Azeites, não entendo nada!

      Como quando me iniciei em nossa vinosfera, só sei se gosto ou não, mas estou aprendendo. A maioria de nós pouco conhece sobre o assunto, porém existem fatos incontestáveis e um azeite de qualidade sobre um prato médio fará milagres, isso não é opinião é realidade!  Sem contar que, junto com o vinho, faz parte da famosa dieta mediterrânea que comprovadamente é benéfica à saúde prevenindo uma série de doenças. Conhecer um pouco mais desse liquido conhecido como o “ouro do mediterrâneo” é conhecer um pouco mais da história da humanidade. No site Portal de São Francisco  achei o seguinte texto dentro de um longo e interessante post sobre o tema: “ Entre os séculos VII e III a.C. o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época pelas suas propriedades benéficas ao ser humano. Sabe-se ainda que, há mais de 6 mil anos, o óleo era usado pelos povos da mesopotâmia como um protetor do frio, quando estes untavam seus corpos com ele. A longevidade relacionada à utilização do óleo de oliva não existe por acaso. A ciência sempre teve um especial interesse por este óleo justamente pela sua marcante presença na história. Durante anos de estudos e investigações, ela acabou comprovando os seus efeitos (principalmente nos estudos realizados na década de 50) na prevenção do câncer de fígado e em outras doenças, como, por exemplo, as cardíacas.”  

       Estou vendo se consigo me organizar para fazer um curso sobre o tema, mas enquanto isso vou lendo e pesquisando na busca de conhecimento. Nesse processo me deparei com o ótimo site “Azeite On-Line” (onde provavelmente farei meu curso) de onde tirei estas três dicas que podem nos ajudar a comprar melhor e derrubam alguns mitos criados sobre mais esse elixir dos deuses.

Tipo da Embalagem

Garrafas de vidro ou latas, que além de ter uma apresentação atrativa e informativa para o consumidor, tem como principal função a correta preservação das qualidades e características do produto. Os principais “inimigos” do azeite são a luz, temperatura, umidade e o oxigênio, que provocam alterações de sabor e aroma no azeite. A embalagem que oferece melhor proteção a estes quatro fatores é a garrafa de vidro escura, seguida da lata e da garrafa de vidro transparente. A vantagem do vidro escuro sobre a lata é devido ao fato do vidro ser um isolante térmico (“barreira ao calor”) melhor que o metal da lata, além da eficiente proteção contra luz, oxigênio e umidade. A lata, após aberta para uso, também apresenta maior risco de sofrer a ação do oxigênio e da umidade, em função de que nem todas as apresentações de embalagem de lata apresentam sistema adequado de fechamento.

Origem do Produto

Nem sempre o azeite cuja marca é originária de um determinado país, assegura que o azeite foi produzido naquele país. Na Itália, por exemplo, que consome e exporta mais do que produz, há diversas empresas que importam azeites de outros países e envasam com marcas italianas, obtendo produtos de boa qualidade, mas não necessariamente azeites obtidos de azeitonas produzidas na Itália. O mesmo pode ocorrer com outros países.  Nestes casos, normalmente se encontra no rótulo dizeres como “Embalado na Itália” ou “Envasado em Portugal”, mas não informam onde o azeite foi produzido.

 As marcas que são produzidas e envasadas em um determinado país utilizam dizeres como, por exemplo, “Produto Espanhol”, ou “Este produto cumpre com as especificações do país de origem”, “Produzido e embalado em Portugal”, ou “Denominação de Origem Protegida (D.O.P.)”, o que assegura que aquele azeite é de origem conhecida (país e/ou região). Azeite produzido e envasado (ou engarrafado) por um produtor, no país de origem da marca são um indicativo, apesar de não ser uma certeza, de que o azeite pode apresentar uma melhor qualidade

Acidez / Tipo de azeite

Apesar de a acidez ser um fator importante na classificação do azeite, ele não é adequado para sinalizar se é um produto mais gostoso em termos de sabor, aroma e intensidade. A acidez indica se o produto é “azeite extra virgem” (até 0,8%), considerado o tipo mais “nobre”, pois a sua extração foi feita apenas por processos mecânicos. Entretanto, não obrigatoriamente azeites extra virgem de acidez menor, por exemplo, 0,2% de acidez, são melhores que produtos com acidez maior, por exemplo, 0,7%. O produto classificado como “azeite de oliva”, nem sempre menciona a acidez, pois é pouco relevante para este tipo de produto, pois eles são obtidos inicialmente por processos mecânicos, nos quais não atingiram a acidez para se classificarem como “extra virgem”, e foram submetidos a processos químicos para redução da mesma, sendo posteriormente acrescidos de uma pequena fração de “extra virgem” em sua composição (veja maiores detalhes no link “produção”);

