 pontos na Revista de Vinhos – Preço ao redor de R$65,00.  (Winebrands).

Quinta Mendes Pereira Garrafeira 2004, sobre o qual já teci comentários neste blog é um vinho que me encanta, produzido pela amiga Raquel Mendes Pereira, uma brasileira que produz tintos no Dão. Obteve ótimos 17 pontos na Revista de Vinhos (Portugal). Mudou de importadora recentemente e seus vinhos estão por chegar. O preço estimado é de R$95,00. (Malbec)

Reguengos Garrafeira dos Sócios 2001, um dos meus alentejanos preferidos junto com o Herdade do Pinheiro e o Cortes de Cima que, lamentavelmente não estará presente. Estilo diferente, mais tradicional, corte de Aragonês, Trincadeira e Castelão. Medalha de Ouro na Vinalies International em 2007 e Prata no International Wine & Spirits em Londres. Preço ao redor de R$80,00. (Vinhos Seleto)

+ Um vinho surpresa, porque se não perde a graça e não gosto do numeral 13!

         Por falar em vinhos e produtores portugueses, andaram por cá diversos que nos deram alguns bons rótulos a degustar. Ainda durante esta semana publicarei posts com minhas impressões e comentários. São vinhos da vibrante Filipa Pato (Casa Flora), da Herdade do Esporão e da Quinta do Crasto (Qualimpor) e da CVR Tejo. Enfim, uma série de descobertas, surpresas, confirmações e, no geral, a presença da inquestionável diversidade e qualidade dos vinhos portugueses sempre mexendo com nossas sensações e emoções, mesmo quando pelas mãos e criatividade de um australiano (?). Ao fim e ao cabo a realidade é que, se existe um mundo cosmopolita, este é a nossa vinosfera. Em breve publicarei o resultado deste embate!

Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Reflexões do Fundo do Copo – Bebericando Ensinamentos

breno3              Todos que vivem do vinho se vestem de uma autoridade impressionante para falar de tudo sobre vinho. Não me refiro apenas àquela vendedora de loja especializada, que se aproxima simpaticamente do cliente e ao se apresentar como vendedora com um largo sorriso no rosto dizendo “posso ajudar?” Todos do negócio, do motorista do caminhão que traz os produtos dos portos ao assessor para assuntos de contabilidade, todos se sentem em condições de sugerir um vinho que melhor harmoniza com determinado prato. A proximidade com bebida basta para que a pessoa faça um ar de entendido, porque ela pode citar quem é famoso e gosta de vinho, e isso gera uma aura de autoridade que impregna inclusive pessoas que sabem que pouco sabem.

            Mas não apenas os que vivem do vinho sabem dizer qual é a melhor fórmula para harmonizar. Pergunte ao seu colega aí ao lado, aquele que sempre tem alguma a dizer sobre o restaurante da hora, a loja de roupa mais quente do shopping, o happy hour mais concorrido. Ele certamente pode discursar sobre como o vinho X combina com o prato Y pelo tempo que for necessário! Porque entender de vinho e de harmonização é moda que grassa pelas terras do mundo inteiro. É universal e não é assunto restrito aos estudiosos, um pouco porque o principal da harmonização nada tem a ver com a precisão dos cientistas, mas tudo tem a ver com o mais comum dos bons sensos.

           Os entendidos aceitam duas formas de harmonia, por afinidade entre as propriedades do vinho e da comida, ou por contraste entre eles, descritas por autores de todas as origens, seguindo regras que misturam conhecimento laboratorial, histórico de harmonia e bom senso, num coquetel que aplica mais este ou mais aquele ingrediente conforme a história de cada um. José Ivan dos Santos, autor de dois livros “essenciais” de grande sucesso, publicados pela editora Senac SP e com quem dividi planos de trabalho conjunto, ensina a harmonizar igualmente por afinidade ou por contraste, no afã de reforçar determinado atributo presente no prato ou procurar no vinho uma correção a um determinado excesso, sem deixar de alertar que “não há casamentos perfeitos; o vinho e a comida não são exceção”. Faz sucesso, porque consegue agradar a todas as opiniões sem se comprometer com ninguém, ao contrário do personagem do moedor de farinha de uma fábula do La Fontaine “Le Meunier, son fils e l’Ane” que diz “é maluco quem pretende contentar, ao mesmo tempo, todo mundo e seu pai”.

