João Filipe Clemente

Derrotados na Bola, Vencedores no Vinho + Um Kit Caixa Cheia!

               É, estes e mais alguns bons de bola já saíram da copa e, dentro de uma sociedade cada vez mais competitiva somente o que importa é o caneco! Acho sacanagem e exagero, até porque chegar á copa do mundo já é uma batalha e tanto com cada um dos participantes devendo ser considerados vencedores, mas enfim, nos dobremos á maioria. Agora, no vinho, aí não existem duvidas sobre como estes dois países se destacam como produtores de qualidade, verdadeiros campeões de nossa vinosfera, Portugal e Austrália.

          Dois estilos diferentes, cada um com sua história, um do Velho Mundo com repentes de Novo Mundo enquanto o outro é puro Novo Mundo. Um prima pelos vinhos elaborados com uvas autóctones e blends, o outro é o campeão do varietal e, especialmente, dos vinho com Syrah, cepa originária do Rhône, mas que fez a fama do país, porém inova com o cultivo de uma quantidade enorme de cepas internacionais. Para conhecer essa diversidade e descobrir essas diferenças, bolei esta segunda promoção Caixa Cheia (1 garrafa de cada = 6 gfs) disponível somente na Vino & Sapore. Três vinhos australianos de qualidade reconhecida e três portugueses de prima, por um preço para lá de especial que não mais será visto no mercado. É agora ou nunca e para somente, repito, somente DEZ KITS.

Para representar a Austrália, a escolha recaiu sobre um único produtor com três diferentes rótulos, hoje quase inexistentes no mercado brasileiro sendo estas algumas das poucas garrafas ainda disponíveis. É a Kangarilla Road localizada em McLaren Valley,  no Sul da Austrália, fundada em 1997 por Kevin e Helen O´Brien. Kevin é enólogo, com uma experiência de mais de 20 anos na indústria do vinho, sendo 12 deles como gerente geral de vinícolas e 2 anos como gerente internacional do Conselho de Exportação do Vinho Australiano. Helen é artista plástica, e responsável pela criação dos rótulos dos vinhos. De suas experiências, Kevin e Helen adquiriram em 1997 uma propriedade com vinhedos antigos de shiraz e cabernet sauvignon no McLaren Valley. Os vinhos feitos por eles refletem suas preferências pessoais: bem feitos, distintos, interessantes, e com uma elegância e intensidade raros. Segundo os O’Brien, “McLaren Vale é a melhor região da Austrália para conseguir o estilo de vinho que querem produzir. Estes vinhedos, que foram originalmente plantados em 1975, oferecem 30 acres de videiras maduras, que contribuem para o caráter tão típico do McLaren Valley”.

São três tintos que estão sempre em destaque: Kangarilla Road Shiraz, Kangarilla Road Zinfandel e Kangarilla Road Shiraz-Viognier. Robert Parker é um entusiasta da vinícola, e na safra 2003, a menor nota conferida a seus vinhos foi 90 pontos. Segundo ele, é uma de suas Vinícolas preferidas!

Kangarilla Road Zinfandel 2004 – O Zinfandel 2004 é o resultado da administração extensiva dada ao vinhedo. Técnicas empregadas no aparamento das folhas e a poda dos cachos, durante a estação do crescimento, permitiram aprimorar melhor o fruto. As uvas foram colhidas em Abril e fermentadas em tradicionais barricas abertas. O vinho foi amadurecido por 14 meses em barricas de carvalho francês. A Austrália não é conhecida pela Zinfandel, mas os vinhedos antigos da Kangarilla Road produzem um vinho de extrema elegância e caráter. Aromas de frutas pretas e pimenta branca. Vinho intenso, rico com notas de frutos maduros e secos, com final longo, especiado e equilibrado. Como harmonização o produtor sugere acompanhar o vinho com pato assado, carnes ao molho curry e pratos condimentados em geral. De taninos sedosos e macios, um vinho que prima pelo equilíbrio e está no ponto para ser apreciado. Principais notas da imprensa especializada; 89 Pontos Robert Parker e 87 Pontos Wine Spectator (03). Na loja, R$100,00.

Kangarilla Road Shiraz 2005. O objetivo primordial da Kangarilla Road é produzir vinhos que mostrem todo o caráter do terroir de McLaren Vale, isto é, vinhos com aromas de especiarias, ameixas e frutas pretas. O carvalho é utilizado de maneira a integrar todas essas características, e nunca para sobrepujar as deliciosas notas que vem dos vinhedos. Este vinho combina uvas de vinhedos próprios com baixíssimo rendimento e também uvas dos vizinhos imediatos. Após a fermentação, o vinho foi maturado por 14 meses em barricas francesas e americanas, sendo 25% novas e 75% usadas. É um vinho que está pronto para beber já, mas vai envelhecer muito bem até 2025. O produtor sugere harmonizar com  carnes vermelhas, sendo que carré de Cordeiro e caças em geral ficam excelentes. Robert Parker sugere um ossobuco ou um Rib-Eye suculento. Paulo Queiroz, autor do excelente blog Nossos Vinhos provou e teceu os seguintes comentários;  “Esse Shiraz ou Syrah é um vinho muito rico, um tanto com aromas de especiarias e carvalho tostado. Na boca traz cereja, baunilha, chocolate e café, O que mais impressiona é que o vinho é picante, com taninos bastante potentes”.  A imprensa especializada Le deu as seguintes notas; 90 Pontos Robert Parker / 89 Pontos Wine Spectator /  Avaliação de “Ótima Compra” pelo Guia de Vinhos Gula Edição 2007 e 92 Pontos pela Revista Adega. Na loja, se chegar lá, estará por R$110,00

