João Filipe Clemente

Incrível, Foi Abrir a Boca e Tomar Pancada!

        É gente, mal cheguei em casa da entrevista que dei para o Bom di Vinho do amigo Marcelo e já recebia dois e-mails bem azedos. Tudo bem, até entendo que a percepção tenha sido outra, a vida virtual é bem mais fácil que a ao vivo,  pois te permite pensar e revisar antes de publicar, então achei por bem responder publicamente. Antes, no entanto, não sem antes exaltar a audiência que o programa tem, show de bola Marcelo!

         Dois temas ou melhor, comentários que fiz parece que feriram a suscetibilidade de alguns então me permitam esclarecer já que pode ter havido uma percepção diferente daquilo que pretendi ao expor minha opinião;

1 – a falta de profissionalização do setor – tanto sommeliers mal formados como aqueles sem qualquer formação são um problema num meio em que trabalhar numa loja de lojas já dá status de tal ou então um curso básico na ABS. O Brasil está na lide do vinho, para valer, há cerca de dez anos então o nível de profissionalização ainda é muito baixo. Isso, no entanto, extrapola esse segmento dos sommeliers e passa também por outros profissionais do setor que acabam sendo explorados pelas próprias mídias com que colaboram. Ora, quem não se valoriza não pode esperar que seja valorizado por terceiros e é essa critica que faço. Não dá para contribuir com uma mídia paga que vende um conteúdo montado e elaborado por profissionais que nada recebem por isso sendo que são estes que efetivamente “fazem” o conteúdo que permite que essa mídia seja vendida. Não concordo com isso e acho que é falta de respeito para com o profissional.

2 – ainda nessa linha, falei da falta de responsabilidade de pessoas que escrevem blogs de baixíssima qualidade sem se ater á responsabilidade de seus atos já que a percepção de quem lê, especialmente os mais novos nestas coisas do vinho, tende a acreditar no que está escrito. Isto não foi uma critica aos blogueiros já que temos inúmeros casos de ótimos blogs e conteúdos extremamente contributivos á causa . Há no entanto, aqueles que deixam muito a desejar e, nesse sentido, quis alertar para separar o joio do trigo. Este mundo virtual permite que se divulgue qualquer coisa então há que se tomar cuidado porque os efeitos são multiplicados de forma exponencial. Erros todos cometemos, ninguém detém o monopólio do saber apesar de alguns se recusarem a descer de seu salto XV, porém existem coisas na net que são verdadeiros descalabros e temos que redobrar esforços para evitar falar sobre o que não conhecemos! Ter opiniões, devidir experiências, comentar um vinho tomado, tudo bem, cada um escreve o que lhe der na telha e lê quem quer. Agora, escrever algo mais técnico, aí o papo é outro e é importante o estudo e o conhecimento de causa, mesmo que só teórico, não dando para simplesmente chutar qualquer coisa pois temos muita responsabilidade sobre o que escrevemos.

         É isso gente, espero que tenha conseguido elucidar os amigos que me enviaram os mails e outros que porventura tenham tido a mesma impressão. Quem quiser assistir a entrevista, dê uma olhada no link abaixo lembrando que a primeira metade é da Bisol.

http://tvuol.uol.com.br/#view/id=roberto-actis-da-bisol–fala-de-proseccos-0402993372E48133E6/mediaId=7309933/date=2010-11-02&&list/type=tags/tags=168685/edFilter=all/

Salute e kanimambo

Loison Pasticceri na Vino & Sapore

         Para quem não conhece, eu não conhecia, eis a Loison Pasticceri , conceituado produtor que produz algo como 5.000 panetones dia na pequena cidade de Costabissara.  Conhecido como a Ferrari dos panetones, seus incríveis produtos chegam ao Brasil este ano e não poderia deixar escapar a oportunidade de ter alguns desses pequenos tesouros disponíveis aqui na Vino & Sapore a partir do próximo dia 16 de Novembro, ou por aí! Eu falar destes panetones pode ser duvidoso, então vejam o que diz Elisa

Por Elisa Corrêa, da Itália – Publicado na Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios em Jan/2009

OS PANETONES DE 72 HORAS

Manteiga fresca, ovos de galinha caipira, farinha especial, mel e açúcar de beterraba. Mais 72 horas de trabalho e descanso. Para aromatizar, amêndoas de Avola, cascas de laranjas sicilianas, avelãs da região de Langhe. É assim, respeitando os limites do tempo e da fermentação natural que são produzidos, um a um, os panetones da Loison Pasticceri, sediada em Costabissara, no nordeste da Itália. Enquanto a empresa de Dario Loison produz cerca de 5.000 panetones por dia, uma indústria convencional fabrica até 180.000 unidades. “Como somos pequenos, jamais poderíamos competir em quantidade e preço com os grandes fabricantes, apenas com o produto e o serviço”, diz Loison. “Então apostamos na criação de um panetone único, envolto em embalagens especiais, feitas à mão.”

