João Filipe Clemente

É Hora de Champagne Canard-Duchêne na CBE

         É, foi essa a minha escolha para o tema do mês escolhido pelo Silvestre para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Após 10 dias de secura, a CBE me trouxe de volta, mas é que tenho trabalhado sete dias por semana, tido diversos eventos e realmente não tenho tido tempo para me dedicar ao blog. A partir de Janeiro, já com outra programação de trabalho, volto a escrever com mais assiduidade e regularidade.

           Bem, mas falemos deste champagne brut que, por seus R$165,00, se mostrou ser um achado num segmento de vinhos espumantes em que não é fácil encontrar algo abaixo dos R$200, quanto muito R$180,00 ou em alguma oferta esporádica. A Canard-Duchêne existe desde 1860 e está em sua terceira geração, agora com aporte do grupo Alain Thienot, ou seja; entende do riscado e isso está bem presente no caldo provado.

            Elaborado com 40% de Pinot Noir, 40% de Pinot Meuniére e 20% de Chardonnay, apresenta bolhas finas, abundantes e persistentes como tem que ser todo bom champagne. Aromas de boa tipicidade com o brioche bem presente, complexo e sutil. Na boca é tudo de bom e onde ele mais mostra seus predicados, com a chardonnay, mesmo que como coadjuvante no assemblage, mostrando sua cara de forma escancarada como que te dizendo “sou mais eu”! Delicado, fresco, mostrando uma faceta mais cítrica, termina cremoso e com boa persistência deixando aquele gostinho de quero mais na boca.

        Um bom Champagne que faz bonito na taça e satisfaz sobremaneira. Uma boa opção para este final de ano ou qualquer outro momento especial que mereça celebração!

Salute

Tutto Meno Alitalia – Botando a Boca no Trombone!

Tenho muitos acessos de pessoal que viaja e quer trazer vinhos de fora, havendo aqui diversos posts sobre esse tema. Acho que o desabafo do amigo Aguinaldo Záckia é pertinente ao assunto e certamente deverá ser de grande utilidade para os apreciadores de vinho que pretendam viajar para a Bota com essa companhia aérea e trazer alguns vinhos na volta. Não poderia deixar de publicar!

AVISO IMPORTANTE AOS AMANTES DO VINHO

TUTTO MENO ALITALIA!

Por Aguinaldo Záckia Albert

        Como filiado que sou da FIJEV – Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.

        Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.

          O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).

          Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.

         Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima – por que não? – e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso. 

         Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.

         Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!

        Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.

          E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente – em bom italiano, depois em inglês – diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.

         O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!

         Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba…

         A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?

           Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA. 

TUTTO MENO ALITALIA!!!

Vinho do Mês na Confraria – Anakena Pinot Noir

O vinho escolhido pela Confraria Brasileira de Enoblogs para mais esta grande degustação virtual, foi um Pinot Noir de até R$100,00. Eu deveria ter publicado, assim é a regra do jogo, dia 1, porém, como sempre, estou atrasado.

          Até R$100 temos muitas opções inclusive francesas de bom nível, mas quis buscar algo mais pé no chão partindo da seguinte questão; pode um pinot de R$50,00 satisfazer? Minha escolha recaiu sobre este  Anakena Pinot do Vale de Leyda.

            A Anakena tem três níveis de Pinot, o básico que vem do Vale Central, este e o Ona de Casablanca que leva algo de Syrah, Merlot e Viognier que lhe aporta um tempero diferenciado e muito interessante.  De qualquer modo, falemos deste Anakena de Leyda, um Single Vineyard de 2009.

           Nariz muito interessante, de boa complexidade em que afloram toques terrosos e animais fazendo-nos lembrar de Borgonha. Na cor, algo intermediário entre Borgonha e Chile, porém ainda bem claro e brilhante. Na boca entrega menos do que promete no nariz, porém é agradável apresentando características mais de Velho do que Novo Mundista. Fino, saboroso, de razoável persistência para um vinho que não chega nos R$50,00. Deverá ser um bom acompanhamento para embutidos, arroz de pato ou perdiz e, yummy, abre bem na taça! Apesar de novinho, os leves taninos já se encontram bem incorporados e acredito deva chegar em seu pico durante o ano que vem.