Kangarilla Road Shiraz/Viognier 2005. O famoso blend da região de Côte-Rotie no Rhône francês, também dá suas caras por aqui e este rótulo em especial, obteve 90 Pontos Wine Spectator e 91 de Robert Parker. Mostram frutas intensas e excelentes balanço de acidez. Como todos os anos ímpares, a safra de 2005 será lembrada como uma das grandes. As uvas Shiraz e Viognier foram fermentadas em barris aberto. O vinho foi pressionado delicadamente e envelhecido por 14 meses em barricas francesas novas. O Shiraz deste vinhedo mostra especiarias aromáticas, amoras vermelhas, com intenso retrogosto e uma presença abundante de taninos aveludados num corpo bastante estruturado. O Viognier do vinhedo de McLaren Flat, que compõe 8% do blend, produz compostos aromáticos com notas cítricas. No olfato,  notas cítricas de laranjas seguidas por uma mistura picante e frutas negrass. O paladar é intenso com uma maravilhosa explosão de especiarias, integrado com carvalho, tudo combinando maravilhosamente com os taninos suaves. Por sua estrutura, aceita muito bem carnes condimentadas, como carré de Cordeiro e caças em geral. Preço na loja, R$125,00

Para representar Portugal, uma seleção escalada por mim com vinhos de muita qualidade que realmente me seduziram, cada um ao seu modo, mostrando bem as diversas nuances regionais em vinhos muito diferentes entre si.

Herdade Paço do Conde Reserva 2005, um alentejano de fibra que mostra que a idade faz diferença nestes vinhos. Participou de um dos meus mais saborosos Desafios de Vinho, tendo mostrado uma paleta olfativa complexa e de boa intensidade em que se destaca a fruta madura, nota lácteas e algo adocicado. Na boca encanta ao primeiro gole, mostrando bom volume, taninos aveludados, redondo, pleno de sabor com frutas e especiarias inebriando o palato num conjunto muito equilibrado e muito apetitoso com um final algo mineral de boa persistência. Veio com um belo “palmarés” e confirmou que era um sério candidato a levar o premio individual de melhor Vinho da Noite. Destaque especial para o design de garrafa e rótulo que dignificam o vinho. Obteve a média de 87,75 pontos nesse embate de vinhos Alentejo x Douro. Um vinho que está no mercado por volta dos R$120,00.

Quinta Mendes Pereira  Reserva Touriga Nacional 2006, a uva ícone de Portugal, que no Dão mostra toda a sua pujança e complexidade, produzida pela brasileira Raquel Mendes Pereira. A Revista de Vinhos portuguesa, uma das principais do país, comenta; “Alguma austeridade com leve nota química e fruto sóbrio silvestre. Bem na prova de boca, corpo cheio, muito bom equilíbrio geral, taninos firmes e bem doseados e um final fresco e apimentado. Um tinto com boa aptidão”  tendo-lhe dado 16 pontos sobre 20. Para o meu gosto, o vinho está pronto a beber, mas pode melhorar ainda mais com algum tempo em garrafa ou uma passagem pelo decanter. Um belo vinho que agrada sobremaneira e dignifica os monocastas (varietais) elaboradas com esta marcante cepa. Preço na loja estará por R$98,00.

Quinta do Valle Longo Reserva 2004, um vinho pouco conhecido por aqui, mas um Douro que farei questão de ter na prateleira. Blend tradicional duriense com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, esta quinta pertence ao grupo Vallegre, famoso por seus bons Portos. Como diz meu amigo Pingus do blog Pingas no Copo lá de Alcochete em Portugal; “Um tinto do Douro em que a fruta madura aparentemente não reina. Não dita as regras. A aposta foi feita em aromas silvestres, balsâmicos e minerais. Fetos, musgo, esteva e um rasgo a frutos secos completam e terminam a demonstração. Senti uma ponta de rusticidade que fazia lembrar pedra, lagar de granito, lasca. Conferiu-lhe personalidade. Na boca, elegante, com um nível de acidez muito correcto, proporcionando saudável frescura. Essencialmente um vinho equilibrado, cordato no trato e sem necessitar de grandes técnicas, cuidados na prova. É um bom exemplo de mais um vinho do Douro que fugiu da força, do exagero”. De produção limitada a pouco mais de 9.000 garrafas no ano, é mais um achado que merece um destaque especial. Preço de prateleira, R$100,00.

                 Em condições normais, uma caixa com uma garrafa cada desses vinhos, considerando-se os preços de prateleira já mencionados, sairia por R$653,00. É, repito, SAIRIA porque nesta promoção de Caixa Cheia, dei-lhe uma tesourada e tanto ficando o preço em R$477,00, ou seja 27% de desconto sobre o preço cheio, nada mau, né? Nem Felipe Melo conseguiria tanto, rsrs, é para não se perder esta limitadíssima oferta que certamente acabará rapidamente. Lembrando que a oferta é limitada ressalto que, desculpem amigos mas ainda não tenho um esquema de logística adequado montado, as entregas faço pessoalmente então a área de entrega fica restrita aos amigos da região Oeste de São Paulo, Embu, Alphaville, Taboão da Serra, Granja Viana e Cotia, mas não custa me contatar pois já fiz entregas no Ipiranga. Se tiver interesse entre logo em contato com comercial@vinoesapore.com.br para maiores informações, garanta a sua Caixa Cheia e ajude o Joãozinho a comprar o leite e fraldas do netinho! Eheh

Salute e kanimambo.