O empresário, que assumiu a empresa familiar em 1993, resolveu focar na produção de alta qualidade e na exportação. Hoje seus produtos são vendidos em mais de 30 países, entre eles, o Brasil. Além dos panetones, a pasticceri produz colombas de Páscoa e biscoitos finos. Os produtos são embalados em latas decorativas ou em caixas que combinam fitas e cores. Embrulhos preciosos desenvolvidos por Sonia, mulher de Loison. O conceito de produção, que privilegia a qualidade e não a quantidade, é comunicado aos consumidores em um libreto que acompanha cada embalagem e conta a história do produto – da origem dos ingredientes às diferentes etapas de fabricação. Mas o empresário admite que comunicar o ‘valor slow’ e a qualidade superior dos ingredientes que utiliza não é tarefa fácil. “Só experimentando um dos nossos perfumados panetones para sentir a diferença. No nosso caso é preciso provar”, afirma.

A empresa fatura cerca de 5 milhões de euros por ano, 50% com vendas ao exterior. E anualmente seus panetones artesanais ganham mais e mais prêmios de excelência. Mas Loison não está sozinho nesse mercado. No país do panetone, são muitas as empresas que apostam na alta qualidade artesanal. Para conseguir destaque, a pasticceri se concentrou na escolha das matérias-primas. Além dos ingredientes de base, utiliza produtos de origem controlada e tutelados pelo Slow Food, como pistaches do Bronte, favas de baunilha mananara, de Madagascar, e tangerinas tardias de Ciaculli. Todo esse cuidado, porém, tem um preço: enquanto um panetone industrial de 1 quilo custa, em média, entre 2 e 5 euros nos supermercados, o mais simples panetone Loison é vendido, na Itália, entre 15 e 18 euros. Preços que, para o empresário, estão de acordo com a qualidade do produto. De preferência, a ser degustado bem devagar.

Como diz meu cunhado, o problema não é o que você come entre o Natal e Ano Novo, mas sim entre o Ano Novo e o Natal, rs, então provar um desses deliciosos panetones com um Passito, Vin Santo, Porto Tawny ou Moscatel de Setúbal é daquelas experiências gastronômicas imperdíveis que, após um ano de árduo e dedicado trabalho, fazemos por merecer sem culpa nem medo de ser feliz! Sendo assim, não deixe de passar pela Vino & Sapore para fazer de seu Natal deste ano um momento ainda melhor e inesquecível!

Salute e kanimambo

Luis Otavio (Enopira) Comenta Degustação de Chateauneuf-du-Pape

             Ainda tentando voltar ao normal, valho-me dos amigos para dar sequência aos posts do blog. Entre matéria minha e deles, certamente bastante coisa para ir matando a curiosidade de alguns e despertá-la em outros. Esta o Luis Otavio realizou lá mesmo, na Enopira, em sete de Outubro.

Vinhos apresentados:

 Château de La Gardine Blanc 2007

Produtor- Château de La Gardine- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 40% Roussanne, 30% Grenache Blanc, 20% Clairette e 10% Bourbolenc

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 30% do vinho estagia em barricas usadas por um ano.

Preço- R$ 180,00

Serviço- Aberto meia hora antes e servido a 10º C

Comentário: Amarelo claro, brilho intenso, lagrimas bem formadas, longas e verticais. Nariz com leve suspiro , casca de limão, papaia e erva doce. Na boca mostrou-se muito agradável, fresco, mineral, álcool um pouco quente, com sensações de casca de limão, açúcar cristal, papaia, erva doce, zimbro e gengibre. Corpo médio, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e bom, com boa persistência. Nota 83/16,5

Clos des Papes Blanc 2001

Produtor- Clos des Papes- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- Grenache Blanc, Roussanne, Clairette, Picpoul, Bourbolenc e Picardan

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 6 meses Sur Lie.

Preço- R$ 435,00

Serviço- Decantado por meia hora e servido a 10º C

Comentário: Ao abrir- Pano mofado, banana figo verde e carambola verde. Depois de decantado, Amarelo clarinho, brilho médio para intenso, lagrimas bem formadas, finas, longas e verticais. Nariz com leve carambola, erva doce, aniz, açúcar cristal, leve papaia e óleo Singer. Na boca mostrou-se muito agradável, com notas de evolução e sensações de carambola, aniz, erva doce, papaia e notas de óleo mineral. Corpo médio, equilibrado, com ótima evolução; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 83/16,5

Bosquet des Papes Cuvée Tradition 2007

Produtor- Boiron Maurice & Nicolas- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 75% Grenache Noir, 10% Mourvédre, 10% Syrah e 5% Cinsault

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento-  12 a 18 meses em Foudres, tanques de Beton e barricas demi-muids

Preço- R$ 145,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi granada, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e verticais. Nariz com frutas vermelhas, iodado e kirsch. Na boca mostrou-se muito agradável, boa acidez, frutado, com sensações de frutas vermelhas, gengibre, zimbro, notas terrosas e cereja em licor. Encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito agradável e muito bom, com ótima persistência. Nota 83/16,5

B. des Papes A La Gloire de mon Grand Pere 2007

Produtor- Boiron Maurice & Nicolas- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 100% Grenache Noir

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 12 a 18 meses em Foudres, tanques de Beton e barricas demi-muids

Preço- R$ 200,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi acastanhado, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas e verticais.