               A resposta a minha indagação foi positiva, satisfaz e não deixa buraco no bolso, o que sempre é um fator a ser considerado, mostrando que garimpando sempre conseguimos encontrar algo interessante mesmo nas faixas mais baixas de preço. Salute e mais uma vez minhas desculpas aos confrades pelo atraso na publicação.

kanimambo

Duas Degustações de Prima!

              Na Vino & Sapore na Granja Viana em Cotia, a pouco mais de 20 minutos de Sáo Paulo (zona oeste) duas belas degustações para um número reduzido de participantes. Na primeira 14 pessoas, metade já confirmada, e na segunda apenas 12 vagas para as quais cinco já se encontram pré-reservadas. Ou seja, se tiver interesse  entre em contato “a la brevedad” como dizem os hermanos!

Dia 7 de Dezembro –  A Mercovino é uma empresa de Ribeirão Preto que vem investindo num portfólio diverso e muito interessante. São parceiros  e trazem á degustação algumas delicias difíceis de serem recusadas! São vinhos que certamente deixarão marcas e que, espero (rs), vos levem a querer conhecer outros rótulos de seu portfólio. Neste dia, degustaremos os seguintes vinhos:

  • Champagne Canard-Duchêne, para abrir o encontro em  grande estilo.  
  • Caligiore Bonarda, produtos de vinhos ôrganicos.  Esta cepa vem em franco crescimento de qualidade na Argentina então creio que  é uma boa introdução ao produtor.  
  • Jaffelin Macon, um vinho da borgonha vibrante e  fresco já que a gamay recebe um blend de 20% de Pinot. Ótima opção de tinto  para o verão e carnes mais leves inclusive o nosso tradicional Peru á  Califórnia.  
  • Dios Ares Crianza 2006, um Rioja de gama de entrada do  conceituado produtor Pujanza.  
  • Bellamarsilia 2007, um toscano da região de Maremma  produzido com uma variação de Sangiovese, a Morellino de Scansano. Um vinho  que surpreende, especialmente se acompanhando uma perna de cabrito que,  lamentavelmente, não estará disponível para acompanhar! rs
  • Barolo Ter Ciabot 2003, precisamos conhecer o  produtor, porque o vinho dispensa apresentações.  
  • El Aziz, achava que ra um passito, mas é sim um Late harvest de Chardonnay, vinho doce de sobremesa da  região da Sicilia, que será acompanhado por panettonne italiano da linha  Clássico da Loison.

Custo do investimento por esta viagem de sabores, somente R$50,00 dos quais R$20 são crédito na compra de qualquer um dos vinhos degustados. Pré-reservas somente serão confirmadas mediante pagamento  em conta a ser informada posteriormente. Acompanha pão, água e café ao término do encontro.

 Degustação de Vinhos TOP do Velho Mundo dia 20 de Dezembro – para ninguém botar defeito! Não é sempre que podemos tomar grandes vinhos e muitas vezes nos perguntamos, valem?! Um vinho de R$350,00 tem mesmo tanta diferença assim de um de 100,00? Canso de ouvir estas indagações e, a pedidos, decidi criar um encontro muito especial para provarmos, conferirmos e derimir quaisquer dúvidas a esse respeito. Sobre a mesa e na taça, alguns vinhos respeitados e bem avaliados, uns mais conhecidos que outros, que reproduzem um pouco desse universo um pouco mais distante de nosso dia-a-dia, mas sem dúvida de grande qualidade. O investimento para esta viagem deverá ficar por volta dos R$200,00 (R$380,00 para casais) e neste caso teremos alguns petiscos para acompanhar os vinhos, porém ainda estou trabalhando nisso. Como sempre, nosso objetivo é diversão e exploração dos sentidos sem frescuras porém sem perder de vista a qualidade do que estamos degustando, então agora está na sua mão, será que vamos conseguir realizar esse encontro?

 