          Quando dá alternativas para um lado e para o outro, quando mostra o lado incerto e paliativo das suas afirmações – que não são poucas – não afronta nenhuma certeza do consumidor, até porque não tem ele como ser autoritário em suas afirmativas… Porque afinal ele não é maluco para pretender contentar todo mundo e o pai, ao mesmo tempo, muito pelo contrário! Os harmonizadores que escrevem por ofício não devem ser crucificados por sugerir harmonia, um pouco daqui e um pouco dali: é possível respeitar a tradição regional, como os portugueses que bebem vinho tinto com bacalhau; por outro lado, que tradição seguir, se bebemos os brancos secos e ácidos, com o mesmo prato português, o peixe sem cabeça? Não se pode esquecer, é óbvio, os argumentos da untuosidade, do queijo, da madeira, do vinagre, do shoyu, da alcachofra, dos aspargos e todos os outros pretensamente definitivos…

           Tudo é mais relativo, quanto maior for o conhecimento, experiência e inteligência acumuladas nas reflexões. Parece ser o caso das que se encontra no livro oficial das academias dos Gastrônomos e da Culinária Francesa, publicado em 1971 em livro de bolso, sob o título Cozinha Francesa, Receitas clássicas de pratos tradicionais  (de onde, aliás, tirei a citação acima do La Fontaine) fica evidente a importância da tradição e do bom senso na hora de harmonizar, até porque existem fatores externos a este compromisso entre a bebida e a comida que podem influir ainda mais na escolha do vinho: o tamanho e a complexidade da refeição! Cada vinho e cada prato articulam-se uns com os outros, como músculos, nervos e ossos, uns com os da outra categoria e com os da sua própria condição. O que vem depois de uma salada… Ou melhor, o que contém a salada servida, combina com os ingredientes que compõem os pratos a seguir?

          Cabe refletir um minuto sobre a tradição e o bom senso, com os olhos no livro citado. Para a infelicidade dos conservadores, o “clássico”, que normalmente remete à tradição, foi moderno e transgressor algum dia… Antes de tornar-se clássico. E bom senso, ora, bom senso, nos dizeres de Antonio Gramsci em seus Cadernos do Cárcere, é um sentimento coletivo de um grupo social determinado, num momento da história igualmente determinada, um termômetro para saber quanto se está perto de uma nova mudança de mentalidade. Ou seja, mais uma vez, tanto o sentido da tradição e do clássico, quanto o sentido do bom senso estão em moto contínuo. Olhando de perto, quando o observador se confunde com o objeto de estudo, parecem coisas imutáveis e seguras. Olhando à distância ganham em movimento, desesperam aqueles que buscam alcançar a noção aristoteliana do “bom” como algo imutável.

          O “Cuisine Française” derruba toda a pose de gente que intenciona criar regras de casamento (mariaje) entre vinho e comida. Traduzido livremente diz logo em seu primeiro parágrafo “na verdade, não é preciso ser um grande mestre para escolher o vinho mais apropriado a um prato – servido sozinho – precedido de sopa e salada, seguido de queijo e sobremesa. Independente de grandes conhecimentos, trata-se de uma simples questão de bom senso…”. Logo depois, o tombo fica ainda maior para os cientistas e engenheiros da gastronomia definitiva “Comumente, crustáceos, peixes, vol-au-vent, quiches etc. são acompanhados de vinho branco, por esquecimento ou ignorância da principal razão desta escolha: somente o vinho branco seco pode preceder um vinho tinto sem comprometer a sua degustação!”(grifo meu)

        Ora, que beleza de ensinamento, mais do que harmonizar um prato com um vinho, o texto propõe harmonizar o vinho de agora com o vinho de daqui a pouco! Isto que é sabedoria de tirar o chapéu (se é que alguém continua usando esta peça do vestuário que algum dia cobriu as nossas ricas massas encefálicas)!. Bom senso sobre bom senso. Em dois parágrafos, dois ensinamentos que valem um livro inteiro sobre harmonização – siga o bom senso e sirva antes o vinho branco seco. Nenhuma razão é mais forte do que esta para comer entradas e pratos leves com vinhos brancos secos, por mais que estes possam ser o melhor acompanhamento líquido para os deliciosos frutos dos mares e dos rios.

      Melhor seria dizer:

  1.  recomende o óbvio quando seu conhecimento de vinho e comida for muito maior do que os que lhe pedem conselhos.
  2.  beba literalmente o que quiser quando estiver sozinho.

Beba até espumante demi-sec com feijoada, mesmo que todos os seus poros recomendem uma bela cachaça com limão espremido, seguido de um chopp em caneca de prata!

Mais um inteligente texto do amigo e colaborador, agora com participação quinzenal aos sábados, Breno Raigorodsky; 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado.

Dicas da Semana

Depois de um dia fora visitando clientes no interior, começarei estas Dicas com algumas sugestões de Boas Compras apuradas no TOUR Mistral e que em minha humilde opinião são Best Buys, informação sobre um Sale da Expand com alguns rótulos imperdíveis para quem achar (eu consegui alguns), Interfood Classics que chegou agora à tarde e outras.