Tipo de Processo de Extração

Algumas marcas “extra virgem” informam que o processo de extração foi de “primeira prensagem a frio”. Como atualmente todos os azeites são obtidos apenas com uma única “prensagem”, ou “extração, esta informação tem pouca utilidade de diferenciação. Entretanto a segunda informação, “a frio”, é relevante, pois indica que não houve aquecimento no processo de extração do azeite, o que pode indicar que as qualidades de aroma e sabor estão melhores preservadas. Algumas empresas utilizam aquecimento no momento de extração, mas esta informação dificilmente está informada no rótulo

A Cor do Azeite

Outro mito muito presente está relacionado com a cor do azeite. O consumidor brasileiro tem a tendência de considerar azeite com coloração verde mais intensa como um azeite “encorpado”, “mais forte”, “mais gostoso”, de sabor e aromas mais intensos. Esta é uma avaliação equivocada. O que define as características sensoriais de um azeite, como o sabor, o aroma e suas respectivas intensidades, são dezenas de compostos presentes na azeitona que são resultantes da variedade, maturação do fruto no momento do processamento, bem como das condições do micro clima e do terreno em que a oliveira está localizada.

A cor verde do azeite está associada à maior ou menor presença de clorofila (pigmento natural de cor verde), que não influi na qualidade sensorial do azeite, eventualmente pode conferir notas sensoriais mais amargas.Normalmente, azeites mais verdes são obtidos de azeitonas processadas nas etapas iniciais da colheita e podem ter sabor e aroma associados a “frutos verdes”, como erva cortada, banana verde e maçã verde. A cor do azeite pode variar de intensidade entre o verde intenso e o amarelo ouro e normalmente está associada ao estágio de maturidade do fruto: cor de azeite mais verde, obtido de azeitona mais verde, cor de azeite mais amarelada pode significar azeitona mais madura.

          Bom fim de semana hoje sem dicas, a não ser gastar uns trocados num bom azeite, que aparecerão aqui na Segunda. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui ou na Vino & Sapore com uma taça de vinho e dois dedos de prosa.

Minha Terra Também Tem!!

         Mozambique Wine Fair, nunca se sabe, pode ser que em Outubro você esteja pelas bandas de Maputo então aqui vai uma dica do que fazer. Por outro lado, vai a dica também para os produtores nacionais que se interessam por exportar para países menos tradicionais e fora da rota Estados Unidos, Europa e China pois é uma boa oportunidade para expor seus vinhos.

DATAS/DATES: 25 – 26 DE OUTUBRO DE 2012

LOCAL/VENUE: MAPUTO SHOPPING CENTER

HORA/TIME: 15:00HRS – 22:00HRS

 Para maiores informações, contate  BRANDW!SE– MOÇAMBIQUE Av. Olof Palm Nr. 896 Esq. C/Av. Agostinho Neto Tel.  +258 21 – 30 30 86 Fax. +258 21 – 30 30 87  Cel. +258 86 3070 800/900 E-mail: geral@brandwise.co.mz  ou acesse http://www.facebook.com/BRANDWISE.MOZ Maputo – Moçambique

Aproveitando a estadia por lá, não deixe de dar uma passada pela Polana e seu histórico hotel com uma vista lindissíma, ir até a marginal para tomar uma cerveja e petiscar frutos do mar (ameijoas e caracóis entre outras delicias) olhando o mar e o sol se pôr, comer no PiriPiri, traçar um prato de camarões á Laurentina, passar na baixa e tomar um café enquanto se perambula pelos diversos pontos de venda de artesanato, visitar o bazar (mercado) com seus aromas de especiarias indianas, a estação de caminhos de ferro de onde saí por inúmeras vezes a caminho da escola na África do Sul, Museu de História Natural, a Catedral, enfim há muito para se curtir em Maputo durante esses três dias, afora degustar bons vinhos.  Salute e kanimambo, aproveitem a viajem.

Quem Garimpa Acha!

     Só não sabemos o quê e isso é o barato, a adrenalina do garimpo! Refosco al Peduncolo Rosso, como diz o Gerosa do Blog do Vinho, “Provar vinhos de uvas nativas e pouco divulgadas é como garimpar um livro em edição original em um sebo. Tem aquele apelo da descoberta de algo que existia há muito tempo, mas você desconhecia. De descobrir o novo, que na realidade é antigo, mas estava escondido. Melhor ainda quando o conteúdo surpreende.”, sim porque isso nem sempre acontece! Neste caso, este vinho do produtor Livon trazido pela Mercovino, surpreende e muito positivamente.

       A DOC é situado no nordeste da Itália quase encostado na Slovenia a leste, é a Colli Orientali dei Friulli com um formato que mais parece um camarão num país que tem a bota como referência. A região do Friulli como um todo não é muito conhecida entre nós e muito menos suas uvas. Mesmo com uma participação interessante de cepas estrangeiras, gosto dos Merlots e Cabernets da região que provei, é possuidora de uma leva de uvas autóctones desconhecidas da maioria, inclusive por mim, como as; Refosco, Schiopettino, Ribolla, Pignolo, Friulano, etc.