PS. Falei que eram poucos e quem se interessasse tinha que correr, pois bem, já garanti o leite e fraldas do netinho por algum tempo, rs,  ESGOTOU!! Que beleza, obrigado aos amigos que tão rapidamente levaram os KITS, sobraram só algumas garrafas dos australianos, espero que seja de vosso agrado e espero receber um feedback aqui no blog. Em breve disponiblizarei um KIT diferente para quem tenha ficado na vontade. Kanimambo! (09/07/2010)

Dicas da Semana

          Semana sem muita inspiração e já vimos que sem ela fica difícil né? De qualquer forma tenho aqui algumas dicas interessantes para você conferir. São poucas, mas são muito boas!

Quinta de Jazz no Villa, os amigos Denise e Armando lembram que suas noites de Jazz às Quintas seguem aquecendo o frio das noites no Morumbi. Boas pizzas, bons vinhos, boa música, só falta a boa companhia.

Agosto em Mendoza. Vai fazer o quê nas férias? Eis aqui uma boa opção, partir para a Argentina na companhia da enóloga Maria Amália, veja abaixo e contate-a para maiores detalhes.

Al Kebab, verdadeira tentação. mais recente moda gastronômica da cidade são os Kebabs, um sanduíche enrolado em um finíssimo pão folha (ou pitta, ou sírio) de origem milenar e bastante consumido em países como Líbano, Turquia, Síria, Marrocos e Grécia, cujo hábito foi exportado para toda a Europa. Inaugurado em fevereiro deste ano, o Al Kebab é um charmoso restaurante cujos saborosos kebabs prometem causar impacto.  A casa é a primeira desse ramo a se instalar na Vila Madalena e visa atender a um público diversificado que deseja uma refeição saborosa, prática e de preço acessível.  “A região tem uma grande demanda de refeições de qualidade, com preços atraentes e que possam ser servidas rapidamente”, comenta o sócio Marco Paradela. A casa pertence a cinco sócios amigos que curtiram essas iguarias em viagens e observaram o hábito nestes países de se trocar o almoço por um kebab, estranhando que esse tipo de refeição ainda não tivesse chegado ao Brasil.

                Agora no inverno, nada melhor do que degustar pratos quentes e com um paladar diferenciado. O Al Kebab oferece opções quentinhas e muito saborosas para esta estação do ano. A cada dia da semana, a casa oferece dois tipos de sopa: a árabe Al Kebab (R$ 10,90 – cumbuca), receita com coalhada fresca, patinho, cebola e temperos, para quem deseja experimentar algo original e bem típico desta cultura. Há também a sopa do dia que pode ser de lentilha, mandioquinha, cebola, feijão branco, entre outras, variando diariamente (R$ 11,50 – cumbuca). Para adoçar o paladar após a refeição, a casa sugere as novas atrações: os Kebabs Doces que chegam quentinhos à mesa. Nos sabores “Banana com Nutella” e “Doce de Leite com Coco”, as duas sobremesas são criações originais do Al Kebab, usando o pão folha dos kebabs salgados, mas com recheios doces. (R$ 10,50).

Noites Enogastronomicas na Vinea – Todos sabem de meu apreço por esta importadora, pelas pessoas que nela trabalham, por seus vinhos e pelo local maravilhoso. Agora no inverno, do lado de uma lareira acesa num jardim temático lindíssimo, um programa a dois ou em grupo imperdível. Veja a programação:

             Todas as semanas, de terça a quinta, o Espaço Gourmet da importadora Vinea abre suas portas e oferece oportunidade para uma experiência no mundo do vinho. Os melhores chefs de São Paulo assumem o comando das Noites Enogastronômicas e apresentam um prato de seu repertório para ser harmonizado com vinhos que podem ser indicados pelo sommelier da casa ou escolhidos pelo próprio cliente nas prateleiras da loja.

           As noites de terça são comandadas pelo chef Chiquinho da própria Vinea, que prepara sempre um risoto especial. Quartas são as Noites do Chef enquanto as quintas, comandadas sempre por mulheres, são as Noites dA Chef. Os pratos dos chefs das quartas e quintas são comercializados por R$ 35 e os risotos das terças por R$ 25.

Terças do risoto, Chef Chiquinho (Vinea) prata da casa que comanda a cozinha do espaço enogastronômico da Vinea e todas as terças-feiras recebe os clientes com um risoto especial.

Cardápio:

  • 6/jul – Caldo verde de entrada e risoto Gomes de Sá (bacalhau com batatas)
  • 13/jul – Creme de batatas de entrada e risoto toscano (calabresa defumada com abobrinhas)
  • 20/jul – Consomê cremoso ao parmesão de entrada e risoto funghi
  • 27/jul – Creme de palmitos de entrada e risoto de carne seca com abóbora

Quartas do chef – Convidado: chef Gustavo Eiji Ueno (L’Entrecôte de Paris)

Por mais de 50 anos, o suculento entrecôte fatiado, servido com fritas e recoberto com o molho secreto, tem feito a fama destes restaurantes de um prato só, sempre lotados e com filas nas portas no almoço e no jantar, sete dias por semana. Uma experiência inesquecível e obrigatória para os amantes da boa comida que vão a Paris. Nos quatro cantos do mundo, muitos tentaram descobrir o segredo do saboroso molho. Depois de dez anos obcecados pela ideia, investigando, escarafunchando e bisbilhotando, finalmente o chef Gustavo Eiji Ueno conseguiu por as mãos na receita. O modo como desvendou o mistério renderia um bom livro, nos moldes de “Código da Vinci”. Mas este é outro grande segredo desta história.