Nariz com frutas vermelhas, iodado, terra ,carne e um leve esparadrapo (Brett). Na boca mostrou-se muito agradável, lembrando um Priorat, elegante, viril, harmônico, com sensações de cereja, bala de café, anis e pizarra. Encorpado, muito equilibrado, com excelente evolução; retrogosto muito intenso e excepcional, com ótima persistência. Nota 87/17,5

Obs- eu gostei muito deste vinho, mas a maioria dos participantes não.

 Château de La Gardine 2007

Produtor- Château de La Gardine- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 70% Grenache Noir, 15% Mourvèdre, 10% Syrah e 5% Muscardin

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 9 a 14 meses em tonéis usados de carvalho

Preço- R$ 225,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi púrpura, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e verticais.

Nariz  com frutas vermelhas, carnosidade, sous bois e kirsch. Na boca mostrou-se muito agradável, boa acidez, sensação de frutas vermelhas, anis, caramelo e pimenta vermelha. Encorpado, muito equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 84/17

 Clos des Brusquières 2006

Produtor- Clos des Brusquières- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 75% Grenache, 10% Syrah, 10% Mourvèdre e 5% de outras

Teor alcoólico- 15%

Amadurecimento- tanques de beton e barricas demi-muids

Preço- R$ 240,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentário: Rubi claro, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas, longas e verticais. Nariz com cereja, ameixa, kirsch e leve tostado. Na boca mostrou-se muito agradável, sutil, viril, com sensações de cereja , ameixa, kirsch e leve tostado. Encorpado, muito equilibrado, mesmo com seus 15% de álcool, evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 86/17

Font de Michelle Cuvée Etienne Gonnet 2005

Produtor- Etienne Gonnet- Bedarrides- Côtes-du-Rhône- França

Castas- 70% Grenache Noir, 15%Syrah e 15% Mourvédre

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas de carvalho de segundo uso.

Preço- R$ 341,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi, brilho médio para intenso, lagrimas finas, longas e verticais. Nariz com frutas vermelhas, notas terrosas, tostado e pimenta. Na boca mostrou-se muito agradável, elegante, harmônico, com sensações de frutas vermelhas, pimenta, chocolate amargo, kirsch e mogno. Encorpado, muito equilibrado, evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 87/17,5.

Château La Nerthe Cuvée des Cadettes 2005

Produtor- Château La Nerthe- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- 43% Grenache Noir, 36% Syrah e 21% Mourvèdre

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas de carvalho

Preço- R$ 450,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi granada, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas, longas e verticais. Nariz com chocolate ao leite, ameixa, cereja, groselha e pimenta. Na boca mostrou-se muito agradável, viril, harmônico, um pouco quente, com sensações de frutas vermelhas e pretas bem maduras, notas licorosas, pimenta, chocolate, caramelo ao leite e café. Encorpado, equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota: teria dado 89 para este vinho, mas como para mim não mostrou a tipicidade de um Châteauneuf Du Pape, ficando num perfil moderno, podendo ser confundido com um vinho do novo mundo, a minha nota é 87/17,5.

 Ch. de La Gardine Cuvée des Générations Gaston Philippe 2001

Produtor- Château de La Gardine- Châteauneuf-du-Pape- Côtes-du-Rhône- França.

Castas- Grenache Noir, Mouvédre, Syrah

Teor alcoólico-14%

Amadurecimento- 9 a 14 meses em barricas novas de carvalho

Preço- R$ 565,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Comentários: Rubi granada, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e verticais. Nariz discreto com frutas vermelhas, sous bois e leve madeira. Na boca mostrou-se muito agradável, complexo, elegante, sutil, harmônico, com sensações de frutas vermelhas, café, notas licorosas, leve notas terrosas. Encorpado, muito equilibrado, evolução excelente; retrogosto muito intenso e excepcional, com ótima persistência. Nota 89/18.

Observação– as notas são na escala 0-100/0-20, tendo referência o padrão europeu e não o padrão 50-100 da escala americana.

Os vinhos foram exemplares dos seguintes cru de Châteauneuf du Pape, em sentido horário:

  •  Les Bosquet- Centro-Norte- Châteauneuf du Pape
  •  La Gardine- Oeste- Châteauneuf du Pape
  •  Les Brusquières- Norte- Châteauneuf du Pape- divisa com Orange
  •  La Font de Michelle- Leste- Bedarrides
  •  La Nerthe- Sudeste- Châteauneuf du Pape
  •  Les Clos- Centro-Sul- Châteauneuf du Pape

Bordeaux pelo Breno, não Existem Dois sem Três!

 

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         Na 1ª aula, com 7 alunos, fomos ao noroeste de Bordeaux no restaurante Santo Colomba: Margaux, Pauillac, St Estephe.

          Na 2ª, com 8 alunos, fomos ao nordeste da região, sem sair do mesmo restaurante: St Emilion, Lalande Pomerol e Pomerol.

          Nesta 3ª aula, agora com 10 alunos, fomos a Graves, cujas expressões máximas são Haut Brion de Pessac Leognan e D’Yquem de Sauternes, presenças obrigatórias em qualquer lista que conte com os 20 mais importantes vinhos que já se fez.

Graves produz também alguns dos melhores vinhos brancos secos de Bordeaux, no corte clássico da região, Semillon/Sauvignon Blanc. É por isso que em vez dos clássicos quatro vinhos presentes nas aulas anteriores, esta contou com uma degustação mais completa – um grande branco, quatro tintos e dois sauternes!