       A cepa de que falo hoje de nome estranho (sempre penso num furuncolo no pé! rs) Refosco al Peduncolo Rosso poderia ser traduzido como Refosco de racimo vermelho, já que existe o verde mais presente na Slovenia e Croácia, e é o mais “conhecido” da família dos Refoscos. Tive que pesquisar um pouco porque pela primeira vez me deparei com um destes vinhos na taça e desconhecia a cepa. De amadurecimento tardio é uma uva que prima pela boa acidez e taninos firmes produzindo vinhos bem estruturados.

       Falemos deste vinho que tem a conceituada Livon como produtor, é o Livon Colli Orientalli dei Friulli Refosco al Pedunculo Rosso, ufa! Possui uma bonita cor rubi, aromático com frutos negros (ameixa) bem presentes com algum tostado de fundo. A entrada de boca é franca com uma fruta fresca bem aparente, crescendo no meio de boca quando aparecem seus taninos bastante finos e sedosos, corpo médio, terminando algo especiado com boa persistência. O que mais chama a atenção afora a fruta, é a ótima acidez o que comprova o que li sobre a característica da cepa, muito gastronômico, me vi tomando-o algo mais fresco, próximo aos 15 a 16ºC, acompanhado de diversos estilos de charcutaria e, quem sabe, até  um frango grelhado na brasa ou aquela tipica fried chicken americana ou, arriscando um pouco, uma feijoada light?! Enfim, sem devaneios mil, um vinho bastante harmonioso e vibrante que me agradou e me fez lembrar do fato que vivemos aprendendo e por isso o garimpo é tão importante porque se não o que nos resta será viver na mesmice e isso é uma tremenda chatice! ). O preço gira ao redor dos R$95,00.

       Fui, salute, kanimambo pela visita e sigam singrando por mares nunca navegados, a viajem vale a pena!

Dicas Para Comprar Melhor

Mais do que perguntas e respostas, hoje toco num tema bem básico porém nem sempre do conhecimento de todos, como pedir seus vinhos em uma loja e dou algumas dicas nesse sentido. Tá certo que o atendimento e, especialmente, o conhecimento dos pseudo sommeliers que atendem nas lojas não é o que deveria ser, mas até por isso é importante que você seja objetivo deixando claro o que você quer. Por exemplo; não entre numa loja pedindo uma Champagne quando o que você quer é um espumante básico para a festinha do escritório, pois certamente se surpreenderá com o preço! A pedido de alguns amigos, eis algumas dicas do que evitar e outras do que mencionar para quem o atenda de forma a possibilitar que seus anseios sejam atendidos. Não é uma lista de regras a seguir, mas dicas fruto de minha experiência que  acredito fazem muita diferença na hora da compra:

Vinho do Porto – ao pedir estes vinhos certifique-se de que tipo de Porto você quer. Tawny, Ruby, envelhecido, reserva, etc. Aqui mesmo no blog tenho alguns posts sobre o tema que podem lhe ser úteis nesse processo basta procurar em Categorias – Vinhos do Porto. No entanto, estes dois posts sobre os diversos estilos de Tawny e também de Ruby são bem esclarecedores.

Espumantes – Champagne e Prosecco não são sinônimos de espumantes. Mais uma vez, entender o que se está pedindo é essencial para ser bem atendido. Leia o post que escrevi nos idos de 2007 que continua bem atual.

Estilo e Origem do vinho – indique ao atendente o estilo de vinho que procura. Se é vinho encorpado, se é vinho mais elegante e macio, se tem preferência por um país de origem ou uva preferida e não tenha medo de experimentar novos sabores.

Faixa de preço, isso é muito importante pois há bons vinhos em todas as faixas. Quando for comprar e precisar de consultoria na compra, sempre especifique a faixa  de preço que está buscando. Se for baixa e o atendente virar o nariz, faça o mesmo e procure outra loja onde você possa ser melhor atendido, pois serviço e educação são essenciais em qualquer situação.

Vai dar um presente? Se não conhecer o presenteado muito bem, tente descobrir que vinhos (pelo menos uva ou origem) essa pessoa tem tomado e passe essa informação na hora da busca, junto com faixa de preço que pretende gastar, pois ajudará muito sua causa. O atendente não é adivinho e o tal do bom e barato é muito relativo a cada um.

Conhecimento em nossa vinosfera se ganha com litragem e diversidade. Tente frequentar o máximo de degustações possíveis onde você poderá conhecer os vinhos antes de os comprar reduzindo sua margem de risco. Vinho neste país, aliás não só vinho(!) é muito caro então comprar bem é economizar. Compre alguns vinhos que já conheça e goste, seu porto seguro, mas não deixe de provar coisas novas e diferentes pois aí que jaz o grande barato do mundo do vinho, a descoberta de novos sabores!