Best Buys Mistral Tour – estas são algumas das Boas Compras que encontrei neste evento, obviamente só de vinhos provados. Como a tabela de preços da Mistral é dolarizada, os preços são aproximados:

  • Alamos Malbec 2007 e o Chardonnay 2008 – R$29,00
  • Altano Tinto 2006 – R$36,00
  • Pisano Rio de Los Pajaros Tannat/Syrah/Viognier 07 – R$37,00
  • Quinta da Lagoalva Castelão/Touriga Nacional 05 – R$46,00
  • Montes Selección Ltda. Cabernet/Carmenére 07 – R$46,00
  • DV Catena Malbec 2006 – R$49,00
  • Pisano RPF Tannat 06 – R$50,00
  • Rawson’s Retreat Semillon/Chardonnay 08 – R$54,00
  • DV Catena Cabernet/Malbec 2005 – R$57,00
  • Pisano RPF Petit Verdot  07 – R$57,00
  • Quinta da Lagoalva Reserva 06 – R$63,00
  • Sileni Estate Selection Chardonnay “The Lodge” 07 – R$64,00
  • Altano Biológico 07 – R$65,00
  • Quinta do Côtto 2005 – R$67,00
  • Catena Semillon Doux 2006 – R$67,00
  • Blason d’Aussiére 2005 – R$68,00
  • Prazo de Roriz DOC 06 – R$72,00
  • Montes Alpha Syrah 06 – R$80,00
  • Badia Coltobuono Chianti Classico 06 – R$89,00
  • Cygnus Nero d’Avola/Cabernet 05 – R$96,00
  • Pisano Arretxea Tannat/Petit Verdot 04 – R$105,00
  • Pombal do Vesúvio 07 – R$105,00
  • Post Scriptum 2007 – R$115,00
  • Penfolds Bin 389 – R$125,00
  • Villa di Capezzana 05 – R$125,00

 

Vinea convida para seu primeiro Wine Week. Ótima oportunidade para provar ótimos vinhos, fazer suas compras com preços camaradas e conhecer esta linda casa, caso você ainda não tenha tido esse prazer. Ligue e reserve seu dia.

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Degustação & Arte, evento anual promovido pela Maria Amélia, árdua divulgadora das coisas do vinho lá pelas bandas gaúchas, está em sua quinta edição agora no mês de Setembro. Programe-se e garanta sua reserva desde já.

Vinho e Arte 09

 

Expand, um novo Sale a toque de caixa e de tiro curto, para realinhamento de seu portfólio. Separei algumas oportunidades muito boas, umas consegui garantir e outras não, mas dependerá muito de onde você estiver. Melhor ligar logo para seu consultor de vendas na loja mais próxima. Eis os rótulos que acho um achado, mas tem bem mais coisa, inclusive ótimos vinhos top, fora de meu alcance financeiro, com descontos de 30, 40 e 50%! Coisas do tipo Quinta das Tecedeiras Touriga Nacional, Albert Bichot Vosnee-Romanée/ Chablis Grand Cru Les Vaudesirs  e Pommard, Achaval Ferrer Merlot e Cabernet Sauvignon, Taylor’s Porto Vintage 1970 entre outras preciosidades, um prato cheio para quem pode. Vale a pena garimpar e aproveitar.

  • Madeira Henrique’sFinest 5 Years – R$33,00
  • Madeira Full Rich – R$23,40
  • Quinta das Tecedeiras LBV 2001 – R$40,80
  • Rocca Del Vernaiolo 06 – R$23,40
  • Vale da Clara 06 (Douro) – R$22,80
  • Albert Bichot Brouilly 06 – R$39,00
  • Albert Bichot Pinot Noir 06 – R$47,40
  • Caliterra Tribute Chardonnay 06 – 33,00
  • Caliterra Tribute Cabernet Sauvignon 05 – R$33,00
  • Cuvée Marie- Gabrielle 03 Côtes du Roussillon– R$45,00
  • Chateau Jalousie 04 Bordeaux – R$54,60
  • Zuccardi Serie A Bonarda 06 – R$33,00
  • Cazes le Canon du Marechal Syrah/Merlot 05 – R$28,80
  • Fabre Montmayou Patagonia Infinitus Merlot 05 – R$58,80
  • De Toren Fusion V 2005 (África do Sul – WS92) – R$88,00
  • Norton Privado 03 (WS91) – R$87,50

Bons vinhos que, em função do preço, se tornam opções para um ótimo dia-a-dia e ainda parcelam as compras em três vezes para compras acima de R$450,00, valor fácil, fácil de chegar, dificil vai ser encontrar os rótulos!

 

Interfood Classics com uma promoção em cima da hora, chegou faz pouco, mas que ainda deu tempo de incluir.

Classics Express Offer

Bem, por hoje é só, as dicas não são muitas, mas são boas então aproveitem.

Salute a kanimambo pela visita.

Tour Mistral II – A Ressaca!