18 de outubro

Por conta dos vinhos, construímos um cardápio mais abrangente: patê de campagne da Santa Luzia, patê de fígado de pato, figo com presunto cru; arroz de codorna, plateaux de fromage com queijos variados em massa, mas tendo como estrelas máximas dois azuis Roquefort Societé e St Agur e uma grande transgressão > um típico manchego no meio dos franceses, todos importados pela Caseus…

O texto que esquentou a conversa sobre Graves é menos sobre a micro-região e mais sobre Bordeaux como um todo: falamos de custos a partir de uma tabela apresentada no Atlas dos ingleses Hugh Johnson e Jancis Robinson, que comenta inclusive o custo do dinheiro em empréstimos agrícolas, algo – diz o livro – na ordem de 100000 Libras Esterlinas por ano por hectar de vinha, ou – na média – 20 Libras por garrafa nos vinhos mais caros.

As diferenças para produzir uma garrafa de vinho são gritantes entre o custo de um vinho comum e um grand cru, justificando uma parte da diferença de preço que cada um chega ao mercado, além dos princípios que regem o mercado em geral, a saber, Procura X Oferta.

Me permito copiar alguns dados que impressionam nas tabelas – enquanto um genérico Bordeaux AC, tem 3330/h vinhas plantadas, um chateaux do Médoc típico bem administrado planta 6500/h, contra 7800/h para um Cru Classé. Muito madeira nova nos últimos, nenhuma madeira nos primeiros. No fim da tabela as conclusões são acachapantes – o custo total por hectolitro do vinho mais simples é de 87 Euros, enquanto que os típicos de Médoc tem um custo médio de 488 Euros, contra 1050 Euros do fruto de Cru Classé. Na garrafa isso vale 0.65 Euros, contra 3.66 Euros, contra, finalmente, 7.88!

Ora, mesmo que 7.88 estejam longe dos 150 Euros que o cru classe pode custar no mercado, vemos que as diferenças de preço são medianamente justificadas…

Continuamos conversando sobre Pessac Leognan, seu solo de muito cascalho e grande aridez, sua receita próxima dos vinhos de Médoc, sua capacidade de produzir bons vinhos brancos, às vezes superiores aos tintos, como disse mais acima.

Por conta disso, L’Esprit Chevalier 2007 branco foi para mesa para enfrentar os patês, o presunto cru e o figo. Um vinho cujo custo no Brasil gira em torno dos R$250,00, caro demais para um consumidor que não está acostumado a investir mais de R$40,00 num vinho branco.

Depois dele, um surpreendente ‘Bois Pertuis 2006’, custando em torno de R$75,00, totalmente fora do grupo, mas mostrando toda a raça de um autêntico Pape Clement – um ícone – do alto de seus 68% de merlot, 22% de C.Sauvignon e o resto em C.Franc, muito bem avaliado pelo grupo que adorou saber seu preço, pois gostou demais do resultado na taça!

Chateau D’Eyran 2004 teve a honra de inaugurar a harmonização com o arroz de codorna, um prato delicado e pouco gorduroso, que sentiu um pouco o baque do vinho, sempre alcoólico, mas, equilibrado, com os taninos bem domados! Apesar de não ter sido o grande campeão da noite, chegou em primeiro para um dos alunos e em segundo para outro. 50%C.Sauvignon, 45% merlot e 5% de Petit Verdot, com um ano de descanso em madeira, após uma colheita manual e vinificação tradicional, produz algo em torno de 80 mil garrafas/ano entre ele e seu segundo vinho. E apesar de ser igualmente um vinho abaixo do preço referência (R$200,00 no mercado brasileiro para o consumidor final), comportou-se com galhardia.

O próximo a se apresentar, sempre tendo a companhia do arroz de codorna, foi o Chateaux Haut Bergey 2005, que se mostrou ainda mais concentrado, inclusive no preço: R$280,00! Com 16 meses de guarda em madeira (50% nova) e com sua constituição estruturada sobre Merlot e C.Sauvignon ele empatou com o campeão em preferências, perdendo apenas na contagem dos segundos lugares de cada um!

E que vinho, este Haut Bergey. Perdeu para um Smith Haut Lafitte, o grande campeão da noite, talvez não apenas pelo líquido, mas pelo rótulo, porque a única coisa que fiz até agora foi esconder o preço de cada, sem me preocupar em ocultar os rótulos… E como o Smith é facilmente memorável pelo nome inglês e faz parte da maioria da lista de grandes vinhos da região, é possível que seja inconscientemente mais “aspiracional” pelo degustador.

Mas independente de qualquer outra consideração, o Smith, com seu corte favorecendo a C.Sauvignon sobre Merlot e C.Franc, com seus 18 meses de madeira – sendo que 80% renovada – impressiona pelo mix tão típico da região, entre a grande concentração e a grande delicadeza! Trata-se, sem dúvida, do milagre que faz o bom vinho em toda a sua essência, sem recorrer a excesso de álcool ou a qualquer recurso perfumístico – contido no nariz, extraordinário na complexidade. Considere-se tudo isso e mais algo que só dá para sugerir numa degustação – seu poder de envelhecimento de algo além dos trinta anos, o que lhe confere ainda mais valor!