Monte uma planilha simples em casa em que conste o nome do rótulo, safra,origem, uvas se souber, estilo – branco/tinto/sobremesa, etc. – preço, onde e quando comprou, quando tomado e sua avaliação. Essa avaliação tem que ser algo que lhe faça sentido, nada de criar ou copiar algo complexo, tem que ser algo que na hora seja fácil de lembrar seus sentimentos ao tomá-lo. Eu usava referências muito objetivas tipo:

  • Qualidade – Grande vinho / muito bom / bom / medíocre
  • Observação – só escrevia se o vinho valesse a pena e tratava de sabores e emoções percebidas usando palavras chaves. Quando não valia a pena somente marcava – sem comentários.
  • Preço – Vale o que paguei / superou expectativas / fraco demais da conta
  • Compra – comprar de novo / só em promoção / para esquecer

Dessa forma, com um leve olhar eu já sabia o que era descartável e o que não. Até hoje volta e meia recorro a essas planilhas para me lembrar de um ou outro vinho.

Crie um vinculo com a loja que produzir a maior sinergia consigo. A que acerta mais no atendimento de suas expectativas e alimente essa relação, você só sairá ganhando pois nada melhor que você tratar com alguém que entenda do produto, de suas necessidades e as atenda de forma agradável e sincera.

Não suponha que o mais caro é o melhor. É comum pensar que os vinhos mais caros sejam os melhores, porém isto nem sempre é verdade e a precaução na compra de um vinho de alto valor tem que ser precedido de muita pesquisa e, preferencialmente, prova. Há inúmeros casos de ótimos vinhos de preço intermediário que batem grandes nomes e preços idem então, pesquise antes e, se já tiver uma relação de confiança com seu fornecedor, peça-lhe ajuda.

Tenha especial cuidado quando se compra vinho em sites de compra coletiva, clubes de vinho e lojas virtuais. Você não tem como conferir as condições do produto e como ele viajará até você, lembre-se que é algo que você irá ingerir! Por outro lado, se der zica, o que ocorre mesmo que amiúde, vai reclamar para quem?! Compras on-line só em situações muito especificas e com um retrospecto bem conhecido ou por recomendação de alguém que confie.

Cuidado com ofertas mirabolantes, compare preços, não descontos! Mais uma vez, a relação com o lugar onde compra é essencial pois dela advém a confiança. Um vinho branco muito abixo da média de preços da concorrência, comprado sem ver e sem alusão de safra na internet, pode lhe trazer uma dor de cabeça danada! As margens neste ramo são bem menos altas do que a maioria pensa então se os porcentuais que lhe estão oferecendo são muito altos, coloque as barbas de molho e prossiga com muita precaução lembrando que, quando a esmola é demais o santo desconfia! Preferencialmente,restrinja suas compras de promoções e barganhas de quem você já conhece e nunca o faça quando em viagens longe de sua residência. Se o vinho apresentar problemas vai reclamar pro bispo!

Seja feliz! O vinho, como já dizia o saudoso mestre Saul Galvão que nos deixou à quase três anos, existe para nos dar prazer então compre bem para que isso se concretize e depois, tome-o em boa companhia. Salute e kanimambo, nos vemos por aqui ou aonde a taça nos levar.

Malbec e Bacalhau, Não é que Deu Tango!

      Adoro essa experiências! Algumas dão errado, mas me esbaldo quando dão certo e esta deu muito certo porque há mil formas de preparar bacalhau e os mais diversos estilos de Malbec então é uma questão de prova e uma certa dose de sede de novidade com uma pitada de ‘aventura”. rs Na enogastronomia “inventar” pode ser uma muito boa pois vivemos nos surpreendendo e aprendendo.

     Faz uns quinze dias estava provando este vinho na loja e me surpreendi muito positivamente com sua elegância e finesse, algo não muito costumeiro nos vinhos dos Hermanos mais conhecidos por sua concentração e potência. Levei o resto da garrafa para casa para provar com mais calma e aproveitei para tentar harmonizá-la com um prato de Penne com Bacalhau e Brócolis, ficou da hora, mas vejamos por quê e que vinho é esse.