Tour Mistral I 001Brincadeira, se tem uma coisa que vinho não me dá é ressaca como a que costumeiramente conhecemos, até porque abasteço o tanque com bastante água. Esta ressaca é cansaço mesmo, muita coisa, muitos vinhos e o mundo não pára aqui fora, então …! Este segundo dia foi um pouco mais light, porém com maiores distrações que acabaram fazendo com que eu cometesse duas falhas; a primeira de não ter fotografado nem revisitado os vinhos da Graham´s, de novo, e a segunda de não ter feito a visita aos vinhos da Vallontano. Uma pena, mas ontem o salão estava especialmente cheio. Uma coisa legal; a primeira foto na mídia do novo espumante Vallontano Rosé, de que tanto gostei, saiu aonde, aonde? Aqui, eheheh.

           Bem, mas falemos do segundo dia e dos vinhos provados . Para começar fui visitar os estandes mais concorridos, já que cheguei cedo, da Anima Negra, Luis Pato (sim, novamente e não percam o espumante de Touriga Nacional) e Catena Zapata. Depois passei para provar os vinhos da linha mais “básica” do Castello Del Terricio, Badia a Coltibuono com seus chiantis mais acessíveis, Domaine D’Aussiéres, Quinta do Côtto, Viña Montes e uma breve passada por Penfolds, Viña Carmen e só. O resto foi muito papo com os amigos, leitores e colegas. Dois dias muito intensos e tenho que parabenizar o Ciro Lila por mais este evento e congratular a Sofia Carvalhosa pela esmerada organização.  

                Antes que fale sobre os vinhos, um comentário especifico sobre os vinhos Chilenos. Assustei-me com os teores alcoólico dos vinhos provados. Vinhos brancos com 13.5 a 14%, tintos de 14% para cima, complicado e um pouco na contramão do que o mercado começa a exigir mundialmente. Entendo as dificuldades climáticas, mas existem produtores que estão produzindo belos vinhos com teores mais civilizados. Por outro lado, quando falamos de vinhos de grande estrutura, vinhos de guarda com bastante corpo, o equilíbrio acaba sendo maior e sente-se menos a forte presença do álcool, mas nos brancos e nos vinhos de menor estrutura para consumo mais imediato, acho algo difícil de digerir. Enfim, o que fazer não sei, mas que algo precisa mudar, lá isso precisa. Pelo menos esta é minha opinião e tenho visto que o mercado caminha fortemente nessa direção.