  •  Mademoiselle T 2008, um Puilly-fumée com uma  perfil aromático divino e delicioso na boca. Depois de tomar este Sauvignon  Blanc do Loire, os Sauvignon Blanc jamais serão os mesmos (R$106,00).
  • Jaffelin Savigny-les-Beaunes 1er Cru  Les  Laviéres 2006 – de acordo com o Didu, respeitado critico nacional e também  granjeiro, um vinho “ muito fino mesmo, com nariz complexo, evoluído, parece vinho mais vivido do que o rótulo diz, com morangos maduros, musgo, muito mineral, um gosto de moringa (parecia saido de uma moringa), delicioso e fresco com um levíssimo e delicado defumado. Espetáculo.”  (R$180,00)     
  • Marques de Cáceres Gran Reserva, um clássico de  Rioja e ainda por cima de uma safra histórica na região, a de  2001 (R$165,00).  
  • Jean-Luc-Colombo La Divine 2006 – um Cote Rotie  (Syrah/Viognier) que não podia ter um nome mais apropriado, divino! Um vinho  muito especial, estruturado e complexo, como diz um amigo, “de gala!”.  (R$370,00).  
  • Tignanello 2007 – Dispensa apresentações e dizem  que nesta safra o vinho se superou! Para conferir (R$360).  
  • Amarone Clássico Cinque Stelle 2004 – Um  delicioso exemplo de amarone produzido por um dos mais conceituados produtores  da região, Michele Castellani ou, para os mais intímos, I Castei.  (R$270,00)  
  • Graham´s Tawny 20 anos, para finalizar com estilo!  Para mim, melhor que o 30 e o 40 anos, estupendo! (R$230,00)

O encontro,  que espero seja uma interessante experiência enogastronomica, será finalizada com os cafés gourmet do Ateliê do Café.

          Tem duvida de como chegar, Rua José Felix de Oliveira 866, Estação do Sino, Granja Viana, Cotia à altura do Km 24 da Rodovia Raposo Tavares, após o Pão de Açucar e Mac Donald. Para quem tem GPS, de acordo com meu amigo Emilio, as coordenadas são; 23º.35′.10″ Sul e 46º.50′.21″ Oeste ou então clique aqui para ver o mapa de localização no site ainda em fase de construção. Para contatos e maiores detalhes; comercial@vinoesapore.com.br ou pelo tel. (11) 4612.6343.

Salute e kanimambo

Espumantes de Preços Módicos – Parte II

            Eis o restante dos espumantes provados neste painel que iniciou no post do último dia 24 . Ficou provado que preço não é documento nestes casos, mesmo reconhecendo o fato de que, normalmente, conforme ele cresce aumenta também a complexidade dos caldos. Fica no entanto uma pergunta; na praia ou em grandes festas e eventos precisa dessa complexidade toda? O que é que buscamos nessas horas? Essas perguntas deixo para você responder.  

         Uma outra conclusão é que, com algumas exceções, entre os importados nesta faixa, os mais baratos, melhor ficar com os nacionais. O Brasil está produzindo espumantes muitos bons com preço bem competitivos, coisa estranha já que nos tintos os preços são razoavelmente altos alegadamente devido a impostos que também existem aqui. De qualquer forma, a não ser que busque complexidade e espumantes especiais para momentos especiais, pode-se esbaldar por aqui no dia-a-dia!

Marco Luigi Brut, um Blanc de Blanc com 100% chardonnay e método clássico que lhe dá uma delicadeza e perlage fina cativantes já mostrando uma certa complexidade com aomas cítricos e algo de brioche sutil. Boa acidez lhe aporta um frescor gostoso com boa presença das características da chardonnay. Mais uma grata surpresa que entrega muito pelo preço.

Garibaldi Premium Brut – Bem seco, maior presença de leveduras, pouco frescor, cítrico muito sutil mostrando alguma rusticidade na boca com um amargor final e pouco equilíbrio que o torna um conjunto não muito apetecível, porém de preço bem camarada. 

Veuve Alban – Francês, franco, simples, balanceado, leve toque de fermento com nuances cítricas, perlage abundante e verdadeiramente efeverscente na boca. Não chega a empolgar, mas para quem quer um importado tem aqui uma opção.

Valduga Arte Brut – um achado nesta faixa de preço. Belo espumante elaborado pelo método clássico com um tradicional blend de chardonnay com pinot. Harmônico, balanceado, fresco, elegante com perlage bem fina e persistente, aromas de panificação, vale mais do que custa, ainda bem!

Ponto Nero Brut – espumante que ganhou recentemente uma prova de vinhos elaborados pelo método charmat. Muito fresco, cítrico perlage abundante, balanceado e vibrante, bem saboroso agradando fácil a gregos e troianos. Boa opção para festas e eventos.

Tributo Prosecco – uma grande pedida de um prosecco brasileiro, muito fresco, equilibrado, sem amargor final típico da cepa, mais um vinho que já tinha provado no lançamento o ano passado e agora confirma minhas primeiras impressões. Fresco, saboroso, algo amendoado, a revista adega lhe conferiu 86 pontos e também o cercou de elogios. Parabéns ao produtor, produto surpreendente.