         O vinho é o Gougenheim Valle Escondido Malbec 2010 com educados 13.5% de teor alcoólico elaborado na sub-região de Tupungato em Mendoza a cerca de 1000 metros de altitude. Na cor é rubi com toques violáceos típicos da cepa sem a típica super extração que resulta em vinhos muito escuros. Nariz sedutor de frutos negros com nuances florais, pelo menos assim me pareceu, que convidam a levar a taça à boca onde ele se mostra extremamente sedutor, equilibrado e elegante com taninos macios e sedosos, boa estrutura, corpo médio e um final muito agradável algo especiado que pede mais uma taça. Leve passagem por madeira  (4 meses) muito bem balanceada que lhe aporta alguma complexidade de sabores ressaltando suas virtudes. Parker lhe deu 87 pontos, eu lhe daria talvez um pontinho a mais pela boa relação Qualidade x Preço x Prazer pois é um vinho de preço final ao redor dos R$49,00 a 55,00 dependendo da loja, mas o tenho visto em promoção por R$39,00 o que o torna irresistível e imperdível!  

        Tudo levava a crer que poderia encarar meu bacalhau com galhardia e efetivamente isso se comprovou. O prato é leve e o vinho deu-lhe um pouco mais de corpo sem se sobrepor em função de seu equilíbrio e elegância, uma harmonização como a que sempre buscamos em que ambos os players crescem quando juntos, o famoso 2 + 2 = 5 que faz com esse mundo da enogastronomia não seja binário e eu adoro isso! Não é sempre que conseguimos, mas nesta “maridaje” me dei bem. Por sinal, o prato foi regado com o incrível azeite não filtrado da Malhadinha (Alentejo) o que fez o prato crescer um montão, esse ando consumindo a conta-gotas!!

       Se ainda fizer um friozinho e você quiser aproveitar para tentar algo diferente, tente harmonizá-lo com Fondue de Queijo, acho que pode dar samba, ou harmonize-o com amigos num alegre bate papo acompanhando uma linguiça de pernil com ervas como aperitivo, também vale por sua versatilidade, e o preço está muito camarada! A importadora é a Almeria que vem primando por nos ofertar alguns “achados” por preços bem convidativos. Dizem que o Syrah deles também é muito bom, mas esse ainda não provei e quando o fizer vos conto.

Salute, kanimambo e uma ótima semana para os amigos.

Dica da Semana – Degustação Magnum

Belissíma degustação com jantar que será promovida nesta próxima Quarta na Vino & Sapore em parceria com a Importadora Magnum, empresa que, como eu, também gosta de garimpar coisas diferentes! Para começar, brindaremos aos pais presentes e ausentes com o delicioso espumante Cave Geisse Brut, um dos melhores hoje produzidos no país e um produtor contrário às Salvaguarda que devemos, portanto, apoiar. Brindamos e preparamos o palato para o que está por vir, uma curta viagem pela diversidade de nossa vinosfera.

  • Casamatta Branco – elaborado na Toscana com as uvas Vermentino (90%) e Moscato Bianco (10%). A uva Vermentino se adaptou perfeitamente do clima da Toscana. Origina vinhos com aromas florais e frutados com destaque para nectarina, maçã e lima. Um leve toque vegetal complementa sua tipicidade. Vinho agradável e muito prazeroso tenso sido pontuado (safra 09) com 88 pontos pela revista Wine Spectator.
  • Veenwouden Vivat Bacchus Merlot – da África do Sul elaborado um blend das uvas: Merlot (90%) e  Malbec (10%). Aromas de ameixas maduras e cerejas. No palato sensações de cereja preta e ameixa com notas de baunilha com um acabamento frutado. Taninos macios e acidez moderada torna este um vinho fácil de se gostar. Redondo, macio e suculento, Ideal com pizza, massas, carnes grelhadas. Envelhecimento/Amadurecimento: 12 meses em barricas de carvalho.  John Platter, mais importante critico de vinhos da região, que pontua seus vinhos com até cinco estrelas, lhe deu 3 estrelas e meia.
  • Elias Mora Toro – Elias Mora desponta desde 2000 como um dos nomes mais conceituados desta região espanhola. Este vinho mostra bem a potência e estrutura da uva Tinta del Toro (Tempranillo) alcança neste região lembrando que estes vinhedos não são enxertados pois a praga da Phyloxera não alcançou a região.  Vinho amadurecido por 6 meses em barris de carvalho americano. Vinho de cor cereja intenso com toques violáceos. Frutado, com lembranças de frutas negras como o cassis e amoras. Leve tostado devido a madeira. Na boca possui boa estrutura, com taninos bem integrados, equilibrado e de grande caráter e personalidade. Ideal com queijo parmesão e cozidos de carne. Rober Parker pontuou este vinho com 90 pontos.
  • Vitanza Brunello di Montalcino – da ótima safra de 2006, obteve 3 Bicchieri (premiação máxima) numa das mais tradicionais e importantes guias italianos, o Gambero Rosso, em 2005. Amadurecimentoem barricas de carvalho mínimo de três anos (Carvalho da Slovenia e França) e mais seis meses em garrafa antes da comercialização resultam num vinho de cor rubi brilhante e intenso, bouquet complexo e rico com destaque para as típicas notas de madeira e especiarias. Taninos evidentes, potentes e intensos. Na boca lembra chocolate e baunilha.      