  • Tour Mistral II 013Penfolds, um dos principais produtores australianos, que elabora o ícone Penfolds Granje, e a sempre simpática presença de Carlos Rodriguez, seu diretor comercial . Fazem parte do grupo empresarial, também a Wynns e a Coldstream Hills . Passei quase no final, e poucos rótulos provei, mas gostei do Coldstream Hills Pinot 2006 que necessita de um pouco mais de tempo em garrafa, do Wynns Coonawarra Shiraz 2006, Rawson´s Retreat Semillon/Chardonnay 2008 e o incrível BIN 389 Cabernet/Shiraz que acho um baita vinho. Muito rico, equilibrado e vibrante na boca, é um vinho que sedus e encanta com sua exuberância e elegância. Um dos meus favoritos!
  • Anima Negra, o produtor de Mallorca que se tornou algo “Cult” em nossa vinosfera tupiniquim, produzindo bons vinhos elaborados com uvas autóctones da ilha. Iniciamos pelo interessante branco Quibia, produzido com Premsal e Callet resultando num vinho muito aromático, balanceado e fresco com boa acidez e um final algo salgado. AN2 de 2005, o primeiro tinto, elaborado com 65% Callet, 20% Mantonegre-Fogoneu, 15% Syrah, é muito agradável, saboroso, equilibrado e sedoso, mas o que mais gostei foi do AN 2005, seu vinho principal elaborado quase que só com Callet, que apresenta maior complexidade  e volume, terminando com uma mineralidade cativante. Ainda possui mais um rótulo top, que vi que chegou quase ao final, o Son Negre que só se produz em safras muito especiais, mas que não tive oportunidade de provar. Cá entre nós, achei bons, mas pelo marketing e expectativa criada, esperava mais. Aqui vai uma sugestão aos amigos do Rio, de BH, Brasilia e Curitiba, provem estes vinhos e depois coloquem aqui suas impressões.
  • Catena Zapata, difícil falar desse que é o principal produtor argentino com bons vinhos, dos básicos aos Tour Mistral II 002grandes néctares, que primam pela elegância. Revi o bom Angelica Zapata Chardonnay 2004 que acho que começa a cansar, preferiria uma safra mais nova e fresca, e esqueci de provar o Catena Chardonnay 2007! Dos tintos; o bom Catena Malbec 2006 sedoso e de taninos doces, o DV Catena Cabernet / Malbec 2005, um vinho muito equilibrado, macio e sedutor; o muito bom Catena Alta Cabernet Sauvignon 2005, mas rever o Estiba Reservada 2004 (100% Cabernet Sauvignon de três vinhedos de altitudes diferentes) é sempre uma festa para o palato e um sopro revigorante para a alma. Para mim, um dos Tour Mistral II 003melhores vinhos argentinos mostrando que lá, também se podem produzir grandes vinhos de muita elegância e refinamento sem exageros de álcool, neste caso 14%.  Produzem umas 800 a 1000 cxs (12) por ano que ficam básicamente na Argentina e por aqui. Outro privilégio, provar o Catena Zapata Adrianna Vineyard Malbec (100%) dos quais se produzem meras 300 cxs anuais, quando a safra assim o permite, um outro baita vinho. Para finalizar, Catena Semillon Doux 2006, uma verdadeira maravilha elaborado no estilo de sauterne com uvas botritizadas que, ainda por cima, está com um preço muito bom!
  • Castel Del Terricio, onde tinha ficado de retornar para conhecer seus vinhos mais “básicos”. Gostei muito do Tassinais 2004,  corte Cabernet Sauvignon com Merlot, muito redondo, cremoso com ótima textura, saborosissímo com um final longo e aveludado, o melhor custo x beneficio deste produtor.
  • Tour Mistral II 012Badia a Caltibuono, produtor tradicional de vinhos de Chianti que começa por um rótulo de entrada muito saboroso, corte de Sangiovese com Syrah, o Cancelli 2006. O Chianti Cetamurra 2006 corte de Sangiovese e Canaiolo, é um vinho bem típico e gostoso,; Chianto Classico Riserva 2005 um vinho ainda duro, fechado (2 anos de madeira), mas de grande potencial; Sangioveto 2004 um baita vinho de grande estrutura, e o vinho que mais me agradou, mostrando todas as benesses da safra , o Chianti Classico 2006 muito sedoso, rico e sedutor.
  • Domaine d’Aussiere, da região de Corbiére, Languedoc. O A d’Aussiére, que hoje se chama Blason d’Aussiére 2005, sempre foi um dos meus vinhos preferidos da região em especial por sua boa relação custo x beneficio, um vinho muito saboroso e fácil de agradar. O topo de gama é o Chateau d’Aussiéres 2005 que é um vinho refinado, cremoso, taninos sedosos, redondo e absolutamente cativante, de muita elegância e um final algo mineral. Este é para provar e comprar!
  • Tour Mistral II 007Quinta do Côtto, onde conheci seu simpático diretor, Vasco Coutinho. O branco Paço de Teixeiró, elaborado com as uvas Loureiro e Avesso, é muito saboroso, fresco e balanceado e dos tintos; o Quinta do Côtto 2005, corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, é muito harmônico, rico e macio, com taninos finos já equacionados e o estupendo Quinta do Côtto Grande Escolha 2001, corte de Touriga Nacional e Tinta Roriz, um vinho de grande categoria e fino com civilizados 13% de teor alcoólico. Complexo, sedoso, um Tour Mistral II 006vinho para apreciar com calma e sem moderação depois de decantado por uma ou duas horas para melhor aproveitar toda a sua exuberância. Só produzido em anos excepcionais, o próximo será o de 2007. Estupendo vinho que já entrou na minha, enorme, wish list!
  • Viña Montes, vinícola de renome que dispensa apresentaçãoes em nosso mercado produzindo alguns vinhos dos quais sou fã, como o Montes Alpha Syrah e o selección Limitada Cabernet/Carmenére . Me assustei com os teores de álcool bastante altos, especialmente em sua gama de vinhos de entrada o que dificulta na boca, em especial nos brancos. Gostei bastante do Rosé Cherub 2008 elaborado com 100% de Syrah, aromas sedutores que encanta na boca com enorme frescor, Montes Alpha Pinot 2007 do Vale de Leyda, equilibrado, boa fruta e de boa tipicidade, mas foram os grandes Purple Angel e Montes M que acabaram por me seduzir e, devido ao corpo dos dois, encaixam melhor o alto teor alcoólico que aqui não se sente. Vinhos muito saborosos, encorpados, mas sem perder o refinamento num final de boca muito elegante e complexo. Dois baita vinhos.
  • Luis Pato, já comentei ontem porém revisitei para provar o novo espumante de Touriga Nacional, que está muito bom, e aproveitei dei um tapa no Vinhas Velhas e no Vinha Barrosa. Bão demais da conta sô! Com as fotos dos vinhos deste grande mestre e personagem raro, eu dou como finalizados meus comentários sobre este magnifico evento. Espero que estes posts possam lhe ser úteis, especialmente ao amigo das outras cidades por onde o TOUR , um verdadeiro playground etinerante para os amantes do vinho, passará. Eu me diverti á bessa, mas como sempre, ficou gente de fora que eu adoraria ter visitado. Enfim, nunca dá para tudo, salute e kanimambo!