Cava Marrugat – um exemplar de Cava complexo, ótima perlage, bom corpo, ótimo acompanhante para umas tapas, sendo companheiro fiel de umas tapas à base de presunto cru. Para brindar e para curtir, um espumante diferenciado, de bom preço tendo-o incluído mesmo estando R$2 acima do limite que impus ao painel.

Prosecco Moinet IGT – Na faixa de até R$30,00 é um dos campeões. Da região do Veneto, na Itália, é fresco, sem amargor final de boca, balanceado, saboroso, fácil de agradar e para ser tomado desde na praia até eventos. Gostei!

       É isso pessoal, por falta de opções é que vocês não ficarão sem espumante neste final de ano. Minha dica, não pare nas festas, tenha sempre algumas garrafas em casa, especialmente neste verão. Você verá que a abertura de uma garrafa num final de tarde vai recompensar as agruras do dia e alegrar o ambiente.

Salute e kanimambo.

No Caminho do Berardo uma Cova da Ursa

É meus amigos, faz alguns poucos dias estive presente numa apresentação de vinhos portugueses o que, para mim, é sempre um motivo de grande alegria, Desta feita o convite veio da Portuscale através da  amiga e competente assessora de imprensa Denise Cavalcante, para darmos uma volta pelo bom portfólio da Quinta da Bacalhôa e em especial do mais novo lançamento o Berardo Reserva Familiar. Presentes, a alta direção da empresa e o homem por detrás do produto, o comendador José Berardo, ou Joe Berardo como é mais conhecido desde o tempo que passou na África do Sul, que dá o nome ao vinho.

Falar da Quinta da Bacalhôa é chover no molhado pois seus vinhos são quase todos de amplo conhecimento dos enófilos de plantão e seu Quinta da Bacalhôa tinto é certamente um dos se não o melhor Cabernet Sauvignon de Portugal, estando na elite dos vinhos portugueses. No ano passado até dei umas voltas por lá tendo comentado minha visita aqui no blog e, em Fevereiro deste ano tive a oportunidade de conhecer o incrível jardim budista (semana que vem publico um slide show com algumas das fotos tiradas) criado pelo comendador na Quinta de Loridos, próximo ao Cadaval e Òbidos na região Lisboa, uma visita inesquecível com estátuas gigantescas.

Bem, mas falar de Quinta de Bacalhôa é falar de vinhos e sempre gosto de mencionar os meus preferidos entre seu bom portfólio são os menos midiáticos; SÓ Touriga, Meia Pipa e o incrível Moscatel de Setúbal Roxo 1998 que já comentei aqui e que é de lamber os beiços! Hoje anexei mais dois vinhos a esta lista de preferidos. O Berardo Reserva Familiar 2007, elaborado com Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e duas castas portuguesas  que o comendador declinou de mencionar mas tenho quase que certeza de que pelo menos uma delas é a Touriga Nacional. Um vinho bastante rico e surpreendentemente pronto para um rótulo deste porte e ainda tão jovem. Boa estrutura, complexo, um vinho que enche a boca de prazer e faz-nos pedir mais.

No caminho do Berardo, no entanto, não tinha uma pedra, tinha um Cova da Ursa, a grande surpresa da noite para mim, o vinho da noite até pelo inesperado! Um belo Chardonnay amadeirado no ponto, cremoso e de muita personalidade mostrando que os brancos portugueses estão realmente num patamar de qualidade entusiasmante. O problema é que como mercado não é de brancos, estes pouco têm destaque na mídia e para comprar um vinho desses por cerca de R$100 tem que conhecer. Agora, é certamente um vinho para colocar ás cegas em uma prova e vê-lo detonar nomes bem mais conhecidos de franceses a chilenos, um grande vinho que deixou marcas e vontade de comprar uma garrafas para ter em casa!

Bem, por hoje é só e semana que vem termino meus comentários sobre o painel de espumantes de preço módico. Um bom fim de semana para todos, salute e kanimambo

Espumantes de Preços Módicos

Entendo espumantes de preço módico aqueles que possuem um preço aqui em Sampa, de até R$35 em média podendo, certamente serão, ser bem mais baratos no Sul, Rio e Minas. Já fazia um tempo que trabalhava no projeto deste painel, tanto que alguns rótulos, como o da Miolo, até mudaram. Outros aumentaram e saíram um pouco fora, mas como os leitores estão espalhados pelos quatro cantos do país, optei por mantê-los na lista dos vinhos provados.