     Depois de provarmos estes quatro vinhos , nos prepararemos para servir o prato que acompanhará o vinho do jantar, um Boeuf Bourguignon elaborado pelo amigo Ney Laux que há mais de 20 anos satisfaz os exigentes paladares granjeiros num ambiente familiar e descontraído aqui no pedaço em seu restaurante de autor, o conhecido Pattio Viana ou, como nós o conhecemos, simplesmente o Restaurante do Ney. Para acompanhar este prato que o Ney elabora com maestria, o Stella Primitivo de Manduria elaborado com 100% da cepa Primitivo desta região da Puglia. Elaborado com uvas de vinhas velhas, esse vinho apresenta cor vermelho rubi, aromas intensos  de ameixa, amora, cereja preta e framboesa. No palato apresenta taninos equilibrados. Bom corpo e final persistente.

     Para quem achava que tinha terminado, ainda não terminou não! A importadora decidiu nos presentear com a degustação especial do vinho que recentemente foi considerado o melhor branco do Chile, pelo Guia Descorchados 2012, o Laberinto Cenizas Sauvignon Blanc elaborado pelas mãos do conceituado enólogo Rafael Tirado que estará presente ao evento. Agora sim, para finalizar este agradável encontro que também contará com a presença da sommelier Sandra da Magnum Importadora, serviremos um vero Tiramissu italiano acompanhado de um inusitado Licor de Tannat  da Dominio Cassis, antes de tomarmos um saboroso Bourbon Yellow, o novo café do Atelié do Café. Vagas limitadas a 14 pessoas (só sobraram 4!) e o preço é bem camarada para tuuuuuudo isso aí acima, somente R$120,00 por pessoa pagos no ato da reserva e a Magnum ainda topou dar um desconto especial no dia para estes vinhos provados, imperdível! Ligue para (11) 4613.6343 ou 1433 para saber como pagar ou envie mail para comercial@vinoesapore.com.br

Portugal Enogastrocultural, Vem Comigo? Portuguese Wine Tour, Come Join Us!

        Pois é, ói nóis aqui otra vez! É pessoal, o primeiro grupo, mesmo que pequeno, fez a festa em Fevereiro quando a Inês minha parceira nestes projetos, levou nosso primeiro grupo numa intensa viajem pelo que de melhor existe na enogastronomia portuguesa provando descobrindo novos sabores. Boa parte dessa aventura está registrada no blog dela e no do Ricardo Gaffré e desta vez esperamos casa cheia. É para Outubro, final de vindima de vinhos e inicio da colheita da azeitona! Clima agradável, bons vinhos, ótima comida e gente amiga para compartilhar essas experiências, espero sua reserva lembrando que os preços estão bem camaradas especialmente se pensarmos que você ainda pode usar sua milhagem para voar! Quase tudo está coberto no valor; duas refeições diárias, passeios, degustações, vinhos ás refeições, entradas para eventos, vai ser da hora!

     English speaking people are welcome. From anywhere in the globe join us in Portugal and spend an unforgettable fortnight discovering new flavours and absorbing the rich portuguese culture. Click on the image for more information (in portuguese) or leave your comment and we will get in touch, cheers!

     Clique na imagem para ver o roteiro detalhado e custos. Vejo você a bordo!

Salvaguardas – 300 milhões de Litros de um dos Melhores Vinho do Mundo em Estoque!

         Pelo menos foi essa a aberração citada por mais um iletrado deputado nas coisas do vinho. Primeiramente ele deveria se inteirar do assunto e ter conhecimento de causa antes de sair por aí falando besteira, vai que acreditam nessa falácia?! O nome do nobre deputado gaúcho é Ernani Polo (PP), mais um a ser lembrado nas próximas eleições a que se candidatar.  A competitividade, meu caro deputado, não vem de taxar os outros (produtos importados) tapando o sol com a peneira numa ação fantasiosa de pouca dura e sim de melhorias internas como evitar a super produção, reduzir custos e tributos em toda e cadeia produtiva, criar condições para inserir o suco integral nas merendas escolares de milhões de pequenos brasileiros, etc, etc, etc.

Agora que consegui sua atenção, a verdade  é que o que deverá ocorrer é que os estoques de vinhos de mesa, suco e vinho fino deverão atingir esse volume declarado pela Ibravin devido ás boas condições climáticas da safra que geraram uma enorme produção. A produção de vinhos finos, para os quais os Salvaguardistas pedem proteção especial e o deputado coloca entre os melhores do mundo, não passa dos 25 milhões de litros (salvo erro) ou seja, menos de 10% do total desse enorme estoque!!!! O problema, consequentemente, não está nesse segmento de mercado (muito menos dos vinhos vindos do Velho Mundo) e sim no restante que eles insistem em não querer enxergar deturpando tudo o que é números e informações no sentido de ludibriar o publico, o produtor menos desinformado que reza na cartilha dos barões em função da dependência econômica e os órgãos competentes numa atitude declaradamente oligapolizada. A cave é mais embaixo, basta querer enxergar!