Tour Mistral II 010

 

TOUR Mistral – Direto do Front

Tour Mistral I 001Ontem foi o primeiro dia e, como sempre, comecei pela Graham´s. Não, não é só por seus ótimos vinhos tranqüilos, entre os melhores de Portugal, ou por seus Vinhos do Porto, mas é a forma sempre simpática que o amigo João Machete Pereira nos recebe. Depois dei uma geral visitando produtores que desconhecia como Sileni Estates da Nova Zelândia, Castello Del Terriccio, Masi, Tenuta di Capezzana e Tasca D’Almerita vinícolas italianas. Ainda tive oportunidade de rever os deliciosos vinhos do Luis Pato, Pisano e da Quinta da Lagoalva de quem tive oportunidade de conhecer alguns rótulos quando de minha recente viagem a Portugal, assim como aproveitado para trocar umas idéias com o Luis Henrique Zanini sobre o “Maledetto” enquanto provava seu gostoso espumante Vallontano Rosé, um lançamento. Para finalizar, uma passagem pelas famosas grappas da Nonino com a simpática e bela presença de Elisabeta Nonino e sobrinha, uma experiência sensorial diferente, da grappas obviamente. Hoje já tenho em mira algumas outras vinícolas como; Catena Zapata, Domaine Aussiéres, Quinta do Cotto e Anima Negra entre outros. Desses falo amanhã.

  • Vallontano – enquanto discutíamos essa atrocidade, ou “maledetto” como o chamo, do selo fiscal, provei seuTour Mistral I 005 mais novo lançamento que é o Espumante Brut Rosé, eu que gosto de rosés, mas normalmente não me encanto com a versão espumante, tenho que reconhecer que estamos diante de um rótulo muito saboroso e fresco que me surpreendeu muito positivamente. Hoje volto para provar os vinhos tranqüilos.
  • Graham´s,  me empolguei tanto que até esqueci de bater uma foto, o que farei hoje quando for provar os Vinhos do Porto. Dizer o quê destes vinhos sempre muito bons e de renome internacional? O Altano é um Best Buy em qualquer lugar do mundo, o novo Altano Biológico 2007 por cerca de R$65,00 é uma estupenda compra, o Prazo de Roriz 2006 um saboroso achado, o Post Scriptum um estupendo “segundo” vinho do fantástico Chryseia  e os  novos Pombal Vesúvio e o Quinta do Vesúvio, duas obras primas que ainda darão muito o que falar e sobre os quais já tinha cantado a bola em 17 de Junho de 2008. Imperdível a visita a este estande!
  • Quinta da Lagoalva, uma vinícola da região do Ribatejo (hoje CVR Tejo) que vem produzindo alguns ótimos Tour Mistral I 002vinhos com os quais tive o primeiro contato em Abril último. Seu Castelão/Touriga Nacional é um achado que, com o fortalecimento do Real, o deixa também muito competitivo. Vinho fácil de gostar, saboroso e sedoso na boca, mas tem mais, como pude descobrir nesta visita. Eu que não chegado nos vinhos com forte presença da uva Alfrocheiro, tive que me render a seu Lagoalva de Cima Alfrocheiro 2006 absolutamente sedodo e muito rico, assim como a sua versão em Syrah, uma surpresa. Seu melhor custo x beneficio, no entanto, é o Quinta da Lagoalva Reserva, um delicioso corte de Syrah/Cabernet Sauvignon e Alfrocheiro que custa algo próximo a 65 Reais. Fomos apresentados também, a uma nova cria do Diogo Campilho, um Late Harvest de Gewurztraminer Botritizada cortada com Riesling congelada, gerando um um vinho muito complexo que terá uma produção muito pequena em torno de umas 2.000 garrafas. Tudo isso ali, do lado do Rio Tejo. Inovação e criatividade deste jovem enólogo.
  • Pisano, reconhecidamente um dos melhore produtores Uruguaios e a sempre simpática e charmosa presença de Tour Mistral I 009Fabiana Bracco. Um de seus vinhos, o Arretxea Tannat/Petit Verdot 2004, um vinho de grande estrutura e de uma riqueza e complexidade ímpares, foi um dos que listei nos meus TOP 50 vinhos provados ultimamente, uma homenagem que fiz na celebração da qüinquagésima edição do Planeta Morumbi, vinho para curtir hoje acompanhando pratos fortes, mas com pelo menos mais dez anos de vida! Muito bons e de ótimos preços seus Cisplatino Torrontés, Rio de Los Pajaros Tannat/Syrah/Viognier e seus sempre constantes e muito saborosos RPF Syrah, RPF Tannat e agora o Petit Verdot que deve ficar dos deuses acompanhando um tradicional cordeiro uruguaio. Muito bom, também, o Fabula Late Harvest provado.
  • Castello Del Terriccio, provei dois vinhos espetaculares o Lupicaia 2004, corte de Cabernet Sauvignon com Tour Mistral I 010Merlot que ainda é uma criança e o meu preferido, Castello Del Terricio 2004, por sua complexidade e inusitado corte de Syrah/Mouvédre e Petit Verdot, um vinho muito longo que persiste na memória mesmo após quase 12 horas e oito de sono . Não são baratos, custam uma bela nota, mas são excepcionais. Hoje pretendo provar seus vinhos mais acessíveis. Grandes vinhos!
  • Sileni Estates, um produtor da Nova Zelândia que nos visita, algo não muito comum, apresentando alguns de seus bons vinhos. O país e a vinícola são famosos por seus Sauvignon Blancs e Pinots. Para o meu gosto, excelentes o Chardonnay “The Lodge” que por volta de R$65,00 é um dos achados deste evento, e o Pinot Noir “The Plateau”. Dois vinhos que valem ser conhecidos.
  • Luis Pato, falar do mestre dos vinhos da Bairrada e seus vinhos é pura redundância, mas deixar de provar o Vinhas Velhas e o Vinha Barrosa (outro que está em meus TOP 50) é crime de lesa pátria a ser punido exemplarmente! Vinhos divinos, extremamente saborosos, equilibrados mostrando que se podem fazer grandes vinhos sem exageros no teor de álcool. Provavelmente retorno hoje, até porque a “carne é fraca”! O difícil é conseguir acesso ao estande, um dos mais procurados junto com o Anima Negra.
  • Tour Mistral I 006Tasca D’Almerita, da Sicilia tendo eu já recomendado seu Regalealli Nero D’Avola em meu post sobre esta uva no último Sábado. Agora conheci seus outros vinhos e o Regalealli, apesar de bom, fica ofuscado pelo muito bom Cygnus um corte de Nero com Cabernet Sauvignon e pelo saborosissímo Rosso Del Conte outro 100%  Nero d’Avola que me impressionaram muito. Seu Cabernet Sauvignon é excelente, mas talvez um pouco caro e tendo a me emocionar mais com as “autóctones”.
  • Tenuta di Capezzana, de Carmignano (linda cidade medieval que tive oportunidade de conhecer há uns 15 anos atrás), apresenta alguns vinhos muito saborosos a começar por seu branco Trebbiano, um baita vinho. Nos tintos começa-se pelo “básico” Barco Reale 2006, mas me encantei mesmo foi com o Villa de Capezzana Carmignano 2005, um delicioso e harmônico corte de cerca de 80% de Sangiovese com Cabernet Sauvignon que me seduziu. Outro longo, muito longo!
  • Grappa de Nonino, não sou muito chegado em destilados, já fui mais, mas gosto de ocasionalmente tomar uma aguardente  portuguesa, está no sangue, tanto batizando o meu café como tomando um cálice bem geladinho vez por outra, neste caso da envelhecida.  As grappas, que desconhecia, possuem basicamente o mesmo estilo e me Tour Mistral I 004identifiquei fácilmente. Provei todas, mas me encantei mesmo com duas, uma que é elaborada somente com uvas brancas gerando aromas cativantes e uma maciez na boca muito gostosa, a envelhecida (para quem conhece, faz lembrar muito as aguardentes velhas portuguesas) que foi muito bem acompanhada por um saboroso pedaço de chocolate  e a terceira é algo totalmente diferente e encantador, é a Amaro Nonino Quintessentia Infuso di Erbe Alpine. È quase como um licor, uma infusão de ervas com uma parte de grappa com um teor alcoólico de 35%, muito saboroso podendo ser servido gelado com uma rodela de laranja (pelo menos foi o que entendi). Eu gostei muito e recomendo uma visita. Aliás, minha sugestão é começar por aqui, depois limpar a boca e o palato comendo algo e tomando bastante água para encarar todas as tentações pela frente. Enquanto isso, visite o site (use o link acima) e conheça um pouco mais sobre esta empresa mais que centenária, responsável por uma reviravolta de conceito desta tipica bebida italiana.