             Lamentavelmente vou ficar devendo fotos mais completas, pois minha assistente do lar se irritou com minha demora em fotografar as ditas cujas e tratou de limpar a área, ou seja lixo! Bem, de qualquer forma as notas e avaliações estavam comigo então aqui vão meus comentários sobre sete entre os dezesseis provados ficando o restante para a semana que vem ou quem sabe ainda nesta Sexta. Deste primeiro lote, um deles acabou sendo o que mais me impressionou entre todos os provados, mas deixo essa identificação para depois, por agora conheça o; Gran Legado Brut Champenoise, Alto Valle Prosecco, Dedicato Prosecco Extra-dry, Stravaganza, Cava Marqués de Monistrol , Miolo Cuvée, e Fausto Brut. No próximo falaremos de Valduga Arte Brut, Ponto Nero Brut, Marco Luigi Brut Champenoise, Tributo Prosecco , Pol Clement Brut, Prosecco Moinet, Veuve Alban e Garibaldi Premium Brut. O que tiver de fotos publico, mas vamos ao que interessa, falemos dos vinhos!

Cava Marques de Monistrol – um espumante que sempre me agradou dentro desta faixa de preço, porém este estava prejudicado mostrando-se oxidado. Mesmo nessa situação deu para ver a existência de uma perlage bastante fina e persistente e quando ok, mostra-se bastante fresco. Uma pena! (sem nota)

Dedicato Prosecco Extra-dry – este foi uma curiosidade que há muito tinha já que era uma enormidade a quantidade de comentários recebidos dos amigos leitores indagando sobre ele. Só é vendido no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte tendo esta garrafa sido trazida pelo amigo Claudio do Le Vi nau Blog. Simples sem grandes atrativos a não ser pelo rótulo mais caprichado, possui uma espuma rala, perlage fina, centralizada e escassa. Na boca é delicado com algumas notas de panificação muito sutis e algum amargor final que não chega a incomodar, mas que também não entusiasma nem incita a volta à taça. 

Fausto Brut da Pizzatto – o primeiro espumante brasileiro provado e a confirmação de que estamos muito bem servidos no quesito espumantes. Borbulhas de tamanho médio, abundantes e persistentes. Acidez bem presente tornando-o muito fresco e agradável de tomar. Citrico e vibrante, é uma boa pedida para eventos pois agrada fácil aos mais diversos paladares.

Miolo Brut, agora de cara nova com o nome de Cuvée Tradition – Muito fino, leve brioche no nariz, bolhas finas abundantes e persistentes mostrando claramente seu berço já que foi elaborado pelo método clássico. Bom corpo, alguma complexidade de sabores no palato, final balanceado e cítrico um espumante muito bom que entusiasma e pede bis. 

Gran Legado Brut Champenoise – boa perlage, amarelo com laivos dourados me parecendo já um pouco evoluído. Boa acidez, cremoso, algum floral no nariz com toques de levedura. Um amargor final me incomodou e prejudicou o conjunto. Esperava mais e, apesar de alguns poderem gostar, acho que num evento pode dificultar pela diversidade de palatos. Não encantou.

Stravaganza Brut – surpreendente! Foi o quinto vinho na minha prova e um pulo de qualidade enorme. Ás cegas acho que vai balançar muito degustador experiente e, em minha opinião, bem mais interessante que seu irmão mais velho, o Don Giovanni. Paleta olfativa complexa em que sobressai um brioche com algum cítrico, boa mousse, perlage finíssima e abundante de boa persistência. Bom volume de boca, muito equilibrado e sedutor mostrando a mesma complexidade do nariz no palato, um espumante mais sério e marcante com uma personalidade muito própria e bem cremoso. Não sei se seria um espumante que eu colocaria numa festa, mas certamente seria um que eu compraria para compartilhar com os amigos, é surpreendente e mexe com os sentidos. Belo espumante que vou querer rever mais vezes, o melhor deste painel!

Alto Valle Prosecco – Palha claro, muito suave, algo ralo com um residual de açúcar mais alto que a maioria dos espumantes deste tipo. Deixa um retrogosto doce e algo enjoativo faltando-lhe acidez, todavia pode fazer a cabeça daqueles menos chegados que gostam dos vinhos mais “docinhos” e possui um preço bem competitivo que pode ser preponderante na escolha.