Achei que não teria melhor momento para apresentar Sauterne do que este. O prato com os queijos foi dividido entre os vinhos tintos que restaram em cada taça – pela disciplina que adquirimos na prática de reservar as amostras até o fim – e duas meias garrafas de brotirizados, um mais simples que é importado e comercializado na Santa Luzia, o C. Chante L’Oiseau e custou R$50,00 e um outro que vem pela Grand Cru, o Carmes de Rieussec que custa R$97,00.

Talvez por conta do grupo não ser muito habituado a vinhos de sobremesa em geral e por estarem todos mais preparados para uma degustação com vinhos tintos, os Sauternes não empolgaram, mesmo depois que chegou a sobremesa propriamente dita, manga grelhada com sorvetes artesanais de frutas do norte e nordeste. Anyway, a preferência recaiu sobre o mais simples, menos untuoso e menos doce, o Chante L’Oiseau, um pássaro que célere cantando, voou…

Dito tudo, os tintos foram todos muito bem avaliados, com ao menos 3 indicações de preferência entre primeiro e segundo lugares. Por isso, o campeão de fato talvez não tenha sido o eleito pela maioria e sim o vinho mais barato de todos, quatro vezes mais acessível, um verdadeiro ‘Vinho Inteligente’ – o Bois Pertuis que empolgou a todos, mesmo comparado com os outros!

Até a próxima.

Mais um texto do amigo e colaborador, agora com participação quinzenal aos sábados, Breno Raigorodsky; 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado

Hoje e Amanhã, Encontro com Biodinâmicos na Casa da Fazenda

              A Casa da Fazenda do Morumbi recebe, nos dias 8 e 9 de novembro, a segunda edição da Renaissance des Appellations, feira de vinhos biodinâmicos, orgânicos, biológicos e naturais liderada por Nicolas Joly. O evento, que reúne 43 produtores e 5 importadoras. O ingresso é de R$ 150 por pessoa para compra antecipada e R$ 200 para compra na data. O público terá a oportunidade de comprar alguns rótulos que estarão em exposição no evento a preços especiais para o dia. Nesta edição, estão confirmados nomes como Jean Michel Deiss (Domaine Marcel Deiss), Claude Leflaive (Domaine Leflaive Anne), Lalou Bize Leroy (Domaine leroy/Domaine d’Auvenay), Alain Moueix (Château Fonroque), Morganne Fleury (Champagne Fleury), Emmanuel Cazes (Domaine Cazes), Christi Saahs (Nikolaihof Wachau), Alvaro Palácios (Alvaro Palácios), Andres Gillmore (Vinedos Santa Emiliana), Álvaro Espinoza (Antiyal).

Especial.

 Acontecerá um Jantar exclusivo para 32 pessoas, cujo o menu foi elaborado pelo chef da Casa da Fazenda Ivan Achcar e os vinhos serão apresentados pelo renomado sommelier Andreas Larsson (eleito melhor sommelier do mundo em 2007). Para participar do jantar, o ingresso sai por R$ 360 por pessoa.

            O evento é realizado pela Stellium Design e Eventos, conta com o apoio da Casa da Fazenda do Morumbi e da ABS – Associação Brasileira dos Sommeliers.

 Serviço:

Renaissance des Appellations

Local: Casa da Fazenda do Morumbi – Avenida Morumbi, 5594

Horários: 14h30 às 17h – profissionais

               17h às 21h30 – profissionais e consumidor final

Pontos de Venda:

ABS-SP: Rua Gomes de Carvalho, 1327, Vila Olimpia – Tel: (11) 3814 7853

Café Journal: Alameda dos Anapurus, 1121, Moema – Tel: (11) 5055 9454           

Casa da Fazenda: Av. Morumbi, 5594, Morumbi – Tel: (11) 3742 2810

Wine Style: Rua da Consolação, 3.367, Cerqueira César – Tel: (11) 5093 3650

Informações adicionais sobre o evento no no site: http://www.stellium.com.br

           Imperdível e eu darei um jeito de dar uma passada por lá nesta Terça. Quem sabe não nos encontramos?

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

Pericó Icewine – Fazendo História.

e eu estava lá! Sim, fiz parte de um pequeno e privilegiado grupo de pessoas convidado para participar do pré-lançamento, em grande estilo diga-se de passagem, deste produto que é único no Brasil. Fui expectador de um momento importante da história vitivinicola brasileira, “history in the making” diriam os ingleses,  em que vieram á tona; a criatividade de Roberto Rabaschino que teve a idéia, de Wander Weege que “comprou “ a idéia e perseguiu o objetivo na sua Pericó,  assim como a maestria de Jefferson Nunes o enólogo encarregado da elaboração muito bem sucedida deste primeiro e único “vinho do gelo” brasileiro.

        No Canadá e Alemanha, onde este vinho já fez história e é objeto de cobiça dos amantes do vinho espalhados pelo mundo, as uvas usadas são essencialmente brancas porém neste caso usaram a Cabernet Sauvignon por ser a uva que com amadurecimento mais tardio nos vinhedos da vinícola capaz de persistir  nas parreiras até a chegada das temperaturas negativas do inverno na altitude na região de São Joaquim. Vem daí a cor rosada, puxando para o âmbar, que aparece na deslumbrante taça da Strauss especialmente desenvolvida para acompanhar este vinho.