Salute, kanimambo e Bon Voyage por este belo tour.

Amanhã tem mais.

São Paulo Restaurant Week tem Foco na França

Restaurant WeekPara começar a semana já vos deixando com àgua na boca, eis uma dica imperdível de um evento que está por vir. Estamos quase chegando no quinto Restaurant Week, um evento que começa a se tornar uma marca na cidade que é internacionalmente  reconhecida como uma das principais capitais mundiais da gastronomia, São Paulo. Os restaurantes preparam menus diferenciados com entrada, prato principal e sobremesa pelo preço fixo de R$ 27,50 + 1 (almoço) e R$ 39 + 1 (jantar) sendo que o couvert e bebidas não estão incluídos. O real acrescido à conta, será destinado para a Fundação Ação Criança que já recebeu em torno de 150 mil reais em doações nas 4 edições do evento em São Paulo.  Como sugestão para a próxima edição, que tal subir para R$2,00, aumentando a transferência de recursos para a fundação, e desta forma levantar mais fundos sem onerar em demasia ninguém? Outra dica para os organisadores, que tal incluir um A.V. (Amigos do Vinho) ao lado dos restaurantes que ofereçam opção de taça de vinho (a preços também civilizados) harmonizando com os pratos do cardápio especial? Só uma sugestão que, acredito, atrairá ainda mais gente para conhecer esses bons restaurantes, haja visto o resultado preliminar da enquete deste mês aqui do lado.