Cardápio:

  • 7, 14, 21 e 28/Jul – Entrecôte fatiado coberto com o molho secreto e servido com fritas. (já provei, delicioso! Tome-o com Vidal Fleury Côtes-du-Rhône, bão demais da conta sô!)

Quintas dA chef – Convidada: chef Gabriela Santiago, especializada em gastronomia no Reino Unido e Escandinávia.

Cardápio:

  • 8/Jul – Ulster (cogumelo paris, fatias de tomates, tiras de bacon, embutidos típicos e mini-pães de batata artesanais, acompanhado de farofa de aveia crocante).
  • 15/Jul – Frango assado com mostarda e mel sob cozido de cevadinha
  • 22/Jul – Hamburguinhos gratinados ao madeira com arroz, passas e mini-legumes salteados
  • 29/Jul – Medalhão de roast beef com maçãs caramelizadas e colcannon (purê de batatas com couve manteiga)

Para quem ainda não conhece, a Vinea fica na  Rua Manoel da Nóbrega, 1.014, bairro Paraíso em Sampa e para desfrutar dessas agradáveis noites enogastronomicas há que se fazer reserva antecipadamente via o telefone  (11) 3059-5200, de seg. a sex. das 10h às 19h. Preço: Terças e quartas: R$ 35; Quintas: R$ 25 (bebidas não inclusas) – Horário: Das 18h às 22h (último vinho servido às 22h)

ESCOLA MAR DE VINHOS  de Marcelo Copello – Provar um dos “5 grandes” de Bordeaux é o sonho de todo enófilo. Provar todos os 5 em uma mesma noite é para entrar para a história de nossos paladares. Latour, Lafite, Margaux, Mouton e Haut-Brion são nomes que todo discípulo de Baco sabe de cor, como a escalação de uma seleção de maiores de todos os tempos.Neste encontro serão comparados todos de uma mesma safra, 2004. Imperdível e inesquecível! Já estão abertas as inscrições para a Grande Horizontal Premier Cru 2004. O programa é completo, com jantar, Champagne e Sauternes, um total de 9 vinhos, e acontece no dia 22 de julho, na Escola Mar de Vinho, no Rio de Janeiro. Vejam todos os detalhes clicando em www.mardevinho.com.br/agenda/horizontal-2004 . Para quem tem bala na agulha, programa imperdível.

            Por hoje é só, amanhã não deixe de dar uma passadinha por aqui com o lançamento de uma oferta super limitada e exclusiva para os amigos leitores de Falando de Vinhos que tanto têm me apoiado com seus cliques e divulgação da mensagem.

Salute e kanimambo

Brasil x Holanda

              A diferença entre Holanda e  Brasil nesse jogo, é que de um lado existia um técnico de futebol e do outro um comandante levando guerreiros á batalha. Pessoal chorando, se descabelando, gente, menos, menos, isto é só um jogo e nesse jogo, tão importante quanto transpiração/raça é ter-se inspiração e criatividade. O sargento-mor  Dunga, mereceu cair de seu pedestal. Arrogância, auto-suficiência, prepotência, o Brasil caiu fruto de seus próprios erros. E o brucutu do Felipe Melo, maior símbolo de seu comandante? Um passe daqueles e depois uma pisada daquelas! O destempero do Robinho desde o inicio do jogo, o nervosismo latente do Kaká, acho que deveriam aplicar teste psicotécnico nesse pessoal! Deveriam também analisar o porquê desse débil estado de espirito quase que coletivo, existiram exceções, será efeito da clausura?!

           Para tudo na vida há que se ter um mínimo de ousadia, coisa que passa longe do vocabulário do comandante de uma nota só. Convocou mal, escalou pior ainda e quando precisou construir e fazer algo diferente não tinha nem matéria prima já que sentado no banco, só mais do mesmo, fiéis seguidores. Aliás, lembrei-me de uma frase da musica War de Bruce Springsteen em que ele diz; “blind faith in your leaders , or in anything, will get you killed”.  Empáfia dá nisso! E agora Dunga, vai buscaaaar!!!

         Bem, mas a copa continua então agora é torcer contra, não isso não é legal nem correto politicamente, melhor escolher um país por quem torcer. Isso eu já fiz, até porque tenho que confessar um segredo, sou alemão desde pequenininho! rs Quer saber, abra um bom espumante nacional e afogue as mágoas. Pode não resolver, mas que você vai se dar bem, lá isso vai!

Salute e até 2014.

PS. SHOW de bola da Alemanha, que mostrou que tanto como os suiços também são bons de chocolate, yesssss!!! De ressaltar que a Argentina perdeu na bola, nem Mascherano conseguiu repetir a proeza de Felipe Melo, porém como nós, também não tinha técnico no banco!