        Baixíssimo rendimento de um cacho por broto, cerca de meio quilo de uva por planta, e um enorme problema, os pássaros que já com menos disponibilidade de comida em Junho, descobrem nas doces uvas maduras um verdadeiro pitéu! Por falar em doçura, estas uvas alcançaram 34 brix (340grs de açúcar por kg) atingindo 15% de teor alcoólico natural. Colhida congelada após a temperatura ideal de menos de seis graus negativos ter sido alcançada, exatos – 7,5°, em dois dias diferentes numa vigília diária entre os dias 4  e 22 de Junho de 2009, o pequeno volume de uvas chega à cantina onde as máquinas são cobertas por gelo para que o mosto obtido alcançasse a menor temperatura possível. A glória, quatro graus negativos!

         Com um total de cerca de 13.400 kgs de uva que geraram aproximadamente 600 litros de mosto, estamos diante de um vinho surpreendente do qual somente 3.676 garrafas foram produzidas, algumas das quais tivemos o enorme prazer de degustar após um ano de passagem por barricas francesas novas. São 84grs de açúcar residual perfeitamente balanceados por uma acidez total de 6,73 que conferem a este vinho um tremendo equilíbrio. Em 2010 não tiveram colheita e só Deus sabe quando terão novamente pois a dependência das condições ideais climáticas é total e todos sabemos que a natureza anda se revoltando contra os maus tratos sofridos, então há que se tratar bem cada uma dessas poucas garrafas produzidas.

       Não sou nenhum expert neste estilo de vinho e muito menos de Icewine, porém gosto de vinhos de sobremesa especialmente daqueles que conseguem esse equilíbrio tão delicado entre doçura e acidez. O Pericò Icewine tem esse predicado e mostra-se com uma cor linda, brilhante, límpido com nuances que fazem lembrar um Tawny Colheita 10 ou 20 anos, com aquele toque âmbar. Nos aromas é doce, sutil com um toque de licor de cereja inicial que evolui para algo mais complexo como figos secos, segundo alguns, e eu encontrei baunilha. Na boca é uma coisa! Muito rico, um equilíbrio perfeito do álcool, doçura e acidez extremamente bem integrados com um final de boca longo e persistente com notas amendoadas. Vibrante, sedutor, sem arestas, estamos diante de um vinho cativante, extremamente elegante e fino que deve ser tomado a uma temperatura em torno dos 10°.

          Vem numa latinha linda, aliás todo o projeto gráfico é muito bem feito e de extremo bom gosto mostrando uma eficiência profissional nos mínimos detalhes, preta com imagens extraídas do quadro “Vindima na Neve” da artista Tereza Martorano também Catarinense, mas bem que poderia vir de fraque e cartola que lhe caberiam muito bem! Na apresentação, a descoberta dos chocolates Nugali de Pomerode, um projeto todo Catarinense, que elaboraram para este momento tão somente, uns bombons exclusivos que têm como ingrediente um pouco deste Icewine, DI-VI-NOS!

        Já tenho preço para divulgar, mas com todos esses predicados e exclusividade, certamente não poderia ser barato. Esta pequena, delicada e linda garrafa com apenas 200ml, mais parecendo um perfume que uma garrafa de vinho, deverá estar nas prateleiras de algumas poucas lojas especializadas, em torno de R$280 a R$300,00  aqui em Sampa com toda a carga tributária em cima das “importações” de Santa Catarina. Caro? Sei lá, é único, é histórico, é exclusivo, é inovador e de quantidade limitada então me parece lógico que tenha que ser altamente valorizado, mas… Não o vejo como um produto de massas e sim como um objeto de desejo e curiosidade hedonista para os amantes dos doces néctares, algo diferente para aquele que já tem tudo, só não tem um Icewine brasileiro e, ainda por cima, de grande qualidade. Na vida tudo é relativo, preço também, então …….., sei lá. Desta feita não faço juizo de preço, mas acho que se estivesse em torno dos R$200 seria mais aceitável. De qualquer forma, o mercado será o julgador final desse quesito.

       Eu tenho uma garrafa e penso em adquirir mais uma. Tomo uma, dia 1 de Janeiro para que o ano se inicie doce e assim perdure, e a outra guardo, é história! Segue imagem do vinhedo a 7,5° abaixo de zero, lindissíma e idílica paisagem.

Salute e kanimambo. I’m Back!

 

Dicas da Semana – o Retorno

Falei que estava voltando! Devagar, mas gradativamente começo a me organizar e separar um tempo para seguir tocando meu blog como sempre fiz. Seguem algumas dicas para você conferir e aproveitar.