Sem qualquer trabalho mercadológico no sentido de preparar o mercado para seu volume de produção, investiram no sentido de produzir muito mais do que têm capacidade de escoar. Nos últimos dez anos, os coitadinhos aumentaram a produção de uva (todos os tipos) em 50% porém sem investir nos canais adequados de distribuição e o funil transbordou!! Para isso, pegaram um monte de grana do BNDES a custo quase zero, que nem eu nem você temos acesso, e ao terem que pagar a conta viram que a matemática não batia. Culpa nossa? Não, obviamente que não, porém eles (os barões, seus lacaios, Ibravin e Cia agora apoiados por uma série de políticos desinformados á cata de votos na próxima eleição ou, eventualmente, pagando dividas da anterior) querem que nós paguemos essa conta! Se essas salvaguardas se confirmarem. Muitos dos rótulos mais interessantes dos pequenos produtores internacionais vão sumir do mercado, os produtos aumentarão de preço (os locais também que eles não são nada bobos) e o negócio como um todo sofrerá um enorme retrocesso com grande perda de empregos e muitas operações comerciais fechando. Os culpados não são os vinhos importados, não os defendo só constato fatos, que muito pelo contrário têm trabalhado bastante na divulgação do vinho fino no Brasil, o problema é interno!

Você irá consumir mais vinho brasileiro em especial da Miolo / Valduga / Perini / Dal Pizzol / Don Giovanni / Aurora e outros tantos, só porque eles assim o desejam? Duvido e a grande probabilidade, pelo menos esse é o meu mantra em tudo isto, é que eles dancem! Boicote neles, essa é a única arma que temos para nos defender dessas atitudes insanas de um monte de gente arrogante e prepotente que não desce de seu pedestal para discutir democraticamente com os outros players de mercado uma solução para o setor como um todo, só se preocupam com o próprio bolso e dane-se o mundo! Não sou contra o vinho brasileiro, já deixei isso mais que claro e o histórico deste blog é clara evidência disso, mas sou radicalmente contra as salvaguardas e quem as defende. Essa falta de tato, do gosto pela polêmica, do desrespeito ao consumidor, a falta de bom senso e ausência de diálogo (adoram um monológo de frases feitas!), a teimosia em nos tratarem como se idiotas fossemos, as mentiras, enfim todo um saco de maldades para conosco e o próprio vinho brasileiro são atitudes deploráveis que me entristecem muito. Deles; tirei tudo da loja e no blog não provo, não recomendo e não falo podendo muito bem viver sem os ter nunca mais na taça, não merecem minha atenção por mais que eu respeite alguns de seus produtos e a capacidade de quem os elabora. Há, no entanto, gente que pensa e age diferente lá no Sul então devemos separar o joio do trigo o que tenho feito com uma certa regularidade aqui e na loja. Por exemplo, troquei o que tinha de Domno, Valduga, Marco Luigi e Don Giovanni (Miolo nunca tive por não concordar com sua estratpegia comercial) por produtos da Cave Geisse, Bella Quinta, Antonio Dias e outros como Dom Abel, Villagio Grando, Adolfo Lona, Marco Danielle, Vallontano e Angheben que gostaria de ter se o negócio permitir. Se possível, faça isso também você, evite os vinhos dos Barões nacionais e mude de produtor dando apoio a quem seja contrário a esse embuste.

Me perguntaram a quantas anda este assunto. Pois bem, quem quiser acompanhar em maiores detalhes, existe um grupo no Facebook chamado Chatos da Salvaguarda que é constantemente atualizado e vale ser acompanhado. É aberto então, mesmo você não podendo tecer comentários, pode acompanhar os posts e comentários ou, caso queira, pode pedir para fazer parte do grupo e interagir com ele. Premissa básica, ser contrário às Salvaguardas e seus mentores. Espera-se que o ministério (MDIC) dê seu veredito entre o final deste mês a inicio do próximo e ninguém sabe o que vai sair dali. Se os governistas de plantão tiverem que pagar suas dividas da eleição passada e, consequentemente, a decisão for politica, estaremos de luto em Outubro! Caso a análise seja essencialmente técnica, respiraremos aliviados pois não há base para tal. Neste momento porém, existem fofocas, leituras e expectativas dúbias que não nos deixam em condições de apontar nenhuma tendência, mas o receio é grande e desde já é uma mancha no setor que dificilmente será removida a curto prazo independentemente de resultado. Como diz o Chiquinho Badaró, Xô Salvaguardas!