Polkadraai Branco

               O vinho do mês escolhido pelo Luis Sérgio (http://vitisvinifera.wordpress.com) . para a Confraria dos enoblogs foi um Sauvignon Blanc da África do Sul. Bem, eu tinha escolhido o Fairview, porém o amigo Jeriel já o tinha comentado no mês anterior e eu gosto de aproveitar estas oportunidades para trazer algo novo, então consultei o Gil e mudei. É sul africano, é branco, tem Sauvignon Blanc, porém a cepa protagonista é a Chenin Blanc, uva do Loire que se deu muito bem na região do Cabo. Este é o Polkadraai Branco, assemblage de 60% Chenin com Sauvignon Blanc que nos chegou recentemente pelas mãos da Mercovino e que comento agora.

Antes de falar do vinho, no entanto, falemos de Polkadraai Hills uma AOC nova na região e que por aqui se denomina W.O. (Wine of Origin). Polkadraai se refere a uma região de colinas acompanhando uma estrada sinuosa, porta de entrada para Stellenbosch. Draai, em Afrikaans, quer dizer curva e polka a dança que os carros faziam na antiga estrada repleta de curvas apertadas e perigosas. Hoje, uma estrada ainda sinuosa, porém menos perigosa, nos leva a vinhedos que em sua maioria se encontram na face sul e sudeste das colinas recebendo o efeito das brisas oceânicas que refrescam a região e dão ás uvas brancas uma característica muito própria. Polkadraai Hills comporta cerca de 12 produtores entre eles esta vinícola, Stellenbosch Hills que também produz um Pinotage/Merlot muito saboroso e possui uma linha de gama alta que me pareceu bastante interessante.

O Polkadraai Branco com 12.5% de teor alcoólico é um vinho suave, seco, que marca pela acidez muito presente sendo ótima companhia para pratos de comida oriental, especialmente os sushis e sashimis, saladas, frutos do mar grelhados, camarãozinho frito, lulas á dorê, etc. Possui uma paleta olfativa simples, direta, bem frutada com um toque floral e algo de grama molhada de intensidade média. Na boca é uma profusão de frutas tropicais, muito fresco, agradável e balanceado, final de boca seco com algum amargor final que deverá sumir se servido mais próximo dos 6º. Não é nenhum blockbuster, mas dá conta do recado e agrada fácil, tendo se dado bem com um queijinho de cabra e um bom e descompromissado papo entre familia antes do jogo Argentina e México. Custa em torno de R$37,00.

É isso aí, navegue pelos vinhos sul africanos e os blogs da confraria para conhecer um pouco mais dos rótulos de Sauvignon Blanc disponíveis no mercado. Por hoje é só, salute e kanimambo pela visita.

Vidal Fleury, Aqui e no Viva a Granja

               Fui convidado pelo Marcio, editor do portal Viva a Granja, a escrever uma coluna de vinhos no site que fala das coisas de minha querida Granja Viana onde vivo já faz 28 anos e encontrei meu shangrilá neste mundo louco que é a São Paulo metropolitana. Toda a segunda-feira publicarei matéria quase sempre inédita e que, posteriormente, virá parar aqui no blog. Alternando dicas e comentários de vinhos com wine education, iniciei minhas atividades como colunista nesta última Segunda (28), falando de uma saborosa degustação que tive a honra de participar, em que traçamos 11 rótulos da Vidal Fleury que agora nos chega pelas mãos dos competentes amigos da Vinea.

              Dentro de minha filosofia de garimpar o mercado por aqueles vinhos que nos oferecem mais do que o valor pago, ou pelo menos geram essa percepção, minha primeira matéria para o Viva a Granja, tratou de dois rótulos realmente imperdíveis em função da ótima relação Qualidade x Preço x Prazer. Desses, você vai ter que clicar aqui para ler mais, mas hoje quero falar de outros dois rótulos marcantes e que, a meu ver, talvez sejam os grandes vinhos da degustação.

             Provamos vinhos de R$56,00 a 560,00, todos muito bons. Um Condrieu muito bom, mas puxado no preço, um Côtes du Rhône básico muito saboroso por apenas R$56,00 (verdadeiro achado!), um Chateauneuff-du-Pape de muita qualidade, um estupendo Hermitage e dois Côte-Rotie (assemblage de Syrah com Viognier) que é um vinho que me encanta; o La Chatillonne 2004 que custa R$554,00 e o Brune et Blonde da mesma safra por R$328,00, ambos magníficos exemplares de Côte-Rotie mas tenho que confessar que o que me deu maior prazer foi o mais barato que me seduziu pela incrível e complexa paleta olfativa que convida a levar a taça à boca onde o vinho nos traz um enorme prazer com seu bom equilíbrio, textura gostosa completada por taninos finos que compõem um conjunto de grande elegância com um final carnudo e mineral, um grande vinho que deixa, desde já, saudades. Para mim, o melhor vinho de todos eles, mas que matou o delicioso Entrecôte de Paris que foi servido. Do ponto de vista de harmonização, o Côtes-du-Rhône Village de apenas R$65,00 matou a pau!

           Dois vinhos, no entanto, me marcaram pois são vinhos de grande qualidade por um preço que, dentro do que nos entregam de prazer e satisfação, muito em conta. O Vacqueyras, aquele que meu bolso elegeria como o vinho do encontro, e o Crozes-Hermitage, dois belos vinhos numa faixa de preços bem competitiva se olharmos o que mais existe no mercado dessas AOCs.