Degustação na Vino & Sapore – No próximo dia 8 de Novembro às 20 horas, encontro com os vinhos da Decanter . Teremos o prazer de iniciar os trabalhos provando o delicioso e refrescante Prosecco Bedin seguido de:

  • Marquês de Montemor Tinto – Alentejo/Portugal
  •  Alain Brumont Tannat/Merlot – Mandiran (ou quase)/França
  •  Vina Alicia Malbec – Argentina
  •  Macie Sysar – Itália
  •  Villard Grand Vin Assemblage – Chile
  •  Schild Shiraz – Austrália

Rótulos escolhidos por mim com aval da Decanter, uma pequena viagem pelo mundo do vinho descobrindo novos sabores por apenas R$40,00 dos quais metade revertem em eventuais compras que deseje fazer dos rótulos provados. Para se inscrever e fazer sua reserva, envie e-mail para; comercial@vinoesapore.com.br. A Vino & Sapore fica na Granja Viana, Cotia, uma região das mais arborizadas, bonitas e charmosas da grande São Paulo a apenas 20/30 minutos de Pinheiros, Butantã, Morumbi, Vila Leopoldina, Taboão, Embu e São Roque.  Rua José Felix de Oliveira 866, Estação do Sino, altura do Km 24 da Rodovia Raposo Tavares. Para quem tem GPS, de acordo com meu amigo Emilio, as coordenadas são; 23º.35′.10″ Sul e 46º.50′.21″ Oeste.

O Suez, restaurante que iniciou suas atividades na região da Granja Viana acaba de abrir sua filial inaugura sua nova casa em uma das ruas mais badaladas dos jardins, a Rua Oscar Freire , onde funcionou a Enotaca Acqua Santa. A culinária é mediterrânea, com forte influência da moderna cozinha espanhola. O cardápio é preciso, com 16 pratos confeccionados com ingredientes muito nobres,  combinados com criatividade e ousadia, como por exemplo uma adaptação muito diferente de Paella de Frutos Do Mar;  Palheta de Cordeiro com Cuzcuz Marroquino e Tartar de Maça; Roballo com Espuma de Alho Poró e Fricassé de Cogumelos e Quinoa; Gnocchi de Mandioquinha ao Creme de Gorgonzola e Rúcula que simplesmente derrete na boca, ou pelo menos assim dizem porque ainda não conferi.

De qualquer modo a noticia vem de minha amiga Denise Cavalcante e ela já me tinha falado muito bem do lugar, então, coloque na sua listinha de lugares a conferir. Rua Oscar Freire 155, Jardins – Tel. 3081.7909 www.restaurantesuez.com.br

Chardonnay Doux do Emporio Sorio. Vinho doce da Córsega que me entusiasmou em 2009 e que agora ganha seu lugar ao sol tendo se consagrado como um dos eleitos no TOP 5 da degustação às cegas realizada por especialistas da área no Encontro e Vinhos em Ribeirão preto que, pelo que pude constatar já que não pude estar presente, foi um grande sucesso. Um vinho realmente muito saboroso e sedutor que recomendo.

Enopira, o amigo Luis Gustavo segue a todo o vapor lá em Piracicaba, um ótimo programa para os amantes do vinho na região: Um encontro com os vinhos de;  Tierra de Castilla e Tierra de Castilla y León trazidos pela Peninsula no próximo dia 9 de Novembro às 20 horas. Rua Mamede Freire nº 79 – Piracicaba, SP – Tel: (019 ) 3424-1583-  Cel. ( 19 ) 82040406 – E-mail- luizotaviol@uol.com.br 

VINHOS APRESENTADOS

  • Protocolo Blanco 2009
  •  Ossian 2008
  • Protocolo Rosado 2009
  • Protocolo tinto 2008
  • Alaia Crianza 2005
  • Abadia Retuerta Rivola 2007
  • Finca Coronado 2004
  • Abadia Retuerta Seleccion Especial 2006

Após a degustação será servida uma Zarzuela de Mariscos e tudo isso por módicos R$100,00 por participante.

Maria Amélia, enóloga e incansável promotora das coisas do vinho na região de Porto Alegre, traz mais um evento aos amigos que moram ou estejam por lá nos próximos dias 9 e 10 de Novembro. Desta feita o evento se dará na Enoteca Conte Freire . R. Des. Espiridião de Lima Medeiros, 156 . Porto Alegre RS. Valor: R$ 450,00 . Inclui apostilas, pães, queijos, vinhos, certificado.Para reservas e informações: ..51..9331 6098 ou mariaamelia@vinhoearte.com . Veja abaixo.

Vinea e seu charmosissímo jardim gourmet apresentam seu  programa gastronômico de Novembro que vale a pena conferir. Lugar cativante e diferente, bons vinhos com boa comida, um prato cheio para os amantes da enogastronomia e tem mais, ainda por cima pega leve no seu bolso!

Degustando a Vino & Sapore

           A pedidos, eis um resumo deste projeto. Alguns amigos do blog, inclusive o André da Vila Madalena que veio nos visitar e encontrou algo que não encontrava faz tempo, os bons vinhos da Melipal, têm visto que o portfólio possui obviedades porém está repleto de novidades e rótulos diferentes seguindo o mesmo foco que imprimi em minhas colunas e neste blog.

          O projeto “Degustando a Vino & Sapore” tem como objetivo juntar os amigos e apreciadores de bons caldos em encontros informais de até 14 pessoas para um bate-papo com os importadores que são meus principais parceiros e seus vinhos. São vinhos que escolhi pessoalmente e demonstram a capacidade desta parceria em disponibilizar vinhos de diversas gamas de preço, sempre bem competitivos, origens e graus de qualidade. Vinhos saborosos de R$40 a 130,00 ou seja, que cabem no bolso da maioria, numa viagem pelas diversas regiões produtoras no mundo.