            Desta feita, os restaurantes devem recriar pratos franceses ou colocar inspirações francesas nas suas próprias culinárias, prestando uma saborosa homenagem à França, todavia não é regra.  A lista de restaurantes participantes aumentou muito esse ano, devendo fechar com um número acima dos 200 participantes. Alguns participam desde a primeira edição, como El Patio, Govinda, La Marie, Obá. Alguns que aderiram na última edição voltam animados para a segunda experiência como o Arábia, Tandoor, Marcel, Picchi e Mercearia do Francês.  A edição de SP- França contará com a adesão de restaurantes concorridos da cidade a maioria pouco acessível à maioria. São restaurantes do porte de Brasil à Gosto, o Le Buteque, Antiquarius , La Brasserie Erik Jaquim, Rosmarino e Porto Rubayat entre outros. Que tal aproveitar e conferir do porquê de tanta fama?

              Eu posso enumerar pelos menos uns dez imperdíveis e outros tantos de dar água na boca só de pensar, mas a lista está repleta de ótimas opções! É uma semana de 14 dias, coisas do marketing, o que permitirá que se possa esperar um número recorde de refeições servidas.Lembrando, existem restaurantes que participam só com almoço, outros só com jantar e há aqueles que jogam nas duas, então não deixe de checar antes. Se  quiser se programar, consulte a lista dos restaurantes participantes no site – http://www.restaurantweek.com.br/default.asp?id=1&b=sp.jpg – ou aproveite estas três dicas que dou abaixo. Eu, certamente, estarei presente nas três!

La Marie, o gostoso e simpático restaurante do Chef Edson Di Fonzo, veio com um cardápio irresistível, sofisticado e arrasador.  Mais, os amantes do vinho estão bem servidos aqui. Bons vinhos com preços honestos, recomendo.

Almoço: SPRW La Marie pato

  • Entrada – Salada Verde com Coquilles Saint-Jacques
  • Prato Principal – Magret de Cannard a Provence (pato c/molho de vinho, batatas gratinadas e cebola confit)
  • Sobremesa – Mousse de Morango

Jantar:SPRW la Marie lagosta

  • Entrada – Quiche de Legumes com Salada
  • Prato Principal – Lagosta ao Molho Champanhe (arroz ao alho poró e ratatouille)
  • Sobremesa  – Creme de Côco

(Opção almoço e jantar: Salmão ao molho de vinho branco)

 

Antiquarius, um dos melhores restaurantes em São Paulo e um ícone da gastronomia portuguesa no Brasil. Produz diversas iguarias das quais você poderá curtir algumas por um preço camarada durante este evento. Só no almoço:SPRW-ANTIQUARIUS 01

BOAS VINDAS – Cesta de torradas, manteiga, patê de berinjela e patê português.

  • Entrada – Tijelinha de Bacalhau à moda do Convento ou Caldo Verde
  • Prato Principal – Arroz de Cordeiro ou Bacalhau à Antiquarius
  • Sobremesa – Siricaia ou Mouse de Chocolate

 

Felix Bistrot do renomado Chef  Alain Uzan que está radicado no Brasil há dez anos, trata de nos deliciar com diversos e criativos pratos da alta gastronomia francesa aliada a ingredientes tipicamentes brasileiros. Numa casa e recanto bucólico da Granja Viana, uma ótima opção para um passeio diferente onde você pode jantar ao lado da piscina ou no charmoso salão.

 Almoço:

  • Entrada – Salade Dijon – Salade Verte Vinaigrette de Dijon ou Salade Niçoise (Azeitona Preta,Ovos, Atum, SPRW - FELIX BISTROT02Vagem e Alface) ao molho de Mostarda Dijon
  • Prato Principal – Roulé de Filet de Boeuf sauce Roti (Rocambole de Filé Mignon com Espinafre e Funghi ao molho Roti, acompanha Batata Sautée) ou Ravióli de Brie Sauce a La Sauge  (Ravioli de Brie ao molho de Sálvia )
  • Sobremesa – Mille Feuilles de Mousse au Chocolat  ou Crepes aux Fruits Frais (Crepe com Frutas da Estação)

Jantar:

  • Entrada Crepes aux Poireaux  (Crepe de Alho Poro) ou Quiche Loraine SPRW - FELIX BISTROT  01
  • Prato Principal – Boeuf Bourguignonne  (Picadinho de Mignon ao Vinho Tinto) com Legumes ou Saumon sur Jardiniere de Legumes sauce Passion (Salmão na cama de Legumes e Molho de Maracujá)
  • Sobremesa – Petite Tarte a La Poire  

 

Bon apetit, salute e kanimambo. Nos vemos amanhã com noticias direto do front, desta vez da Mistral Tour – Day One.