Vacqueyras Rouge 2007, por R$109,00 um vinho realmente sedutor e, parafraseando aquele velho anuncio,  muito “bom de boca”. Assemblage de Grenache (50%) com Syrah e Mourvédre que mostra boa estrutura e harmonia montado sobre um tripé de acidez x álcool x taninos muito bem balanceados e sem arestas. Paleta olfativa sedutora com muita fruta, toque floral, alguma especiaria e nuances terrosas. Na boca é muito rico, bom volume de boca, taninos delicados de muito boa qualidade, harmônico, boa textura, médio corpo para encorpado, boa concentração e pasmem, somente 13.5% de teor alcoólico, com um final de boca muito apetecível e longo que deixa aquela vontade de quero mais na taça. Fico pensando nele acompanhando uma perna de cabrito assada e minha boca se enche d’água!  Show de bola e a maioria dos convidados o colocou como destaque da degustação e realmente merece todos os elogios.

Crozes-Hermitage 2007, 100% Syrah de muita elegância. Os Hermitage, uma pequena colina, são vinhos bastante másculos, encorpados e de longa guarda. Os Croze-Hermitage são os vinhos que vem da colina atrás de Hermitage e estão um degrau abaixo, mas o patamar é tão alto……! Este vinho é mais manso, mais amistoso ao palato e deve ser tomado agora, quando já nos dá muito prazer, e nos próximos dois a três anos imagino eu. Teor alcoólico muito educado, para os dias de hoje, com 13%, equilibrado, frutas negras e couro no olfato, algo defumado na boca, salumeria, taninos aveludados e um final saboroso de boa persistência e elegante. Um vinho que surpreende e custa R$112,00, um boa compra.

              Por hoje é só. Amanhã é dia de post com a degustação virtual da Confraria em que diversos amigos blogueiros e eu, estaremos comentando e compartilhando com os amigos nossas impressões sobre vinhos Sauvignon Blanc sul-africanos. Até lá. Salute e kanimambo pela visita.

Dicas da Semana

           Os Chilenos, eternos clientes, ainda ajudaram já que três de seus defensores titulares não jogarão e o Brasil deverá jogar completo. Com o jogo de sexta e este hoje, vivemos na verdade um fim de semana longo e improdutivo. Aliás, pelo que tenho visto e conversado por aí, acho que o PIB vai dar uma bela caída neste mês, só não consegui entender a exata influência da copa nisso!  Agora, que as vendas caíram drasticamente desde que a copa começou, disso não restam duvidas e nos mais diversos setores da economia. Acho que o pessoal separou a grana só para TVs e camisas da seleção, será?!

           Bem, mas você veio aqui para ver as Dicas da Semana, certo? Pois bem, aqui vão algumas que espero aproveitem entre um jogo e outro.

Cia do Whisky, um dos meus parceiros de longa data e uma das lojas que indico na região de Moema (veja links aqui do lado). Desta feita está com uma série de KITS alusivos aos países participantes desta copa.

Portal dos Vinhos, no Morumbi, dos amigos Fátima e Emilio, também companheiros de longa data, anunciam seu curso de férias agora para Julho. Sempre bastante concorrido, eis aqui uma boa opção para quem está começando a navegar em nossa vinosfera.

Grande Hotel Campos de Jordão. Está subindo a serra, então veja o que o hotel-escola Senac traz para você na alta temporada: chefes renomados, shows de stand-up e MPB.  “As cantoras Paula Lima e Ana Canãs, os humoristas Marco Luque e Evandro Santo, e os chefes Murakami, José Barattino e Bella Masano marcarão presença na 2ª edição do festival de inverno do hotel.

           Sucesso absoluto de público em 2009, O Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-escola Senac, um dos mais luxuosos destinos da cidade, repete a dose e promove a 2ª edição doFestival Rota dos Sentidos – O Brasil do Mundo Todo. A expectativa é que ao longo de todo o mês de julho o hotel receba mais de seis mil pessoas, entre hóspedes e visitantes, para vivenciar de maneira intensa o que há de melhor na cultura, lazer e gastronomia do mundo.

          Degustar os melhores pratos e vinhos, participar de workshops e jantares enogastronômicos e até cozinhar ao lado de renomados chefes, como Tsuyoshi Murakami, do Restaurante Kinoshita, José Barattino, do Hotel Emiliano, Patrícia Fontana, que comanda a cozinha do Grande Hotel São Pedro e Bella Masano, do Restaurante Amadeus, são algumas das mais atraentes atividades gastronômicas desta temporada. Os chefes, que serão recebidos por Alexandre Righetti, responsável pela gastronomia do Grande Hotel Campos do Jordão, também vão assinar o menu dos jantares que acontecerão às sextas-feiras no Restaurante Araucária, localizado dentro do hotel, e aberto também a visitantes.

            Aos sábados, o Grande Hotel promove oFestival do Humorcom os melhores comediantes do momento.Marco Luque, do programa CQC, Evandro Santo, que faz o personagem Cristian Pior do Pânico na TV, os Deznecessários, da MTV e TV Record, Fafy Siqueira e o grupo Café com Bobagem vão garantir o bom humor e prometem arrancar muitos risos da platéia.

           Para as noites de muito frio, o hotel preparou uma programação para relaxar e curtir o som das melhores vozes da MPB, em um aconchegante espaço com lareira. Paula Lima e Ana Cañas são alguns dos nomes já confirmados para esquentar o clima. E as atividades não param por aí. “Os amantes de um bom vinho poderão desfrutar doWine Moment, um workshop de vinhos com sommelier para promover explanações sobre a bebida. Para os apreciadores de cerveja, o hotel-escola oferecerá oBeer Moment, programado para todas às segundas-feiras, com a participação da mestre cervejeira da Baden Baden ”, afirma Renato Bianchi, gerente geral do Grande Hotel.