Salute e kanimambo.

Dicas da Semana

A Wine School do Ricardo Bohn Gonçalves, promove um encontro muito especial com o ìcone Reserva Ferreirinha, no bistrô Charlôt. Coisa rara e para poucos afortunados, um jantar muito especial com 6 safras diferentes do Reserva Especial da Casa Ferreirinha, um dos grandes nomes do Douro Portugal. As safras são 1984, 1989, 1990, 1994, 1996 e 1997, sendo as últimas quatro as únicas produzidas na década de 90. Essas safras não estão mais disponíveis no mercado o que torna único esse jantar.

Menu

  • Couvert + croquetinhos com dip de mostarda + shot de tomate picante / vinho: Planalto Reserva 2009
  • Entrada – Caçarola de Lula e Polvo com Molho de Agrião / vinho: Planalto Reserva 2009
  • Primeiro Prato – Bacalhau Espiritual / vinhos: Reserva Especial Ferreirinha 1997, Reserva Especial Ferreirinha 1996, Reserva Especial Ferreirinha 1994
  • Segundo Prato – Guisado de carne com Batatas à Provinciana e legumes / vinhos:  Reserva Especial Ferreirinha 1990, Reserva Especial Ferreirinha 1989, Reserva Especial Ferreirinha 1984
  • Sobremesa – Amores da Curia (folhado de ovos moles) ou Bolo de Chocolate com Amêndoas / vinho: Porto Ofley LBV 2004

Será dia 25, nesta próxima  Quinta, e já me deu á gua na boca. O preço, bem o preço é condizente com a raridade do evento, R$435,00 já incluso serviço. Gostou, tá afins? Faz o seguinte, contata o Ricardo pelo telefone (11) 3676.1781 ou por e-mail wineschool@wineschool.com.br e acerta com ele, se é que ainda existam vagas!

Junte-se á Santa Ceia. È isso mesmo, neste próximo dia 29 ás 20:00 horas a Vino & Sapore apresenta mais um de seus parceiros, a Santa Ceia. Importadora jovem de Valinhos (SP), possui uma série de rótulos diferenciados e muito interessante apesar de menos midiáticos por aqui. Já lá fora, são produtores amplamente conhecidos e reconhecidos por sua qualidade. Neste encontro promovido na Vino & Sapore, uma oportunidade de conhecer alguns destes bons caldos. Com a presença da enóloga portuguesa Inês Crus, profissional com experiência na produção de vinhos em Portugal, Austrália e Estados Unidos, que fará a apresentação dos vinhos que escolhemos. Iniciaremos, como sempre, com um espumante que será uma surpresa, para em seguida provarmos seis vinhos pouco conhecidos, como a importadora, fruto de meu garimpo ao longo dos anos em “Falando de Vinhos”:

  • Majolica Rosé, um rosé italiano diferenciado, elaborado com a uva Montepulciano d’Abruzzo
  • Nekeas tempranillo/merlot de um importante produtor de Navarra na Espanha. Rober Parker tem lhe dado, entra ano sai ano, uma média de 87 pontos.
  • Ôdace, um Bordeaux de Saint Emilion, diferenciado mostrando que a França pode sim produzir bons vinhos sem criar rombos em nossos bolsos. Assemblage de Merlot com Cabernet Franc
  • Da Vinci Chianti Classico 2006, um belo exemplo de como os chiantis podem ser elegantes e aveludados numa safra considerada excelente na região. Produtor muito conceituado com ótimas avaliações pela Wine Spectator e Wine Enthusiast entre outras revistas especializadas. Uma agradável e sedutora surpresa para derrubar aqueles que ainda têm preconceito para com os vinhos italianos. (sem foto)
  • Por falar em França, um Pinot Noir biodinâmico da Borgonha que mostra o porquê destes vinhos causarem tanta comoção. Elaborado pela Domaine Bollarin em Morey-Saint-Denis é um vinho que me agradou muitissímo e mexeu comigo, algo que poucos borgonhas conseguem! Será?
  • Finalizamos com ìcone da região de Navarra, também produção da Nekeas, um 100% Garnacha elaborado somente em safras excepcionais com uvas de vinhedos com mais de 60 anos de idade. A Wine Spectator lhe deu 90 pontos, será? Que tal conferir?