Salute e kanimambo

Dia dos Pais Repleto de Prazeres

       Primeiramente o maior prazer de todos, o de poder estar junto de meus amados filhos e neto. Coisa melhor na vida não há e ainda bem que o fazemos com uma certa regularidade e não só num dia especial como esse! Aproveitando o momento, mais uma desculpa (como se isso fosse preciso – rs) para se abrir mais algumas boas garrafas de vinho e curtir o dia bem acompanhado.

      Começamos por matar uma garrafa de Quinta de Linhares Arinto, da região do Vinho Verde em Portugal, que tínhamos aberto no dia anterior para acompanhar um prato de Bifum ao Curry de um restaurante chinês aqui do pedaço. O vinho é delicioso e quanto mais o tomo mais gosto dele. Aquele frescor típico dos Vinhos Verdes enche a boca de prazer e acompanhou muito bem os toques orientais do prato levemente apimentado. Certamente um grande acompanhante de comida Thai e do estilo. Neste domingo, no entanto, foi muito bem acompanhando umas entradinhas, nada sofisticado tudo bem simples, e uma salada de Bifum com kani, cenoura e azeitona. Preparamos bem o palato para o que estava por vir a seguir.

     Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004, eta vinho porreta sô!! Se você tiver uma destas garrafas na adega, no entanto, abra logo! A meu ver já está em seu apogeu e não deve melhorar muito mais na garrafa. Com sete anos nas costas, está absolutamente sedutor nos aromas mostrando toda a exuberância da Touriga e encanta o palato. Um vinho com a assinatura Álvaro de Castro um dos grandes mestres na produção de grandes vinhos no Dão. Seus; Carrossel, Pape e Doda são de lamber os beiços e beiram a perfeição! Este Touriga também impõe respeito porém não pelo peso e sim pela complexidade e elegância que ele transmite através de taninos macios e sedosos. Faltou-lhe um pouco de estrutura, esperava mais nesse sentido, por isso acho que se deve tomar logo. Acompanhou bem o strogonoff de filé mignon, elaborado com maestria por minha cara metade, mas seduziu mais sozinho. De qualquer forma, um grande exemplo dos grandes vinhos que a Touriga pode gerar e um deleite que eu merecia! Rs

    Para finalizar, decidi guardar meu Moscatel Roxo Superior 98, achei que era demais para um só dia e depois, não combinaria com a torta de morangos que tínhamos de sobremesa. Para essa combinação, preferi um Vendimnia Tardia da Vina Amalia, vinho surpreendente em sua faixa de preço (R$65) elaborado com castas de muito boa acidez  (Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris e Viognier em partes iguais) que fazem um contrapeso à doçura da torta. Quando lembrei da foto, já era! Modéstia á parte, boa escolha pois a harmonização ficou ótima mesmo o vinho estando a uma temperatura mais alta que o desejado. Difícil foi competir com meu neto pela torta de morangos!

Grande dia, pleno de sabores e prazeres como deveria ser. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

Sinais dos Tempos – Um Pensamento Para Reflexão

        O tempo passa e nem sempre as coisas evoluem. Aliás, há situações cíclicas que no decorrer do tempo se repetem e, dando uma limpa em meu escritório neste fim de semana, me deparei com um artigo publicado na Revista de Vinhos portuguesa datada de Maio de 2009, que não poderia estar mais atualizada e nos deixa um ponto para reflexão. Sem mais demoras eis o texto sob o titulo, Snobs do Vinho:

         “Sinais dos tempos, os vinhos mais badalados de 40 a 50 Euros a botelha, há dois anos atrás era vê-los desaparecer das prateleiras na semana que chegavam. Para se obter uma dessas garrafas era preciso meter uma cunha a um amigo do proprietário da loja. Agora é vê-lo por aí disponíveis para quem os quiser levar e a serem vendidos num ritmo bem mais ajustado aos tempos que correm. Até o próprio conceito de snobismo vínico começa a mudar. Hoje em dia quando um consumidor endinheirado leva à mesa uma daquelas garrafas míticas para impressionar os amigos e fazer alarde de sua generosidade e largueza financeira, arrisca-se a aparecer um conviva com uma outra garrafa bem menos conhecida que a coloca do lado da primeira dizendo; “ora, provem lá esta categoria de vinho que eu encontrei e custa menos da metade desse aí e tão bom quanto”. Começa a estar mais na moda, em determinados ciclos sociais, saber de vinho e comprar a melhor relação Qualidade-Preço, do que mostrar sua capacidade de pagar muito dinheiro por uma garrafa de vinho. A crise tem dessas coisas e nem todas são más (LL).”

        Como diz o ditado, há males que vêm para o bem, e este tipo de mudança de hábito, em que se preze muito mais o conteúdo da garrafa do que a marca estampada no rótulo, é certamente muito bem vinda. Salute, kanimambo, uma ótima semana para todos e comprem com sabedoria!