              Hóspedes e visitantes terão ainda a opção de saborear pizzas artesanais na Arte da Pizza, estrelada pelo Guia Quatro Rodas. O cardápio traz ingredientes especiais como trutas defumadas, rum jamaicano que é borrifado sobre a pizza de banana, shitakes preparados sobre forno refratário, orégano chileno e chocolate belga. A novidade desta temporada é o menu degustação, servido aos domingos para duas pessoas, com quatro sabores de pizzas salgadas e dois sabores de doces. A pizzaria funcionará de terça a domingo durante toda a temporada.”

Para maiores informações da programação e reservas clique aqui  ou contate-os por telefone: 0800 77 00 790 / (12) 3668-6000

Ville du Vin apresenta uma bela promoção com os bons vinhos Cinco Tierras, de nossos hermanos argentinos, em sua nova loja no Shopping Vila Olimpia. Vale a pena conferir:

Por hoje é só. Para as Dicas da Semana que vem estou trabalhando em mais duas opções de KIT Caixa Cheia que a Vino & Sapore oferecerá com novidades que acho bastante interessantes, tanto como conceito como com relação aos rótulos que escolherei como no aspecto preço. Enquanto isso, aproveitemos a semana. Temos a reta final da copa e um mundo de informação sobre nossa vinosfera.

Salute e kanimambo, nos vemos por aqui.

Hoje é Dia!!

               Toda a Sexta é dia de alto astral já que anuncia a chegada do fim de semana! Hoje é mais ainda, é dia de festa já que daqui a pouco tem um embate que pode ser um joguinho ou jogão! Amigos portugueses e brasileiros grudados na televisão, outros no estádio para ver um Portugal x Brasil na copa do mundo, coisa que não se via desde 1966 e que espero possa repetir o placar. É, não adianta reclamar não, o Brasil já está classificado, então sou Portugal desde criancinha! Eheh. Tem mais, seria uma bela lição no prepotente e arrogante “professor” de más maneiras, o tal de Dunga que está merecendo uma lição para ver se desce de seu salto XV! Nunca uma seleção esteve tão distante de seu povo, mas enfim, sinal dos tempos. Mais uma, Carlos Queiroz, o técnico de Portugal, é primo de meu padrasto e Macua como eu, nascidos que somos em Nampula, norte de Moçambique, ou seja; quase familia e conterrâneo! Bem, mas este não é o lugar para falar de futebol então minha sugestão de hoje é também por um embate entre dois vinhos, obviamente um luso e outro brasuca, numa faixa de preço média acessível à maioria.

Escalei o Ceirós Tinto 2006, um vinho para quem não tem pressa pois vai desabrochando na taça conforme o papo corre solto, mostrando-se menos rústico que o 2004. Um tradicional blend duriense de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca é vinho complexo produzido pela Quinta do Bucheiro uma vinícola familiar com mais de 250 anos localizada na região de Sabrosa (será que é de lá que vem o Simão, jogador português?!) no Douro. Direto da garrafa para a taça, o vinho é impactante, vinhoso de aromas em que a fruta madura predomina com boa intensidade.  Deixe-o respirar e desfrute de um vinho untuoso, fruta madura (ameixa), bom volume de boca, rico, taninos presentes mas bem equacionados num final de boca longo, macio e algo apimentado. Um vinho muito particular e marcante, equilibrado e guloso com boa acidez que pede comida e agrada sobremaneira. Importado pela Vinhas do Douro custa por aí em torno dos R$50,00.

 

uma escalação complicada, mas devido á falta de opções no mesmo patamar de preços, sim porque há que se manter um mínimo de bom senso comparativo, caí num hibrido! Sim, porque a mão do enólogo é português e as castas também de lá se originam, o bom Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005, um corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz produzido pela Miolo na região de Campanha, próximo da fronteira com o Uruguai. Surpreendente e prova inequívoca da melhora de qualidade dos vinhos brasileiros num projeto muito interessante. Frutos negros maduros com algo resinoso no nariz, madeira, fruta passa, bem estruturado com taninos finos, equilibrado, saboroso com um final de boca agradável e de boa persistência em que se manifestam nuances herbáceas. Está pronta a beber, é um de meus “nacionais” mais requisitados à mesa e meu amigo Rui Miguel do excelente blog português Pingas no Copo (link aqui do lado) o elogiou demais e comentou, “Olhando para o prontuário, dicionário e outros acessórios gramaticais apenas ocorreu a seguinte definição: Complexo e distinto.” Veja o resto dos comentários dele aqui.  O preço anda também pela casa dos R$50 a 59,00 dependendo de onde estiver.

           Que ganhe o que performar melhor, mas não deixe de levá-los á mesa acompanhados debons amigos e pratos. Se o jogo for tão bom como esse embate viníco, estaremos bem servidos! Que assim seja e como o jogo começa às 11, já dá para abrir um espumante no intervalo, algo leve, suave e fácil sem muita complexidade, um espumante brasileiro vai muito bem ou até um Prosecco como o Moinet. Brasileiros, podem ser; um leve Moscatel bem equilibrado como o da Marco Luigi ou Garibaldi, ou os; Marco Luigi Brut, Ponto Nero Brut, Valduga Arte Brut ou Aurora Blanc de Noir elaborado com Pinot Noir, todas ótimas opções de espumantes secos, mas vibrantes e cheios de vida que ajudam a alegrar o momento.