Para esta degustação seu investimento será de R$40,00 por participante com metade disso sendo revertido em crédito na compra dos rótulos degustados. Antes, teremos uma apresentação e degustação de azeites chilenos 1492 quando conheceremos um pouco mais sobre as olivas Arbequina, Frantoio e Picual. Para se inscrever e fazer sua reserva, envie e-mail para; comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612.1433 entre 11 e 20 horas de Terça a Sábado

Em Piracicaba, uma aula de cepas brancas através de mais uma degustação no Enopira, agora com site WWW.enopira.com.br para você acessar e saber mais. Desta feita o Luiz Otavio juntará uma série de vinhos do Velho Mundo para mostrar toda a beleza e sedução destes vinhos:

            Será dia 9 de Dezembro, uma Quinta-feira, então há tempo para você se programar. Só não demore muito porque as vagas, como sempre, são limitadas. Vejam o que vai para a taça nesse encontro:

  • Muscadet Clos des Briords Cuvée V. Vignes 2008- Cepa : Melon da Bourgogne
  •  Val de Sil 2008- Cepa: Godello
  •  Ossian 2008- Cepa: Verdejo
  •  Gitton Silex Galinot 2005- Cepa: Sauvignon Blanc
  •  Chignin Bergeron Prestige des Rocailles 2006- Cepa: Roussanne
  •  Chassagne-Montrachet 1er Cru St-Jean 2007- Cepa: Chardonnay

No final o Luiz ainda serve um peixe assado e tudo isso por R$100,00, só no interior mesmo!!

Salute e kanimambo

Depois da Pancada vem o Afago!

              É, depois daqueles e-mails azedos já aqui comentados, foi a vez de receber do amigo Sergio Montag os parabéns pela performance deste blog conforme avaliação da Alexa  – The Web Information Company – que é um site americano especializado na análise do tráfego da Internet possuindo uma base de dados superior a 25 milhões de páginas no mundo inteiro. De acordo com o Enoeventos, conceituado site do Oscar Daudt no Rio de Janeiro, “Para classificar um site, a empresa utiliza o movimento dos últimos 3 meses (considerando visitas e páginas acessadas) a partir de uma fórmula não revelada. Cada um dos sites classificados recebe uma posição que varia de 1 – lugar que, sem surpresas, é ocupado pelo Google – crescendo sequencialmente até o último site classificado.

               Não sou ligado nessa parafernália de redes sociais, visito meu facebook uma vez a cada duas semanas se tanto, não “twito”, mal e mal escrevo este blog quando o tempo me permite e tão pouco fico divulgando meus posts. O resultado é simplesmente o fruto de três anos de continuada atenção aos meus amigos leitores que, por sua vez, me presenteiam com seus cliques e divulgação boca a boca. Sempre soube que estava bem na fita e isso é motivo de alegria assim como de enorme satisfação, pois é o reconhecimento púbico de um trabalho que venho desenvolvendo com muito carinho. Pois bem, saber que entre mais de 25 milhões de sites/blogs no mundo inteiro o meu está entre os primeiros 7% na posição de 1.657.386 foi uma enorme e grata surpresa, mas tem mais! De acordo com o trabalho tabulado pelo Oscar no Enoventos e que vale ser lido em toda a sua abrangência clicando aqui, este blog é o primeiro colocado entre os blogs de vinho no Brasil e o quinto entre todos os blogs e sites sobre vinhos no Brasil.

           Tou de cabeça inchada e peito estufado, rs, ao mesmo tempo que preocupado pela responsabilidade dessa posição à qual os meus leitores, você, me alçaram. Como já disse aqui uma vez, virei passageiro no “Falando de Vinhos”, um típico caso da criatura que toma conta do criador, no entanto feliz, porque esses números mostram o acerto de minha decisão quando em 17 de Dezembro de 2007 iniciei esta longa e prazerosa jornada de compartilhar com os amigos o pouco que sei e tentar passar para todos as emoções sentidas e descobertas garimpadas. Costumo dizer que os comentários em meu blog são meu combustível para continuar, mas esses números foram uma verdadeira “turbinada” em minha auto-estima!

          Pequinininho, sem vinculos com a grande midia ou associações, piano-piano, como dizem os italianos, cá vou seguindo meu caminho desbravando meus mares nunca dantes navegados e nos quais tenho tido a sorte de encontrar mais prazeres que desprazeres. Espero seguir contando com a confiança dos amigos.Veja a lista completa abaixo.