       Duas destas degustações já estão confirmadas, mas temos mais três programadas que estaremos divulgando de forma mais abrangente através do blog da Vino & Sapore. Se você mora em Sampa, tem interesse nessas degustações e acompanha este blog,  sugiro dar uma passada por lá, pois este espaço dará menos ênfase nas coisas do business da Vino & Sapore e mais no vinho que é seu principal foco.

      No dia 8 de Novembro, às 20 horas com inicio dos trabalhos impreterivelmente ás 20:30 teremos nosso primeiro encontro que será com a Decanter e no dia 16 com a Ravin. Este ultima seria na verdade no dia 3, mas surgiram problemas/compromissos que me forçaram a ter que postorgá-lo para o dia 16.

Dia 8 – Decanter:

  • Prosecco Bedin – Itália
  •  Marquês de Montemor Tinto – Alentejo/Portugal
  •  Alain Brumont Tannat/Merlot – Mandiran (ou quase)/França
  •  Vina Alicia Malbec – Argentina
  •  Macie Sysar – Itália
  •  Villard Grand Vin Assemblage – Chile
  •  Schild Shiraz – Austrália

Dia 16 – Ravin

  • Santa Julia Brut – Argentina
  • Boas Vinhas – Dão/Portugal
  • Clerget Cotes-du-Rhône Village – França
  • Veja Sauco Piedras crianza – Toro/Espanha
  • Vina Maipo Grand Devoccíon Cabernet/Syrah – Chile
  • Spice Route Mourvedre – África do Sul
  • Zuccardi Q Malbec – Argentina

          Para participar; reserva e pré-pagamento de R$40,00 por participantes com metade disso sendo revertido em crédito na compra de qualquer dos vinhos provados no encontro. Estou por fechar os encontros dos dias 22 e 29 de Novembro assim como o de dia 6 de Dezembro, mas esses informo mais adiante. O objetivo é apresentar nossos principais parceiros e seus vinhos numa viagem que passeie pelo caleidoscópio que é nossa vinosfera. Se tiver interesse inscreva-se, lembro que são somente 14 participantes por encontro, via comercial@vinoesapore.com.br .

Salute, kanimambo e acompanhe nossas atividades no blog da Vino & Sapore adicionando-o a seus favoritos. Nos vemos por aqui. Nesta semana temos Matéria do Breno, um post sobre um momento único na história da vitivinicultura brasileira e dicas da semana. Me aguarde, estou voltando, eheh!

Retornando à Ativa

Oi pessoal, devagarinho voltarei ao normal, ou quase, mas desde já fica aqui um enorme kanimambo pelo grande numero de pageviews alcançados, passamos de 610 mil!  A partir de Segunda-feira certamente retomo uma certa periodicidade de posts inclusive com o resultado de um painel de espumantes economicos muito interessante e o lançamento de um vinho único brasileiro. Por enquanto, cliquem aqui no logo abaixo e visitem o blog da Vino & Sapore onde iniciei uma programação de degustações da hora num projeto que denominei como “Deguste a Vino & Sapore”. Se houver interesse de algum dos amigos em participar, será uma honra recebê-los. Provaremos um espumante e seis vinhos com preços variando de R$40 a 110 passando por seis países diferentes, varietais, assemblages, um pouco de tudo demonstrando como nossa vinosfera é farta e diversa. Venha viajar com a gente!

Salute e kanimambo.

Ah, a Vino & Sapore fica na Granja Viana, km 24 da Rodovia Raposo Tavares, na Rua José Felix de Oliveira 866, Tel. (11) 4612-6343 ou 4612-1433.  Neste horário, a 20/30 minutos de Embu, Taboão, Cotia, São Roque, Morumbi, Butantã, Pinheiros, Itaim, etc.

Imagens Falam Mais que ……

             Como sempre, me envolvo com o momento e esqueço de fotografar, faltou registro de um monte de gente! Esta pequena seleção de fotos mostra um pouco do que é a loja e da celebração regada ao bom Ponto Nero Extra-brut, kanimambo aos amigos da Domno, e vinhos que nos foram gentilemente disponibilizados pelos parceiros como Ninfea Montepulciano da Mercovino, Protos Verdejo da Peninsula, Villard Gran Vin Assemblage da Decanter, Malma Gran Reserva da Vinhos do Mundo, Bogle Petit Syrah da Wine Lovers, Zuccardi Serie A Bonarda e Vidal Fleury Cotes du Rhone Village da Vinea. A todos meus sinceros agradecimentos pelo apoio dado. Queria montar um slide show mas o sistema tá dando pau, então ficam aqui meus agradecimentos a todos os que torcem pelo sucesso deste novo empreendimento e vos convido a nos visitar para conferir. A parte de serviço ainda não está como deveria, mas devagar chegaremos lá. Diversidade, qualidade nos produtos e preços competitivos, essa é nossa receita que esperamos possa gerar os frutos desejados.

Kanimambo a todos os que estiveram presentes prestigiando ao evento da inauguração. Faltou espaço para tanta gente e isso já me deixou imensamente feliz .

Salute, abraço e um baccio grande. Nos seguiremos encontrando por aqui. Para aumentar a imagem, clique sobre ela e depois aumente com zoom.