           Como, espero, o resultado final deverá ser empate, daí Portugal se classifica e sai em segundo pegando jogos mais “fáceis” na sequência, celebrarei com um Vértice Gouveio, um dos melhores espumantes hoje produzidos em Portugal. Para quem quer algo mais jovial, uma garrafita do rosé 3b da Filipa Pato também não é má pedida, não! Na eventualidade, mesmo que remota (eh,eh), de dar Brasil, bem, aí um Miolo Millésime/ Cave Geisse Nature ou Ponto Nero Extra Brut cairão muito bem. Aliás, já dizia Napoleão, “merecido nas vitórias e necessário nas derrotas”!

Salute, kanimambo e Segunda estarei de volta com Dicas da Semana, inclusive de boas compras.

Ps. Bolas, faltaram e muito para o meu conterrâneo Queiroz. Metesse o Hugo Almeida enfiado entre o Juan e o Lucio (este o melhor da partida de hoje) e acho que meu desejado 1 x 0 teria sido possível. Joguinho, não?! Sabem qual a diferença entre o rugby e futebol? É o seguinte; rugby é um jogo de animais jogado por cavalheiros, enquanto o futebol é um jogo de cavalheiros jogado por animais! O Felipe Melo não é uma prova disso?!!!

Dica da Semana Especial – Solidariedade Já!

             É, quando foi de Santa Catarina me manifestei aqui pleiteando ajuda via os amigos da Decanter que são de Blumenau. Agora chegou a vez do Nordeste que está mais arrasado que nunca com as enchentes e verdadeiros mares de lama que destroem tudo em seu caminho. Milhares de pessoas, que já pouco tinham, atingidos em cheio por esta verdadeira catástrofe que atinge a região. A Adega Alentejana levantou sua voz em solidariedade, mas mais que isso, tomou uma atitude através de seu representante local. Abaixo a chamada, e segue aqui meu apoio. Eu certamente passarei lá para depositar a minha contribuição em produtos essenciais a fazer frente a tamanha calamidade, e você, vai colaborar?

Parabéns ao Manuel e sua equipe pela iniciativa. Salute e um kanimambo muito especial aos amigos que puderem colaborar.

Cuatro Pasos e um Repto

          Dois tintos que me souberam muito bem e ganharam espaço em minha adega. Um espanhol e outro português, mais uma vez uma dupla Ibérica muito apetecível.

O Cuatro Pasos 2007 é um vinho da região de Bierzo elaborado com 100% da cepa Mencia que no Dão (Portugal) é conhecida como Jaen. Esta cepa vem ganhando espaço nos vinhos de ambas as regiões e este é um dos poucos rótulos que provei com ela, mas certamente o que mais me agradou. Não é um grande vinho nem pretende sê-lo, porém é um vinho vibrante, jovem e bem feito que seduz facilmente, com leve passagem de dois meses por barricas de carvalho e faz aquilo que é essencial a um vinho, nos enche de prazer e alegria. Franco, nariz de frutas vermelhas maduras e algo balsâmico apresentando-se muito redondo na boca com taninos finos já integrados, frutado e fresco com um saboroso final algo mineral de média persistência que certamente se dará bem com fondue de queijo, caldo verde, bacalhau, rondele 4 queijos com molho rosé,  até uma carninha grelhada sem grandes condimentos. Aqui em casa se deu muito bem com queijos e frios, num gostoso bate-papo em família. Para o que se propõe, um bom vinho que agradou sobremaneira e, como sugestão, uma garrafa é pouco pois acaba muito rapidamente. Custa em torno de R$65,00 e é importado pela Peninsula.

Repto 2007 é um vinho produzido por brasileiro no Douro, em Portugal. (recebi comentário abaixo que contesta esta informação então resolvi fazer este adendo ao post neste dia 15/12/2010 – “”Os vinhos repto são produzidos e engarrafados na região do Douro por um Português chamado João Carlos C. P. Teixeira Bessa (como podem verificar no rotulo”). Mauricio Gouveia se prepara para trazer suas criações para o Brasil e me deu uma garrafa do Repto Gran Reserva 2007 a provar e confesso que gostei. Blend das castas típicas do Douro; Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca de vinhedos em encostas de xisto com exposição solar abundante, o vinho vem comprovar a característica de elegância dos vinhos desta safra produzidos na região. Fermentado em lagares de inox, estagia em barricas de carvalho por cerca de seis meses e depois por mais um período em garrafa antes de chegar ao mercado. Um vinho de linhagem mais moderna, bem frutado com nuances florais no nariz. Taninos finos e aveludados, rico, boa acidez, equilibrado nos seus imperceptíveis 14% de teor alcoólico muito bem integrados no conjunto de boa estrutura e volume de boca onde a madeira foi muito bem usada aportando uma certa complexidade sem que se tenha destacado em momento nenhum. Final de boca longo e um vinho que certamente deverá evoluir por mais um par de anos em garrafa, mas que já se mostra muito bom. Ainda não está disponível no Brasil, mas sei que o Mauricio está trabalhando nisso e em breve teremos boas noticias.

           Neste ano o foco seria conhecer mais vinhos italianos, o que até tenho feito, mas é incrível o que cai de vinho Ibérico na minha taça! Será que é perseguição ou destino? Melhor é que a qualidade tem comprovado a excelente fase porque passam os vinhos desta região.

Salute e kanimambo