Um kanimambo enorme a todos e Salute.

Degustar é Preciso!

       Como já de conhecimento publico, não existe grande piloto sem uma considerável milhagem nem enófilo que se preze sem litragem! rs Vero. A melhor forma de se errar menos nas compras é conhecer o maior número possível de rótulos e isso significa provar o máximo possível. Isso reduz custos, encurta caminhos e reduz riscos, afora ser extremamente prazeroso, então degustar é essencial para quem se aventura no garimpo de bons vinhos por esses caminhos dominados por deus Baco. Eis aqui boas dicas da semana neste sentido:

Degustação/Aula sobre Espumantes no próximo dia 24 de Novembro na Vino & Sapore– conheceremos os estilos de espumantes disponíveis no mercado, exploraremos os diversos métodos de produção e veremos as principais regiões produtoras. Enquanto falamos na teoria, provaremos na prática dez espumantes iniciando esta viagem por um espumante Moscatel elaborado pelo método Asti e finalizaremos com um delicioso champagne Grand Cru. Vejam abaixo a lista do que 14 felizardos participantes estarão degustando nessa noite:

  • Marco Luigi Moscatel – método Asti – Brasil
  • Pol Clement Demi-sec – método charmat – França/Loire
  • Ponto Nero Rosé – método charmat – Brasil
  • Incontri Prosecco – método charmat – Itália/Veneto
  • Pol Clement Brut – método charmat – França/Loir
  •  Pausa para abastecimento sólido
  • Valduga Arte Brut – método champenoise – Brasil
  • Cava Marrugat Brut – método champenoise – Espanha/Penédes
  • Barnaut Grand Cru Blanc de Noir Brut – método champenoise – França/Champagne
  • Ponto Nero Extra Brut – Método Charmat – Brasil
  • Cave Geisse Nature – método champenoise – Brasil

Investimento, R$70 por participante lembrando que o horário está marcado para as  20 horas com atividades se iniciando às 20:30. Para se inscrever e fazer sua reserva, envie e-mail para; comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612.1433 entre 11 e 20 horas de Terça a Sábado.  A Vino & Sapore fica na Granja Viana, Cotia, uma região das mais arborizadas, bonitas e charmosas da grande São Paulo a apenas 20/30 minutos de Pinheiros, Butantã, Morumbi, Vila Leopoldina, Taboão, Embu e São Roque.  Rua José Felix de Oliveira 866, Estação do Sino, altura do Km 24 da Rodovia Raposo Tavares. Para quem tem GPS, de acordo com meu amigo Emilio, as coordenadas são; 23º.35.10 Sul e 46º.50.21 Oeste.

 

Enopira, do amigo Luiz Gustavo Degusta Borgonha. Lá em Piracicaba e região não tem para ninguém, só dá Enopira! Desta feita ENOPIRA, a boutique de vinhos, apresenta Grandes Vinhos de Borgonha: como sempre o encontro se dará na sede da Enopira que fica na  Rua Mamede Freire nº 79,  Piracicaba (estado de São Paulo) e você pode reservar seu lugar ou pegar informações através dos fones; (019 ) 3424-1583 e Cel. ( 19 ) 82040406 ou ainda pela internet através do e-mail > luizotaviol@uol.com.br 

VINHOS APRESENTADOS

  • Race Chablis 2009
  • Race Chablis 1er Cru Montmains 2008
  • Geoffroy Chablis Grand Cru Les Clos 2007
  • Parigot Mersault Les Vireuils Dessous 2007
  • Parigot Chassagne-Montrachet 1er Cru Clos St-Jean 2007
  • Senard Corton-Charlemagne Grand Cru 2006
  • Guyon Aloxe-Corton 1er Cru Les Fournières 2004
  • Guyon Corton Grand Cru Clos du Roy 2006
  • Senard Corton Grand Cru Clos des Meix Monopole 2005

Após a degustação será servido: Frango Caipira ao Chablis e Ossobuco de Vitela ao Hautes-Côtes de Beaune Clos de La Perrièrre.

Programe-se, será no próximo dia 25 de Novembro ás 20 horas e o custo por pessoa será de R$250,00.

Mais uma e desta vez dos bons vinhos da Zuccardi na Portal dos Vinhos dos amigos Fátima e Emilio. Será nesta próxima Sexta dia 19 e a loja fica aqui pertinho, no Morumbi. Vejam a programação abaixo.

salute e kanimambo